Durante o Congresso, serão discutidos os quatro eixos da política sobre drogas: prevenção, tratamento, reinserção social e repressão   Por Jarbas Coutinho
“O combate às drogas não deve ser um trabalho exclusivo da polícia, à base de armamento e prisões. A educação, nesse processo, é de fundamental importância”. A consideração foi feita pelo governador Marcelo Miranda, durante a abertura do Congresso de Políticas sobre Drogas na Contemporaneidade, na manhã desta quinta-feira, 23, no auditório do Tribunal de Justiça do Tocantins.

O Congresso, que tem como tema Desafios do Cuidado em Abuso do Álcool e outras Drogas, contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, que ministrou uma palestra sobre A importância da Intersetorialidade na Política sobre Drogas.

O governador afirmou, em sua fala, que a realização do evento reforça a Semana Estadual de Combate às Drogas, lembrando que grande parte dos gargalos sociais ocorre em decorrência do uso desenfreado do álcool e de outras drogas atingindo setores importantes da sociedade. “É uma problemática que atinge três setores distintos: segurança pública, saúde e social”, explicou.

Ao falar sobre os desafios que envolvem o enfrentamento do problema, Marcelo Miranda citou as iniciativas realizadas no Tocantins, a exemplo da Caravana da Juventude, que percorre o Estado com informações importantes para orientar os jovens, além do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), desenvolvido pela Polícia Militar no combate às drogas. Ainda em sua fala, o governador ressaltou que o combate às drogas exige comprometimento de todos os setores, "a União de todos é fundamental para o enfrentamento desse problema e os conselhos municipais são muitos importantes nesse processo", afirmou Marcelo Miranda.

O secretário de Estado da Cidadania e Justiça, Glauber de Oliveira, explicou que o Tocantins tem dado uma atenção especial ao problema das drogas e também falou da importância da união de forças para enfrentar a questão. "Todos nós temos que lutar para que os nossos filhos não sejam seduzidos pelas drogas, que são a porta de entrada para o mundo do crime", explicou.

Palestra O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, que discorreu sobre o tema Desafios do Cuidado em Abuso do Álcool e outras Drogas, explicou que “é preciso aliar os aspectos científicos para entender e tratar os problemas das drogas. A dependência química é uma doença e deve ser tratada como tal". Por fim, o ministro sustentou que o Brasil vive uma epidemia de drogas e condenou a liberação da maconha, como cogitado em alguns setores da sociedade.

O Congresso O evento faz parte da programação da 15ª Semana Estadual Sobre Drogas do Tocantins e conta com a participação de autoridades e especialistas de todo o Brasil. Durante o Congresso, serão discutidos os quatro eixos da política sobre drogas: prevenção, tratamento, reinserção social e repressão. A intenção é levantar reflexões para o fortalecimento das políticas públicas sobre drogas no Tocantins e também apresentar ações de planejamento, gestão e avaliação de dados para potencializar as ferramentas para prevenção, redução de danos e tratamento de pessoas que têm problemas com álcool e outras drogas.

A programação conta com diversas atividades relacionadas ao tema principal do encontro, entre eles o projeto Acredito em Política Estadual Sobre Drogas; apresentação da Pesquisa Domiciliar e Institucional sobre consumo de álcool e outras drogas no Estado do Tocantins; apresentação do Relatório Mundial sobre Drogas, realizado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime UNODC-Brasil; e palestra sobre a Estruturação da política sobre drogas.

Pesquisa Durante o evento, a reitora da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), Suely Quixabeira, entregou, ao governador Marcelo Miranda, o resultado da pesquisa sobre o uso de álcool e outras drogas no Estado do Tocantins. A pesquisa foi financiada pela Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), sendo coordenada e executada pela Unitins. A pesquisa traça um perfil socioeconômico do usuário e apresenta políticas públicas de atenção, respondendo a um dos eixos da Política Nacional sobre Drogas, que se baseia na importância da produção e difusão do conhecimento. De acordo com a pesquisa, o álcool é a droga mais utilizada no Tocantins. O estudo também mostra que a região com menos informações sobre o assunto é o Jalapão. Projeto Prevenir O Tocantins já conta também com o projeto Prevenir, outra ação da Seciju. Pelo projeto, serão realizadas apresentações teatrais e circenses pela Companhia Os Kaco de Circo e Teatro, em mais de 40 municípios, para esclarecer e conscientizar, de forma lúdica, a comunidade escolar e local, sobre a prevenção, reforçando o compromisso do Governo do Tocantins no cumprimento das diretrizes da Política Nacional sobre Drogas. Este ano, a política sobre drogas do Tocantins experimentou avanços significativos. No mês de junho, foi inaugurado o Núcleo de Atenção à Pessoa com Dependência Química (Núcleo Acolher – Um Recomeço). O Núcleo oferece recuperação aos dependentes químicos, por meio de atendimentos e orientações especializadas, bem como, inclusão nos grupos de ajuda mútua e articulação dos serviços públicos, a fim de possibilitar a reinserção social. Relatório A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou, em junho deste ano, o Relatório Anual sobre o uso e abuso de drogas no mundo, em 2017. O Relatório aponta que cerca de 5% da população mundial usou drogas pelo menos uma vez nos últimos anos e que cerca de 30 milhões de pessoas dependem de narcóticos até o ponto de precisar de tratamento. A droga mais consumida no mundo é a maconha, com 3,8% da população adulta global utilizando anualmente. A estimativa da ONU é de que cerca de 183 milhões de pessoas tenham usado a droga no ano passado. A abertura do evento contou com a presença da vice-governadora Claudia Lelis; do presidente do Tribunal de Justiça, Eurípides Lamounier; o defensor público-geral,  Murilo Machado, deputados, prefeitos, vereadores, representantes de Organizações Não Governamentais e outras autoridades. Fotos: Aldemar Ribeiro/Governo do Tocantins
Legendas:

Postado em Quinta, 23 Novembro 2017 17:01 Escrito por

Boatos sobre rompimento com Marcelo Miranda são motivos de riso e Coordenador da Bancada Federal realiza jantar com prefeitos

 

Por Edson Rodrigues

 

Na falta de “carniça” para matar a fome de poder os abutres agonizantes da oposição tocantinense lançaram mais uma infâmia ao vento para ver se colhem tempestade.  Desta vez, os rumores seriam de um hipotético rompimento entre o senador Vicentinho Alves e o governador Marcelo Miranda.

 

Ao tomar conhecimento de mais uma movimentação antiética e natimorta dos que se preocupam mais em atrapalhar a vida dos outros que em fazer alguma coisa pelo povo, Vicentinho Alves se limitou a sorrir e informar que estará recebendo 76 prefeitos tocantinenses para um jantar, esta noite, e que estarão em pauta os esforços da bancada federal para garantir recursos para os municípios e auxiliar o governador Marcelo Miranda a terminar bem a travessia de um governo que não teve um minuto sequer de sossego por conta de uma oposição que não sabe praticar a boa política.

 

Se bem conhecemos nosso amigo e irmão, Vicentinho Alves, ele não se dará nem ao trabalho de negar à imprensa sobre essa nova lorota oposicionista.

 

Afinal, para quem trabalha tanto para fazer o possível em benefício do povo tocantinense, não tem tempo para gastar com negativas sobre fatos não ocorridos.

Vicentinho está mais preocupado em concentrar esforços para promover a união da maioria dos membros da bancada federal em torno da causa da governabilidade do Tocantins, em apoio ao governador Marcelo Miranda, canalizando o máximo possível de recursos federais para proteger o Tocantins de adventos externos e manter sua situação de absoluto controle econômico, melhor que a da maioria dos demais estados brasileiros que, mesmo industrializados e com economias fortes, sucumbiram à crise econômica e institucional que tomou conta do Brasil com os governos lulopetistas.

 

MISSÃO INTERNACIONAL

Enquanto os abutres oposicionistas regurgitam o próprio veneno, Marcelo Miranda cumpre agenda de compromissos internacionais, em busca de recursos para obras importantes para o povo tocantinense.

 

Marcelo tem “se virado nos trinta” para manter o Tocantins com “a cabeça fora d’água” e deve fechar o ano com resultados positivos, principalmente para o povo tocantinense.

 

Mesmo com as artimanhas oposicionistas, Marcelo vem conseguindo enfrentar e vencer os obstáculos que se interpõem – às vezes até de forma surpreendente, como o presidente da Assembleia Legislativa, Mauro Carlesse, que ao tomar posse prometeu “governar junto com Marcelo Miranda”, mas que até hoje só jogou contra – ao caminho que levará o Estado a um futuro menos conturbado e mais equilibrado.

 

Com fé, humildade e dedicação, Marcelo Miranda espera, com a ajuda de Vicentinho Alves e da maioria da bancada federal do Tocantins, fechar o ano de 2017 com chave de ouro, anunciando uma série de obras e ações importantes para o bem-estar da população.

 

Juntando o trabalho pessoal de Marcelo Miranda aos esforços de parte da bancada federal, os cofres estaduais podem fechar o ano com mais de um bilhão de reais disponíveis para obras nos 139 municípios, além de recursos do Banco Mundial para o asfaltamento de mais de 1.300 quilômetros da malha viária.

 

Esse trabalho de Marcelo Miranda e da bancada federal, coordenada pelo senador Vicentinho Alves – e as boas consequências disso – é que vem causando urticárias na oposição que, como abutres, precisam de carniça para se alimentar.

 

Faltando carniça, eles tratam de tentar inventar uma, mas o povo tocantinense já está devidamente vacinado contra isso....

Postado em Segunda, 20 Novembro 2017 19:48 Escrito por

Marcelo Miranda foi enfático ao afirmar que "não estamos brincado de defender o meio ambiente. Estamos aqui para tomarmos, cada vez mais, a consciência de que a realidade ambiental é crítica" - Crédito da Foto: Pedro Barbosa/Governo do Tocantins;

 

Por Jesuino Santana Jr 

 

O governador Marcelo Miranda afirmou durante participação na 23ª Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas (COP-23), na Alemanha, que o Tocantins está pronto para apresentar os projetos para captar recursos na ordem de meio bilhão de reais que serão aportados pelos governos da Alemanha, do Reino Unido e da Noruega no Fundo Amazônia, para financiar projetos que ajudem a combater os efeitos das mudanças climáticas. O esforço extra no caixa ao caixa do Brasil acontece em razão da redução da taxa de desmatamento da Floresta Amazônica em 16%, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia.

 

No evento, que aconteceu de 6 a 17 de novembro, o governador Marcelo Miranda e integrantes das delegações de 195 países, além de cientistas e ambientalistas debateram ações de preservação do meio ambiente e o equilíbrio do clima do planeta, para desacelerar o aquecimento global. O evento internacional é uma vitrine para que o governador e sua comitiva consigam mostrar os potenciais do Tocantins para o mundo, além da captação de recursos. Além disso, o chefe do Executivo tem também a possibilidade de levantar bandeiras sobre as questões ambientais e expor o trabalho realizado pelo Tocantins nesta área, mostrando como é possível alinhar desenvolvimento com responsabilidade ambiental.

 

De acordo com documento da Organização Meteorológica Mundial (OMM) - agência da ONU para questões de clima, tempo e água, o planeta está batendo recordes seguidos das maiores temperaturas da história, de aumento do nível do mar, do número de tempestades, secas, inundações, incêndios, furacões e ciclones. Para se ter uma noção do problema, 2017 é o ano mais quente registrado sem uma influência do fenômeno climático El Niño. A média de cinco anos entre 2013 e 2017 é 1,03°C acima do período pré-industrial e também o período mais quente já registrado.

 

O aquecimento global é uma grande preocupação de todo o planeta, e o Tocantins já sente os seus efeitos de várias formas, seja na seca que se apresenta na região sudeste do Estado ou nos efeitos do clima seco, intenso calor e longos períodos de estiagem.

 

Dia da Amazônia

Durante participação no evento Amazon Bonn, realizado na terça-feira, 14, no Museu de Artes Bonn, na Alemanha, o governador Marcelo Miranda destacou que o Tocantins é o estado da Amazônia Brasileira que mais reduziu o desmatamento este ano, com percentual de 55%. O índice é referente ao período de agosto de 2016 e julho de 2017. Considerado como o “Dia da Amazônia” no encontro internacional, o Amazon Bonn foi idealizado pelo Fórum de Governadores da Amazônia Legal, formado pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

 

"Apesar de saber que ainda temos um infinito caminho a percorrer, o Tocantins tem procurado fazer a sua parte. Esse índice que obtivemos é resultado de muito trabalho, compromisso e boas parcerias", disse Marcelo Miranda, citando alguns exemplos como "o fortalecimento das nossas estratégias de comando e controle, nas ações de fiscalização e monitoramento e, também, graças a toda uma estrutura de inteligência ambiental que estamos adotando no Estado", disse.

 

Um estudo do Governo do Tocantins demonstrou que, entre 1998 e 2007, a média da taxa de desmatamento foi de 168 mil hectares/ano. Entre 2008 e 2014, essa taxa caiu 35%, apontando para 109 mil hectares/ano. É importante destacar que, desde 2008, o Estado tem sido bem sucedido em alcançar expansão agrícola vertical, aumentando a produção da agricultura, enquanto diminui o desmatamento.

 

Audiência com embaixador da Noruega

Um dos compromissos cumpridos por Marcelo Miranda e sua comitiva na terça-feira, 14, durante intervalo dos painéis apresentados no Amazon Bonn, na Alemanha, foi uma audiência pública com o embaixador da Noruega, Nils Martin Gunneng. Na ocasião, Marcelo Miranda fez uma breve exposição de ações e projetos do Tocantins, resultados e lições aprendidos no processo de proteção e de uso sustentável. Dentre eles, o Pró-Solar e o Cadastro Ambiental Rural (CAR). "Consideramos como bastante produtivo esse encontro. O embaixador demonstrou interesse em conhecer melhor as propostas do Tocantins", avaliou.

 

Fábrica alemã de caminhões

Já no dia 15 de novembro, o governador Marcelo Miranda se encontrou com o presidente da empresa Magirus, Marc Diening na cidade de Ulm, na Alemanha. Ele conheceu a fábrica da empresa para conhecer sua linha de produção e inspecionar os três modernos caminhões auto bomba tanque florestal, adquiridos pelo Governo do Tocantins para combate a incêndios e queimadas no Estado.

 

O governador avaliou como muito positiva a receptividade do presidente Marc Diening. “Além da boa receptividade, tivemos a oportunidade de conhecer os produtos, a linha de produção e perceber a preocupação com o controle de qualidade dessa multinacional especializada em veículos pesados, a exemplo de caminhões de bombeiros", avaliou.

 

Os caminhões adquiridos pelo Governo do Tocantins são considerados os mais modernos no combate às queimadas. Os veículos contam com cabines pressurizadas que permitem a travessia em meios às chamas. Atualmente, o Estado opera dois caminhões desse modelo. Em cada um dos caminhões foram investidos € 393.188,63 (R$ 4.123.762,34) em recursos próprios do Governo do Estado.

 

Navegabilidade de rios do Estado

Na sexta-feira, 17, o governador Marcelo Miranda se encontrou, em Missão Oficial na Europak, com empreendedores de duas grandes empresas em Gorichem, na Holanda: Chris Kornet, CEO (diretor executivo) da Concórdia Group; e com o presidente da Damen Shipyards, René Berkvens. Acompanhou a reunião a embaixadora do Brasil nos Países Baixos, Regina Dunlop.

Nas duas empresas, Marcelo Miranda e membros da comitiva apresentaram números e condições naturais do Estado do Tocantins, que favorecem investimentos em ferrovia e hidrovia. "Estamos no lugar e no momento certo em busca de novos investimentos. Acredito que temos tudo para fecharmos parcerias favoráveis, tanto para o Tocantins, quanto para as empresas que se interessem em investir no nosso Estado", avaliou o governador.

 

Resultados da COP 23

A plenária final da COP 23 finaliza nesta sexta-feira, 17, quando as delegações dos 197 países se reúnem para aprovar o documento final desta edição. O principal objetivo é definir regras para o cumprimento do Acordo de Paris. A ideia é detalhar como serão atingidas as metas de redução do aquecimento global estabelecidas pelo documento, e determinar parâmetros de fiscalização do desempenho dos países.

 

Na COP 21, que ocorreu em 2015, líderes de várias nações se reuniram para discutir propostas e ações alinhadas com a necessidade de reduzir os impactos da mudança climática, limitando o aumento de temperatura no final do século a 2°C em relação aos níveis pré-industriais. No Acordo de Paris, ficou definido que, a cada cinco anos, as metas de redução das emissões dos gases de efeito estufa dos países serão analisadas, para evitar o descontrole ambiental.

 

No Twitter, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, anunciou a candidatura brasileira para sediar a COP 25, que deve acontecer no final de 2019. Com a edição de 2018 prevista para acontecer na Polônia, é esperado que um país da região da América Latina e Caribe sedie uma das próximas COPs do clima.

 

Participação do Tocantins na COP 21

Em 2015, o governador Marcelo Miranda, participou da 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-21), que aconteceu em Paris. O evento teve o intuito de reunir propostas de mais de 150 países para diminuir a marcha do aquecimento global.

 

Dentre as propostas que o governador apresentou na COP 21, está a diversificação da Matriz Energética do Estado; a redução dos efeitos críticos de seca prolongada na região sudeste do Estado, por meio do projeto Barraginhas; além da criação de unidades de proteção, unidades de conservação e incentivo e a implantação da política de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA).

 

Comitiva

Integram a comitiva do Tocantins: o secretário de Estado do Planejamento e Orçamento, David Torres; o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura, Alexandro de Castro; o presidente do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Herbert Brito; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins, coronel Yuri Tenório; o subsecretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Fábio Lelis; o diretor de Instrumentos de Gestão Ambiental da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Rubens Pereira Brito; o deputado estadual Nilton Bandeira Franco; a assessora de imprensa do Governador, Susana Barros; o ajudante de Ordens do Gabinete do Governador, tenente-coronel Márcio Antônio Barbosa de Mendonça; e o assessor especial do Gabinete do Governador, Pedro Barbosa.

Postado em Sábado, 18 Novembro 2017 06:53 Escrito por

Em mais de 30 anos como Diretor-Presidente e como Editor-Chefe do mais antigo veículo de comunicação do Tocantins, eu e meu irmão, Edvaldo Rodrigues, respectivamente, sempre pautamos nossa linha editorial pela seriedade, compromisso com a verdade e tendo os nossos leitores, os cidadãos tocantinenses, como prioridade máxima em nossa atuação.

 

Por Edson Rodrigues

Pois é com a mais absoluta tristeza e estupefação que nos juntamos, eu e meu irmão, para escrever estas tão tristes e importantes linhas. Tristes pelo seu conteúdo, e importantes pelo que trarão de conseqüências para a classe política e para o povo tocantinense.

Nesses trinta anos de atuação, fomos testemunhas de muitas lutas, muitas vitórias, muitas conquistas, mas, também, de muitas mazelas que dizem respeito a este povo que sonhou com a criação do Seu Estado, dos mais bem sucedidos até os esquecidos e deixados à margem da história.

O Tocantins e o Brasil vêm mudando muito nestes 30 anos, alguma coisa para melhor, mas muita coisa para pior. As instituições, em sua maioria, silenciaram e se omitiram em muitos aspectos, ou por conveniência ou por solidariedade, ante muitas coisas erradas que foram perpetradas. Essa inércia consensual das instituições prejudicou muito o nosso desenvolvimento econômica e social, mas mesmo assim, ao fim de tudo, conseguiu-se algum progresso.

 

POLÍCIA FEDERAL
Antes de passarmos à parte terrível deste editorial, não podemos deixar de abrir um parêntese para aplaudir – de qualquer maneira - os órgãos fiscalizadores, dos Tribunais de Contas estaduais, até à Controladoria Geral da União, passando pelo TCU e pelo Ministério Público, é claro. Mas os grandes aplausos vão merecidamente para a Polícia Federal, que, mesmo “aparelhada” pelo PT, soube driblar os “aspones vermelhos” e, com um poder investigativo surpreendente, trouxe à tona os piores e mais insensíveis crimes já cometidos contra a nação brasileira, que nos acostumamos a chamar simplesmente de “corrupção”.

A Polícia Federal é, hoje, a instituição com maior credibilidade junto à população brasileira, ultrapassando até mesmo o Corpo de Bombeiros, que salva vidas de forma física. O trabalho da PF, segundo a população brasileira, mostrou que a ganância e a irresponsabilidade dos políticos ceifaram milhares de vidas, dependentes dos sistemas de Saúde e Segurança Pública, apenas desviando recursos e, ao começar a investigar e punir, vem evitando a morte de mais milhares, abrindo os olhos do povo e o levando às ruas.

A Operação Lava Jato, comandada pelo juiz Sérgio Moro, virou “Operação Lava Alma” e, por meio dela, a PF tem chegado a resultados impressionantes em descobertas de contas milionárias, bens suntuosos e até de malas cheias de milhões de reais, que deveriam estar nos hospitais e no sistema de Segurança Pública.

O povo elegeu a Polícia Federal como seu “anjo da guarda”, mas vê, agora, aflito, os políticos tentarem arrefecer sua força, numa troca de comando tão inesperada quanto questionável.

Todo respeito e força à nossa Polícia Federal.

 

O CEMITÉRIO POLÍTICO TOCANTINENSE
Agora vamos aos fatos dos quais temos a mais cruel das vergonhas, mas que temos que levar ao conhecimento da população.
Tivemos acesso aos anexos de uma delação premiada prestes a ser homologada pela Suprema Corte Basileira. A delação que, ao ser anunciada, deixou amedrontados muitos, mas muitos políticos tocantinenses.
Nesses 30 anos de atuação, O Paralelo 13 vem acompanhando a atuação de todos os que ocuparam cargos eletivos no Tocantins. Dos pioneiros na luta pela criação do Estado aos neófitos, que surgem e somem com a mesma velocidade. Homens e mulheres que, para entrar na vida pública – e continuar nela – vestiram a máscara da honestidade e quase que da castidade.

Pessoas que praticamente se perpetuaram no cenário político do nosso Estado e que, nos últimos tempos, têm se esmerado em criticar o governador Marcelo Miranda e seus familiares, transformando as redes sociais em uma fonte borbulhante de boatos, piadas, maledicências e outras maldades. Muitos desses, diga-se de passagem, só estão na vida pública porque cresceram à sombra da família Miranda, dos quais Marcelo Miranda foi a “tábua de salvação” em diversas oportunidades.
Aliás, queremos, aqui, abrir um novo parêntese, para falar de Marcelo Miranda. Esse rapaz vem enfrentando uma vida política das mais difíceis e desafiadoras.

Alvo de processos, impeachment, eleito senador e impedido de tomar posse, nosso atual governador, eleito pela vontade do povo, vem sofrendo, mais uma vez, uma oposição velada por parte da Assembleia Legislativa, comandada pelo presidente Mauro Carlesse. Oposição essa, que vem provocando uma série de prejuízos para a população tocantinense, atrasando recursos para obras e áreas importantes e fazendo de tudo para que o governo mergulhe na impossibilidade de ação, tão importante para que eles, oposicionistas, façam suas campanhas da maneira mais vil de todas, que é “subindo nas costas” de um governo que eles mesmos fizeram estagnar.

Mas, já adiantamos, a partir de agora, que isso não vai mais acontecer a partir de 2018, pois o povo tocantinense terá que se unir para fazer uma votação maciça em novos políticos, em pessoas comprometidas apenas com o bem-comum e, não com os próprios bens.

 

OS FATOS
Falamos em votação maciça em novos nomes porque, depois que a delação citada for homologada e vier a público, será bom que a população tocantinense esteja com os estômagos preparados para não vomitarem anos e anos de más escolhas em relação aos seus representantes.
Em outras palavras, o conteúdo da delação representa um velório público das carreiras políticas de, pelo menos 95% dos políticos tocantinenses que o eleitor conseguiu identificar nas palavras escritas acima.

Os “lobos vestidos de cordeiros” serão abatidos, um a um, pela Justiça. De vereadores a detentores de mandatos federais, principalmente aqueles que sambam sobre patrimônios milionários, vão conseguir provar aos incautos eleitores que o ex-governador e atual detento do sistema presidiário federal é apenas um “trombadinha” se comparado aos esquemas de corrupção que tomaram forma no Tocantins, revelados pelo corruptor/delator .

O “velório” político já começou, pois, se O Paralelo 13 teve acesso aos anexos da delação, certamente muitos dos envolvidos também já têm conhecimento das revelações que vêm pela frente. Já o “sepultamento”, pode ocorrer a qualquer momento, daqui pra frente, pois vêm aí uma enxurrada de mandados de prisão, de condução coercitiva, de busca e apreensão, de bloqueio de bens e outras medidas judiciais tão desmoralizantes, que poucos conseguirão encostar a cabeça em seus travesseiros e dormir com tranqüilidade.

Isso significa, diretamente, pouquíssimos políticos, dos pioneiros aos “modernos”, com CPF limpo e condições de candidatura em 2018, assim como pouquíssimos partidos em condições de montar uma nominata.

Podemos afirmar com toda a tranqüilidade que, os poucos que se salvam – por mérito próprio, diga-se de passagem – terão suas pretensões eleitorais vitoriosas simplesmente pelo reconhecimento público de suas atitudes e firmeza de caráter.

PROVAS FARTAS
Estamos fazendo estas afirmações, porque, uma vez tendo acesso aos anexos, podemos afirmar que as provas são contundentes, fartas e robustas, e saltam aos olhos a quantidade de documentos, escrituras, extratos de saques e depósitos bancários, fotografias, gravações de vídeo e de áudio, listas de bens adquiridos, enriquecimento ilícito, crescimentos patrimoniais de mais de cinco mil vezes (!), políticos laranjas de outros políticos, laranjas midiáticos, e outras ilicitudes incontáveis, que vão fazer desmoronar pilares políticos não só no Tocantins, mas no Brasil.

HORA DA UNIÃO
Essa delação traz infelicidade e vergonha ao povo tocantinense, mas, podemos afirmar, chega no momento certo, nas proximidades de uma nova eleição majoritária que pode ser a mais importante da história do Tocantins, pois os poucos políticos que estarão aptos a concorrer, terão que formalizar um pacto de governabilidade, um projeto de governo e uma priorização de ações emergenciais voltadas ao povo tocantinense que terá quase que a mesma importância que a luta pela criação do Tocantins.

Será quase um recomeço uma recriação do nosso Estado. Um novo – e melhor – pode estar a nascer a partir de revelações tão fortes e incontestáveis.

Infelizmente, povo tocantinense, fomos traídos, enganados e roubados por muito tempo.

Felizmente, povo tocantinense, vamos saber quem nos traiu, roubou e enganou e poderemos, então, nos unir por um Tocantins livre do fantasma do voto de cabresto, do coronelismo e da corrupção.
Só depende de nós!

Postado em Quinta, 16 Novembro 2017 11:05 Escrito por

 

Presidente da Assembleia Legislativa age como legítimo representante do povo tocantinense ao se posicionar contra projeto

 

Por Edson Rodrigues

 

O presidente da Assembleia, Mauro Carlesse (PHS), lançou nesta segunda-feira, dia 13, a campanha online contra a transposição do rio Tocantins para o rio São Francisco. Ele conclama ao povo tocantinense a participar de um  abaixo-assinado para evitar que o Senado aprove a matéria. O projeto prevê um percurso de 733 KM de interligação entre o Tocantins e o rio Preto, na Bahia, vinculado à bacia do São Francisco. Para assinar o documento basta acessar o link  http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR103075.

 

Aqui no Tocantins, sabe-se que, pelo menos, o deputado federal Carlos Gaguim não assinará o abaixo-assinado, uma vez que já se posicionou a favor do projeto.

 

Já o ex-governador Siqueira Campos, nordestino de nascimento, se posicionou totalmente contra o projeto de transposição das águas do Tocantins para o São Francisco, mostrando que, realmente, se preocupa com os interesses do povo tocantinense mais que com suas raízes.

 

OS FATOS

Na verdade, os movimentos socioambientais sempre disseram que o São Francisco tinha pouca água para suportar uma transposição. Era um anêmico que não podia doar sangue. Agora, essa proposta de transpor o Tocantins para o São Francisco só comprova que está faltando água no São Francisco não só para as comunidades ribeirinhas, mas a falta de água inviabilizou a hidrovia do São Francisco, diminuiu a geração de energia e está faltando água até para os perímetros irrigados já instalados. Então, começou a bater o desespero também no setor econômico, naqueles que mais ganham com as águas do Velho Chico. Daí a proposta doida de transpor o Tocantins para aumentar o volume de água do São Francisco, água que ele já teve, mas agora não tem mais.

Algumas oras são propostas, acreditamos agora, por pessoas  com total desconhecimento que tem da realidade. O aquífero que abastece o Tocantins é um dos mesmos que abastece o São Francisco, isto é, o aquífero Urucuia. E esse é um dos aquíferos que está perdendo forças no Cerrado brasileiro. Portanto, sem o aquífero Urucuia morre o Tocantins e morre o São Francisco.

 

Acontece que a devastação da Amazônia que gera os rios voadores que fazem chover em todo território brasileiro, inclusive até na Argentina, está prejudicando a formação dos rios voadores. E o Cerrado brasileiro, onde estão os três maiores aquíferos do Brasil e da América Latina – Urucuia, Bambui e Guarani –, está sendo devastado para plantação de soja e criação de gado. Com seus solos compactados, perdeu a capacidade de alimentar seus aquíferos, ou pelo menos está perdendo essa capacidade. Portanto, nossa caixa d’água está cada vez mais seca.

 

POSICIONAMENTO CORRETO

O deputado Carlesse assumiu o posicionamento correto e alerta que o nível das águas do rio Tocantins baixa ano após ano, prejudicando o turismo e a pesca e a produção agropecuária. E, em alguns trechos, como no município de Tocantinópolis, região Norte do estado, já é possível fazer a travessia do rio a pé.

 

Por considerar a transposição prejudicial para o Estado, Carlesse apresentou no final de setembro um projeto de lei que visa a garantir a preservação dos recursos hídricos do Tocantins.

 

Pela proposta, que está na Comissão de Minas e Energia, e será votada na próxima semana, em plenário, fica proibida a outorga do direito de uso dos recursos hídricos para projetos de transposição ou interligação que utilizem rios pertencentes ao Estado do Tocantins para bacias hidrográficas localizadas em outros Estados.

 

É assim que tem que ser e é no link oferecido acima que os tocantinenses devem se manifestar.

 

Isso não é uma eleição.  É uma questão de sobrevivência, aonde toda e qualquer vinculação partidária ou ideológica deve ser colocada de lado para o bem de todo o nosso Estado.

 

Que Deus nos abençoe!

Postado em Quarta, 15 Novembro 2017 04:42 Escrito por
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