Com 31.195 novos negócios formalizados, Estado registra crescimento histórico e consolida cenário favorável ao empreendedorismo

 

 

 

Por Philipe Ramos

 

 

O Tocantins alcançou um marco inédito em sua história empresarial. Entre 1º de janeiro e a primeira semana de dezembro de 2025, foram registradas 31.195 novas empresas, superando com folga o total de 27.118 aberturas realizadas em todo o ano de 2024. Os dados são do Governo do Tocantins, por meio da Junta Comercial do Estado (Jucetins).

 

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destaca que esse resultado reflete o trabalho do Estado na modernização do serviço público e fortalecimento da economia. “O crescimento acima da marca de 30 mil novas empresas em 2025 mostra a força do nosso empreendedor e o compromisso do Governo do Estado em criar um ambiente cada vez mais favorável aos negócios. Estamos investindo em tecnologia, integração e simplificação para que abrir e manter uma empresa no Tocantins seja um processo rápido, seguro e estimulador de oportunidades", afirma.

 

O vice-presidente da Jucetins, Wesley Lemos, ressalta que o resultado é um reflexo direto da confiança dos tocantinenses em empreender e da eficiência do sistema de registro mercantil. “Superar a marca de 30 mil empresas abertas é um indicativo claro de que o Tocantins vive um momento de expansão e novas oportunidades. A Jucetins tem trabalhado com foco em agilidade, transparência e tecnologia, para que o empreendedor encontre no nosso estado um ambiente simples, seguro e favorável para crescer”, enfatiza.

 

A meta para os próximos anos é elevar ainda mais a competitividade do Tocantins no cenário nacional, avançando em integração, automação e melhorias contínuas no Simplifica. “O resultado reforça o avanço das políticas de digitalização e simplificação do registro empresarial, que permitiram que o Tocantins mantivesse estabilidade, velocidade e segurança na abertura de novos negócios, fatores que impactam diretamente a geração de emprego e renda”, finaliza o vice-presidente da Jucetins, Wesley Lemos.

 

Empreendedorismo

Um dos setores da economia que mais se destacou em 2025 no Tocantins foi a atividade de "Obras de Alvenaria". O arquiteto Guilherme Albertoni se tornou empreendedor e apostou nesse segmento no Tocantins. "Existem muitas vantagens em ficar regular como empresa, primeiro temos respaldo jurídico para tudo, temos conformidade com os ganhos, o que nos torna adimplentes com a receita, logo temos mais acesso a crédito o que pode impulsionar o crescimento da empresa se trabalhado com responsabilidade", ressaltou Guilherme.

 

Segundo o empresário, a perspectiva para 2026 é de crescimento. "Mudamos nosso modo de operação para nos tornar mais eficientes, esperamos com isso ficarmos mais competitivos e assim conseguir novos contratos", complementou.

 

Municípios que mais abriram empresas em 2025

 

Entre os dez municípios com maior número de novos negócios, Palmas segue como principal polo econômico do estado, ultrapassando a marca de 12.365 mil novos negócios, seguida por Araguaína, com 4.332 aberturas, e Gurupi, com 2.141. Porto Nacional com 1.537 e Paraíso do Tocantins com 1.284 também se destacam.

 

Entre os municípios de médio porte, Colinas do Tocantins registrou 594 novas empresas, Guaraí 422, Araguatins 334, Formoso do Araguaia 297 e Lagoa da Confusão com 287, demonstrando a expansão da atividade econômica para além dos grandes centros e reforçando a capilaridade do desenvolvimento regional.

 

Atividades econômicas que mais cresceram em 2025

 

O levantamento da Jucetins aponta os cinco setores com maior número de novas empresas formalizadas, são elas: promoção de vendas, comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, obras de alvenaria, cabeleireiros, manicure e pedicure e serviços administrativos de apoio.

 

 

 

 

Posted On Quinta, 11 Dezembro 2025 14:12 Escrito por O Paralelo 13

Ex-presidente tinha direito a assessores e veículos oficiais

 

 

Por ANDRÉ RICHTER

 

 

A Justiça Federal em Minas Gerais determinou nesta quarta-feira (10) a suspensão dos benefícios vitalícios concedidos a Jair Bolsonaro depois que ele deixou a presidência da República.

 

Com a decisão, assessores e veículos oficiais que foram colocados à disposição de Bolsonaro após ele deixar o cargo, em 2022, deverão ser suspensos pelo período em que o ex-presidente estiver cumprindo pena em regime fechado pela condenação na ação penal da trama que pretendia impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva na presidência..

 

Bolsonaro está preso em uma sala da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão.

 

A decisão foi motivada por uma ação protocolada pelo vereador Pedro Rousseff (PT-MG). O parlamentar pediu a suspensão dos benefícios, que são custeados pela Presidência da República e concedidos a todos os ex-presidentes.

 

Conforme a Lei 7.474/1986, ex-presidentes têm direito a quatro servidores para atuarem na área de segurança, apoio pessoal e assessoramento, além de dois carros oficiais com motoristas.

 

Na ação, o vereador argumentou que os gastos com equipe de Bolsonaro no primeiro semestre deste ano foram de R$ 521 mil. Desde 2023, os gastos já somam R$ 4 milhões, segundo o político.

 

Ao analisar o caso, o juiz federal Pedro Pereira Pimenta entendeu que a continuidade dos benefícios pode provocar prejuízos aos cofres públicos.

 

“Registra-se que, se se mantém, com ônus para o erário, uma estrutura pessoal e logística desvinculada das finalidades que justificaram sua instituição, como dito, afronta aos princípios da legalidade, da moralidade administrativa”, disse o magistrado.

 

Cabe recurso contra a decisão.

 

 

 

Posted On Quinta, 11 Dezembro 2025 14:10 Escrito por O Paralelo 13

Decano mantém quórum qualificado no Senado e cita “esforço de cooperação” entre instituições enquanto avança debate sobre atualização da lei de 1950

 

 

Por Mariana Muniz - O Globo

 

 

Após acordo com o Senado, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu suspender parcialmente a liminar proferida na semana passada que restringiu pedidos de impeachment contra ministros da Corte. A decisão dessa quarta-feira susta a atribuição exclusiva à Procuradoria-Geral da República (PGR) para apresentar denúncia por crime de responsabilidade contra integrantes do Supremo, mas mantém a maioria de 2/3 de votos no plenário do Senado tanto para a instauração quanto para a aprovação do impedimento.

 

A liminar do magistrado seria julgada na sexta-feira, mas as ações foram retiradas de pauta na quarta pelo próprio Gilmar, pouco antes da nova decisão. Atualmente, qualquer cidadão pode ingressar com pedidos de impeachment e a aprovação depende apenas de maioria simples.

 

A decisão do ministro do STF, segundo interlocutores da Corte ouvidos pelo GLOBO, ocorreu após sucessivos contatos entre o decano do tribunal e integrantes do Senado, incluindo o próprio presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e seu antecessor Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Segundo a colunista Malu Gaspar, o ministro Alexandre de Moraes, recordista em pedidos de impeachment, também participou das reuniões. Na semana passada, a liminar que suspendeu trechos da Lei de Impeachment abriu mais uma frente na crise entre os Poderes.

 

Na nova decisão, Gilmar considerou o avanço das discussões no Senado para a aprovação de uma legislação atualizada para disciplinar o processo de impeachment de autoridades — a lei atual é de 1950. Um projeto está em tramitação na Casa, e chegou a ser incluído na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) de quarta, mas acabou tendo a leitura do parecer adiada.

 

Segundo o decano, o novo texto incorpora elementos da liminar e evidencia um esforço de cooperação entre as instituições, guiado pela prudência, pelo diálogo e pelo respeito às normas constitucionais.

 

“Tal aprimoramento legislativo não se limita a atender formalmente às determinações do Supremo Tribunal Federal, mas configura ato de elevado espírito público, voltado à preservação da integridade do Poder Judiciário e à proteção da harmonia entre os Poderes”, afirmou.

 

Advocacia do senado

Ao suspender a decisão, Gilmar atendeu a um pedido feito quarta mais cedo pela Advocacia do Senado, que solicitou que a tramitação da ação fosse paralisada até que o Congresso terminasse a votação do projeto da nova regra, de autoria de Rodrigo Pacheco.

 

Segundo a Advocacia do Senado, manter a decisão cautelar enquanto o projeto é debatido poderia gerar “dissonâncias normativas” e dificultar a elaboração técnica do novo diploma legal. O órgão defende que não há risco imediato, já que não existe nenhum processo de impeachment em curso contra ministros do Supremo.

 

“O pedido formulado não tem por finalidade mitigar a autoridade desta Suprema Corte, mas harmonizar o exercício da jurisdição constitucional com a legitimidade democrática inerente ao processo legislativo, assegurando-se, simultaneamente, o respeito às prerrogativas institucionais do Parlamento e a preservação da segurança jurídica durante a fase de elaboração normativa”, diz a Advocacia do Senado na petição.

 

Na decisão de quarta, Gilmar elogia a gestão de pedidos de impeachment de ministros do STF feita por Alcolumbre e Pacheco. Para o magistrado, ambos têm “demonstrado adequada percepção dos potenciais traumáticos, sob o ponto de vista institucional, que decorrem da instauração de processos de impeachment contra Ministros do Supremo Tribunal Federal”.

 

Paralelamente, o relator da proposta em debate no Senado, Weverton Rocha (PDT-MA), defendeu retirar da pauta da CCJ a leitura do parecer para que o projeto fosse debatido em sessão no plenário, a ser realizada após o recesso. Só depois, em 2026, portanto, haveria uma análise formal do texto.

 

Debate no plenário

Pelo projeto que está em tramitação no Senado, o cidadão comum perde a possibilidade de apresentar individualmente pedidos de impeachment e passam a valer prazos para que os presidentes da Câmara e do Senado se manifestem sobre as denúncias. Segundo a proposta, denúncias passam a ser restritas a partidos políticos com representação no Legislativo, à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a entidades de classe e organizações sindicais de âmbito nacional ou estadual. Cidadãos só poderão acionar o mecanismo por meio de iniciativa popular que cumpra requisitos formais e número mínimo de assinaturas.

 

Na decisão da semana passada, Gilmar suspendeu trechos da Lei do Impeachment de 1950. Ele atribuíra exclusivamente à PGR a prerrogativa de apresentar pedidos de impeachment contra ministros do STF. Na quarta, ele recuou abrindo novamente espaço para que outros atores possam fazê-lo. O ministro manteve, contudo, a necessidade de quórum mínimo para instauração e aprovação do impeachment. O debate presencial na Corte sobre a decisão do decano ainda será marcada pelo presidente do STF, Edson Fachin.

 

Ao justificar sua liminar na semana passada, atendendo parcialmente pedidos do partido Solidariedade e da Associação de Magistrados Brasileiros (AMB), Gilmar considerou o impeachment, entre outros pontos, uma “ferramenta constitucional de natureza extraordinária, cuja utilização exige base sólida e estrita observância ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa”. Por isso, não poderia ser utilizado como “mecanismo de supressão indevida da independência dos demais Poderes”.

 

 

Posted On Quinta, 11 Dezembro 2025 14:05 Escrito por O Paralelo 13

 

Por Edson Rodrigues e Edvaldo Rodrigues

 

 

O Supremo Tribunal Federal (STF), por formação de maioria pela Segunda Turma, confirmou nesta quarta-feira (10) a legitimidade do mandato do governador Wanderley Barbosa, devolvendo-lhe o cargo após quase três meses de afastamento. O julgamento, com om placar de 3 votos a 0, ou seja, maioria irreversível, entendeu que não havia provas suficientes para justificar a continuidade da suspensão do mandato, corrigindo o que foi considerado um equívoco anterior da própria Corte.

 

A decisão representa não apenas a restauração da vontade popular expressa nas urnas, mas também um marco de correção institucional. Wanderley Barbosa havia sido afastado em meio a investigações sobre supostos atos administrativos considerados não republicanos, mas até o julgamento não se comprovou nenhuma condenação individual ou colegiada que justificasse a medida extrema. O retorno ao cargo foi visto como uma vitória política e jurídica do governador e de seus aliados.

 

HUMILDADE E SABEDORIA PARA O FUTURO

 

 

Ao reassumir o governo, Barbosa destacou que o momento exige humildade, cautela e sabedoria. Para os próximos doze meses de 2026, o governador afirmou que pretende conduzir sua gestão com coração bondoso, sem rancor, mas com firmeza para separar “o joio do trigo”, especialmente no relacionamento com o Poder Legislativo. A prioridade, segundo aliados, será reconstruir a imagem política e pessoal, desgastada durante o afastamento, e retomar o diálogo com a população tocantinense.

 

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA: RESISTÊNCIA E FIDELIDADE

 

A Assembleia Legislativa do Tocantins foi peça-chave na sustentação política de Wanderley Barbosa. A maioria dos deputados manteve-se leal ao governador, resistindo às pressões para instaurar processos de impeachment. O presidente da Casa, deputado Amélio Cayres, foi apontado como um dos principais defensores da estabilidade institucional, recusando-se a pautar pedidos de afastamento por entender que não havia respaldo jurídico ou político. Essa postura reforçou a liderança majoritária pró-Barbosa dentro do Parlamento e contribuiu para o desfecho favorável no STF.

 

EDUARDO GOMES: ARTICULAÇÃO NACIONAL

 

Outro nome central nesse processo foi o vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes, presidente do PL tocantinense. Gomes atuou como verdadeiro “porto seguro” em Brasília, conduzindo estratégias políticas e jurídicas em defesa de Wanderley Barbosa. Com trabalho de “formiguinha”, reuniu argumentos e articulou apoios junto a ministros da Suprema Corte, demonstrando que o afastamento havia sido contaminado por influências externas. Ao lado da senadora Professora Dorinha e do deputado Carlos Gaguim, Gomes somou forças para garantir que a defesa do governador fosse sólida e convincente.

 

IMPACTO PESSOAL E FAMILIAR

O afastamento de 90 dias não trouxe apenas consequências políticas, mas também pessoais. Familiares do governador – esposa, filhos, irmãos, tios e sobrinhos – foram apontados como os principais sofredores desse período turbulento. Barbosa reconheceu que precisará ter humildade diante da população tocantinense e gratidão aos que o ajudaram a retornar ao cargo. O desafio agora é corrigir erros, ajustar a gestão e entrar em 2026 com “pé direito”.

 

LAUREZ MOREIRA E A OPOSIÇÃO

 

 

Durante o afastamento, o vice-governador Laurez Moreira assumiu interinamente o comando do Estado. Embora tenha buscado cumprir rigorosamente a Constituição, acabou isolado politicamente, sem apoio consistente em Brasília e dependente de promessas que não se concretizaram. Analistas apontam que Laurez precisará refletir profundamente sobre seu futuro político, avaliando se continuará na vida pública ou se recuará neste momento. Caso decida disputar novamente o governo, terá de calcular cuidadosamente seus passos para não se tornar apenas um candidato de palanque.

 

A oposição, por sua vez, enfrenta o desafio de se reorganizar. Precisa definir liderança, bandeira e estratégias para as eleições estaduais, além de construir nominatas competitivas para Câmara e Senado. Até o fim do mês, partidos oposicionistas deverão decidir qual será sua linha de atuação diante da retomada de Barbosa.

 

DESAFIOS E REFLEXÕES

 

A decisão do STF encerra um dos capítulos mais tensos da política tocantinense em 2025. Wanderley Barbosa retorna fortalecido, mas com a responsabilidade de conduzir o Estado com equilíbrio, gratidão e firmeza. O apoio da Assembleia Legislativa e a articulação de aliados em Brasília foram determinantes para sua volta. Agora, o governador terá de reconstruir sua imagem, reorganizar sua base e enfrentar uma oposição que busca se reestruturar. O cenário político do Tocantins entra em 2026 marcado por desafios, reflexões e pela necessidade de diálogo entre governo e sociedade.

 

Até breve!!

 

 

Posted On Quinta, 11 Dezembro 2025 09:04 Escrito por O Paralelo 13

 

A prefeita de Gurupi, Josi Nunes, participou de uma audiência institucional com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, para tratar da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 1247 — ação que trata da competência e da segurança jurídica das instituições municipais de ensino superior em todo o país.

 

A agenda foi articulada pela senadora Professora Dorinha, que intermediou o encontro e reforçou a importância da pauta para a defesa dos municípios e do modelo federativo de educação previsto na Constituição Federal e na LDB.

 

A prefeita esteve acompanhada pelo presidente da Fundação UnirG, Thiago Piñeiro Miranda, e pelo procurador-geral do Município, Alexandre Orion Reginato. Durante a reunião, foram apresentados ao ministro os riscos e impactos institucionais que a ADPF pode gerar para municípios que mantêm instituições públicas de ensino superior, especialmente no interior, onde elas desempenham papel determinante para o desenvolvimento regional.

 

A ação trata da vinculação das instituições municipais aos sistemas estaduais de ensino — tema central para garantir autonomia administrativa, continuidade das políticas públicas educacionais e segurança jurídica para o funcionamento das universidades e faculdades mantidas pelos municípios.

 

Josi Nunes destacou que as instituições municipais de ensino superior são fundamentais para a interiorização da educação, para a formação de profissionais qualificados e para a oferta direta de serviços à população, sobretudo na área da saúde. “Essas instituições fortalecem nossas cidades e impulsionam o desenvolvimento regional. Por isso, defender sua autonomia é defender o futuro dos municípios brasileiros”, afirmou a prefeita.

 

 

 

Posted On Quinta, 11 Dezembro 2025 07:08 Escrito por O Paralelo 13
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