Posted On Sábado, 17 Outubro 2026 14:59 Escrito por O Paralelo 13

Orientação era evitar mudanças no texto para impedir que a PEC tivesse de voltar para a Câmara

 

 

Por Bruno Pinheiro

 

 

O plenário do Senado viveu uma tarde de tensão nesta quinta-feira (15), em meio à tentativa de votar a PEC da Segurança Pública às vésperas do segundo turno. O impasse acabou na mesa de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e terminou com o presidente da Casa retirando a proposta da pauta. O estopim foi a disputa em torno da redução da maioridade penal.

A oposição chegou ao plenário com uma emenda de Rogério Marinho que reduz a maioridade para 16 anos como regra geral e admite 14 anos em crimes graves. Do lado do governo, a orientação era evitar mudanças no texto para impedir que a PEC tivesse de voltar para a Câmara. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, vinha defendendo a aprovação sem novas emendas e havia rejeitado essa possibilidade ao longo da negociação.

Mas o líder do PT, Camilo Santana, decidiu apresentar uma emenda própria prevendo a redução da maioridade para 16 anos apenas nos crimes hediondos. A iniciativa contrariou a linha que vinha sendo sustentada por Teresa e abriu uma nova frente de tensão dentro da própria base.

A oposição não aceitou a alternativa apresentada por Camilo e manteve a defesa de uma proposta mais ampla.

Com isso, a negociação travou. O plenário ficou quente, com líderes circulando pela mesa da Presidência, conversas reservadas e tentativa de última hora para encontrar um texto que pudesse ser votado.

Foi nesse ambiente que Alcolumbre decidiu retirar a PEC da pauta.

 

Rogério Marinho ainda tentou arrancar do presidente do Senado uma explicação pública sobre o motivo.

 

Marinho perguntou se a retirada havia ocorrido a pedido do governo.

 

Alcolumbre respondeu:

 

“A retirada de pauta se deveu à minha decisão da Presidência do Senado Federal.”

Marinho insistiu em saber em que a decisão estava baseada.

Alcolumbre repetiu:

“Baseado na decisão da Presidência do Senado Federal.”

 

Quando o líder da oposição ironizou que se tratava, então, de uma decisão baseada no arbítrio do presidente, Alcolumbre confirmou. E, diante da provocação de que seria preciso mudar o regimento, respondeu:

“Vamos mudar.”

 

Nos bastidores, a cena foi interpretada como um desabafo de Alcolumbre diante da pressão permanente para colocar matérias sensíveis em votação e, depois, assumir sozinho o custo político do resultado

.

A leitura entre senadores era de que o presidente da Casa não queria carregar nas costas uma votação que havia deixado de ser apenas sobre segurança pública e virado mais um capítulo da disputa eleitoral. A PEC, que tinha previsão de ser analisada em dois turnos no mesmo dia, saiu da pauta. E, a poucos dias do segundo turno, a redução da maioridade penal acabou transformando o Senado em mais um campo de batalha entre governo e oposição.

 

 

 

Posted On Sexta, 16 Outubro 2026 09:30 Escrito por O Paralelo 13

O presidente negou que o anúncio tenha tido um caráter eleitoreiro

 

 

Por Estadão Conteúdo

 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta quinta-feira, 15, que “não sabia” que o Bolsa Família não tinha sido reajustado ao longo do governo e que o reajuste anunciado há menos de um mês ocorreu após ele descobrir isso. Lula foi entrevistado pela TV Globo nesta quinta, no Rio.

 

O presidente negou que o anúncio tenha tido um caráter eleitoreiro. Disse que quando soube que o benefício estava congelado desde 2023, mandou reajustá-lo pelo período todo. Indicou que deu bronca em seus ministros por isso.

 

“Não quero que você ouça a reunião que tive com meus ministros quando soube que Bolsa Família não tinha sido reajustado. Eu não sabia. É inexplicável que no governo do Lula alguém pense em não reajustar a inflação no salário das pessoas. É impensável, mas aconteceu. Tomei a decisão: vamos dar tudo o que a gente não deu para não acontecer nunca mais”, disse.

 

Questionado sobre o motivo para o reajuste a tão poucos dias do primeiro turno das eleições, Lula se esquivou. “Aconteceu que fiquei sabendo que não tinha sido aumentado o Bolsa Família e fui perguntar: se tem espaço para aumentar, por que não tinha sido aumentado?”, declarou.

 

A possibilidade de reajuste do Bolsa Família, porém, já vinha sendo discutida internamente pelo governo há meses. O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, chegou a falar, em entrevista à DW Brasil em fevereiro de 2025, que a possibilidade de reajuste “estava na mesa”. O governo, depois, desmentiu. O benefício continuou congelado até setembro deste ano.

 

Somente nos últimos dias, Lula anunciou uma série de medidas com alto apelo popular. Nesta quinta-feira, 15, por exemplo, disse que vai enviar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) ao Congresso para tornar gratuito o transporte público em todas as cidades do País aos fins de semana. Atrelou a medida ao fim da escala 6×1 – dizendo que, com um dia a mais de descanso, os trabalhadores deveriam passear.

 

Antes, Lula já havia anunciado um pacote de ajuda aos microempreendedores individuais (MEIs). A proposta, anunciada na terça-feira, 13, foi rapidamente aprovada na Câmara na quarta, 14, e no Senado nesta quinta, 15. Estão entre as medidas o aumento no limite de receita do MEI para R$ 140 mil anuais e o perdão de dívidas que somam mais de R$ 12 bilhões.

 

Lula já havia anunciado também um aumento de 15% no Bolsa Família e a proibição de bets em todo o País. Essas duas medidas foram antes do primeiro turno.

 

 

Posted On Sexta, 16 Outubro 2026 05:28 Escrito por O Paralelo 13

Após manifestações de apoio em diferentes regiões do Tocantins, movimento chega à capital com adesões de Wilton do Zé Branquinho, Delma Freitas, Alex Mascarenhas e Vinicius Pires

 

 

Da Assessoria

 

 

A onda de adesões à candidatura de Vicentinho Júnior (PSDB), que vem se espalhando por diferentes regiões do Tocantins neste segundo turno, chegou com força a Palmas. Os vereadores Wilton do Zé Branquinho, Delma Freitas e Alex Mascarenhas anunciaram apoio ao candidato ao Governo do Estado. O vereador Vinicius Pires também declarou apoio por meio das redes sociais, ampliando o grupo de parlamentares da capital que passam a caminhar com Vicentinho.

 

O movimento dá continuidade às manifestações de apoio registradas após o primeiro turno, especialmente em municípios como Araguaína, Paraíso do Tocantins e Porto Nacional, onde Vicentinho obteve resultados expressivos nas urnas. Agora, a chegada de novos vereadores em Palmas amplia a articulação política na capital e reforça o discurso de mudança defendido pela candidatura.

 

As novas adesões também ganham significado no cenário político da capital, onde as disputas e pressões entre diferentes grupos fazem parte das articulações eleitorais. Para os apoiadores de Vicentinho, o movimento demonstra que as decisões políticas não podem ser determinadas apenas por estruturas de poder, mas devem respeitar a liberdade das lideranças e o sentimento manifestado pela população.

 

Vicentinho recebeu as novas manifestações de apoio como mais um passo na construção de alianças para o segundo turno. A candidatura sustenta que o crescimento do grupo, com a chegada de vereadores, prefeitos, vice-prefeitos e outras lideranças de diferentes regiões, reflete o desejo de mudança que seus apoiadores identificam no eleitorado tocantinense. A votação do segundo turno está marcada para 25 de outubro.

 

 

 

Posted On Quinta, 15 Outubro 2026 05:16 Escrito por O Paralelo 13

Em participação na RedeTV Tocantins, candidato aborda desafios da gestão e propostas para áreas estratégicas

 

 

Da Assessoria

 

 

O candidato ao Governo do Tocantins, Vicentinho Júnior (PSDB), apresentou propostas para áreas prioritárias da administração estadual durante sabatina no Jornal da Rede, da RedeTV Tocantins, nesta quarta-feira (14). Entre os temas abordados estiveram saúde, segurança pública, valorização dos servidores, equilíbrio fiscal e investimentos em infraestrutura. O segundo turno das eleições será realizado em 25 de outubro.

 

Na saúde, Vicentinho defendeu um atendimento sem distinção política e apontou problemas como a falta de medicamentos e a interrupção de tratamentos oncológicos. “Eu vou despolitizar a saúde do estado do Tocantins. Eu não tenho que perguntar se um cidadão, um paciente, me apoiou ou não, se votou em mim ou não, para entregar uma saúde digna”, afirmou.

 

Para o funcionalismo público, o candidato destacou a valorização dos profissionais e o respeito aos direitos adquiridos. “Os nossos servidores estaduais, os nossos homens e mulheres que tocam essa máquina, eles e elas são parte da solução. Nunca foram problemas”, declarou.

 

Na segurança pública, as propostas incluem a convocação de aprovados em concursos, a realização de novos concursos para a Polícia Militar e a valorização das polícias Civil e Penal e do Corpo de Bombeiros. Vicentinho também defendeu medidas de apoio a mulheres em situação de violência, com condições para que deixem ambientes abusivos e reconstruam a própria vida.

 

Ao abordar a gestão financeira, o candidato defendeu o equilíbrio das contas públicas como condição para ampliar a capacidade de investimento do estado. “O orçamento, a boa aplicação financeira, orçamentária, é a alma de uma boa gestão”, afirmou.

 

Na infraestrutura, destacou o potencial logístico do Tocantins e a necessidade de melhorias nas rodovias, incluindo a duplicação do trecho entre Porto Nacional e Palmas.

 

Sobre o segundo turno e a chegada de novos apoios políticos, Vicentinho afirmou que manterá os compromissos assumidos durante a campanha. “Não é porque eu recebo um apoio novo que eu mudo a minha identidade. Todos os compromissos que eu assumi com o meu estado do Tocantins, com a minha gente, todos eu cumprirei”, disse.

 

A sabatina completa está disponível no canal oficial da RedeTV Tocantins no YouTube:

https://www.youtube.com/live/XIYwIqX2bP8

 

 

 

Posted On Quarta, 14 Outubro 2026 16:00 Escrito por O Paralelo 13
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