Vem aí o maior evento literário do Tocantins! Em sua segunda edição, a Feira Literária Portuense (FLIP) vai acontecer dentro da programação da 38ª Semana da Cultura de Porto Nacional, de 19 a 23 de junho, no Espaço Cultural Beira Rio, na orla da cidade. A Feira remonta a 281 anos de história, 158 anos de emancipação política de Porto, do Pontal ao Nacional.

 

Com Assessoria

 

A FLIP será consolidada como a maior feira literária do Centro-Norte do Brasil. Os eventos são uma promoção da Secretaria Municipal da Cultura e do Turismo com o apoio da Prefeitura Municipal.

 

Neste ano, a Semana terá quatro espaços recheados de eventos artísticos, culturais e literários que serão abertos a todos os portuenses e visitantes. Para deixar o evento ainda mais interativo estão previstos mais de 15 shows, 5 saraus, 8 exposições, 13 palestras, 12 manifestações culturais, 71 lançamentos de livros. Todos inclusos na vasta programação cultural.

 

Será um grande momento de confraternização das mais variadas expressões da cultura do Estado do Tocantins, reunindo 150 escritores de vários Estados do país, com o lançamento de 71 obras inéditas, a participação de 40 empreendedores e 32 estandes, consolidando a FLIP como a maior feira literária do Centro-Norte do Brasil.

 

Promovida pela Secretaria Municipal da Cultura e do Turismo com grande apoio da Prefeitura Municipal, a FLIP terá como Patrono Nacional, o escritor e intelectual portuense, Eli Brasiliense; e como Patrono Regional, o jornalista e escritor, Edvaldo Rodrigues.

 

No Café Literário será homenageada a poetisa Cora Coralina e no palco principal o músico portuense, Doca do Adordeon.

 

A apresentação da programação foi realizada pelo secretário Arnaldo Bahia e pelo coordenador da Cultura, Fábio Barbosa. Durante a cerimônia foram apresentadas a marca da Semana da Cultura, a programação completa com cada espaço detalhado, o conceito e os nomes dos escritores homenageados.

 

Caracterizando o ato cultural que vai contagiar o público durante cinco dias, o secretário da Secult convidou os presentes para fazerem a “batida do pilão”, uma performance simbólica à paçoca de carne seca feita na tradicional mão de pilão. Um verdadeiro patrimônio cultural e gastronômico nacional, presente em mesas de quase todas as regiões do Brasil.

 

No roteiro de atrações, os visitantes poderão desfrutar de encontros, bate-papos e rodas de conversas com escritores portuenses e regionais.

 

Nos estandes participarão livrarias, editoras, escolas e instituições. Uma excelente oportunidade de se culturalizar. A edição 2019 terá uma programação robusta com autores de todos os gêneros literários e de diferentes gerações, integrando a programação.

 

São mais de 140 escritores; membros das Academias de Letras do Estado, além de 60 autores de obras que são lançamento. Haverá venda de livros.

 

A FLIP, porém, não se resumirá a matar a fome de livros. Entre uma programação e outra, os visitantes terão à disposição uma praça de alimentação com comidas e bebidas.

 

Com Jornalista Umbelina Costa

Postado em Terça, 11 Junho 2019 10:03 Escrito por

O livro é um resgate de uma das páginas mais importantes da história política do Tocantins, oeste da Bahia e Goiás

 

Da Redação - Norte Cerrado

 

Antigo nordeste goiano, hoje sudeste do Tocantins, vila de São Jose do D’ouro (ou Duro), hoje Dianópolis. Lugarejo pacato, onde predominavam quatro principais famílias: os Póvoa, os Wolney, os Rodrigues e os Costa. Entre elas um jovem se destacava por sua liderança política que extrapolava as fronteiras daquela microrregião goiana e ia até o oeste da Bahia: Abílio Wolney, uma liderança que ameaçava a oligarquia dos Caiado, poderosa em Villa Boa (hoje Cidade de Goiás),  então capital de Goiás, que tinha como líder, Antônio Ramos Caiado, o “Totó Caiado”.

 

Essa oposição de Caiado ao deputado Wolney tinha suas ramificações na Vila do Duro por meio de altos funcionários públicos, como um Juiz de Direito e um Cartorário. A ordem era destruir a crescente liderança política de Abílio Wolney, filho de um dos homens mais ricos daquela região, senhor de milhares de cabeças de gado e vastas extensões de terra, Joaquim Wolney.

 

Esta oportunidade surgiu, segundo se evidencia no desenrolar dos fatos, a partir de um  desencontro entre o cartorário Sebastião de Brito e Abílio Wolney – dois primos -,  este era advogado de uma viúva que tinha processo de inventário tramitando no cartório da Vila. Esse inventário foi o estopim para que os dois parentes se desentendessem. Esse desentendimento foi o que Totó Caiado tanto queria para destruir Abílio Wolney: enviou para o pequeno vilarejo uma tropa de mais ou menos 50 soldados, mal preparados e mal equipados, comandados por um Juiz sedento de poder e na expectativa que sua missão lhe daria isto.

 

“O fato ganhou ainda mais notoriedade quando caiu nas páginas de livros, principalmente do autor goiano, Bernardo Elis, que o romanceou, em 1956 – de forma deturpada, diga-se -, sob o título de “O Tronco” e que ganhou as telas de cinema em 1999”

 

O resultado foi o assassinato covarde de Joaquim Wolney,  por traiçoeiros soldados, após “um acordo de cavalheiros” entre os Wolney e o juiz Celso Calmon, o comandante da tropa militar e de mais alguns jagunços arrebanhados para engrossar as fileiras do Estado; a fuga de Abílio Wolney que,  escapando de balas assassinas  oficiais, fugiu para Bahia e Alagoas onde contratou um batalhão de jagunços para tomar sua terra das mãos da tropa de Caiado. O resultado foi a chacina de nove filhos da terra, tomados como reféns e presos a um tronco.

 

Este episódio da história do antigo norte goiano que repercutiu em todo o Brasil, por meio de grandes jornais do Rio de Janeiro, antiga capital brasileira, ficou conhecido como “A Chacina dos Nove”, ou “A Noite do Barulho.

 

O fato ganhou ainda mais notoriedade quando caiu nas páginas de livros, principalmente do autor goiano, Bernardo Elis, que o romanceou, em 1956 – de forma deturpada, diga-se -, sob o título de “O Tronco” e que ganhou as telas de cinema em 1999.

 

Elis foi seguido por vários outros autores que descreveram a Chacina, como o professor Osvaldo Rodrigues Póvoa, descendente de uma das vítimas da tragédia, que escreveu e publicou “Quinta-Feira Sangrenta”; outros biografaram o Cel. Abílio Wolney ficando sempre a pergunta: “bandido ou mocinho”.

 

O Jornalista Antônio Oliveira, filho natural de Dianópolis, mas criado em Barreiras no oeste da Bahia até aos 7 anos de idade, e até sua juventude em Goiânia, foi o primeiro profissional de imprensa a escrever um artigo de uma página de jornal stander contestando Bernardo Elis, no que encontrou resistência de editores de cultura de dois grandes jornais goianos, até que foi publicado por um deles, por ordem de seu dono e editor geral. Depois disto, outros artigos, com este tema, da lavra de Oliveira, foram para as rotativas dos jornais de Goiás e Tocantins.

 

Dos artigos, Antônio Oliveira foi tentado a reescrever esta história, após a leitura de quase uma dezena de livros sobre Wolney e a “Chacina” e ouvir a família Wolney e importante historiadora em Barreiras, Ignez Pitta.

 

Para compreender melhor a história e o livro

 

Fragmentos do Prefácio do livro, feito por um dos netos do Cel. Abílio, Dr. Abílio Wolney Neto, Juiz de Direito de Goiânia e um dos biógrafos do avô:

 

“…Antônio Oliveira põe a efeito a biografia do Homem Abílio Wolney, tão importante para se compreender os movimentos revolucionários de sua época no setentrião goiano-baiano, lá onde as fronteiras dos estados foram galopadas pelo estadista da Serra Geral. Norte goiano, hoje sudeste do Tocantins. Oeste baiano, hoje a próspera Barreiras, onde o autor se ambienta em livro denso, mergulhado nos conteúdos do início da República, no primeiro quartel do Século XX, enfiando-se nos socalcos do Planalto Central, quando uma hipótese geográfica foi submetida ao capricho da paixão e do poder da oligarquia mais violenta do Brasil.

      

Num belo aprumo de escritor, noticiarista, plumitivo e redator, se faz repórter dos autores que cita em sua obra recorrente aos textos dos que narraram essa página fulgurante de heroísmo libertário, de oposição aos mandos e desmandos, mas também tarjada de horrores, no ponto culminante do episódio nas aldravas do tronco, a reboque da chacina do Duro, entre o barulho e os mártires em 1919.

       

Traz à colação, dentre outros, o escritor Godoy Garcia, para quem Totó Caiado era em Goiás a lei e a borracha. ‘Uma voz, uma única voz se levantou, de forma aberta contra o impulsivo sátrapa, a do Deputado do norte de Goiás, Abílio Wolney. Foi, nesse dia, um ato heróico. Voz destemida que se levantava, todos reconhecendo a temeridade daquela resistência, no vigor da atitude política que viria colocá-lo no pelourinho, hoje ou amanhã’

          

É trabalho de pesquisa, no coleio dos fatos protagonizados, com a qualidade de resumir numa só obra a saga do protagonista, onde hoje está Dianópolis, sudeste do Tocantins, de par com Barreiras, oeste da Bahia. E vem com o sabor de um documentário jornalístico, resultado de anos de vivência na Terra das Dianas, colhendo aqui e ali da tradição oral, lendo tudo a respeito e descerrando o pano de boca dos acontecimentos, biografando, atravessando o épico, a política, o poder, a tragédia, as quedas e ascensões até o sequestro e morte dos nove ou dez reféns.

 

“De tudo cuida o autor… Fala da repercussão dos fatos na imprensa nacional da época, as manchetes… A investida das forças federais, quando da Intervenção da União, culminando num relatório ao Ministério da Guerra, com conclusões, como lembra o autor”

        

Rico nas fontes e bibliografia, documenta tudo, faz remissão aos anais do Diário do Congresso Nacional de abril de 1919, passa pelos autos do processo goiano que apurou as responsabilidades do Juiz e comissionados e esclarece em caracteres de monografia, com o arrojo de Dissertação.

 

 

O autor, Antônio Oliveira

E denuncia… ‘A comitiva policial que forma a coorte do Juiz Celso Calmon visava ao final promoções e vantagens escusas; o soldado era um elemento despreparado, que não compreendia a própria função a desempenhar; era um medroso feito homem, desde que armado, assim escondido atrás da espingarda sobraçada, da comblain a tiracolo, feito uma canga dependurada no pescoço, e que no final só lutaria para não morrer; eram todos subornáveis, corruptos, porquanto sabiam que os donos do poder, os políticos que estavam por trás de tudo, não se preocupavam com ordem nem justiça, senão com medidas capazes de assegurar seus votos, suas eleições. Abílio era uma oposição perigosa no nordeste goiano, com os arroubos de chefe local.’

           

Por aí vai o jornalista Antônio Oliveira, pervagando essas estradas que deram um épico e que o vai consagrando como escritor. Nos remete ao dia 20 de Dezembro de 1918, como narrei alhures:

            

‘No raiar do dia foi ter o magistrado capixaba ao Buracão. Na retaguarda, o Tenente Catulino, o cabo Mathias e o civil Alexandre, seu cabra particular, mais o Escrivão ad hoc Guilherme Ferreira Coelho. Vão desarmados à fazenda do “inimigo”, ficando na Vila a força pública e os comentários nos aquartelamentos: – Como é que o juiz saiu em segredo, sem avisar a tropa? Dizem que foi fazer a busca e apreensão do Inventário. Trincheiras abertas no cume dos morros e algumas tranqueiras pelo flanco das colinas. Garantidos desde a noite anterior, amanheciam de bruços, outros com os olhos fixos por trás de colmos, dedos enclavinhados nos fechos das armas, tocaiavam a estranha visita…’

           

Algo inovador em Antônio Oliveira… Ele percute este épico além-túmulo, no maravilhoso capítulo Reflexos do “Barulho” no “outro lado da vida”, onde traz à colação comunicações psicofônicas do início dos anos 80, constantes do livro Mensagens e Poemas do Além, de Voltaire Wolney.

          

Quanto à abordagem da direção que o cinema deu ao episódio é bem analisada na Segunda Parte da obra, onde o autor trata do “Barulho” no ambiente cinematográfico, apontando os erros publicados em livro. Fala da queixa-crime proposta contra o Diretor do Filme O Tronco, que não foi julgado, posto que tida como decadente no tempo.

            

De tudo cuida o autor… Fala da repercussão dos fatos na imprensa nacional da época, as manchetes… A investida das forças federais, quando da Intervenção da União, culminando num relatório ao Ministério da Guerra, com conclusões, como lembra o autor, que corroboram com o objetivo do seu trabalho: trazer a público as verdades desse fato da história de Goiás e parte da Bahia que foram ocultados por interesses pró-fama literária e políticos. Eis o texto final do Relatório da Intervenção Federal em Goiás, elaborado pelo Major do Exército, Álvaro Mariante, publicado na Imprensa Oficial em 1919, cuja cópia foi encaminhada ao Congresso Nacional para providências:

           

Recapitulando agora, depois de compulsar os documentos colhidos, longe do teatro dos fúnebres acontecimentos que nos foi dado estudar em pondo em exercício a máxima imparcialidade e os mais acrisolado sentimento de verdade e de justiça, podemos concluir em síntese:

 

A- Os lamentáveis acontecimentos de São José do Duro derivam da ação política e administrativa dos atuais dirigentes do Estado de Goiás;

B- Há indícios de que o Governo do Estado cabe grande responsabilidade ao fúnebre desfecho do conflito;

C- A autoria da polícia goiana nos assassinatos de Buracão e São José do Duro é irrefutável;

D- A ação de autoridades estaduais orientadas pela facção política dominante no Estado é perigosa e pode ser contraproducente;

E- A ação de autoridade federal estranha ao conflito ou a simples presença da tropa do Exército naquela região pode, bem orientada, fazê-la voltar ao trabalho pacífico e produtivo.

              

Lembra do vulto pacificador do Deputado Francisco Rocha, médico e então Intendente de Barreiras, que se pôs a cavalo na direção de São José do Duro, como segurança e norte ao Chefe do Estado Maior do Exército Brasileiro.

              

O trabalho do autor evoca um épico de lances dolorosamente heroicos, embaído nas cenas fortes, pois o mártir é fadado ao martirológio. Refunde a linguagem parafraseada para traspor novamente os Sertões, agora para dentro de um Sobrado …”

 

O livro, com 228 páginas, da Cerrado Editora, fundada e dirigida pelo autor, terá noites de autógrafos no dia 12 de abril, na Câmara Municipal de Barreiras, a parir das 20h, e em Palmas, no dia 24 do mesmo mês, a partir das 20h, no auditório da Assembleia Legislativa do Tocantins, Um vídeodocumentário do autor, com o mesmo tema será exibido nestas mesmas ocasiões e, em Barreiras, o videodocumentário “O Homem Geraldo Rocha”, também de Antônio Oliveira.

 

A Editora já está aceitando reservas e pedidos, via Whatsapp (63) 98517-3898 ou via e-mail:  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Postado em Sexta, 03 Maio 2019 06:40 Escrito por

Hoje, o nosso amigo, popular Zuzinha e sua esposa dona Mara Regina estão em festa. O motivo é o resultado do vestibular que traz a aprovação de Paola Rezende Tavares, para medicina em uma universidade de Brasília.

 

Esta é uma conquista de todos amigos da família. Uma honra imensa participar deste momento de festa.

 

Assim que ficou sabendo do resultado do vestibular, o pai da futura médica nos comunicou emocionado. Uma alegria que Edivaldo e eu saboreamos até hoje com a vitória de nossos filhos que fazem faculdade de medicina em Araguaína e Palmas.

 

Postado em Quinta, 07 Fevereiro 2019 05:42 Escrito por

Com um cenário único, as dunas do Jalapão  registraram recorde de visitação em 2018.  Segundo balanço realizado pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), 32.246 pessoas visitaram um dos principais destinos turísticos do Tocantins, 12 mil pessoas a mais que em 2017

 

Por Daianne Fernandes

 

As dunas ficam localizadas no  Parque Estadual do Jalapão a 35 km do município de Mateiros. Segundo o presidente do Naturatins, Marcelo Falcão, acredita-se que o crescimento do fluxo de visitantes ocorreu em razão de gravações como, telenovela, programas de televisão e reality shows, que ajudaram a divulgar as belezas naturais únicas da região para todo o Brasil e também internacionalmente.

 

Com o aumento do fluxo de visitantes, o Naturatins que é responsável pela unidade de conservação também reforçou as medidas de proteção ambiental na região.  Em 2018, algumas  medidas  de controle para visitação foram implantadas, como a restrição do horário de entrada. O acesso às dunas só é liberado no período da tarde, das 14h às 18h30.  Sendo que o horário máximo para que os grupos entrem na área das dunas é às 17h30.

 

Na parte da manhã, só é possível visitar a atração com autorização especial que é exclusiva para quem vai produzir imagens de uso comercial do local, fazer pesquisas ou turmas escolares que estejam em alguma aula de campo.  O motivo é que o grande fluxo de visitantes que já era recorde em 2017,  poderia prejudicar o meio ambiente no local caso a quantidade de turistas não fosse controlada.

 

Os visitantes também são orientados a não portar bebidas, não fazerem uso de álcool e nem de cigarro. O diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Naturatins, Gilberto Iris de Oliveira, também destaca que os visitantes  ainda são conscientizados sobre a importância da preservação dos atrativos turísticos da região. “É fundamental que os visitantes entendam que o Parque é uma unidade de conservação integral”, enfatiza.

 

Gilberto explica que o Parque Estadual do Jalapão é um patrimônio ambiental muito valioso, portanto,  requer atenção especial. Por esse motivo, os visitantes devem ficar atentos às normas de visitação. “Caso o passeio ocorra por conta do visitante, o mesmo deve consultar o Naturatins para obter as informações sobre os requisitos para a visita. Caso optem por agências de turismo, é sempre importante saber se a operadora está cadastrada no órgão ambiental”, esclarece.

Postado em Segunda, 07 Janeiro 2019 09:13 Escrito por

Balanço aponta que o atrativo turístico dunas recebeu 17.405 visitantes até o último dia 14

 

Por Tânia Caldas
  Cenário de filmes e telenovela as dunas do Jalapão batem recorde de visitação pública, conforme relatório apresentado nesta quinta-feira, 19, pela Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). O balanço apontou que o atrativo turístico recebeu 17.405 visitantes até o último dia 14. Até o fim do mês, os números podem chegar a 50% a mais do que no ano passado, quando visitaram o local, 20.212 pessoas.

Segundo o gerente de Parques e do Monumento Natural de Árvores Fossilizadas do Estado, Marcelo Henrique Rodrigues, o crescimento do fluxo de visitantes ocorre em razão de gravações como, telenovela, programas de televisão e reality shows. “Estes foram motivos pelos quais, o Naturatins adotou desde o mês de fevereiro, o novo horário de visitação, que compreende das 14h às 18h30min. A medida visa equilibrar o fluxo de visitantes por equipes que realizam as atividades de orientação e fiscalização ambiental”, esclareceu.

O diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas, Gilberto Iris de Oliveira, também considera que o aumento dos turistas está sendo motivado pela divulgação do Jalapão na mídia. Ele destaca que o número de turistas que visitam as dunas é crescente. “As dunas recebem visitantes de outros países e todos estados do Brasil. É por isso que orientamos os visitantes sobre a grande importância da preservação dos atrativos turísticos da região. É fundamental que os visitantes entendam que o Parque é uma unidade de conservação integral”, explica.

Gilberto Iris enfatiza que o Parque Estadual do Jalapão é um patrimônio ambiental muito valioso que requer atenção especial e por esse motivo, os visitantes devem ficar atentos às normas de visitação. “Caso o passeio ocorra por conta do visitante, o mesmo deve consultar o Naturatins para obter as informações sobre os requisitos para a visita. Caso optem por agências de turismo, é sempre importante saber se a operadora está cadastrada no órgão ambiental”, enfatiza.

Postado em Quinta, 19 Julho 2018 17:17 Escrito por
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