Encontro tratou do planejamento estratégico para 2026, incluindo alocação de efetivo e prioridades operacionais; quatro regionais foram contempladas com novos veículos

 

 

Por João Guilherme Lobasz

 

 

A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) realizou, nesta quarta-feira, 25, uma reunião de alinhamento com delegados regionais e com integrantes da cúpula da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Tocantins (PCTO). O encontro foi conduzido pelo secretário Bruno Azevedo e contou com a participação do delegado-geral Claudemir Luiz Ferreira, do delegado-geral adjunto Jeter Aires Rodrigues e do assessor da Delegacia-Geral Roger Knewitz, além dos diretores de polícia da Capital, Rodrigo Ferraz e do interior, Elírio Putton e delegados regionais de todo o Estado.

 

Durante a reunião, foram debatidos temas relacionados ao planejamento anual da instituição, com foco na otimização da alocação de pessoal, integração entre unidades e definição de prioridades operacionais. A iniciativa reforça o compromisso da SSP/TO com a gestão eficiente dos recursos e com o aprimoramento contínuo das atividades desenvolvidas pela Polícia Civil em todas as regiões do Tocantins.

 

Após o encontro, foram entregues quatro viaturas modelo Sentra, destinadas ao reforço das atividades investigativas em delegacias regionais. As unidades contempladas foram as delegacias regionais de Araguaína, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins e Gurupi.

 

Os quatro veículos distribuídos integram um lote de nove unidades recebidas recentemente pela SSP/TO, oriundas de doação da Força Nacional de Segurança Pública, como parte do chamado “legado”, que é um mecanismo de compensação pelas ações de apoio e deslocamento de equipes realizadas pelo Estado. Do total, três viaturas foram destinadas à Polícia Científica, enquanto as últimas três ainda serão alocadas.

 

A entrega dos veículos contribui para o fortalecimento da estrutura operacional da Polícia Civil, ampliando a capacidade de atendimento e deslocamento das equipes, especialmente no interior do Estado.

 

O secretário Bruno Azevedo destacou a importância do alinhamento institucional contínuo. “Esse diálogo permanente com as lideranças da Polícia Civil é essencial para garantir uma atuação cada vez mais estratégica, integrada e eficiente. Estamos fortalecendo nossa estrutura e planejando ações que tragam resultados concretos para a segurança da população tocantinense”, ressaltou.

 

 

 

 

Posted On Quinta, 26 Março 2026 14:07 Escrito por

Mandados foram cumpridos em cidades do Tocantins e no Maranhão; oito pessoas foram presas e cerca de 500 habilitações são investigadas por possível obtenção irregular

 

 

Por Hiago Muniz

 

 

A Polícia Civil do Tocantins apresentou, na tarde desta quarta-feira, 11, durante coletiva de imprensa realizada na Delegacia Regional de Araguaína, o balanço da Operação Sinal Vermelho, deflagrada com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em um esquema de fraude na emissão de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) no estado. Até o momento, oito pessoas foram presas e cerca de 500 habilitações são investigadas por possível obtenção irregular.

 

A operação foi conduzida pela 3ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (3ª DEIC – Araguaína) e contou com o cumprimento de 59 mandados de busca e apreensão e dez mandados de prisão. As prisões ocorreram nas cidades de Araguaína, Araguatins, Augustinópolis e Guaraí. As ordens judiciais também foram executadas em Palmas, Sítio Novo do Tocantins, Ananás e Imperatriz, no estado do Maranhão.

 

O secretário de Estado da Segurança Pública, Bruno Azevedo, destacou que o resultado da operação demonstra a importância do trabalho investigativo realizado pela Polícia Civil no combate a crimes que comprometem a segurança da população. “Fraudar o processo de emissão de uma CNH significa colocar nas ruas pessoas sem a devida preparação para conduzir um veículo, o que representa um risco direto à segurança no trânsito. A investigação conduzida pela Polícia Civil permitiu identificar esse esquema criminoso e responsabilizar os envolvidos”, afirma.

 

As investigações tiveram início a partir de uma denúncia anônima recebida pela Delegacia Especializada de Repressão a Furtos, Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), em Palmas. A investigação contou com a colaboração da Corregedoria do Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO), além do trabalho técnico realizado pelo Núcleo de Papiloscopia da Polícia Civil.

 

Conforme explica o delegado Márcio Lopes da Silva, titular da 3ª DEIC de Araguaína e responsável pela investigação, foi possível identificar a adulteração e a inserção de dados falsos em sistemas utilizados pelo Detran durante o processo de emissão das habilitações. “A investigação teve início a partir de uma denúncia anônima e contou com a colaboração da Corregedoria do Detran e com o trabalho técnico da papiloscopia. Ao longo das diligências, verificamos adulterações e inserções de dados falsos em sistemas utilizados no processo de emissão de CNHs, o que possibilitou a concessão irregular de habilitações”, explica.

 

Modus Operandi

 

As investigações também apontaram a ocorrência de fraudes em diferentes etapas do procedimento, desde o lançamento inicial de dados por servidores até exames médicos, avaliações psicológicas e registros de provas teóricas e práticas.

 

O Modus Operandi do esquema permitia que candidatos obtivessem a habilitação sem cumprir as etapas obrigatórias do processo legal. Os interessados pagavam valores que chegavam a R$ 4,5 mil para obter o documento sem realizar exames médicos ou psicológicos, aulas teóricas e práticas ou provas exigidas pela legislação. Em alguns casos, os beneficiários sequer estiveram no estado do Tocantins durante o processo.

 

A investigação também identificou indícios da participação de servidores públicos, profissionais de clínicas médicas e psicológicas, instrutores de Centros de Formação de Condutores (CFCs), avaliadores responsáveis pelas provas teóricas e práticas e funcionários ligados a empresas terceirizadas que atuam no processo de habilitação.

 

O delegado-geral da Polícia Civil do Tocantins, Claudemir Luiz Ferreira, ressaltou o empenho das equipes envolvidas na operação e destacou a atuação integrada das unidades policiais no estado. “Esse resultado demonstra o comprometimento e a capacidade investigativa dos policiais civis do Tocantins. O trabalho realizado pelas equipes, especialmente aqui na região de Araguaína, reforça a atuação da Polícia Civil no enfrentamento ao crime organizado e contribui para tornar o nosso estado cada vez mais seguro”, afirma.

 

Procedimento

 

Após o cumprimento das ordens judiciais, os indivíduos presos foram encaminhados às Unidades Prisionais Regionais, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário.

 

Força empregada

 

A operação contou com o apoio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) e de equipes das Delegacias Regionais de Guaraí, Gurupi, Araguaína, Paraíso do Tocantins, Colinas e Araguatins, além da colaboração da Delegacia Regional de Imperatriz (MA). Cerca de 200 policiais civis participaram das diligências.

 

 

 

Posted On Quinta, 12 Março 2026 06:18 Escrito por

Imóvel estava sendo utilizado como ponto de venda de drogas

 

 

Por Rogério de Oliveira

 

 

Dando continuidade às ações qualificadas de repressão e combate ao tráfico de drogas em Palmas, policiais civis da 1ª Divisão de Repressão a Narcóticos (1ª Denarc - Palmas), sob o comando do delegado Alexander Pereira da Costa, apreenderam dezenas de porções de drogas e retiraram de circulação uma arma de fogo, na tarde desta quinta-feira, 5, na região sul da Capital.

 

Conforme explica a autoridade policial, as equipes da unidade antidrogas da Polícia Civil do Tocantins realizavam investigações sobre um possível ponto de venda de drogas no Jardim Taquari. Na tarde desta quinta-feira, os policiais estavam nas imediações do imóvel quando flagraram uma situação típica de comercialização de entorpecentes.

 

Diante da suspeita, os policiais entraram no local, onde localizaram dezenas de porções de maconha e cocaína, além de um revólver calibre .38 municiado e mais oito munições intactas do mesmo calibre. Um indivíduo que estava no imóvel foi conduzido até a sede da 1ª Denarc para a adoção dos procedimentos legais cabíveis.

 

Durante as buscas, também foram localizadas e apreendidas uma balança de precisão e outros apetrechos comumente utilizados para o tráfico de drogas. Todo o material foi encaminhado à sede da 1ª Denarc, juntamente com o indivíduo flagrado no local.

 

O delegado Alexander Pereira da Costa ressalta que a ação é de grande importância, uma vez que mais um ponto de venda de drogas foi desarticulado, com a apreensão de dezenas de porções de entorpecentes e de uma arma de fogo com várias munições.

 

“Essa é mais uma ação que traz mais paz e segurança à população, pois, além das drogas, uma arma de fogo que poderia ser utilizada em outros crimes também foi retirada de circulação. Desse modo, a 1ª Denarc interrompe mais um fluxo criminoso e encerra uma atividade de tráfico que estava ocorrendo na região sul da Capital”, pontuou a autoridade policial.

 

 

 

Posted On Sexta, 06 Março 2026 03:08 Escrito por

Investigação aponta que o grupo integra o núcleo financeiro de uma organização criminosa interestadual

 

 

Da Dicom SSP/TO

 

 

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO), deflagrou nesta quinta-feira, 5, a Operação Serras Gerais III. A ação é desdobramento das duas fases anteriores da operação, que tem como alvo uma organização criminosa de tráfico interestadual de drogas por modal aéreo.

 

Nesta fase, os alvos de mandados são suspeitos de integrar o núcleo financeiro do grupo, que era responsável por converter o dinheiro do tráfico de drogas em bens de alto luxo e outros ativos.

 

Cerca de 50 policiais cumprem oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia (GO) e Imperatriz (MA). O rastreamento policial conseguiu identificar remessas de dinheiro através do sistema "4TBank", que é uma plataforma fantasma sem autorização do Banco Central, apontada pelas investigações como um "banco paralelo" que movimenta dinheiro do crime organizado.

 

Em Goiânia, as principais suspeitas são em relação a uma revendedora de veículos. A empresa funciona em endereços inconsistentes com o objetivo de dificultar a fiscalização. Um dos sócios do empreendimento, que é investigado por participação no esquema, cumpre pena em liberdade condicional.

 

Já em Imperatriz/MA, os alvos são dois irmãos que têm movimentações financeiras atípicas vinculadas ao banco paralelo e a uma papelaria que os investigadores acreditam ser uma empresa de fachada. Um dos alvos neste município é um empresário do setor de construção que movimentou R$ 9,3 milhões em um período de apenas 50 dias e o segundo, irmão do primeiro alvo, é um servidor público cuja movimentação financeira no mesmo período somou R$ 5,3 milhões.

 

A ação é de responsabilidade da FICCO do Tocantins em razão do uso de pistas de pouso clandestinas localizadas em território tocantinense, em particular na região sudeste do estado, para movimentar os entorpecentes.

 

A ação conta com o apoio da Delegacia-Geral de Polícia Civil do Tocantins, da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) da PCTO e da Polícia Civil do Estado de Goiás (PC/GO).

 

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e fraude fiscal, cujas penas somadas podem ultrapassar 30 anos de reclusão.

A FICCO/TO é composta pelas Polícias Federal, Civil, Militar e Penal do Estado do Tocantins e atua sob a coordenação da Polícia Federal, integrando as esferas federal e estadual para fortalecer as ações de investigação, prevenção e repressão a organizações criminosas que ameaçam a ordem pública.

 

 

Posted On Quinta, 05 Março 2026 14:02 Escrito por

Ação busca desarticular esquema criminoso estruturado de invasão virtual, fraude e lavagem de dinheiro

 

Por Rozeane Feitosa

 

 

A Polícia Civil do Estado do Tocantins, por intermédio da Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC - Palmas), deflagrou nesta quarta-feira, 4, em Santa Helena de Goiás (GO), a Operação Padlock, com o objetivo de desarticular esquema criminoso que resultou na invasão cibernética de sistema institucional e acesso indevido de dados.

 

Na operação policial foi cumprido mandado de prisão contra o indivíduo G.A.L., 23 anos, que comandava o esquema virtual, acessando criminosamente um sistema de dados, extraindo informações. A ação, coordenada pela DRCC, foi realizada com o apoio de unidades das polícias civis dos Estados do Tocantins e Goiás, e colaboração da polícia judiciária da Bahia, resultado de uma investigação instaurada no início do ano de 2025.

 

Segundo o delegado-chefe da DRCC, Lucas Brito Santana, a operação ocorreu após a expedição de quatro mandados judiciais, sendo um mandado de prisão e três de busca domiciliar, em endereços situados no município de Santa Helena de Goiás (GO). “A ação faz parte do trabalho permanente de combate aos delitos cibernéticos no Tocantins, buscando identificar e responsabilizar os envolvidos, desarticulando grupos criminosos que atuam na esfera digital. Com a Operação, a Polícia Civil sinaliza que o ambiente virtual não é território sem lei, estando sob permanente tutela estatal”, destacou.

 

Esquema criminoso

 

Com o aprofundamento das apurações, verificou-se que G.A.L., obteve acesso também a informações corporativas.

 

O suspeito coordenava o esquema de forma estruturada e sequencial, iniciando com a invasão de sistemas institucionais ou corporativos para obtenção de dados sigilosos, etapa considerada essencial para a execução das práticas criminosas.

 

Na sequência, os dados eram explorados com finalidade financeira, seja por meio da venda em mercados clandestinos, seja pela utilização direta em fraudes, como abertura de contas bancárias e contratação de crédito em nome das vítimas.

 

Por fim, os valores obtidos de forma ilícita eram submetidos a estratégias de ocultação patrimonial, incluindo uso de contas de passagem, empresas de fachada, operações com criptomoedas e aquisição de bens de alto valor, com o objetivo de dissimular a origem criminosa dos recursos e dificultar a atuação investigativa.

 

Apreensão dos objetos

 

Nas diligências foram apreendidos aparelhos celulares, computadores de alta performance, notebooks e dispositivos informáticos diversos, além de artigos luxuosos e elementos indicativos de aplicações de valores em carteiras de criptoativos.

 

Com o investigado G.A.L. também foi apreendido um carregador de pistola, o que resultou em sua autuação, junto à Polícia Civil do Estado de Goiás, pelo crime de posse irregular de acessório de arma de fogo de uso permitido.

O suspeito responde por invasão de dispositivo informático, com obtenção do conteúdo de informações sigilosas, e lavagem de dinheiro.

 

Após o interrogatório, o investigado foi encaminhado à unidade penal local, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário. Outros envolvidos, potenciais comparsas de G. A. L., também estão sendo investigados.

 

Operação Padlock

 

A nomenclatura Padlock (cadeado, em língua inglesa) alude à representação simbólica da atuação policial destinada a restabelecer a inviolabilidade de sistemas informáticos e a proteção de dados sigilosos.

 

 

 

 

Posted On Quarta, 04 Março 2026 13:37 Escrito por
Página 1 de 89