Último fim de semana antes da eleição teve caminhada, reuniões com lideranças, apoio em Goiatins e encontros no Bico do Papagaio
Da Assessoria
O último fim de semana antes da eleição foi de estrada, encontros e emoção para Fábio Vaz. Entre sexta-feira, 25, e domingo, 27, o próximo deputado federal percorreu 11 municípios do Tocantins. O entusiasmo dos apoiadores nas reuniões deu à campanha um clima de confiança na reta final.
A agenda começou em Alvorada, depois seguiu para Araguaçu com uma caminhada pelo comércio. Fábio também passou por Silvanópolis, onde esteve reunido com apoiadores e lideranças do município. À noite, participou de duas reuniões em Porto Nacional, uma com Silvaney Rabelo e outra com Léo Barbosa, candidatos a deputado estadual. Na reunião com Léo, esteve ao lado do governador Wanderlei Barbosa (REP) e da governadora Professora Dorinha (UB).
No início da manhã de sábado, 26, ele seguiu para Goiatins, onde recebeu o apoio da prefeita em exercício, Lilian Maria Ribeiro, e participou de uma reunião com moradores. Em Araguaína, reuniu-se com apoiadores em agendas, além de receber dos associados da Associação Amigos do Museu de Araguaína (AAMAR) um retrato feito pelo artista plástico Iguatemy Lopes.

A passagem pelo norte incluiu Buriti e Araguatins. Lá, Vaz participou de uma reunião com lideranças e dobradinha local e visitou a comunidade quilombola Ilha de São Vicente. A agenda seguiu por Augustinópolis e São Bento do Tocantins, no Bico do Papagaio.
Com a votação marcada para domingo, 4 de outubro, Fábio chega aos últimos dias de campanha emocionado com a acolhida nas cidades. Ele aponta o apoio da família como fundamental para manter o ritmo da caminhada e diz seguir confiante nos planos de Deus para sua vida.
“Eu vi o brilho nos olhos das pessoas em cada cidade por onde passei. Essa confiança me dá ainda mais coragem para seguir até o último dia. Quero ser a voz dos tocantinenses, o representante das boas causas. Estou pronto para chegar a Brasília e trabalhar para que nossa gente seja ouvida”, declarou.
Mariluce Lima de Carvalho recorda como a formação superior, o concurso público e o plano de carreira mudaram as perspectivas dos professores tocantinenses
Texto e foto: Cidiane Carvalho
Para a professora Mariluce Lima de Carvalho, de Araguatins, o trabalho da Professora Dorinha Seabra na educação pode ser contado pela trajetória de quem entrou em sala de aula sem diploma de nível superior e passou a ter a chance de estudar, prestar concurso e construir uma carreira.
Mariluce acompanhou as mudanças no período em que Dorinha foi secretária de Educação do Tocantins. “Ela se preocupou com a formação de nível superior dos professores daquela época que não tinham. Depois, fez um concurso para dar dignidade a esses profissionais e permitir que ganhassem melhor”, contou.
Plano de carreira
A professora também destacou a criação do primeiro plano de cargos e carreiras da educação estadual. Para ela, essas medidas significaram mais que uma mudança administrativa: deram aos profissionais condições de planejar o futuro sem abandonar a profissão.
Ao falar de Araguatins, Mariluce citou R$ 29 milhões em investimentos destinados, segundo ela, à educação, à saúde e à infraestrutura do município. “No meu município, os números dizem. São R$ 29 milhões investidos”, afirmou.
A educadora diz que seu apoio a Dorinha nasceu da experiência de quem viu decisões do poder público chegarem à escola e à vida dos professores. “É um voto de gratidão e reconhecimento por tudo o que ela fez como secretária da Educação”, lembrou.
Por Edson e Edivaldo Rodrigues
O Paralelo13 publicou o último resultado da pesquisa Quaest na semana passada, contratada pelo Grupo Jaime Câmara, antes que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinasse sua suspensão. A decisão foi fundamentada em uma ação movida pelo candidato ao Senado, deputado federal Alexandre Guimarães, e trouxe à tona questionamentos sobre a transparência e a credibilidade dos levantamentos.
FUNDAMENTAÇÃO DA JUSTIÇA ELEITORAL

A Justiça Eleitoral do Tocantins apontou falhas graves na pesquisa: ausência de informações completas sobre o perfil sociodemográfico dos entrevistados, omissão de dados geográficos em 26 dos 134 setores censitários e impossibilidade de auditoria por partidos e Ministério Público. Segundo a decisão, esses problemas poderiam induzir o eleitor a erro, especialmente na reta final da campanha, quando pesquisas têm forte poder de influência sobre o chamado “voto útil”. A suspensão foi imediata e acompanhada da fixação de multa de R$ 20 mil em caso de descumprimento.
Em Goiás, decisão semelhante suspendeu os resultados da Quaest, também contratada pelo Grupo Jaime Câmara, sob argumentos de inconsistência metodológica e falta de transparência.
COMO FUNCIONAM O REGISTRO E A FISCALIZAÇÃO DE PESQUISAS

Toda pesquisa de intenção de voto destinada à divulgação pública deve ser registrada previamente no TSE com antecedência mínima de cinco dias. O registro é feito no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle) e deve conter:
• Nome do contratante e valor pago;
• Origem dos recursos utilizados;
• Metodologia completa, incluindo plano amostral, ponderação por sexo, idade, escolaridade, renda e área física da coleta;
• Sistema de controle interno da coleta de dados;
• Questionário aplicado;
• Nome e registro do estatístico responsável;
• Período da coleta de dados.
Após a divulgação, os institutos devem atualizar o sistema com os dados efetivamente coletados: tamanho real da amostra, perdas e recusas, métodos de ponderação e medidas de precisão estatística. Isso garante que partidos, candidatos e o Ministério Público possam fiscalizar e contestar eventuais irregularidades.
Portanto, quando uma pesquisa não apresenta dados completos ou impossibilita auditoria, como ocorreu com a Quaest, a Justiça Eleitoral considera a falha grave porque fere diretamente o princípio da transparência e pode comprometer a confiança pública no processo democrático.
EFEITOS PÓS-PRIMEIRO TURNO

O Observatório Político de O Paralelo13 aguarda os resultados das urnas nas eleições estaduais de Tocantins. Caso os números se aproximem dos resultados da pesquisa suspensa, será um ponto positivo para a credibilidade da empresa e para a candidatura da senadora Prof. Dorinha Seabra, apoiada pelo governador Wanderley Barbosa. Se houver divergência significativa, especialmente em relação à vantagem de 13 a 14 pontos sobre o deputado Vicentinho Júnior, a confiança nas pesquisas poderá ser abalada, dificultando a atuação da Quaest em futuros levantamentos.
ENFIM
O Observatório Político de O Paralelo13 prefere aguardar os resultados das urnas de 4 de outubro de 2026 para então se manifestar sobre a pesquisa Quaest suspensa pela Justiça Eleitoral tocantinense. Os fundamentos apresentados foram considerados incontestáveis, e com a suspensão também em Goiás, o tema da credibilidade das pesquisas eleitorais ganha ainda mais relevância neste momento decisivo.
Em outras palavras, a empresa de pesquisa Quaest — sua credibilidade, sua metodologia, seus resultados e sua seriedade — está em jogo caso os resultados das urnas venham totalmente desencontrados com os últimos números divulgados sobre a intenção de votos para o governo em território tocantinense. Até...

Em pronunciamento nas redes sociais, governador destacou que a transferência de Kauan Carvalho Martins ocorreu após avaliação médica e criticou o uso político do caso
Da Assessoria
O governador do Tocantins e presidente do Republicanos no estado, Wanderlei Barbosa, utilizou as redes sociais neste domingo, 27, para defender a atuação dos profissionais do Hospital Geral de Palmas (HGP) e rechaçar o que classificou como politização do caso do menino Kauan Carvalho Martins, de 5 anos. O paciente foi transferido na sexta-feira, 25, em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea, para o Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto (SP), onde será avaliado por uma equipe especializada. A transferência ocorreu após avaliação da equipe médica, autorização para o transporte e confirmação de vaga na unidade especializada.
O governador também afirmou que a decisão judicial relacionada ao caso deveria ser cumprida sem colocar em risco a segurança do paciente. "A gente sabe que não há por que o HGP segurar um paciente que precisa de tratamento em outro lugar. Se nós não oferecemos o tratamento, a pessoa precisa ser transferida. Nós lembramos que a mãe dele fez um manifesto, que nós respeitamos muito. É o desespero de uma mãe, mas, às vezes, as pessoas que a orientaram não sabiam, ou não queriam entender, que uma decisão judicial, para um paciente que está em um leito de UTI, depende de um encaminhamento ou de uma orientação médica. E nós esperamos essa orientação para que ela fosse dada no tempo certo, sem colocar em risco a vida do Kauan ", detalhou.
Ainda conforme Wanderlei Barbosa, o HGP prestou toda a assistência necessária durante o período de internação, até que a transferência pudesse ser realizada com segurança. O chefe do Executivo também criticou o que classificou como politização do caso e defendeu os profissionais da unidade.
"Eu acho que, quando a motivação política faz da maneira que fizeram nesse assunto, é porque essas pessoas não têm sentimento nem coração e não respeitam os nossos profissionais. Quando faltam com respeito ao HGP, faltam com respeito aos médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais do hospital. Dificuldades nós temos, e o Brasil inteiro tem. Basta analisar as pesquisas mais recentes para ver que todos os estados enfrentam o mesmo desafio na saúde. Mas nós melhoramos muito. Agora, este é um momento muito sensível por causa do processo eleitoral", acrescentou.
A transferência de Kauan para São Paulo passou a ser discutida judicialmente diante da necessidade de uma avaliação cardiológica especializada e da possibilidade de realização da cirurgia de Fontan, procedimento que ainda dependerá da análise da equipe médica que receberá o menino.
Com a chegada à unidade paulista, Kauan passará por avaliação da equipe especializada. A definição sobre a realização da cirurgia e as próximas etapas do tratamento dependerá dos exames e do parecer médico.
Tocantins está em grupo de 11 estados; análise é do Ceo e diretor da Quaest Felipe Nunes
Com Assessoria
Uma análise nacional publicada pelo g1 neste sábado, 26, coloca o Tocantins entre os estados onde há um favorito claro na disputa pelo governo e possibilidade de definição ainda no primeiro turno das Eleições 2026. No cenário tocantinense, o nome apontado é o da senadora e candidata ao Governo do Estado, Professora Dorinha (União Brasil).
A análise é assinada pelo cientista político Felipe Nunes, Ceo e diretor da Quaest, e considera o conjunto das pesquisas disponíveis até 25 de setembro. O estudo traça um panorama das 27 disputas estaduais e avalia onde o quadro eleitoral está mais próximo de uma definição já na votação de 4 de outubro.
Segundo a análise, 11 estados apresentam um favorito claro para vencer no primeiro turno: Amapá, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
O levantamento nacional aponta ainda que, considerando outros cenários em que candidatos se encontram próximos da maioria necessária, até 19 disputas estaduais podem terminar sem necessidade de segundo turno.
No Tocantins, a avaliação ocorre em meio a uma sequência de pesquisas que colocam Professora Dorinha na liderança da corrida pelo Palácio Araguaia. A Quaest está entre elas.
A liderança, percepção de crescimento e redução do universo de indecisos — que ajuda a explicar por que o Tocantins passou a integrar o radar nacional das disputas com possibilidade de definição antecipada.
A conta decisiva, entretanto, é feita sobre os votos válidos. Pela legislação eleitoral, para vencer uma disputa para governador no primeiro turno, o candidato precisa conquistar mais da metade dos votos válidos, excluídos brancos e nulos.
Quando os percentuais das pesquisas são convertidos para votos válidos, Dorinha se aproxima dessa linha, embora o cenário ainda não permita tratar uma eventual vitória no primeiro turno como resultado definido.
Outros levantamentos divulgados ao longo de setembro também colocaram a candidata à frente.
Pesquisa Real Time Big Data apontou Dorinha com 40% das intenções de voto, contra 33% de Vicentinho Júnior. Laurez Moreira apareceu com 7%, Ataídes Oliveira com 5%, Professor Witer Naves com 3% e Siqueira Campos Jr. com 2%.
Considerando apenas os votos válidos daquele levantamento, Dorinha chegou a 44%, enquanto Vicentinho alcançou 37%.
O Paraná Pesquisas também registrou vantagem da candidata. Dorinha apareceu com 40,6%, contra 34,1% de Vicentinho. Laurez Moreira marcou 6,5%, Siqueira Campos Jr. 4,9%, Ataídes Oliveira 2,8%, Du Pereira 0,5% e Professor Witer Naves 0,3%.
Na conversão para votos válidos apresentada pelo levantamento, Dorinha alcançou 45,3% e Vicentinho, 38,1%. No levantamento do Veritá, Dorinha também passa dos 45% dos votos válidos.
A presença do Tocantins entre os estados destacados na análise nacional acrescenta um novo ingrediente aos últimos dias de campanha. A disputa estadual, que durante meses foi acompanhada principalmente pelo eleitor tocantinense, passa a aparecer também nas projeções nacionais sobre quais governos poderão ser definidos já no primeiro domingo de outubro.
Isso, porém, não significa que a eleição esteja decidida. A candidata ainda não ultrapassou a barreira necessária.
Pesquisas eleitorais representam a intenção de voto dos entrevistados no momento em que são realizadas. A movimentação dos indecisos, o comparecimento às urnas e eventuais mudanças de escolha durante os últimos dias podem alterar a composição final dos votos válidos.
Por isso, a leitura mais segura é que Professora Dorinha chega à reta final em posição de liderança nas principais pesquisas divulgadas e com possibilidade matemática de disputar uma vitória ainda no primeiro turno.
A análise nacional reforça esse cenário ao colocar o Tocantins entre as 11 unidades da Federação onde atualmente existe um favorito claro.
Faltando poucos dias para a abertura das urnas, pesquisas e projeções ajudam a desenhar o cenário. Mas existe uma velha máxima da política que permanece atual eleição após eleição: pesquisa registra o momento; quem determina o resultado é o eleitor.
No dia 4 de outubro, será a urna que dará a palavra definitiva. Leia a análise de Felipe Nunes neste link: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2022/pesquisa-eleitoral/noticia/2026/09/26/eleicoes-governador-1o-turno-analise-felipe-nunes.ghtml.