Nova etapa do Plano Brasil Soberano financiará capital de giro, investimentos e abertura de mercados para setores estratégicos

 

 

Com Estadão

 

 

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (22/7) uma nova etapa do Plano Brasil Soberano, que contará com R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento voltadas a empresas de setores impactados pelas tarifas comerciais impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

Do montante previsto para o Plano Brasil Soberano III, R$ 13,5 bilhões serão provenientes do Tesouro Nacional e outros R$ 5 bilhões serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos poderão ser destinados ao capital de giro, aquisição de bens de capital, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, além da prospecção e abertura de novos mercados.

 
A medida provisória de ampliação do programa já foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e será enviada ao Congresso Nacional. O texto autoriza o uso de recursos do Tesouro em conjunto com recursos próprios do BNDES para viabilizar as operações de financiamento.

 

Segundo a proposta, caberá ao BNDES elaborar o plano de aplicação dos recursos, que será submetido à análise de um conselho interministerial. A estrutura permitirá direcionar os financiamentos conforme os impactos sofridos por cada setor e sua relevância para a economia e o comércio exterior brasileiro.

 

Também nesta quarta-feira, o presidente sancionou o Projeto de Lei de Conversão nº 7, originado da Medida Provisória nº 1.345, que criou as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano. Durante a tramitação no Congresso, o alcance da iniciativa foi ampliado e passou a incluir exportadores da agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca, aquicultura e mineração, além de cooperativas e associações ligadas a essas atividades.

 

A legislação também autoriza que os recursos destinados à inovação tecnológica sejam utilizados para financiar adaptações voltadas ao cumprimento de exigências sanitárias, fitossanitárias, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade exigidas pelo mercado internacional.

 

Entre os principais beneficiários da nova fase estão empresas afetadas pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos com base nas Seções 232 e 301 da legislação comercial norte-americana. As medidas atingem segmentos como aço, alumínio, automóveis, móveis, madeira, carvão, máquinas e equipamentos elétricos, cerâmicas, plásticos, calçados, papel e açúcar.

 

O programa também atenderá empresas prejudicadas por conflitos internacionais, especialmente aquelas que exportam para países do Golfo Pérsico, além de setores considerados estratégicos para a balança comercial e para a segurança produtiva do país, como fertilizantes, minerais críticos, produtos químicos, farmacêuticos, têxteis, automotivos, equipamentos eletrônicos e máquinas elétricas.

 

Criado para preservar empresas, empregos, investimentos e a capacidade exportadora brasileira diante das mudanças no comércio internacional, o Plano Brasil Soberano teve sua primeira etapa lançada em 2025, com R$ 16 bilhões. A segunda fase, anunciada em 2026, dispõe de R$ 21 bilhões e já acumula R$ 19,5 bilhões em pedidos protocolados, dos quais R$ 10,6 bilhões foram aprovados pelo BNDES. Dos 677 projetos apresentados, 313 são de micro, pequenas e médias empresas.

 

 

Posted On Quarta, 22 Julho 2026 16:17 Escrito por

Sobretaxa de 25% pressiona setores da indústria; governo e empresários voltam à mesa de negociação

 

 

POr Mariana Saraiva

 

 

À meia-noite desta quarta-feira (22), entrou em vigor a tarifa adicional de 25% imposta pelo governo do presidente Donald Trump sobre parte das exportações brasileiras. Segundo especialistas, o custo adicional gerado pela medida pode reduzir a margem de lucro dos exportadores e ser repassado aos consumidores nos Estados Unidos.

 

Para o professor de Ciências Contábeis da Estácio, Alisson Batista, o principal efeito será o encarecimento dos produtos brasileiros no mercado americano, o que dificulta as exportações, porque “parte desse aumento acaba sendo repassada ao consumidor americano e outra parte é absorvida pelo exportador brasileiro”, explica.

Segundo Batista, a redução das exportações pode provocar efeitos em cadeia, como diminuição da produção, adiamento de investimentos e até impactos sobre o emprego em segmentos específicos. Apesar disso, ele avalia que o risco de uma inflação generalizada no Brasil é baixo. “Produtos que deixam de ser exportados aumentam a oferta no mercado interno, o que pode até pressionar os preços para baixo. O maior impacto tende a ficar concentrado nos setores que dependem mais das vendas aos Estados Unidos”, afirma. É o caso das indústrias de máquinas e equipamentos, calçados, vestuário, papel, madeira, açúcar e etanol.

 

Exceções ao tarifaço

Na prática, tarifaço funciona como um pedágio extra para a entrada de produtos brasileiros nos Estados Unidos. Nem todos os produtos, porém, foram atingidos. Permanecem fora da sobretaxa itens considerados estratégicos para os Estados Unidos, como café, carne bovina, aeronaves e peças da indústria aeronáutica, além de alguns produtos minerais.

Segundo dados da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), cerca de US$ 7,2 bilhões — o equivalente a 18,9% dos US$ 38 bilhões exportados anualmente pelo Brasil aos Estados Unidos — serão afetados pela nova cobrança.

 

A medida coloca o Brasil como o segundo país mais atingido pelas sobretaxas dos EUA, atrás apenas da China.

Negociações

Enquanto as tarifas passam a valer, o governo federal intensifica as negociações para tentar reduzir seus efeitos. Nessa terça-feira (21), o vice-presidente Geraldo Alckmin iniciou uma série de reuniões com representantes dos principais setores afetados para discutir medidas de apoio e estratégias de resposta.

 

Participam das conversas representantes da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) e Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos).

O presidente da Abimaq, José Velloso, defendeu que o Brasil mantenha a negociação diplomática com Washington e evite, neste momento, adotar medidas de reciprocidade.

 

Desde o anúncio da sobretaxa, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem criticado a decisão americana. Em nota divulgada na semana passada, classificou a medida como um “marco lastimável” na relação entre os dois países e afirmou que não há justificativa para a imposição unilateral das tarifas.

 

Apesar do impacto imediato, especialistas avaliam que o tarifaço representa um desafio importante, mas não uma ruptura nas exportações brasileiras. Entre as alternativas apontadas estão a ampliação de mercados na União Europeia, Ásia, Mercosul e China, além da continuidade das negociações diplomáticas entre os dois países.

 

 

 

Posted On Quarta, 22 Julho 2026 06:30 Escrito por

Em dois cenários testados, resultados do atual presidente, do ex-governador de Goiás e do senador ficam dentro da margem de erro

 

Por Bruna Pauxis

 

 

A nova edição da pesquisa Real Time Big Data, divulgada na manhã desta terça-feira (21), mostra ao menos três pré-candidatos à Presidência da República tecnicamente empatados nas intenções de voto, em um eventual segundo turno das eleições.

Em dois dos cenários testados, o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), empataria dentro da margem de erro com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) — que ficou à frente numericamente.

Confira os resultados:

 

Lula (45%) x Flávio Bolsonaro (42%)

Lula (43%) x Ronaldo Caiado (44%)

Lula (44%) x Romeu Zema (38%)

Lula (44%) x Renan Santos (35%)

 

Na projeção de primeiro turno, o petista teve 40% das intenções de voto e ficou 7 p.p. à frente do segundo colocado, Flávio Bolsonaro, que registrou 33%.

Confira os resultados:

 

Lula (PT) - 40%

Flávio Bolsonaro (PL) - 33%

 

Renan Santos (Missão) - 9%

Ronaldo Caiado (PSD)- 7%

Romeu Zema (Novo) - 2%

Escritor Augusto Cury (Avante) - 1%

Joaquim Barbosa (DC) - 1%

Outros - 1%

Nulo/Branco - 1%

NS/NR - 1%

Em uma análise do indicado nas pesquisas dos últimos quatro meses elaboradas pelo mesmo instituto, o nome escolhido pelo PT manteve a preferência no primeiro turno e, em maio, teve alta nas intenções de voto.

Enquanto isso, Flávio Bolsonaro apresentou queda no desempenho entre maio e junho, quando perdeu 4 p.p. (pontos percentuais). Contudo, avançou 2 p.p. na edição divulgada nesta manhã, na comparação com a de junho.

 

Metodologia

A pesquisa envolveu 2.000 entrevistas, feitas com eleitores de todo o território nacional, entre sábado (18) e segunda-feira (20). O relatório, porém, não detalha em qual modalidade ocorreu o levantamento: de forma presencial, virtual ou por telefone, por exemplo.

A sondagem está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o código BR-09247/2026. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, e o índice de confiança, de 95%.

 

 

Posted On Terça, 21 Julho 2026 14:43 Escrito por

Por Catia Seabra

 

Prestes a oficializar sua candidatura à reeleição, o presidente Lula (PT) avalia faltar a todos os debates com os demais candidatos promovidos no primeiro turno por emissoras de televisão e outros veículos de imprensa.

 

O tema divide a cúpula petista. Parte dos aliados mais poderosos de Lula teme que, como atual presidente é o único candidato de esquerda na disputa, ele fique muito exposto a ataques no confronto com os adversários, alinhados à direita e em busca do título de opositor.

 

Prováveis candidatos como Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) são do campo antipetista e, se tiverem oportunidade, tentarão desgastar Lula. Como não deverá haver outro candidato alinhado à esquerda nos debates, o presidente precisaria enfrentar sozinho todos os adversários.

 

O hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate da TV Globo, na campanha de segundo turno da eleição de 2022 - Eduardo Anizelli - 28.out.22/Folhapress
Outro grupo do partido de Lula defende que ele participe dos encontros para não perder oportunidades de entrar em embates com Flávio Bolsonaro, que será seu principal adversário.

 

Por lei, as emissoras têm obrigação de convidar, além do petista e do pré-candidato do PL, apenas Caiado e Augusto Cury (Avante). A legislação determina que é obrigatório o convite para os candidatos cujos partidos tenham mais de cinco representantes no Congresso. O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu ano passado que o cálculo será feito com base no resultado da eleição de 2022, sem considerar as mudanças de partido ocorridas depois.

 

Se Lula não comparecer, há uma avaliação de que Flávio Bolsonaro também pode faltar aos debates, e não terá de responder sobre sua relação com o escândalo do Banco Master. Em maio, foi divulgado um áudio em que o senador pede dinheiro ao antigo dono do banco, Daniel Vorcaro, para concluir um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Um dos principais pontos da estratégia eleitoral de Lula é justamente aumentar a rejeição do eleitorado a Flávio usando o caso Master e o tarifaço do governo americano contra produtos brasileiros, por causa da afinidade do grupo político bolsonarista com Donald Trump.

 

A ausência de presidentes em debates durante campanhas à reeleição é uma estratégia conhecida. Em 2006, quando concluía seu primeiro mandato, Lula decidiu não comparecer aos encontros do primeiro turno, confiando na ampla vantagem que tinha sobre o segundo colocado –o hoje vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB, à época no PSDB).

 

Em 1998, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também não compareceu a debates. A eleição foi vencida por ele já no primeiro turno.

 

Neste ano, apesar de a tendência ser Lula não participar dos debates do primeiro turno, aliados ressalvam que a decisão não está tomada. Além disso, poderão ser feitas avaliações caso a caso. Por exemplo: se Lula julgar que foi muito atacado em um debate do qual tenha se ausentado, pode decidir ir ao encontro seguinte para responder aos adversários.

 

A dúvida mais imediata é sobre o comparecimento do petista ao debate da Band, tradicionalmente o primeiro do período eleitoral. O evento está marcado para 16 de agosto.

 

Lula quer promover, também em 16 de agosto, o ato de lançamento de sua candidatura. Pode ser inviável participar dos dois, uma vez que debates televisionados demandam preparação prévia dos candidatos junto de suas equipes de comunicação. Além disso, é conveniente que o participante esteja descansado.

 

O presidente e seu grupo político pretendem realizar o ato de lançamento no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP). Havia dúvidas sobre a possibilidade por causa de um jogo marcado para a mesma data –São Bernardo contra Botafogo de Ribeirão Preto, pela série B do Campeonato Brasileiro.

 

Na última terça-feira (14), aliados informaram a Lula que a partida seria antecipada, abrindo caminho para o ato de lançamento. Fontes próximas da cúpula petista avaliam ainda ser possível o adiamento do evento político para permitir que o presidente participe do debate da Band, mas a direção do partido trabalha para ser mesmo realizado no dia 16.

 

O estádio da Vila Euclides é um dos locais mais significativos da trajetória política do presidente. No final dos anos 1970, quando começava a se tornar uma figura conhecida, Lula era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista e presidiu assembleias de grevistas no estádio.

 

A ideia do PT é que o lançamento da candidatura conte a história política de Lula, que, aos 80 anos, disputará sua última eleição. O partido agora se organiza para levar apoiadores suficientes para encher o estádio, uma operação mais difícil do que a de organizar atos políticos tradicionais.

 

O presidente da República também busca reforçar sua presença em São Paulo, estado que tem o eleitorado mais numeroso do país. Sua aliança local terá o ex-ministro Fernando Haddad (PT) como candidato a governador. Ele disputará contra o atual chefe do Executivo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), favorito e com chances de vencer no primeiro turno.

 

Lula lidera as pesquisas eleitorais. Levantamento da Quaest divulgado quarta-feira (15) mostra o petista com 40% das intenções de voto para o primeiro turno, contra 28% de Flávio Bolsonaro. Para o segundo turno, o petista tem 45% contra 37% do provável adversário. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

 

 

Posted On Terça, 21 Julho 2026 11:41 Escrito por

Por Lucas Vasques

 

 

O instituto Datafolha divulga, nesta sexta-feira (24), nova pesquisa eleitoral encomendada pela Folha de S.Paulo. O levantamento, registrado no TSE sob o número BR-01166/2026, cobre intenções de voto para a Presidência da República, aprovação do governo Lula e temas políticos em evidência no debate público. A consulta custou R$ 307 mil.

A coleta de dados começa nesta quarta-feira (22) e se encerra na própria sexta-feira (24), mesmo dia em que os resultados serão publicados. O método é questionário via web, aplicado a 2.004 eleitores, com 16 anos ou mais, distribuídos por todo o país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

 

O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garante rastreabilidade pública ao levantamento, prática obrigatória para pesquisas eleitorais no Brasil. O número de entrevistados e a margem de erro são compatíveis com os padrões habituais do instituto para pesquisas nacionais de intenção de voto.

 

Temas abordados

 

O questionário abre com uma seção espontânea, em que o eleitor indica preferências sem ser apresentado a nomes, e avança para uma seção estimulada com 12 candidatos listados: Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Romeu Zema (NOVO), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Leonardo Avalanche (PRTB), Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Edmilson Costa (PCB).

Os entrevistados também serão perguntados sobre o nível de conhecimento e rejeição a cada um desses nomes.

 

Para o segundo turno, a pesquisa simula três cenários: Lula contra Ronaldo Caiado, Lula contra Flávio Bolsonaro e Lula contra Romeu Zema.

Além das intenções de voto, o levantamento mede a aprovação ou desaprovação do governo atual e a avaliação do eleitor sobre áreas específicas de política pública, como saúde, segurança pública e educação.

 

O questionário também inclui perguntas sobre a prisão domiciliar de Bolsonaro e o conflito tarifário entre Brasil e Estados Unidos, associando os pré-candidatos Flávio Bolsonaro e Lula ao tema. A inclusão desses dois assuntos reflete a centralidade que ocupam no debate político recente e sua potencial influência na percepção dos eleitores sobre governo e oposição.

 

Em outra seção, os entrevistados são convidados a avaliar o trabalho do técnico Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira na Copa do Mundo e a opinar se ele deve permanecer no cargo até 2030.

Últimos números para comparar

A edição anterior da pesquisa Datafolha foi divulgada em 20 de junho. Naquele levantamento, Lula (PT) aparecia com 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% de Flávio Bolsonaro (PL). Os demais candidatos testados ficaram abaixo dos dois dígitos.

 

No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa anterior registrou 47% para o presidente e 43% para o senador, diferença dentro da margem de erro que sinalizava disputa competitiva.

 

Os novos números desta sexta-feira (24) permitirão avaliar se esse quadro se manteve, se aproximou ou se distanciou nos meses seguintes.

 

 

Posted On Terça, 21 Julho 2026 05:29 Escrito por
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