Por Edson e Edivaldo Rodrigues
Entre a inadimplência recorde e a ausência de propostas, Tocantins vive um silêncio que pode se transformar em explosão social nas urnas.
O Tocantins se aproxima da sucessão estadual de 2026 em meio a um cenário de inquietação social e econômica. O que chama atenção não é apenas a ausência de manifestações populares nas ruas, mas também o silêncio dos líderes classistas não partidários, que historicamente funcionaram como termômetros da insatisfação coletiva. Esse silêncio, longe de significar conformismo, é interpretado pelo Observatório Político de O Paralelo13 como um sinal de alerta: uma bomba-relógio que pode explodir no momento do voto.
A INADIMPLÊNCIA COMO RETRATO DA CRISE

Dados recentes do Banco Central, referentes a dezembro de 2025, revelam que o Tocantins ostenta a maior taxa de inadimplência do Brasil: 8,2%. Isso significa que cerca de 600 mil pessoas convivem com dívidas ativas, pressionadas por juros elevados e pelo alto custo de vida. A fotografia social é ainda mais dura: mais de 314 mil cidadãos dependem diretamente de programas sociais do governo federal para garantir o mínimo de sustento. A maioria da população, sem profissão definida e vivendo em condições precárias, enfrenta diariamente a escolha entre pagar dívidas ou colocar comida na mesa.
O RISCO POLÍTICO
O silêncio das ruas não é apenas ausência de protesto. Ele representa um risco real de "efeito manada" nas urnas. Famílias endividadas, muitas sobrevivendo com apenas uma refeição por dia, podem transformar sua indignação em voto de rejeição. O Observatório Político alerta para esse alto endividamento das famílias tocantinenses, e esse contingente pode decidir o futuro político do estado em outubro, quando a população terá a oportunidade de se manifestar de forma contundente contra a classe política.
A DISTÂNCIA ENTRE CANDIDATOS E POVO

Enquanto isso, candidatos e pré-candidatos parecem alheios à realidade. Muitos terceirizam suas campanhas a prefeitos e cabos eleitorais bem remunerados, sem pisar nas periferias onde faltam água tratada, esgoto, iluminação pública e saúde básica. A fome, que corrói silenciosamente o interior das casas, não encontra eco nos discursos oficiais. O silêncio das ruas, portanto, não é passividade: é um grito contido que aguarda ser ouvido.
O CHAMADO À HUMILDADE
O Observatório Político, fundado por filhos de famílias humildes e com mais de 40 anos de atuação, faz um chamamento: é hora de os pré-candidatos calçarem as sandálias da humildade e descerem ao chão da realidade. Conversar olho no olho com famílias endividadas, desempregadas e doentes é mais do que estratégia eleitoral — é necessidade ética. Essas famílias querem ouvir propostas concretas, não promessas vagas. Querem saber o que cada candidato já entregou e o que pretende oferecer nos próximos quatro anos para minimizar as dificuldades.
MEDIDAS EMERGENCIAIS E URGÊNCIA SOCIAL

O Tocantins precisa de medidas emergenciais: distribuição de cestas básicas, fortalecimento da rede pública de saúde, programas de geração de emprego e políticas de renegociação de dívidas. Mais do que discursos, é preciso ação imediata. O silêncio vivido hoje é um verdadeiro pedido de socorro. Ignorá-lo pode significar abrir caminho para uma explosão social, expressa pela chamada "voz das ruas".
O Observatório Político de O Paralelo13 assume a responsabilidade de ser ponte entre a população e seus governantes. O alerta é claro: 70% das famílias tocantinenses estão endividadas e muitas passam fome. O silêncio das ruas não é indiferença, mas resistência. Cabe aos governantes, deputados, senadores e prefeitos ouvir esse silêncio e transformá-lo em políticas públicas efetivas. Caso contrário, a resposta virá nas urnas — e será tão estrondosa quanto o silêncio que hoje paira sobre o estado.
Respeitosamente,
Família O Paralelo 13 – Edson Rodrigues, Edivaldo Rodrigues e Edimar Rodrigues