Ato de demissão em massa traz pânico a milhares de tocantinenses que, da noite para o dia, ficaram sem sustento, sem chão e sem dinheiro

 

Por Edson Rodrigues

 

Com o apoio da maioria dos deputados estaduais, os mesmos que foram eleitos como “representantes do povo tocantinense” O governador em exercício, Mauro Carlesse exonerou milhares de servidores públicos estaduais contratados.

 

A desculpa foi a adequação á Lei de Responsabilidade Fiscal, mas o que se viu no Diário Oficial foi quase que uma troca.  Demitirem-se milhares, contrataram-se outros tantos.

 

Qual a diferença entre os que saem e os que entram? O grupo político ao qual pertencem.

 

Enquanto isso acontece, levando milhares de famílias tocantinenses ao pânico total da impotência, os deputados estaduais que deveriam protegê-las de atitudes assim, fazem cara de paisagem, como se nada fosse da conta deles.

 

Claro que é.  Inclusive os indicados que estão sendo contratados, assim como, também eram os que foram exonerados, e que deveriam ser protegidos.

 

Enfim, desmascaram-se intenções e revelam-se caráter e princípios dos deputados estaduais.

 

TRABALHO CONJUNTO

Tudo o que vem acontecendo no Tocantins e com o povo tocantinense, só demonstra que Marcelo Miranda vinha fazendo verdadeiros milagres para conduzir o estado, equilibrando a falta de recursos com a preocupação com o povo, mantendo a folha salarial em dia e tratando a todos com seu jeito humilde e carismático como os cidadãos de bem, que são.

 

Enquanto isso, numa espécie de “trabalho conjunto”, os deputados oposicionistas se aproveitavam da instabilidade econômica do País para  emperrar empréstimos, evitar financiamentos e trancar pautas que tratavam de recursos para saúde, educação e segurança pública, apostando no “quanto pior, melhor”, esquecendo que, ao atrapalhar o governo, influenciavam, de maneira negativa, na vida dos cidadãos.

 

Enquanto estados mais tradicionais e financeiramente potentes atrasavam folhas de pagamento, parcelavam salários e paralisavam investimentos, o Tocantins atravessava a tempestade sofrendo com as artimanhas dos oposicionistas,mas cuidando do povo de forma decente e solidária.

Bancada federal do Tocantins e o presidente Michel Temer

Marcelo Miranda, boa parte da sua equipe e a maioria da bancada federal, sob o comando do senador Vicentinho Alves, “botaram a cara a tapa” para articular um fio condutor, um pacto de governabilidade, que foi capaz de fazer com galhardia a travessia de um período de instabilidade política, institucional e econômica sem igual, asseverado pela recessão mundial, o impeachment da presidente do Brasil, a cassação do presidente da Câmara Federal e o mar de corrupção que desmotivou muitos governantes.

 

Graças a esse pacto, fruto de muito empenho pessoal, não faltou pão nem leite na mesa do funcionalismo público tocantinense, não houve atraso na folha salarial, hospitais foram reformados, o HGP foi equipado, perdeu as lonas da humilhação e recebeu mais leitos, assim como as unidades de Araguaína e Porto nacional.  Ambulância foram distribuídas aos municípios sem que a cor partidária fizesse diferença. A segurança pública ganhou novas viaturas, recebeu equipamentos dignos e concursados foram convocados para recuperar a sensação de segurança da população. Rodovias foram recuperadas e a agropecuária recebeu incentivos, enfim.  Havia dignidade para os cidadãos tocantinenses.

 

ONDE ESTÃO OS SINDICATOS?

Outra mudança de postura que chama a atenção nesses primeiros dias da curta “era Carlesse” vem da parte dos sindicatos, tão combativos e “atentos” às questões dos servidores públicos estaduais, ainda não deram um pio em relação à demissão em massa, deixando claro que, importante, para eles, são apenas os concursados e que os contratados servem apenas para “engrossar a massa de manobra” na hora de protestar contra o governo.

 

Sindicato protocolando pedido de cassação de Marcelo Miranda

Assim como a maioria dos deputados estaduais, os sindicatos “enfiaram a cabeça no buraco” e se omitem ante á morte lenta dos postos de trabalho que garantiam o sustento de milhares de pessoas.

 

Os mesmos que antes enchiam as galerias da Assembleia Legislativa para pedir o impeachment de Marcelo Miranda, agora se calam ante uma ato ofensivo exatamente á categoria que defendem.

 

Omissos ou coniventes?  Isso só a história vai dizer;

 

REFLEXÃO

O momento é perfeito para que o eleitorado tocantinense observe com atenção, olhe bem na cara dos deputados estaduais, federais e dos senadores e analisem o que eles têm feito em benefício da população, dos servidores demitidos e da manutenção das chances de a economia do Tocantins conseguir se manter.

 

A mudança está em suas mentes e mãos, eleitores.

 

Votar em quem apoiou essa ação de descaso com milhares de famílias, de deputados estaduais á federais e senadores, passando pelos candidatos de primeira viagem que fazem parte dos partidos desses que aí estão, é concordar com a maior covardia já feita na história do Tocantins.

 

Se você, seu filho, seu pai, seu esposo, sua esposa, algum familiar, está sofrendo por causa das demissões comandadas por pessoas sem coração, em outubro você terá a chance de dar o troco da forma mais abençoada, sutil e assertiva:  com o seu voto!

A decisão é sua.  Boa sorte!

 

CORRIGINDO INJUSTIÇAS: AINDA HÁ ESPERANÇAS

Apesar dos pesares, uma ponta de esperança surgiu, na manhã desta quinta-feira, durante uma conversa reservada com um ex-secretário de governo, que nos garantiu que o governador em exercício está agindo com boas intenções.

Segundo esse ex-secretário, o decreto das demissões em massa acabou atingindo pessoas inocentes, trabalhadora, que compareciam aos seus postos de trabalho e, efetivamente, exerciam suas funções.  Foi, como diz o ditado, “os justos pagando pelos pecadores”.

 

Ainda incrédulo, pedi provas do que foi afirmado e o que ouvi serve tanto para enriquecer este editorial quanto para não cometer injustiças.

 

Um deputado tinha, até terça-feira, uma ex-esposa “mamando” mais de sete mil reais mensais nas tetas do governo, sem sequer comparecer ao local de trabalho.  Um outro deputado, que não era da base de Marcelo Miranda, tinha sobrinhos, irmãos e cunhadas, cada uma recebendo salários acima de cinco mil reais, também sem aparecer para trabalhar.

 

De acordo com a nossa fonte, as injustiças com os servidores contratados que trabalhavam da forma devida, serão corrigidas de acordo com as necessidades de cada órgão. Ele prosseguiu afirmando que Mauro Carlesse está sofrendo pressões de deputados pro contratações, mas que irá resistir e que sua intenção é, em breve, mostrar à sociedade os resultados em termos de economia aos cofres públicos e adequação à Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

Enfermeiros, fiscais e outros servidores honestos serão reconduzidos aos seus cargos, em detrimento das centenas de casos de “fantasmas” com altos salários, que serão defenestrados dos quadros dos servidores.

ESTAMOS DE OLHO!

Postado em Quinta, 26 Abril 2018 13:10 Escrito por

Até “tabela de preços” está rolando nos bastidores em que o povo tocantinense é o último a ser lembrado pelos políticos oportunistas

 

Por Edson Rodrigues

 

Era de se esperar que uma eleição para um mandato tampão transcorresse de forma republicana e tranqüila, já que serão apenas alguns meses de mandato, com a única função de manter a máquina administrativa em andamento, sem prejuízos à economia e ao povo tocantinense.

 

Mas a voracidade da corrupção, de olho nos contratos, licitações e contratações, enfim, em tudo o que pode ser fraudado e render dinheiro ilegal nesse curto espaço de tempo.

 

Em suma, está muito difícil processar tantos fatos que geram desconfiança imediata, que ocorreram nas últimas 72 horas nos bastidores d política tocantinense.

Óbvio que ninguém deu recibo, tem cópia das transferências eletrônicas e, muito menos, pagou alguma coisa em cheque, mas todos sabem que há uma revoada de papéis escusos permeando as filiações de detentores de mandato no Legislativo em coligações que necessitam de tempo no Horário Eleitoral Gratuito de Rádio e TV, em troca de vagas em chapas majoritárias na eleição seguinte, em novembro.

 

Fontes dos bastidores circulam com tabelas que relacionam valores que variam por número de parlamentares, número de diretórios, número de prefeitos e número de comissões provisórias, com valores entre cinco e oito MILHÕES de reais para partidos de medianos a grandes, e de 1,5 MILHÃO de reais para partidos nanicos.

 

E aos eleitores, o quê será repassado?

Se o comprador, o pagador desses valores for o vitorioso, a única coisa que o eleitor ganhará com isso será a falta de verbas para a Saúde, para a Educação e para a Segurança pública, pois este erário estará comprometido com o pagamento dos políticos e partidos que se venderam, assim como obras fantasmas ou superfaturadas, cujas verbas terão o mesmo fim: o bolso dos vendidos.

 

OS "AMIGOS DE MARCELO"

Outra coisa bem interessante, para não dizer deprimente, que ocorreu no repentino processo de cassação de Marcelo Miranda foi a atuação brilhante que tiveram seus “amigos”.  Brilhante no sentido e esclarecedoras, como foi o caso de sua “líder e companheira” deputada Valderez Castelo Branco, que, juntamente com seu marido, deputado federal Lazaro Botelho, presidente do PP no Estado, correram para o colo do presidente da Assembleia Legislativa, Mauro Carlesse – e para o colo de sua candidatura ao governo tampão, diga-se de passagem. 

 

Outros que tomaram a mesma atitude decepcionante e decrépita foram ex-secretários estaduais, sub-secretários e outros amigos não do rei, mas do “reinado”, que mostraram ao povo, de forma escancarada, sua lealdade ao poder, ao estar junto de quem manda e de quem tem a chave do cofre.

Segundo o apurado, Marcelo Miranda já sabe quem foi o responsável que bancou a matéria do Fantástico que trouxe uma associação indevida do seu nome à construção da Ponte da Integração, Fernando Henrique Cardoso, obra tão somente do governo de José Wilson Siqueira Campos, erguida na época em que Miranda era deputado Estadual, portanto, sem nenhuma ingerência sobre o processo.

 

Marcelo admite que houve erros em seu governo, mas a maioria das pontes mostradas na reportagem não têm nada a ver com seu governo, e o POVO sabe disso!

 

VERGONHA NA CARA

Quando falamos em vergonha na cara, não estamos fazendo um alerta aos políticos, porque esses, 90% já se venderam, já estão comprometidos com as negociatas.

 

Estamos, sim, fazendo um apelo aos eleitores, para que, estes sim, resgatem sua dignidade e tenham vergonha na cara, assumindo um compromisso com o seu próprio bem-estar, com o futuro das nossas crianças e dos nossos jovens e, num ponto de vista macro, com o futuro do próprio Tocantins e com suas condições de cidadãos.

 

Quem vende seu voto, não vende apenas o SEU futuro, mas o futuro de seus familiares e de todos os cidadãos do Estado.

 

Chegou a hora do eleitor tocantinense estancar essa hemorragia que nos envergonha nos noticiários nacionais e internacionais, que impede a entrada de recursos e financiamentos para as obras que tanto necessitamos e que pode nos levar a um retrocesso que vai levar décadas, quase uma geração, para ser revertido. 

 

Se for revertido!

Apelamos aos eleitores tocantinenses para que cumpram deu papel de cidadão e evite votar em candidatos alpinistas e em candidatos sabidamente fichas-sujas.

 

Apelamos, enfim, para que os eleitores protejam, suas família, seus patrimônios e suas dignidades, pois, assim, estarão protegendo o NOSSO Tocantins.

 

SURPRESAS: MARCELO PODE VOLTAR, VIA STF

Ainda há outro ingrediente nesse apanhado de ações heterodoxas e ortodoxas que circundam a eleição para o mandato tampão: Marcelo Miranda pode voltar, a qualquer momento, ao comando do Estado, podendo “apimentar” ainda mais esse processo sucessório.

 

Uma fonte em Brasília nos garantiu que a tramitação dos recursos de Marcelo Miranda têm andado de forma acelerada nas altas cortes do STF, e podem chegar a qualquer momento, pelas mãos do ministro Gilmar Mendes, às barras de uma decisão.

 

Segundo nossa fonte, nas últimas 72 horas os processos foram juntados e tiveram celeridade a jato.  Tramitações que demorariam semanas, levaram horas para serem concluídas e a decisão de Gilmar Mendes pode sair a qualquer momento.

 

Caso Marcelo Miranda volte ao governo do Estado, acreditamos que tanto ela quanto o MDB jamais pensarão em se aliarem ao deputado estadual Osires Damaso, que teve seu nome deferido como candidato ao governo tampão, apoiado tanto pelo MDB quanto pela família Miranda e que, na hora do “vamos ver”, correu para os braços de Kátia Abreu.

 

Voltamos a lembrar que, caso o STF decida, em colegiado, anular a decisão do TSE que cassou Marcelo, sua inelegibilidade torna-se nula, e sua candidatura à reeleição, totalmente plausível.

 

E, venhamos e convenhamos, caso possa ser candidato à reeleição, as possibilidades de vitória de Marcelo Miranda são muito grandes.

 

A nós, meros espectadores, só resta aguardar os próximos capítulos!

Postado em Terça, 24 Abril 2018 10:48 Escrito por

Carlesse destacou que já está com a equipe pronta para dar continuidade ao trabalho que vinha sendo realizado

 

Por Cláudio Paixão

 

O Executivo Estadual está sob novo comando. O deputado estadual Mauro Carlesse reassumiu o Governo do Tocantins na tarde desta quinta-feira, 19, em sessão solene na Assembleia Legislativa, quando também transmitiu o cargo de presidente do Poder Legislativo à deputada Luana Ribeiro.

 

Mauro Carlesse reassumiu o posto no Palácio Araguaia depois de ter sido notificado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no final desta manhã. Em reunião nesta tarde, o governador em exercício deu posse a 30 auxiliares do 1º e do 2º escalão.

 

O governador destacou que já está com a equipe pronta para dar continuidade ao trabalho que vinha sendo realizado. “Estamos cumprindo nossas obrigações constitucionais. Já estamos com todos os secretários preparados para dar continuidade ao trabalho que eles iniciaram”, ressaltou.

 

Segundo Mauro Carlesse, após uma análise da situação do Tocantins, o trabalho será intensificado. “Não sei como vamos encontrar o Estado depois desse período em que ficamos afastados, mas espero que esteja tudo bem, que esteja de acordo com aquilo que deixamos. O tempo foi curto, mas naquele período, conseguimos organizar muita coisa”, frisou.

 

O governador disse que o trabalho será realizado em prol da população tocantinense, citando áreas prioritárias como a saúde e a segurança pública. “Espero que a população sinta que agora tem alguém cuidando deles e, principalmente, na saúde e na segurança pública. Junto com minha equipe, vamos fazer o melhor pelo Estado do Tocantins, vamos ter uma posição firme, não podemos deixar o Estado largado, e a população vai sentir isso imediatamente”, pontuou.

 

Agrotins 2018

Na ocasião, Mauro Carlesse garantiu a realização da 18ª edição da Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins), prevista para ocorrer de 8 a 12 de maio.

 

Agenda

A primeira agenda oficial do governador em exercício desta quinta-feira foi uma reunião com sua equipe no Palácio Araguaia para definir as próximas ações de seu governo.  

Postado em Quinta, 19 Abril 2018 17:38 Escrito por

Marcelo diz que recebeu decisão do TSE com serenidade, mas vai recorrer

 

Com Agências

 

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmou em sessão na noite desta 3ª feira (17.abr.2018) a cassação do mandato do governador do Tocantins, Marcelo Miranda (MDB). Ele é acusado de captação de recursos ilícitos na campanha de 2014. A vice-governadora, Cláudia Lelis, também deixará o cargo.

 

 

Em março, o TSE já havia determinado que Miranda deixasse o cargo, mas decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, suspendeu a cassação até o julgamento dos embargos de declaração.

 

O recurso foi analisado em menos de 2 minutos nesta 3ª. O TSE rejeitou os embargos de declaração da defesa de Miranda por unanimidade. O ministro relator era o presidente do TSE, Luiz Fux.

 

No embargo de declaração, Miranda e Lelis afirmaram que, caso conseguissem reverter a perda do mandato, o Poder Público teria prejuízo de ao menos R$ 32 milhões, o custo da realização imediata de nova eleição.

 

Com a rejeição, Marcelo Miranda ainda pode recorrer ao STF, mas será obrigado a deixar o cargo. Agora, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Mauro Carlesse (PHS), deve voltar ao governo interino do Tocantins assim que o resultado for publicado.

 

Postado em Quarta, 18 Abril 2018 04:39 Escrito por

A instabilidade reina no território tocantinense, acompanhada da insegurança de quem presta serviços, quem fornece e quem quer investir no estado. A imagem do Tocantins está ofuscada e sangrando, levando intenso sofrimento aos tocantinenses que dependem dos serviços públicos, sobretudo da saúde e que estão sujeitados a dores e humilhações.

 

Por: Edson Rodrigues

 

É descaso total também com a nossa segurança, que já é capenga. Nossos policiais militares e civis sofrem e correm riscos, expondo suas vidas a situações desnecessárias. O comandante da Polícia Militar também se encontra com mãos atadas já que faltam recursos, logística e condições de proporcionar aos comandados um mínimo de estrutura e condições de um trabalho seguro. Tudo isso causado por uma liminar concedida pela justiça, em um ato publicado com o intuito de preservar o patrimônio público que poderia dilapidado.

 

Ameaças

A justiça, via o Ministério Público Estadual (MPE) tomou esta decisão para evitar que o estado fosse cometido de ações devastadoras com a entrada de um governo transitório, com capacidade e poder de decisões que prejudicariam o estado, como a ‘venda’ da folha de pagamento dos servidores públicos a um banco do estado de São Paulo, por exemplo. Outras ações temidas são: a venda da concessão de fornecimentos de água tratada, atualmente realizada pela Agência Tocantinense de Saneamento (ATS) para um grupo, também de São Paulo, e a privatização das principais rodovias estaduais e Universidade Estadual do Tocantins (Unitins).

Diante de tantas possibilidades de práticas nocivas ao estado, o Ministério Público Estadual, não viu outra opção se não o bloqueio de determinadas transações administrativas. Pelo sim e pelo não, foi ‘acertada’ esta decisão adotada por nosso valoroso Ministério Público Estadual e bem acolhida pela justiça tocantinense, já que, nos bastidores da política, eram fortes os indícios sobre vários atos que poderiam ser praticados por um governo transitório. Sendo verdade ou não, o Ministério Público agiu em defesa do povo preservando o patrimônio público tocantinense até que haja novamente uma estabilidade política.

 

E é nesse clima governador Marcelo Miranda retorna ao governo do estado por meio de uma liminar e, infelizmente, não tem como suspender a decisão da justiça antes que o mérito seja apreciado.

 

Crise institucional

E assim seguem os dias de total angustia. Nenhum secretário quer assinar um simples ato. Nada que tenha sua assinatura, seja em um simples memorando para o uso de uma UTI aérea ou solicitação de diárias, seja para algo mais complexo como assinatura de contratos de aluguel ou compras de material de limpeza.

 

Do jeito que está, cada auxiliar do governador cuidando de sua imagem e dignidade, os prejuízos são creditados aos cidadãos de bem e usuário do setor público que sofrem nas inúmeras filas dos hospitais públicos, nas Upas e nas portas das delegacias. A criminalidade cresce com uma tamanha desenvoltura que assusta. E tudo isso se deve à fragilidade que governo do estado se encontra.

 

O Tocantins e seu povo experimenta seu pior momento até hoje, passados 30 anos de sua criação. O Tocantins vive sua primeira (e esperamos última) crise política, institucional, jurídica e moral. Um sangramento que precisa ser estancado o rápido breve possível.

 

Credibilidade conquistada

O jornal Paralelo 13 sempre trilhou nos vagões da legalidade do respeito e, sobretudo, da nossa soberania. Hoje ficamos entristecidos ao ver um forasteiro que responde a vários processos na justiça, tendo sido inclusive conduzido coercitivamente pela policia federal, juntamente com vários dos seus auxiliares que também são alvos de investigações e que, na ânsia pelo poder de ser o governador do nosso estado e de forma gaiata, desprovida de equilíbrio moral, agredir com bravatas políticos genuinamente tocantinenses e comprometidos com o desenvolvimento do estado.

O que podemos esperar de alguém indiciado tanto pela polícia federal, quanto pela justiça federal, alguém suspeito de fraudar a administração municipal, já que uma das secretarias municipal foi recente alvo de busca e apreensão de documentos e teve pareceres técnicos rejeitados pelo Tribunal de Contas. O Tocantins precisa de líderes sérios que conheçam a realidade de seu povo e saiba devolver ao estado o desenvolvimento necessário para despontar nacionalmente, lideranças com importantes serviços prestados ao estado e com legado histórico na luta pela sua criação, emancipação e desenvolvimento.

 

O Tocantins não precisa de mais um falastrão com vários inquéritos de denúncias feitos pelo Ministério Público Federal. Diante de dezenas de inquéritos e indiciamentos no Tocantins e em outros estados da federação podemos concluir que o nosso personagem tem duas personalidades, porém só mostra uma, a de bom moço. Porém é nosso dever de comunicadores fazer com que o povo tocantinense conheça a verdade. E em momento oportuno o faremos. Isso se até lá a nossa honrosa Policia Federal não concluir o desmonte. Em outras palavras, ele tem o cheiro, caminhado, cor, costumes e jeito de praticar daqueles que ele critica e acusa. A diferença está apenas na pronuncia e na nacionalidade, o resto e em muitos casos, é até mais indiciado por órgãos de segurança estadual e federal por suspeita de malversação do dinheiro público e irregularidades.

 

Se muitos ou poucos cometeram erros, estes não são mais ou menos graves que os cometidos por ele (o forasteiro) e a corja de importados de outros estados que o acompanham. Suas provocações são de quem quer ganhar no grito algo que deverá ser conquistado; de quem está desesperado e aflito. Dessa forma, este editorial faz o alerta ao povo tocantinense a quem sempre respeitamos e devemos a trajetória de credibilidade que nos precede.

 

União de interesses pode salvar o Tocantins

Aos nossos líderes, que lutaram pela criação deste estado e por seu desenvolvimento, por uma história de sacrifício, temos um único pedido: sejam humildes e resgate o Tocantins deste grande e dolorido desgaste generalizado.

 

Unam-se em defesa de um projeto que devolva ao tocantinense o estado que lhes pertence. É chegado o momento de renuncias de orgulhos infundados, raivas, vinganças e perseguições. É hora de unir forças de todos os que ainda acreditam em um estado promissor; sejam empresários comerciantes, investidores, profissionais liberais, funcionários públicos e população em geral, já que todos buscam a mesma coisa, melhores condições de viver nesse estado que leva em um dos seus símbolos a frase: “esta terra é nossa”.

 

Que possamos ter um governo de união.

Postado em Terça, 17 Abril 2018 07:34 Escrito por
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