No processo político, principalmente quando se caminha buscando o principal cargo que possibilita o atendimento das demandas de uma sociedade, a defesa de valores como o respeito à família é frequentemente tratada como um princípio central por diversas correntes ideológicas, embora o conceito e as ações práticas associadas a ele variem significativamente.

 

Para os que fazem a política voltada para as pessoas, buscando construir cidadania e qualidade de vida, o respeito à família, aos princípios da fé cristã e aos valores tradicionais que norteiam uma coletividade sadia não priorizam nem destacam espaços nas suas trajetórias de vida pública para o discurso rasteiro, putrefato do lado podre das inverdades e narrativas covardes.

 

No processo sucessório do Tocantins, até o dia de ontem, 22 de outubro, a disputa pelo governo do estado corria nos trilhos da respeitabilidade, da maturidade política, das ideias propositivas, sem atender ao chamamento de alguns veículos de comunicação de ocasião para que todos passassem a se chafurdar no lamaçal da baixaria.

 

Mas, no mesmo processo sucessório em que se prioriza o discurso sociocultural como serventia para uma base ética para a formulação de leis e políticas públicas, floresce a podridão que alguns poucos usam como arma para buscar o poder e dele fazer um trampolim para a consolidação de interesses particularizados, sustentados por falácias de conveniências.

 

 

A denúncia mentirosa veiculada, na noite de ontem, por alguns poucos veículos de comunicação, contra o candidato ao governo do Tocantins, Vicentinho Júnior, acusado de ter praticado violência doméstica contra sua ex-esposa (que veementemente negou em vídeo), é sórdida, baixa, suja e escancara o lado oculto de seus adversários, derrubando a máscara dos que de dia vão aos templos e, à noite, se lambuzam nas vísceras carnais dos bordéis imaginários.

 

No decorrer dessa campanha, alguns poucos que dela destoaram se equivocaram em alguns momentos, se submetendo à vergonha alheia com falas e ações não republicanas. Mas ninguém, até a noite de ontem, tinha agredido a instituição família, descendo ao nível das pocilgas. Nenhum apoiador, seguidor ou eleitor de Vicentinho Júnior questionou a ilibada e honrosa vida familiar da senadora Dorinha, candidata ao governo do Tocantins. Nenhum desses ousou querer saber dos “negócios” do esposo dela, pois é assim que se faz política séria, respeitando os princípios da civilidade e da humanidade, o que precisa ser uma constância para se chegar a um Tocantins mais igualitário e com desenvolvimento quantitativo e qualitativo.

 

Nós, a Família Paralelo 13, que nas últimas quatro décadas trabalhamos diuturnamente para esculpir, a ferro e a fogo, esse veículo de comunicação, imprimindo em suas páginas os princípios da ética, do jornalismo profissional, de uma linha editorial independente, ousada e corajosa e, principalmente, comprometida com a verdade, nunca aceitamos e jamais aceitaremos o desmonte dos pilares familiares em detrimento das conveniências e convenções políticas que teimam em se consolidar no estado do Tocantins.

 

 

Nascidos na secular Porto Nacional (veículo e proprietários), Capital da Cultura, e que abriga uma coletividade de trajetória heroica, politizada, de conhecimento vasto, com saberes, tradições e costumes com raízes distribuídas por famílias seculares, jamais nos curvaremos pela força dos ventos soprados pelos covardes, aqueles que usam as sombras das noites, com narrativas mentirosas, para se agigantarem no campo onde as ideias e os ideais inexistem. As nossas vitórias sempre foram maiúsculas diante deles, que nunca nos calaram e jamais nos calarão. Essa é a nossa marca. Essa é a nossa vida.

 

Família Paralelo 13

 

Edivaldo Rodrigues e Edson Rodrigues

 

Porto Nacional
23 de outubro de 2026

 

 

Posted On Sexta, 23 Outubro 2026 10:50 Escrito por O Paralelo 13

Medida, que repõe integralmente a inflação, será aplicada de forma escalonada em 2027, em cinco parcelas

 

 

Texto: Jurbiléia Pinto

 

 

A Prefeitura de Palmas anunciou nesta quarta-feira, 22, a revisão geral anual dos vencimentos de 8,38%, com reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O índice é composto por 4,43% referente à integralidade do índice de 2025 e 3,95% referente ao acumulado de janeiro a setembro de 2026. A recomposição será aplicada de forma escalonada em 2027, em cinco parcelas sobre o vencimento atual. O Diário Oficial desta quinta, 22, trouxe a publicação da Medida Provisória. A informação foi anunciada durante reunião entre representantes da Prefeitura e lideranças sindicais que representam a classe dos servidores. Na ocasião também foi anunciado o ponto facultativo no Dia do Servidor para 30 de outubro.

 

O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, destaca que o esforço para manter a data-base dos servidores em dia é um ato de reconhecimento do trabalho de quem cuida da cidade. “Esse índice de 8,38% é a reposição integral da inflação. Isso representa a valorização real que vai chegar no contracheque do servidor de forma planejada e responsável”, disse, acrescentando que o ponto facultativo na sexta-feira, dia 30 de outubro, garantirá um feriadão de 4 dias aos servidores. “É mais tempo para o servidor descansar com sua família. Isso é só o começo, no dia 28 vamos anunciar o pacote completo de valorização”.

 

Correção salarial

 

A correção dos vencimentos dos servidores públicos municipais será aplicada da seguinte forma: 1,70% em janeiro de 2027, 1,70% em março, 1,70% em maio, 1,70% em julho e mais 1,58% em setembro, quando a reposição completa de 8,38% será alcançada. O secretário de Planejamento e Gestão, André Fagundes Cheguhem, destacou que o escalonamento da reposição salarial demonstra a disposição da gestão em corrigir a defasagem, mas sobretudo com responsabilidade fiscal. “Fizemos todo planejamento com prudência e responsabilidade fiscal. A aplicação será de forma escalonada em 2027, em cinco parcelas, e assim completaremos os 8,38% no contracheque do servidor”, reforçou. Em relação às demandas apresentadas pelos sindicatos sobre retroativo da data-base, o secretário esclareceu que no momento oportuno será discutido, e reforçou que mais pacotes de valorização dos servidores serão anunciados no dia 28 de outubro.

 

Presenças

 

O secretário-chefe do Gabinete do Prefeito, Carlos Júnior, e os secretários municipais de Fazenda e Transformação Digital, Fabiano Fagundes, da Educação, Anice de Souza Moura, da Saúde, Ana Paula dos Santos, também participaram da reunião.

 

Entre os representantes sindicais estiveram o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Palmas (Sisemp), Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet), Sindicato dos Guardas Metropolitanos de Palmas (Sigmep), Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (Simed), Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Tocantins (Sindifiscal), Sindicato dos Cirurgiões Dentistas do Estado do Tocantins (Sicideto) e Sindicato dos Profissionais Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias do Estado do Tocantins.

 

 

 

Posted On Sexta, 23 Outubro 2026 06:10 Escrito por O Paralelo 13

Representantes de sete povos pediram melhorias nas estradas, segurança alimentar, educação e proteção dos territórios

 

 

Da Assessoria

 

 

Lideranças dos povos Javaé, Xerente, Karajá, Karajá-Xambioá, Apinajé, Krahô e Krahô-Kanela declararam apoio à candidatura da Professora Dorinha (União Brasil) ao Governo do Tocantins durante reunião no Comitê 44, em Palmas, na quarta-feira, 21. As lideranças apresentaram demandas relacionadas à proteção dos territórios, aos impactos das mudanças climáticas, à falta de alimentos, à educação indígena e às condições das estradas e pontes que dão acesso às aldeias.

 

“Vamos cuidar da educação, saúde, estradas, inclusão produtiva e segurança alimentar. O povo indígena, no governo da Professora Dorinha, vai ter voz, vez e vai estar à mesa para discutir o Tocantins”, afirmou a candidata. Dorinha também defendeu a retomada de concursos específicos para a educação escolar indígena bilíngue. “O único concurso feito para a educação indígena bilíngue fui eu que fiz, e quero retomar essa regularidade. Hoje temos muitos profissionais com graduação, especialização, mestrado e doutorado”, declarou.

 

“Dorinha sempre lembrou de nós”

A liderança Silvia Letícia Xerente destacou o trabalho de Dorinha nas comunidades indígenas durante sua atuação na educação e no Congresso Nacional. “É fácil levantar a bandeira em seu nome. Seu trabalho está em todo o estado, nas nossas escolas e comunidades. Enquanto deputada, sempre lembrou de nós, cuidou da reforma das escolas e das estradas. Sei que vai trazer proteção para nossas mulheres indígenas e valorização dos profissionais nas aldeias”, afirmou. Uma liderança do povo Krahô também declarou apoio à candidata e pediu melhorias nas estradas e pontes utilizadas pelas comunidades.

 

 

O secretário dos Povos Originários e Tradicionais do Tocantins, Ercivaldo Xerente, lembrou a atuação de Dorinha na implantação do ensino médio indígena, na criação do Conselho de Educação Escolar Indígena e na realização de concursos específicos para professores. Ele também citou a destinação de equipamentos agrícolas às comunidades, por meio de articulações parlamentares. “Precisamos que as ações do Estado cheguem até as comunidades indígenas e que essas lideranças sejam valorizadas”, afirmou.

 

Durante a reunião, o presidente do Conselho de Educação Escolar Indígena do Tocantins, Robson Haritianã, entregou à candidata um quadro produzido por estudantes, com elementos da pintura tradicional Javaé e a bandeira do Tocantins. Rogério Xerente também participou do encontro e destacou a presença de representantes de diferentes povos indígenas do estado.

 

 

Posted On Quinta, 22 Outubro 2026 14:50 Escrito por O Paralelo 13

Por Edson e Edivaldo Rodrigues

 

 

Com a proposta de promover um espaço de diálogo sobre as perspectivas econômicas do Tocantins, os desafios de Palmas e as condições necessárias para atrair novos investimentos, a Associação Comercial e Industrial de Palmas (Acipa) recebeu, na manhã desta quinta-feira, o candidato ao Governo do Estado, deputado federal Vicentinho Jr. O encontro reuniu empresários, empreendedores e representantes do setor produtivo da Capital para discutir ideias e propostas voltadas ao desenvolvimento econômico do Estado.

O evento foi idealizado pelo empresário e pioneiro de Palmas, Ruy Adriano, com apoio do presidente da Acipa, Joseph Madeira. A programação foi conduzida pela jornalista e cerimonialista da entidade, Maju Cotrim. Com o auditório lotado, empresários e empreendedores tiveram a oportunidade de questionar diretamente o candidato sobre suas propostas para o fortalecimento da indústria e do comércio tocantinenses, caso seja eleito governador.

 

LEGADO E RESPONSABILIDADE

 

Ao abordar suas perspectivas para o setor produtivo, Vicentinho Jr. destacou o legado de importantes lideranças políticas ligadas ao desenvolvimento econômico do Tocantins e afirmou que pretende manter uma relação próxima com os empresários.

“Lembro aos senhores que tenho muito orgulho de ser o candidato ao governo do PSDB de Siqueira Campos e do MDB de Moisés Avelino, os dois maiores incentivadores do comércio e da indústria do Tocantins e de Palmas. Desta forma, não posso fazer um trabalho que fique aquém do legado deixado pelos dois, que moldaram a ferro e fogo o caminho do desenvolvimento e do progresso do nosso Tocantins, sem margem para erros, e que proporcionaram o ambiente fértil que resultou neste Estado pujante e de grande potencial”, afirmou.

O candidato também reforçou o compromisso de incentivar a atividade empresarial. “Tratarei nossos empresários, de Palmas e de todo o Tocantins, com a importância e os incentivos necessários para vocês, que são o alicerce do desenvolvimento da nossa Capital e do nosso Estado, pois geram empregos e proporcionam a arrecadação que permite ao Estado trabalhar em benefício de todos. Ponto e sem vírgula. Depois de eleito, podem me cobrar”, declarou.

 

PIONEIRO

 

Portador do primeiro alvará de funcionamento de um empreendimento em Palmas, Ruy Adriano ressaltou a importância de conhecer o posicionamento dos candidatos ao Governo do Estado em relação às demandas do setor produtivo.
“O desenvolvimento de Palmas sempre caminhou junto com a união dos seus empresários. Quando nos organizamos, fortalecemos nossas entidades e trabalhamos por objetivos comuns, quem ganha é toda a cidade. Sinto em Vicentinho Jr. a determinação e a seriedade com que os empreendedores devem contar para continuar servindo de alicerce ao desenvolvimento econômico da nossa Capital”, destacou.

 

BOA IMPRESSÃO

 

As declarações de Vicentinho Jr. foram bem recebidas pelos participantes do encontro. O ex-presidente da Acipa, empresário Beto Silva, avaliou positivamente a apresentação do candidato e destacou a objetividade das propostas apresentadas.

“Vicentinho Jr. demonstrou, de forma muito clara e objetiva, várias ações que pretende realizar para o desenvolvimento econômico do Tocantins. A gente fica com a certeza de que, em uma eventual vitória dele, o nosso Estado terá um trabalho forte voltado para o crescimento econômico”, afirmou.

Já o presidente da Acipa, Joseph Madeira, ressaltou a importância da iniciativa de ouvir, diretamente dos candidatos que disputam o segundo turno das eleições estaduais, suas propostas para o futuro do Tocantins.
“É com muita alegria que a diretoria da Acipa vê concretizado esse momento de conexão e de oportunidade para conhecer melhor as propostas dos dois candidatos. Temos a certeza de que os empresários terão melhores condições de avaliar e tomar sua decisão no próximo domingo”, concluiu.

 

 

 

Posted On Quinta, 22 Outubro 2026 14:00 Escrito por O Paralelo 13

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

A visita das senadoras Damares Alves, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis ao Tocantins foi planejada para reforçar a candidatura da senadora Professora Dorinha Seabra ao Governo do Estado, a três dias do segundo turno. O encontro, realizado em Palmas e denominado “Todas por Ela”, reuniu lideranças e apoiadores em uma mobilização articulada pelo senador reeleito Eduardo Gomes, vice-presidente do Senado e um dos principais coordenadores políticos da campanha.

 

A presença das três representantes nacionais da direita tinha como objetivo dar visibilidade a candidatura, animar a militância e ampliar a mobilização eleitoral. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, eleitas senadoras pelo Distrito Federal, chegaram ao Estado acompanhadas de Damares Alves para fortalecer o palanque de Dorinha.

 

Mas, em política, a mensagem importa tanto quanto a presença. E o pronunciamento de Damares Alves acabou chamando atenção por um motivo que talvez não estivesse no roteiro da campanha.

 

UMA FALA FORA DO TOM

Ao afirmar que a esquerda e o Palácio do Planalto temem Dorinha no Senado, Damares apresentou aos participantes uma imagem da candidata associada ao enfrentamento político nacional. O discurso, de tom duro e polarizador, destoou da imagem pública que Professora Dorinha construiu no Tocantins ao longo de sua trajetória.

 

A senadora é conhecida no Estado por uma atuação institucional e por uma postura geralmente moderada no trato político. Sua trajetória inclui interlocução com diferentes setores e participação em articulações que ultrapassam as fronteiras de um único campo ideológico.

 

Ao tentar transformar essa relação em um símbolo de confronto ideológico, Damares pode ter provocado um efeito contrário ao desejado e em vez de ampliar a candidatura, correu o risco de afastar eleitores de esquerda que poderiam considerar votar em Dorinha pela sua capacidade de diálogo e pela expectativa de uma gestão aberta à cooperação institucional. Não é possível afirmar, sem dados eleitorais posteriores, quantos votos a declaração possa ter afastado, mas o risco político é evidente. Em uma disputa decidida por margens estreitas, apresentar a candidata como alguém temida pelo Planalto pode dificultar a conquista justamente dos votos que ela precisa buscar fora de sua base mais fiel. A pergunta que fazemos agora é: Damares ajudou a revelar uma força política de Dorinha ou acabou projetando uma imagem que pode afastar parte do eleitorado tocantinense?

 

 

QUAL DORINHA O ELEITOR DEVE CONHECER?

O pronunciamento trouxe à tona uma contradição política que merece reflexão. No Tocantins, Dorinha não se apresenta apenas como representante de uma corrente ideológica. Sua candidatura busca reunir uma ampla base de apoio, com lideranças de diferentes perfis e interlocução institucional necessária para governar.

 

Ao longo da campanha, a senadora contou com o apoio do governador Wanderlei Barbosa e do senador Eduardo Gomes. Este último tem trajetória marcada pela articulação política e pelo diálogo com diferentes setores de Brasília, características importantes para quem pretende ampliar a capacidade de negociação do Estado.

 

Também é necessário lembrar que a política tocantinense mantém relações institucionais com o governo federal em áreas estratégicas, como infraestrutura, programas sociais, investimentos e serviços públicos. Transformar essa relação em uma disputa de hostilidade permanente pode dificultar o diálogo que qualquer governador precisa manter com Brasília, independentemente de quem ocupe o Palácio do Planalto.

 

Não se trata de impedir críticas ou divergências ideológicas. Trata-se de distinguir o discurso de palanque da responsabilidade de governar.

 

EDUARDO GOMES BUSCOU REFORÇAR A CAMPANHA

 

A mobilização de Michelle Bolsonaro, Damares Alves e Bia Kicis foi uma aposta política de Eduardo Gomes para dar novo impulso à candidatura de Dorinha na reta final. A presença das três lideranças tinha potencial para mobilizar o eleitorado conservador e ampliar a repercussão da campanha.

 

Eduardo Gomes, reeleito senador com mais de 450 mil votos e atual vice-presidente do Senado, é um dos principais articuladores políticos da candidatura. Sua estratégia de reunir lideranças nacionais demonstra o esforço para ampliar a mobilização em torno de Dorinha.

 

O problema não está na presença das senadoras nem no apoio que elas decidiram oferecer. Está na possibilidade de uma mensagem excessivamente confrontadora deslocar o debate das propostas para uma disputa ideológica que não necessariamente corresponde às prioridades de todos os eleitores tocantinenses.

 

A campanha precisa avaliar se o discurso apresentado fortalece a candidatura junto ao conjunto do eleitorado ou se fala principalmente à parcela que já está convencida.

 

UM REFORÇO QUE PODE TER EFEITO CONTRÁRIO

 

A poucos dias da votação, cada movimento ganha peso. O eleitor precisa decidir não apenas com base em afinidades partidárias, mas também considerando quem demonstra melhores condições de administrar o Estado, negociar recursos e construir soluções para os municípios.

 

Se a intenção da visita era oxigenar a candidatura de Dorinha, o resultado político dependerá da mensagem que ficou para além do evento. Uma mobilização pode reunir apoiadores, gerar imagens e repercussão nas redes sociais, mas isso não significa, automaticamente, conversão de votos.

 

O risco é que o discurso de confronto nacional acabe empurrando para o campo adversário eleitores que não se identificam com a polarização. Não é possível afirmar, sem pesquisas posteriores, que isso tenha ocorrido. Mas é uma consequência que a coordenação da campanha precisa considerar.

 

Em uma eleição apertada, a diferença pode estar justamente na capacidade de conversar com quem ainda tem dúvidas, e não apenas em reafirmar convicções de quem já escolheu seu candidato.

O TOCANTINS PRECISA DE DIÁLOGO

O Estado precisa de um governo capaz de manter relações institucionais, buscar investimentos e trabalhar com diferentes forças políticas. O governador eleito terá de dialogar com prefeitos, parlamentares, empresários, trabalhadores, movimentos sociais e com o governo federal, qualquer que seja sua orientação política.

 

É legítimo que Dorinha tenha o apoio de lideranças nacionais da direita. Também é legítimo que essas lideranças defendam suas ideias e critiquem seus adversários. A questão é saber se o tom adotado contribui para ampliar a candidatura ou se restringe sua capacidade de dialogar com uma sociedade plural.

 

A campanha de Dorinha tem aliados experientes, estrutura política e nomes de alcance nacional. O desafio é fazer com que esses recursos trabalhem a favor de uma mensagem coerente com a imagem que a candidata deseja transmitir ao eleitor tocantinense.

 

A visita de Michelle Bolsonaro, Damares Alves e Bia Kicis pretendia ser um reforço decisivo. O pronunciamento de Damares, entretanto, abriu uma discussão que vai além do evento: qual projeto político Dorinha representa e que tipo de relação pretende construir com quem pensa diferente?

 

A resposta caberá à própria campanha, mas também ao eleitor, que terá a palavra final nas urnas. Em política, nem todo reforço fortalece. Às vezes, o discurso que anima a militância é justamente aquele que afasta quem ainda precisa ser convencido.

 

 

Posted On Quinta, 22 Outubro 2026 09:08 Escrito por O Paralelo 13
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