Banco Regional de Brasília firmou memorando de entendimento com Quadra Capital, gestora especializada em ativos de baixa liquidez
Por Iander Porcella
O Banco Regional de Brasília (BRB) divulgou nesta segunda-feira (20) que irá repassar R$ 15 bilhões de ativos recebidos do Banco Master para a empresa Quadra Capital, especializada na gestão de ativos de baixa liquidez.
Em fato relevante geral, o BRB informa que celebrou um memorando de entendimento com a Quadra Capital para estruturação de fundo de investimento para a gestão e monetização dos ativos.
O acordo, segundo o banco, segue resolução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e foi aprovado pelo Conselho de Administração do BRB.
“O BRB através da Operação visa a alienação dos referidos ativos com o objetivo de fortalecer sua estrutura de capital e sua liquidez, bem como aprimorar a gestão de seu portfólio, sendo a transação etapa relevante no processo de readequação da Companhia, com expectativa de efeitos positivos sobre a liquidez, a gestão de ativos e a racionalização patrimonial. A efetivação da operação estará sujeita ao atendimento de condições precedentes previstas no MoU”, informou o banco aos seus acionistas.
O banco enfrenta crise de patrimônio e, segundo gestores, está no limite da liquidez. Várias medidas tem sido adotadas para contornar a situação. Mas o plano de socorro do banco somente deve estar concluído em maio.
“A Companhia reafirma seu compromisso com a transparência, a governança corporativa e a adequada prestação de informações ao mercado, permanecendo atenta aos desdobramentos do tema e divulgando tempestivamente qualquer evolução material, caso e quando aplicável”, complementa o BRB.
Transação combina pagamento de US$ 300 milhões em dinheiro e emissão de 126,9 milhões de ações
Com Folhapress
A empresa norte-americana USA Rare Earth anunciou nesta segunda-feira (20) a compra da Serra Verde, única mineradora de terras raras em operação no Brasil, em um negócio avaliado em US$ 2,8 bilhões, combinando pagamento em dinheiro e ações.
As terras raras são um conjunto de elementos químicos de difícil extração e refino, sendo alguns deles matérias-primas para a fabricação de ímãs essenciais para tecnologias relacionadas à transição energética e à defesa. A China detém hoje mais da metade da extração do material e controla quase toda a capacidade de refino. Empresas e o governo americano tentam reduzir essa dependência.
Pelos termos do acordo, a USA Rare Earth desembolsará US$ 300 milhões em dinheiro e emitirá 126,9 milhões de novas ações para viabilizar a transação. A conclusão do negócio está prevista para o terceiro trimestre de 2026, conforme comunicado divulgado pela empresa.
A USA Rare Earth é uma empresa americana que atua de forma integrada na produção de ímãs e na exploração de terras raras, insumos estratégicos para setores como veículos elétricos, energia limpa, e eletrônicos. A companhia possui uma fábrica em Oklahoma e o depósito de terras raras Round Top, no Texas.

A Serra Verde opera uma mina de terras raras no norte de Goiás. De acordo com a USA Rare Earth, a produção no local deve representar mais da metade de todo o suprimento mundial de terras raras pesadas fora da China até 2027.
Com a combinação, a empresa passará a atuar em toda a cadeia produtiva, que inclui mineração, processamento, separação, metalização e fabricação de ímãs —materiais usados nos ímãs permanentes encontrados em tudo, de carros elétricos a sistemas de armamentos.
O movimento ocorre num momento em que os EUA têm se preocupado cada vez mais em quebrar o domínio chinês sobre a produção desses minerais. Com as segundas maiores reservas de terras raras do mundo, mas produção ainda incipiente, o Brasil está no centro dessa corrida global pelos recursos.
Para Barbara Humpton, diretora executiva da USA Rare Earth, a aquisição representa "um passo transformador na realização da ambição de construir uma campeã global e a parceira preferencial em elementos de terras raras, óxidos, metais e ímãs". "A mina Pela Ema, da Serra Verde, é um ativo único e a única produtora fora da Ásia capaz de fornecer os quatro elementos de terras raras magnéticos em grande escala", acrescentou, em nota, a executiva.
Em paralelo, a Serra Verde também anunciou que firmou um acordo de 15 anos para fornecer 100% da produção durante a fase inicial de sua mina a uma empresa de propósito específico capitalizada pelo governo dos EUA e por fontes privadas.
Atualmente a empresa exporta toda a sua produção para a China. Mas já havia sinalizado no ano passado que remodelou contratos com chineses para escoar parte de sua produção para clientes ocidentais, sem citar a nacionalidade deles.
As ações da empresa listadas na Nasdaq, segunda maior bolsa de valores dos EUA e do mundo, subiram 8,3% nas negociações de pré-mercado após o anúncio, resultando em uma capitalização de mercado de US$ 4,4 bilhões.
FINANCIAMENTO DE BANCO ESTATAL DOS EUA E TERRAS RARAS COMO GARANTIA
Em fevereiro deste ano, a Serra Verde anunciou que um banco estatal dos Estados Unidos aumentou para US$ 565 milhões o financiamento concedido à empresa. Com isso, o governo americano passou a ter o direito de adquirir uma participação acionária minoritária na mineradora.
Em novembro de 2025, a companhia já havia anunciado que o DFC (Development Finance Corporation) tinha se comprometido a aportar US$ 465 milhões na empresa.
Feriado de Tiradentes esvazia Brasília, reduz corpo a corpo e leva governo a tentar concentrar articulação em encontro antes da sabatina
Da Agência O Globo
A menos de duas semanas da sabatina de Jorge Messias no Senado, aliados do governo passaram a articular um jantar que reúna o presidente Luiz Inácio Lula da Silva , o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, com senadores. O encontro tem sido tratado como forma de fazer um esforço final em busca de votos para que o atual advogado-geral da União tenha o nome aprovado para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF).
A iniciativa surge em meio à avaliação de que o calendário encurtou o espaço para o corpo a corpo político. O feriado de Tiradentes cai na próximo terça-feira, o que deve esvaziar Brasília ao longo da próxima semana. A previsão é de apenas uma sessão, na quarta-feira, com formato semipresencial e baixa presença de senadores. A sabatina de Messias está marcada para o dia 28, também uma terça-feira, também a data que deve marcar o retorno mais efetivo dos parlamentares à capital.
Nos bastidores, governistas avaliam que o ritmo das negociações tende a cair justamente no momento mais sensível da articulação, quando ainda há número expressivo de indecisos. Levantamentos internos indicam que, embora o nome de Messias tenha avançado, boa parte dos senadores evita declarar voto publicamente, mantendo o cenário aberto às vésperas da sabatina.
Nesse contexto, o jantar é visto como uma tentativa de concentrar a articulação em um único momento, reunindo senadores ainda indecisos em um ambiente mais favorável ao diálogo direto com Lula e Alcolumbre. A data mais citada é a quarta-feira após o feriado, embora ainda não haja convite formal enviado e haja dúvidas sobre a presença efetiva dos parlamentares em Brasília, diante do esvaziamento da semana.

A ideia de promover o encontro já vinha sendo discutida no Planalto. Segundo relatos, Lula queria realizar o jantar ainda nesta semana, ontem, mas Alcolumbre tinha um compromisso previamente agendado com ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A articulação foi tratada na terça-feira, durante a posse do novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, no Palácio do Planalto, quando os dois voltaram a alinhar a estratégia.
O movimento ocorre após a intensificação do périplo de Messias no Senado. Na quarta-feira, o advogado-geral da União concentrou reuniões no gabinete do relator Weverton Rocha (PDT-MA) e ampliou o corpo a corpo com parlamentares, incluindo nomes da base e da oposição. Ao longo do dia, esteve com senadores como Leila Barros (PDT-DF), Jaques Wagner (PT-BA), Romário (PSB-RJ) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO), além de ir aos gabinetes de oposicionistas como Carlos Portinho (PL-RJ), mantendo a estratégia de dialogar inclusive com quem já declarou voto contrário.
Nos bastidores, aliados afirmam que a ofensiva sobre votos considerados perdidos busca identificar margens de flexibilização, diante da avaliação de que o voto secreto abre espaço para dissidências. Interlocutores relatam que há senadores que evitam declarar apoio publicamente, mas sinalizam disposição para votar a favor na urna.
Ministros do STF em campo
Outro movimento observado nos bastidores é o de senadores favoráveis ao nome que passaram a antecipar apoio em conversas fora do Senado, inclusive com ministros do STF, como Cristiano Zanin, André Mendonça e Kassio Nunes Marques. Segundo relatos, os contatos têm sido usados para comunicar voto favorável e reforçar a percepção de viabilidade da indicação.
COM DEUTSCHE WELLE
Cerca de 15 líderes internacionais participam de encontro visando buscar resposta comum à ascensão de “onda reacionária”. Neste ano, evento coincide com reunião da extrema direita europeia em Milão.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, reúnem neste sábado (18/04) em Barcelona líderes progressistas internacionais para defender a democracia e buscar uma resposta comum à ascensão da “onda reacionária”.
Cerca de 15 líderes internacionais participam do 4° Encontro em Defesa da Democracia, fórum lançado em 2024 pelo Brasil e pela Espanha, que neste ano coincide com um encontro de líderes e apoiadores da extrema direita europeia em Milão.
“Hoje, essa paz e os valores que a sustentam estão sendo claramente atacados por essa onda reacionária, por autoritários, pela desinformação – males que ameaçam a força de nossas instituições democráticas”, destacou Sánchez em coletiva de imprensa nesta sexta-feira ao lado de Lula.
Embora ambos os líderes tenham se destacado no cenário global por se oporem frequentemente às políticas do presidente dos EUA, Donald Trump, Lula negou que o encontro seja uma reunião “anti-Trump”.
“Quando há retrocesso, surge um Hitler”
O presidente brasileiro pediu esforços para fortalecer a democracia, que atualmente se encontra em declínio, em meio a tensões crescentes na ordem internacional.
“Quero saber onde falhamos como democratas. Quando as instituições democráticas deixaram de funcionar?”, questionou Lula, referindo-se à ascensão do “extremismo negacionista”.
“O que queremos é discutir se podemos encontrar uma solução para fortalecer o processo democrático em todo o mundo, para que não permitamos um retrocesso. Porque quando há um retrocesso,
surge um Hitler”, acrescentou na sexta-feira.

Entre os esperados para participar deste encontro estão os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro; da África do Sul, Cyril Ramaphosa; do Uruguai, Yamandú Orsi; do México, Claudia Sheinbaum; e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
A Alemanha é representada no evento pelo vice-chanceler e ministro das Finanças, Lars Klingbeil. “Estou muito grato pelo convite de Pedro Sánchez para este encontro; é um sinal importante em um mundo cada vez mais dividido”, disse o alemão, antes de destacar a importância da solidariedade e da cooperação internacional.
“Buscamos a cooperação; estou convencido de que a cooperação é mais forte e, hoje, entre representantes progressistas de governos, discutiremos o que podemos fazer para fortalecer a ordem internacional”, acrescentou.
“Degelo” entre Espanha e México
A presença de Sheinbaum, no entanto, carrega um simbolismo especial, já que esta é sua primeira visita à Europa desde que assumiu a presidência em outubro de 2014.
Representa mais um passo no degelo das relações entre Espanha e México, tensas devido à exigência mexicana de um pedido de desculpas pela conquista espanhola das Américas.
Após atritos diplomáticos do passado, ambos os governos fizeram recentemente gestos de distensão, e o rei Felipe VI da Espanha reconheceu em março que abusos ocorreram durante a conquista.
Sheinbaum, por sua vez, saudou o “gesto de reaproximação” do monarca.
Este encontro também coincide com o Fórum de Mobilização Progressista Global (GPM), uma reunião de forças de esquerda, movimentos trabalhistas e pensadores que acontece simultaneamente em Barcelona.
Sánchez – que também é presidente da Internacional Socialista – e Lula estão entre os palestrantes programados para a sessão de encerramento no sábado. Com esses encontros, o primeiro-ministro espanhol reforça sua oposição a Trump, com quem entrou em conflito por causa dos gastos militares e da guerra no Irã, e ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, alvo de suas duras críticas, primeiro pela guerra em Gaza e depois pela guerra desencadeada no Líbano.
“Acho que a posição espanhola está na vanguarda da Europa, ou seja, confrontando o que eles fizeram com o Irã”, enfatizou Gustavo Petro na sexta-feira em Barcelona, em um evento organizado pela emissora pública RTVE e pela agência de notícias EFE.
O presidente colombiano, cujas relações com Trump melhoraram após um encontro na Casa Branca em fevereiro e um telefonema em março, culpou Netanyahu por ter empurrado o presidente americano para “um bloco muito destrutivo contra a humanidade”.
“Trump acaba em um bloco muito destrutivo contra a humanidade, impulsionado por Netanyahu, e não o contrário. Ele é impulsionado por Netanyahu, que tem amigos mais fortes no governo [americano] do que o próprio Trump”, explicou.
De acordo com a pesquisa, em relação a fevereiro, os dois oscilaram apenas na margem de erro, que é de 2,5 ponto percentual para mais ou para menos
Com Estadão Conteúdo
O senador Flávio Bolsonaro lidera a disputa em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os eleitores do Estado de São Paulo. Os dados são do Paraná Pesquisas, que mostra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro com 48,1%, contra 40,3% do petista
O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 14 de abril e apontou que 7,2% dos eleitores votariam em branco, nulo ou não declaram preferência por nenhum candidato neste cenário. Os que não sabem ou não opinaram são 4,3%.
De acordo com a pesquisa, em relação a fevereiro, os dois oscilaram apenas na margem de erro, que é de 2,5 ponto percentual para mais ou para menos. Na época, Flávio registrava 49,1%, enquanto Lula somava 38,2%.
Empate técnico no primeiro turno
O levantamento, registrado no TSE sob o protocolo BR08453/2026, aponta um empate técnico entre os dois candidatos mais bem posicionados no primeiro turno entre os paulistas, mas com vantagem numérica para Flávio Bolsonaro, que rergistra 39,3%. Lula fica com 36%.
Na sequência, embolados na pesquisa, estão Ronaldo Caiado (PSD), com 2,9%; Romeu Zema (Novo), com 2,6%; Renan Santos (Missão), que tem 2,1%; e Augusto Cury (Avante), que registra 1,8%.