Texto diz que ampla maioria dos diretórios estaduais do MDB é contrária a uma aliança eleitoral com o PT

 

 

Com  Estadão Conteúdo

 

 

Diretórios estaduais do MDB em 17 estados organizaram um manifesto contra a aliança nacional do partido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O documento deve ser entregue no final da tarde desta terça-feira (3) ao presidente nacional da sigla, o deputado federal Baleia Rossi (SP), com um pedido para que a sigla se mantenha neutra nas eleições em outubro.

 

A manifestação ocorre em meio a negociações de bastidores entre o presidente Lula e dirigentes do MDB sobre a possibilidade de indicação de um nome da sigla para a vaga de vice-presidente na chapa à reeleição, em outubro.

 

Mesmo tendo nomes próximos ao governo federal, como o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, o MDB reúne grupos com posições diferentes dentro do partido. Lideranças regionais, principalmente de estados governados pelo centro ou pela direita, preferem que a sigla se distancie da chapa petista.

A iniciativa de organizar um manifesto contrário à aliança com Lula partiu do diretor do MDB de Goiás, o vice-governador Daniel Vilela (MDB). Em uma primeira carta enviada a Baleia, ele afirma: “A ampla maioria dos diretórios estaduais do MDB é frontalmente contrária a uma aliança eleitoral com o PT. Naturalmente, a maioria dos convencionais também defende a mesma posição”.

 

No texto, Vilela menciona que o partido foi ofendido durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula no carnaval deste ano.

 

“Entendo que é inconcebível que um partido com a história e o tamanho do MDB seja alvo de ataques desarrazoados, taxado como golpista até em desfile de carnaval patrocinado pelo atual governo do PT, sem manifestar sua profunda insatisfação”, escreveu o vice-governador de Goiás.

Na apresentação, a Acadêmicos de Niterói fez referência à última aliança entre PT e MDB na Presidência da República, durante os governos da ex-presidente Dilma Rousseff, entre 2011 e 2016. À época, o MDB — então PMDB — integrou a coalizão governista e indicou o vice-presidente Michel Temer, compondo a chapa vencedora nas eleições de 2010 e 2014.

 

A aliança foi rompida em 2016, quando o MDB desembarcou do governo e passou a apoiar o processo de impeachment de Dilma no Congresso. Desde então, as duas siglas não voltaram a formar uma coalizão nacional nos mesmos moldes, apesar de o atual governo do presidente Lula contar com três emedebistas na Esplanada e manter negociações pontuais com o partido.

 

Nesse contexto, atualmente Lula e dirigentes do PT avaliam a possibilidade de estimular uma candidatura de Tebet ao Senado ou ao Governo de São Paulo, sob a avaliação de que seu nome poderia fortalecer o palanque do presidente no maior colégio eleitoral do país. A ministra, no entanto, construiu sua trajetória política no Mato Grosso do Sul.

 

 

Posted On Terça, 03 Março 2026 21:07 Escrito por

O IBGE divulgou nesta terça (3) os dados do PIB do Brasil no ano passado

 

 

Con Estadão 

 

 

O consumo das famílias brasileiras fechou 2025 com crescimento de 1,3% em relação ao ano anterior, depois de avançar 5,1% em 2024 e puxar o PIB (Produto Interno Bruto) daquele ano. Trata-se do pior resultado desde a queda de 4,6% registrada em 2020, durante a pandemia.

 

O IBGE divulgou nesta terça (3) os dados do PIB do Brasil no ano passado. Segundo o instituto, a desaceleração mostra os efeitos adversos da política monetária de juros altos. Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, afirma que as famílias atingiram recorde de endividamento no ano passado, um fator que também influencia negativamente o resultado.

Por outro lado, o país vem de uma trajetória de recuperação do mercado de trabalho, com desemprego na mínima histórica e recordes na renda. Esses fatores, aliados ao aumento do crédito e aos programas governamentais de transferência de renda, garantiram ainda o crescimento do consumo.

 

 

No quarto trimestre, o consumo das famílias ficou estagnado, depois de ter recuado 0,1% nos três meses anteriores.

 

A aquisição de bens e serviços, por outro lado, encontra obstáculo no cenário de juros altos para conter a inflação. A taxa básica de juros (Selic) está em 15% ao ano desde junho de 2025, o que encarece o crédito para o consumo e os investimentos produtivos.

 

Outro componente do PIB é o investimento, que passou de um crescimento de 6,9% no ano passado para 2,9% neste ano. Segundo o IBGE, o aumento na importação de bens de capital, no desenvolvimento de softwares, na construção compensaram a queda na produção interna de máquinas e equipamentos.

 

A taxa de investimento em 2025 foi de 16,8% do PIB, ante 16,9% em 2024.

 

Consumo e investimentos integram o cálculo do PIB pela ótica da demanda por bens e serviços. O indicador inclui ainda as exportações, as importações e o consumo do governo.

 

O consumo do governo, por sua vez, cresceu 2,1%, praticamente o mesmo valor verificado um ano antes (2%).

 

As exportações cresceram 6,2% no ano passado, acima dos 2,8% de 2024, enquanto as importações avançaram 4,5%.

 

Durante o ano passado, parte dos embarques brasileiros foi afetada pelo tarifaço do governo Donald Trump. Com isso, exportadores tiveram de buscar mercados alternativos aos Estados Unidos.

 

O ano de 2025 também teve recorde na safra de grãos do Brasil. A pauta exportadora do país é bastante influenciada por commodities como a soja, carro-chefe da produção agrícola.

 

 

Posted On Terça, 03 Março 2026 13:05 Escrito por

Varejistas que quiserem vender remédios deverão instalar quiosque específico dentro dos estabelecimentos; projeto segue para sanção

 

Por Maria Laura Giuliani

 

 

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2/3) o projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados. O texto segue agora à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

A proposta determina que varejistas interessados em vender os remédios deverão instalar um espaço específico, semelhante a um quiosque de farmácia, dentro de seus estabelecimentos. Pelo texto, a venda deverá ser feita obrigatoriamente sob a responsabilidade de um farmacêutico.

 

O relator do texto, deputado Zacharias Calil (União Brasil-GO), afirmou que a proposta pode facilitar o acesso a medicamentos, especialmente para pessoas que vivem em áreas remotas.

 

“A presença disseminada de mercados, supermercados e seus congêneres, inclusive nas localidades mais remotas do território nacional, pode ser adequadamente utilizada para facilitar a vida dos usuários de medicamentos”, declarou o deputado em seu parecer.

 

O texto foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado em setembro de 2025. Como tinha caráter terminativo no colegiado, seguiu diretamente ao plenário.

 

 

Posted On Terça, 03 Março 2026 07:01 Escrito por

O deputado Mendonça Filho (União-PE) afirma ter apoio da maioria das bancadas para aprovar texto que endurece progressão de regime e reforça a governança do sistema prisional

 

 

Com Agêcia Câmara

 

 

Mendonça Filho, relator da PEC da Segurança, afirma que vai manter a redução da maioridade penal no relatório final da proposta. - (crédito: Marina Ramos / Câmara dos Deputados)
O relator da chamada PEC da Segurança, deputado federal Mendonça Filho (União-PE), decidiu manter no parecer a proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, além de endurecer regras de progressão de regime para condenados por crimes graves. A expectativa, segundo ele, é de que o texto seja aprovado com “ampla maioria” na Câmara dos Deputados na próxima quarta-feira (4/3).

Em declaração exclusiva ao Correio, o parlamentar afirmou que o relatório consolidou apoio expressivo entre as principais bancadas da Casa. “Bom, a expectativa é muito favorável que o texto possa ser aprovado com ampla maioria. Acho que a gente conseguiu uma adesão clara e objetiva da grande maioria do parlamento, da Câmara dos Deputados, das principais bancadas”, declarou.

 

O parecer, segundo Mendonça, prevê restrições mais rígidas à progressão de regime para presos considerados perigosos e para aqueles condenados por crimes contra vulneráveis, como crianças, adolescentes, mulheres e idosos. Para o relator, a proposta enfrenta diretamente o avanço da criminalidade no país. “Nós estamos enfrentando a criminalidade, endurecendo regime e direitos como progressão penal, reduzindo esse direito para presos perigosos e altamente lesivos, assim como também para criminosos que cometam crimes contra vulneráveis”, afirmou o deputado.

Além das mudanças no campo penal, o texto também propõe alterações na governança do sistema prisional, com reforço da atuação dos estados e maior integração com o governo federal. “Com a concepção geral, atacamos também a questão do sistema prisional, com outra governança, fortalecendo a capacidade de atuação dos estados na gestão dos presídios e penitenciários e do próprio governo central”, disse.

 

Segundo Mendonça, a PEC consolida mecanismos de integração e cooperação entre os entes federativos.

 

“Garantimos uma estrutura constitucional, uma prática segura, integração e cooperação na política de segurança pública do país. São conquistas muito importantes que eu espero que sejam bem recebidas e aprovadas na próxima quarta-feira”, concluiu.

 

 

Posted On Terça, 03 Março 2026 06:20 Escrito por

Lulinha disse ter viajado ao país europeu com Antunes para conhecer uma fábrica de produção de cannabis medicinal

 

 

Por Vinícius Prates

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou a pessoas próximas que teve passagens aéreas e hospedagem em Portugal custeadas pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, atualmente preso sob suspeita de corrupção em um esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

 

De acordo com relatos de interlocutores, Lulinha disse ter viajado ao país europeu com Antunes para conhecer uma fábrica de produção de cannabis medicinal. Ele nega, porém, ter formalizado qualquer sociedade ou recebido pagamentos do lobista além do custeio da viagem.

 

A ligação entre os dois passou a ser alvo de apuração após um ex-funcionário de Antunes afirmar à Polícia Federal (PF) que ambos seriam sócios e que o empresário receberia R$ 300 mil mensais do lobista. No curso das investigações, a PF identificou mensagens nas quais Antunes havia providenciado pagamentos de R$ 300 mil ao “filho do rapaz”, sem identificação nominal nas conversas. A corporação instaurou procedimento para esclarecer se a referência diz respeito a Lulinha.

 

Paralelamente à investigação conduzida pela Polícia Federal, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura irregularidades no INSS determinou a quebra do sigilo bancário do filho do presidente, em razão de sua relação com o lobista.

Antunes está preso suspeito de intermediar pagamentos milionários a ex-dirigentes do INSS. Segundo a investigação, ele representava entidades suspeitas de fazer descontos indevidos em benefícios previdenciários. Transferências a familiares de agentes públicos são tratadas pela polícia como possíveis indícios de pagamento de propina relacionada a acordos firmados entre associações e o órgão.

 

Ainda conforme o Estadão, pessoas próximas a Lulinha afirmaram que a aproximação com Antunes teria ocorrido por meio de amizade em comum com a empresária Roberta Luchsinger, também investigada pela Polícia Federal por ter recebido repasses do lobista. Procurados pelo jornal, Lulinha e Antunes não se manifestaram. Roberta não foi localizada.

 

Viagem a Portugal

Segundo interlocutores, o convite para a visita à fábrica de cannabis medicinal partiu de Antunes. A viagem teria ocorrido no fim de 2024, com voo em primeira classe e hospedagem pagos pelo lobista. Eles afirmam que houve proposta para que Lulinha integrasse o empreendimento, o que não teria avançado.

 

O empresário sustenta que jamais recebeu valores de Antunes e afirma que isso poderá ser comprovado por meio da movimentação de suas contas bancárias, que registrariam apenas dividendos provenientes de suas empresas. Ele também nega que suas companhias tenham prestado serviços ao lobista.

 

Lulinha afirma não ter qualquer relação com o suposto esquema no INSS e diz que desconhecia o envolvimento de Antunes com os fatos investigados. Ainda de acordo com interlocutores ouvidos pelo Estadão, ele pretende admitir publicamente que as despesas da viagem e da hospedagem em Portugal foram custeadas pelo lobista.

 

Aproximação

Conforme relatos atribuídos a pessoas próximas, Lulinha teria sido apresentado a Antunes por Roberta Luchsinger, ex-mulher do ex-delegado e ex-deputado federal Protógenes Queiroz. Filiada ao PT, ela concorreu sem sucesso ao cargo de deputada estadual em 2018.

 

 

 

Posted On Segunda, 02 Março 2026 14:26 Escrito por
Página 98 de 1129