O processo sucessório de administração de Palmas promete a disputa mais acirrada da jovem capital, um desafio de gigantes

 

Nos bastidores da política palmense seguem as articulações, os acordos, as buscas pelo melhor grupo político capaz de oferecer aos eleitores da Capital, nomes que possam elevar a cidade ao patamar que merece, um lugar de destaque, com possibilidades reais de crescimento econômico e independência financeira. Nessa corrida, personagens já conhecidos dos palmenses e outros nem tanto se despontam e disputam a atenção dos eleitores. Um deles, com bastante experiência na administração da cidade, é o ex-prefeito Carlos Amastha (PSB), que aparece em terceiro lugar nas rodadas das pesquisas que começam a surgir.

 

Carlos Amastha ficou conhecido como um dos prefeitos que mais trabalhou por Palmas, que transformou a cidade em belos cartões-postais, que mais fez pela saúde, que concluiu obras deixadas pelas metades por seus antecessores (especialmente ruas e avenidas), que trouxe o carnaval da fé e muitos outros benefícios. Mas nem tudo são flores, ele também ganhou o título de pior prefeito para os servidores municipais, aquele que menos fez pelos servidores, ganhando a malquerença de muitos.

 

O jornal O Paralelo 13 entrevistou com exclusividade o pré-candidato, presidente do PSB Tocantins, Carlos Amastha, e questionou sobre as principais propostas para Palmas, caso consiga se eleger novamente. Ao longo da entrevista, o prefeiturável elencou e questionou algumas das ações da atual gestão, falou sobre suas principais propostas para um possível mandato e o que fez pelos servidores municipais, entre outros assuntos.

 

Confira a íntegra da entrevista do pré-candidato a prefeito de Palmas, pelo PSB, Carlos Amastha.

 

 

  1. Como presidente do PSB estadual, o senhor recebeu recentemente a visita do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, em um seminário realizado em Palmas. Quais são os objetivos do seu partido para o Tocantins?

 

R - A visita do presidente nacional, Carlos Siqueira, foi um ato de apoio ao trabalho que o PSB vem fazendo no Tocantins e que está rendendo muitos frutos, principalmente na nossa capital. Já são cinco anos que a gente está afastado da gestão municipal e o cidadão palmense tem uma lembrança muito forte dos avanços da cidade. Então, queremos resgatar isso tudo, Palmas quer voltar a brilhar, o brilho dos palmenses e dos tocantinenses precisa ser resgatado e o PSB vai possibilitar isso, pois a principal marca do PSB é a qualidade das suas gestões. Eu fiquei obviamente muito lisonjeado, porque a pré-candidatura à prefeitura de Palmas foi colocada entre as cinco prioridades entre os mais de cinco mil municípios brasileiros.

 

 

  1. Sua candidatura a prefeito de Palmas está entre as três mais bem avaliadas, caso seja eleito mais uma vez, quais são suas principais propostas de gestão?

 

R- Bom, sem lugar a dúvidas, as nossas propostas de pré-campanha passam por dois eixos; primeiro, retomar a qualidade dos serviços que a gente já tinha implantado, que tem que voltar ao nível e continuar avançando. Nós deixamos Palmas com a melhor saúde de todas as capitais brasileiras, deixamos com a melhor educação de todas as capitais brasileiras e avanços em todas as áreas, no turismo, no esporte... Então, a gente precisa retomar todos os projetos que estavam em andamento e avançar muito mais e colocar Palmas no patamar que merece. E tem também o outro eixo, que são todos os projetos que não foram iniciados e que ficaram prontos, inclusive com fontes de recursos garantidas para construir a Palmas do futuro e a Palmas do futuro leva em consideração, primeiro, o aspecto de infraestrutura, segundo a qualidade dos serviços públicos, incluindo aí o transporte coletivo, a educação, a saúde, a cultura, e outras áreas, que tem que ser de excelente qualidade e terceiro, os projetos estruturantes que garantam o desenvolvimento econômico da cidade. Nosso distrito turístico, o distrito industrial, a geração de emprego, de rendas, o ‘Palmas Destino Saúde’, os grandes eventos da cidade, nos tornar uma referência de desenvolvimento econômico de maneira que a gente gere muitos empregos, e empregos de qualidade.

 

 

Já são cinco anos que a gente está afastado da gestão municipal e o cidadão palmense tem uma lembrança muito forte dos avanços da cidade. Então, queremos resgatar isso tudo, Palmas quer voltar a brilhar.

 

 

  1. O senhor tem fama de não ter valorizado o servidor público durante sua gestão. Isso é verdade e como pretende corrigir?

 

R - O servidor público não foi valorizado, foi supervalorizado em nossa gestão. É bom que as pessoas lembrem que a gente recebeu uma prefeitura que tinha um monte de pendências com o funcionalismo e fizemos tudo para colocar em dia. Talvez as pessoas não lembrem, mas agora é coisa comum tanto no governo do Estado quanto na prefeitura antecipar salários, mas antes de assumirmos a gestão de Palmas o atraso de salário dos servidores era a coisa mais corriqueira e comum. Hoje todo mundo paga em dia, todo mundo paga adiantado e nós que estabelecemos esse respeito. Fizemos concursos públicos, valorizamos todos os servidores, os planos de carreira, fizemos tudo aquilo que era devido. E preparamos a cidade, colocando as finanças da cidade em dia, de maneira que todos os direitos futuros fossem também garantidos, como está acontecendo hoje. O fato de a gestão municipal poder estar cumprindo com suas obrigações com o servidor público, é justamente porque encontrou uma cidade que tem condições de pagar bem, de valorizar o servidor público. O servidor público palmense é extraordinário. Foi com ele que a gente trabalhou e que tanto avançou e tem que ser o melhor pago do Brasil, o mais valorizado, o mais preparado e capacitado, e que entregue serviços de qualidade para a população.

 

Nós deixamos Palmas com a melhor saúde de todas as capitais brasileiras, deixamos com a melhor educação de todas as capitais brasileiras e avanços em todas as áreas.

 

 

  1. Essas medidas de valorização, que estão chamando de pacote de bondade da prefeita Cinthia Ribeiro podem ser inconsequentes? Visto que em outras administrações não puderam ser implementadas causando problemas para o sucessor?

 

R – Não. Eu duvido que a gestão municipal envie um pacote de benefícios para o funcionalismo que não possa ser pago, até porque só pode ser pago se tiver a rubrica de que dentro do faturamento da prefeitura exista viabilidade para que isso seja feito. Essa foi a maior dificuldade que encontramos lá atrás, que era uma cidade com poucos recursos, com pouca capacidade, com um percentual totalmente comprometido. E conseguimos reduzir e reduzir muito para colocar as finanças em ordem. Então isso é um processo extremamente profissional, e tanto as finanças, a procuradoria, a câmara de vereadores têm a responsabilidade de zelar para que isso, obviamente, seja viável. E sendo viável, não é mais do que justo com o funcionário público.

 

 

  1. A saúde de Palmas pede socorro, tem goteira em UPAS reformadas, Ministério Público bloqueando recursos para garantir remédios, entre outros problemas. Qual sua visão sobre esse tema? O Hospital Municipal é, de verdade, uma saída?

 

R - É impressionante a queda da qualidade do serviço à saúde. A gente tinha tanto orgulho de ver que as pessoas preferiam ir a uma UPA do que a saúde privada, porque realmente era um tratamento de excelência, tinha tudo. Tinha infraestrutura, médicos à disposição, enfermeiros, atendentes, e tinha remédio, não faltava absolutamente nada. Tanto que foi reconhecida pelo Ministério da Saúde (MS) como a melhor saúde do Brasil.

Sobre o Hospital Municipal é uma discussão vazia, eu disse na época eu fui prefeito, que se nos entregassem o HGP, nós faríamos dele o melhor hospital do mundo. Então, o problema é da gestão do Estado e esse problema não pode ser trazido para o município de Palmas, porque cada um tem sua obrigação. A média e alta complexidade é obrigação do Estado. E a Prefeitura de Palmas pode sim assumir essa responsabilidade e fazer uma saúde de excelência também em nível de média e alta complexidade. O único pré-requisito é que os recursos federais que vêm para que isso aconteça, venham para a Prefeitura.

 

 

"Júnior Geo está na categoria de político oportunista" ...  "discurso falido"

 

 

  1. O então vereador de Palmas, Júnior Geo, foi bastante combativo em sua gestão e, por muitas vezes, o senhor discordou dos posicionamentos dele. O senhor acha que, diante de tantos problemas na administração da prefeita Cinthia Ribeiro, ele está em uma postura condescendente em ralação a atual gestão?

 

R - O papel do, hoje, deputado Júnior Geo, infelizmente está naquela categoria de político oportunista. Se você ver na sua história, ele não tem absolutamente nada de serviço prestado nem para Palmas, nem para o Tocantins. Esse foi o seu papel na época, ser oposição ao prefeito e foi muito bom para ele captar esse sentimento que sempre existe uma parcela da população contra o gestor. Mas foi muito triste porque votava contra as coisas boas para a cidade, simplesmente por esse sentimento oportunista que ocasiona muito mal na política. É uma coisa séria ser oposição e eu sei ser oposição, hoje eu sou oposição, mas uma oposição responsável. Nunca orientamos, no PSB, para que um vereador ou um deputado votasse qualquer projeto que não fosse benéfico para a população de Palmas do Estado. E agora ele vive nessa situação de querer o apoio da prefeita, que é totalmente contra o discurso falido que ele sempre defendeu.

 

 

  1. Em sua administração, mudanças nas ruas e avenidas foram bem recebidas e são elogiadas até hoje pela população. Por que não foram continuadas pela atual gestão?

 

R - Na realidade, as mudanças nas avenidas, tudo aquilo que estava sendo feito parou, como pararam todos os projetos da cidade. Palmas não para porque ela estava em um impulso muito grande, a gente deixou uma administração muito bem organizada com recursos para todas essas obras que estão sendo feitas. Mas faltou detalhe, está faltando dar continuidade aos grandes projetos que ficaram prontos para a cidade.

 

 

  1. No transporte público, BRT na boca de adversários virou palavrão. O senhor ainda defende essa ideia? Como vê a condução deste problema por Cinthia Ribeiro?

 

R - Com certeza defendo. O BRT vira palavrão quando a gente não entende que estamos falando de mobilidade urbana, um dos maiores problemas e desafios da nossa cidade é a mobilidade, é o transporte público e isso já deveria estar resolvido. Nós perdemos um caminhão de dinheiro, mais de R$ 300 milhões, em conta para execução do projeto BRT, e vocês viram como terminou isso, o próprio Ministério Público Federal (MPF) pedindo para arquivar o processo porque não tinha encontrado absolutamente nada errado. Política mesquinha, a gente sabe que políticos estão por trás de tudo isso que foi feito e o único que perdeu foi o cidadão palmense. Então, com certeza vamos apresentar os projetos atualizados da mobilidade urbana. Que hoje vai muito além de um BRT, estamos falando de ônibus elétricos, de toda a tecnologia possível para fazer o que a gente sempre sonhou, Palmas uma referência em todos os aspectos. E a mobilidade urbana é um dos maiores desafios dessa cidade.

 

Nunca uma operação encontrou nada, absolutamente nada na minha conta. Nunca encontraram, nem encontrarão um centavo de dinheiro público nas mãos minhas ou da minha família.

 

 

  1. Em sua gestão, o senhor investiu e resgatou o espírito natalino em Palmas. Atualmente em face aos problemas de transporte público, educação, meio ambiente, saúde e outros, o senhor acha que o contexto, pelo tamanho do investimento em decoração, é diferente?

 

R - Referente à decoração natalina e muitas outras coisas, lembro que era cobrado a prioridade e eu sempre defendi que prioridade é coisa de incompetente. A cidade tem que funcionar bem em todos os aspectos; saúde, educação, cultura, turismo, desenvolvimento social, etc. A decoração natalina é fundamental para promover o espírito no cidadão palmense, isso ativa o comércio, quando as vendas são boas no Natal, isso gera muito emprego, gera um otimismo para o ano que começa. A cidade não é decoração de Natal. A cidade não é educação. A cidade não é saúde, nem cultura. A cidade é tudo, e tudo tem que funcionar perfeitamente. Um investimento em uma decoração de Natal ela gera muito recursos do que aquilo que está sendo dispendido quando está sendo feito.

 

 

  1. Aconteceram operações da PF em sua gestão e também na atual. Qual a diferença?

 

R - A diferença está clara. Nunca mais uma operação encontrou nada, absolutamente nada na minha conta. Todas as operações que foram feitas contra a gente terminaram exatamente da mesma maneira, absoluta falta de provas. Nunca encontraram, nem encontrarão um centavo de dinheiro público nas mãos minhas ou da minha família. Eu não entrei na política para roubar. Eu sei ganhar dinheiro na iniciativa privada, no serviço público é dação. É paixão para fazer as coisas para registrar na história e fazer de Palmas a melhor cidade do mundo para se viver. Esse problema os palmenses sabem que não terão com o Amastha, podem encontrar nos outros os milhões escondidos, ouros, joias e bois no Pará e tantas outras coisas. Em mim só vão encontrar honestidade, porque a questão pública, a coisa pública é um objetivo de vida, de transformar o paradigma dessa cidade para ser a melhor cidade do mundo para se viver.

 

Podem encontrar nos outros, os milhões escondidos, ouros, joias, bois no Pará e tantas outras coisas. Em mim só vão encontrar honestidade.

 

 

  1. O PSB terá em Porto Nacional o empresário Álvaro da A7 como candidato a prefeito, quais as perspectivas do partido para o município?

 

R – Em Porto Nacional eu vejo a Palmas de 2012. Vejo muita política na cidade e que tristeza ver como a cidade está abandonada, sem projetos, sem futuro. Uma cidade que tem como filhos o governador do estado, dois deputados federais, sete estaduais. Eu acho que Porto representa tudo de ruim da política tocantinense e eu já disse isso várias vezes. Tudo de ruim da política tocantinense está representando em Porto. Uma cidade maravilhosa  com tantas potencialidades e onde a classe política tem uma disputa de poder não em prol do desenvolvimento da cidade, mas em prol do seus próprios interesses. E acho que essa candidatura do Álvaro chega para mexer nessas estruturas e mostrar que além desse caminhos da velha política existe a possibilidade que o novo faça a diferença na cidade.

 

 

Posted On Segunda, 27 Novembro 2023 05:01 Escrito por

Texto vai para votação na Câmara dos Deputados

  

Por Agência Brasil

 

 

O Senado aprovou nesta quarta-feira (22), em dois turnos, a proposta de emenda à Constituição que limita decisões individuais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Foram 52 votos a favor e 18 contrários, o mesmo placar nos dois turnos. Eram necessários 49 votos para aprovação da PEC. O texto segue agora para a análise da Câmara dos Deputados.

 

A proposta, desde o início, dividiu os senadores. Alguns defendem que o projeto invade as competências da Suprema Corte. Outros argumentam não ter o propósito de retaliação ao tribunal. Nessa terça-feira (21), o Senado havia aprovado calendário especial para votação da PEC 8/2021, que permitiu a votação em dois turnos no mesmo dia, sem sessões de intervalo.

 

Decisões monocráticas

As decisões monocráticas são aquelas tomadas por apenas um magistrado. Pela sua natureza, trata-se de uma decisão provisória, uma vez que precisa ser confirmada pelo conjunto dos ministros da Corte.

 

Pedidos de vista

Os senadores decidiram retirar da proposta trecho que estabelecia prazos para os pedidos de vista, tempo extra para um magistrado analisar um processo. A proposta original restringia os pedidos de vista para serem de caráter coletivo e “limitados a seis meses e, em caso de excepcional renovação, a três meses, sob pena de inclusão automática do processo em pauta, com preferência sobre os demais”.

 

Atualmente, cada ministro do Judiciário pode pedir vista individualmente, sem prazo específico, o que possibilita sucessivos pedidos por tempo indeterminado.

 

Emendas

O relator Esperidião Amin (PP-SC) retirou do texto referência a eficácia de lei ou ato normativo com efeitos "erga omnes" (que atinjam todas as pessoas), assim como qualquer ato do presidente da República. Se mantivesse a proibição de decisões monocráticas nesses casos, a suspensão de política públicas ou outros atos do presidente só poderiam ser tomadas pelo plenário dos tribunais, que no caso do STF é formado por 11 ministros.

 

Foi incluída emenda que permite a participação das advocacias do Senado e da Câmara dos Deputados quando for analisada lei federal, sem prejuízo da manifestação da Advocacia-Geral da União.

 

>> Veja outras medidas previstas na PEC:

- Em caso de recesso do Judiciário, será permitida concessão de decisão individual para casos de grave urgência ou risco de dano irreparável. O caso terá de analisado pelo tribunal no prazo de 30 dias após a retomada dos trabalhos, ou a decisão perderá efeito.

 

- Processos no STF que tratem de tramitação e propostas legislativas, impacto em políticas públicas, criação de despesas para qualquer Poder também terão de seguir as mesmas regras da PEC. Criação de despesas: Processos no Supremo Tribunal Federal (STF) que peçam a suspensão da tramitação de proposições legislativas ou que possam afetar políticas públicas ou criar despesas para qualquer Poder também ficarão submetidas a essas mesmas regras.

 

- Sobre decisões cautelares acerca de inconstitucionalidade de lei, o mérito deve ser julgado em até seis meses. Após esse período, terá prioridade na pauta em relação aos demais processos.

 

* Com informações da Agência Senado

 

 

Posted On Quinta, 23 Novembro 2023 05:39 Escrito por

Evento ocorre no dia 23 de novembro, a partir das 14h, no Auditório Hotel Girassol Plaza e reunirá mulheres de todo o Estado.

 

 

Com Assessoria

 

 

Formar mulheres republicanas para o futuro é um dos pilares do projeto "Mulher, Tome Partido", executado pelas Mulheres Republicanas, que chega ao Tocantins no dia 23 de novembro durante o 1º Encontro de Formação Política das Republicanas do Tocantins - 2023, que propõe discutir a formação política das mulheres tocantinenses.

 

O evento ocorre no dia 23 de novembro, a partir das 14h, no Auditório Hotel Girassol Plaza e reunirá mulheres de todo o Estado.

 

Criada pela Secretaria Nacional do Mulheres Republicanas, a senadora Damares Alves (DF), a campanha de filiação "Mulher, Tome Partido" busca ampliar o protagonismo das mulheres na política. "O Republicanos é comprometido com a inclusão, com as mulheres, idosos, crianças e tantos outros segmentos. É um partido que vota com o povo e tem propostas", destaca a senadora.

 

Já a presidente do Mulheres Republicanas Tocantins, Berenice Barbosa, frisa que o espaço é de construção de políticas assertivas e que quer ampliar o diálogo para atender todos os anseios das mulheres tocantinenses, e principalmente as mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade. "Queremos construir propostas que irão fortalecer as mulheres e as famílias. As mulheres estão ocupando espaços e o Republicanos é um partido de todos, que luta pela dignidade humana", destacou Berenice Barbosa ao convocar as mulheres do Tocantins para construir este momento juntas.

 

 

Posted On Terça, 21 Novembro 2023 14:02 Escrito por

 

Muito se fala em obras públicas, mas pouco se expõe sobre os verdadeiros “pais” do que está sendo feito. Já é sabido com o Fundo de Participação dos Municípios e a arrecadação de impostos vêm caindo há muito tempo, e que a única fonte de recursos para que as prefeituras possam tocar obras são as emendas impositivas, sejam federais, sejam estaduais

 

 

Por Edson Rodrigues

 

 

Em Araguaína, a prefeitura vem realizando obras. Isso é um fato. Mas, quem realmente proporcionou essas obras ou foram os parlamentares ou foi o governo do Estado, por meio de convênios.

 

Mas há uma forma de agir da gestão de Wagner Rodrigues que ignora a origem dos recursos e divulga as obras como se suas fossem. E, o pior, a atual gestão vem dificultando a celebração de convênios com o governo do Estado, criando uma situação incômoda para si e, principalmente, para a população. Da mesma forma com que seu “mentor”, Ronaldo Dimas, o professor de Deus, fez nos seus governos, capitalizando obras feitas com recursos federais e estaduais como se fossem da sua gestão.

 

Por conta disso, o grupo político do Palácio Araguaia vem falando em fazer uma “prestação de contas” ao povo araguainense quanto às ações do governo do Estado em Araguaína, revelando o verdadeiro DNA das obras, sem fake News e sem shows.

 

O EXEMPLO DO BAHTIDÃO

 

O exemplo mais recente que da forma de agir da prefeitura de Araguaína em relação ás ações do governo do Estado foi a tentativa de cancelar, horas antes de sua realização, o show da cantora Manu do Bahtidão, programado e anunciado com bastante antecedência pelo Palácio Araguaia, como parte das comemorações pelos 65 anos de emancipação política da Capital do Boi Gordo.

 

Não fosse a ação imediata do governo estadual, as mais de 30 mil pessoas que escolheram estar presentes ao show, teriam sido prejudicadas por uma ação política e eleitoreira, em que não haveria vitoriosos nem derrotados.

 

O governo do Estado vem investindo nos aniversários e comemorações dos 139 municípios por saber estarem engessadas as administrações municipais, por conta da falta de recurso.  O que seria um “afago” para a população, virou alvo de ações oportunistas em Araguaína.

 

GOVERNO PARCEIRO

 

Segundo informações do grupo palaciano, a gestão de Wagner Rodrigues nunca fez questão de realizar convênios com o governo do Estado, sempre se esquivando, alegando os mais diferentes motivos, pensando apenas em seu posicionamento político, e sem pensar na população.

 

Para se ter uma ideia, o Parque Industrial de Araguaína já era para estar totalmente asfaltado e com o saneamento básico instalado, com essas obras contempladas com recursos do Pics, mas, o prefeito Wagner Rodrigues exigiu que os recursos fossem repassados para a prefeitura e não aplicados pelo governo do Estado nas obras. Ou seja, a gestão de Araguaína queria aparecer como executora das obras, quando, na verdade, é apenas beneficiária.

 

Mesmo assim, o governo de Wanderlei Barbosa tem muito o que mostrar à população de Araguaína. São várias as obras já realizadas no município com DNA palaciano. E só não são mais, e mais importantes, por conta da postura da gestão de Wagner Rodrigues.

 

Imaginem se as obras do Hospital Regional de Araguaína tivessem que ter “autorização” da prefeitura para serem feitas: o maior e mais importante Hospital regional do Norte do Tocantins poderia não estar no ponto que se encontra, pois, certamente, nem Wagner Rodrigues nem a Câmara Municipal, onde aprova tudo o que envia, de acordo com o seu interesse, iriam concordar em dar um “cartão de visitas” tão importante para o governo do Estado.

 

Ou seja, a miopia política da atual gestão vem inviabilizando a celebração de convênios e prejudicando a população.

 

Um tipo de atitude que compromete, não só a gestão, mas a confiança do povo.

 

Oremos!

 

 

Posted On Sexta, 17 Novembro 2023 16:25 Escrito por

Em entrevista exclusiva ao Observatório Político de O Paralelo 13, o ex-governador Marcelo Miranda, presidente estadual do MDB do Tocantins, falou abertamente sobre o desgaste da legenda após as eleições de 2022 e diz ter sido imbuído pelo presidente nacional, deputado federal Baleia Rossi, após reunião em Brasília, de oxigenar os quadros do partido e iniciar um trabalho de atração de novos nomes, capazes de resgatar a importância histórica do MDB na história política do Tocantins, e afirmou que o partido continua grande, no Brasil e no estado.

 

 

Por Edson Rodrigues

 

 

Entre outras revelações, o ex-governador destacou o convite feito ao deputado federal Alexandre Guimarães, com quem também esteve reunido, em Brasília, e disse que só depende do próprio parlamentar seu ingresso no MDB.

 

Marcelo também destacou a importância de Palmas ter o seu hospital Municipal e disse que o partido irá apoiar o candidato à prefeitura de Palmas que tiver o melhor planejamento para essa área.

 

Confira na íntegra a entrevista:

 

O Paralelo 13 – O Observatório Político de O Paralelo 13 obteve informações sobre uma oxigenação nos quadros do MDB no Tocantins. Sabemos que o senhor esteve em Brasília, com o deputado federal Baleia Rossi e que as eleições municipais foram a principal pauta. O que o senhor pode nos destacar dessa reunião?

 

Marcelo Miranda - A pergunta que ficou no ar por muitos dias sobre a minha ida Brasília, na condição de presidente do nosso partido aqui, no Estado Tocantins, para uma conversa com o nosso Presidente Nacional, deputado federal Baleia Rossi. Foi uma reunião proveitosa, onde debatemos o cenário nacional sobre as questões que envolvem os governos estaduais e as eleições municipais. Um partido que tem como sua base, políticos consagrados e saudosos como Ulysses Guimarães e Tancredo Neves, assim como o ex-presidente José Sarney, e que comandou o movimento das Diretas Já, não pode ser outra coisa, senão grande. Grande em todos os estados, em todos os municípios e onde estiver presente.

 

Eu sempre digo que o MDB é um partido de chegada, o partido das multidões. E tenho o privilégio de presidir o maior partido, ainda, do estado do Tocantins. Não vamos negar que tivemos perdas consideráveis, e um desgaste natura que nos levou a não reeleger nenhum deputado estadual nem federal e não conseguir, por fim, nenhuma vaga nos parlamentos. Mas, todos os quadros, de vereadores a deputados, que nos deixaram, o fizeram pela porta da frente, e as deixaram abertas para seu retorno. Todos fizeram um trabalho significativo dentro da legenda.

 

Esse foi o tópico da nossa conversa com o presidente Baleia Rossi. Discutimos o MDB não só no Tocantins, mas no cenário nacional. E a intenção, o nosso dever, é o fortalecimento do nosso partido para nós chegarmos e temos condições de apresentar nomes de sentar à mesa e discutir eleições as eleições municipais, levando nomes prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. A nossa meta é fortalecer o nosso partido nesse momento, agora para, as eleições 2024. 2026, depois do processo de 2024, será outro desafio. Primeiro as eleições municipais, e só depois vamos partir para um novo embate.

 

 

E fica evidente para o nosso partido que, para que haja essa oxigenação, você tem que ter números, você tem que buscar alternativas, que é tentar convidar pessoas que realmente queiram vestir a camisa do MDB, do povo tocantinense nos 139 municípios e dizer “eu vim para ajudar, para somar nessa hora de resgate da grandeza desse partido”. Por isso foram ventilados nomes importantes no congresso nacional, no cenário estadual, que já estão em conversações, que possam vir a somar conosco, porque nós temos hoje um grupamento político muito importante no Tocantins. Tivemos reveses? Tivemos. Não vou negar o desgaste. Não elegemos nenhum deputado estadual, não conseguimos reeleger a deputada federal, nem eleger nenhum deputado federal.

 

O nosso papel é, justamente, dar um retorno à direção Nacional elegendo vários prefeitos e vários vereadores. Nós não podemos nos furtar da nossa grande responsabilidade que é levar mais uma vez a bandeira do grande MDB.

 

Cidade de Paraíso 

 

O Paralelo 13 – Dentre esses nomes é sabido, no estado, sobre a vontade do deputado Alexandre Guimarães, principalmente pela ligação que ele tem com a família Barbalho, mais precisamente com o ministro Helder Barbalho, de se filiar ao MDB.  Eu lhe pergunto, o senhor conversou sobre esse assunto? O Observatório Político de O Paralelo 13 sabe que o senhor almoçou com o deputado Alexandre Guimarães. Nesse almoço, foi conversado isso? As portas do partido estão abertas? depende só dele?

 

Marcelo Miranda - Sabemos que para crescer o ter nomes fortes é muito importante. O deputado Alexandre Guimarães, eu confirmo que nós tivemos um almoço agradabilíssimo. Quero até ressaltar que o deputado Alexandre Guimarães é de uma família em que o pai dele é meu amigo pessoal. Eu conheci o Alexandre ainda muito pixote, mas são meus eleitores de muitos anos na cidade de Araguaína. Eu confesso que foi uma surpresa para mim muito agradável, porque o Alexandre, no exato momento onde nós queremos que o partido seja fortalecido, me traz a sensação de um jovem que quer crescer também. Ele é um advogado reconhecido, tem uma ligação fraternal como a família do ministro Helder Barbalho, uma família que faz parte da espinha dorsal do MDB. Mas o Alexandre foi eleito pelo Republicanos, e fica evidente que ele tem hoje a tarefa de ir buscar a sua a sua liberação ou não, do partido, para se filiar ao MDB. A partir da nossa conversa ele foi convidado para vir para o partido, e é certo que ele vai encontrar as portas abertas. Quanto à vinculação dele ao Republicanos, é uma questão interna deles, mas eu senti no deputado Alexandre o desejo de também crescer. E o deputado de primeiro mandato, realmente chega ainda por pouco acanhado, mas eu senti nele que ele chegou realmente querendo ocupar espaços importantes na defesa do interesse do nosso país e, consequentemente, do nosso Estado. Então eu coloquei o parto à disposição para que ele venha somar. Eu deixei muito sereno para ele que o desejo do nosso partido é crescer com pessoas que têm boas ideias, e ele é um rapaz novo, que pretende crescer na política, que realmente ele está comprometido vir para o MDB. E o MDB quer pessoas que estejam comprometidas com a sigla partidária e com o nosso estado.

 

O Paralelo 13 - Vamos falar sobre a eleição municipal em palmas. Hoje, nós temos vários candidatos a prefeito que, pelo passado, olhando retrovisor, que o senhor não apoiaria em hipótese nenhuma. E tem, também, candidato com condições de receber seu apoio. Mas qual a ideia, neste momento, Como o MDB pretende participar positivamente para a escolha do novo prefeito de Palmas?

 

Sede da Prefeitura de Palmas 

 

Marcelo Miranda – Bem, primeiro MDB, mais uma vez eu quero ressaltar, que nós estamos aqui hoje para fortalecer o partido. Nós precisamos, primeiro, organizar a nossa casa para ter condições que querer sentar à mesa de decisões. O MDB também tem vários candidatos a vereador, mas precisamos analisar o cenário que se apresenta. Cinthia Ribeiro já foi reeleita, logo, não tem mais condições de ser candidata, e, naturalmente, deve apresentar um candidato. Então nós devemos esperar para ver como esse cenário vai mudar – e eu vejo com muito bons olhos, empresários querendo colocar seus nomes - e, sem desmerecer nenhum candidato, o MDB quer Pessoas realmente tenham realmente um compromisso velado com a nossa capital. São vários e vários temas a serem rediscutidos para que nós possamos ter uma capital preparada para sua industrialização, uma capital que possa assegurar uma saúde melhor, uma educação de qualidade, mais Segurança Pública, enfim, uma capital que possa assegurar aos palmenses uma vida digna.

 

Não estou aqui para tecer críticas a ninguém, mas precisamos humanizar a saúde de Palmas. Eu vejo com muita tristeza essa questão da desumanização da saúde. Fui governador do Estado por três vezes, e sei que essa conta não fecha nunca, a demanda é sempre crescente. Nossa saúde tem excelente profissionais, mas pode melhorar em estrutura e comando.

 

Eu me lembro bem, quando fui eleito para governador, meu maior desafio era eliminar com aquelas tendas desumanas do Hospital Geral de Palmas. Nós fizemos mais que isso, nós concluímos o HGP.

 

Prefeito de Paraíso do Tocantins Celso Moraes 

 

As pessoas eram vistas de forma diferenciada, lá. Não! No Hospital Geral de Palmas não pode ter rico ou tem pobre, todos são iguais, tem que receber e atender a todo mundo!

 

Eu quero deixar bem claro que Palmas, hoje, precisa de um hospital municipal, também. Isso é fundamental e os próximos administradores precisam entender a importância desse hospital. Se nas outras capitais deu certo, por que em Palmas não vai dar?

 

Deputado federal  Alexandre Guimarães

 

Quando governador eu tive a oportunidade de trabalhar pela Saúde do Tocantins. Veja bem o exemplo de Porto Nacional, na minha administração, os administradores que tiveram no Hospital Regional e No Tia Dedé. Veja os resultados! Como que foram obtidos? Por meio da humanização. Naquela época tentamos solucionar os problemas e sentamos com o prefeito, de outro partido, para achar a solução.  Nós não podemos levar divergência para dentro do estabelecimento público. Não dá mais! Saúde, educação e outras áreas, não tem que ter partido político nós precisamos entender! Parar com essa história de não atender porque é correligionário de fulano ou de sicrano, de deputado estar dando ordem dentro de hospital.

 

Nos poderes constituídos nós temos que ver que é um momento diferente. Nós estamos vivendo um momento de guerras no mundo. Nosso país sempre foi exemplo de grandeza e é um país respeitado. Nós temos que aproveitar todos esses ingredientes para que o Tocantins continue sendo um estado promissor, e isso passa estruturalmente por Palmas, a nossa capital, que sempre será de fundamental importância em todo o processo político.

 

Eu rogo a Deus para que eu possa ver, possa assistir, uma Palmas se transformando em uma capital tão eficiente quanto é bonita. E para todos!

 

 

Prefeito de Porto Nacional Ronivon Maciel

 

O Paralelo 13 – Foi falado da importância de Palmas e a importância do prefeito de Palmas, mas o diretório metropolitano do MDB, sua Comissão Provisória está vencida, sem registro. Para participar ativamente das eleições, o MDB palmense precisa estar regularizado, ter uma nova comissão. Até quando o partido estará organizado e legalizado na Capital?

 

Marcelo Miranda –  Com respeito à questão do partido, da Comissão Provisória, nós já estamos começando uma nova discussão para que até final de novembro, início de dezembro já esteja consolidada a nossa comissão provisória. Nós estamos tendo muita cautela nesse momento, que é crucial para que a gente possa sentar à mesa discutir esse amplo projeto para Palmas, que é a eleição dos nossos futuros governantes, tanto na Câmara Municipal como na prefeitura. Então, eu vejo que o MDB  pode até aparentar certa morosidade, mas não! É que nós somos grandes. Nós não somos tão pequenos como alguns acham. Quem é grande ou que se torna grande, tem que saber o momento exato de tomar uma decisão segura. E, nesse momento, eu Marcelo e os demais integrantes queremos tomar uma decisão muito segura, para que a gente possa estar sentado à mesa com as pessoas que podem vir a governar a nossa capital.

 

Com respeito a Paraíso do Tocantins, o Celsinho é e será o nosso prefeito. E nós, do MDB, daremos total apoio a ele.

 

Em Araguaína nós temos um diretório já formado. Temos, lá, os candidatos naturais, que estão despontando em Araguaína. A decisão sairá e, no momento certo, nós vamos decidir o qual candidato nós iremos apoiar, levando-se em consideração a chegada ou não, do Alexandre Guimarães, eu tenho certeza que todos vão sentar à mesa e achar a melhor solução para a cidade de Araguaína.

 

Em Porto Nacional não seria diferente. Também estamos lá com os nossos companheiros do MDB à disposição para sentar à mesa com o candidato que realmente queira o nosso apoio, sabendo que, hoje o MDB faz parte da gestão do prefeito Ronivon Maciel, que merece a minha admiração, o meu respeito, e cabe ao nosso diretório portuense, que tem toda autonomia,  decidir a quem apoiar.

 

Posted On Terça, 07 Novembro 2023 12:22 Escrito por
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