O jogo sucessório segue em aberto, com Dorinha Seabra liderando pesquisas, oposição crescendo e o peso da máquina governista prestes a entrar em campo
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O cenário político do Tocantins caminha para uma disputa intensa em 2026. O governo sabe que a pré-candidatura do deputado Vicentinho Júnior acabou se aproximando, em pontos percentuais, da pré-candidata à governadora professora Dorinha Seabra, fortalecendo sua posição. Ao mesmo tempo, o pré-candidato Laurez Moreira não pode ser subestimado, pois tem potencial para crescer após as convenções partidárias.
Contudo, como destaca o Observatório Político de O Paralelo 13, “o jogo sucessório para o governo está em aberto”. A força do governador Wanderlei Barbosa, que ostenta 83% de aprovação, será decisiva. Até as convenções, a incógnita é se esse apoio se transformará em votos efetivos para Dorinha Seabra.
A CRISE DAS PESQUISAS ELEITORAIS

No Tocantins, a credibilidade das pesquisas de intenção de voto sofreu um duro golpe. Nas eleições municipais de 2024, institutos apontavam vitória em primeiro turno da deputada Janad Valcari em Palmas, resultado que não se confirmou.
Só este ano os mesmos institutos que passaram longe do resultado das urnas em 2024, e uma nova empresa de nome peculiar, já somam 11 pesquisas suspensas pela Justiça Eleitoral, alguns multados em mais de 50 mil reais, trazendo total descrédito desmoralização ante os eleitores, com a consequência clara de que até outubro, por mais que jurem fidelidade na metodologia, as pesquisas feitas por instituto mambembes não terão peso no processo sucessório.
NOVAS CANDIDATURAS E O ELEITOR SILENCIOSO

Entre os nomes que podem mexer no tabuleiro está o ex-prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas, que avalia disputar uma das duas vagas ao Senado. O estado terá uma eleição majoritária com cerca de 11 pré-candidatos, incluindo dois que buscam a reeleição, que são O atual vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes, que lidera pesquisas nacionais de intenção de voto, tanto estimuladas quanto espontâneas e Irajá Abreu
Mas, como o já foi dito antes, liderar pesquisas não garante vitória e a disputa promete ser de “gigantes de alto e médio porte”.

Outro nome que surge é o ex-deputado e ex-prefeito de Porto Nacional, Paulo Mourão, que anunciou nas redes sociais sua pré-candidatura ao Senado pelo PT do presidente Lula. Caso se confirme uma chapa majoritária encabeçada por Kátia Abreu, liderança feminina de peso, haverá uma profunda mexida no tabuleiro sucessório.
A MATEMÁTICA DO SENADO
Segundo análises apresentadas ao Observatório Político de O Paralelo 13 em reunião com cientistas políticos da região Norte, o pré-candidato ao Senado que não alcançar ao menos 178 mil votos estará fora da disputa. Há um grupo de quatro nomes que pode chegar entre 220 mil e 245 mil votos.
As oscilações medidas por inteligência artificial variam entre 4,5% e 5,2%, revelando um quadro de alta indecisão. “Quem não sair da bolha pode ser derrotado”, alerta o estudo. O voto para senador, sendo majoritário, exigirá contato direto com o eleitor.
O PESO DA MÁQUINA GOVERNISTA

A candidatura de Dorinha Seabra, apoiada pelo governador Wanderlei Barbosa, reúne todos os ingredientes para se consolidar: maior número de prefeitos, vereadores e deputados estaduais ao seu lado, além do fundo eleitoral robusto e apoio de partidos com representação no Congresso.

Carlos Gaguim, Dorinha Seabra e Edaurdo Gomes
Mas é importante destacar que Dorinha tem uma trajetória própria de serviços prestados à educação no Tocantins e nos municípios. Atuou como professora em Arraias, foi secretária da Prefeitura de Palmas, exerceu cargos de secretária estadual em diferentes momentos, além de ter sido deputada federal e senadora. Sua qualificação é reconhecida nacionalmente, tendo se destacado no Congresso como defensora da educação.
Ela continua liderando as pesquisas de intenção de voto e chegou até aqui sem depender da máquina governista, mas sim com trabalho, articulação e apoio de aliados estratégicos como o senador Eduardo Gomes, vice-presidente do Senado, e o deputado federal Carlos Gaguim, que já foi deputado estadual, presidente da Assembleia e governador interino.

Amélio Cayres, Vicentinho Júnior e Alexandre Guimaães
Tudo, porém, dependerá de como o governo se comportará no apoio a Dorinha. A oposição não é fraca: tanto Vicentinho Júnior quanto Laurez Moreira têm crescido. Vicentinho, inclusive, realizou um grande evento de pré-lançamento em Porto Nacional, reunindo multidão, o que levou Dorinha a considerar um relançamento de sua própria pré-candidatura. Esses movimentos serão analisados pelos formadores de opinião e pela população.
Por enquanto, Dorinha segue na liderança das pesquisas, mas a entrada oficial do governador Wanderlei Barbosa e de seus aliados poderá gerar repercussões positivas na opinião pública. O Observatório Político de O Paralelo 13 acompanhará de perto esse processo.

Na verdade, nenhuma das três principais candidaturas pode ser considerada consolidada neste momento. Todas ainda estão em fase de articulação e estratégia. Não se pode esquecer que uma eventual candidatura de Kátia Abreu pelo PT também pode influenciar fortemente o tabuleiro sucessório. Até as convenções, tudo permanece em movimento.
O processo sucessório no Tocantins está longe de definido. A força governista é real, mas a oposição tem nomes capazes de crescer e surpreender. A crise das pesquisas eleitorais adiciona incerteza, e o Senado promete uma disputa acirrada.
O jogo sucessório está em aberto. Quem viver, verá!.

Parlamentar ressalta que destinação de recursos é fundamental para entregar resultados concretos; saúde e infraestrutura são as áreas que mais receberam dinheir
Da Assessoira
O deputado federal Tiago Dimas (Podemos-TO) viabilizou quase R$ 120 milhões em recursos para o Tocantins desde o seu retorno à Câmara dos Deputados, em agosto de 2025. O montante, estruturado sob a ótica de um mandato municipalista voltado para a entrega de resultados concretos, contempla quase 30 cidades de diferentes regiões do estado. É amparado por essa forte atuação de entregas que o deputado está em Brasília recebendo dezenas de prefeitos tocantinenses nesta semana, durante a XXVII Marcha A Brasília em Defesa dos Municípios, promovida pela CNM (Confederação Nacional de Municípios).
Em apenas 10 meses de trabalho nesta etapa do mandato, as destinações já alcançam e beneficiam cerca de 720 mil habitantes. Esse volume representa aproximadamente 48% de toda a população tocantinense, considerando os dados oficiais do Censo Demográfico de 2022 do IBGE, que estimou a população total do estado em 1,51 milhão de pessoas. “Nós sabemos que a maior parte dos recursos públicos no Brasil infelizmente fica longe dos municípios. O dinheiro está aqui em Brasília com a União e nos governos de estado. Faz parte do nosso trabalho dar o aporte necessário para que o recurso chegue lá na ponta, pois são as prefeituras que atendem diretamente a população. Esse trabalho é fundamental para entregar resultados concretos”, pontuou o deputado
Estratégia coordenada
A estratégia de alocação dos investimentos priorizou as necessidades mais urgentes das administrações municipais. A Saúde foi a área com o maior aporte financeiro, garantindo o custeio da Atenção Primária, de Média e Alta Complexidade, além de viabilizar obras de estruturação e aquisição de equipamentos de grande porte.
A Infraestrutura Urbana aparece como o segundo eixo mais beneficiado, assegurando obras essenciais de pavimentação, recapeamento asfáltico e adequações viárias. Além disso, os recursos articulados pelo parlamentar financiam diversas outras frentes pelo estado, englobando a modernização da iluminação pública pelo programa Clareou TO, o fortalecimento da agricultura e manutenção de estradas vicinais com a entrega de maquinários via Codevasf, bem como investimentos fundamentais em Turismo, Esporte, Assistência Social e Educação.
Quadro Informativo: Resumo dos Recursos por Eixo (2025/2026):
Saúde R$ 56.109.295,00
Infraestrutura Urbana R$ 34.941.100,00
Clareou TO (Iluminação e Telegestão) R$ 11.229.138,93
Agricultura / CODEVASF / Estradas R$ 7.363.992,00
Turismo / Esporte / Lazer R$ 5.340.196,00
Assistência Social R$ 1.762.000,00
Educação R$ 1.600.000,00
Total Geral R$ 118.345.721,93
Da Assessoria
O município de Palmas foi contemplado com 280 melhorias habitacionais por meio do Programa Periferia Viva – Reformas, do Governo Federal, coordenado pelo Ministério das Cidades em parceria com a CAIXA Econômica Federal. As propostas selecionadas foram publicadas oficialmente na Portaria MCID nº 555, de 15 de maio de 2026, no Diário Oficial da União.
As ações beneficiarão diretamente 140 famílias no setor Irmã Dulce e outras 140 famílias na região do Taquari, tendo como agente promotor a empresa tocantinense Mendes & Borges Engenharia LTDA, reconhecida nacionalmente pelo trabalho técnico e social desenvolvido na área de regularização fundiária e melhorias urbanas.
A conquista contou com articulação institucional da senadora Professora Dorinha (União), que destacou a importância do programa para levar dignidade às famílias mais vulneráveis. “Muitas vezes, uma reforma de banheiro, a ampliação de um quarto ou a melhoria estrutural de uma casa transforma a vida de uma família tanto quanto a entrega de uma nova moradia. Habitação também é dignidade, saúde e qualidade de vida. Vamos trabalhar para garantir celeridade na contratação junto à CAIXA e ampliar cada vez mais os recursos dessa política pública para atender mais famílias do Tocantins e do Brasil”, afirmou a senadora.
Dorinha também ressaltou sua atuação na construção orçamentária federal para fortalecimento das políticas habitacionais. “Como relatora do Orçamento da União de 2026 na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, defenderei a ampliação dos recursos destinados às melhorias habitacionais e à urbanização de áreas vulneráveis. Isso é apenas o começo.”
A Mendes & Borges Engenharia, empresa de origem palmense que atualmente desenvolve projetos em estados como Pernambuco e Tocantins, destacou que o foco será garantir um processo técnico, democrático e eficiente para seleção das famílias prioritárias.
Segundo os sócios-proprietários Marcelo Borges e Josias Borges, o trabalho será realizado em parceria com entidades de moradia, lideranças comunitárias e com apoio institucional da Prefeitura de Palmas.
“Nosso objetivo é construir um levantamento técnico sério e transparente, identificando as famílias que realmente mais precisam. A Mendes & Borges nasceu em Palmas e tem orgulho de contribuir com soluções urbanas e sociais que geram impacto direto na vida das pessoas”, destacaram os dirigentes da empresa.
A articulação institucional para viabilização e execução do programa será construída pela senadora Professora Dorinha Seabra em parceria com o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, envolvendo também entidades de moradia, lideranças comunitárias e equipes técnicas, com objetivo de garantir um levantamento social eficiente e democrático para atender prioritariamente as famílias em situação de maior vulnerabilidade.
O Programa Periferia Viva – Reformas integra a política nacional de urbanização e melhorias habitacionais do Governo Federal e prevê intervenções como reforma de banheiros, instalações hidrossanitárias, ampliação de cômodos, melhorias estruturais e adequações sanitárias em residências de famílias em situação de vulnerabilidade social.
A expectativa agora é concluir rapidamente os procedimentos de habilitação e contratação junto à CAIXA Econômica Federal para início das obras e execução das melhorias habitacionais em Palmas.
Da Assessoria
O pré-candidato ao Governo do Tocantins e vice-governador do Estado, Laurez Moreira (PSD), defendeu a ampliação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento regional, à atração de investimentos e à geração de emprego e renda no interior do estado. A manifestação ocorre após dados do Caged, apontarem que Palmas concentrou 41,2% dos empregos formais criados no Tocantins no primeiro trimestre do ano, cenário que, segundo Laurez Moreira, reforça a necessidade de fazer o crescimento econômico chegar também aos demais municípios.
“O Tocantins é muito grande. Somos 139 municípios, e o desenvolvimento precisa chegar a todas as regiões. Palmas tem um papel importante como capital e polo econômico, mas o interior também precisa de oportunidades, de empresas, de emprego e de renda. Está faltando uma política pública mais forte para descentralizar a economia e fazer o Tocantins crescer por inteiro”, afirmou Laurez.
Segundo o pré-candidato, mais de 1,2 milhão de tocantinenses vivem fora da capital, em municípios que precisam de infraestrutura, apoio ao setor produtivo, qualificação profissional e um ambiente mais favorável à atração de investimentos. Laurez também citou sinais de alerta para a economia estadual, como a queda do Tocantins no ranking de competitividade e a retração da produção industrial, apontadas em levantamentos recentes divulgados pela imprensa, e defendeu planejamento para fortalecer a confiança de empresários, produtores rurais e trabalhadores.
“Desenvolvimento regional se faz com estrada decente, escola boa, saúde funcionando, crédito acessível, impostos justos, incentivo a quem empreende e qualificação para os trabalhadores do campo e da cidade. É assim que a gente leva empresas para o interior, fortalece os municípios e cria oportunidade perto de onde as pessoas vivem. É momento de olhar para todas as regiões do Tocantins e fazer os investimentos e oportunidades chegarem a todos”, concluiu.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
A sucessão estadual de 2026 começa a entrar em uma fase mais sensível. À medida que se aproximam as convenções partidárias, aumentam também os conflitos internos, as disputas silenciosas por espaços de poder e os desconfortos dentro dos próprios grupos políticos.
Nos bastidores, praticamente todos os palanques convivem hoje com interesses distintos, projetos pessoais e divergências estratégicas. E isso já começa a ser percebido pelas bases políticas espalhadas pelos municípios tocantinenses.
O Observatório Político de O Paralelo13 conversou reservadamente com o vice-governador e pré-candidato ao Governo do Estado, Laurez Moreira, durante um café na tarde desta segunda-feira. Laurez demonstrou tranquilidade em relação ao atual cenário político e afirmou estar satisfeito com a receptividade encontrada durante suas visitas em diversas regiões do Estado.
Mas foi taxativo ao abordar um tema que vem sendo discutido nos bastidores da política tocantinense sobre a possível federalização da disputa estadual. Segundo Laurez, sua candidatura não será vinculada nem à polarização da direita, nem à da esquerda. “Não vou federalizar minha candidatura. Meu palanque será o do povo tocantinense. Tenho votos tanto da direita quanto da esquerda e não pretendo transformar a eleição estadual em uma disputa ideológica nacional”, afirmou.

O vice-governador também negou qualquer articulação direta com a direção estadual do PT ou com os grupos responsáveis pela organização do palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tocantins.
O pré-candidato afirmou que construir uma campanha baseada em propostas administrativas e debates públicos. “Quero ir aos debates promovidos pelas redes de rádio, televisão, veículos de comunicação e entidades classistas. É lá que a população vai conhecer nossas propostas para o Tocantins. Não esperem de mim agressões. Esperem um combatente político, mas com respeito, equilíbrio e propostas”, declarou.
Durante a conversa, Laurez Moreira também fez referências a figuras históricas que, segundo ele, influenciam sua visão política, como Juscelino Kubitschek, Pedro Ludovico Teixeira e José Wilson Siqueira Campos. Laurez tenta construir uma imagem de candidato moderado, municipalista e distante das polarizações nacionais. Nos bastidores, aliados avaliam que essa estratégia busca ampliar diálogo com diferentes segmentos do eleitorado tocantinense.
WANDERLEI PODERÁ NÃO ABRIR MÃO DA INDICAÇÃO DO VICE

Se na oposição existe esforço para evitar conflitos ideológicos, dentro da base governista o principal ponto de tensão continua sendo a escolha da vaga de vice na chapa da senadora Professora Dorinha Seabra.
O Observatório Político de O Paralelo13 ouviu nesta segunda-feira um membro de primeiro grau da família do governador Wanderlei Barbosa, que foi direto ao tratar do assunto. Segundo a fonte, “não existe espaço” para que a indicação do vice-governador da chapa governista não passe diretamente pelo governador Wanderlei Barbosa.

Prefeito de Palmas Edaurdo Siquera e a senadora Dorinha Seabra
A avaliação interna do grupo é de que Wanderlei abriu mão de um projeto político extremamente confortável para apoiar a construção da candidatura de Dorinha Seabra. Aliados lembram que o governador possuía um mandato praticamente garantido de oito anos ao Senado Federal e que sua esposa também possuía espaço político consolidado para disputar mandato à Câmara Federal.
Além disso, integrantes da base lembram que Wanderlei também possuía dentro do próprio grupo um nome considerado competitivo e de consenso que era o presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres.

Deputado Carlos Gaguim
Segundo a fonte ouvida pelo Observatório, a composição majoritária já teria chegado praticamente pronta de Brasília, com Dorinha ao Governo, Eduardo Gomes buscando a reeleição ao Senado e Carlos Gaguim como candidato à segunda vaga ao Senado. “Nesse cenário, não seria justo o governador também não indicar o vice”, resumiu a fonte.
Senaador Edaurdo Gomes o governador Wanderlei e a senadora Dorinha
A declaração evidencia o nível de sensibilidade que envolve hoje a construção da chapa governista. Nos bastidores, o clima é descrito por aliados como instável.
Há setores da base que defendem uma mulher como vice. Outros grupos trabalham por indicações regionais. Existem ainda alas partidárias tentando ocupar espaço dentro da composição majoritária.
Publicamente, Dorinha Seabra mantém discurso de equilíbrio e afirma que a definição será feita de maneira coletiva. Porém, segundo fontes ouvidas pelo Observatório, algumas indicações já teriam sido vetadas internamente nos bastidores políticos.
O fato é que a decisão sobre o vice dificilmente será terceirizada. E dentro do grupo governista cresce a percepção de que a palavra final passará diretamente pelo governador Wanderlei Barbosa.
ELEITORADO FEMININO PODE TER PAPEL DECISIVO EM 2026
Outro fator que começa a ser observado com atenção pelos grupos políticos é o perfil do eleitorado tocantinense. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o Tocantins possui maioria feminina entre os eleitores aptos a votar. Segundo levantamento do Tribunal Regional Eleitoral, as mulheres representam 50,53% do eleitorado estadual, enquanto os homens correspondem a 49,47%. Em números absolutos, o Estado possui mais de 591 mil eleitoras e cerca de 579 mil eleitores.
Estrategistas políticos observam que o eleitorado feminino tocantinense tem demonstrado comportamento cada vez mais independente nas últimas eleições, tornando a disputa ainda mais imprevisível.
ELEITORES REAGEM À TENTATIVA DE MANIPULAÇÃO DE PESQUISAS

Enquanto parte dos pré-candidatos ao Governo do Tocantins segue tentando nacionalizar a disputa estadual entre direita e esquerda, com acusações mútuas e movimentos de desconstrução política entre adversários, cresce entre os eleitores tocantinenses um sentimento de desconfiança em relação a pesquisas eleitorais consideradas suspeitas ou sem credibilidade.
O Observatório Político de O Paralelo13 tem acompanhado de perto a crescente judicialização envolvendo levantamentos de intenção de voto no Tocantins. Somente nos primeiros cinco meses de 2026, mais de dez pesquisas foram questionadas, suspensas ou invalidadas pela Justiça Eleitoral por indícios de irregularidades documentais, inconsistências técnicas e descumprimento de exigências legais.
Nos bastidores políticos, a avaliação de importantes observadores é de que existe uma tentativa clara de utilização de pesquisas como instrumento de indução psicológica do eleitorado, numa estratégia de autoafirmação artificial de determinadas candidaturas.
A situação ganhou ainda mais repercussão após decisões recentes da Justiça Eleitoral suspendendo levantamentos divulgados no Estado. Em um dos casos mais comentados, a Justiça do Tocantins suspendeu pesquisa do Instituto Real Time e aplicou multa superior a R$ 53 mil por irregularidades documentais.
O episódio aumentou ainda mais o debate sobre credibilidade e responsabilidade na divulgação de pesquisas eleitorais durante o processo sucessório de 2026.
O fato é que o eleitor tocantinense demonstra cada vez mais resistência a movimentos considerados artificiais dentro do processo político. E, diante do elevado número de pesquisas questionadas judicialmente, cresce a cobrança por mais transparência, responsabilidade e respeito ao eleitorado tocantinense.
O JOGO SEGUE ABERTO
O Observatório Político de O Paralelo13 reafirma que a sucessão estadual de 2026 permanece completamente aberta. As convenções partidárias deverão aprofundar ainda mais os conflitos de interesses dentro dos grupos políticos, principalmente na disputa por espaços na chapa majoritária, no Senado e nas candidaturas proporcionais.
Até lá, o cenário continuará marcado por negociações silenciosas, disputas internas e muita movimentação nos bastidores.
E, no meio desse tabuleiro político, cresce uma certeza entre importantes observadores da política tocantinense, afinal quem não conseguir administrar os próprios conflitos internos poderá chegar fragilizado ao momento decisivo da sucessão estadual.