Por: Rojas Gregório
A cantora Duda Ruas sobe ao palco do Lanterna Eventos, na 104 Sul, neste sábado (6), para o show de lançamento do EP “Bonita Demais Pra Sofrer”. A apresentação começa às 21h e marca a conclusão do primeiro trabalho autoral da artista em formato de EP.
O projeto reúne as músicas “Legal Demais Pra Você”, “Eu Tô Cansada” e “Pra Sempre Com Você”, lançadas ao longo dos últimos meses. As canções abordam diferentes momentos emocionais e refletem experiências pessoais vividas pela cantora, transitando entre elementos do pop e do rock.

Contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), o EP foi gravado em São Paulo e produzido por Lucas Marmitt. O trabalho representa uma nova etapa na carreira de Duda Ruas, que vem construindo sua trajetória artística entre Palmas e São Paulo.
Além do show, o evento terá caráter beneficente. O público poderá contribuir com doações destinadas à Casa 8 de Março, instituição que realiza ações de acolhimento e assistência a mulheres em situação de vulnerabilidade social. Serão recebidas cestas básicas, alimentos não perecíveis, produtos de higiene pessoal e itens para composição de kits de redução de danos.
A programação também contará com a participação de DJs convidados, que comandam a pista antes e após a apresentação principal.
Serviço:
Show de lançamento do EP “Bonita Demais Pra Sofrer” – Duda Ruas
Data: Sábado, 6 de junho de 2026
Horário: A partir das 21h
Local: Lanterna Eventos – 104 Sul, Palmas (TO)
Ação beneficente: Doação de cestas básicas, alimentos não perecíveis, produtos de higiene pessoal e itens para kits de redução de danos destinados à Casa 8 de Março.
Projeto contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
Reconhecimento nacional celebra tradição secular tocantinense e integra programação dos 292 anos de Natividade
Por Gabriela Santos
O município de Natividade viveu um momento histórico nesta segunda-feira, 1º de junho, com a cerimônia oficial de entrega do título de Patrimônio Cultural do Brasil aos detentores da Ourivesaria de Natividade. Realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio da Superintendência do Iphan no Tocantins, o evento ocorreu na Praça Leopoldo de Bulhões e integrou a programação comemorativa dos 292 anos do município.
A solenidade reuniu autoridades, mestres ourives e membros da comunidade para celebrar o reconhecimento de um dos mais importantes saberes tradicionais do Tocantins. Durante a cerimônia, foram entregues títulos aos detentores do ofício da Ourivesaria de Natividade, prática cultural transmitida entre gerações e que constitui parte fundamental da identidade local.

Ourives Uardon Moreira recebe título de superintendente do Iphan no Tocantins, Danilo Curado
A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) foi representada pela gerente de Acervos e Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, Alline Alves, destacou a relevância do reconhecimento para a preservação da memória e da cultura tocantinense.“Para a Secult, esse título fortalece as políticas públicas voltadas ao patrimônio cultural, amplia a visibilidade dos mestres detentores desse conhecimento e contribui para que essa tradição seja transmitida às futuras gerações ”, afirmou.
O superintendente do Iphan no Tocantins, Danilo Curado, explica a importância do título no contexto do patrimônio cultural brasileiro.“Esse reconhecimento insere a Ourivesaria de Natividade no conjunto dos bens culturais registrados pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil. Entre 68 os bens imateriais reconhecidos em todo o território nacional, agora o Tocantins passa a contar com essa importante representação de sua história, cultura e tradição”, destacou.
Valorização e reconhecimento
Aprovada como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan em novembro de 2025, a Ourivesaria de Natividade consiste na produção e no uso de joias artesanais confeccionadas com ouro e prata extraídos da própria região. Entre as peças produzidas estão crucifixos, colares, cordões, gargantilhas, brincos, pingentes, pulseiras e anéis, elaborados a partir de técnicas tradicionais transmitidas ao longo dos séculos.
Para a presidente da Associação Comunitária Cultural de Natividade (Asccuna), Simone Araújo, o reconhecimento representa a consolidação de uma trajetória de preservação e resistência cultural.
“Recebemos esse reconhecimento com muita alegria. Houve um tempo em que essa tradição corria o risco de desaparecer, e hoje vemos o saber e o fazer da Ourivesaria de Natividade reconhecidos como Patrimônio Cultural do Brasil. É a confirmação de que vale a pena continuar preservando e transmitindo esse conhecimento às futuras gerações”, ressaltou.
O mestre ourives de Natividade, Uardon Moreira, que atua no ofício desde 1996, destacou a importância do reconhecimento para os profissionais que mantêm viva a tradição da ourivesaria no município. “Esse reconhecimento é muito importante não apenas para mim, mas para todos os ourives de Natividade. Receber esse título em âmbito nacional valoriza o nosso trabalho, fortalece a profissão e contribui para a preservação desse saber que vem sendo transmitido entre gerações”, disse.
Texto, fotos e vídeo de Jô Cristina
No último sábado, 30 de maio, a cidade de Porto Nacional foi palco de mais um importante momento para a cultura e a literatura regional. O jornalista e escritor portuense Edivaldo Rodrigues lançou seu 16° livro, “Ladainhas, Benditos e Cabarés”, em um evento realizado no tradicional Bar Central, conhecido por muitos como o antigo Bar do Zé da Pedra, um dos espaços mais emblemáticos da história e da convivência social do município.
A cerimônia reuniu familiares, amigos, autoridades, membros da comunidade literária e admiradores do trabalho do autor, que prestigiaram mais este capítulo de sua trajetória na preservação da memória e da identidade cultural portuense.

Durante a programação, o público acompanhou momentos de confraternização e apresentações musicais de cantores e compositores da região, que contribuíram para tornar a noite ainda mais especial, celebrando a cultura popular e as tradições locais.

Na obra, Edivaldo Rodrigues conduz o leitor por uma viagem ao passado, retratando aspectos do cotidiano de Porto Nacional em diferentes épocas. Com sensibilidade e riqueza de detalhes, o autor aborda manifestações religiosas, costumes populares, histórias de bares, cabarés e personagens que ajudaram a construir a memória social e cultural da cidade.

“Ladainhas, Benditos e Cabarés” chega ao público como mais uma importante contribuição para a valorização da história de Porto Nacional, preservando lembranças, tradições e narrativas que fazem parte da identidade do povo tocantinense.
Da Assessoria
O empresário tocantinense Ruy Adriano Ribeiro, CEO da Canela Group e da Rede Petroshop, lançou nesta segunda-feira, 25, em Curitiba (PR), seu primeiro livro, Mente Visionária, durante a segunda edição do Space Session, evento imersivo voltado ao universo da exploração espacial, inovação, liderança e desenvolvimento humano.
A programação reuniu convidados de diferentes áreas em uma manhã dedicada à ciência, tecnologia, negócios e transformação humana, promovendo debates sobre futuro, criatividade e visão estratégica.
Durante o evento, Ruy compartilhou parte de sua trajetória empresarial e levou sua experiência de décadas ao espaço de discussões sobre liderança e inovação. A obra, prefaciada pelo prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, apresenta a caminhada do empresário desde os primeiros negócios ainda na juventude até a consolidação de grandes projetos imobiliários, turísticos e empresariais que ajudaram a transformar Palmas e posicionar o Tocantins em um novo cenário de crescimento e inovação.

No livro, o leitor percorre capítulos que retratam desde a construção da Orla da Graciosa até a criação da Ilha Canela, a expansão da Rede Petroshop e o ousado projeto do Canela Beach, resort sete estrelas idealizado para inserir o Tocantins no circuito internacional do turismo de alto padrão.
A publicação também traz reflexões sobre liderança, formação de pessoas, sustentabilidade, turismo, inovação e desenvolvimento humano, revelando a visão de um empresário movido por propósito, inquietação e capacidade de antecipar tendências.
O lançamento oficial da obra no Tocantins deve acontecer em breve.
Presenças

Além de Ruy Adriano, o evento contou com a presença inédita em Curitiba do astronauta da NASA Donald Thomas, veterano de quatro missões espaciais e com mais de mil horas no espaço. O Space Session reuniu ainda convidados das áreas de liderança, comunicação, negócios e inovação.
Sobre Ruy Adriano
Ruy Adriano Ribeiro é empresário e visionário, pioneiro no desenvolvimento de Palmas e do Tocantins, reconhecido por estruturar projetos de alto impacto nos setores de turismo, energia e desenvolvimento urbano. Com mais de cinco décadas de atuação, construiu uma trajetória marcada por visão estratégica, inovação e pela capacidade de transformar ideias ousadas em empreendimentos concretos.
Entre os projetos idealizados pelo empresário estão a Ilha Canela, o ecossistema Petroshop e outros empreendimentos considerados referências em inovação, engenharia e execução. Sua atuação integra infraestrutura, sustentabilidade e desenvolvimento humano, conectando propósito, fé e ação na construção de um legado voltado às futuras gerações.
O escritor, historiador e jornalista portuense, Edivaldo Rodrigues, está nos preparativos finais para a festa literária de lançamento de “Ladainhas, Benditos e Cabarés”, seu 16º livro. Desta feita, trata-se de uma coletânea de crônicas que dá vida a dezenas de personagens multifacetados que transitam, com escancarada liberdade, entre o sagrado e o profano — pilares e princípios que consolidaram a secular sociedade de Porto Nacional
Por Por Antônio Coelho Carvalho
Segundo o escritor portuense, esta sua décima sexta obra literária, “Ladainhas, Benditos e Cabarés”, é um livro alinhavado por uma coletânea de crônicas que tem como base de sustentação os processos histórico, social, político, econômico e cultural que fundamentam a construção de uma coletividade secular, como a de Porto Nacional.
Ele revela ainda que, com esses escritos, quer tão somente dividir com o seu fiel leitor algumas pinceladas de um humor apimentado que retrata, em épocas distintas e com tonalidades ficcionais, o cotidiano da sociedade portuense, sempre moldando incontáveis ações por meio de um elo conveniente que liga o sagrado ao profano na formulação de crenças que desafiam as teses do criacionismo e do evolucionismo na mente desse povo.
“Esse conjunto de crônicas, construídas como histórias e causos, foi moldado em uma linguagem coloquial, buscando retratar uma Porto Nacional abraçada com suas hipocrisias, segredando recorrente devassidão cotidiana, vivenciada nas ruelas, becos e praças; nos seus cabarés, salões de festas e bares, templos, altares e terreiros, onde todos os personagens, por nós desnudados, têm uma identificação indissolúvel com a realidade atemporal dessa nossa gente”, revela Rodrigues.
O literato também garante que, nesta coletânea contendo 20 crônicas, tem como propósito conduzir o leitor a inúmeros labirintos que o levarão a uma Porto Nacional, em tempos diferentes, comprometida convenientemente com seu conservadorismo religioso, ao mesmo tempo em que ronda a libertinagem, pois, entre uma ladainha e um bendito, o povo portuense sempre fechou os olhos para o que acontece entre quatro paredes.

“Esses nossos personagens, retratos fiéis da nossa gente, incondicionalmente abraçavam e abraçam o dia a dia nas mesas de jogos, nas bebedeiras ilustradas de amores e desamores e nas esperanças tardias da salvação quando chegar o momento do chamado do Nosso Pai Celestial. Ladainhas, Benditos e Cabarés é um aprazível conjunto de histórias e causos que envereda pelos meandros políticos, sociais, culturais e econômicos dessa comunidade, que nasceu nos idos de 1738 e que, de lá para cá, foi moldada por figuras políticas, expressivas lideranças religiosas e inúmeros mandatários do povo, que certamente contaram com a decisiva contribuição de bêbados, malandros, loucos e prostitutas para abrir os caminhos que, mesmo tortuosos, conduziram a esta Porto Nacional que hoje vivenciamos”, concluiu o escritor, complementando:
“Escrevi essas crônicas ainda em 2020, e a produção do livro foi finalizada em 2021. Só que, antes da impressão, escrevi dois romances e outra coletânea de crônicas políticas, que foram lançados em 2022, 2023 e 2025. Só agora foi possível finalizar este trabalho”, explica.
Uma tarde de autógrafos no meio do povo e com a presença de alguns personagens do livro “Ladainhas, Benditos e Cabarés”

Segundo Edivaldo Rodrigues, esse lançamento será diferente de todos os que ele fez ao longo de mais de 23 anos de literatura. “Já lancei livros em feiras literárias, Salão do Livro, Semana da Cultura; em ambientes como churrascarias, choperias, restaurantes, auditórios escolares (Tocantins), na Casa do Livro e no Clube de Engenharia (Goiânia). Agora será em um ambiente totalmente popular, junto à boêmia da minha cidade e na companhia de alguns personagens aos quais dei vida nessas 20 crônicas que compõem Ladainhas, Benditos e Cabarés.”
Rodrigues revelou ainda, embora sem data definida, que está preparando uma grande tarde de autógrafos no lendário Bar Central, em Porto Nacional, e explica o motivo: “É um ambiente icônico que já acolheu várias gerações de boêmios, pertencentes a todas as camadas sociais dessa secular coletividade. Dentre eles, muitos aparecem nas páginas deste livro”, afirma.
Edivaldo Rodrigues também contou que alguns amigos sugeriram promover uma reforma no local. Ele recusou: “Quero esse retrato, a cara do povo que vivencia o lugar e que sente alegria e leveza na alma somente por estar ali. Eu sempre frequentei aquelas redondezas desde a minha adolescência. No barulhento Bar de Sinuca de Chico Melo dei minhas primeiras tacadas e, no lendário Bar de Chirux, experimentei o sabor do primeiro picolé. Completava o cenário do lugar a rica Casa Nova Vida, a luxuosa loja de Nossa Senhora das Merces e a Casa Amaral, que depois foi transformanda no Bar Central, onde bebi minha primeira cerveja. Essa região de Porto Nacional esculpiu parte da minha história, proporcionou-me olhar adiante e enxergar o futuro, e aqui estou, plenamente realizado como cidadão e como profissional de comunicação.”