Homens somam mais de 580 mil e são 49,08% do eleitorado
Da Assessoria
Dos mais de 1,18 milhão de eleitoras e eleitores tocantinenses aptos a participar das Eleições Gerais de 2026, em outubro, 50,92% são mulheres. A Justiça Eleitoral do Tocantins ressalta que, enquanto o eleitorado feminino ultrapassou 600 mil pessoas, crescendo 1,7% em relação às últimas eleições, o masculino cresceu apenas 0,1%.
Em 2024, eram 591.881 mulheres no eleitorado tocantinense. Para 2026, são 601.991, permanecendo a maioria da população votante. Em comparação com as Eleições Gerais de 2022, o crescimento foi de 8,1%, quando o eleitorado feminino era de 556.547.
O número de mulheres no eleitorado de 2026 também é destaque ao ultrapassar a casa dos 600 mil, enquanto os homens somam ainda 580.316 pessoas (49,08%).
Nos maiores colégios eleitorais
Na capital tocantinense, Palmas, a porcentagem de eleitoras sobe em comparação com o índice estadual. Dos 218.504 palmenses aptos a votar, 53% são mulheres (116.420).
A taxa cresce mais um pouco no segundo maior colégio eleitoral, Araguaína, com um percentual de 54% de mulheres dos 124 mil eleitores (67.449). O mesmo índice permanece em Gurupi, com 32.888 mulheres dos 61.407 eleitores e cai para 52% em Porto Nacional, com 24.613 eleitoras de um eleitorado de 47.207.
Faixa etária e votos facultativos
Os jovens adultos são a maior parte do eleitorado tocantinense e a estatística permanece entre as eleitoras. A faixa de 25 a 29 anos também é o maior grupo etário do eleitorado feminino, formado por 62.952 mulheres.
O grupo é seguido pela faixa de 40 a 44 anos (62.147), 30 a 34 anos (61.675) e 35 a 39 anos (60.284).
Já entre os votos facultativos, as adolescentes de 16 e 17 anos somam 12.176 eleitoras, enquanto as idosas de mais de 70 anos somam 51.396. As mulheres são maioria entre o voto adolescente (51,66%), mas minoria entre o voto +70 (49,42%).
A participação feminina na política
Apesar de ser a maior parte do eleitorado, as mulheres ainda são minoria nos cargos políticos. Nas últimas eleições gerais, foram eleitas apenas quatro mulheres para os 35 cargos em disputa no Tocantins.
A Justiça Eleitoral do Tocantins, com o objetivo de ajudar a ampliar a participação feminina, tem promovido o programa permanente +Mulher +Democracia. Com bate-papos e rodas de conversa em diversos municípios do estado, o programa fala da importância da mulher no meio político, da representatividade em espaços de poder, além da necessidade de mais candidaturas femininas e da pesquisa e estudo das propostas de candidatas.
A legislação eleitoral ainda, buscando ampliar essa participação das mulheres, historicamente sub-representadas nas eleições brasileiras, estabelece a regra conhecida como "cota de gênero" nas candidaturas proporcionais. Disposta na Lei das Eleições e regulamentada pela Resolução nº 23.754/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a regra diz que cada gênero deve representar, no mínimo, 30% e, no máximo, 70% das candidaturas registradas pelo partido ou federação, mas isso não necessariamente significa que o menor índice deve ser feminino.
As convenções partidárias para a escolha das candidatas e candidatos que irão concorrer a uma das 36 vagas deste ano no Tocantins, tiveram início nesta segunda-feira, 20 de julho. Nas últimas eleições gerais, 34,8% das candidaturas eram femininas e as ações de educação política da Justiça Eleitoral são para que esse índice cresça e, no futuro, alcance o ideal de equidade, tanto nas candidaturas quanto, por fim, nos cargos de poder.
Estatísticas
Os dados utilizados podem ser conferidos, na íntegra, na página de estatísticas da Justiça Eleitoral. Com a divulgação dos números definitivos do eleitorado, a Justiça Eleitoral do Tocantins dá continuidade aos preparativos para as Eleições 2026, orientando e planejando a execução do pleito em todo o estado.
Texto: Lanne Hadassa (Ascom/TRE-TO)
Por Vicentinho Júnior
O Tocantins vive uma oportunidade histórica. Durante muito tempo, a mineração foi vista apenas como uma atividade de extração de riquezas. Hoje ela ocupa um lugar estratégico na economia mundial. Está no centro da transição energética, da produção de fertilizantes, da indústria de alta tecnologia e da nova geopolítica global. Os países que liderarem essa transformação terão mais desenvolvimento, empregos qualificados, inovação e competitividade.
É justamente por isso que acredito que precisamos elevar o nível desse debate. Nos últimos dias, houve quem preferisse transformar uma reflexão sobre gestão pública em uma discussão sobre estruturas administrativas. Conheço perfeitamente as atribuições dos órgãos que atuam na mineração do Tocantins. Minha reflexão nunca foi sobre confundir competências. Foi sobre perguntar se a estrutura do Estado está preparada para acompanhar a velocidade das oportunidades que surgem diante de nós.
Não acredito em governos que medem sua eficiência pela quantidade de órgãos que possuem. Acredito em governos que entregam resultados. Sempre que houver possibilidade de integrar ações, eliminar sobreposições, reduzir burocracia e tornar o Estado mais eficiente, esse debate deve ser feito com responsabilidade, respeito às instituições e foco no interesse público.
Também precisamos superar um antigo preconceito. A mineração do século XXI não pode mais ser tratada como sinônimo de degradação ambiental. Hoje ela opera sob rigorosos processos de licenciamento, fiscalização e recuperação das áreas exploradas. Produzir com responsabilidade ambiental não é uma opção. É uma exigência para qualquer empreendimento moderno.
O potencial do Tocantins impressiona. O setor movimenta aproximadamente R$ 2 bilhões por ano, conta com 117 empresas em operação, gera mais de quatro mil empregos diretos e possui previsão de cerca de R$ 4 bilhões em investimentos até 2027. Em 2025, a arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) alcançou R$ 35,42 milhões, crescimento de aproximadamente 17% em relação ao ano anterior. São recursos que retornam aos municípios e podem financiar infraestrutura, educação, saúde e qualidade de vida.
Nossa diversidade mineral também demonstra a força desse setor. O Tocantins produz ouro, calcário, fosfato, manganês, gipsita, quartzo, esmeraldas e diversos agregados utilizados pela construção civil, além de concentrar importantes áreas de pesquisa para novos minerais metálicos.
Ao mesmo tempo, cresce o interesse por dois segmentos fundamentais para o futuro da economia mundial. O primeiro é o dos minerais críticos, grupo formado por substâncias essenciais para baterias, veículos elétricos, energia solar, energia eólica e outras tecnologias ligadas à transição energética. O segundo é o das terras raras, um conjunto específico de elementos químicos indispensáveis para equipamentos eletrônicos, sistemas de defesa, telecomunicações e diversas aplicações de alta tecnologia.
O Tocantins já possui pesquisas geológicas avançadas voltadas tanto à identificação de depósitos de terras raras em argilas iônicas quanto ao mapeamento de importantes complexos polimetálicos com potencial para produção de zinco, cobre, chumbo, prata e ouro. Esses estudos mostram que nosso Estado reúne condições para ocupar posição estratégica na nova economia mineral.
Mas potencial, sozinho, não transforma a realidade das pessoas. É preciso planejamento.
Por isso, defendo uma agenda clara para o desenvolvimento da mineração no Tocantins.
A primeira prioridade é modernizar a gestão pública, utilizando tecnologia para integrar processos, reduzir a burocracia e oferecer respostas mais rápidas aos empreendedores, sempre preservando o rigor ambiental e a segurança jurídica.
A segunda é fortalecer o conhecimento geológico do Estado. Quanto mais conhecemos nosso território, maior é nossa capacidade de atrair investimentos, identificar novas oportunidades e planejar o uso sustentável dos recursos minerais.
A terceira é elaborar um Plano Estadual de Desenvolvimento Mineral, construído em parceria com universidades, setor produtivo, municípios, órgãos ambientais e instituições de pesquisa. Precisamos definir prioridades, organizar vocações regionais e estabelecer uma estratégia de longo prazo para que a mineração seja tratada como política de Estado.
A quarta prioridade é agregar valor à produção mineral. Não podemos continuar exportando apenas matéria-prima. Precisamos criar condições para atrair indústrias de beneficiamento, processamento e transformação mineral, gerando empregos qualificados, inovação e maior arrecadação dentro do Tocantins.
A quinta é fortalecer a integração entre mineração e agronegócio. O Tocantins ocupa posição estratégica no MATOPIBA, e minerais como calcário e fosfato são fundamentais para reduzir a dependência externa de fertilizantes, aumentar a produtividade agrícola e fortalecer uma das maiores vocações econômicas do nosso Estado.
Também defendo investimentos na formação de mão de obra especializada, aproximando escolas técnicas, universidades e empresas para preparar nossos jovens para as novas profissões que surgirão com a expansão do setor mineral.
Da mesma forma, precisamos fortalecer o combate à mineração ilegal, ampliar a rastreabilidade da produção e garantir segurança jurídica para quem produz de forma responsável. Um setor forte depende de fiscalização eficiente, transparência e regras claras.
Por fim, defendo que os recursos da CFEM sejam tratados como instrumento permanente de desenvolvimento regional. O minério é um recurso finito. A riqueza gerada por ele precisa permanecer nas cidades em forma de infraestrutura, educação, inovação, qualificação profissional e melhoria da qualidade de vida.
O Tocantins reúne todas as condições para se tornar uma referência nacional em mineração sustentável, inovação e industrialização. Temos localização estratégica, riqueza geológica, capacidade produtiva e enorme potencial de crescimento. O que precisamos é de planejamento, eficiência e visão de futuro.
É por isso que insisto: a verdadeira discussão sobre mineração não é sobre qual órgão faz isso ou aquilo. A verdadeira discussão é sobre qual futuro queremos construir para o Tocantins.
Quero um Estado que conheça suas riquezas, valorize a ciência, respeite o meio ambiente, atraia investimentos, gere empregos de qualidade e transforme seus recursos naturais em prosperidade para quem vive aqui. Essa é a mineração que acredito. Essa é a mineração que quero construir para o Tocantins.
Projeto busca direcionar ações de capacitação que atendam às necessidades reais do mercado; encontro com representantes do setor foi realizado nesta segunda-feira, 20
Da Assessoria
A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Extraordinária de Relações Institucionais, promoveu nesta segunda-feira, 20, alinhamento do projeto Costurando Oportunidades com representantes da Associação das Indústrias de Confecções do Tocantins e demais integrantes do setor têxtil, além de representante da Fundação Cultural de Palmas (FCP). O encontro teve como objetivo fortalecer parcerias voltadas à qualificação profissional, aproximando o poder público das demandas da indústria e ampliando as oportunidades de inserção no mercado de trabalho.
Durante a reunião, o secretário executivo Gilberto Gil (Bacabal) e o publicitário Eduardo Garcia apresentaram a proposta do projeto aos convidados e destacaram a importância da construção conjunta da iniciativa. Segundo Bacabal, reunir diferentes instituições em torno de um objetivo comum é fundamental para desenvolver ações capazes de atender às necessidades do setor produtivo e gerar resultados efetivos para a população.
Um dos principais encaminhamentos do encontro foi o alinhamento das estratégias para enfrentar a carência de mão de obra qualificada no setor de confecções, apontada pelos participantes como uma demanda urgente da indústria. A partir desse diálogo, o projeto busca direcionar ações de capacitação que atendam às necessidades reais do mercado, fortalecendo a cadeia produtiva e ampliando as oportunidades de emprego e geração de renda na Capital.
A presidente da Associação das Indústrias de Confecções do Tocantins, Leila Miranda Muradás, ressaltou que os cursos ofertados por órgãos parceiros precisam ser direcionados às necessidades reais das empresas, garantindo que os profissionais sejam capacitados de forma compatível com as exigências do mercado de trabalho e contribuam para o desenvolvimento do setor.
Com investimento de R$ 1,47 milhão, novo espaço contará com campo society, quadra de areia, vestiários e infraestrutura completa para esporte e lazer no distrito
Texto: Alcione Luz
A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Habitação, iniciou a construção do Complexo Esportivo de Taquaruçu, que será implantado ao lado do ginásio poliesportivo do distrito. A nova estrutura representa um importante investimento na ampliação dos espaços públicos voltados ao esporte, lazer e convivência da comunidade local. Nesta terça-feira, 21, as equipes atuam na execução da base do campo society e na estrutura da quadra de areia.
Com investimento de R$ 1.473.452,30, a obra contempla a construção de um campo de futebol society, vestiários, quadra de areia e toda a infraestrutura complementar, que inclui a recuperação da área de estacionamento e de calçadas acessíveis, além de paisagismo e iluminação em LED.
O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, destacou a importância do investimento para a região. “Estamos ampliando e valorizando os espaços públicos para garantir mais oportunidades de esporte, lazer e convivência para a população. O Complexo de Taquaruçu é um compromisso com a qualidade de vida das famílias e com o fortalecimento do esporte, especialmente entre crianças e jovens”, pontuou.
População comemora
Quem acompanhava de perto o andamento da obra nesta terça-feira era o estudante Daniel Martins de Souza, de 8 anos, que aguardava os amigos para jogar no ginásio ao lado. “Gosto de futsal, mas também gosto muito de jogar futebol de campo. Vai ficar muito bom ter um campo novinho pra gente brincar e até jogar campeonato”, comentou.
Moradora de Taquaruçu há 27 anos, Célia Maria possui comércio em frente ao local da obra e comemora a iniciativa. “Desde que o antigo campo foi retirado, as crianças e os jovens sentiram bastante, ficando só com o ginásio. Agora vai melhorar muito, tanto para o lazer quanto para quem tem comércio aqui, porque aumenta o movimento e valoriza a região”, afirmou.
Do Site Cleber Toledo
Estreia no sábado, 25, o programa “TO em Pauta”, uma nova aposta no debate político do Estado. A apresentação será do jornalista Cleber Toledo, da Coluna do CT, da jornalista Maju Cotrim, do Gazeta do Cerrado, e do jornalista Edson Rodrigues, de O Paralelo 13. O programa estará disponível nos três sites e em suas redes sociais.
ANÁLISES, ENTREVISTAS E ELEIÇÕES
A proposta é clara: analisar os bastidores da política tocantinense com ênfase no processo eleitoral em andamento, trazendo análises, discussões e entrevistas.
BALANÇO DA PRÉ-CAMPANHA
No programa de estreia, gravado presencialmente na Redação da Coluna do CT, o trio fará um balanço amplo da pré-campanha. Entre os temas, a influência do afastamento do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) no processos sucessório, a crise entre o vice-governador Laurez Moreira com o senador Irajá, ambos do PSD, o rompimento entre Wanderlei Barbosa e o presidente da Assembleia Amélio Cayres (MDB), entre outros temas que marcaram a pré-campanha.
EXPECTATIVAS SOBRE A CAMPANHA
Os jornalistas também falarão sobre suas expectativas para a campanha que está começando e analisarão ainda a disputa para o Senado, Câmara e Assembleia Legislativa.
FORMATO REMOTO
A partir da próxima semana, o programa passa ao formato de meia hora de análise e meia hora de entrevista com um convidado, com produção remota, com cada apresentador em seu próprio estúdio.
FOCO NO PODER
“TO em Pauta” nasce semanal e mira o público interessado em informação política qualificada e bastidores, com foco no que move as decisões do poder no Estado.