Por Arlete Carvalho
A Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo – seccional Tocantins (@abrajetto) promove, entre os dias 1º e 3 de maio, a segunda edição da Caravana do Turismo na região sudeste do estado, reunindo cerca de 30 profissionais de comunicação, entre jornalistas, blogueiros, filmmakers e repórteres fotográficos. A iniciativa tem como objetivo ampliar a visibilidade dos atrativos das Serras Gerais, um dos destinos mais promissores do ecoturismo tocantinense.
Segundo o presidente da Abrajet Tocantins, Rojas Rhoden, a ação busca divulgar os atrativos turísticos e também fomentar o desenvolvimento econômico da região por meio da geração de conteúdo qualificado. “Ao reunir profissionais de diferentes plataformas, a caravana potencializa a promoção do destino em nível regional e nacional, fortalecendo as Serras Gerais como um dos principais roteiros turísticos do Tocantins”, observa ele.
A caravana vai percorrer os municípios de Combinado (@prefeituradecombinado) e Lavandeira (@preflavandeirato), revisitando a região após a primeira experiência realizada em 2023. Desta vez, o roteiro foi ampliado para contemplar uma diversidade ainda maior de experiências, que vão do turismo de natureza à produção artesanal local.
Entre os destaques estão as visitas às tradicionais cachaçarias Palmeira (@cachacapalmeira) e Palmeirinha (@queridinhadotocantins), que representam a força da produção artesanal da região, aliando tradição, identidade cultural e potencial econômico. Outro ponto de interesse é o laticínio Requeijão Boa Vista, que reforça o papel da agroindústria familiar no desenvolvimento local.

No campo das belezas naturais, a programação contempla cenários de grande impacto visual e ambiental, como a imponente Cachoeira do Paredão (@cachoeiraparedao), marcada por suas quedas d’água e paredões rochosos, e a Cachoeira do Bartolomeu (@cachoeira_bartolomeu), conhecida pela força de suas águas e pelo ambiente propício ao ecoturismo. Já a Cachoeira do Sombra (@cachoeiradosombraofc) encanta pela formação de piscinas naturais e áreas sombreadas, ideais para banho e contemplação.
A caravana também inclui paradas em balneários e praias de água doce, como o Balneário de Combinado, a Praia do Puçá (@praiadopucaofical) e a Praia do Pequizeiro (@praiadopequizeirooficial), que se destacam pelas águas cristalinas e pela tranquilidade, atraindo visitantes em busca de lazer e contato com a natureza.
Outro atrativo que integra o roteiro é a Ilha das Corredeiras (@ilhadascorreideiras), um dos cartões-postais da região, onde o encontro de águas e formações rochosas cria um cenário propício para atividades de aventura e contemplação. O Poço Paraíso (@pocodoparaiso.to), com suas águas transparentes, e o Recanto Ana Júlia (@camping.anajulia), conhecido pela hospitalidade e estrutura para visitantes, também fazem parte da experiência.
Além das paisagens naturais, a caravana valoriza a gastronomia regional, com destaque para o restaurante Raízes da Raquel (@raizesdaraquel), que oferece pratos típicos preparados com ingredientes locais, reforçando a identidade cultural do sudeste tocantinense.
Faixa chega em 24 de abril em todas as plataformas, com clipe no YouTube às 21h
Com Assessoria
Tem perguntas que a gente carrega por anos sem encontrar quem responda direito. Para Fernanda Hofmann, uma delas chegou ainda adolescente, dentro do consultório de uma psicóloga: como você sabe que não vale mais a pena investir num amor? A resposta que veio não satisfez. A pergunta ficou. E virou música.
Todo Amor Que Dura é o single que anuncia o retorno da cantora e compositora tocantinense de 23 anos e chega carregando dez anos de incômodo destilados em quatro minutos e dez segundos. A faixa, produzida pelo paulistano Adriano Alves, marca uma virada sonora em relação ao EP de estreia Baixas Expectativas (2023): mais pop, mais ampla, com uma maturidade que não abandona a franqueza que já era marca registrada de Fernanda.
A música nasceu em 2023, num pequeno apartamento no Leste Vila Nova, em Goiânia, durante um período em que Fernanda fazia aulas de piano e compunha com frequência. Os versos e refrão vieram logo, mas o processo levou meses, um impasse criativo que, no fundo, espelhava o próprio tema da canção: a dificuldade de chegar a uma conclusão quando o coração ainda está fazendo perguntas. Foi Adriano Alves que garantiu que a música chegasse ao disco: ele a ouviu no primeiro pacote de demos que Fernanda mandou e não deixou escapar.
"Se existe algum incômodo, se existe dor, isso merece ser entendido. Você merece entender porquê isso te dói e escolher o que você faz com isso. Chegar a uma certeza só é possível se a gente se der o espaço para questionar o que esse amor significa pra nós."

— Fernanda Hofmann
A canção não oferece resolução fácil e essa é uma escolha deliberada. O que ela oferece é companhia. Fernanda escreve sobre a dúvida que às vezes vem acompanhada de culpa, sobre a coragem que existe tanto em ficar quanto em ir embora, e sobre o quanto a gente precisa de espaço para se perguntar o que realmente quer antes de qualquer resposta. O sentimento fala mais alto que as palavras e é exatamente isso que ela buscou.
A faixa chega à meia-noite em todas as plataformas; o clipe estreia às 21h no YouTube, como prévia de um novo capítulo: Fernanda está em estúdio trabalhando no seu segundo disco e Todo Amor Que Dura já dá o tom do que vem por aí: uma estética mais madura, entre o lúdico e o melancólico, entre o pop e o intimismo.
SOBRE FERNANDA HOFMANN
Nascida em Goiânia/GO e criada entre Porto Nacional e Palmas /TO, Fernanda Hofmann é cantora, compositora e multi-instrumentista.
Vencedora do Festival de Compositoras do Tocantins de 2025 (Toca FM), trabalha em seu segundo disco, com uma sonoridade mais pop e uma estética madura que mistura o lúdico e o melancólico.
Seu EP de estreia, Baixas Expectativas (2023), reuniu cinco músicas que narram, com humor, franqueza e lirismo, a trajetória afetiva da juventude. Faixas como Patético, favorita do público, Cesamar e Douro já estabeleceram seu lugar na cena musical tocantinense.
Inspirada por Clarice Falcão, ANAVITÓRIA, Lizzy McAlpine, Marisa Monte e Chappell Roan, ela se firma como uma voz tocantinense autêntica da nova música brasileira.
Agregador de streamings: https://onerpm.link/310216042261
Instagram: https://www.instagram.com/fernandahofm/
Link para o programa da TV ASSEMBLEIA: https://www.youtube.com/watch?v=MQk2iOTNd_4
Com vocação natural para o turismo de pesca, a capital tocantinense amplia visibilidade no cenário nacional e movimenta economia local com grandes eventos no Lago de Palmas
Texto: Thelma Maranhão - (Jornalista Abrajet/TO)
Palmas vem se firmando como um dos principais destinos de pesca esportiva do Brasil, impulsionada por sua privilegiada localização em uma das maiores bacias hidrográficas do País. Banhado pelos rios Tocantins e Araguaia, o Estado reúne condições ideais para a prática do esporte, que ganha cada vez mais adeptos e fortalece o turismo regional.
Com o encerramento do período da piracema, no final de fevereiro, a capital tocantinense deu início à temporada de importantes competições. O Torneio de Pesca Esportiva Tocantins (TPE), realizou sua 4ª edição na tradicional Praia da Graciosa, reunindo cerca de 500 pescadores, no lago de Palmas, atraídos pela captura dos grandes tucunarés. O evento marcou a abertura do circuito estadual da modalidade, consolidando-se como um dos mais relevantes do calendário esportivo e turístico.

O crescimento do evento reflete o potencial do Tocantins no segmento que, a cada etapa, ganha mais força e adesão, mostrando que o Estado tem vocação para a pesca esportiva e capacidade de receber grandes disputas, com estrutura e belezas naturais que encantam os participantes.
Menos de um mês depois, o lago voltou a ser palco de mais um campeonato. Entre os dias 10 e 12 de abril, o Torneio de Pesca da Pantanal (TPP), atraiu aproximadamente 200 equipes de barqueiros e caiaqueiros de diferentes localidades, que não se intimidaram diante das condições climáticas desfavoráveis.

Para a organizadora do TPP, Silmara Sales, a iniciativa ultrapassa o teor de competição. “A pesca esportiva vem superando as nossas expectativas a cada ano. Apesar do tempo chuvoso, tivemos uma excelente adesão, o que demonstra o interesse crescente pelo esporte e pela cidade de Palmas, que conquista mais notoriedade e fomenta a sua atividade econômica", afirmou.
Amante da pesca esportiva, um dos competidores, Paulo Carvalho, destacou a sua experiência no lago de Palmas. “Pescar aqui é sempre uma sensação maravilhosa. Somada à qualidade do peixe, a paisagem é incrível e a organização do torneio faz toda a diferença. Palmas está, sem dúvida, entre os melhores destinos para quem gosta da modalidade”, pontuou.

Para além do aspecto esportivo, os campeonatos têm impacto direto na economia local. A realização do TPE foi responsável por aquecer significativamente a rede hoteleira da capital, o setor de bares e restaurantes, e outros serviços ligados ao turismo. O torneio de Pesca da Pantanal seguiu a mesma tendência, movimentando toda a cadeia produtiva.
Com cronograma ativo e geografia privilegiada, Palmas avança no fortalecimento de sua imagem como destino estratégico para a pesca esportiva, conforme afirmativa do presidente da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo, seccional Tocantins (Abrajet/TO), Rojas Gregório, "nossa capital reúne todos os atrativos para a prática do esporte, aliando lazer, geração de renda e fixando-se como uma importante vitrine para o turismo de natureza", resumiu.
Da Assessoria
O repórter fotográfico e documentarista Emerson Silva conquistou o primeiro lugar no Concurso Nacional de Fotografia em Indicações Geográficas (IGs). A premiação busca valorizar a diversidade cultural, produtiva e territorial do Brasil por meio do olhar fotográfico, sob o tema “Pessoas, Produtos e Territórios”.
Com três trabalhos inscritos — um em cada categoria do certame —, o fotógrafo obteve a classificação de todas as suas obras. No entanto, foi na categoria “Pessoas” que o Tocantins alcançou o lugar mais alto do pódio, com a imagem da artesã Maria das Neves, da Associação Capim Dourado Ponte Alta. A obra, intitulada “A Dignidade no Trançado”, destacou-se entre as 314 fotos inscritas de todo o país.
Prestes a completar 25 anos de carreira dedicados à documentação da cultura tocantinense, Emerson Silva consolida sua presença no circuito nacional e inicia os primeiros passos rumo ao reconhecimento internacional. O prêmio é o reflexo de décadas de trabalho voltado a registrar a identidade e a beleza do Estado por meio de suas lentes.
Projeção Internacional: "Imagens Circulantes"

Fotográfico e documentarista Emerson Silva
A vitória nacional reforça o momento de ascensão do fotógrafo, que também foi selecionado recentemente para a mostra "Imagens Circulantes", organizada pela plataforma ContraLuz. O projeto reúne fotógrafos de nove países da América Latina, colocando a produção documental tocantinense em evidência global. O ensaio escolhido, “Ensaio Urucum: Sagrado Vermelho”, tem exibição programada para o dia 19 de junho de 2026.
Sobre o Concurso
O Concurso Nacional de Fotografia em Indicações Geográficas busca promover a diversidade das IGs brasileiras. O evento integra as estratégias de extensão tecnológica e difusão de conhecimento do Programa de Desenvolvimento de Indicação Geográfica da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC). A iniciativa é realizada em parceria com a Associação Brasileira de Indicações Geográficas (ABRIG), a Agência Mafalda Press e os Institutos Federais do Espírito Santo (Ifes) e de São Paulo (IFSP).
O que é Indicação Geográfica (IG)?
A Indicação Geográfica é um reconhecimento oficial emitido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Ela identifica produtos ou serviços originários de uma região específica, cujas qualidades, reputação ou características se devem essencialmente ao local de origem. O selo protege o saber-fazer local e agrega valor ao mercado. No Tocantins, o Capim Dourado da Região do Jalapão é o grande detentor deste reconhecimento.
Manifestação cultural iniciada em 1932 reúne comunidade e mantém viva uma das expressões mais simbólicas da região do Jalapão
Por Paulo Gualberto
Em Lizarda, na região do Jalapão, a Semana Santa ganha sons, cores e movimentos que atravessam gerações. Quando a noite cai, rostos desaparecem sob máscaras expressivas, corpos se cobrem com folhas e personagens misteriosos tomam as ruas para reviver uma tradição que mistura fé, cultura e brincadeira. São os Caretas.
Uma tradição que remonta ao ano de 1932. Este é o ritual da Festa dos Caretas, mantido em Lizarda, a 278 km de Palmas.
Mais do que uma encenação, a festa é um ritual coletivo que mobiliza a comunidade. Homens mascarados assumem o papel de guardiões de uma “quinta” — espaço simbólico onde ficam alimentos como cana-de-açúcar, bananas e abóboras. Quem entra na brincadeira tenta invadir o local e encara os caretas, que usam chicotes artesanais, chamados pinholas, em uma dinâmica que lembra um espetáculo popular ao ar livre.
A festa integra o Calendário Cultural do Tocantins e envolve moradores de todas as idades, mantendo viva uma das manifestações mais marcantes da cultura popular do estado.
Na sexta-feira, dia 3, a tradição tomou conta mais uma vez de Lizarda. A programação começou às 20h, com o Santo Terço. Em seguida, às 21h, houve apresentação de grupo de capoeira. Às 21h30, roda e cantiga anunciaram a chegada dos Caretas. A noite foi encerrada com show do grupo Bate Palmaí, às 22h, viabilizado pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

Grupo Bate Palmaí se apresenta durante a programação da Festa dos Caretas, em Lizarda
O secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, esteve presente e destacou a importância da manifestação para a identidade cultural do Tocantins. “É uma alegria acompanhar de perto uma tradição tão rica e significativa como a Festa dos Caretas. Essa manifestação representa a força da cultura popular do nosso estado, transmitida de geração em geração. A Secult tem o compromisso de apoiar e valorizar iniciativas como essa, que mantêm viva a identidade do nosso povo”, disse.
O prefeito de Lizarda, Marcello Lustosa, também ressaltou a relevância da festa para o município. “Os Caretas representam mais do que uma festa. São a expressão da nossa cultura, da nossa união e da nossa resistência ao longo dos anos. Como prefeito, reafirmo nosso compromisso em valorizar, apoiar e preservar as tradições, incentivando a cultura e fortalecendo o sentimento de pertencimento da população”, afirmou.
História da festa
A Festa dos Caretas acontece durante a Semana Santa, com início na Sexta-Feira da Paixão e segue até a madrugada do Sábado de Aleluia. A tradição está ligada a práticas religiosas vividas ao longo da semana, como a sentinela, marcada por rezas do terço e jejuns.
Para encerrar esse período, a comunidade realiza a brincadeira dos caretas. Os participantes utilizam máscaras grandes, feitas de couro, papel ou cabaça, muitas vezes com cabelos de peles de animais. O corpo é coberto com folhas de bananeira secas e embiras de buriti, garantindo o anonimato dos brincantes.
A tradição é mantida por famílias da região, como a do senhor João Delmar Teixeira e a família Papim, que ajudam a preservar os saberes e modos de fazer dessa manifestação. João Delmar, uma das principais referências da festa, faleceu em abril de 2025. Na edição deste ano, a organização ficou sob a condução de sua companheira, Luzia Alves de Sousa, com apoio da Prefeitura de Lizarda.