Após minuciosa e sigilosa investigação, o Papa Leão XIV determina a remoção do Bispo Dom José Moreira

 

Desde que os frades dominicanos, oriundos do castelo medieval de São Maximin, fincado no norte da França, desembarcaram em Porto Nacional, em outubro de 1886, essa é a primeira vez que um Papa determina a imediata remoção de um bispo da governança de uma das principais dioceses do país, criada em 1915.

 

 

Por Edivaldo Rodrigues e Edson Rodrigues

 

 

O escândalo que envolve Dom José Moreira é tão assustador que autoridades eclesiásticas do Tocantins se negaram a comandar esse sombrio processo investigativo, que teve que ser conduzido por um enviado especial do Papa Leão XIV.

 

Esse processo de desintegração moral da Diocese de Porto Nacional não começou nesse bispado. Os primeiros movimentos contrários à secular história de paz, fraternidade e acolhimento do clero portuense começaram em 28 de março de 1998, com a posse de Dom Geraldo Gusmão como Bispo Diocesano, tendo o então padre José Moreira como seu principal colaborador.

 

 

Monsenhor Jacinto Sardinha

 

A partir daquele instante, os sacerdotes mais admirados, respeitados e amados pelo povo portuense, dentre eles monsenhor Juraci Cavalcante e monsenhor Jacinto Sardinha, foram retaliados, marginalizados, perdendo quase que totalmente suas funções sacerdotais, imposição do grupelho que se formou naquele ambiente de fé.

 

 

Monsenhor Juraci Cavalcante

 

O Jornal O Paralelo 13, que nunca se calou diante das injustiças, publicou um editorial de capa, intitulado “Os Óculos de Deus”, denunciando o desmonte politiqueiro que, naquele instante, se instalava no Seminário São José e na Casa Paroquial Diocesana.

 

O clero portuense reagiu com barulho. Convocou todos os sacerdotes da Diocese, que é composta por 32 municípios, sendo 30 no Tocantins e 2 em Goiás, que lotaram a Catedral de Nossa Senhora das Mercês e ali celebraram uma Missa de Desagravo, momento em que fizeram duras críticas à imprensa, principalmente ao Jornal O Paralelo 13, que não se curvou aos gritos do grupelho que, naquele instante, comandava o rebanho católico portuense.

 

Mas, o que mais machucou a nossa alma foi receber, na nossa redação, monsenhor Juraci aos prantos, pedindo que fizéssemos um bilhete endereçado ao bispo de então, dizendo que aquele fragilizado e humilhado sacerdote não era a nossa fonte. A mesma imposição foi feita a monsenhor Jacinto, que preferiu o silêncio a submeter-se a tamanha humilhação. Talvez por isso, quando Roma estudava sua indicação para o bispado portuense, sua bela e rica trajetória de vida foi desconstruída covardemente.

 

 Monsenhor Jones Pedreira

 

Conhecedores desses fatos e muitos deles vitimados por aquele grupelho, os sacerdotes portuenses, quando foram comunicados oficialmente que o novo bispo de Porto Nacional seria Dom José Moreira, boa parte deles entrou em desespero e chorou copiosamente, perguntando uns aos outros: “O que será de nós?” Monsenhor Jones Pedreira não teve como responder essa pergunta, pois recolheu seu sofrimento ao universo do silêncio até partir em direção à Morada do Pai Celestial.

 

Mas qual foi o motivo tão grave que fez com que o Papa Leão XIV destronasse Dom José Moreira do seu bispado? O Jornal O Paralelo 13 foi em busca dos fatos. Segundo informações, em off, pois o processo é altamente sigiloso, o fio do novelo começa a se desenrolar em dezembro de 2022, quando Dom José Moreira tomou posse como o 6º bispo de Porto Nacional, vindo de Januária, em Minas Gerais. De lá ele trouxe consigo um fiel escudeiro, um jovem que foi apresentado ao clero portuense como seu secretário particular.

 

 

Dom Pedro Brito Guimarães,  Arcebispo Metropolitano de Palmas

 

Esse assecla mineiro, com todo poder que lhe foi proporcionado pelo bispo diocesano, passou a interferir diretamente no cotidiano da Cúria, ousando e abusando de sua proteção, realizando modificações na estrutura administrativa e pastoral da Diocese, o que serviu para fomentar comentários maldosos, segredados nos silenciosos corredores do Seminário São José e nas sombras das colunatas da Nave Central da Catedral de Nossa Senhora das Mercês. Esse rastilho de pólvora estava endereçado a uma bomba prestes a explodir.

 

 

 José Moreira da Silva

 

E explodiu em forma de relatório. Segundo nossas fontes, consta nesse documento recebido pela Nunciatura Apostólica, em Brasília, e posteriormente encaminhado a Roma, parágrafos inteiros relatando o desrespeitoso e até agressivo relacionamento do bispo Dom José Moreira com seus sacerdotes, tratamento que era também usado com os leigos. Está registrado também o despreparo dele em questões dogmáticas, que fragilizava seus pronunciamentos, que sempre foram desprovidos de conhecimento. O relatório, ainda segundo nossas fontes, destaca a ausência de emoção em suas intervenções litúrgicas, fruto de um pregador desletrado, que priorizava os gritos e frases desconexas, o que transformava seus sermões em um amontoado de palavras vazias e soltas ao vento.

 

Ciente da atuação nefasta de Dom José Moreira e dos desmandos do seu jovem assessor, o Papa Leão XIV designou que um Visitador Apostólico viajasse a Porto Nacional. Essa decisão papal se fez necessária porque, a princípio, o Arcebispo Metropolitano de Palmas, Dom Pedro Brito Guimarães, havia sido designado para liderar o processo investigativo. Entretanto, sábio que é, ele declinou gravemente, alegando excessiva proximidade com o caso.

 

 

Seminário São José de Porto Nacional

 

Com isso, o Visitador de Roma chegou a Porto Nacional e aqui permaneceu por 4 dias, hospedado na chácara das Irmãs Dominicanas, e durante esse tempo recebeu os padres da Diocese e alguns leigos para tomar depoimentos. Após esses perturbadores relatos, o processo foi parar nas mãos do Papa Leão XIV, que, ciente das gravidades ali registradas, determinou a manutenção de sigilo absoluto, a imediata remoção do bispo Dom José Moreira da governança da Diocese de Porto Nacional e lhe deu, diplomaticamente, o ato oficial de uma renúncia obrigatória, o que faz dele um bispo emérito, aposentado de suas funções eclesiásticas pelo Código de Direito Canônico.

 

*A Família Paralelo 13, que tem um grande compromisso com o povo portuense prepara novas informações sobre esse escândalo. Em breve divulgaremos mais verdades.

 

 

Posted On Terça, 02 Junho 2026 04:36 Escrito por

 

Durante a solenidade, foram autorizados estudos para a implantação de novos cursos de graduação nas áreas de mineração, turismo e saúde

 

 

Por Débora Gomes e Leydiane Lima

 

 

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, acompanhado do reitor da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), Augusto Rezende, inaugurou nesta sexta-feira, 22, o novo câmpus da Unitins em Dianópolis, na região sudeste do estado. A nova estrutura recebeu investimento de R$ 30 milhões e foi projetada com arquitetura moderna, foco em acessibilidade e diretrizes de sustentabilidade. A programação contou ainda com o show da cantora Vanessa da Mata, aberto ao público.

 

 

 

Durante a cerimônia, o governador Wanderlei Barbosa destacou a importância do novo câmpus para o fortalecimento do ensino superior público e a valorização da comunidade acadêmica.

 

“Sabemos o quanto essa universidade é importante para a formação dos nossos jovens e para o desenvolvimento da região. Queremos uma Unitins cada vez mais estruturada, com espaços adequados, laboratórios e condições para ampliar o ensino superior no Tocantins. Hoje entregamos um câmpus moderno, pensado para oferecer mais qualidade aos estudantes, professores e servidores, e seguimos trabalhando para fortalecer ainda mais a universidade pública no estado”, ressaltou o governador.

 

O reitor da Unitins, Augusto Rezende, salientou que a inauguração do novo câmpus representa um marco histórico para a universidade e fortalece a expansão do ensino superior público no sudeste do Tocantins. “É um dia histórico para a Unitins. Junto ao Governo do Estado e ao governador Wanderlei Barbosa, entregamos uma estrutura com quase 6 mil metros quadrados de área construída, que vai proporcionar mais conforto e melhores condições para nossos acadêmicos, professores e técnicos administrativos. Durante os últimos 12 anos, a universidade funcionou de forma improvisada, superando desafios e compartilhando espaços. Agora, passamos a contar com um câmpus moderno, que também permitirá a expansão para novas áreas de conhecimento e atenderá às demandas da região sudeste do Tocantins”, frisou.

 

 

Reitor da Unitins Augusto Rezende celebra entrega do novo câmpus 

 

“Hoje [sexta-feira, 22] é um dia difícil de definir em uma única palavra. É um momento histórico, memorável e a realização de um sonho para Dianópolis e toda a região sudeste do estado. Essa conquista representa o resultado de muitos desafios superados, esforços conjuntos e pessoas que abriram caminhos para que esse projeto se tornasse realidade. Agora, a região passa a contar com um câmpus moderno, completo e preparado para ampliar oportunidades e fortalecer o ensino superior público”, completou o prefeito Hormides Rodrigues Neto.

 

A cerimônia reuniu a comunidade acadêmica da Unitins, composta por estudantes, professores, técnicos administrativos, além de autoridades estaduais e municipais, lideranças políticas e moradores da região.

 

 

Diretora Ana Felícia Cavalcanti Pires comemora nova estrutura e impactos positivos para a comunidade acadêmica  - Crédito: Antonio Gonçalves/Governo do Tocantins

 

Para celebrar a entrega do novo câmpus da Unitins em Dianópolis, a programação foi encerrada com um grande show da cantora Vanessa da Mata, aberto ao público e reunindo moradores de Dianópolis e de toda a região sudeste do Tocantins. A apresentação marcou a noite de inauguração em clima de festa e celebração, coroando um momento considerado histórico para a educação superior no estado e reforçando a aproximação da universidade com a comunidade.

 

Expansão do ensino superior

 

Durante a solenidade, o governador Wanderlei Barbosa autorizou oficialmente o reitor da Universidade Estadual do Tocantins, Augusto Rezende, a promover estudos técnicos, administrativos e pedagógicos para a ampliação do câmpus de Dianópolis, com foco na implantação de novos cursos de graduação nas áreas de mineração, turismo e saúde.

 

 

Acadêmica Cinthya Carvalho, do curso de Direito, comemora inauguração do novo câmpus da Unitins em Dianópolis  

 

A autorização também prevê o encaminhamento de proposta de readequação da estrutura organizacional de pessoal, contemplando a criação de cargos docentes e equipes de apoio necessários ao funcionamento das novas graduações. As demandas deverão ser submetidas à Secretaria de Estado da Administração (Secad) para planejamento e previsão, conforme os estudos técnicos elaborados pela universidade.

 

O governador determinou ainda que a Secretaria de Estado da Saúde adote as providências necessárias para disponibilização de espaços técnicos de apoio voltados à implantação dos cursos na área da saúde, fortalecendo a expansão do ensino superior público no sudeste tocantinense.

 

Novo câmpus

 

 

 

A Unitins atua em Dianópolis desde 2014, com funcionamento provisório em uma escola de ensino básico. Localizada no Jardim Canadá, na saída para o município de Rio da Conceição, a construção do câmpus próprio representa a consolidação da presença institucional da universidade na região sudeste do estado.

 

O câmpus possui aproximadamente 6 mil m² de área construída, distribuídos em 30 salas de aula, sala dos professores, setores administrativos e quatro salas de orientação e atendimento aos acadêmicos. A estrutura conta com laboratórios de informática, biblioteca com 200 m² e auditório com capacidade para 150 pessoas.

 

O novo câmpus também possui cantina, pátio coberto, banheiros adaptados e rampas de acessibilidade, seguindo diretrizes de sustentabilidade e inclusão.

 

 

Novo câmpus da Unitins em Dianópolis possui aproximadamente 6 mil metros quadrados de área construída, com salas de aula, laboratórios, biblioteca e auditório  - Crédito: Antonio Gonçalves/Governo do Tocantins

 

A nova estrutura entregue para a comunidade ampliará o atendimento da universidade, que atualmente oferta os cursos de Administração, Ciências Contábeis e Direito, além de possibilitar aumento no número de matrículas e futura implantação de novos cursos na região.

 

Comunidade acadêmica comemora

 

A diretora do câmpus Dianópolis, Ana Felícia Cavalcanti Pires, comemorou a entrega da nova estrutura e destacou os impactos positivos que o novo espaço trará para estudantes, professores e servidores da universidade. “Antes era um sonho e hoje se tornou realidade. Durante muitos anos trabalhamos com espaços limitados, setores pequenos e estrutura improvisada. Agora passamos a contar com ambientes modernos, auditório, novos laboratórios e uma estrutura muito mais adequada para atender à comunidade acadêmica. Isso vai impactar diretamente no ensino, na pesquisa e na extensão, além de proporcionar mais conforto e melhores condições de trabalho para técnicos administrativos, docentes e estudantes”, observou a diretora.

 

A acadêmica do 5º período do curso de Direito, Cinthya Carvalho, moradora do município de Rio da Conceição, comemorou a inauguração do novo câmpus da Unitins em Dianópolis. “Estamos muito felizes com a inauguração do novo câmpus da Unitins. Essa nova estrutura traz um sentimento de pertencimento, de estar em casa, além de oferecer mais apoio aos acadêmicos. É uma conquista muito importante para todos nós e reforça a importância de uma universidade pública e de qualidade. Com mais estrutura, salas adequadas e suporte para estudantes e professores, a expectativa é de melhoria no ensino e ainda mais incentivo aos nossos estudos”, pontuou.

 

 

Para celebrar a entrega do novo câmpus da Unitins em Dianópolis, a programação foi encerrada com um grande show da cantora Vanessa da Mata - Crédito: Antonio Gonçalves/Governo do Tocantins

 

A inauguração do novo campus da Unitins também representa a concretização de histórias construídas ao longo da trajetória da universidade no interior do Tocantins. Uma delas é a da professora Venusa Delgado Rego, natural da região do Bico do Papagaio e testemunha dos primeiros passos da instituição na região. Atualmente docente e coordenadora do curso de Ciências Contábeis, ela celebra não apenas a entrega da nova estrutura, mas também o fortalecimento do ensino superior no extremo norte do estado.

 

Emocionada, Venusa destacou o significado histórico do momento para toda a região. “É um momento histórico, um marco para a história do Bico do Papagaio. Tenho uma longa trajetória com a Unitins. Acompanhei o início da universidade na região; vi quando ela começou a ser instalada. Hoje, ver essa grandeza e essa realização acontecendo é motivo de muita alegria para todos nós”, finalizou.

 

A professora também ressaltou a expectativa positiva em torno dos investimentos já destinados para que Augustinópolis receba, futuramente, uma unidade própria da universidade com o mesmo padrão de excelência da nova estrutura inaugurada.

 

 

 

Posted On Sábado, 23 Mai 2026 07:33 Escrito por

 

Aproximamo-nos de quatro décadas de existência de um dos mais tradicionais veículos de comunicação do Tocantins. Uma caminhada iniciada ainda antes da criação oficial do Estado, quando o sonho separatista pulsava no coração do povo nortense e a esperança de um novo tempo movia homens e mulheres que acreditavam na construção de uma nova história.

 

O jornal O Paralelo13 nasceu nesse ambiente de luta, coragem e resistência. Primeiro em formato tabloide, depois standard e, mais tarde, acompanhando a evolução da comunicação mundial, consolidando-se também no ambiente digital. Foram décadas de muito suor, sacrifício, enfrentamentos e persistência.

 

Nada foi fácil!

 

Mas em toda essa travessia, a família O Paralelo13 jamais esteve sozinha.

 

 

Sempre contamos com o apoio da família tocantinense, dos amigos, colaboradores, parceiros, empresários, trabalhadores, governos estaduais, municipais, membros dos poderes Legislativo e Judiciário, representantes do Ministério Público e, principalmente, dos nossos leitores, verdadeiros responsáveis pela permanência deste veículo de comunicação ao longo de tantos anos.

 

 

 

O Paralelo13 foi forjado um ano e meio antes da criação do Estado do Tocantins pela Constituinte de 1988, presidida pelo saudoso Ulysses Guimarães. E foi nesse momento histórico que surgiu oficialmente o Tocantins, através da luta liderada pelo grande estadista José Wilson Siqueira Campos, homem de visão futurista que soube transformar um sonho centenário em realidade.

 

 

Siqueira Campos assumiu a missão de criar, estruturar e consolidar o mais novo Estado brasileiro, além de erguer Palmas, capital de todos os tocantinenses, coincidentemente hoje muito bem administrada por seu filho, Eduardo Siqueira Campos. E todas essas etapas históricas foram registradas nas páginas de O Paralelo13, sempre com uma linha editorial firme, destemida, independente e respeitosa.

 

Ao longo dessa trajetória, enfrentamos pressões, perseguições, tentativas de intimidação e ações que buscavam nos calar. Houve momentos difíceis. Houve agressões. Houve ataques à liberdade de imprensa. Mas nenhuma dessas tentativas conseguiu silenciar a nossa voz.

 

Muito pelo contrário, cada dificuldade nos fortaleceu ainda mais.

 

Cada tentativa de intimidação aumentou nossa coragem de continuar exercendo um jornalismo crítico, vigilante e comprometido com os interesses coletivos do povo tocantinense.

 

 

Nossa gratidão aos advogados que nos defenderam, aos membros do Poder Judiciário em todas as instâncias e aos integrantes do Ministério Público que, dentro da Constituição e do Estado Democrático de Direito, sempre garantiram a liberdade de expressão e o direito da imprensa de exercer seu papel.

 

AVECOM

 

Queremos aqui registrar um agradecimento especial aos amigos da AVECOM.

 

Na pessoa do presidente, comunicador e empresário Alex Câmara, reconhecemos o esforço permanente em defesa dos veículos de comunicação que fazem parte da entidade.

 

Alex Câmara tem demonstrado compromisso, coragem e dedicação na luta pelo fortalecimento da imprensa tocantinense, defendendo os interesses coletivos dos profissionais e empresas de comunicação do nosso Estado.

 

Nossa eterna gratidão!

 

A VOLTA DO IMPRESSO

 

 

É com orgulho e emoção que anunciamos que nesta próxima segunda-feira, O Paralelo13 volta oficialmente a circular em formato impresso.

 

Inicialmente com tiragem de 20 mil exemplares e distribuição gratuita, retornamos às ruas mantendo a mesma essência que construiu nossa história de independência editorial, coragem, respeito à informação e compromisso com os interesses coletivos do Tocantins.

 

O impresso retorna mais forte, mais experiente e ainda mais comprometido com o jornalismo de interesse público.

 

 

 

Seguiremos firmes na defesa da democracia, da liberdade de expressão e do direito da sociedade à informação séria, plural e responsável.

 

PESQUISAS ELEITORAIS

 

A família O Paralelo13 também informa aos seus leitores que decidiu publicar pesquisas eleitorais apenas após as convenções partidárias e o registro oficial das candidaturas majoritárias ao Governo do Estado e ao Senado Federal.

 

Entendemos que esse será o momento mais adequado para apresentar ao eleitor tocantinense cenários mais consolidados dentro do processo democrático de 2026.

 

Nossa eterna gratidão a todos que, de uma forma ou de outra, contribuíram para a sobrevivência e fortalecimento de um dos veículos de comunicação mais tradicionais do Tocantins.

 

Sem vocês, nada disso seria possível.

 

GRATIDÃO ETERNA!

 

FAMÍLIA O PARALELO 13

 

EDSON RODRIGUES

EDIVALDO RODRIGUES

EDMAR RODRIGUES

 

 

Posted On Domingo, 10 Mai 2026 04:09 Escrito por

A uma semana para a realização, Agrotins conta com cerca de 90% dos espaços comercializados; evento ocorre entre os dias 12 e 16 de maio, em Palmas

 

Por Leydiane Lima

 

 

O Governo do Tocantins intensifica, nesta semana, os preparativos para a 26ª edição da Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins), que ocorrerá de 12 a 16 de maio. A poucos dias da abertura, a estrutura de aproximadamente 700 mil m² recebe os últimos ajustes para acolher um público estimado em 200 mil visitantes, consolidando a feira como a maior vitrine do agronegócio da Região Norte. A Agrotins 2026 já conta com cerca de 90% dos espaços ocupados no Parque Agrotecnológico Engenheiro Agrônomo Mauro Mendanha, em Palmas.

 

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destaca a importância da feira para o fortalecimento do setor produtivo e para a economia do estado. “O crescimento do agronegócio no Tocantins é resultado de um trabalho consistente de apoio ao produtor e de fortalecimento do setor produtivo e a Agrotins reflete esse avanço. Estamos finalizando uma estrutura preparada para receber produtores, empresas e investidores, gerando oportunidades e movimentando a economia do estado”, afirma.

 

Expositores intensificam montagem

 

Agrotins se consolida como um dos principais ambientes de geração de negócios do agronegócio brasileiro - Adilvan Nogueira/Governo do Tocantins

 

A montagem da estrutura segue em ritmo acelerado, com instalação de estandes, organização de áreas demonstrativas e preparação dos espaços que irão receber produtores, técnicos e investidores. A feira contará com 383 estandes voltados à exposição de máquinas, implementos, insumos e tecnologias, além de espaços para capacitação, auditórios e unidades demonstrativas de campo.

 

Entre os expositores, a movimentação já é intensa, o empresário Lauro Roberto, proprietário da empresa Amagril Máquinas, participa da Agrotins há mais de uma década e destaca a importância do evento. “Já estamos montando o estande e levando os equipamentos. Participo da Agrotins desde 2010 e acompanhei o crescimento da feira ao longo dos anos. É um evento importante para o Tocantins, que reúne produtores, empresas e fortalece o agro da região. Mesmo diante de um cenário desafiador, fazemos questão de participar, receber os produtores e manter essa parceria construída ao longo dos anos”, afirma.

 

Caravanas técnicas

 

Empresário Lauro Roberto, da Amagril Máquinas, participa da Agrotins há mais de 10 anos e já iniciou a montagem do estande para a edição 2026

 

A agricultura familiar terá participação ampliada na edição deste ano, com a previsão de mobilizar cerca de 700 agricultores, de diversas regiões, por meio de caravanas organizadas pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), com apoio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins).

 

As visitas ocorrerão entre os dias 12 e 15 de maio, com deslocamentos iniciando, em alguns casos, no dia 11, garantindo a participação de produtores de diversas regiões do estado. Entre as novidades, está a implantação de um galpão exclusivo para a agricultura familiar, voltado à comercialização de alimentos e ao atendimento ao público, já com cerca de 90% de ocupação confirmada.

 

Restaurante da Agricultura Familiar

 

Outro destaque é o restaurante Sabores da Terra - Armazém Tocantins, que neste ano será operado por cooperativa ou associação da agricultura familiar. O espaço possui aproximadamente 900 m², com edital de chamamento público já publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), ampliando as oportunidades de geração de renda no campo.

 

Tecnologia e segurança

 

 

A Agrotins 2026 contará com reforço no uso de tecnologia para monitoramento do evento, incluindo câmeras com Inteligência Artificial e atuação integrada das forças de segurança.

 

Cerca de 80 policiais militares estarão mobilizados especialmente para a abertura, com apoio do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que fará o acompanhamento em tempo real das movimentações no parque e em áreas estratégicas de Palmas.

 

O controle do tráfego e as ações preventivas serão realizados pelos órgãos de trânsito, com reforço da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no trecho entre Taquaralto e o Parque Agrotecnológico, garantindo maior fluidez e segurança no acesso ao evento.

 

Abertura oficial

 

A programação inicia com a Agrotins Fest, no sábado, 9, a partir das 20 horas, na Praça dos Girassóis, em Palmas. O evento contará com shows gratuitos de Ricardo & Thiago, Joan Alessandro e das atrações nacionais Pablo e Zé Vaqueiro.

 

Ambiente de negócios e inovação

 

A Agrotins se consolida como um dos principais ambientes de geração de negócios do agronegócio brasileiro, reunindo produtores, empresas e instituições em um espaço voltado à inovação e ao desenvolvimento. Nesta edição, o destaque será a valorização da rastreabilidade e da transparência na produção agropecuária, alinhando-se às novas exigências do mercado e às tendências globais.

 

A feira é realizada pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Sics), da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt) e da Tocantins Parcerias, em conjunto com empresas do agro, órgãos públicos e instituições de pesquisa e ensino.

 

 

Posted On Segunda, 04 Mai 2026 13:50 Escrito por

Em votação secreta, 42 senadores se manifestaram contra a aprovação de Messias para o STF, e 34 foram a favor do indicado por Lula. Eram necessários 41 senadores favoráveis.

 

 

POR CAROLINA LINHARES, AUGUSTO TENÓRIO E ISADORA ALBERNAZ

 

 

O Senado impôs uma derrota histórica ao presidente Lula (PT) e rejeitou a indicação de Jorge Messias, 46, ao STF (Supremo Tribunal Federal).

 

A decisão é resultado de uma uma queda de braço entre o Congresso e Palácio do Planalto, somada a um longo processo de desgaste da cúpula do Judiciário e de um fortalecimento da direita no cenário que antecede as eleições.

 

Em votação secreta, 42 senadores se manifestaram contra a aprovação de Messias para o STF, e 34 foram a favor do indicado por Lula. Eram necessários 41 senadores favoráveis.

 

Na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Messias havia sido aprovado por 16 votos a 11, depois de passar por cerca de oito horas de sabatina. O placar na CCJ foi o mais apertado desde a redemocratização. Flávio Dino marcou 17 a 10 votos, André Mendonça teve 18 a 9 e Gilmar Mendes, 16 a 6.

Messias fez um intenso trabalho para cortejar parlamentares de direita ao reforçar o fato de ser evangélico e sinalizou a senadores que concordava com a redução das tensões entre o STF e o Congresso, mas os apelos não foram suficientes para superar as tensões entre os dois lados.

 

O episódio inaugura uma grave crise entre Executivo e Legislativo. Foi a primeira vez que Senado rejeitou a indicação de um presidente da República para o STF desde 1894, quando cinco nomes escolhidos por Floriano Peixoto para o tribunal foram barrados.

 

A derrubada de Messias foi patrocinada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ele defendia a escolha de seu aliado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o STF e dificultou a aprovação de Messias.

 

 

A pressão de Alcolumbre abriu um embate entre o Senado e Lula. O presidente da República contrariou o parlamentar e insistiu na escolha de um nome de sua confiança -uma vez que Messias é ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), trabalhou para a ex-presidente Dilma Rousseff e tem proximidade com o PT.

A disputa se intensificou quando Alcolumbre passou a trabalhar nos bastidores para angariar votos contra Messias. Sem um gesto favorável por parte de Alcolumbre, que influencia boa parte dos votos do Senado, o indicado de Lula não alcançou o mínimo necessário, mesmo tendo pedido apoio e se apresentado a 78 dos 81 senadores.

Para aliados de Alcolumbre, o resultado é uma exibição de força do senador. Ele deu demonstrações que tem grande influência sobre a Casa e um recado de que as escolhas do governo precisam ser negociadas com ele.

A cinco meses da eleição presidencial, o petista, que enfrenta um clima mais hostil na Câmara, perdeu também a governabilidade no Senado.

 

O resultado desta quarta também foi interpretado pelo grupo de Alcolumbre como um reflexo do fortalecimento da candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Seu crescimento nas pesquisas deu fôlego à direita para enfrentar tanto o governo Lula como ministros do STF, que estavam engajados na campanha a favor de Messias.

Flávio declarou voto contrário ao indicado de Lula e, durante a sabatina, questionou Messias sobre a conduta de ministros do STF, em especial a atuação do ministro Alexandre de Moraes no julgamento da tentativa de golpe que condenou o pai do senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Outros senadores de oposição disseram abertamente que o Congresso deveria rejeitar Messias para adiar a ocupação da vaga, citando o cenário eleitoral e as chances de vitória da direita como justificativas.

Além da derrota de Lula, a rejeição a Messias é vista por parte dos senadores como um recado ao tribunal, alvo de pedidos de impeachment que nunca foram liberados para votação por Alcolumbre.

 

Antes da rejeição ao nome de Messias, os placares mais apertados nas votações de indicados para o STF haviam sido os de André Mendonça (governo Jair Bolsonaro) e Flávio Dino (governo Lula 3), que tiveram 47 votos favoráveis.

Nos dias que antecederam a votação, o Palácio do Planalto entregou emendas e cargos em agências reguladoras a senadores. Também foram feitas trocas na composição da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para deixá-la mais governista na sabatina. Mas os esforços foram em vão.

 

Há dez anos, após Messias se tornou nacionalmente conhecido como “Bessias” por causa de um telefonema de Dilma Rousseff (PT) grampeado e divulgado pela Operação Lava Jato enquanto se desenrolava o impeachment da ex-presidente.

 

Como mostrou a Folha de S. Paulo, a aprovação de Messias era incerta e, na véspera da votação, o governo ainda contava voto a voto e previa um placar apertado, com cerca de 45 senadores favoráveis. A articulação envolveu ainda negociação de cargos de agências reguladoras, liberação de emendas e a substituição de membros de oposição na CCJ.

 

Até o último momento, Alcolumbre não cedeu aos apelos de emissários de Lula e de Messias para que fizesse o gesto de receber formalmente o indicado.

 

Como revelou a coluna Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, Alcolumbre e Messias se encontraram apenas em uma ocasião, na casa do ministro Cristiano Zanin, na semana passada. Em uma breve conversa, o indicado pediu apoio do chefe do Senado, que se comprometeu apenas a seguir o rito da votação e garantir um ambiente tranquilo.

 

O dilema com Alcolumbre impôs a Messias o mais longo processo de indicação entre os atuais ministros da corte considerando o momento em que sua escolha foi divulgada, em novembro.

 

Na época, o presidente do Senado trabalhava para derrotar o indicado, que só teve seu nome enviado formalmente à Casa em 1º de abril, quando a relação entre o Planalto e Alcolumbre estava mais azeitada.

 

Pacheco, por sua vez, tentou ajudar Messias, segundo a avaliação de aliados do ministro. O senador deve concorrer ao Governo de Minas Gerais com o apoio de Lula e deu declarações públicas favoráveis ao advogado-geral.

 

Messias contou ainda com a articulação feita por seus futuros colegas, como André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Gilmar Mendes e Zanin. Líderes religiosos de diferentes igrejas também declararam apoio ao indicado, que é evangélico.

 

A sabatina ocorreu em meio ao acirramento da crise entre STF e Senado e tendo o escândalo do Banco Master como pano de fundo. Congressistas, principalmente da oposição bolsonarista, veem a corte exacerbando seus poderes e tentam enquadrar os ministros com pedidos de impeachment e CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito). Do outro lado, integrantes do Supremo miram os desafetos políticos com investigações.

 

Os argumentos de que a indicação de Messias não representava pacificação entre os Poderes e de que sua rejeição poderia ser uma resposta necessária do Senado foram usados por bolsonaristas que declararam voto contrário.

 

O bloco de oposição declarada ao AGU reuniu cerca de 30 senadores, principalmente do PL, Novo, Republicanos e PP. Mesmo evangélicos da direita afirmaram que votariam contra por verem Messias mais alinhado ao PT do que ao conservadorismo.

 

Na tentativa de evitar a derrota, Messias buscou se desvencilhar da imagem de petista ideológico e se apresentar como um técnico para ser aprovado –ele não é filiado ao PT, mas tem a confiança de Lula.

 

Messias foi procurador do Banco Central, procurador da Fazenda, consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil no governo Dilma e chefe de gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA), antes de assumir a chefia da AGU no governo Lula 3.

 

 

 

Posted On Quarta, 29 Abril 2026 20:12 Escrito por
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