Governador de Goiás lança nesta sexta-feira, 4, a pré-candidatura à Presidência da República em evento em Salvador

 

 

Por Davi Valadares

 

 

Em Salvador para lançamento da pré-candidatura à presidência da República, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), criticou em entrevista ao Terra a ideia de federação do seu partido com o PP. A junção das duas legendas, na visão de Caiado, uniria mais conflitos do que interesses. 

 

“O União Brasil não precisa emprestar hoje a importância dele ser o terceiro maior partido e nem o PP. São dois partidos independentes. Para que você vai criar conflito? Aqui, na Bahia, o PP e o União Brasil estão todos acertadinhos? Não tem atrito nenhum? Está tudo pacificado? Não. Então você acha que nos outros Estados também alguém vai se subordinar ao outro?”, questionou o governador. 

 

 

Quando perguntado se a aliança do União Brasil com o PP poderia atrapalhar seus planos de disputar a presidência, Caiado utilizou a seu favor o fato das decisões partidárias serem tomadas por meio de convenção. Esse entendimento do governador, no entanto, é oposto ao que o presidente do PP, Ciro Nogueira, tem defendido. O senador defende que caso a federação avance, o apoio do grupo em 2026 seja para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ou para o nome indicado por ele.

 

“Como é que a vontade de uma pessoa sobrepõe-se a todas as posições partidárias? Pode ser essa decisão dentro do PP. Agora, dentro do União Brasil, isso é decidido em convenção nacional. Não é a decisão de uma pessoa. É a decisão da convenção nacional. Tem deputado, tem senador, tem governador, governador das capitais, membros do diretório que respondem na nacional”, disse Caiado. 

 

Na federação, os partidos devem se manter unidos por 4 anos. As siglas continuam com seus nomes e diretórios. No entanto, por atuar como uma só legenda, as federações estão submetidas às mesmas regras. Caso PP e União Brasil confirmem a federação, passariam a ter uma das maiores bancadas do Congresso. Seriam 108 deputados e 13 senadores, caso nenhum congressista saísse dos partidos.

 

Com o desfecho da federação dependendo da aprovação da executiva do União Brasil, Caiado lança nesta sexta-feira, 4, sua pré-candidatura ao Planalto. Embora não tenha o apoio da totalidade de seu partido, é esperado que suba no palanque no evento de anúncio da pré-candidatura caciques do União Brasil e membros da executiva nacional, como Antônio Rueda (presidente) e ACM Neto (vice-presidente). 

 

Se conseguir viabilizar a candidatura em 2026, será a segunda vez que Caiado disputará a presidência. Ele concorreu em 1989, primeira eleição direta do país após a redemocratização. Na ocasião, Caiado, candidato mais jovem na disputa, terminou com menos de 1% dos votos, ficando na 17ª posição na preferência dos eleitores. A eleição teve no total 22 candidatos.

 

 

Posted On Sexta, 04 Abril 2025 05:59 Escrito por

Legenda fica nas mãos de Álvaro Porto e aliados de Raquel Lyra deixam partido

 

 

Por Betânia Santana

 

 

A executiva nacional do PSDB anunciou, ontem à noite, uma intervenção no Diretório Regional de Pernambuco e, em nota oficial, indicou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Álvaro Porto, para comandar a comissão interventora da legenda no estado. A reação chegou duas horas depois também em nota. A presidência estadual considerou a medida uma "violência política" e comunicou a saída da vice-governadora Priscila Krause; do antigo presidente estadual da sigla Fred Loyo, e de todos os 32 prefeitos eleitos em 2024. Entre eles, o de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, e a de Igarassu, Elcione Ramos.

 

No aviso, a nacional do PSDB alegou ter constatado "ingerência externa e desvio da política nacional do partido, como aspectos que violaram a integridade partidária". Não citou o nome da governadora Raquel Lyra, mas um dia antes de migrar para o PSD, a vice-governadora Priscila Krause se filiou ao ninho tucano. Um dia depois de chegar ao partido de Gilberto Kassab, a chefe do Executivo reuniu 31 dos 32 prefeitos eleitos no ano passado, e manteve o empresário Fred Loyo, indicação sua, no comando da legenda estadual.

Álvaro Porto vai presidir a comissão interventora e terá 180 dias para organizar e dirigir o partido em Pernambuco. O prazo pode ser prorrogado. A nacional também determinou a alteração da composição do Diretório estadual junto à Justiça Eleitoral, e designou o secretário-geral da executiva nacional, deputado Paulo Abi Ackel, como relator. Ele ficará responsável por acompanhar o processo de forma permanente.

 

Reação

 

A presidência do partido em Pernambuco, escolhida por unanimidade e que tinha mandato assegurado até novembro deste ano, considerou a decisão da nacional injustificável. "Representa um episódio de violência política e desrespeito na contramão de tudo o que sempre defendeu o PSDB: o respeito às regras, a decisões colegiadas e, acima de tudo, ao diálogo", enfatizou a nota assinada por lideranças dissidentes.

 

O comunicado não informa para onde vão os agora líderes políticos sem partido, mas avisa que o grupo estará unido. "Seguimos juntos e certos de que construímos um projeto vitorioso que continuará servindo a Pernambuco com coragem, integridade e compromisso com as pessoas", reforçou.

 

Primeiro

 

Antes mesmo de o PSDB de Pernambuco divulgar nota, o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro - que foi vice-prefeito quando Raquel Lyra governava a cidade (2016-20022) - comunicou a saída do partido. “O PSDB sempre me acolheu e deixou as portas abertas. Sou muito grato ao presidente Marconi Perillo e a todos que estiveram comigo nessa caminhada”, afirmou o gestor, eleito em 2016 pela sigla.

 

O prefeito, que está na Colômbia, avisou que vai continuar ao lado da governadora. “Independentemente dessa decisão, sigo no projeto de Raquel para 2026, porque acredito que Pernambuco pode avançar muito mais”, sustentou. Por enquanto, Rodrigo Pinheiro está sem partido.

 

 

 

Posted On Sexta, 04 Abril 2025 05:45 Escrito por

Eleitores brasileiros têm mais "medo" de uma possível volta de Jair Bolsonaro (PL) à presidência do que de uma eventual reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Isso é o que mostra a nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (3/4)

 

 

 

Com Correio Braziliense

 

 

O levantamento, que ouviu 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais entre os dias 27 e 31 de março, fez a seguinte pergunta: "O que te dá mais medo hoje: Lula continuar ou Bolsonaro voltar?".

 

A resposta, para 44% dos entrevistados, um possível retorno de Jair Bolsonaro daria mais "medo". Já para 41% dos eleitores escutados pela pesquisa Genial/Quaest, uma possível reeleição de Lula seria mais amedrontador. Vale destacar que, mesmo com a vantagem numérica para Lula, os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

 

 

Lula seria reeleito em 2026

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria reeleito presidente do Brasil em todos os cenários projetados para as eleições de 2026, divulgou a pesquisa Genial Quaest. Além de se sair melhor na pesquisa espontânea, o presidente conseguiria a reeleição nos sete cenários hipotéticos de segundo turno que foram traçados pelo instituto.

 

Lula seria reeleito em cenários que concorre contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Michelle e o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Lula também ganharia reeleição contra adversários como os governadores de Minas Gerais e de Goiás, Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caido (União), respectivamente.

 

Leia também: Bolsonaro critica Lula e diz que "tarifaço" de Trump protege EUA de "vírus socialista"
Além desses adversários, o petista seria reeleito no segundo turno das eleições de 2026 contra o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD) e o coaching e influenciador digital Pablo Marçal.

 

Confira os números:

 

Lula (44%) x Jair Bolsonaro (40%);
Lula (44%) x Michelle Bolsonaro (38%);

Lula (43%) x Tarcísio de Freitas (37%);

Lula (42%) x Ratinho Júnior (35%);

Lula (45%) x Eduardo Bolsonaro (34%);

Lula (43%) x Zema (31%);

Lula (44%) x Caiado (30%)

Popularidade de Lula em queda

Embora Lula vencesse as eleições presidenciais de 2026 em todos os cenários, a popularidade do presidente da República apresentou o pior resultado já analisado pela pesquisa Genial/Quaest. De acordo com o levantamento, o governo do petista passou a ser reprovado por mais da metade da população.

O levantamento mostrou que o presidente é reprovado por 56%, enquanto 41% da população aprova a gestão e 3% não sabem ou não responderam. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

 

É a primeira pesquisa do instituto em que Lula é reprovado por mais de 50% da população. A última pesquisa Genial Quaest, divulgada em janeiro, mostrava uma reprovação de 49%, frente a aprovação de 47%.

 

 

Posted On Quinta, 03 Abril 2025 14:11 Escrito por

Da Assessoria

 

 

Na tarde desta quinta-feira o vice-presidente do Senado Eduardo Gomes despachou com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Acompanhado pelo prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos e o diretor-presidente do Hospital Dom Orione de Araguaína, Padre Bruno Rodrigues, apresentou as demandas de Palmas: construção do Complexo da Saúde da Região Norte, construção do Pronto Socorro Infantil, construção do Centro de Diagnóstico Integrado, com custo estimado em R$44 milhões. Solicitou ainda recursos para construção da UPA em Taquari e aumento dos valores para custeio MAC e PAB.

 

 

Para o Hospital Dom Orione foi solicitado recurso para aquisição de um equipamento de Hemodinâmica para ampliar o atendimento dos pacientes da região norte e de estados circunvizinhos. O Padre Bruno informou ao ministro que o hospital já dispõe de um equipamento semelhante implantado com emenda do senador Eduardo Gomes e que já salvou milhares de vidas. Com a eficiência do atendimento a demanda aumentou e daí a necessidade de um outro aparelho.

 

O ministro Padilha afirmou que atenderá todas as reivindicações. O senador Eduardo Gomes agradeceu ao ministro pelo compromisso de atender as demandas e o convidou para visitar o Jalapão.

 

 

Posted On Quinta, 03 Abril 2025 11:10 Escrito por

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode fazer novas mudanças em sua equipe ministerial nos próximos dias com o objetivo de atender insatisfações do Senado, disseram nesta quarta-feira fontes envolvidas nas discussões, em um momento em que o petista e seu governo passam por seu pior momento de popularidade

 

 

 

Por Ricardo Brito

 

 

Lula irá nesta quarta à residência oficial do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para uma reunião com líderes partidários, diante da cobrança de senadores por uma maior representação na Esplanada dos Ministérios, afirmou uma fonte ligada a Alcolumbre. Lula tinha em sua agenda participação em um evento para marcar os 60 anos do Banco Central, mas cancelou presença.

O presidente já promoveu mudanças no primeiro escalão do governo neste início de ano, mas apenas pontuais e em aceno ao próprio partido, como a nomeação da ex-presidente do PT Gleisi Hoffmann como ministra das Relações Institucionais.

 

Outra mudança ocorreu na Secretaria de Comunicação Social, em que o marqueteiro Sidônio Palmeira substituiu o deputado petista Paulo Pimenta após os primeiros sinais de queda na aprovação de Lula e do governo.

 

No entanto, em linha com a queda de popularidade registrada em outras sondagens nos últimos meses, pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta apontou que a avaliação positiva do governo Lula apresentou uma deterioração em março e a desaprovação se descolou da aprovação, avançando com 15 pontos percentuais de diferença.

Segundo a pesquisa, 27% dos entrevistados avaliaram o governo como "positivo" em março. Na rodada anterior, em janeiro, eram 31%. Os que consideram a gestão negativa foram de 37% para 41%. Já a aprovação de Lula caiu de 47% para 41%, enquanto a desaprovação subiu de 49% para 56%.

 

Fontes do governo, do PT e do Congresso reconhecem que a gestão Lula não tem empolgado as pessoas e não conversa com grande parte do eleitorado em meio ao recrudescimento da polarização. Apesar de pontualmente haver o reconhecimento de ações governamentais, disseram, não há a percepção de proveito e gratificação das pessoas.

 

Para uma das fontes, do PT, não se pode colocar a culpa da baixa aprovação apenas na comunicação porque, apesar da mudança na área, a situação segue na mesma toada, sem gerar novas pautas.

 

"O governo não se comunica bem com C maiúsculo porque está faltando política, sentimento popular. Isso está sendo sentido em todo o país, em todos os segmentos da população", destacou essa fonte, ao citar a queda da aprovação de Lula no Nordeste, principal reduto eleitoral petista.

Essa fonte elogiou a iniciativa do presidente de se encontrar com Alcolumbre e líderes do Senado, defendendo que é preciso buscar tranquilidade no Congresso para, então, buscar a aprovação das ruas.

 

Uma outra fonte, essa do Palácio do Planalto, disse que a alta dos preços dos alimentos tem causado um forte impacto na popularidade do governo, mesmo com indicadores macroeconômicos, como PIB e desemprego, positivos para a atual gestão.

 

Aliados de Lula consideram que há tempo para reverter a alta desaprovação ao governo, apostando que diversas medidas já tomadas irão surtir efeito nos próximo meses. Uma fonte citou como exemplo o crédito consignado para o trabalhador do setor privado e a ampliação da faixa de isenção do imposto de renda para quem ganha até R$5 mil, além de estimar que a inflação dos alimentos deve ser contida com uma safra maior este ano.

 

Na quinta-feira, em um movimento para buscar melhorar sua aprovação, o governo vai realizar um balanço dos dois primeiros anos em um evento chamado "O Brasil dando a volta por dia", em um centro de convenções de Brasília, em que Lula deve falar sobre conquistas no período e sinalizar metas futuras.

 

 

Posted On Quinta, 03 Abril 2025 06:30 Escrito por
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