São 31.921,50 metros quadrados de pavimento a serem recuperados no setor da região sul da Capital
Texto: Alcione Luz
A Prefeitura de Palmas segue com investimentos na recuperação da malha viária da Capital e, nesta quarta-feira, 22, a Secretaria de Infraestrutura e Habitação (Seihab) iniciou os serviços de recapeamento asfáltico na Avenida D, no setor Jardim Aureny IV, região sul da cidade. As obras ocorrem no trecho entre a Rua 9 e a Avenida J, num total de 17.754 metros quadrados a serem recuperados.
A intervenção integra o conjunto de ações voltadas à melhoria da infraestrutura urbana em pontos onde o pavimento apresenta desgaste, com necessidade de substituição por uma camada mais resistente. No local, está sendo aplicado o Concreto Betuminoso Usinado a Quente (Cbuq).
Além do trecho inicial, o projeto também contempla o recapeamento em outros pontos estratégicos do Jardim Aureny IV, incluindo a Rua 9 (entre as avenidas D e F) e Avenida J (entre as Avenidas D e M). Ao todo, os serviços no setor somam cerca de 31.921,50 metros quadrados de pavimento recuperado.
O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, destacou que as obras refletem o compromisso da gestão com as demandas da população. “Estamos atuando de forma direta nas regiões que mais precisam, especialmente em vias com grande fluxo de veículos e que também são rotas importantes, como o transporte escolar. Nosso objetivo é garantir melhores condições de trafegabilidade na cidade, atendendo às solicitações que vêm sendo feitas há anos pelos moradores”, afirmou.
Modalidade atende pessoas com 15 anos ou mais que não concluíram essa etapa na idade regular e desejam retomar os estudos
Da Assessoria
A Secretaria Municipal da Educação (Semed) de Palmas está com matrículas abertas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), oferecendo uma oportunidade para pessoas a partir de 15 anos, entre jovens, adultos e idosos, que não concluíram o ensino fundamental na idade regular e desejam retomar os estudos.
As aulas terão início no dia 3 de agosto e serão realizadas de segunda a quinta-feira, das 19 às 22 horas, em cinco unidades da rede municipal. Para garantir mais conforto aos estudantes, a Semed também oferece jantar gratuito, servido diariamente às 18h45, antes do início das atividades. Vale lembrar que, nas sextas-feiras, os alunos desenvolverão atividades não presenciais, conforme o planejamento pedagógico de cada unidade escolar.
A secretária municipal da Educação, Anice de Souza Moura, acredita que a EJA representa uma oportunidade de transformação por meio do conhecimento. "A EJA é mais uma forma de inclusão e valorização da trajetória de cada estudante. Nunca é tarde para aprender, conquistar novos sonhos e construir um futuro melhor. A rede de ensino de Palmas está de portas abertas para acolher todos que desejam recomeçar por meio da educação", frisou.
Os interessados podem procurar diretamente uma das unidades abaixo relacionadas que ofertam a modalidade para realizar a matrícula e obter mais informações sobre a documentação necessária.
Unidades que ofertam a EJA:
Escola Municipal Beatriz Rodrigues – ARNO 43 (405 Norte);
Escola Municipal Antônio Carlos Jobim – ARSE 122 (1206 Sul);
Escola Municipal Aurélio Buarque de Holanda (Aureny I);
Escola Municipal Maria Júlia Amorim Soares Rodrigues (Aureny III);
Escola Municipal Jorge Amado (Santa Fé).
Serviço:
Matrículas: abertas
Início das aulas: 3 de agosto
Horário: segunda a quinta-feira, das 19 às 22 horas
Jantar gratuito: às 18h45
Público-alvo: Jovens, adultos e idosos, a partir de 15 anos, que desejam concluir o ensino fundamental.
Capacitação reúne profissionais de unidades de conservação e aborda técnicas de prevenção e combate a incêndios florestais
Por Vinicius Venâncio
O Parque Estadual do Cantão (PEC) recebe, entre os dias 23 e 27 de julho, o Curso de Formação de Brigadistas para Combate aos Incêndios Florestais. A capacitação é promovida pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), em parceria com o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e o Projeto Restaura Cantão.
O curso reúne atividades teóricas e práticas voltadas à formação de brigadistas e à atualização de profissionais que atuam na prevenção e no combate aos incêndios florestais.
Com carga horária de 40 horas, distribuídas ao longo de cinco dias, a programação inclui conteúdos sobre organização e segurança, Manejo Integrado do Fogo (MIF), técnicas de queima controlada, comportamento do fogo, modalidades de combate direto, indireto e por área, noções de combate aéreo, Sistema de Comando de Incidentes (SCI), estrutura de base avançada e procedimentos operacionais adotados pelas brigadas.
As atividades também abordam identificação de riscos, normas de segurança, utilização de ferramentas e equipamentos, fatores que influenciam o comportamento do fogo, organização das operações por meio do Sistema de Comando de Incidentes (SCI) e atuação em equipe.
Participantes
Participam da capacitação integrantes das unidades de conservação administradas pelo Naturatins, entre elas os parques estaduais do Jalapão, do Lajeado e do Cantão; o Monumento Natural das Árvores Fossilizadas do Tocantins; as Áreas de Proteção Ambiental (APAs) das Nascentes de Araguaína, do Lago de Palmas e da Ilha do Bananal/Cantão; além de integrantes do projeto Restaura Cantão, iniciativa atualmente em estruturação que presta apoio direto ao combate aos incêndios na região.
Homens somam mais de 580 mil e são 49,08% do eleitorado
Da Assessoria
Dos mais de 1,18 milhão de eleitoras e eleitores tocantinenses aptos a participar das Eleições Gerais de 2026, em outubro, 50,92% são mulheres. A Justiça Eleitoral do Tocantins ressalta que, enquanto o eleitorado feminino ultrapassou 600 mil pessoas, crescendo 1,7% em relação às últimas eleições, o masculino cresceu apenas 0,1%.
Em 2024, eram 591.881 mulheres no eleitorado tocantinense. Para 2026, são 601.991, permanecendo a maioria da população votante. Em comparação com as Eleições Gerais de 2022, o crescimento foi de 8,1%, quando o eleitorado feminino era de 556.547.
O número de mulheres no eleitorado de 2026 também é destaque ao ultrapassar a casa dos 600 mil, enquanto os homens somam ainda 580.316 pessoas (49,08%).
Nos maiores colégios eleitorais
Na capital tocantinense, Palmas, a porcentagem de eleitoras sobe em comparação com o índice estadual. Dos 218.504 palmenses aptos a votar, 53% são mulheres (116.420).
A taxa cresce mais um pouco no segundo maior colégio eleitoral, Araguaína, com um percentual de 54% de mulheres dos 124 mil eleitores (67.449). O mesmo índice permanece em Gurupi, com 32.888 mulheres dos 61.407 eleitores e cai para 52% em Porto Nacional, com 24.613 eleitoras de um eleitorado de 47.207.
Faixa etária e votos facultativos
Os jovens adultos são a maior parte do eleitorado tocantinense e a estatística permanece entre as eleitoras. A faixa de 25 a 29 anos também é o maior grupo etário do eleitorado feminino, formado por 62.952 mulheres.
O grupo é seguido pela faixa de 40 a 44 anos (62.147), 30 a 34 anos (61.675) e 35 a 39 anos (60.284).
Já entre os votos facultativos, as adolescentes de 16 e 17 anos somam 12.176 eleitoras, enquanto as idosas de mais de 70 anos somam 51.396. As mulheres são maioria entre o voto adolescente (51,66%), mas minoria entre o voto +70 (49,42%).
A participação feminina na política
Apesar de ser a maior parte do eleitorado, as mulheres ainda são minoria nos cargos políticos. Nas últimas eleições gerais, foram eleitas apenas quatro mulheres para os 35 cargos em disputa no Tocantins.
A Justiça Eleitoral do Tocantins, com o objetivo de ajudar a ampliar a participação feminina, tem promovido o programa permanente +Mulher +Democracia. Com bate-papos e rodas de conversa em diversos municípios do estado, o programa fala da importância da mulher no meio político, da representatividade em espaços de poder, além da necessidade de mais candidaturas femininas e da pesquisa e estudo das propostas de candidatas.
A legislação eleitoral ainda, buscando ampliar essa participação das mulheres, historicamente sub-representadas nas eleições brasileiras, estabelece a regra conhecida como "cota de gênero" nas candidaturas proporcionais. Disposta na Lei das Eleições e regulamentada pela Resolução nº 23.754/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a regra diz que cada gênero deve representar, no mínimo, 30% e, no máximo, 70% das candidaturas registradas pelo partido ou federação, mas isso não necessariamente significa que o menor índice deve ser feminino.
As convenções partidárias para a escolha das candidatas e candidatos que irão concorrer a uma das 36 vagas deste ano no Tocantins, tiveram início nesta segunda-feira, 20 de julho. Nas últimas eleições gerais, 34,8% das candidaturas eram femininas e as ações de educação política da Justiça Eleitoral são para que esse índice cresça e, no futuro, alcance o ideal de equidade, tanto nas candidaturas quanto, por fim, nos cargos de poder.
Estatísticas
Os dados utilizados podem ser conferidos, na íntegra, na página de estatísticas da Justiça Eleitoral. Com a divulgação dos números definitivos do eleitorado, a Justiça Eleitoral do Tocantins dá continuidade aos preparativos para as Eleições 2026, orientando e planejando a execução do pleito em todo o estado.
Texto: Lanne Hadassa (Ascom/TRE-TO)
Por Vicentinho Júnior
O Tocantins vive uma oportunidade histórica. Durante muito tempo, a mineração foi vista apenas como uma atividade de extração de riquezas. Hoje ela ocupa um lugar estratégico na economia mundial. Está no centro da transição energética, da produção de fertilizantes, da indústria de alta tecnologia e da nova geopolítica global. Os países que liderarem essa transformação terão mais desenvolvimento, empregos qualificados, inovação e competitividade.
É justamente por isso que acredito que precisamos elevar o nível desse debate. Nos últimos dias, houve quem preferisse transformar uma reflexão sobre gestão pública em uma discussão sobre estruturas administrativas. Conheço perfeitamente as atribuições dos órgãos que atuam na mineração do Tocantins. Minha reflexão nunca foi sobre confundir competências. Foi sobre perguntar se a estrutura do Estado está preparada para acompanhar a velocidade das oportunidades que surgem diante de nós.
Não acredito em governos que medem sua eficiência pela quantidade de órgãos que possuem. Acredito em governos que entregam resultados. Sempre que houver possibilidade de integrar ações, eliminar sobreposições, reduzir burocracia e tornar o Estado mais eficiente, esse debate deve ser feito com responsabilidade, respeito às instituições e foco no interesse público.
Também precisamos superar um antigo preconceito. A mineração do século XXI não pode mais ser tratada como sinônimo de degradação ambiental. Hoje ela opera sob rigorosos processos de licenciamento, fiscalização e recuperação das áreas exploradas. Produzir com responsabilidade ambiental não é uma opção. É uma exigência para qualquer empreendimento moderno.
O potencial do Tocantins impressiona. O setor movimenta aproximadamente R$ 2 bilhões por ano, conta com 117 empresas em operação, gera mais de quatro mil empregos diretos e possui previsão de cerca de R$ 4 bilhões em investimentos até 2027. Em 2025, a arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) alcançou R$ 35,42 milhões, crescimento de aproximadamente 17% em relação ao ano anterior. São recursos que retornam aos municípios e podem financiar infraestrutura, educação, saúde e qualidade de vida.
Nossa diversidade mineral também demonstra a força desse setor. O Tocantins produz ouro, calcário, fosfato, manganês, gipsita, quartzo, esmeraldas e diversos agregados utilizados pela construção civil, além de concentrar importantes áreas de pesquisa para novos minerais metálicos.
Ao mesmo tempo, cresce o interesse por dois segmentos fundamentais para o futuro da economia mundial. O primeiro é o dos minerais críticos, grupo formado por substâncias essenciais para baterias, veículos elétricos, energia solar, energia eólica e outras tecnologias ligadas à transição energética. O segundo é o das terras raras, um conjunto específico de elementos químicos indispensáveis para equipamentos eletrônicos, sistemas de defesa, telecomunicações e diversas aplicações de alta tecnologia.
O Tocantins já possui pesquisas geológicas avançadas voltadas tanto à identificação de depósitos de terras raras em argilas iônicas quanto ao mapeamento de importantes complexos polimetálicos com potencial para produção de zinco, cobre, chumbo, prata e ouro. Esses estudos mostram que nosso Estado reúne condições para ocupar posição estratégica na nova economia mineral.
Mas potencial, sozinho, não transforma a realidade das pessoas. É preciso planejamento.
Por isso, defendo uma agenda clara para o desenvolvimento da mineração no Tocantins.
A primeira prioridade é modernizar a gestão pública, utilizando tecnologia para integrar processos, reduzir a burocracia e oferecer respostas mais rápidas aos empreendedores, sempre preservando o rigor ambiental e a segurança jurídica.
A segunda é fortalecer o conhecimento geológico do Estado. Quanto mais conhecemos nosso território, maior é nossa capacidade de atrair investimentos, identificar novas oportunidades e planejar o uso sustentável dos recursos minerais.
A terceira é elaborar um Plano Estadual de Desenvolvimento Mineral, construído em parceria com universidades, setor produtivo, municípios, órgãos ambientais e instituições de pesquisa. Precisamos definir prioridades, organizar vocações regionais e estabelecer uma estratégia de longo prazo para que a mineração seja tratada como política de Estado.
A quarta prioridade é agregar valor à produção mineral. Não podemos continuar exportando apenas matéria-prima. Precisamos criar condições para atrair indústrias de beneficiamento, processamento e transformação mineral, gerando empregos qualificados, inovação e maior arrecadação dentro do Tocantins.
A quinta é fortalecer a integração entre mineração e agronegócio. O Tocantins ocupa posição estratégica no MATOPIBA, e minerais como calcário e fosfato são fundamentais para reduzir a dependência externa de fertilizantes, aumentar a produtividade agrícola e fortalecer uma das maiores vocações econômicas do nosso Estado.
Também defendo investimentos na formação de mão de obra especializada, aproximando escolas técnicas, universidades e empresas para preparar nossos jovens para as novas profissões que surgirão com a expansão do setor mineral.
Da mesma forma, precisamos fortalecer o combate à mineração ilegal, ampliar a rastreabilidade da produção e garantir segurança jurídica para quem produz de forma responsável. Um setor forte depende de fiscalização eficiente, transparência e regras claras.
Por fim, defendo que os recursos da CFEM sejam tratados como instrumento permanente de desenvolvimento regional. O minério é um recurso finito. A riqueza gerada por ele precisa permanecer nas cidades em forma de infraestrutura, educação, inovação, qualificação profissional e melhoria da qualidade de vida.
O Tocantins reúne todas as condições para se tornar uma referência nacional em mineração sustentável, inovação e industrialização. Temos localização estratégica, riqueza geológica, capacidade produtiva e enorme potencial de crescimento. O que precisamos é de planejamento, eficiência e visão de futuro.
É por isso que insisto: a verdadeira discussão sobre mineração não é sobre qual órgão faz isso ou aquilo. A verdadeira discussão é sobre qual futuro queremos construir para o Tocantins.
Quero um Estado que conheça suas riquezas, valorize a ciência, respeite o meio ambiente, atraia investimentos, gere empregos de qualidade e transforme seus recursos naturais em prosperidade para quem vive aqui. Essa é a mineração que acredito. Essa é a mineração que quero construir para o Tocantins.