Deputada tem direito a contratar até 25 secretários parlamentares para trabalhar no gabinete
Com R7
A deputada Erika Hilton (PSOL - SP) tem dois maquiadores contratados como secretários na Câmara dos Deputados. Índy Montiel e Ronaldo Hass, que costumam maquiar a parlamentar, aparecem com cargos em comissão na Câmara. Cada deputado pode contratar de cinco a 25 secretários parlamentares para prestar serviços de secretaria. Eles não precisam ser servidores públicos e são escolhidos diretamente pelo deputado. O parlamentar tem direito a R$ 133.170,54 por mês para pagar os salários deles.
Ronaldo aparece nos quadros da Câmara desde maio de 2024. Em maio, ele recebeu R$ 9.678,22 bruto de salário. Já, Índy foi contrato em dezembro do ano passado e em maio recebeu R$ 2.126,59. Além dos dois, o gabinete de Erika Hilton tem mais 12 secretários.
Erika Hilton aparece maquiada por Ronaldo, por exemplo, para participar de ensaio técnico da Paraíso do Tuiuti, em fevereiro, escola que a deputada desfilou no carnaval. Já por Índy, ela aparece nas redes sociais maquiada em fevereiro do ano passado, quando foi nomeada líder da bancada do PSOL na Câmara.
De acordo com a Câmara dos Deputados, o regimento estabelece funções a serem desempenhadas pelos secretários, como coordenar atividades administrativas, elaborar pronunciamentos e cuidar de emissões de passagens, mas o trabalho a ser executado vai depender da metodologia de cada parlamentar.
O que diz a deputada
Por meio de nota divulgada em redes sociais, a deputada afirmou que a atuação dos dois assessores é voltada ao mandato como parlamentar. Entre exemplos, Erika cita atuação em comissões e audiências, ajuda para produzir relatórios, preparação de briefings, diálogos com a população e acompanhamento de agenda em Brasília e durante viagens.
A deputada também destacou que ambos são maquiadores, mas que isso não interfere nas outras atuações deles no mandato e não foi o que motivou a contratação no gabinete.
“Conheci eles como maquiadores, identifiquei outros talentos e os chamei para trabalhar comigo. Quando podem, fazem minha maquiagem e eu os credito por isso. Mas se não fizessem, continuariam sendo meus secretários parlamentares”, disse.
Durante a cerimônia de assinatura da ordem de serviço para obras no Colégio Militar Euclides Bezerra Gerais, realizada nesta segunda-feira, 23, em Paranã, o vice-presidente do Senado e presidente do PL Tocantins, Eduardo Gomes, anunciou a destinação de mais R$ 5 milhões em recursos federais para a recuperação de estradas vicinais no município
Da Assessoria
O evento, promovido pelo Governo do Estado dentro do programa “Obra Toda Semana: Transformando Escolas, Construindo Futuros”, reuniu lideranças políticas e regionais. Além do governador Wanderlei Barbosa, participaram o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amélio Cayres; a primeira-dama e secretária Extraordinária de Participações Sociais, Karynne Sotero; o secretário de Educação, Fábio Vaz; e os deputados estaduais Valdemar Júnior, Eduardo Fortes e Ivory de Lira.

Emocionado, o prefeito de Paranã Fábio da Farmácia fez questão de relembrar em seu discurso, o apoio do senador ao município, citando os recursos destinados para a construção de duas pontes de concreto – uma sobre o rio São Domingos, com 125 metros de extensão, e outra sobre o Riacho Fundo, com 45 metros – além de três galerias. As obras foram fundamentais para melhorar o acesso e fortalecer o agronegócio e a agricultura familiar na região.
“O senhor colocou R$ 5 milhões nas pontes que inauguramos, deu caminhão basculante, e está pronto para mais um mandato no Senado para trazer mais obras e mais visibilidade para o Tocantins. Muito obrigado por tudo que você tem feito. Tenho certeza que posso contar com o senhor ainda mais. Às vezes eu me emociono quando falo, mas é porque só quem mexe com obra pública sabe o quanto é difícil a gente fazer tudo e concluir”, declarou o prefeito.

Em resposta a Fábio da Farmácia, o senador Eduardo Gomes anunciou novos recursos ao município. “Seu choro é o da alegria, porque já vamos colocar R$ 5 milhões para as estradas vicinais em Paranã agora”, afirmou, reforçando seu compromisso com a infraestrutura dos municípios tocantinenses.
O senador também destacou a necessidade de união de forças para garantir o desenvolvimento do Tocantins. “O crescimento do Estado depende de brigar menos e trabalhar mais. A única ideia que tem que ser defendida agora é emprego, renda e melhoria para o Estado”, destacou.
Além do anúncio dos recursos para as estradas, o evento também marcou a assinatura da ordem de serviço para a reforma e ampliação do Colégio Militar Euclides Bezerra Gerais, com investimento de R$ 2,7 milhões por parte do Governo do Tocantins.
Nova aliança mira fortalecimento para as eleições de 2026; integrantes dos partidos farão anúncio na Câmara dos Deputados
Por Emilly Behnke
O partidos Solidariedade e PRD devem anunciar na próxima quarta-feira (25) a formação de uma federação partidária entre as siglas. A nova aliança será confirmada na Câmara dos Deputados, às 15h.
A decisão mira o fortalecimento das siglas para as eleições de 2026 e a superação dos critérios para receberem recursos. Os partidos avaliam que juntos terão mais chances de superar a cláusula de barreira.
Juntos, os dois partidos terão 10 deputados federais. Atualmente, cada legenda tem cinco integrantes. As federações partidárias funcionam como uma única agremiação. Elas podem apoiar qualquer candidato e devem permanecer no mesmo bloco por pelo menos quatro anos.
A aliança entre as siglas ainda deve ser oficializada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dois partidos já fizeram, recentemente, movimentos partidários para driblar a cláusula de desempenho e se manter relevante no cenário político.
A criação do PRD (Partido da Renovação Democrática) foi aprovada em 2023. A sigla é resultado da fusão do PTB e do Patriota. No mesmo ano, o Prós foi incorporado ao Solidariedade e deixou de existir.
O comando da nova federação ainda será anunciado. Atualmente, o Solidariedade tem como presidente nacional o deputado Paulinho da Força. Já o PRD é comandado por Marcus Vinícius, ex-deputado estadual pelo Rio de Janeiro.
Crítico do governo petista, no próximo ano, Paulinho da Força defende o apoio a uma candidatura de centro. As negociações de acordos para 2026 são um dos desafios da nova federação.
Cláusula de barreira
O TSE prevê que o acesso ao Fundo Partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão está condicionado ao preenchimento das condições impostas pela cláusula de barreira.
A regra prevê que para ter acesso aos recursos e ao tempo de propaganda as siglas ou federações devem eleger pelo menos 11 deputados federais, distribuídos em pelo menos nove unidades da federação; ou obter, no mínimo, 2% dos votos válidos nas eleições para a Câmara dos Deputados, em pelo menos nove estados, com um mínimo de 1% dos votos válidos em cada um deles.
Após as eleições do próximo ano, a regra deve ser ainda mais rígida e exigirá: 2,5% dos votos válidos nas eleições de 2026, distribuídos em nove unidades da federação, com um mínimo de 1,5% de votos em cada uma delas; ou a eleição de 13 deputados em nove unidades.
Neste ano, além do Solidariedade e do PRD, também anunciaram que vão compor uma nova federação o União Brasil e o PP. O PSDB e o Podemos também avançaram nas negociações para uma união, mas a articulação foi suspensa por divergências relacionadas ao comando da nova legenda.
No xadrez político do Tocantins, o jogo sucessório de 2026 promete movimentos que, por ora, se desenham mais como hipóteses do que como certezas. PSD, PSDB e Podemos surgem como forças na montagem desse tabuleiro, cada qual com líderes de peso, bases consolidadas e capacidade de articulação regional
Por Edson Rodrigues
O cenário deve ganhar contornos mais definidos nos próximos seis meses. O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, segue concentrado na gestão da capital, mas não há dúvidas de que sua popularidade e avaliação positiva farão dele uma voz importante nas articulações pela cadeira de governador ou como peça de apoio fundamental em alianças majoritárias. Palmas é hoje o maior colégio eleitoral do Tocantins.

Irajá com o prefeito de Porto Nacional Rovivon Maciel
Já o senador Irajá Abreu, presidente do PSD tocantinense, é nome que não pode ser subestimado. Sua base robusta de prefeitos, vices, vereadores e pré-candidatos a deputado estadual garante-lhe palanque, horário eleitoral expressivo e acesso considerável ao fundo partidário. Nos bastidores, é dado como articulador hábil, atento a cada movimentação que possa fortalecer seu projeto político ou pavimentar um caminho estratégico ao Senado ou ao Palácio Araguaia.

No PSDB, quem ocupa espaço relevante é a ex-prefeita de Palmas Cinthia Ribeiro Mantoã, que mesmo fora da gestão mantém interlocução ativa e capital político na capital e no interior. Presidente estadual da sigla, Cinthia carrega consigo estrutura partidária, tempo de televisão e recursos que podem pesar tanto na formação de uma candidatura própria quanto numa coalizão robusta.

Diante desses nomes, pairam perguntas que agitam rodas de conversa, grupos de WhatsApp e cafés de bastidores. O governador Wanderlei Barbosa permanecerá no cargo até o fim ou renunciará para disputar uma cadeira no Senado? O ex-governador Mauro Carlesse é de fato um projeto viável ou apenas um balão de ensaio para medir a temperatura do eleitorado? Laurez Moreira, atual vice-governador, será lançado à sucessão como candidato natural do cargo? Na verdade, a candidatura de Laurez Moreira só será viável, com musculatura, caso esteja no acento de governador, porém se depender do governador Wanderlei Barbosa isso é fake News.
Além das indefinições sobre candidaturas majoritárias, quem pleiteia vaga na Assembleia Legislativa precisa atenção redobrada e escolher o partido certo faz toda a diferença para não naufragar no cálculo do coeficiente eleitoral. A força do fundo partidário, a infraestrutura de campanha e a coesão interna de cada legenda determinarão quem chega competitivo em 2026.
Nesse ambiente de incertezas, o prazo fatal para mudanças é 5 de abril de 2026, data-limite para renúncia de chefes de Executivo que almejam outro cargo e para filiações partidárias de quem pretende disputar o pleito. Até lá, o tabuleiro sucessório estará em permanente ebulição, com alianças se costurando, traições se articulando e novas candidaturas emergindo da fumaça de bastidor.
É um jogo de paciência, estratégia e pragmatismo. Para os pré-candidatos proporcionais, cada passo é fundamental e de nada adianta popularidade local sem legenda forte, fundo robusto e nominata competitiva. O recado é claro: todo cuidado é pouco.
Que venham as peças, que se movam os reis, torres e peões. O jogo começou, mas o xeque-mate ainda está longe de ser anunciado.
Até breve.
Todos aqueles que pretendem se candidatar a um cargo majoritário nas eleições de outubro do ano quem vem, devem ter em mente que sua pretensão política só será viável se trouxer em seu bojo candidaturas proporcionais fortes. Traduzindo, os pré-candidatos a governador e senador precisam de bons nomes em suas chapas proporcionais. Exército sem soldados não ganha batalhas!
Por Edson Rodrigues
E os próximos seis meses serão decisivos para as pretensões de cada um, pois configuram tempo suficiente para que os “casamentos arranjados” ou as federações partidárias consolidadas apenas por sobrevivência política dos partidos pequenos ou nanicos estejam sacramentados, mesmo que, conforme o modus operandi das cúpulas nacionais das legendas, que “enfiam” esses acordos goela abaixo das províncias – estados – cada diretório estadual dos envolvidos tenha que digerir a federação a conta-gotas.
ARCAS DE NOÉ: TODO CUIDADO É POUCO
A verdade é que a maioria desses “casamentos arranjados” entre partidos acabam ficando mais parecidos com uma arca de Noé do que uma união de legendas, propriamente dita, pois acabam unindo políticos de ideologias contrárias, bandeiras que não conversam entre si, religiões conflitantes e segmentos classistas incoerentes, e deixam o eleitorado, até os seguidores das legendas envolvidas, mais desconfiados que satisfeitos.

É preciso ter muito cuidado na escolha de pré-candidaturas proporcionais que realmente tenham votos e tenham chances reais de crescer e cair nas graças dos eleitores. E o Tocantins tem uma pessoa extremamente escolada na hora de juntar nomes que tenham votos. Trata-se de Lucas da Lince, um articulador político de primeira, que entende de eleições proporcionais como poucos, e tem credibilidade, habilidade e reconhecimento entre a classe política e a população acerca de suas habilidades na formação de chapas proporcionais competitivas.
Os próximos seis meses serão de aparo de arestas e acordos mantidos a sete chaves, pois os “casamentos sem amor” são uma realidade e foram até regulamentados pela Justiça Eleitoral.
PSDB X PODEMOS: FIM DE NAMORO

Por falar em casamentos arranjados, a fusão entre o PSDB e o Podemos não passou do namoro e, no Tocantins, a sensação que se tem é que o destrato causou mais alívio que espanto. O PSDB é presidido pela ex-prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro, enquanto que a maior liderança política do Podemos é o atual prefeito, Eduardo Siqueira Campos e uma assegurada – e imprevisível – disputa entre os dois pelo controle da federação no Tocantins já estava configurada.
Agora, fica tudo como está e cada um seguirá o seu caminho, formatando seus grupos políticos visando a eleição do ano que vem, contando apenas consigo mesmos para montar suas chapas proporcionais, capazes de obter votos suficientes para atingir o quociente eleitoral e eleger, pelo menos, um deputado federal ou um deputado estadual. Ou um de cada.

O Podemos ganhou, esta semana, o reforço de Tiago Dimas, seu presidente estadual, que ficou a vaga de deputado federal de Lázaro Botelho (PP), após a mudança de interpretação das sobras eleitorais, por parte do STF, e cumprida pelo TRE, por meio de uma recontagem dos votos, que decidiu em favor de Dimas, inclusive, já diplomado, e que tomará posse em data ainda a ser definida pela Câmara Federal.
Já o PSDB tem em Eduardo Mantoan, esposo de Cintia Ribeiro, que é deputado estadual, assim como Júnior Geo.
Tanto Dimas quanto Mantoan e Geo terão que mostrar seus patrimônios eleitorais na formação das chapas proporcionais de Podemos e PSDB, respectivamente.
OUTRA FEDERAÇÃO

Articulada pelo presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, a formação de uma federação com o PDT e o Cidadania começou a ser discutida nas últimas semanas. As negociações têm ocorrido de forma bilateral, e sempre partindo do PSB: a sigla mantém conversas separadas com PDT e Cidadania, mas ainda não há diálogo direto entre os outros.
Não há, contudo, sinais públicos de resistência por parte das legendas à eventual composição.
A articulação é interpretada nos bastidores como uma tentativa de reorganizar a centro-esquerda, especialmente diante das dificuldades enfrentadas por outras federações. Tanto o agrupamento formado por PT, PCdoB e PV como a aliança PSOL-Rede enfrentam disputas internas e desgastes que se acentuaram nas eleições municipais do ano passado. Filiados de siglas menores, como Rede e PV, queixaram-se de pouca influência na tomada de decisões.
Caso venha a se concretizar, essa federação pode representar várias gotas de creolina no “copo de leite” do vice-governador Laurez Moreira (PDT), uma vez que o presidente estadual do PSB é o vereador e “político pavão”, Carlos Amastha e o presidente do Cidadania é o deputado estadual Wilmar do Detran.
Nunca uma eleição estadual prometeu tanto acirramento em sua disputa. Um panorama mais claro só poderá ser obtido após abril de 2025, com fim do prazo para as filiações partidárias.
Boa sorte aos postulantes!