Por Lauane dos Santos
Nesta quarta-feira, 20, o presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), deputado Amélio Cayres (Republicanos), dialogou sobre a implantação do curso de Medicina em Colinas do Tocantins e Araguatins em reunião com representantes da Universidade de Gurupi (Unirg) e da Associação Comercial de Colinas do Tocantins, juntamente com o deputado Eduardo do Dertins. O chefe do Legislativo também recebeu o secretário de Estado da Educação, Fábio Vaz, para tratar do avanço da pauta e das questões técnicas que envolvem os requerimentos parlamentares.
Amélio frisou que, assim como lutou para levar o curso de Medicina para Augustinópolis pela Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), também tem defendido a oferta do ensino superior em Araguatins, desta vez com a implantação de um campus da Unirg, tendo Medicina como primeira graduação a ser impulsionada. “É uma luta que estamos fazendo há um bom tempo e também acho extremamente necessário levar o curso para Colinas, uma reivindicação justa que vem sendo trabalhada com muito zelo pelo deputado Eduardo, porque entendemos que Colinas precisa desta oferta que vai facilitar o acesso e diminuir muito os custos para quem mora no Tocantins e na região”, afirmou.
Conforme o deputado Eduardo, a Prefeitura de Colinas já doou um prédio para implantação do campus e conta com estrutura montada para receber o referido curso. “O espaço passou por uma reforma de quase R$ 2 milhões, já concluída, e estruturou toda a reitoria, parte técnica, visando a implantação da faculdade. A sociedade de Colinas nos pede há muito tempo por essa implantação, porque sabemos como uma região pode ser transformada com a oferta do ensino superior”, alegou o parlamentar.
Um dos advogados que representam a Unirg, João Vitor Jorge, explicou detalhes do processo envolvendo o pedido de implantação. “Já fizemos os estudos técnicos demonstrando a viabilidade, com capacidade hospitalar para receber os estudantes de medicina, além de pensarmos soluções quanto ao período de internato necessário. Estamos sanando todas as questões, atendendo tudo o que o MEC [Ministério da Educação] preconiza e nossa intenção é resolver o que for necessário para abrir a faculdade em Colinas e, logo em seguida, também fazer a expansão para Araguatins”, frisou o advogado.
O secretário da Seduc, Fábio Vaz, frisou que o processo de implantação do curso em Colinas está em análise no Conselho Estadual de Educação. “Logo que o pedido chegou na Seduc, encaminhei para apreciação dos conselheiros e pedi todo o cuidado e celeridade do caso. O presidente Amélio tem nos colocado muito a necessidade da implantação em Araguatins e agora também intermediando este pedido em Colinas junto com o deputado Eduardo”, frisou o gestor
Os representantes da Associação Comercial destacaram dentre os motivos em defesa do curso na cidade de Colinas a facilidade de acesso; o desenvolvimento para a região; aumento na oferta de profissionais de saúde, além do desenvolvimento de pesquisas e melhorias no atendimento de saúde.
Obra é executada pela Prefeitura de Palmas para resolver antigos problemas de mobilidade urbana no local
Por Alcione Luz
A antiga ponte sobre o córrego Água Fria foi demolida nesta quinta-feira, 21, marco importante na construção do novo acesso à região norte da Capital. A obra, executada pela Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas, integra o projeto de requalificação da ligação entre a Avenida NS-15 e diversos bairros da região norte, com o objetivo de resolver antigos problemas de mobilidade urbana no local.
Com a remoção da antiga estrutura, o novo acesso foi liberado para o tráfego de veículos sobre o bueiro celular pré-moldado triplo, instalado no local. Sobre ele, está em andamento a execução da nova via, que será pavimentada com Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), e contará com pista duplicada e sinalização adequada, garantindo mais segurança e fluidez no trânsito.
A obra teve início em maio deste ano, com investimento superior a R$ 6 milhões. O projeto contempla uma série de intervenções, incluindo a implantação da drenagem pluvial, instalação do bueiro celular, serviços de terraplenagem, pavimentação asfáltica, sinalização viária e construção de calçadas com acessibilidade.
A nova via vai beneficiar diretamente milhares de pessoas que circulam diariamente pelos setores Sonho Meu, Fumaça, Diamante, Água Fria, Água Boa, Araras, São Francisco, Jaú, Sião e Luar do Sertão, além de condomínios residenciais e empreendimentos mineradores localizados na região.
Paulo Jabour Maluf é apontado como o líder do esquema, que também contou com a participação do irmão Álvaro; três já foram presos no total
Por Bruno Teixeira e Pedro Osorio
A Polícia Civil de São Paulo confirmou na tarde desta quinta-feira (21) a prisão de Paulo Jabour Maluf, um dos proprietários da Camisaria Colombo, e irmão de Álvaro Jabour Maluf - também preso na "Operação Fractal".
Segundo a Polícia, Paulo estava à frente das operações: “O Paulo estava à frente e segundo a investigação, o Álvaro também tinha conhecimento e até porque o dispositivo dele também foi utilizado para acessar a conta da BS Capital, que é a empresa investigada”, explicou o delegado Maicon Richard de Moraes, delegado assistente da da divisão de investigações de crimes Ciberneticos.
Deste modo, chega a três o número de presos na ação. Bruno Gomes de Souza, dono da empresa financeira BS Capital também foi preso nesta quinta-feira. A polícia ainda procura por Mauricio Miwa, ex-funcionário da camisaria Colombo, que hoje presta serviços aos irmãos, e está viajando ao exterior.
Foram cumpridos ainda 12 mandados de busca e apreensão. Eles são investigados pelos crimes de furto mediante fraude, associação criminosa e fraude contra credores.
A ação deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo, através da Primeira Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), foi o ponto alto de uma investigação que teve início em dezembro de 2023. A PagSeguro (empresa associada ao PagBank) foi a instituição cujo sistema foi explorado na fraude.
De acordo com as investigações, os suspeitos exploraram uma fragilidade no sistema da instituição financeira. Eles possuíam 5 milhões de reais em uma conta e, ao realizar transferências para terceiros, o valor original não era debitado na origem. Isso permitiu que o capital fosse "multiplicado".
A camisaria Colombo contratou uma empresa terceirizada para gestão de pagamentos. Os proprietários da empresa têxtil utilizavam as credenciais para realizar múltiplas transações em um curto espaço de tempo. O dinheiro chegava ao destino, mas o banco de origem não registrava o débito devido a uma "brecha" ou "lapso no sistema".
A fraude ocorreu durante 21 dias, em outubro de 2023. O valor total transferido foi de R$ 26 milhões. Com um capital inicial de R$ 5 milhões, eles conseguiram replicar o valor, gerando um prejuízo de pouco mais de R$ 21 milhões para a Pag Bank. Foram realizadas mais de 2500 transações, segundo os investigadores.
A denúncia foi feita pela própria PagBand, em dezembro de 2024.
Além da camisaria Colombo, outras seis empresas de fora da capital paulista são consideradas as principais beneficiárias e foram objeto de mandados de busca e apreensão. Os nomes não foram revelados. A investigação vai apurar se outras empresas foram criadas ou utilizadas no esquema.
Nota da defesa da Paulo Maluf
A defesa de Paulo Jabur Maluf NEGA que ele tenha praticado qualquer tipo de fraude e que as operações financeiras contestadas foram devidamente explicadas em seu depoimento. Acresça-se que o desacordo entre as partes ainda pende da devida prestação de contas. E, nosso cliente nunca se recusou a ressarcir eventual prejuízo. Por fim, a defesa espera a restituição da liberdade de Paulo e irá comprovar que, efetivamente, ele jamais agiu de má fé ou de forma criminosa.
GRUPO DE COMUNICADORES DISCUTE PROCESSO SUCESSÓRIO I

O G-6 (nome provisório), grupo formado por comunicadores, proprietários de alguns dos mais importantes veículos de comunicação do Tocantins reuniu parte dos seus membros nesta quinta-feira, para discutir o processo sucessório de 2026 que, pelas características da política tocantinense, foi antecipado – e muito –e já domina todas as rodas de conversas, dos botequins aos lares.
Essa antecipação precipitada – com o perdão da redundância – fez com que a eleição majoritária de 2026, quando serão eleitos deputados estaduais, e federais, governadores, senadores e o presidente da República, já tenha começado inflamado, no Tocantins, com direito à tradicional fieira de denúncias e denuncismo entre adversários aos cargos que estarão em disputa.
GRUPO DE COMUNICADORES DISCUTE PROCESSO SUCESSÓRIO II
Por isso, foi unânime, durante o almoço, a decisão dos membros do G-6 de adotar a cautela, a paciência e a apuração minuciosa de cada fato posto à mesa, para trabalhar com a verdade e com a ética.
Um grupo de Whatsapp já está em plena atividade, com a participação apenas de membros do G-6. São eles Fátima Fernandes - Portal Stylo; Wibergson Gomes - O Girassol; Ramon Macedo - Sou de Palmas; Alessandro Ferreira - Agência Tocantins e Edson Rodrigues, Jornal O Paralelo 13.
CANDIDATURA DE VICENTINHO JR. NA UTI - I

O deputado federal e presidente estadual do PP, Vicentinho Júnior, como é de conhecimento público, vem acalentando seu sonho de se eleger senador pelo Tocantins há muito tempo. Este ano já vinha realizando viagens, visitas e corpo a corpo, para lembrar ao eleitor o seu nome e mostrar o seu desempenho parlamentar.
Mas, como sempre falamos, as decisões tomadas pelas cúpulas nacionais dos partidos não levam em consideração a opinião das províncias, dos diretórios estaduais e municipais. Por isso, a criação da Federação Partidária entre o União Brasil e o PP, pode levar as aspirações políticas de Vicentinho Jr. a serem “tratoradas”, ou seja a candidatura do deputado federal ao Senado, pode não ter o aval do seu próprio partido – que, por pelo menos quatro anos será a união de dois partidos, sendo que o União Brasil, tem mais representatividade.
Fato é que, em áudio vazado, a senadora Dorinha Seabra, pré-candidata ao governo em 2026, fala a seu interlocutor que sua intenção é apoiar a reeleição do senador Eduardo Gomes e deixar a segunda vaga para os deputados Carlos Gaguim, seu fiel escudeiro, e Vicentinho Jr. decidirem entre si, sendo que, quem vencer essa disputa, terá que aceitar ter como primeira suplente Ana Rueda, irmã do presidente do União Brasil nacional, Antônio Rueda.
Dorinha ainda sentenciou: “estou focada apenas na minha eleição para o governo”.
P.T., saudações... Ou seria PP, saudações?
CANDIDATURA DE VICENTINHO JR. NA UTI - II
Na verdade, o comportamento da cúpula nacional do União Brasil, agora federado com o PP, deixou o maior expoente do PP tocantinense, o próprio deputado federal Vicentinho Jr., em uma verdadeira sinuca de bico, sem giz para o taco.
Vicentinho vem trabalhando apenas a sua candidatura ao Senado em seus colégios eleitorais e outros políticos aproveitaram a brecha e estão em pleno trabalho de sedução dos eleitores pela “vaga” aberta por Vicentinho, na Câmara Federal, em muitos municípios já consolidaram suas pretensões.
Com a palavra, Vicentinho Jr....
EDUARDO SIQUEIRA EM BRASÍLIA

O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos deu um pulo, nessa quarta-feira, 20, em Brasília, onde cumpre uma extensa agenda de trabalho, com reuniões e audiências nos corredores dos poderes Legislativo e Executivo federai, onde tem trânsito livre e ótimas amizades.
Eduardo volta ainda nesta quinta-feira, certamente trazendo boas notícias para os palmenses.
JANAD VALCARI: DENÚNCIA OU DENUNCISMO? I

A imprensa tocantinense – e o povo – aguardam ansiosamente as denúncias feitas pela deputada estadual Janad Valcari, sobre superfaturamento no pagamento de shows pela secretaria estadual do Turismo, no plenário da Assembleia Legislativa.
É grande, também, a expectativa de que Janad mostre as provas que a levaram às denúncias.
Janad tem que entender que, se forem verdadeiras, essas denúncias vão ter reflexos –negativos – diretos sobre seus próprios colegas de parlamento.
A imprensa tocantinense quer publicar essas denúncias, acompanhadas das respectivas provas, detalhando a participação e o grau de envolvimento de todos que forem nominados.
Caso não haja provas, Janad terá incorrido em falta gravíssima de decoro parlamentar e estará sujeira a enfrentar processo interno que pode resultar na perda do seu mandato.
JANAD VALCARI: DENÚNCIA OU DENUNCISMO? I
Após usar a Tribuna para fazer as denúncias contra a secretaria estadual do Turismo, em que citou em vários trechos que há 20 milhões de reais no bojo do baseamento das denúncias, Janad não só entrou em rota de colisão com seus companheiros de legislatura, como “chamou” para dentro da Assembleia Legislativa a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o MP estadual o TCE e a CGU.
Caso as denúncias sejam comprovadas, Janad sairá com um imenso cacife político que a colocará como favorita nas eleições, seja qual for o cargo que quiser disputar.
Caso contrário, sairá pela porta dos fundos da política, sem chances de retorno...
QUEM FARÁ “DOBRADINHA” COM JANAD VALCARI?

Com a situação criada por Janad Valcari, a pergunta que não quer calar é: qual deputado estadual da base do governo Wanderlei Barbosa, terá coragem de fazer “dobradinha” com Janad, que será candidata a deputada federal?
A fama de alcagueta ou dedo duro já paira como uma nuvem negra sobre a cabeça de Janad Valcari e, não ter um bom candidato a deputado estadual a pedir votos junto com elas nas próximas eleições, significa entrar na disputa eleitoral sem guarda-costas...
Em outras palavras, fogo amigo. Pra não dizer tiro no pé...
MOVIMENTO PROGRAMADO
Nos bastidores da política tocantinense, é dada como certa a construção de uma candidatura ao governo que reúna o máximo de partidos e prefeitos possível em um mesmo palanque.
Os trabalhos da construção dessa chapa já estão em andamento.
Aguardem...
RICARDO AYRES SENTOU NA CADEIRA ANTES DA ELEIÇÃO

O deputado federal de primeiro mandato, Ricardo Ayres, um dos parlamentares mais atuantes e com bom prestígio em Brasília, foi o escolhido pelo presidente da Câmara Federal, Hugo Motta para ser o relator da CPI do INSS.
Ayres era visto como um nome mais moderado e com bom trânsito com governistas.
O tocantinense deu entrevista para a mídia nacional e “surfou” na crista da onda, sob a luz dos holofotes.
Mas, veio o “rabo de arraia” traiçoeiro. A oposição conseguiu colocar Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) no posto. A manobra foi possível porque a oposição elegeu o senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência da CPI, no lugar de Omar Aziz (PSD-AM), aliado do governo indicado por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Briga de cachorro grande!
Em consequência da Lei Magnitsky, BB teria oferecido ao ministro um cartão de bandeira Elo
Por Paulo Barros
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes teria tido um cartão de crédito do Banco do Brasil, de bandeira americana, bloqueado em razão das sanções impostas pelos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky. A informação foi publicada pelo Valor Econômico nesta quinta-feira (21).
De acordo com o jornal, não está claro qual era a bandeira, mas a Moraes teria sido oferecido em substituição um cartão Elo, que não possui operações nos EUA.
A Folha de S.Paulo já havia informado na quarta-feira (20) que Moraes teve um cartão internacional bloqueado por ao menos uma instituição financeira, sem especificar qual. Na ocasião, a reportagem relatou que a Elo foi oferecida como alternativa para que o ministro pudesse manter pagamentos no país.
Procurado pela preportagem, o Banco do Brasil afirmou que não iria se manifestar sobre o caso. Outras instituições consultadas pela imprensa disseram que, por sigilo bancário, não podem confirmar se Moraes é cliente.
O episódio mostra que as sanções da Lei Magnitsky já não são abstratas. Instituições financeiras brasileiras que mantêm operações internacionais se veem pressionadas por requisitos divergentes de compliance: acatar posições do STF, como a decisão de Dino, que rejeita a aplicação de leis estrangeiras automaticamente, ou seguir normativas americanas, sob risco de retaliação.
Especialistas alertam que a decisão de Flávio Dino, no limite, bancos enfrentam dilemas entre preservar contratos firmados sob lei brasileira ou reputação global sob o risco de sanções bilionárias, bloqueios de correspondentes bancários e até interrupção de serviços.
A notícia vem em meio à investigação da Polícia Federal que aponta que as sanções e o tarifaço promovidos pelo governo dos EUA teriam sido articuladas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, com apoio de seu filho, Eduardo, como meio de pressionar o STF e Moraes a não continuarem com a ação penal que apura tentativa de golpe de Estado. O julgamento está marcado para começar no dia 2 de setembro.