Conversas apreendidas pela PF mostram Vorcaro autorizando a compra de uma garrafa de Macallan 1945 para presentear o petista
Com O Antagonista - revista Veja
Mensagens apreendidas no celular de Daniel Vorcaro mostram o ex-banqueiro ordenando a um funcionário que comprasse uma garrafa de uísque The Macallan, avaliada em cerca de R$ 500 mil, para presentear o presidente Lula (PT).
As conversas, datadas de 29 de outubro de 2024, foram divulgadas pela revista Veja.
“Pode ver se Aurel consegue uma garrafa Macallan 1945 naquela loja de Londres. Preciso dar pro Lula”, escreveu Vorcaro.
“Vejo. Você quer essa garrafa onde?”, respondeu o contato salvo como “Leo Serrano Giunchetti”.
Vorcaro disse ao funcionário que pagaria uma pessoa exclusivamente para trazer a encomenda ao Brasil. Em seguida, o interlocutor enviou ao ex-banqueiro uma foto de uma garrafa do raro uísque.
“Dani, achamos esse por enquanto. Rótulo não está 100%, o que acha? Está na casa dos 80 mil euros ou mais. Estamos atrás de outros com o rótulo mais inteiro. Te aviso em breve?”
Vorcaro autorizou a compra: “Tá ótimo”.
O funcionário respondeu: “Virá de Dubai num voo amanhã! Chega na quinta, ok?”
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Walfrido Warde e um “abraço de Lula”
No mesmo ano, o advogado Walfrido Warde transmitiu a Vorcaro um “abraço” do presidente Lula após um encontro com o petista.

Segundo Warde, Lula “agradeceu mais uma vez” o whisky.
“Querido, estive com o PR hoje. Ele me perguntou se você estava bem e mais tranquilo. Eu lhe disse que sim. Ele agradeceu mais uma vez o whisky e mandou um abraço. Outros detalhes eu conto pessoalmente”, escreveu Warde para Vorcaro em 22 de janeiro.
Vorcaro respondeu com um emoji de coração.
Lula e Vorcaro
A conversa ocorreu 49 dias após a conhecida reunião entre Lula e Vorcaro, em 4 de dezembro de 2024. O encontro foi mediado pelo ex-ministro Guido Mantega e contou com a presença de Gabriel Galípolo, à época indicado para assumir o Banco Central (BC), e do ministro Rui Costa (Casa Civil).
Em outro diálogo, de 30 de abril de 2024, Warde já havia tentado intermediar um encontro do então dono do Master com o presidente Lula. Ele diz ter sido procurado pelo então chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
“Fala, Dani, tudo bem? Deixa eu te falar, acabei de receber uma ligação do Marcola, secretário pessoal do presidente, cobrando o teu e-mail. Manda para mim o e-mail sobre os assuntos que você gosta de falar, os interesses do grupo, eu ajeito aqui e eu mesmo mando o e-mail. Eu mesmo mando do meu endereço eletrônico, dizendo, ‘olha, na qualidade de advogado do doutor Daniel Vorcaro, eu gostaria de pedir uma reunião com o presidente da República sobre tais e quais assuntos’, tá? Porque ele tá esperando isso para poder marcar”, afirmou Warde.
De acordo com O Globo, Warde recebeu R$ 27 milhões do banco de Vorcaro em 2025.
O advogado deixou a defesa do ex-banqueiro após o executivo decidir negociar um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal, que não saiu do papel até hoje.
Ministério Público Eleitoral constatou novas publicações irregulares, mesmo após decisões judiciais, aplicação de multas e suspensão anterior; página deverá permanecer indisponível até o dia do segundo turno
Com Assessoria
O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) determinou, nesta quarta-feira (21), a ampliação da suspensão integral do perfil Direita Palmense (@direitapalmense), administrado por Thiago Marasca Moura, após reconhecer o reiterado descumprimento de decisões judiciais que proibiam a página de realizar propaganda eleitoral. A nova decisão, proferida pelo juiz Roniclay Alves de Morais, determina que a Meta suspenda o perfil no prazo de 12 horas após a notificação, mantendo-o indisponível até as 17h do próximo domingo (25), data do segundo turno das eleições.
A medida representa um novo capítulo de uma série de ações judiciais propostas pela Coligação União pelo Tocantins, da candidata ao Governo do Estado Professora Dorinha.
Desta vez, o próprio Ministério Público Eleitoral apresentou, no dia 20 de outubro, manifestação requerendo providências urgentes diante da continuidade das irregularidades.
O histórico de infrações e descumprimentos não é recente
Desde agosto, o Direita Palmense e seu administrador são alvo de decisões judiciais que proíbem expressamente a divulgação de propaganda eleitoral favorável ou contrária a candidatos. Em 24 de agosto, a desembargadora Silvana Maria Parfieniuk determinou a remoção de 422 postagens e fixou multa de R$ 5 mil por publicação irregular, além da majoração de penalidade eleitoral para R$ 30 mil.
Mesmo diante dessas determinações, novas representações foram apresentadas em outubro. No dia 8, duas decisões judiciais voltaram a atingir o perfil: uma determinou a retirada de publicações sob multa diária de R$ 5 mil, enquanto outra estabeleceu a suspensão integral da página por 72 horas e proibiu Thiago Marasca de divulgar ou impulsionar novos conteúdos eleitorais, sob pena de multa de R$ 10 mil por nova infração. A suspensão foi cumprida pela plataforma, mas, conforme constatou posteriormente o Ministério Público, o perfil retomou a divulgação de propaganda eleitoral após o encerramento do prazo.
A sucessão de multas e sanções financeiras não foi suficiente para impedir a continuidade das irregularidades.
Na fundamentação da nova decisão, o magistrado destacou que o representado demonstrou absorver as penalidades pecuniárias anteriores como “mero custo operacional de sua atividade”. Diante disso, considerou necessária a ampliação da suspensão, por entender que as medidas anteriormente adotadas não produziram o efeito necessário para assegurar o cumprimento das ordens judiciais.
Além da suspensão, a Justiça determinou a remoção de nove publicações no prazo de 24 horas e ordenou que Thiago Marasca desfaça as marcações indicadas na decisão, inclusive em seu perfil pessoal. O dispositivo também manteve multa de R$ 10 mil por novo descumprimento ou dia de atraso. Os valores eventualmente devidos pelas infrações já reconhecidas serão apurados na fase de julgamento do mérito, podendo ampliar as consequências financeiras do histórico de desobediência.
Procedimento administrativo vai verificar se estrutura sobre o Córrego Buritirama foi construída ou reformada de forma definitiva e segura
Com Assessoria
A situação de uma ponte sobre o Córrego Buritirama, na zona rural de Monte do Carmo, que há mais de dois anos preocupa moradores da região do Café da Zefa, voltou a ser objeto de atuação do Ministério Público do Tocantins (MPTO). A Instituição instaurou um procedimento administrativo para verificar o cumprimento de uma decisão judicial que determinou ao município a construção ou reforma definitiva da estrutura, com prazo de 90 dias para a execução da obra.
A decisão proferida no último dia 8 de outubro é resultado de uma Ação Civil Pública (ACP) proposta pela 7ª Promotoria de Justiça de Porto Nacional após sucessivas tentativas de solucionar o problema, extrajudicialmente, junto à Prefeitura. A ponte é utilizada pelos moradores para chegar à cidade e acessar serviços essenciais, incluindo transporte escolar.
O promotor de Justiça Luiz Antônio Francisco Pinto determinou à equipe da promotoria que seja feito contato com o representante dos moradores, Genivaldo Martins Cirilo, para verificar se a obra foi realizada e se a estrutura apresenta condições adequadas de segurança e tráfego.
As informações obtidas serão registradas no procedimento administrativo e poderão subsidiar novas medidas judiciais, caso seja constatado o descumprimento da decisão.
Reclamações começaram em 2024
O problema chegou ao conhecimento do MPTO em setembro de 2024, após moradores da região denunciarem as condições precárias da ponte, construída provisoriamente com madeira de baixa resistência e sem cabeceiras adequadas. Segundo os relatos, a estrutura apresentava sinais de deterioração e oferecia riscos à passagem de veículos e pedestres.
Na tentativa de resolver a situação sem recorrer à Justiça, o MPTO instaurou investigação e promoveu reuniões com representantes da comunidade e da Prefeitura, em novembro de 2024 e janeiro de 2025. Na última reunião, a administração municipal informou que realizaria a obra após o período chuvoso. Entretanto, mesmo após novas cobranças da Promotoria e reclamações dos moradores, a construção não foi iniciada. Em setembro de 2025, o município alegou limitações orçamentárias, sem apresentar um cronograma para a execução dos serviços.
Diante da ausência de uma solução, o MPTO ajuizou a Ação Civil Pública que resultou na decisão judicial de 8 de outubro. Agora, a Instituição acompanha o cumprimento da determinação para garantir que os moradores da região do Café da Zefa tenham uma travessia segura e permanente.
Ação aponta que o número de servidores temporários supera o de efetivos e pede prazo de 180 dias para aplicação das provas de concurso público
Por Jakelyne Monteiro
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) ajuizou Ação Civil Pública (ACP), com pedido de tutela de urgência, para obrigar o Município de Guaraí a realizar concurso público e regularizar a contratação de servidores temporários.
A medida foi proposta pela 3ª Promotoria de Justiça de Guaraí, após investigação identificar que o município mantém um número de servidores temporários superior ao de efetivos, sem a realização de concurso público geral para reposição do quadro de pessoal desde 2016.
De acordo com a ACP, uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE/TO) identificou que, em novembro de 2025, dos 1.076 servidores vinculados à administração municipal, 562 eram contratados temporariamente e apenas 425 ocupavam cargos efetivos.
O promotor de Justiça Milton Quintana destacou que o TCE, por meio do Acórdão nº 508/2026, julgou irregulares os atos de gestão relacionados às contratações temporárias, aplicou multa à prefeita do município e determinou providências para a realização de concurso público.
No entanto, as medidas adotadas pela Prefeitura foram insuficientes para solucionar o problema. Entre as iniciativas apresentadas pelo município está a abertura de procedimento para contratação de banca organizadora de concurso público destinado ao preenchimento de 104 vagas para professores de nível superior. Entretanto, a medida não contempla outras áreas da administração, como Saúde, Assistência Social e Quadro Geral.
Outro ponto destacado pelo Ministério Público é o possível comprometimento da sustentabilidade financeira do Regime Próprio de Previdência Social do município (Guaraí Prev), em razão da ausência de ingresso regular de novos servidores efetivos.
Pedidos à Justiça
Na ação, o MPTO requer que a Justiça determine ao Município de Guaraí a suspensão de novas contratações temporárias no prazo de 60 dias, exceto em situações de excepcional interesse público, devidamente justificadas.
No mesmo prazo, o município deverá, encerrar os contratos temporários considerados irregulares e iniciar formalmente os procedimentos administrativos necessários à realização de concurso público amplo, contemplando o Quadro Geral, a Saúde, a Assistência Social e as demais secretarias municipais.
O Ministério Público também solicita que as provas do concurso sejam aplicadas no prazo máximo de 180 dias.
Multa
Em caso de descumprimento de qualquer uma das determinações judiciais solicitadas, o MPTO pede a aplicação de multa diária de, no mínimo, R$ 5 mil.
Colégio de Procuradores de Justiça também escolheu Octahydes Ballan Júnior para a coordenação do CaoCrim e Rodrigo de Souza para integrar o Gaema
Da Assessoria
A procuradora de Justiça Maria Cotinha Bezerra Pereira foi eleita, nesta segunda-feira, 19, corregedora-geral do Ministério Público do Tocantins (MPTO) para o biênio 2027/2028. A escolha ocorreu durante votação realizada pelo Colégio de Procuradores de Justiça (CPJ), na qual recebeu 10 votos do total de 15 votantes. Maria Cotinha sucederá o atual corregedor-geral, procurador de Justiça Moacir Camargo de Oliveira.
Na ocasião, também foram escolhidos, por aclamação, os promotores de Justiça Octahydes Ballan Júnior, para coordenar o Centro de Apoio Operacional Criminal (CaoCrim), e Rodrigo de Souza, para integrar o Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (Gaema).
Após a divulgação do resultado, Maria Cotinha recebeu os cumprimentos de integrantes do colegiado. Na ocasião, parabenizou o procurador de Justiça Marcelo Sampaio, que também se candidatou ao cargo, e destacou a importância de um processo eleitoral democrático e tranquilo. A corregedora-geral eleita ressaltou ainda, que conta com a colaboração dos membros do Colégio de Procuradores de Justiça durante sua gestão.
Conheça os membros eleitos
Maria Cotinha Bezerra Pereira
Procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado do Tocantins, com 35 anos de atuação na instituição. Doutoranda em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos na Universidade Federal do Tocantins (UFT). Tem Mestrado Profissional em Prestação Jurisdicional e Direitos. Tem Mestrado Profissional em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos pela ESMAT/UFT e especialização em Direito Penal e Processual Penal, também em Estado de Direito e Combate à Corrupção. Sua trajetória profissional destaca-se pela dedicação ao aprimoramento acadêmico e compromisso com a promoção da justiça, cidadania e igualdade. Defende ativamente a representatividade feminina e étnico-racial.
Octahydes Ballan Júnior
Promotor de Justiça do Ministério Público do Tocantins (MPTO), com 22 anos de atuação na instituição, é pós-doutorando em Direito Processual Penal pela Universidade de São Paulo (USP), doutor e mestre em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), com especializações nas áreas de Ciências Criminais, Direitos Humanos e Combate à Corrupção. Também atua como professor em instituições de ensino superior e escolas jurídicas. Ao longo da carreira, exerceu funções na Administração Superior do MPTO, incluindo a coordenação do CaoCrim (2012/2014) e do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (2019/2020), além de ter atuado como assessor da Corregedoria-Geral e membro auxiliar da Procuradoria-Geral da República, com atuação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente é promotor de meio ambiente em Palmas e coordenador de Pesquisa da Escola Superior do MPTO.
Rodrigo de Souza
Promotor de Justiça do Ministério Público do Tocantins (MPTO), com dois anos e meio de atuação na instituição, é graduado em Direito pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e pós-graduando em Estratégias de Combate ao Crime Organizado pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Cesaf/ESMP). Atualmente, responde, em substituição, pela Promotoria de Justiça Regional Ambiental da Bacia do Alto e Médio Tocantins e pela 1ª Promotoria de Justiça de Miracema do Tocantins, com atuação na área criminal. Anteriormente, atuou como servidor público federal na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Sua trajetória profissional é marcada pelo compromisso com a ética, a promoção da justiça e a proteção ao meio ambiente.