A competição festiva será realizada nos dias 10 e 11 de agosto

Por Seleucia Fontes

 

Um evento onde homens comuns se transformam em guerreiros é revivida em Taguatinga há décadas, sendo este o único município tocantinense a manter a tradição trazida ao Brasil por portugueses e espanhóis, no século 18. As Cavalhadas de Taguatinga ocorrem anualmente, dentro dos Festejos de Nossa Senhora D’Abadia, padroeira da cidade, no mês de agosto.

 

Nesta edição, a atividade será aberta oficialmente à zero hora de sexta, 9, com as badaladas do sino da Igreja Matriz. Às 14 horas do sábado, o cortejo sairá da Igreja, com direção ao campo de futebol da cidade, onde ocorrerá o primeiro dia de competições. No domingo, 11, a programação terá início no mesmo horário, com término ao final da tarde.

 

Ao todo, são 24 cavaleiros, sendo 12 cristãos, vestidos de azul, com a missão de converter os inimigos ao cristianismo, e 12 mouros (mulçumanos), trajados de vermelho e defensores da própria fé. É uma referência às Cruzadas, sendo que no final os cristãos sempre vencem os mouros.

 

O município fica a 458 km de Palmas, na região Sudeste do Estado. As Cavalhadas tiveram início em 1936. Foram interrompidas por 40 anos e retomadas em 1997. O primeiro dia é dedicado aos “treinos” e o segundo à “batalha”, onde a destreza dos participantes ganha mais destaque pela beleza visual das vestimentas e destreza com os cavalos.

 

O Governo do Estado, por meio da Agência de Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (Adetuc), apoia a festa deste ano por meio da liberação de emenda parlamentar no valor de R$ 97 mil.

 

Turismo

Taguatinga integra a Região Turística Serras Gerais. Além das Cavalhadas, também se destaca por seus casarões em estilo colonial, suas festas religiosas e belezas naturais, entre elas a imponente Cachoeira do Registro, as grutas e serras formando uma das mais encantadoras paisagens do cerrado brasileiro.

Posted On Quinta, 08 Agosto 2019 08:40 Escrito por

As férias de julho chegaram, é tempo de aproveitar as praias tocantinenses; confira as melhores opções nesta edição

 

Por Seleucia Fontes

 

Com empresários e prefeituras cada vez mais atentos para o retorno social e econômico que o turismo pode trazer, começa mais um período de temporada de praias no Tocantins.

 

As opções vão de Norte a Sul do Estado, com cenários naturais deslumbrantes e infra-estrutura de qualidade variável, que vão de áreas de camping a hotéis confortáveis, sem contar os acampamentos montados na areia por familiares e amigos.

 

Vários municípios já anunciaram suas atrações artísticas e esportivas. Agora é definir o destino ideal e fazer as malas. Confira abaixo algumas opções de municípios com praia que se cadastraram do Mapa do Turismo do Brasil, por meio da Agência do Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (Adetuc).

 

Araguacema

Um dos municípios mais procurados durante a temporada possui duas das maiores praias tocantinenses em extensão. A Praia da Gaivota é o cartão-postal da cidade e a mais movimentada, pois é a que recebe infra-estrutura. Já Praia do Meio é ideal para os turistas que vão buscar sossego. Outras opções são as praias do Camaleão e da Madalena.

Este ano, a prefeitura preparou uma programação recheada de atrações todos os finais de semana, a partir de 12 de julho, quando subirão ao palco Thaisa Marques e Sky Love do Forró. O encerramento da temporada será no dia 28 de julho, aniversário de 100 anos do município, com Zé Humberto e Reginaldo, Khrys França e Cavaleiros do Forró.

Araguacema fica na região Centro-Oeste, distante 265 km de Palmas. Acesso pela BR-153, TO-245, TO-080 ou TO-370.

 

Araguanã

Reconhecido pela beleza de suas praias, o município figura entre os mais visitados da região Norte do Estado durante a temporada. A estrutura é montada na praia da Ilha Grande, mas além dela o veranista tem como opções as praias do Escapole e Murici.

A temporada começa dia 6, com animação da Cia do Calypso. A cantora Joelma fará show no dia 13 e a animação segue até 27 de julho.

Araguanã fica a 476 km de Palmas, com acesso pela BR-153 e TO-222, ligando Araguaína ao município.

 

Araguatins

O município é uma referência turística na região do Bico do Papagaio, com belezas naturais reconhecidas e boa rede hoteleira. O Verão 2019 na Praia da Ponta terá abertura no domingo, 7, com show de Thiago Jhonathan, e segue até 4 de agosto, com atrações como Luana Prado, Banda Kassikó e a dupla Felipe e Matheus.

Araguatins fica a 249 km de Araguaína-TO e 630 km de Palmas, sendo muito procurada também por veranistas de Imperatriz (MA) e Marabá (PA).

 

Caseara

A areia branca e fina cobre as praias do Sol e Praia da Ilha, mais frequentadas durante a temporada, enquanto o Lago do Casé oferece um belíssimo passeio de barco, com direito à observação de aves e da bela vegetação local. Outra atração ecológica é a travessia da cidade até a praia, que pode ser feita em caminhada pelo leito do rio Coco, limpo e raso. Caseara fica na região Oeste do Estado, a 260 km de Palmas. A programação de temporada será aberta oficialmente no dia 13.

Acesso pela BR-153, TO-080, passando por Paraíso do Tocantins, ou TO-440.

 

Lagoa da Confusão

Portal de entrada para a maior ilha fluvial do mundo, a Ilha do Bananal, e do Parque Nacional do Araguaia, primeiro parque ambiental a ser criado no Brasil, Lagoa da Confusão possui belezas e ecossistemas incomparáveis envolvendo cerrado, mata e pantanal. Na cidade, o destaque fica para a pedra calcária que dá impressão de movimentar-se pela lagoa, sendo esta a origem do nome do muncípio.

A temporada Lagoa Verão 2016 vai de 6 a 28 de julho, com competições esportivas e shows musicais, entre eles Forró Muído e a dupla Débora e Gerúsia. O som automotivo será liberado.

Acesso pela TO-255, que faz ligação com Cristalândia e Nova Rosalândia, ou a TO-164 que liga a região à TO-354, passando por Pium até Pugmil.

 

Miracema

A primeira Capital do Tocantins está a apenas 80 km de Palmas, na região central. A Praia de Mirassol fica no perímetro urbano. Um pouco mais afastada fica a Praia do Funil. Acesso pela BR-153.

A Temporada de Praia de Miracema do Tocantins foi aberta oficialmente no último domingo, 30. O tradicional Miracaxi será entre 19 e 21 de julho, e vai incluir o MiraKids, matinê no trio, no domingo, 21, ao som da Banda Rit. O encerramento, no dia 28, será com o Boiacross e show da dupla Mário César e Felipe.

Na praia do Funil, o Rancho Paradise também promete uma grande temporada. A programação terá cantores, bandas e DJs.

 

Palmas

Principal porta de entrada para os atrativos turísticos do Estado, Palmas também é um convite ao lazer nesta temporada de férias. Sua programação começa nesta quinta, 4, com o 3º Festival Palmas Burguer. A abertura oficial será no sábado, 6, com a banda Cheiro de Amor, e o encerramento será no dia 26, com o show nacional de Psirico, na Praia da Graciosa. Também haverá shows nas praias das Arnos e Caju, além do Parque Cesamar e Taquaruçu, incluindo o 6º Festival de Circo de Taquaruçu, Exposição de Carros Antigos e atividades esportivas.

 

Pedro Afonso

Com diversos ritmos, incluindo axé, sertanejo e funk, os pedroafonsinos e turistas poderão curtir as belezas naturais de Pedro Afonso e uma programação diversificada que começa nesta sexta ,5. A dupla Guilherme e Santiago abre a temporada Pedro Afonso Fest Verão 2019. Nesta edição, a gestão municipal ouviu comunidade e turistas para investir em uma nova identidade para sua programação de praias, além da diversificação das atrações artísticas e dos potenciais turísticos da cidade, que estarão distribuídas entre as praias Rio Sono, Duga e Ilha do Rio Tocantins.

Pedro Afonso, na região Nordeste do Estado, a 173 km de Palmas. Acesso pela BR-153 e BR-235.

 

Peixe

A construção de usinas hidrelétricas provocou mudanças nas praias do município de Peixe, mas nada que tenha desanimado veranistas encantados com seus atrativos, incluindo a grande concentração de quelônios (tartarugas e tracajás). A Praia da Tartaruga, que recebe a infra-estrutura e área de camping, fica a 15 minutos de barco da cidade; um pouco mais adiante encontra-se a Ilha do Tropeço, com 365 ilhotas. Outra opção é a Praia da Tartaruga, com 3 km de areias brancas e opções para a pesca e canoagem.
A temporada será entre 6 e 28 de julho, sendo o grupo Terra Samba a primeira grande atração do ano. Vale lembrar que o aniversário do município será comemorado entre os dias 20 e 22, com shows na praça da cidade.

Já o evento Arena “Sumiu UAI!” terá atrações entre os dias 11 e 21 de julho, com shows nacionais e regionais. O cantor Jerry Smith, a dupla Israel & Rodolfo e a DJ Larissa Lahw são alguns dos confirmados.

Peixe está a 320 km de Palmas, na região Sul. Acesso pela BR-153, BR-242, TO-220.

 

Porto Nacional

A Temporada Porto Verão 2019 será aberta oficialmente no dia 7 de julho, com direito a show dos Barões da Pisadinha e Pagode Vip Moral, mas no dia 6 já tem animação com o cantor Juarez Falcão e a dupla William & Marcelo. A praia Porto Real, artificial, leva o mesmo nome da antiga, que desapareceu após o enchimento do lago da UHE Luís Eduardo Magalhães. Para os veranistas, a praia oferece boa infra-estrutura. A praia de Luzimangues, localizada após a ponte de ligação com Palmas, também terá atividades para os veranistas.

Porto Nacional está a 66 km de Palmas. Acesso pela BR-153, BR-242 e TO-050.

 

Outras opções

 

Araguaína - Garimpinho, às margens do rio Araguaia, é conhecida pela riqueza da fauna e belas paisagens, lugar propício ao descanso. Fica distante 146 km de Araguaína e 348 km da Capital. Acesso pela estrada do Garimpinho (TO-226) , cerca de 35 km antes de chegar em Araguaína.

Itacajá – A programação de verão do município começa nesta sexta, 5, e segue até o dia 28. Entre as atrações musicais estão confirmadas a dupla Cleber e Cauan e banda Barões da Pisadinha. A programação também inclui a Cavalgada, dia 13, e o tradicional Rally das Águas, no dia 20. Itacajá fica a 281 km da Capital, com acesso pela BR-153, BR 226 e TO-010.

Itaguatins - A abertura da temporada Verão 2019 acontece em dois momentos: na Praia Remanso ocorreu no último sábado, 29, com show de Rodrigo Mendes e Theo Santana. Já na Tio Claro será neste domingo, às 16 horas, com solenidade oficial e show com a banda Anjo Azul. Itaguatins fica a 600 km de Palmas, na região Norte.

Novo Acordo - A prefeitura de Novo Acordo preparou uma programação curta, mas animada, entre os dias 6 e 14 de julho. Neste período, quem estiver na praia contará com animação eletrônica de DJ, e shows nos dias 12 a 14, com o cantor Pedro César, as bandas Vim Sambar, Chamego do Baile, entre outros.

São Salvador - As praias da Moreninha e do Retiro são as atrações de São Salvador. A temporada acontece de 6 a 30 de julho, com muitos shows e som automotivo. A primeira atração, banda Forró Perfeito, sobe ao palco no dia 13.

Xambioá – A estrutura de temporada é montada na Praia do Murici, numa ilha onde os praticantes de rafting e canoagem podem encontrar bons desafios. Xambioá está a 502 km de Palmas. Acesso pela BR-153 até Wanderlândia, depois a BR-153 até Xambioá. Também é possível seguir viagem por Araguanã, margeando o rio Araguaia.

Posted On Quinta, 04 Julho 2019 07:50 Escrito por

Vem aí o maior evento literário do Tocantins! Em sua segunda edição, a Feira Literária Portuense (FLIP) vai acontecer dentro da programação da 38ª Semana da Cultura de Porto Nacional, de 19 a 23 de junho, no Espaço Cultural Beira Rio, na orla da cidade. A Feira remonta a 281 anos de história, 158 anos de emancipação política de Porto, do Pontal ao Nacional.

 

Com Assessoria

 

A FLIP será consolidada como a maior feira literária do Centro-Norte do Brasil. Os eventos são uma promoção da Secretaria Municipal da Cultura e do Turismo com o apoio da Prefeitura Municipal.

 

Neste ano, a Semana terá quatro espaços recheados de eventos artísticos, culturais e literários que serão abertos a todos os portuenses e visitantes. Para deixar o evento ainda mais interativo estão previstos mais de 15 shows, 5 saraus, 8 exposições, 13 palestras, 12 manifestações culturais, 71 lançamentos de livros. Todos inclusos na vasta programação cultural.

 

Será um grande momento de confraternização das mais variadas expressões da cultura do Estado do Tocantins, reunindo 150 escritores de vários Estados do país, com o lançamento de 71 obras inéditas, a participação de 40 empreendedores e 32 estandes, consolidando a FLIP como a maior feira literária do Centro-Norte do Brasil.

 

Promovida pela Secretaria Municipal da Cultura e do Turismo com grande apoio da Prefeitura Municipal, a FLIP terá como Patrono Nacional, o escritor e intelectual portuense, Eli Brasiliense; e como Patrono Regional, o jornalista e escritor, Edvaldo Rodrigues.

 

No Café Literário será homenageada a poetisa Cora Coralina e no palco principal o músico portuense, Doca do Adordeon.

 

A apresentação da programação foi realizada pelo secretário Arnaldo Bahia e pelo coordenador da Cultura, Fábio Barbosa. Durante a cerimônia foram apresentadas a marca da Semana da Cultura, a programação completa com cada espaço detalhado, o conceito e os nomes dos escritores homenageados.

 

Caracterizando o ato cultural que vai contagiar o público durante cinco dias, o secretário da Secult convidou os presentes para fazerem a “batida do pilão”, uma performance simbólica à paçoca de carne seca feita na tradicional mão de pilão. Um verdadeiro patrimônio cultural e gastronômico nacional, presente em mesas de quase todas as regiões do Brasil.

 

No roteiro de atrações, os visitantes poderão desfrutar de encontros, bate-papos e rodas de conversas com escritores portuenses e regionais.

 

Nos estandes participarão livrarias, editoras, escolas e instituições. Uma excelente oportunidade de se culturalizar. A edição 2019 terá uma programação robusta com autores de todos os gêneros literários e de diferentes gerações, integrando a programação.

 

São mais de 140 escritores; membros das Academias de Letras do Estado, além de 60 autores de obras que são lançamento. Haverá venda de livros.

 

A FLIP, porém, não se resumirá a matar a fome de livros. Entre uma programação e outra, os visitantes terão à disposição uma praça de alimentação com comidas e bebidas.

 

Com Jornalista Umbelina Costa

Posted On Terça, 11 Junho 2019 10:03 Escrito por

O livro é um resgate de uma das páginas mais importantes da história política do Tocantins, oeste da Bahia e Goiás

 

Da Redação - Norte Cerrado

 

Antigo nordeste goiano, hoje sudeste do Tocantins, vila de São Jose do D’ouro (ou Duro), hoje Dianópolis. Lugarejo pacato, onde predominavam quatro principais famílias: os Póvoa, os Wolney, os Rodrigues e os Costa. Entre elas um jovem se destacava por sua liderança política que extrapolava as fronteiras daquela microrregião goiana e ia até o oeste da Bahia: Abílio Wolney, uma liderança que ameaçava a oligarquia dos Caiado, poderosa em Villa Boa (hoje Cidade de Goiás),  então capital de Goiás, que tinha como líder, Antônio Ramos Caiado, o “Totó Caiado”.

 

Essa oposição de Caiado ao deputado Wolney tinha suas ramificações na Vila do Duro por meio de altos funcionários públicos, como um Juiz de Direito e um Cartorário. A ordem era destruir a crescente liderança política de Abílio Wolney, filho de um dos homens mais ricos daquela região, senhor de milhares de cabeças de gado e vastas extensões de terra, Joaquim Wolney.

 

Esta oportunidade surgiu, segundo se evidencia no desenrolar dos fatos, a partir de um  desencontro entre o cartorário Sebastião de Brito e Abílio Wolney – dois primos -,  este era advogado de uma viúva que tinha processo de inventário tramitando no cartório da Vila. Esse inventário foi o estopim para que os dois parentes se desentendessem. Esse desentendimento foi o que Totó Caiado tanto queria para destruir Abílio Wolney: enviou para o pequeno vilarejo uma tropa de mais ou menos 50 soldados, mal preparados e mal equipados, comandados por um Juiz sedento de poder e na expectativa que sua missão lhe daria isto.

 

“O fato ganhou ainda mais notoriedade quando caiu nas páginas de livros, principalmente do autor goiano, Bernardo Elis, que o romanceou, em 1956 – de forma deturpada, diga-se -, sob o título de “O Tronco” e que ganhou as telas de cinema em 1999”

 

O resultado foi o assassinato covarde de Joaquim Wolney,  por traiçoeiros soldados, após “um acordo de cavalheiros” entre os Wolney e o juiz Celso Calmon, o comandante da tropa militar e de mais alguns jagunços arrebanhados para engrossar as fileiras do Estado; a fuga de Abílio Wolney que,  escapando de balas assassinas  oficiais, fugiu para Bahia e Alagoas onde contratou um batalhão de jagunços para tomar sua terra das mãos da tropa de Caiado. O resultado foi a chacina de nove filhos da terra, tomados como reféns e presos a um tronco.

 

Este episódio da história do antigo norte goiano que repercutiu em todo o Brasil, por meio de grandes jornais do Rio de Janeiro, antiga capital brasileira, ficou conhecido como “A Chacina dos Nove”, ou “A Noite do Barulho.

 

O fato ganhou ainda mais notoriedade quando caiu nas páginas de livros, principalmente do autor goiano, Bernardo Elis, que o romanceou, em 1956 – de forma deturpada, diga-se -, sob o título de “O Tronco” e que ganhou as telas de cinema em 1999.

 

Elis foi seguido por vários outros autores que descreveram a Chacina, como o professor Osvaldo Rodrigues Póvoa, descendente de uma das vítimas da tragédia, que escreveu e publicou “Quinta-Feira Sangrenta”; outros biografaram o Cel. Abílio Wolney ficando sempre a pergunta: “bandido ou mocinho”.

 

O Jornalista Antônio Oliveira, filho natural de Dianópolis, mas criado em Barreiras no oeste da Bahia até aos 7 anos de idade, e até sua juventude em Goiânia, foi o primeiro profissional de imprensa a escrever um artigo de uma página de jornal stander contestando Bernardo Elis, no que encontrou resistência de editores de cultura de dois grandes jornais goianos, até que foi publicado por um deles, por ordem de seu dono e editor geral. Depois disto, outros artigos, com este tema, da lavra de Oliveira, foram para as rotativas dos jornais de Goiás e Tocantins.

 

Dos artigos, Antônio Oliveira foi tentado a reescrever esta história, após a leitura de quase uma dezena de livros sobre Wolney e a “Chacina” e ouvir a família Wolney e importante historiadora em Barreiras, Ignez Pitta.

 

Para compreender melhor a história e o livro

 

Fragmentos do Prefácio do livro, feito por um dos netos do Cel. Abílio, Dr. Abílio Wolney Neto, Juiz de Direito de Goiânia e um dos biógrafos do avô:

 

“…Antônio Oliveira põe a efeito a biografia do Homem Abílio Wolney, tão importante para se compreender os movimentos revolucionários de sua época no setentrião goiano-baiano, lá onde as fronteiras dos estados foram galopadas pelo estadista da Serra Geral. Norte goiano, hoje sudeste do Tocantins. Oeste baiano, hoje a próspera Barreiras, onde o autor se ambienta em livro denso, mergulhado nos conteúdos do início da República, no primeiro quartel do Século XX, enfiando-se nos socalcos do Planalto Central, quando uma hipótese geográfica foi submetida ao capricho da paixão e do poder da oligarquia mais violenta do Brasil.

      

Num belo aprumo de escritor, noticiarista, plumitivo e redator, se faz repórter dos autores que cita em sua obra recorrente aos textos dos que narraram essa página fulgurante de heroísmo libertário, de oposição aos mandos e desmandos, mas também tarjada de horrores, no ponto culminante do episódio nas aldravas do tronco, a reboque da chacina do Duro, entre o barulho e os mártires em 1919.

       

Traz à colação, dentre outros, o escritor Godoy Garcia, para quem Totó Caiado era em Goiás a lei e a borracha. ‘Uma voz, uma única voz se levantou, de forma aberta contra o impulsivo sátrapa, a do Deputado do norte de Goiás, Abílio Wolney. Foi, nesse dia, um ato heróico. Voz destemida que se levantava, todos reconhecendo a temeridade daquela resistência, no vigor da atitude política que viria colocá-lo no pelourinho, hoje ou amanhã’

          

É trabalho de pesquisa, no coleio dos fatos protagonizados, com a qualidade de resumir numa só obra a saga do protagonista, onde hoje está Dianópolis, sudeste do Tocantins, de par com Barreiras, oeste da Bahia. E vem com o sabor de um documentário jornalístico, resultado de anos de vivência na Terra das Dianas, colhendo aqui e ali da tradição oral, lendo tudo a respeito e descerrando o pano de boca dos acontecimentos, biografando, atravessando o épico, a política, o poder, a tragédia, as quedas e ascensões até o sequestro e morte dos nove ou dez reféns.

 

“De tudo cuida o autor… Fala da repercussão dos fatos na imprensa nacional da época, as manchetes… A investida das forças federais, quando da Intervenção da União, culminando num relatório ao Ministério da Guerra, com conclusões, como lembra o autor”

        

Rico nas fontes e bibliografia, documenta tudo, faz remissão aos anais do Diário do Congresso Nacional de abril de 1919, passa pelos autos do processo goiano que apurou as responsabilidades do Juiz e comissionados e esclarece em caracteres de monografia, com o arrojo de Dissertação.

 

 

O autor, Antônio Oliveira

E denuncia… ‘A comitiva policial que forma a coorte do Juiz Celso Calmon visava ao final promoções e vantagens escusas; o soldado era um elemento despreparado, que não compreendia a própria função a desempenhar; era um medroso feito homem, desde que armado, assim escondido atrás da espingarda sobraçada, da comblain a tiracolo, feito uma canga dependurada no pescoço, e que no final só lutaria para não morrer; eram todos subornáveis, corruptos, porquanto sabiam que os donos do poder, os políticos que estavam por trás de tudo, não se preocupavam com ordem nem justiça, senão com medidas capazes de assegurar seus votos, suas eleições. Abílio era uma oposição perigosa no nordeste goiano, com os arroubos de chefe local.’

           

Por aí vai o jornalista Antônio Oliveira, pervagando essas estradas que deram um épico e que o vai consagrando como escritor. Nos remete ao dia 20 de Dezembro de 1918, como narrei alhures:

            

‘No raiar do dia foi ter o magistrado capixaba ao Buracão. Na retaguarda, o Tenente Catulino, o cabo Mathias e o civil Alexandre, seu cabra particular, mais o Escrivão ad hoc Guilherme Ferreira Coelho. Vão desarmados à fazenda do “inimigo”, ficando na Vila a força pública e os comentários nos aquartelamentos: – Como é que o juiz saiu em segredo, sem avisar a tropa? Dizem que foi fazer a busca e apreensão do Inventário. Trincheiras abertas no cume dos morros e algumas tranqueiras pelo flanco das colinas. Garantidos desde a noite anterior, amanheciam de bruços, outros com os olhos fixos por trás de colmos, dedos enclavinhados nos fechos das armas, tocaiavam a estranha visita…’

           

Algo inovador em Antônio Oliveira… Ele percute este épico além-túmulo, no maravilhoso capítulo Reflexos do “Barulho” no “outro lado da vida”, onde traz à colação comunicações psicofônicas do início dos anos 80, constantes do livro Mensagens e Poemas do Além, de Voltaire Wolney.

          

Quanto à abordagem da direção que o cinema deu ao episódio é bem analisada na Segunda Parte da obra, onde o autor trata do “Barulho” no ambiente cinematográfico, apontando os erros publicados em livro. Fala da queixa-crime proposta contra o Diretor do Filme O Tronco, que não foi julgado, posto que tida como decadente no tempo.

            

De tudo cuida o autor… Fala da repercussão dos fatos na imprensa nacional da época, as manchetes… A investida das forças federais, quando da Intervenção da União, culminando num relatório ao Ministério da Guerra, com conclusões, como lembra o autor, que corroboram com o objetivo do seu trabalho: trazer a público as verdades desse fato da história de Goiás e parte da Bahia que foram ocultados por interesses pró-fama literária e políticos. Eis o texto final do Relatório da Intervenção Federal em Goiás, elaborado pelo Major do Exército, Álvaro Mariante, publicado na Imprensa Oficial em 1919, cuja cópia foi encaminhada ao Congresso Nacional para providências:

           

Recapitulando agora, depois de compulsar os documentos colhidos, longe do teatro dos fúnebres acontecimentos que nos foi dado estudar em pondo em exercício a máxima imparcialidade e os mais acrisolado sentimento de verdade e de justiça, podemos concluir em síntese:

 

A- Os lamentáveis acontecimentos de São José do Duro derivam da ação política e administrativa dos atuais dirigentes do Estado de Goiás;

B- Há indícios de que o Governo do Estado cabe grande responsabilidade ao fúnebre desfecho do conflito;

C- A autoria da polícia goiana nos assassinatos de Buracão e São José do Duro é irrefutável;

D- A ação de autoridades estaduais orientadas pela facção política dominante no Estado é perigosa e pode ser contraproducente;

E- A ação de autoridade federal estranha ao conflito ou a simples presença da tropa do Exército naquela região pode, bem orientada, fazê-la voltar ao trabalho pacífico e produtivo.

              

Lembra do vulto pacificador do Deputado Francisco Rocha, médico e então Intendente de Barreiras, que se pôs a cavalo na direção de São José do Duro, como segurança e norte ao Chefe do Estado Maior do Exército Brasileiro.

              

O trabalho do autor evoca um épico de lances dolorosamente heroicos, embaído nas cenas fortes, pois o mártir é fadado ao martirológio. Refunde a linguagem parafraseada para traspor novamente os Sertões, agora para dentro de um Sobrado …”

 

O livro, com 228 páginas, da Cerrado Editora, fundada e dirigida pelo autor, terá noites de autógrafos no dia 12 de abril, na Câmara Municipal de Barreiras, a parir das 20h, e em Palmas, no dia 24 do mesmo mês, a partir das 20h, no auditório da Assembleia Legislativa do Tocantins, Um vídeodocumentário do autor, com o mesmo tema será exibido nestas mesmas ocasiões e, em Barreiras, o videodocumentário “O Homem Geraldo Rocha”, também de Antônio Oliveira.

 

A Editora já está aceitando reservas e pedidos, via Whatsapp (63) 98517-3898 ou via e-mail:  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Posted On Sexta, 03 Mai 2019 06:40 Escrito por

Hoje, o nosso amigo, popular Zuzinha e sua esposa dona Mara Regina estão em festa. O motivo é o resultado do vestibular que traz a aprovação de Paola Rezende Tavares, para medicina em uma universidade de Brasília.

 

Esta é uma conquista de todos amigos da família. Uma honra imensa participar deste momento de festa.

 

Assim que ficou sabendo do resultado do vestibular, o pai da futura médica nos comunicou emocionado. Uma alegria que Edivaldo e eu saboreamos até hoje com a vitória de nossos filhos que fazem faculdade de medicina em Araguaína e Palmas.

 

Posted On Quinta, 07 Fevereiro 2019 05:42 Escrito por
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