Candidata ao Governo defendeu a valorização de efetivos, contratados e comissionados e disse que pretende discutir plano de saúde e direitos dos profissionais com contratos temporários

 

 

Da Assessoria

 

O candidato a deputado federal Fábio Vaz (REP) participou, na noite desta terça-feira, 15, de um encontro que reuniu professores e outros profissionais da educação em apoio à candidatura da Professora Dorinha (UB) ao Governo do Tocantins. Durante o evento, Dorinha relacionou a execução de suas propostas para o setor à eleição de representantes comprometidos com a pauta e pediu votos para Fábio, ex-secretário de Estado da Educação.

 

Em seu discurso, Fábio afirmou que considera educadores todos os profissionais que trabalham no ambiente escolar e destacou sua ligação pessoal e profissional com a educação pública. Filho de professora e egresso da rede pública, o candidato disse que pretende levar ao Congresso Nacional um olhar voltado à realidade das escolas.

 

“É com muito orgulho e felicidade que faço parte dessa família de educadores. Para mim, todo mundo que está do muro para dentro da escola é educador. Temos os professores, que conduzem o trabalho pedagógico, e toda uma equipe que trabalha por uma educação melhor”, declarou.

 

Fábio também defendeu a eleição de representantes que conheçam as necessidades da comunidade escolar. “Aqui está um filho de professora, alguém que acredita na educação pública e que é fruto da educação pública. Precisamos ter representantes no Congresso Nacional com um olhar para dentro das escolas”, afirmou.

 

 

Na mesma fala, o candidato defendeu uma alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para reduzir de 200 para 180 o número de dias letivos.

 

Em sua fala, Dorinha disse que pretende ampliar a valorização dos trabalhadores da área, independentemente do vínculo com o Estado. A candidata citou servidores efetivos, contratados e comissionados e afirmou que, no cotidiano das unidades de ensino, todos exercem funções essenciais para garantir a educação pública.

 

“No espaço da escola, não faz diferença se você é nomeado, contratado ou efetivo. O seu trabalho é tão importante para a garantia da educação”, declarou.

 

Dorinha também lembrou que assinou, ao lado de Fábio Vaz, uma carta de compromissos com a categoria e afirmou que pretende tratar do acesso ao plano de saúde e de outros direitos dos profissionais contratados.

 

A candidata reconheceu medidas adotadas pela atual gestão estadual, como a realização de concurso público após mais de uma década, e disse que pretende dar continuidade aos programas já em andamento. Entre as propostas mencionadas estão a retomada e ampliação do Salão do Livro e a criação de uma política estadual voltada à educação infantil, com apoio aos municípios para a construção de creches destinadas a crianças de zero a três anos.

 

Ao falar sobre a composição política necessária para executar as propostas, Dorinha pediu a eleição de Fábio Vaz para a Câmara dos Deputados e citou outros candidatos alinhados ao seu projeto.

 

Segundo ela, o apoio de representantes no Congresso Nacional será decisivo para viabilizar projetos e buscar recursos para a educação. “Seu Fábio, faça o favor de ganhar a eleição, porque eu preciso de ajuda e de recursos. Nós, da educação, sabemos fazer, sabemos cuidar e vamos trabalhar por todos os tocantinenses”, declarou.

 

Apoios à candidatura de Fábio Vaz

 

 

O candidato a vice-governador Atos Gomes (REP) destacou a passagem de Fábio Vaz pela Secretaria de Estado da Educação e declarou apoio à sua candidatura. “Fábio, você é meu amigo, meu irmão e meu deputado. Parabéns por todo o trabalho que você fez na educação. A educação tem a oportunidade de eleger esse grande homem, que foi prefeito, fez muito pela área e vai ajudar a professora Dorinha”, afirmou.

 

O candidato ao Senado Eli Borges (REP) também defendeu o nome de Fábio para a Câmara Federal. Ao citar a convivência entre os dois durante a campanha, classificou o candidato como um parceiro presente e afirmou que, em sua avaliação, Fábio foi “o melhor secretário da Educação”.

 

O governador Wanderlei Barbosa (REP) pediu votos para Fábio Vaz, número 1020, e atribuiu à gestão do ex-secretário parte dos resultados alcançados pelo Estado na alfabetização. Segundo Wanderlei, o percentual de crianças alfabetizadas na idade certa saiu de 14% e superou 60% no ano passado.

 

“Na educação, eu tenho muito trabalho que fiz, e um secretário me deu tranquilidade para trabalhar. Por isso, peço à educação do nosso estado o voto no professor Fábio Vaz, número 1020. Esse é o meu candidato”, declarou o governador.

 

O encontro foi encerrado com Dorinha agradecendo a mobilização dos profissionais. A candidata afirmou que aquela foi uma das noites mais marcantes de sua campanha e disse assumir a responsabilidade de corresponder à confiança recebida.

 

 

Posted On Quinta, 17 Setembro 2026 06:53 Escrito por O Paralelo 13

Ação começa na segunda-feira, 21, e vai identificar as moradias que ainda não possuem título de propriedade para viabilizar a regularização dos imóveis

 

 

Texto: Alcione Luz

 

 

Os moradores do conjunto habitacional do Setor Lago Sul, na região sul de Palmas, que ainda não receberam o título de propriedade de seus imóveis serão contemplados com uma ação de regularização promovida pela Prefeitura de Palmas. A partir da próxima segunda-feira, 21, técnicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação (Seihab) estarão no setor para realizar um levantamento das moradias que ainda não possuem a documentação definitiva. A Seihab estima que cerca de 300 imóveis do conjunto habitacional ainda estão sem titulação.

 

Durante a ação, as equipes da área de Habitação visitarão as moradias para realizar um diagnóstico individual das propriedades e reunir as informações necessárias para a atualização cadastral e a legalização dos imóveis.

 

O levantamento será a primeira etapa para identificar a situação de cada propriedade e orientar os procedimentos necessários à regularização. A partir do diagnóstico, a Prefeitura poderá atualizar os dados dos imóveis e dar encaminhamento à documentação para que as famílias tenham acesso à titulação definitiva.

 

Segurança jurídica

 

O secretário-executivo de Habitação, Hebert Veras, destacou que a iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com a segurança jurídica do patrimônio das famílias. “Com esse trabalho, vamos identificar a situação de cada imóvel e buscar os caminhos necessários para que os moradores tenham a posse definitiva e a documentação regularizada. Além de garantir tranquilidade para as famílias, o título permite que elas tenham mais possibilidades de utilizar seu imóvel, seja para vender, alugar ou buscar financiamento para fazer melhorias na própria casa. É uma ação que transforma a moradia em um patrimônio plenamente reconhecido e assegurado juridicamente”, pontuou.

 

 

 

 

Posted On Quinta, 17 Setembro 2026 06:50 Escrito por O Paralelo 13

Da Assessoria

 

 

A pandemia da Covid-19 colocou o Brasil diante de uma crise sanitária e econômica sem precedentes. No Tocantins, somente até agosto de 2020 já haviam sido registrados 41.848 casos confirmados e 556 mortes. Ao longo da pandemia, o Estado chegaria a contabilizar 3.939 óbitos, segundo documentos oficiais do Governo do Tocantins.

 

Foi justamente nesse período que o senador Eduardo Gomes ocupava uma posição importante em Brasília: era líder do Governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional, responsável pela interlocução política do Executivo com deputados e senadores.

 

Um dos exemplos dessa atuação foi o Pronampe, criado a partir de projeto do então senador Jorginho Mello para socorrer micro e pequenas empresas atingidas pela crise. Jorginho teve a iniciativa; Eduardo Gomes participou, como líder do governo, das articulações políticas em torno do programa. Em agosto de 2020, durante sessão do Congresso, o próprio Eduardo relatou uma negociação de mais de três horas envolvendo líderes da Câmara e do Senado sobre o Pronampe.

 

Anos depois, Jorginho Mello reconheceu essa participação de Eduardo: “quando nós fizemos o Pronampe para salvar 10 milhões de empregos na pandemia, ele ajudou na articulação”, afirmou no depoimento. Registros do Senado daquele período também mostram Eduardo elogiando Jorginho e a então senadora Kátia Abreu pela atuação na construção do programa.

 

UM PROGRAMA QUE CHEGOU À PONTA

 

 

Clique em cima da imagem pra assistir ao vídeo

 

O Pronampe rapidamente ganhou dimensão nacional. Na primeira etapa, foram colocados R$ 15,9 bilhões no Fundo Garantidor de Operações, viabilizando aproximadamente R$ 18,7 bilhões em crédito para cerca de 211 mil empresas. Os recursos se esgotaram em pouco mais de 30 dias. Em setembro de 2020, uma segunda etapa recebeu aporte adicional de R$ 14 bilhões.

 

A demanda mostrava o tamanho da emergência.

 

O próprio Senado registraria posteriormente que o Pronampe se tornou uma das iniciativas legislativas mais significativas surgidas durante a pandemia. O que começou como uma resposta emergencial acabou avançando para se transformar em política pública permanente. Para Eduardo Gomes, o episódio mostrou justamente a utilidade política da posição que ocupava naquele momento. Liderança não era apenas cargo. Era capacidade de interlocução.

 

E O TOCANTINS?

 

Enquanto participava das grandes negociações nacionais, Eduardo Gomes também atuava para levar equipamentos e recursos ao Tocantins. Existem registros concretos dessa atuação.

 

Em Palmas, por exemplo, a Secretaria Municipal da Saúde recebeu em setembro de 2020 30 ventiladores mecânicos enviados pelo Ministério da Saúde, sendo 20 equipamentos de UTI e dez de transporte. A própria Prefeitura registrou oficialmente que os equipamentos chegaram à Capital “por meio do apoio do senador Eduardo Gomes”, após solicitação do município.

 

Em Araguaína, outro exemplo.

 

O Hospital Municipal de Campanha recebeu respiradores destinados à cidade por articulação de Eduardo Gomes. Quatro equipamentos começaram a ser utilizados ainda em maio de 2020, e a Prefeitura registrou que faziam parte de um conjunto de dez respiradores destinados ao município.

 

Posteriormente, a estrutura foi ampliada e a administração municipal voltou a registrar a participação do senador na articulação de equipamentos para atendimento aos pacientes com Covid-19.

 

Foi nesse cenário que a articulação política deixou de ser apenas uma expressão dos corredores de Brasília. Significava conseguir crédito para manter uma pequena empresa funcionando, buscar respiradores, ampliar a estrutura hospitalar e abrir portas no Governo Federal quando Estados e municípios disputavam recursos para enfrentar a emergência.

 

 

 

Jorginho Mello criou o Pronampe. O Congresso aprovou. E Eduardo Gomes, como líder do Governo Bolsonaro no Congresso, participou da articulação política em torno de uma das principais respostas econômicas destinadas às pequenas empresas durante a pandemia. Ao mesmo tempo, trabalhou para que equipamentos e recursos chegassem ao Tocantins.

 

Em momentos de normalidade, experiência e capacidade de articulação podem parecer apenas atributos políticos. Na pandemia, elas foram colocadas à prova justamente quando o Tocantins mais precisava de Brasília.

 

 

Posted On Quarta, 16 Setembro 2026 15:36 Escrito por O Paralelo 13

Entre os compromissos citados estão a duplicação da TO-080, reforço na segurança pública, construção de creches e ações de qualificação e primeiro emprego.

 

 

Texto: Jéssica Sá

 

 

A candidata ao Governo do Tocantins,Professora Dorinha (União Brasil), cumpriu agendas na terça-feira, 15, em Paraíso do Tocantins e Palmas. Em Paraíso, tratou de infraestrutura, segurança pública e qualificação profissional. Na Capital, durante encontro com profissionais e estudantes da educação, afirmou que a área será eixo de uma eventual gestão.

 

Compromissos com Paraíso e segurança

 

 

Em Paraíso, Dorinha defendeu investimentos para o município e citou a duplicação da BR-153 e a federalização da TO-080, com a ligação entre as BRs 153 e 010. A candidata também apresentou compromissos para a segurança pública e a qualificação dos jovens.

 

Segundo Dorinha, cidades próximas às grandes rodovias precisam de reforço no monitoramento e no efetivo policial. Ela afirmou ainda que pretende convocar aprovados no cadastro de reserva e manter concursos para as forças de segurança.

“Segurança pública, saúde e educação são pilares do nosso governo”, afirmou.

 

O prefeito Celso Morais reafirmou apoio à candidatura. “Estamos juntos e vamos trabalhar. Paraíso quer te ver no Governo do Estado. Vamos bater de porta em porta para pedir voto”, disse.

 

Educação como eixo do governo

 

 

À noite, no Crystal Hall, em Palmas, Dorinha participou de uma reunião com profissionais e estudantes da educação. “Foi a educação que me deu todas as minhas oportunidades. Todas as áreas serão cuidadas com a mesma atenção, mas a educação é o eixo do meu governo”, afirmou.

 

A candidata citou entre os compromissos o apoio aos municípios na construção de creches, melhorias nas escolas e ações voltadas à qualificação profissional, ao primeiro emprego e às oportunidades para os jovens.

 

Representando os estudantes e o grêmio estudantil, Hiago Ribeiro relacionou a atuação de Dorinha no Fundeb às expectativas da juventude. “A senhora ajuda muito a nossa juventude e vai fazer muito mais pelos jovens tocantinenses. É isso que nós queremos: pessoas que realmente façam pela nossa gente”, disse.

 

A secretária municipal de Educação de Palmas, Anice Moura, também manifestou apoio à candidatura. O candidato a vice-governador, Atos Gomes, destacou a trajetória de Dorinha. “É um orgulho caminhar ao lado de uma professora competente. Junto com ela, faremos a melhor gestão”, afirmou.

 

 

Posted On Quarta, 16 Setembro 2026 13:33 Escrito por O Paralelo 13

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

 

A menos de três semanas do primeiro turno das eleições de 4 de outubro, existe um número na mais recente pesquisa Paraná Pesquisas que merece tanta atenção quanto os percentuais alcançados por Professora Dorinha Seabra e Vicentinho Júnior.

 

É o número daqueles que, quando perguntados espontaneamente em quem pretendem votar para governador, ainda não apresentam um nome: 42,7% responderam que não sabem ou não opinaram.

É muita gente.

 

Principalmente para uma eleição que já atravessou meses de pré-campanha, convenções, lançamento de candidaturas, viagens pelos 139 municípios, reuniões políticas, propaganda eleitoral, programas gratuitos no rádio e na televisão, redes sociais, caminhadas e mobilização das estruturas partidárias.

 

A Paraná Pesquisas ouviu 1.504 eleitores entre 12 e 14 de setembro, em 75 municípios. A margem de erro informada é de 2,6 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto) e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número TO-08578/2026.

 

E é justamente a diferença entre a pesquisa espontânea e a estimulada que o Observatório Político de O Paralelo 13 considera uma das informações mais importantes desta rodada.

 

42,7%: O QUE ESSE NÚMERO REALMENTE DIZ?

 

Na espontânea, quando o entrevistador não apresenta os nomes dos candidatos, Professora Dorinha aparece com 25,3%, Vicentinho Júnior com 21,1%, Laurez Moreira com 2,4%, Siqueira Campos Júnior com 1,4%, Ataídes Oliveira com 1,1% e Du Pereira com 0,1%. Outros nomes somam 0,9%, enquanto 5,5% dizem ninguém, branco ou nulo.
E 42,7% não sabem ou não opinam. Mas é preciso fazer uma distinção importante. Isso não significa necessariamente que 42,7% estejam completamente indecisos. Quando os nomes dos candidatos são apresentados, no cenário estimulado, o percentual de “não sabe/não opinou” despenca para apenas 4,9%. Dorinha alcança 40,6%, Vicentinho 34,1%, Laurez 6,5%, Siqueira Campos Júnior 4,9%, Ataídes 2,8%, Du Pereira 0,5% e Witer Naves 0,3%. Brancos e nulos ficam em 5,5%.

 

Está aí a engrenagem que precisa ser observada. Existe uma parcela enorme do eleitorado que ainda não carrega espontaneamente na cabeça o nome de seu candidato, embora grande parte consiga fazer uma escolha quando recebe as opções.

 

Isso pode significar voto pouco cristalizado. E voto pouco cristalizado pode mudar.

 

DORINHA NA FRENTE, VICENTINHO NA PERSEGUIÇÃO

 

A fotografia de 12 a 14 de setembro mostra Professora Dorinha numericamente à frente. No cenário estimulado, Dorinha registra 40,6%, contra 34,1% de Vicentinho Júnior, diferença de 6,5 pontos percentuais. Considerados apenas os votos válidos, a pesquisa apresenta Dorinha com 45,3% e Vicentinho com 38,1%.

Mas isso é a fotografia daquele período.

Não é resultado de urna.

 

Considerando esses percentuais de votos válidos apresentados pelo levantamento, nenhum candidato aparece acima de 50%, patamar necessário para vencer a disputa pelo Governo já no primeiro turno. Portanto, os números publicados não permitem afirmar que haverá segundo turno, mas tampouco permitem descartá-lo. É justamente nesse espaço que entram os eleitores ainda pouco definidos.

 

NÃO CONFUNDAM PESQUISA ESTIMULADA COM VOTO CONSOLIDADO

 

O alerta do Observatório é simples. Quando o entrevistador apresenta uma lista e o eleitor escolhe um candidato, isso não significa automaticamente que aquele voto esteja definitivamente consolidado.

 

Existe o eleitor decidido, o eleitor inclinado. Aquele simpatiza com determinado candidato, mas ainda admite mudar. Existe aquele que somente começou a prestar atenção na eleição agora. E existe quem só tomará sua decisão final diante da urna. Por isso, talvez o número politicamente mais provocador desta pesquisa não seja 40,6% nem 34,1%.

 

Talvez seja 42,7%. É o tamanho do grupo que não apresentou espontaneamente um candidato a governador.

 

“EFEITO MANADA”? É PRECISO TER CUIDADO

O Observatório Político levanta uma pergunta: poderá existir uma movimentação coletiva de última hora capaz de alterar substancialmente a fotografia apresentada pelas pesquisas? Pode haver mudança. Mas seria precipitado afirmar hoje que haverá um “efeito manada” ou em qual direção ele ocorreria.

 

Eleição não funciona como uma fórmula matemática.

 

O eleitor pode decidir nas últimas semanas por avaliação do governo, identificação partidária, propostas, desempenho nos debates, influência familiar, situação econômica, rejeição a um candidato ou simplesmente pela impressão formada ao longo da campanha.

O voto é secreto. E, dentro da cabine, desaparecem prefeito, governador, senador, deputado, marqueteiro, cabo eleitoral e pesquisa. Ficam o eleitor e a urna.

 

1,18 MILHÃO DE ELEITORES

 

 

O Tocantins possui 1.182.307 pessoas aptas a votar em 2026, segundo dados oficiais do TRE-TO. Esse número ajuda a dimensionar o tamanho da disputa. Os grandes centros urbanos possuem peso decisivo, mas apresentam também um eleitorado mais numeroso, disperso e menos dependente das estruturas políticas tradicionais.

 

ABRAM A “CAÇAPA DO ZÓI”

Por isso, usando uma expressão bem tocantinense, o Observatório deixa um alerta às campanhas: abram a “caçapa do zói”. Não terceirizem suas candidaturas. Nesta reta final, os candidatos proporcionais também estão travando suas próprias batalhas pela sobrevivência eleitoral. Deputados estaduais e federais precisam primeiro garantir os votos necessários para seus próprios mandatos.
Quando chega esse momento, o instinto de sobrevivência política fala alto.

É o velho “salve-se quem puder” eleitoral.

Uma candidatura majoritária que acreditar que todos os deputados, prefeitos, vereadores e lideranças de sua coligação estarão dedicando a mesma energia à eleição para governador poderá encontrar uma realidade diferente nas ruas.

 

OS PROPORCIONAIS DE DORINHA E A ACUSAÇÃO DOS “JUDAS”

É justamente nesse ambiente que uma fonte ligada ao grupo governista fez uma avaliação dura, em conversa reservada com o Observatório Político de O Paralelo 13. Segundo esse interlocutor, existem candidatos proporcionais ligados à base que estariam concentrando esforços exclusivamente nas próprias campanhas e deixando de pedir votos com a mesma intensidade para Professora Dorinha.

 

A fonte utilizou uma comparação carregada de simbolismo religioso, classificando esses candidatos como “Judas” por, em sua avaliação, “negarem Dorinha” durante a campanha. Trata-se da avaliação política do interlocutor e não de uma constatação independente deste jornal.

 

Segundo a mesma fonte, alguns desses grupos teriam indicações políticas no Executivo estadual, incluindo cargos comissionados e contratos temporários em diferentes municípios. O interlocutor afirmou ainda que a atuação dessas lideranças estaria sendo acompanhada pela estrutura política governista e que o comportamento eleitoral poderá repercutir nas relações políticas após a eleição. O Observatório registra a declaração porque ela revela algo maior do que a insatisfação de uma liderança.

 

Revela a tensão natural da reta final entre eleição majoritária e proporcional. Cada candidato a deputado sabe que, no dia 4 de outubro, sua própria sobrevivência estará sendo decidida.

 

O ELEITOR LEVA A VIDA REAL PARA A URNA

 

Existe ainda outro erro que as campanhas não podem cometer: acreditar que eleição acontece apenas dentro da política.

O eleitor não chega à cabine carregando somente santinho, chega carregando a própria vida, depois de passar pelo supermercado, de pagar o aluguel, de olhar a fatura do cartão, pagar o combustível, conferir o salário, depois de administrar prestações e dívidas.

 

O servidor público pode chegar pensando também no consignado. O comerciante pensa nas vendas. O empresário pensa no caixa. O trabalhador pensa no emprego. A dona de casa conhece o preço dos alimentos melhor do que qualquer discurso eleitoral. São essas experiências concretas que podem entrar na decisão política.

 

Por isso, qualquer afirmação sobre o comportamento desses eleitores precisa ser feita com cautela. Sem uma pesquisa específica, não é possível dizer quantos votarão motivados principalmente pela economia nem em qual candidatura esse sentimento será convertido. Mas ignorar o cotidiano econômico do eleitor seria igualmente um erro.

 

O SENADO MOSTRA UMA INDECISÃO AINDA MAIOR

 

Se os 42,7% da espontânea para governador chamam atenção, a pesquisa para o Senado apresenta um número ainda mais expressivo. Na espontânea, 61,7% não sabem ou não opinam sobre seus votos para senador. Eduardo Gomes aparece com 11,6%, Alexandre Guimarães com 9%, Carlos Gaguim com 6,4%, Eli Borges com 4,7%, Paulo Mourão com 3,3%, Vanderlei Luxemburgo com 2,1% e Ronaldo Dimas com 1,9%.

 

Na estimulada, Eduardo Gomes aparece com 36%, Alexandre Guimarães com 24,5% e Gaguim com 22,7%, seguidos pelos demais candidatos. Como o eleitor escolherá dois senadores, a soma dos percentuais pode ultrapassar 100%.

 

Isso mostra o tamanho do território ainda em disputa, principalmente pelo segundo voto.

 

PESQUISA NÃO É PROFECIA

O Observatório também faz uma ressalva necessária sobre as pesquisas. Todo levantamento eleitoral deve ser analisado por sua metodologia, tamanho e distribuição da amostra, período de campo, margem de erro, nível de confiança, contratante e registro na Justiça Eleitoral.

 

O que não se deve fazer, sem evidências, é afirmar que determinado instituto manipulou resultados para agradar quem contratou a pesquisa. Neste levantamento, há informações objetivas para o leitor avaliar: 1.504 entrevistas, 75 municípios, campo entre 12 e 14 de setembro, margem de erro de 2,6 pontos percentuais, confiança de 95% e registro TO-08578/2026. Pesquisa é instrumento de leitura do momento. Não possui fé pública sobre o futuro.

 

A ELEIÇÃO QUE COMEÇA AGORA

 

 

Talvez seja justamente esse o grande recado da nova Paraná Pesquisas. Existe uma parcela do eleitorado que, espontaneamente, ainda não apresenta um nome para governador. E isso acontece faltando menos de três semanas para a votação.

 

É nesse eleitor que as campanhas precisam prestar atenção. No dia 4 de outubro, quando entrar sozinho na cabine, ele não precisará explicar sua escolha a ninguém. A pesquisa mede o eleitor quando ele responde. A urna registra o eleitor quando ninguém está olhando.

 

E entre uma coisa e outra ainda existem quase três semanas de campanha. É justamente nesse espaço que a eleição do Tocantins ainda será disputada.

 

 

 

Posted On Quarta, 16 Setembro 2026 09:26 Escrito por O Paralelo 13
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