Intervenções na Ponte Governador José Wilson Siqueira Campos ocorrem de segunda a sexta-feira, das 20 às 5 horas, com controle de fluxo para acelerar a obra e garantir a segurança de usuários e trabalhadores
Da Assessoria
O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto), inicia nesta quarta-feira, 21, os serviços noturnos no trecho da Ponte Governador José Wilson Siqueira Campos, que liga Palmas a Luzimangues, distrito de Porto Nacional. Durante as intervenções, o tráfego será controlado pelo sistema Siga e Pare, de segunda a sexta-feira, das 20 às 5 horas, com o objetivo de agilizar a execução das obras, além de garantir mais segurança para as equipes e usuários e dar maior ritmo aos serviços no local.

Presidente da Ageto, Túlio Parreira Labre, destaca a importância das intervenções para a segurança e a mobilidade da população
O presidente da Ageto, Túlio Parreira Labre, destaca a importância das intervenções para a segurança e a mobilidade da população. “Essas obras são fundamentais para garantir a segurança da ponte e melhorar a mobilidade urbana de quem utiliza diariamente essa ligação tão importante entre Palmas e Luzimangues. Com planejamento e responsabilidade, trabalhamos para entregar uma estrutura mais segura, moderna e eficiente para a população tocantinense”, frisa.
O sistema Siga e Pare continuará sendo aplicado também durante o dia, com intervalo entre 17 e 20 horas, período de maior fluxo de veículos. A Ageto explica que nem todos os serviços podem ser executados no período noturno, sendo necessário manter parte das atividades durante o dia.

Durante as intervenções, o tráfego será controlado pelo sistema Siga e Pare, de segunda a sexta-feira, das 20 às 5 horas
A Agência orienta os condutores para que respeitem a sinalização, reduzam a velocidade e sigam corretamente as orientações da equipe de apoio, contribuindo para a segurança de todos e para o andamento adequado dos serviços. A Agência segue monitorando e fiscalizando cada etapa da obra, com foco na qualidade, na segurança e na melhoria do trânsito na região.
“O objetivo é garantir a execução segura dos serviços na ponte. Para isso, foi necessária a adoção do sistema Siga e Pare, já que não é possível manter as duas pistas liberadas simultaneamente durante as intervenções. Orientamos os motoristas a redobrarem a atenção e seguirem a sinalização para a segurança de todos", reforça o técnico em segurança no trabalho e responsável pelo Siga e Pare, Clézio Curcino de Andrade Xavier.
Andamento das obras
As obras de requalificação da Ponte Governador José Wilson Siqueira Campos seguem em ritmo acelerado e dentro do cronograma estabelecido. Atualmente, 34% do projeto já foi executado, com etapas relevantes concluídas, como a implantação do colchão drenante e a recuperação do pavimento asfáltico.
No momento, estão em andamento os trabalhos de manutenção de talude, drenagem, remoção do guarda-rodas e o início da construção da estrutura da ciclopassarela. As próximas etapas incluem a conclusão dos serviços em execução, além da pavimentação final, da sinalização viária e da implantação do sistema de iluminação.
Reag, gestora do fundo, é investigada por participar de fraudes do Banco Master; ministro do STF e seus familiares não enviaram resposta
Por Guilherme Seto
O fundo que comprou R$ 20 milhões em ações do resort Tayayá, dos irmãos do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli, transferiu todos os ativos que detinha para uma offshore das Ilhas Virgens Britânicas, cujos proprietários não são conhecidos.
O procedimento é semelhante ao identificado pela Polícia Federal na investigação sobre o Banco Master, com supervalorização de ativos em curto período e dificuldade para identificar o destinatário final do dinheiro.
A liquidação do fundo foi feita em duas etapas. Em assembleia de 5 de novembro de 2025, a Arleen Fundo de Investimentos decidiu que entregaria seus ativos para a offshore Egide I Holding por meio de cotas. O valor da unidade era de R$ 1,51, e o montante somava R$ 11,5 milhões.
Um mês depois, em 4 de dezembro, o fundo decidiu aumentar o valor das cotas em quase 45.000%. O preço unitário saltou para R$ 679,13, e o montante repassado a offshore foi fixado em R$ 33,9 milhões.
Após a valorização das cotas da Egide I Holding, o fundo repassou 100% do seu dinheiro para administração da offshore no paraíso fiscal. O valor inclui as ações do resort que pertenciam à família de Toffoli.
Por ser um paraíso fiscal, as Ilhas Virgens Britânicas dificultam o acesso a informações básicas sobre as companhias registradas no país, como seus proprietários. Segundo o portal i-BVI, que mantém uma base de dados sobre as empresas do país, a offshore foi aberta em março de 2025.
Os dados da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) não mostram o exato momento em que a Egide I Holding entrou na carteira de investimentos da Arleen.

O primeiro registro que vincula a offshore ao fundo foi a compra feita pela Arleen de ações da própria offshore no valor de R$ 11,5 milhões -o valor de mercado dos ativos da companhia era bem menor, avaliado em R$ 1,9 milhão.
A Egide I Holding, além de ter ações no fundo, era a única empresa que possuía cotas do fundo Arleen. Na prática, segundo a CVM, ela recebeu valores acima dos praticados no mercado e ainda ficou com todos os ativos do fundo em seu encerramento.
A supervalorização de ativos em curto período é um dos elementos identificados pela Polícia Federal na fraude financeira do Banco Master. Os investigadores suspeitam que os fundos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro compravam ativos podres e comercializavam no mercado a preços muito mais altos.
No caso do fundo Arleen, não é possível descobrir pelos canais oficiais quem foi o beneficiado pela supervalorização das cotas da offshore Egide I Holding.
A Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia era um fundo administrado pela Reag Investimentos. A empresa está na mira da Polícia Federal pela suspeita de ter atuado num esquema financeiro ilícito em parceria com o Banco Master. Na quinta-feira (15), o Banco Central decretou a liquidação da Reag.
A investigação da Polícia Federal, com informações do BC, revelou que o Banco Master criou uma estrutura complexa, formada por fundos da Reag, para comprar ativos podres e forjar uma valorização rápida dos investimentos do grupo.
A Arleen foi criada em junho de 2021. Seu primeiro investimento foi a compra de 65.850 ações da Tayayá Administração e Participações Ltda. Seis meses antes, os irmãos de Dias Toffoli haviam comprado 33% do Tayayá -um resort em Ribeirão Claro (PR), como mostrou o jornal Folha de S.Paulo.
Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo mostrou que o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Master, é proprietário de fundos de investimento que compraram participação no Tayayá. O empresário afirmou que deixou o fundo em 2022.
Além dos irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, o primo do ministro do STF, Mario Umberto Degani, também teve participação no resort. Hoje o local está sob controle do advogado goiano Paulo Humberto Barbosa. Procurado, ele não enviou resposta à reportagem.
Toffoli é relator do caso Master no STF, e suas decisões têm sido criticadas por supostamente dificultarem o avanço das investigações. Mais recentemente, ele decidiu diminuir de 6 para 2 dias o prazo para que a PF colha os depoimentos de investigados, por exemplo.
Em nota, a defesa de Vorcaro afirma que ele não tem qualquer conhecimento ou envolvimento com as operações dos fundos mencionados e que as associações citadas são falsas.
A Reag disse à reportagem que não iria se manifestar. Procurados, Dias Toffoli, seus irmãos e seu primo não enviaram resposta.
Líderes das 13 Superintendências Regionais de Educação participam do encontro com foco na recomposição das aprendizagens, tecnologias educacionais e Educação de Território
Por Núbia Daiana Mota
O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), realiza nos dias 20 e 21 de janeiro, em Palmas, a primeira Formação Continuada PROFE Líderes Docentes de 2026. A abertura aconteceu na Escola Estadual Professora Elizângela Glória Cardoso, e reuniu cerca de 1.600 professores, coordenadores de área e técnicos pedagógicos das 13 Superintendências Regionais de Educação (SREs).
A primeira formação do ano contou com a palestra do psicólogo e escritor Rossandro Klinjey, com o tema Educar é um ato coletivo: ninguém transforma a escola sozinho. Para garantir a participação de todos os inscritos, os educadores foram organizados em dois grupos de 800 pessoas, com a palestra ministrada nos turnos matutino e vespertino.

A coordenadora de Araguaína, Joana Caroline, contou que a formação é um momento de aprendizado e trocas
O palestrante abordou relações interpessoais e autoconhecimento, necessários para o sucesso das atuação do profissionais da educação. “É fácil acusar o sistema, a gestão, o coordenador, a direção, os colegas, os pais ou os alunos, mas a grande questão é a minha parte nesse processo. Eu não posso controlar o sistema todo, mas posso transformar aquilo que depende só de mim. A educação vai além da transmissão de conteúdos. Envolve o desenvolvimento de competências emocionais, virtudes humanas”, enfatizou.
PROFE Líderes Docentes
As formações do PROFE Lideres buscam consolidar, por meio do Regime de Colaboração, um programa de aprimoramento contínuo que integra a Educação de Território, as tecnologias educacionais e o processo permanente de Recomposição das Aprendizagens.

O psicólogo e escritor Rossandro Klinjey falou sobre o poder transformador da escola
Durante o evento que marca o início da agenda formativa da rede em 2026, o secretário de Estado da Educação, Fábio Vaz, reforçou o compromisso do Governo do Estado com a aprendizagem e a valorização dos profissionais da educação como eixo essencial da política educacional do Estado.
“O PROFE Líderes Docentes tem como propósito garantir que nossas escolas avancem com unidade, qualidade e compromisso com a aprendizagem de cada estudante. Quando investimos em formação continuada, estamos investindo diretamente na aprendizagem e valorizando o educador, que sustenta a escola todos os dias”, afirmou o secretário.
A superintendente de Educação Básica, Celestina Maria, destacou que a primeira formação marca um ano de consolidação das políticas educacionais da rede. “Estamos discutindo os rumos que vamos tomar em 2026, com foco nos resultados e na aprendizagem dos nossos alunos. Cada profissional é parte desse processo e exerce papel de liderança”, afirmou.
Competências
Os participantes ressaltaram que o encontro contribuiu diretamente para aprimorar práticas pedagógicas e fortalecer o trabalho coletivo dentro das unidades escolares. A coordenadora pedagógica do Colégio de Aplicação de Araguaína, Joana Caroline, avaliou a formação como um momento de integração e troca de experiências entre educadores de diferentes regiões. “É um momento de muita expectativa, em que aprendemos uns com os outros e refletimos sobre práticas que realmente possam ser aplicadas na sala de aula”, ressaltou.

O pesquisador Natanael Santos envolveu os educadores com historiografia afro-indígena e pertencimento
Para o coordenador de área de Ciências Humanas, José Thiago Parente de Oliveira, do Centro de Ensino Médio Presidente Castelo Branco, em Colinas do Tocantins, a formação amplia o olhar sobre o papel da escola. “Não é mais discutir apenas o conhecimento, mas também as emoções, trabalhando o socioemocional dos alunos e dos próprios professores”, destacou.
Já o coordenador da Escola Ministro Ney Braga, do município de Buriti do Tocantins, Gilberto Palheta, ressaltou a importância das temáticas abordadas durante a formação. “As discussões sobre psicologia e outras áreas nos ajudam a nos transformar enquanto educadores e a fortalecer o ambiente escolar”, concluiu.
Programação
O primeiro dia do encontro contou ainda com a palestra de Natanael Santos, pesquisador no campo da historiografia africana desde 1983 e membro fundador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Unicamp. Ao lado da banda Griô, ele abordou a história dos povos negros e indígenas e destacou o papel dos líderes no processo educacional.

Celestina Maria Souza, enfatizou que 2026 é um ano de consolidação das políticas educacionais na rede
“Precisamos reconhecer a contribuição desses povos e levar para as escolas as referências dos nossos heróis e heroínas negros e indígenas, contando a história de forma contextualizada para fortalecer o pertencimento e a identidade afro-ameríndia dos estudantes”, destacou.
As demais atividades formativas seguem no dia 21, no Colégio Militar do Estado do Tocantins Senador Antônio Luiz Maia, na Escola Estadual Frederico José Pedreira Neto e na Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera, todas na capital.
Intervenção contempla 11 mil m² de pavimento a ser recuperado na região
Por Alcione Luz
As obras de recuperação do pavimento na marginal leste da BR-010, na região de Taquaralto, sul de Palmas, avançaram em mais um trecho. Nesta segunda-feira, 19, as equipes iniciaram o recapeamento em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) num trecho que compreende cerca de 8 mil m² de recuperação asfáltica. O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira, e o secretário municipal de Infraestrutura e Habitação, Paulo Cezar Monteiro, estiveram no local para acompanhar o andamento da obra.
A primeira fase da intervenção, que corresponde a aproximadamente 3 mil m², já foi finalizada. Com isso, o trecho total em execução soma cerca de 11 mil m² de obras, realizadas pela Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação.
A ampliação dos serviços atende a uma demanda dos moradores e usuários da via, que apresentava pontos críticos no asfalto. Além de melhorar as condições de trafegabilidade na região, a obra reforça a importância da marginal leste da BR-010 como corredor comercial estratégico para o sul da Capital. A via é fundamental para o deslocamento da população aos estabelecimentos comerciais de Taquaralto e para o acesso ao centro da cidade.
Manifestações na pré-campanha e conteúdos digitais estão entre temas propostos pela corte eleitoral
Da Agência Brasil
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou nesta semana 12 minutas com propostas de alterações nas regras para as Eleições 2026. As mudanças tratam de calendário eleitoral, manifestações na pré-campanha, pesquisas eleitorais, critérios para distribuição de recursos eleitorais e responsabilidade pela remoção de conteúdos digitais com ataques ao processo eleitoral, entre outros temas.
Desde segunda-feira (19), qualquer cidadão ou entidade que queira opinar sobre as regras para as Eleições 2026 pode usar um formulário eletrônico para enviar contribuições. As sugestões serão recebidas até 30 de janeiro.
Terminado o prazo, o TSE deverá selecionar as melhores propostas para serem apresentadas em uma série de audiências públicas marcadas entre os dias 3 e 5 de fevereiro. Pela Lei das Eleições, o plenário do TSE tem até 5 de março do ano eleitoral para debater e aprovar todas as normas.
Conforme determinado pela Constituição, o primeiro turno das Eleições 2026 ocorrerá em 3 de outubro, primeiro domingo do mês, e o segundo turno, em 31 de outubro, último domingo. Neste ano, os eleitores devem votar para presidente, governador e senador, além de deputados federal, estadual e distrital.
Redes sociais e IA

Como de praxe, as minutas de resolução eleitoral foram assinadas pelo vice-presidente do TSE, posto atualmente ocupado pelo ministro Nunes Marques.
Entre as principais sugestões está o aumento da responsabilidade das plataformas de redes sociais por conteúdos que promovam ataques ao processo eleitoral. O ministro propôs que as empresas provedoras sejam obrigadas a retirar do ar as publicações mesmo sem autorização judicial.
Pela regra vigente, que valeu para as últimas eleições municipais, os provedores de serviços de redes sociais somente poderiam ser responsabilizados caso descumprissem alguma decisão judicial. Nunes Marques propôs aumentar o rigor contra esse tipo de conteúdo.
O ministro, contudo, deixou inalteradas as regras sobre a utilização de inteligência artificial durante a campanha. Em 2024, o TSE aprovou uma série de normas para o uso de IA na propaganda eleitoral, incluindo a vedação do chamado deep fake ─ conteúdo fabricado em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos e que tenha sido gerado ou manipulado digitalmente para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia.
Pré-campanha
O ministro também incluiu novas exceções para o comportamento de candidatos na pré-campanha. Ele propôs, por exemplo, liberar as lives em perfis nas redes sociais de pré-candidatos, desde que essas transmissões ao vivo não tenham pedidos de votos ou menções às pré-candidaturas.
Ele também propôs regras mais claras para isentar pessoas naturais por críticas feitas à administração pública atual, mesmo se feita com a contratação de impulsionamento na internet, “desde que ausentes elementos relacionados à disputa eleitoral”, escreveu o ministro.
A proposta assinada por Nunes Marques libera as manifestações espontâneas “em ambientes universitários, escolares, comunitários ou de movimentos sociais, respondendo os responsáveis por eventuais abusos nos termos da lei”. A exceção seria válida somente se a presença do pré-candidato no local ou o evento não tiverem sido financiados, direta ou indiretamente, por pré-candidatas, pré-candidatos, partidos ou federações.
Em relação ao financiamento de campanha, Nunes Marques sugeriu, por exemplo, que os partidos possam alterar os critérios de distribuição dos recursos até o 30 de agosto, desde que a mudança seja justificada. Tais critérios devem ser aprovados pela maioria do diretório nacional das siglas.