Por Edson Rodrigues
A política, tantas vezes, se deixa seduzir pela ilusão. Uma bolha se forma: feita de pesquisas encomendadas, de assessores que filtram a realidade, de lambe-lambes e baba-ovos que alimentam vaidades. Dentro dela, reina o conforto da certeza; fora dela, pulsa o povo — inquieto, desconfiado, dependente, mas nunca totalmente previsível.
Não somos professores e nem queremos o ser, muito menos videntes. O que temos é experiência: em mais de sessenta anos de vida entre Brasília e Goiás/Tocantins, são quase quarenta anos de direção em O Paralelo13. Essa vivência nos dá autoridade para afirmar que já testemunhamos campanhas “ganhas” que se transformaram em derrotas amargas ao abrir das urnas. O motivo? Sempre o mesmo: candidatos cegos políticos, cercados por aduladores, incapazes de ver, sentir, perceber a realidade. Ainda há tempo de enxergar, escutar, sentir e corrigir.
TOCANTINS

No Tocantins, a política se mistura com fé e irmandade. Pessoas com quem conviví, como Dr. Brito Miranda e Moisés Avelino, e pessoas com quem ainda tenho o prazer de ver atuar, como Marcelo Miranda, Eduardo Gomes, Eduardo Siqueira Campos e Israel Siqueira, entre outros — nomes que carregam não apenas trajetórias, mas vínculos de confiança.
Mas é também aqui que se revela o risco da bolha: um estado onde mais de 347 mil vivem de programas sociais e milhares mantêm vínculos temporários com o poder público. Um eleitorado vulnerável, que transforma a política em terreno delicado. A transferência de votos não se decreta; se conquista com proximidade e credibilidade.
INSTITUTOS DE PESQUISAS

Pesquisas eleitorais são espelhos quebrados. Muitos entrevistados, temendo represálias, preferem se esconder na indecisão. Outros respondem o que acreditam ser seguro. A partir de agosto, quando a sombra da demissão já não paira sobre tantos, a voz do eleitor tende a se libertar. É nesse momento que a bolha pode estourar, revelando o que estava oculto.
FATO
Há prefeitos que conseguem transferir votos, como Wagner Rodrigues em Araguaína ou Eduardo Siqueira em Palmas, que se expõem publicamente em apoio a seus candidatos e traz consigo o apoio de seu vice, dos seus vereadores e apoiadores. Mas são exceções. A maioria dos prefeitos está envolta em coligações frágeis e alianças contraditórias, não consegue entregar o prometido, com seus vices apoiando adversários, vereadores pulverizados em outras candidaturas e seus apoiadores desconfiados. A bolha do “apoio garantido” se desfaz diante da realidade plural das câmaras municipais e das famílias divididas em suas preferências políticas.
CÂMARA MUNICIPAL
Nos pequenos municípios, o prefeito ainda pode impor candidaturas. Mas nas cidades maiores, cada vereador já possui seu próprio caminho, sua própria base. A política se fragmenta, e a bolha da unanimidade se revela como miragem.
ATENÇÃO

O jornal O Paralelo13 não muda nem negocia a sua postura: crítica, independente, destemida, principalmente com as candidaturas paraquedistas, que tentem se legitimar com discursos bonitos, mas que nada fizeram pelo desenvolvimento do Estado, e que acham que agora cairão nas graças do eleitorado. Mesmo assim, ainda há candidatos majoritários acreditando que qualquer prefeito consegue transferir votos e que isso basta. A partir das convenções, o observatório político intensificará sua vigilância contra abusos de poder e manipulações da máquina pública. São quase quarenta anos de garimpagem jornalística, moldados por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues, sustentados pela convicção de que a liberdade editorial não se negocia.
Não fazemos jornalismo cego, descomprometido com a verdade. Nosso compromisso é com a transparência, com a crítica dura quando necessária, e com a coragem de dizer o que muitos preferem silenciar.
A bolha é confortável, mas enganosa. Quem nela se refugia corre o risco de ser surpreendido pelas urnas. A política exige humildade, proximidade, coragem de ouvir o povo sem filtros. O jornalismo exige independência e compromisso com a verdade.
E é nesse encontro — entre líderes que caminham com sandálias gastas e jornalistas que não se curvam — que se constrói a esperança de uma democracia menos contaminada e mais transparente.
Ainda há tempo de ver, enxergar, escutar, sentir e corrigir. Quem não o fizer, estará condenado às surpresas desagradáveis que só as urnas sabem revelar.
Com uma longa vivência na política tocantinense, posso aqui assegurar: as candidaturas majoritárias ao Senado serão decididas por pequenos detalhes — e não pelo apoio político do governador ou dos prefeitos, mas pelas ações pessoais de cada candidato. Lembrando que, a partir do próximo dia 5 de agosto, último dia permitido para realizar convenções, quem errar menos terá chances de ser eleito.
Aos que andam rodeados de baba-ovo e lambe-lambe: cuidado com seu futuro político diante dos resultados das urnas.
FATO DECISIVO

Um fato será decisivo nestas eleições: o povo e sua soberania. A política e os políticos tradicionais estão falidos em Tocantins. A ideologia de direita ou esquerda não influenciará nos resultados finais. O que pesará será a capacidade de cada candidatura de se conectar com a realidade, com a voz das ruas, com a essência da democracia, assim como os veículos de imprensa sérios e comprometidos com a verdade. A imprensa que não se traveste de “assessoria” aos candidatos, como alguns veículos vem fazendo de forma disfarçada, agindo como lambe-lambes e baba-ovos dos candidatos, faltando com a verdade que tanto esses candidatos quanto o povo, precisam ouvir.
Quem insistir em viver dentro dessa bolha, ignorando o povo, será inevitavelmente derrotado pelo próprio povo.
Durante encontro com lideranças políticas, Fábio destacou sua trajetória na educação e o compromisso de defender as demandas dos municípios no Congresso Nacional.
Da Assessoria
O pré-candidato a deputado federal Fábio Vaz (Republicanos) participou, nesta sexta-feira, 17, de uma reunião política em Taguatinga, realizada na residência do ex-prefeito Miranda. Ao lado da deputada estadual Cláudia Lelis (PV), o encontro reuniu lideranças e apoiadores para discutir as principais demandas do sudeste do Tocantins e o papel da representação federal na defesa dos interesses dos municípios.
Durante a reunião, Fábio afirmou que pretende levar para Brasília a experiência de quem conhece a realidade do interior e defendeu que regiões como o sudeste tenham representantes comprometidos com suas necessidades, sem perder de vista um mandato voltado para todo o Tocantins.
“Quem conhece o interior sabe que cada região tem suas necessidades e seu potencial. O sudeste precisa de uma voz forte em Brasília, alguém que abra portas, dialogue com os ministérios e ajude os municípios a tirar seus projetos do papel. Quero representar todo o Tocantins, mas sem esquecer de quem, por muito tempo, esperou por alguém que conhecesse essa realidade de perto e lutasse por ela”, afirmou.
Ao conversar com os presentes, Fábio também prestou contas do trabalho desenvolvido em Taguatinga durante sua gestão à frente da Secretaria de Estado da Educação. Ele lembrou investimentos como a formação continuada de professores, a implantação do PROFE, a entrega de notebooks e materiais escolares, além das reformas e da climatização das escolas da cidade.
Em seu discurso, Cláudia Lelis destacou a parceria construída com Fábio Vaz e afirmou que a presença dele na Câmara dos Deputados será importante para fortalecer uma das principais reivindicações da região: a implantação de um polo da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) em Taguatinga.
“Essa é uma luta antiga da nossa região. A Unitins já tem orçamento para expandir e eu não tenho dúvida de que você, lá na Câmara Federal, vai levantar essa bandeira conosco. Precisamos garantir que nossos jovens tenham a oportunidade de estudar e se formar aqui, sem precisar deixar a cidade. Conte comigo, porque eu vou caminhar por Taguatinga, conversar com as pessoas e defender esse projeto junto com você”, declarou a deputada.
Além de Fábio Vaz, Cláudia Lelis e do ex-prefeito Miranda, participaram da reunião o vereador Domingos Tavares, os suplentes de vereador Cláudia do Povo, Frazão, Nelson Gaúcho, Wesley e Baiano Freire, além de Gervásio, pai da suplente Laís Cristina.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins, o acidente foi registrado por volta das 10 horas
Da Redação
Um casal morreu e o piloto ficou gravemente ferido após a queda de um avião de pequeno porte na manhã deste sábado, 18, na região do Aeródromo City Fly, em Palmas, no Tocantins. A aeronave havia acabado de decolar e seguia com destino a Redenção, no sul do Pará.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins, o acidente foi registrado por volta das 10 horas. As vítimas foram identificadas como o médico Ederson da Silva, de 68 anos, e sua esposa, Roseli Amarilda, de 62. Ambos morreram no local. O casal era proprietário do Hospital São Lucas, localizado no centro da cidade.
As vítimas moravam em Redenção, no Pará, para onde a aeronave seguia.
O piloto, Hamilton Lopes, de 79 anos, foi resgatado com vida e encaminhado ao Hospital Geral de Palmas (HGP), onde permanece internado em estado crítico.
Após o atendimento da ocorrência, a área foi deixada sob responsabilidade dos órgãos competentes para a realização da perícia. As causas da queda da aeronave ainda serão investigadas.
Serviços são executados em diferentes trechos da estrutura
Por Leydiane Lima
As obras de ampliação e requalificação da Ponte Governador José Wilson Siqueira Campos, principal ligação entre Palmas e Luzimangues, distrito de Porto Nacional, seguem em andamento e motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres devem redobrar a atenção ao trafegar pelo local. A orientação é respeitar a sinalização, reduzir a velocidade e seguir as instruções das equipes que atuam na obra.
As intervenções alcançaram cerca de 85% de execução e continuam concentradas em diferentes pontos da estrutura. Os serviços incluem o alargamento da ponte, implantação da ciclopassarela metálica, readequações das faixas de rolamento e dos acostamentos, além de trabalhos de modernização da iluminação, nova sinalização e recuperação do sistema de drenagem.
Enquanto os serviços são executados, a orientação é que os condutores mantenham distância segura dos demais veículos, respeitem a sinalização temporária e reduzam a velocidade ao passar pelo trecho em obras. A medida contribui para a segurança dos usuários da via e dos trabalhadores que atuam no local.
Em reuniões com o SISEPE-TO e o SINDIPPEN-TO, a pré-candidata recebeu cartas de compromisso, defende a valorização do funcionalismo e reafirma o diálogo na construção de soluções para os servidores estaduais.
Com Assessoria
A senadora Professora Dorinha (União), pré-candidata ao Governo do Estado do Tocantins, cumpriu uma agenda voltada ao funcionalismo público e à segurança nesta sexta-feira (17), em Palmas. Em reuniões consecutivas, a parlamentar recebeu cartas de propostas e termos de compromisso de duas importantes categorias do estado.
A primeira agenda foi na sede do Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (SISEPE-TO), onde se reuniu com a diretoria da entidade, representativa de mais de 30 mil servidores. Na ocasião, recebeu uma Carta Propositiva com as diretrizes e compromissos considerados essenciais pelo sindicato para a reestruturação e valorização do Quadro Geral do Poder Executivo.
Entre as principais propostas apresentadas pelo sindicato estão a valorização da política salarial dos servidores; a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios (PCCS) para corrigir distorções; a extensão do vale-alimentação para todos os servidores estaduais; a realização de novos concursos públicos; entre outras.

No encontro, Dorinha destacou que a valorização do servidor público é condição indispensável para que o Estado ofereça serviços de qualidade à população. “Não existe Estado forte sem servidor valorizado. Quem faz a máquina pública funcionar são as pessoas. A carreira do servidor precisa ser atrativa para quem entra e para quem permanece no serviço público. Eu me comprometo a ler todas as propostas, sentar com a equipe técnica e construir soluções responsáveis. Valorizar o servidor é valorizar a educação, a saúde, a segurança e todos os serviços que chegam ao cidadão”, afirmou a pré-candidata.
Posteriormente, a pré-candidata participou de audiência com o sindicato representativo dos policiais penais do Tocantins (SINDIPPEN-TO). As lideranças da Polícia Penal entregaram uma Carta de Intenções voltada à valorização institucional da carreira. Entre as propostas apresentadas estão a regulamentação e o fortalecimento da Polícia Penal como instituição de segurança pública, a reestruturação da carreira, a garantia de autonomia administrativa e orçamentária da instituição, a realização de concurso público para recomposição do efetivo e investimentos em infraestrutura e capacitação.
Dorinha reforçou seu compromisso com o diálogo permanente e a construção de soluções responsáveis para o funcionalismo público, destacando que o desenvolvimento sustentável do Tocantins passa obrigatoriamente pela motivação, qualificação e remuneração digna de quem atua diariamente na prestação dos serviços públicos.