PANELA DE PRESSÃO POLÍTICA PODE EXPLODIR NOS PRÓXIMOS DIAS

Posted On Sábado, 17 Janeiro 2026 07:13
Avalie este item
(0 votos)

Por Edson Rodrigues

 

 

O cenário político do Tocantins vive um aquecimento que promete intensificar-se nas próximas semanas. A fala do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amélio Cayres, em diálogo com o governador Wanderley Barbosa, sobre quem será o candidato ou candidata ao governo do Estado com apoio do Palácio Araguaia, acendeu os bastidores.

 

Não será nada fácil para o governador Wanderley Barbosa atender aos interesses dos dois grupos políticos que orbitam em torno do governo. Após o afastamento de 90 dias do cargo por determinação do STF, seguido de 180 dias de turbulência, compromissos políticos foram firmados e precisam ser cumpridos.

 

Kátia Abreu

 

 

O ambiente político ganhou ainda mais tensão após uma declaração da ex-senadora Kátia Abreu, que afirmou:

 

“Lugar de WB não é no Palácio Araguaia. É só uma questão de tempo e ele vai ver onde será seu gabinete permanente. Vai ver onde é o lugar de meliante corrupto. Laurez vai ocupar o seu lugar de direito quando a justiça do Brasil e de Deus agir.”

 

A fala repercutiu fortemente nos bastidores e foi recebida com indignação pelo governador Wanderley Barbosa, que classificou as palavras como ofensivas e injustas. Barbosa reagiu reafirmando sua legitimidade no cargo e destacando que continuará conduzindo o governo com respaldo institucional e político, apesar das críticas.

 

Pacto

 

Um pacto foi estabelecido entre o governador e os senadores Eduardo Gomes, vice-presidente do Senado, e a professora Dorinha Seabra, enquanto o deputado federal Carlos Gaguim

permanece na sombra.

 

Até o momento, Wanderley Barbosa vem dando sinais nesse sentido: reuniu-se por horas no Palácio Araguaia e participou de solenidades ao lado da pré-candidata. Dorinha, por sua vez, já conversou com diversos deputados governistas em busca de apoio.

 

O papel de Amélio Cayres

 

 

Há, contudo, uma peça central nessa engrenagem: o presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres. Com quatro mandatos de deputado estadual, dois como presidente da Casa de Leis e dois de prefeito, Cayres consolidou liderança junto à maioria dos parlamentares, inclusive da oposição. Reeleito presidente da Casa, vem mantendo equilíbrio político e institucional.

 

Patrimônio político

 

Antes do afastamento de Wanderley Barbosa, Amélio Cayres percorria o Estado em plena pré-campanha, acompanhado pelo governador em entregas de obras e visitas a cidades. Em várias regiões, discursava como potencial candidato à sucessão, com apoio explícito de Barbosa. Esse movimento foi amplamente registrado nos veículos de comunicação do Tocantins.

 

Analistas e políticos aguardam, para os próximos dias, que o governador e o presidente da Assembleia se reúnam para discutir a sucessão estadual. Essa conversa, de foro pessoal, colocará frente a frente Amélio Cayres e Dorinha Seabra como os principais nomes em disputa.

 

Dorinha Seabra

 

 

A senadora Dorinha vem se comportando com ética, humildade e sabedoria, reafirmando que a formatação da chapa majoritária será decidida em colegiado liderado pelo governador Wanderley Barbosa.

 

Enquanto não houver a conversa definitiva entre Amélio e Wanderley, tudo permanece no campo da especulação — parte natural da democracia.

 

Base não pode rachar

 

 

O governador Wanderley Barbosa terá que “pisar sobre ovos” na conversa com o presidente da Assembleia Legislativa. Amélio Cayres foi companheiro e leal aliado durante o processo de afastamento do governador pelo STF, quando diversos pedidos de impeachment foram protocolados na Casa. Sob pressão do Palácio Araguaia e de deputados estaduais, Cayres segurou a situação por 90 dias até que Barbosa retornasse ao cargo outorgado pelo povo tocantinense.

 

Oposição

 

 

A oposição, por sua vez, trabalha nos bastidores e não é fraca. Está se organizando e, caso haja um racha na base governista, o quadro pode mudar com uma oposição fortalecida tanto na Assembleia quanto no Congresso. Isso poderia complicar o placar da sucessão, que até este sábado é positivo para o governo, com a candidatura da senadora Dorinha liderando as pesquisas de intenção de votos.

 

Vale lembrar que até 4 de abril há condições legais para mudança de partido por detentores de mandato eletivo na Assembleia Legislativa, sem risco de perda de mandato. Dias atrás, o governador assegurou que “na hora certa todos ficarão acomodados em um mesmo barco”.

 

Na base governista, muito ainda pode acontecer já na próxima semana. A única coisa que não pode ocorrer, segundo aliados, é a base rachar.

 

 

{loadposition compartilhar} {loadmoduleid 252}