Em uma festa animada ao som do axé de Kaçula e banda, os jurados tiveram uma tarefa difícil: escolher a Rainha e o Rei Momo do Carnaval de 2025.

 

 

Por: Heliana Oliveira

 

 

Neste ano, cinco mulheres e quatro homens disputaram o título, mostrando simpatia e muito samba no pé. Ao final da noite, os grandes vencedores foram Maria Eduarda da Silva e Pedro Henrique Ribeiro. O concurso aconteceu na noite deste sábado, 22, no Clube da ASFEGU (Interblocos – Antigo Clube da Telegoiás).

 

Os vencedores do concurso receberão uma premiação correspondente a dois salários mínimos.

 

Além do reconhecimento, o Rei Momo e a Rainha do Carnaval terão um papel fundamental nas festividades carnavalescas, cumprindo uma agenda oficial que inclui participação nos eventos e recepção de autoridades durante o Carnaval de Gurupi.

 

A emoção da coroação

 

 

Maria Eduarda, após receber a faixa e a coroa de Rainha do Carnaval, compartilhou sua emoção e falou sobre a preparação para esse momento especial. “Há anos me preparo para esse grande dia. Já competi em anos anteriores e, finalmente, fui agraciada com esse título. Como apaixonada pelo Carnaval, estou prontíssima para a grande festa”, disse.

 

Já Pedro Henrique Ribeiro, estreante no concurso, celebrou a conquista. “É uma alegria imensa estrear no concurso e já conquistar a coroa. Prometo dar o meu melhor para representar bem o Carnaval de Gurupi”, afirmou o novo Rei Momo.

 

Após a coroação, o público curtiu o show de Robinho Estilizado, encerrando a noite com muita festa e animação.

 

Expectativa para o Carnaval 2025

 

O concurso foi realizado pela Prefeitura de Gurupi, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo. A secretária da pasta, Liliane Pagliarini, destacou a importância do evento e a expectativa para o Carnaval deste ano. “Este é um evento que valoriza a tradição do nosso Carnaval, promove a interação da comunidade e exalta a alegria que faz parte da identidade de Gurupi. Estamos preparando uma estrutura grandiosa para as cinco noites de festa, com shows e uma megaestrutura”, ressaltou.

 

A prefeita de Gurupi, Josi Nunes, também celebrou a realização do concurso e enfatizou que a cidade está pronta para receber foliões de toda a região. “A escolha da Rainha e do Rei Momo é o pontapé inicial para a maior festa de Gurupi. Esta semana será de muita expectativa e preparação até a próxima sexta-feira, 28, quando daremos início ao maior Carnaval do Norte do Brasil. Nosso circuito está lindo, organizado e seguro. Contamos com toda a comunidade para celebrar conosco essa grande festa”, declarou.

 

O vice-prefeito, Adailton Fonseca, destacou que Gurupi já vive o clima do Carnaval, que foi antecipado com eventos como a Copa do Craque e o tradicional Interblocos. “Nossa cidade já respira Carnaval! O evento oficialmente começa na sexta-feira, com grandes shows nacionais e regionais. Estamos comprometidos com a cultura e as tradições de Gurupi. Enquanto muitas cidades decidiram não realizar a festa, nós seguimos firmes, pois sabemos que essa celebração faz parte da nossa identidade e movimenta a economia local. Em Gurupi, a população quer e ama o Carnaval!”, enfatizou.

 

O evento também contou com a presença do deputado federal Carlos Gaguim, que elogiou a iniciativa da gestão municipal e ressaltou a importância do Carnaval para a economia local. "Estaremos juntos com a prefeita, o vice-prefeito, vereadores, a equipe da prefeitura e a população, celebrando essa festa que movimenta a cidade e gera oportunidades”, afirmou o parlamentar.

 

Carnaval de Gurupi 2025

 

O Maior Carnaval do Norte do Brasil será realizado entre os dias 28 de fevereiro e 04 de março. As atrações nacionais confirmadas são a dupla Hugo e Guilherme; Rony Sertão; Olodum; Vingadora; Diego e Victor Hugo; Patchanka; Breno Major; Deavele Santos; DJ EME e Limão com Mel. Além das atrações nacionais, mais de 50 artistas regionais também farão parte da programação, garantindo cinco dias de festa com muita música e alegria para todos os públicos.

 

 

Posted On Segunda, 24 Fevereiro 2025 04:37 Escrito por

Reunião do Fornatur discutiu detalhes sobre a realização do Feirão do Turismo e do Salão do Turismo 2025, entre outros temas

 

 

Por Camila Rodrigues

 

 

O secretário de Turismo do Tocantins, Hercy Filho, participou nesta segunda-feira, 10, de uma reunião online do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur), que contou com a presença do ministro do Turismo, Celso Sabino. Durante o encontro, secretários estaduais e representantes de diversas partes do país discutiram questões cruciais para o desenvolvimento do setor.

 

O ministério apresentou dados positivos, destacando recordes de visitantes estrangeiros que estiveram no Brasil em 2024, além de ações voltadas à valorização das secretarias estaduais para o ano de 2025. Entre os principais tópicos abordados, foram discutidos os detalhes da realização de dois dos maiores eventos de turismo do Brasil: o Feirão do Turismo e o Salão do Turismo 2025. As datas sugeridas para os eventos são maio e agosto, respectivamente.

 

Outro ponto relevante foi o anúncio do ministério sobre a realização de grandes interlocuções com diversas entidades, visando promover descontos e promoções durante as feiras de turismo. Entre as entidades mencionadas estão a Associação Brasileira das Indústrias de Hotéis (ABIH), a Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV) e a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR).

 

“Muito importante essa iniciativa do Ministério em dialogar com os agentes oficiais para que estejam presentes nas feiras, facilitando as negociações com essas entidades. O governo do Tocantins e o governador Wanderlei Barbosa estão empenhados em garantir uma participação significativa do estado nesses eventos, trazendo ótimos resultados para o nosso setor”, destacou o secretário Hercy Filho.

 

O ministro do Turismo, Celso Sabino, aproveitou a oportunidade para confirmar sua vinda em breve ao Tocantins. “Queremos aproveitar a vinda do ministro para realizar um dia de grandes lançamentos das nossas principais programações do ano, como a temporada de praia 2025”, finalizou o secretário Hercy Filho.

 

 

Posted On Terça, 11 Fevereiro 2025 06:17 Escrito por

Por Jarilson Azevedo

 

 

1992. O Carnaval de Gurupi estava em um de seus anos mágicos. Grupos de amigos reuniam se em blocos pra se divertirem. Toda excentricidade era permitida. Um com uma caçamba basculante cheia d’água. Outro com um jumento a tiracolo onde quer que fosse. Outro com uma bandinha de música em cima de um jeep. Vários ao redor de um “jirico” puxando uma carretinha cheia de cerveja. E tome cerveja. Vários trios elétricos se encontravam na avenida Goiás, fervilhando de gente. Todos tinham sedes próprias, onde serviam se caldos, diuturnamente.

 

Um bloco, porém, monopolizava a atenção de todos, quando estava na avenida: As Caridosas. Cidadãos sérios e trabalhadores vestiam se de mulheres e se permitiam ao desbunde naqueles cinco dias épicos. Zé Reis, o alfaiate, era facilmente confundido com a quenga mais esculachada do cabaré do Babão. Cinei Miranda (in memorian), dono do laboratório de análises clínicas, era patrocinador e cedia a casa para a concentração, onde as maquiagens eram feitas. Esposas, filhas e netos ajudavam aqueles homens desajeitados nos trajes femininos, a se vestir, maquiar, colocar a peruca e calçar seus tamancos. Janio Fontoura, o mecânico, mal se equilibrava no salto 15. Divino, da O Rei das Meias, era só alegria. Sambaíba (in memorian), do antigo bar da Goiás com a 4, um dos mais animados. João Boca de Risco, Toim do Incra, Hélio Amorim(in memorian), Edinaldo Reis e muitos outros, se entregavam ao bundalelê inocente, que o reinado de Momo permitia. Velhos tempos, belos dias. Eu, amigo de muitos ali, me arrependo hoje de não ter vestido o vestido oferecido, por vergonha. Acompanhava a folia em todo o trajeto, extasiado com a ousadia daqueles senhores. Aqueles senhores ajudaram fazer a história do carnaval de Gurupi. São parte importante dessa epopéia de alegria e prazer. Eu tava lá, eu vi isso. Ah, quanta saudade...

Posted On Domingo, 12 Janeiro 2025 06:23 Escrito por

Por Edson Rodrigues

 

 

Se há um político emblemático para a esquerda brasileira, o nome dele é Leonel Brizola. Apesar do seu posicionamento político, foi um dos maiores executores de obras – foi o governador que mais construiu escolas no Brasil, nos dois estados que governou – e um dos poucos que teve coragem de dar broncas homéricas nos esquerdistas e anunciar que votaria ou apoiaria um direitista “por não ter coisa melhor na esquerda”.

 

É isso que o cineasta Silvio Tendler, tenta mostrar em seu documentário feito pela Caliban – produtora de Tendler que já produziu outros filmes políticos sobre personagens como Juscelino Kubitschek e João Goulart – e que estreou no Festival do Rio em outubro deste ano. Agora, o Sesc coloca o documentário à disposição de todos os brasileiros, no link que segue ao fim desta análise.

 

Tendler que já dirigiu o documentário de maior bilheteria do cinema nacional – O Mundo Mágico dos Trapalhões, de 1981 – começa a narrativa na infância pobre de Leonel Brizola em Carazinho, no interior do Rio Grande do Sul, até sua ascensão como um dos principais líderes trabalhistas e suas contribuições para a democracia brasileira. No filme, descobrimos que Brizola só teve a primeira certidão de nascimento aos 11 anos de idade e foi engraxate e mensageiro em um hotel até formar-se engenheiro civil e engajar-se na política estudantil.

 

Caso Único

 

Brizola é um caso único de político eleito pelo povo que foi governador de dois estados brasileiros: seu Rio Grande do Sul natal (1959-1963) e o Rio de Janeiro (1983-1987 e 1991-1994).

 

No primeiro, nacionalizou empresas estrangeiras, criou bancos regionais, fez centenas de escolas no Rio Grande do Sul. Liderou a campanha pela posse de João Goulart. Enfrentou quinze anos de exílio depois do golpe de 1964 e articulou a resistência do exterior.

 

De volta ao Brasil, fundou o PDT. Lutou pelas Diretas Já. Sempre peitou elites, políticos e a mídia. A presença de Darcy Ribeiro a seu lado assegurou a marca de ousadia em seus governos. Criou os CIEPs, o Sambódromo e a Linha Vermelha.

 

No material de apresentação do filme, a produtora diz que Brizola, Anotações para uma História traz o legado de um dos mais importantes expoentes do Trabalhismo “por meio de imagens de arquivo garimpadas em diversos acervos, a fala inconfundível de Brizola, com a eloquência que marcou uma trajetória identificada com o povo e não com o capital”.

 

Assista o documentário no link: https://sesc.digital/conteudo/filmes/cinema-em-casa-com-sesc/brizola-anotacoes-para-uma-historia

 

 

 

Posted On Terça, 24 Dezembro 2024 06:18 Escrito por

Há algo único e profundo na metáfora do voo solitário. Ele representa um estado de introspecção e incerteza que, muitas vezes, reflete as jornadas pessoais que todos enfrentamos. Na vastidão do céu, no isolamento das alturas, o viajante se encontra diante de sua fragilidade, exposto ao vácuo onde nem a razão nem a resistência podem oferecer abrigo. Resta apenas a incerteza: chegará ao destino?

 

As madrugadas nesses voos são especialmente frias e melancólicas. A escuridão parece mais densa, e o tempo, mais lento. Cada instante se prolonga, permitindo que os pensamentos divaguem em busca de respostas que o silêncio não entrega. E, enquanto o mundo lá embaixo fervilha de vida, com seus ritmos e ruídos cotidianos, o solitário viajante continua sua rota invisível, sem ser notado, sem deixar rastros.

 

Esse contraste entre o fervor da vida no solo e a solidão do voo nos ensina sobre a complexidade das nossas trajetórias. Muitas vezes, passamos por cima de tantas histórias, tantas vidas, sem nos darmos conta de que também somos invisíveis para elas. É a natureza do voo: silencioso, anônimo, sem testemunhas.

 

Contudo, é justamente nessa solidão que buscamos sentido. De lá do alto, tentamos traçar nossa estrada, determinar nossa proa, discernir nosso destino. É uma luta interna entre o que desejamos alcançar e o que nos amedronta pelo caminho. Não há mapas precisos nem garantias de chegada. Há apenas o movimento contínuo, impulsionado pela fé, pelo desejo de encontrar algo maior do que o próprio vazio.

 

E é nesse momento, quando o peso do silêncio e da incerteza se torna quase insuportável, que seguramos na mão de Deus. Sua presença, invisível mas tangível, é o que nos sustenta. Nas asas do vento, seguimos. Não porque temos certeza de onde vamos, mas porque confiamos que, em algum lugar desse céu infinito, existe um propósito.

 

Assim, a solidão do voo é, paradoxalmente, uma lição de conexão. Conexão com nós mesmos, com o divino e com o mundo ao nosso redor, mesmo que ele nos pareça distante. É um lembrete de que, por mais solitária que seja a jornada, não estamos verdadeiramente sozinhos. Há sempre uma força maior nos guiando, nos sustentando, até que possamos pousar em terra firme novamente.

 

Enquanto isso, seguimos. Com coragem, fé e a certeza de que, ao final, o voo terá valido a pena.

 

Tom Lyra

 

 

Posted On Sábado, 21 Dezembro 2024 04:05 Escrito por
Página 2 de 33