Recapeamento de trecho de 500 metros na região sul da Capital atende demanda antiga de moradores e comerciantes da região sul da cidade
Por Alcione Luz
Os serviços de recuperação do pavimento na marginal leste da BR-010, próximo ao setor Santa Fé, sul da Capital, devem ser concluídos ainda nesta semana. A aplicação do novo pavimento em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) começou na tarde desta quinta-feira, 8. A obra da Prefeitura de Palmas, executada pela Secretaria de Infraestrutura e Habitação, contempla o recapeamento em um trecho de aproximadamente 500 metros, considerado um dos mais críticos da via, importante ligação entre a região de Taquaralto e o centro de Palmas.
A intervenção para a melhoria das condições do asfalto foi determinada pelo prefeito Eduardo Siqueira Campos no final do ano passado, após solicitações de moradores, comerciantes e motoristas que utilizam diariamente a marginal.
Fidencio Júnior destaca que a obra representa uma mudança importante para quem trabalha ou circula pela marginal - Foto Júnior Suzuki
Empresário da área de manutenção de veículos há 22 anos na marginal, Fidencio Júnior destaca que a obra representa uma mudança aguardada há muito tempo. “Durante anos foi só tapa-buraco, sem solução definitiva. Finalmente o prefeito atendeu a nossa solicitação. Essa obra é extremamente importante, principalmente, para os nossos clientes, que reclamavam constantemente das condições da via”, afirmou.
Quem também comemora a recuperação do pavimento é o vendedor ambulante Antônio Ferreira, que trabalha diariamente na avenida. “Essa via ficou muitos anos em situação muito precária. Agora vai ficar uma maravilha. É fundamental esse olhar da gestão para problemas antigos que a gente enfrentava todos os dias”, disse.
Evento marca a defesa da democracia nos 3 anos dos atos golpistas
Com CNN Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou na manhã desta quinta-feira (8) o texto do PL (projeto de lei) da Dosimetria, que promovia a redução de penas dos condenados por participarem dos atos criminosos do 8 de Janeiro.
Aprovado pelo Congresso em dezembro do ano passado, a proposta também beneficiava aqueles que participaram da elaboração de um plano de golpe para tirar Lula do poder e manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Presidência.
De forma simbólica, a assinatura do veto se deu durante cerimônia organizada pelo governo Lula para marcar os três anos do 8 de Janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes pedindo por uma intervenção federal.
O evento, que tem como objetivo “reforçar os valores da democracia”, se dá em um momento em que políticos de direita do país defendem a redução de penas.
Com mais de 800 condenações pelo STF (Supremo Tribunal Federal), os julgamentos relacionados ao plano de golpe de Estado também resultaram na prisão de Bolsonaro, considerado o maior nome da direita brasileira, e de generais das Forças Armadas.
No Legislativo, o tema causou embate ao longo de todo o ano de 2025 entre governistas e oposição. Lula já havia manifestado publicamente a intenção de barrar a proposta.
Agora, o veto de Lula segue para análise do Congresso Nacional. Em sessão especial reunindo Senado e Câmara, os congressistas vão decidir se devem ou não derrubar o veto presidencial.
O que diz o PL da Dosimetria
O PL da Dosimetria altera regras da Lei de Execução Penal e prevê mudanças no cálculo das penas.
Na prática, o texto altera a forma como as penas são somadas quando um réu é condenado por mais de um crime cometido no mesmo contexto, proibindo esse tipo de conta.
Dessa forma, quando, por exemplo, os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado são praticados juntos, apenas a penas mais grave é aplicada, e não a soma das duas.
Além disso, o projeto também prevê o menor tempo possível de prisão para a progressão do regime em crimes contra o Estado Democrático de Direito, sem considerar se o réu é reincidente ou se houve o uso de violência ou grave ameaça.
Concessionária tem prazo de 48 horas para apresentar esclarecimentos e plano de ação após reclamações de consumidores sobre oscilações, quedas constantes e demora no restabelecimento do serviço
Por Waldenia Silva
O Procon Tocantins notificou, nesta quarta-feira,07, a concessionária Energisa Tocantins para prestar esclarecimentos sobre falhas recorrentes no fornecimento de energia elétrica no setor Água Fria, em Palmas. A ação ocorreu após reclamações de consumidores que relataram oscilações constantes, interrupções frequentes, quedas diárias, funcionamento do sistema em apenas uma fase e demora no restabelecimento do serviço.
A falta de energia vem causando transtornos à população e comprometendo o uso adequado de equipamentos eletrodomésticos. O Procon Tocantins reforça que a energia elétrica é um serviço público essencial e deve ser prestado de forma contínua, eficiente e segura, conforme estabelece o artigo 22 do Código de Defesa do Consumidor (CDC).
Na notificação, o Procon Tocantins requisita que a Energisa apresente, no prazo de 48 horas, justificativa formal sobre as constantes quedas de energia, oscilações e a demora no restabelecimento do serviço. A empresa também deverá encaminhar um plano de ação ou cronograma, com prazos definidos, para resolver as falhas apontadas.
O diretor de Fiscalização do Procon Tocantins, Magno da Silva, ressalta que a concessionária tem o dever de manter os consumidores informados.
“Além de prestar um serviço adequado, a empresa deve fornecer informações claras e acessíveis à população sobre as interrupções no fornecimento de energia e o tempo necessário para o restabelecimento. A ausência dessas informações gera ainda mais prejuízos aos consumidores”, explica.
O órgão aguarda a resposta da Energisa dentro do prazo estipulado, buscando garantir que os consumidores tenham seus direitos preservados e que o fornecimento de energia seja regularizado o mais breve possível.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, deve deixar o cargo no começo de janeiro
Com Agância Brasil
Nesta quinta-feira, 8, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sua carta de saída do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Lewandowski assumiu o cargo em fevereiro de 2024, logo após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF). Sua saída da pasta está prevista para ocorrer ainda nesta quinta.
O Ministério da Justiça coordena órgãos como a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional, que é mobilizada para reforço de segurança ou atuação em situações de crise nos estados.
O governo ainda não divulgou quem será o substituto de Lewandowski. Enquanto isso, o secretário-executivo do MJ, Manoel Almeida, deve assumir como ministro interino.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
A sucessão estadual de 2026 no Tocantins segue em aberto e marcada por divisões internas, disputas de protagonismo e ausência de consenso entre as principais lideranças políticas. Diferentemente de outros períodos da história política do estado, o atual cenário afasta a possibilidade de “casamentos arranjados” e composições impostas de cima para baixo, modelo que perdeu espaço tanto na vida pessoal quanto na política partidária.
Levantamento do Observatório Político do Paralelo 13, com base em conversas reservadas com parlamentares, dirigentes partidários e aliados diretos de lideranças estaduais, indica que não há, neste momento, ambiente político para uma chapa majoritária unificada envolvendo os principais nomes colocados no tabuleiro eleitoral.
Estrutura política define viabilidade eleitoral

Nos bastidores, a avaliação é de que poucos pré-candidatos reúnem os requisitos considerados fundamentais para disputar um cargo majoritário, como estrutura financeira, grupo político organizado e partido competitivo.

Nesse contexto, o deputado federal Vicentinho Júnior aparece como um nome ainda indefinido. Cotado tanto para o Senado quanto para o Governo, ele perdeu o comando do PL e hoje está filiado ao PP, partido pelo qual construiu sua trajetória eleitoral, reelegeu-se deputado federal e ajudou a eleger prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em diversas regiões do estado.
Fontes ouvidas pelo Observatório afirmam que Vicentinho não está fora do jogo político e pode vir a compor uma chapa majoritária, especialmente ao Senado. No entanto, avaliam que uma candidatura competitiva ao Governo do Estado é considerada inviável neste momento.
Dorinha e Amélio

A possibilidade de uma chapa formada pela senadora Professora Dorinha Seabra, como candidata ao Governo, e pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amélio Cayres, como vice, passou a circular nos bastidores políticos nas últimas semanas. A hipótese, porém, não se sustenta diante das informações apuradas.
Uma liderança de alta expressão política, ouvida em absoluta reserva, relatou que Amélio Cayres foi questionado diretamente sobre a especulação e respondeu de forma objetiva: “Quem fala por mim sou eu.”
Outra liderança com mandato no Legislativo estadual afirmou que não existe convergência política entre os dois. “Não há liga. Os interesses são conflitantes. Há pelo menos 12 ou 13 deputados estaduais que seguem politicamente o deputado Amélio Cayres”, afirmou.
Segundo essa fonte, Amélio tem utilizado o recesso parlamentar para visitar bases eleitorais e dialogar com aliados, sem qualquer movimento de rompimento com o governador Wanderlei Barbosa. “Em nenhum momento vamos enfiar a faca no pescoço do governador para declarar apoio a outra candidatura”, completou.
Aliança entre Amélio Cayres e Alexandre Guimarães

De acordo com interlocutores do grupo, o presidente da Assembleia segue alinhado politicamente ao deputado federal Alexandre Guimarães. A relação entre ambos teria se fortalecido durante as articulações em Brasília que resultaram na retomada do mandato do governador Wanderlei Barbosa, período em que Amélio Cayres esteve hospedado na residência de Alexandre Guimarães.
A avaliação é de que Amélio e Alexandre caminharão juntos em uma chapa majoritária, com o respaldo de cerca de 12 deputados estaduais, embora ainda não haja definição pública sobre cargos.
Ausência de confiança inviabiliza composição

Fontes ouvidas pelo Observatório Político são categóricas ao afirmar que não existe confiança política entre Dorinha Seabra e Amélio Cayres. Os dois nunca mantiveram diálogo direto sobre composição de chapa, e não houve, até o momento, qualquer iniciativa do governador Wanderlei Barbosa para intermediar essa conversa. “Só um milagre faz Amélio ser vice de Dorinha”, resumiu uma liderança próxima ao Palácio.
Pesquisas sob desconfiança

Mesmo com a divulgação recente de levantamentos eleitorais, o processo sucessório segue indefinido. Lideranças políticas questionam a credibilidade de alguns institutos, lembrando erros cometidos nas eleições de 2022 e nas disputas municipais de cidades como Palmas, Porto Nacional, Araguaína e Gurupi.
Segundo fontes, há pré-candidatos ao Senado que tentam impor resultados considerados duvidosos à opinião pública, estratégia que encontra resistência nos veículos de comunicação do estado.

O Observatório Político do Paralelo 13 também ouviu, em reserva, um aliado direto da senadora Professora Dorinha e do governador Wanderlei Barbosa. Segundo ele, o governador tem adotado uma estratégia de conversas individuais com aliados considerados leais, tratando da sucessão estadual e de sua posição política em relação a Dorinha Seabra, Eduardo Gomes e Carlos Gaguim.

Sobre o presidente da Assembleia Legislativa, a fonte garantiu que essa conversa só pode acontecer entre os dois. O tempo e a decisão pertencem a eles.

Já em relação aos parlamentares que assinaram o pedido de impeachment e apoiaram o então governador interino Laurez Moreira, a avaliação é dura: “Não há possibilidade de convivência, muito menos de perdão.”
Ainda segundo essa fonte, hoje o deputado federal Alexandre Guimarães enfrenta dificuldades internas no MDB.“Não consegue formar uma nominata competitiva para a reeleição. O tempo vai se encarregar de mostrar se encontrará um caminho”, afirmou.
Cenário segue indefinido

A avaliação final é de que o processo sucessório permanece em construção. A senadora Professora Dorinha, segundo fontes, já conversou individualmente com diversos deputados estaduais e saiu satisfeita dos encontros, demonstrando tranquilidade quanto ao andamento das articulações.
Enquanto isso, lideranças políticas reforçam que o tempo será o principal fator de definição de alianças e candidaturas para 2026. “Vamos dar tempo ao tempo”, resumiu nossa fonte.