A ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, criticou nesta quinta-feira (26) a possibilidade de a União fazer aportes no Banco de Brasília (BRB) para cobrir o rombo na estatal do Distrito Federal

 

 

Com Estadão Conteúdo

 

 

O BRB enfrenta problemas por causa do envolvimento com o caso do Banco Master, que foi liquidado e é alvo de investigação por irregularidade em operações.

 

Nas redes sociais, Gleisi disse que a União “não tem nada a ver” com o caso e que “quem tem de apresentar uma solução para o rombo, e se explicar, é o governador Ibaneis (Rocha)”, em referência ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

 

“Mídia e banqueiros falando como se fosse normal fazer aportes da União para salvar o BRB. Só que a União não tem nada a ver com as barbaridades que fizeram lá com o Banco Master”, escreveu a ministra em publicação no X. “Quem tem de apresentar uma solução para o rombo, e se explicar, é o governador Ibaneis do Distrito Federal, controlador do BRB e responsável pelo que fez a direção do banco. Não venham espetar essa conta no bolso do povo brasileiro”, completou.

 

Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a Caixa vem negociando a compra de carteiras de crédito do BRB.

 

A cúpula do banco público não descarta debater outras soluções, mas uma federalização do BRB – pela qual a Caixa assumiria o controle acionário do banco – ainda é vista pelo governo federal como uma discussão “prematura”.

 

O BRB tem de lidar com um prejuízo calculado em R$ 5 bilhões após comprar carteiras de crédito podres do Banco Master.

 

O banco pediu um aporte de até R$ 8,86 bilhões para reforçar o capital da instituição após as perdas com o Master.

 

O governo do Distrito Federal, controlador e principal acionista do BRB, enviou um projeto à Câmara Legislativa do DF pedindo autorização dos deputados para fazer um aporte.

 

 

Posted On Sábado, 28 Fevereiro 2026 04:47 Escrito por

Ao todo, governo determinou tarifa zero sobre 105 produtos eletrônicos e manteve a alíquota anterior para outros 15

 

 

Com Flow News

 

 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou na noite desta sexta-feira (27) ter havido recuo por pressão externa na decisão de não aplicar um imposto de importação sobre 120 produtos eletrônicos, incluindo smartphones, notebooks e placas-mãe.

 

 

Em entrevista ao programa Flow News, Haddad disse que, antes de o imposto entrar em vigor, o Ministério da Indústria já vinha analisando pedidos para rever as alíquotas sobre determinados produtos.

 

Dos 120 itens, 105 terão alíquota zero, enquanto outros 15 voltam aos patamares anteriores ao imposto, cuja incidência começa na próxima semana. A medida foi tomada em reunião do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) nesta sexta.

 

“Das 1.250, nós identificamos 15 casos específicos em que os internautas e os gamers estavam certos e que provocaram o ministério [...] Posso estender [a lista de isenções] mais? Posso, não tem nenhum problema. Se segunda-feira a gente notar que tem mais alguma coisa para rever, vai rever, porque o Ministério do Desenvolvimento faz isso toda hora”, afirmou.

Embora o governo alegue interesse estritamente regulatório e de proteção à indústria nacional, o impacto de um novo tributo em ano de eleição no bolso da população pesou para não aplicar o imposto, segundo apurou o SBT News.

 

Outros 1.132 produtos eletroeletrônicos e de maquinário seguem com a alíquota, que passará a vigorar na segunda-feira (2). A justifica foi dar competitividade à indústria brasileira e estimular a produção local de bens, com potencial de arrecadar de R$ 14 bilhões a R$ 20 bilhões.

 

O mecanismo acionado pela Camex para zerar as alíquotas foi o chamado ex-tarifário, que permite a redução para bens de capital e de informática sem produção equivalente no Brasil. Parte desses produtos teria alta de até 7,2 pontos percentuais na tarifa com o imposto.

 

Dentre os produtos com taxa zero estão CPUs, máquinas de ressonância magnética, colhedoras de algodão, caminhões, máquinas de costura e compressores de ar-condicionado.

 

No caso dos smartphones, em que há produção nacional sobretudo na Zona Franca de Manaus, a alíquota de importação cai de 20% para 16%, como era antes.

 

 

Posted On Sábado, 28 Fevereiro 2026 04:23 Escrito por

Filho do presidente Lula é investigado por fraudes contra aposentados e virou alvo nesta quinta (26) de investigação da CPMI do INSS

 

 

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Por Cézar Feitoza

 

 

 

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu aval em janeiro a um pedido da Polícia Federal de quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Os dados já estão em posse da Polícia Federal. As informações foi revelada pelo portal Poder360 e confirmada pela PF.

 

Os sigilos levantados permitem o acesso a informações bancárias, fiscais e dos e-mails do filho do presidente Lula.

 

As quebras do sigilo de Lulinha foram autorizadas no âmbito das investigações sobre as fraudes no INSS. Segundo a PF, uma organização criminosa promoveu descontos ilegais nos pagamentos de aposentados e pensionistas em busca de enriquecimento ilícito.

A defesa de Lulinha afirma que ele está à disposição para colaborar com a investigação voluntariamente. Mas ainda não se manifestou sobre a quebra de sigilo.

 

 

 

O filho do presidente Lula é citado nas investigações da Polícia Federal sobre as fraudes em ao menos quatro pontos. O principal se refere a um possível pagamento de R$ 300 mil de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, para Lulinha.

 

Nas tratativas para o repasse do dinheiro, o Careca do INSS diz que o pagamento deveria ser feito ao "filho do rapaz".

 

As informações estão em um relatório da Polícia Federal enviado em dezembro ao STF. O interlocutor do Careca do INSS comprovou o pagamento dos R$ 300 mil, com destino para a empresa RL Consultoria e Intermediações LTDA, que funcionaria como empresa de fachada do esquema.

 

A Polícia Federal afirma que, pelo contexto das mensagens e pela dinâmica financeira apurada, o valor de R$ 300 mil pago à RL Consultoria não se destinava à prestação real de serviços, mas sim a beneficiar o “filho do rapaz”, expressão usada para ocultar o verdadeiro destinatário final do dinheiro.

 

Relatórios de inteligência financeira (RIFs) citados na decisão indicam que a RL Consultoria recebeu, ao todo, R$ 18,27 milhões, parte relevante transferida por empresas ligadas diretamente ao "careca do INSS".

 

A decisão informa que a RL Consultoria tem como sócios Roberta Moreira Luchsinger, amiga de Lulinha, e seu pai.

 

 

 

Posted On Sexta, 27 Fevereiro 2026 05:22 Escrito por

O governo trabalhou para que todos os 87 requerimentos fossem votados em conjunto para então serem derrubados

 

 

 

Com Estadão 

 

 

Depois de articulação do governo, a CPMI do INSS aprovou, nesta quinta-feira, 26, todos os requerimentos em pauta, que miravam, entre outros, Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, ex-parlamentares e investigados pela Polícia Federal acusados de participação no esquema fraudulento de descontos associativos e até mesmo a presidente do Palmeiras, Leila Pereira.

 

O governo trabalhou para que todos os 87 requerimentos fossem votados em conjunto para então serem derrubados. A oposição queria votar cada um dos itens isoladamente. No final, em votação simbólica, o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), consagrou a vitória da oposição. A sala da comissão então virou palco de briga. A sessão foi interrompida e a TV Senado parou de transmitir o vídeo do local.

 

A reunião desta quinta é considerada uma das mais importantes desta reta final dos trabalhos da comissão porque os requerimentos aprovados chegarão e serão analisados antes de 28 de março, quando chega ao fim o prazo de funcionamento do colegiado.

 

Membros do governo partiram para cima da mesa, onde estavam o presidente e o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A Polícia Legislativa tentou barrar a aproximação, assim como deputados da oposição. O clima ficou mais tenso após uma confusão entre os deputados Rogério Correia (PT-MG), governista, e Evair Vieira de Melo (PP-ES), da oposição.

 

Governistas defendiam a votação em bloco dizendo que havia uma blindagem do presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que, segundo eles, apenas pautaria requerimentos favoráveis à oposição.

 

“A partir do momento que o senhor (Viana) colocar na pauta os requerimentos, estamos dispostos a analisar os demais requerimentos. O senhor coloca na pauta requerimentos já rejeitados e não coloca elementos que não foram analisados”, afirmou.

 

Parlamentares petistas queriam que a CPMI do INSS pautasse requerimentos contra o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, integrantes da Igreja Lagoinha, a qual Viana faz parte e outros ex-integrantes e aliados que fizeram parte da gestão de Jair Bolsonaro quando era presidente – até mesmo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

 

Estadão Conteúdo.

 

 

 

Posted On Quinta, 26 Fevereiro 2026 14:12 Escrito por

Gilson Marques (Novo-SC) aponta riscos de informalidade e desemprego caso proposta seja aprovada

 

 

Por Yumi Kuwano

 

 

Em meio ao debate da proposta que quer acabar com a escala de trabalho 6x1, o deputado Gilson Marques (Novo-SC) demonstrou forte oposição ao projeto que está na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

 

Em entrevista exclusiva ao R7, ele diz acreditar que qualquer proposta que preveja redução de jornada de trabalho no Brasil, neste momento, é insustentável.

Segundo Marques, primeiro é preciso que se apresente o texto da proposta. Na avaliação dele, não há previsão de um estudo que prove que a mudança será benéfica para a economia.

 

“O país está em frangalhos, e a solução para combater a pobreza é trabalhar menos? As pessoas acham que presumidamente vão ganhar a mesma coisa ou que não vai ter consequência? Não tem sentido”, afirma.

De todo modo, Marques diz que o clima na Câmara é favorável à aprovação do projeto, sobretudo em ano de eleições, em função da popularidade da matéria.

 

Nesta semana, o deputado Paulo Azi (União-BA) foi designado para relatar o tema na CCJ. A PEC (proposta de emenda à Constituição) sobre o tema foi enviada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) à comissão no último dia 9.

 

Motta optou por juntar as duas principais propostas sobre o assunto: as PECs da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

 

Impactos

 

Segundo Marques, o Brasil é um país com diversas realidades no mercado de trabalho. Ele afirma que, em regiões onde há escassez de mão de obra, o fim da escala 6x1 pode acelerar processos de automação. Já nos locais com excesso de trabalhadores disponíveis, o aumento dos custos para o empregador tende a provocar ainda mais desemprego.

“Obviamente, vai ser prejudicial financeiramente, porque não existe mágica. Ninguém em sã consciência acha que trabalhar menos rende mais”, diz.

 

O resultado disso será o aumento da informalidade, prevê o parlamentar. “Ao criar mais proibições, como impedir a jornada de seis dias, você encarece o custo do trabalho e empurra mais pessoas para a informalidade”, defende.

 

Outro ponto levantado pelo deputado é o possível aumento no preço de produtos e serviços para o consumidor final. Segundo ele, o repasse dos custos recairia justamente sobre os próprios trabalhadores, que seriam apresentados como beneficiados pela mudança.

 

“Para o rico, tanto faz, ele vai sofrer menos impacto. O custo que ele vai ter pela redução da carga de trabalho, vai repassar para o preço dos produtos. Seja no pãozinho, seja na comida”, afirma.

 

Solução

 

Para Marques, a comparação com as jornadas de trabalho de outros países, usada como justificativa por defensores da proposta, não é válida.

 

O deputado ressalta que comparar a realidade brasileira com a de países ricos, como a Alemanha, é um erro, já que em economias mais estruturadas é mais fácil aplicar medidas de redução de jornada de trabalho.

 

“Se alguém mostrar um país com renda per capita parecida com a nossa que ficou rico aplicando essa regra, eu baterei palmas. Mas isso não existe”, comenta.

 

Na opinião dele, o Estado deveria reduzir a carga tributária sobre medicamentos e alimentos, por exemplo, e não “proibir dias de trabalho”.

 

“Se quisesse ajudar para que ele [o trabalhador] não tivesse tantos problemas e tivesse mais liberdade, uma vida melhor, bastaria não explorá-lo tanto na forma tributária”, destaca Marques.

 

 

Posted On Quinta, 26 Fevereiro 2026 06:03 Escrito por
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