Por Wagner de Freitas
Todos os anos, milhares de turistas escolhem Araguacema para viver a temporada de praias do Rio Araguaia.
É um período que movimenta a economia local, gera renda para centenas de famílias e mantém vivo um dos destinos turísticos mais tradicionais do Tocantins.
Infelizmente, a atuação da Marinha do Brasil durante a temporada tem provocado um sentimento crescente de indignação entre canoeiros, comerciantes, moradores e turistas.
É evidente que a fiscalização da navegação é uma atribuição legal da Marinha. Ninguém defende a ausência de regras ou a desorganização.
O problema é a forma como essa fiscalização vem sendo realizada.
Grande parte dos canoeiros de Araguacema são trabalhadores simples, que passam o ano inteiro aguardando a temporada para conseguir complementar a renda da família.
Antes do início das praias, muitos não receberam qualquer orientação oficial sobre documentação, equipamentos obrigatórios, seguro, iluminação das embarcações ou procedimentos para regularização dos barcos documentos que, muitas vezes, precisam ser providenciados em Palmas, exigindo deslocamento, custos e burocracia incompatíveis com a realidade dessas pessoas.
Em vez de uma grande campanha educativa antes da temporada, o que se vê é uma operação concentrada justamente nos dias de maior movimento.

A fiscalização chega na sexta-feira, autua durante sexta, sábado e domingo e vai embora na segunda-feira. Sem posto permanente, sem estrutura de apoio, sem orientação continuada e na maioria dos casos com muita truculência na abordagem o que assusya de sobre maneira a gente simples que vive desse trabalho durante várias gerações .
Essa dinâmica inevitavelmente leva muitos moradores à seguinte pergunta: o objetivo principal é educar e prevenir acidentes ou simplesmente aplicar multas?
Essa percepção se fortalece quando turistas também passam a ser abordados de forma constante, criando um ambiente de insegurança e desconforto para quem veio apenas aproveitar as belezas do Araguaia.
O resultado é previsível: muitos passam a procurar outras praias onde possam navegar com tranquilidade.
Quem perde é Araguacema.
A cidade construiu sua história turística praticamente sozinha. Ao longo de décadas, recebeu muito mais apoio do Governo do Estado do Tocantins do que do Governo Federal para consolidar seu potencial turístico. Ainda assim, tornou-se referência nacional pelas praias, pela hospitalidade e pela tranquilidade de suas águas.
Não se pode ignorar também que Araguacema possui um histórico extremamente positivo quanto à segurança da navegação.

A cultura local sempre valorizou o respeito ao rio e a experiência dos canoeiros contribuiu para que a cidade mantivesse, ao longo de muitos anos, uma reputação de segurança sem registro de acidentes nos últimos dez anos .
Por isso, é legítimo questionar o modelo atual de fiscalização.
Se a preocupação é realmente preservar vidas, por que não instalar uma base permanente durante toda a temporada? Por que não realizar campanhas educativas antes do início das praias? Por que não conceder prazo para regularização das embarcações, distribuindo informações, promovendo cursos rápidos e auxiliando os trabalhadores a cumprir as exigências legais?
Fiscalizar é necessário.
Orientar é indispensável.
Punir deve ser a última etapa, e não a primeira.
Quando a fiscalização passa a ser percebida apenas como instrumento arrecadatório, perde-se a confiança da população e enfraquece-se a própria legitimidade da ação do Estado Brasileiro a quem a Marinha está subordinada.
Araguacema precisa de parceiros que ajudem, não de obstáculos.
Precisa de instituições que ajudem a organizar o turismo, proteger vidas e fortalecer a economia local, e não de operações que acabam gerando medo, prejuízo e desestímulo justamente para quem trabalha honestamente e para quem escolheu a cidade para passar suas férias.
Segurança de verdade se faz com presença permanente, orientação, prevenção e diálogo.
Multar, por si só, nunca foi sinônimo de proteger.
Wagner de Freitas, é Jornalista
É com enorme pesar que, nesse momento de profunda dor, a Família Paralelo 13 abraça em solidariedade os familiares de BERTILHA ALVES LEITE, que faleceu nesse dia 24 de julho.
Aos filhos, noras genros e netos expressamos nossas sinceras condolências e rogamos a Deus que a receba em Sua Morada eterna com muita luz e mansidão, pois entre nós solidificou exemplos de dignidade, fraternidade e amor.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
Ao longo de quase quatro décadas, O Paralelo13 tem sido um farol de jornalismo independente, destemido e verdadeiro para a população tocantinense. Nossa trajetória é marcada pela coragem de informar e pela responsabilidade de servir ao público com transparência. Sempre ao lado do meu ídolo, amigo e irmão Edivaldo Rodrigues, editor-chefe desta casa, e com a dedicação incansável de nossa irmã Edmar Rodrigues, responsável pelas finanças, seguimos firmes como uma empresa familiar que honra suas raízes e fortalece sua missão.
VERDADE, RESPONSABILIDADE E COMPROMETIMENTO

Em união de confiança e respeito mútuo, junto aos amigos e irmãos Cleber Toledo e Majú Cotrim, passamos meses concebendo, discutindo e aperfeiçoando um projeto de comunicação ousado e necessário. Neste sábado, esse projeto ganha vida e chega às mãos dos tocantinenses em todas as plataformas digitais. Serão análises profundas das notícias políticas da semana, revelando os bastidores da pré-campanha eleitoral que antecede as eleições de outubro.
Vamos destrinchar pesquisas de intenção de voto realizadas por institutos sérios, promover diálogos com lideranças políticas, empresariais e religiosas, e oferecer ao público informações que realmente importam. É o momento de colocar em prática todo o nosso know-how e a credibilidade conquistada junto à sociedade e ao meio político.
“TO EM PAUTA”
O projeto TO EM PAUTA nasce para fortalecer o debate público e pautar discussões de interesse estadual. Em um ano eleitoral decisivo, quando os tocantinenses irão avaliar quem merece a reeleição e conhecer os candidatos de primeiro mandato, estaremos unidos para oferecer análises criteriosas. Nosso compromisso é expor o papel de cada liderança, desmascarar os “lobos vestidos de cordeiro” e os paraquedistas que tentam se inserir sem raízes sólidas no Tocantins.
Este é um espaço de reflexão sobre o futuro político do estado e sobre o Tocantins que queremos construir para amanhã.
HONRA E GRATIDÃO

A família O Paralelo13 sente-se honrada em integrar este projeto ao lado dos respeitados e competentes profissionais da comunicação tocantinense, Cleber Toledo e Majú Cotrim. Juntos, vamos entregar o melhor para nossos leitores e seguidores.
Amanhã, com a primeira edição, detalharemos a plataforma deste programa de jornalismo que tem como objetivo principal municiar você, eleitor, e toda a sociedade tocantinense com informações necessárias para a formulação consciente de suas escolhas nas eleições que se aproximam.
Que nosso Senhor Jesus Cristo nos abençoe e ilumine este caminho.
Família O Paralelo13 Edivaldo Rodrigues Edson Rodrigues
Saudações!
Iniciativa abre espaço para que moradores de todas as regiões do Estado apontem prioridades para o Tocantins
Da Assessoria
A senadora Professora Dorinha (União) lançou nesta quinta-feira, 23, a plataforma Tô Na Escuta, iniciativa que abre um canal para receber contribuições dos tocantinenses e subsidiar a construção do plano de governo da pré-candidata ao Governo do Tocantins.
Disponível no endereço tonaescuta.com.br, a plataforma reúne diferentes áreas temáticas para que moradores de todas as regiões do Estado possam apresentar ideias, demandas e propostas. As contribuições servirão de base para a elaboração de ações em áreas como saúde, educação, infraestrutura, segurança pública, desenvolvimento econômico, assistência social, meio ambiente, agricultura e cultura.
Para Dorinha, a participação da população é fundamental para que o plano de governo reflita as diferentes realidades do Tocantins. “Governar começa por ouvir. O ‘Tô Na Escuta’ foi criado para reunir ideias, sugestões e prioridades de quem vive o Tocantins todos os dias. Queremos construir um plano de governo conectado à realidade dos municípios.”
Da Redação
O Partido Liberal (PL) do Tocantins realiza, no próximo 5 de agosto, sua Convenção Estadual para oficializar as candidaturas e definir as estratégias da legenda para as eleições de 2026. O encontro será realizado no Espaço Cultural José Gomes Sobrinho, em Palmas, das 8h às 23h, sendo das 8h às 16h destinado ao ato jurídico e das 17h às 23h ao ato político.
A expectativa é que a convenção homologue o apoio do PL à pré-candidatura da senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil) ao Governo do Tocantins, consolidando a participação da legenda na ampla aliança política liderada pelo governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) para a sucessão estadual.
A pré-candidatura de Dorinha reúne o apoio de um dos maiores blocos partidários do Estado. Além do União Brasil, partido da senadora, a base conta com o Republicanos, legenda do governador Wanderlei Barbosa; o Partido Liberal (PL), que integra a aliança com importantes lideranças, entre elas o senador Eduardo Gomes; o Podemos; o Progressistas (PP); e os partidos Solidariedade e PRD, que compõem a Federação Renovação Solidária.
Durante a convenção, os convencionais com direito a voto irão deliberar sobre a homologação das candidaturas aos cargos de governador, vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal e deputado estadual. Também será apreciada a celebração da coligação majoritária para a disputa do Governo do Estado, além da realização do sorteio dos números dos candidatos ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa, conforme estabelece a legislação eleitoral.
A pauta da convenção inclui ainda a deliberação sobre outros assuntos de interesse partidário relacionados ao processo eleitoral de 2026.
A convocação foi assinada pelo presidente do Órgão Provisório Estadual do Partido Liberal no Tocantins, Senador Eduardo Gomes, com base nas disposições estatutárias da legenda e na legislação eleitoral vigente.