Em entrevista a CNN o ex-ministro questionou qual seria a política externa de eventual governo do senador Flávio Bolsonaro, se eleito ao Palácio do Planalto
Por Vinicius Macia
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) admitiu a possibilidade de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atribuindo aos senadores o dever de atuar em caso de cometimento de crimes. Apesar disso, o ex-deputado federal acredita que o foco nesta pauta pode frustrar os planos da direita de ter maioria no Senado.
"Se algum ministro do STF cometeu, e for comprovado no devido processo legal, um crime que pode levá-lo a impeachment, isso é um dever de todo cidadão, de todo parlamentar que tem o poder para tanto, que é o Senado da República, de tomar as devidas medidas, mas a pauta do país, ou seja, a agenda para se eleger senador, não pode ser o Supremo", avaliou Dirceu, em entrevista à CNN Brasil concedida nesta quinta-feira (12).
A declaração ocorre em um contexto de gradual mudança de discurso na esquerda. No último sábado (7), o presidente nacional do PT, Edinho Silva, classificou como nítida a necessidade de uma reforma institucional. "Não uma reforma que enfraqueça ou destrua a democracia, mas uma reforma que aproxime os poderes do povo brasileiro", explicou, classificando tal reforma como prioridade da legenda.
As falas ocorrem em meio às descobertas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que reforçam a demonstração de uma relação de proximidade com a cúpula dos poderes, especialmente dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. A crise fez com que Toffoli se afastasse, até o momento, de três processos relacionados ao tema, incluindo o inquérito principal, que passou ao gabinete de André Mendonça.
Em paralelo às conclusões da Operação Compliance Zero e aos pedidos de impeachment, o presidente da Corte, Edson Fachin, tenta resgatar a credibilidade do órgão ao propor um código de ética. A ministra Cármen Lúcia foi escolhida como relatora, e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem buscado espaço para incluir, neste código, reivindicações já antigas, como a utilização do plenário virtual apenas como exceção. O modelo não permite que os advogados falem diretamente aos julgadores, transformando as sustentações orais em vídeos que não possuem confirmação de visualização.
Flávio Bolsonaro
“No mundo de hoje nós precisamos de um presidente com a liderança e a experiência que já comprovada do presidente Lula. O Flávio Bolsonaro vai governar o Brasil apoiando o Trump? Apoiando que se bombardeie o Brasil para combater organizações terroristas? Apoiando a política de guerra do Trump? O Brasil é um país de paz", declarou à CNN Brasil.
Dirceu também afirmou que o país precisa de um presidente com a liderança e a experiência já demonstradas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Vamos discutir o futuro do Brasil, não o passado, não vamos discutir o bolsonarismo. O eleitorado que quer votar no Flávio Bolsonaro, ou no Bolsonaro tem o direito de faze-lo", disse à CNN.
"Agora, ele está apontando um caminho pro país, nós estamos apontando outros”, completou.
Presidente prevê discutir sabatina de Messias a portas fechadas, em encontro sem líderes do Congresso
Por Lis Cappi
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja uma agenda a portas fechadas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para discutir o futuro da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal).
A conversa deve ser restrita aos dois, sem a participação de líderes do Congresso. O plano inicial era realizar a reunião ainda nesta semana, mas a agenda não foi alinhada até esta quinta-feira (12), segundo interlocutores.
Nos bastidores, uma mudança na condução de Alcolumbre para a sabatina de Messias é vista com ceticismo entre aliados do senador.
Nomes próximos ao político consideram que não há clima para que Messias vá ao Supremo. O amapaense sempre marcou posição para que a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado, seja ocupada pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Lula, por sua vez, quer Pacheco na disputa ao Governo de Minas Gerais.
A falta de acordo fez surgir rumores de que a sabatina fique apenas para depois do período eleitoral. A postergação poderia, ainda, abrir uma brecha para eventual troca do indicado, segundo o entorno de Alcolumbre.
No passado, Lula rechaçou a possibilidade de alterar o nome de Messias, mas a mensagem presidencial referente à indicação dele para o STF ainda não foi enviada ao Senado. Parlamentares da base governista consideram que essa etapa só será formalizada quando houver um novo acordo com o presidente do Senado.
Também ponderam que Messias conseguiu diminuir a resistência política, mas ainda não teria todos os votos necessários para ser confirmado no Supremo.
Pesquisa entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 1º e 4 de março; margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos
Por Poliana Santos, da CNN Brasil
O senador Sergio Moro (União Brasil) aparece na liderança em todos os cenários de primeiro turno testados pelo instituto Paraná Pesquisas para a disputa ao governo do Paraná em 2026, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (12).
Nos cenários avaliados, Moro tem ampla vantagem sobre os principais adversários.
No primeiro cenário, o senador soma 44% das intenções de voto, seguido pelos deputados estaduais Requião Filho (PDT), com 23,1%, e Alexandre Curi (PSD), com 11,3%. O deputado federal Fernando Giacobo (PL) marca 4,5%; o secretário das Cidades do Paraná, Guto Silva (PSD), 4,3%; e o advogado Luiz França (Missão), 0,9%.
Eleitores que disseram votar em nenhum, branco ou nulo representam 7,1%, enquanto outros 4,9% não souberam ou não opinaram.
Quando o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (PSD) é incluído na lista de possíveis candidatos, Moro lidera com 40,1%, seguido de Requião Filho, com 20,4%. Greca pontua 19,1%; o deputado federal Giacobo (PL), 4,7%; Guto Silva, 4,5%; e França, com 0,7%.
Brancos e nulos somam 5,7%, e 4,7% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.
Já no terceiro cenário, Moro desponta com 47%. Requião Filho aparece com 26%. Giacobo tem 5,9% e o secretário Guto Silva, 5,5%. O advogado Luiz França registra 1,3%. Nesse recorte, 8,2% votariam em branco ou nulo, e 6% não souberam responder.
Metodologia
A pesquisa entrevistou 1.500 pessoas em 55 municipios paranaenses entre os dias 1º e 4 de março, por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.
O levantamento foi contratato pelo PL (Partido Liberal) e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo PR-06254/2026.
As medidas representam um alívio de R$ 0,64 centavos por litro do diesel e são temporárias
Com Agência Brasil
O governo federal anunciou nesta quinta-feira, 12, a decisão de zerar o PIS e Cofins do preço do diesel para conter a alta do combustível provocada pelo aumento do petróleo no mercado internacional após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. O anúncio das medidas foi feito no Palácio do Planalto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o presidente, o preço do petróleo está fugindo ao controle no mundo, diante da "irresponsabilidade das guerras", o que eleva preços de combustíveis também no Brasil. Na prática, as medidas anunciadas por Lula reduzem R$ 0,64 por litro do diesel.
“Nós estamos fazendo um sacrifício enorme aqui, uma engenharia econômica para evitar que os efeitos da irresponsabilidade da guerra cheguem ao povo brasileiro”, disse Lula em pronunciamento.
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, as medidas são temporárias e não interferem na política de preços da Petrobras. "São medidas temporárias que tem a ver com o estado de guerra que estamos vivendo", frisou.
Além de Lula e Haddad, participam do anúncio os ministros Rui Costa (Casa Civil), Wellington César Lima e Silva (Justiça) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).
Alta do petróleo
Nesta quarta-feira, o preço do petróleo voltou a subir e opera perto de US$ 100, após o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ter declarado que o estreito de Ormuz ficará fechado por "muito tempo". Pelo estreito, passam 20% do comércio global de petróleo.
Da Assessoria
O Senado Federal realizou, nesta quarta-feira, 11, uma sessão especial em homenagem aos 30 anos da TV Senado, conduzida pelo vice-presidente da Casa e presidente do PL Tocantins, Eduardo Gomes, autor do requerimento que solicitou a solenidade.
A homenagem foi proposta pelo senador por meio do Requerimento nº 32/2026, reunindo senadores, servidores e profissionais que ajudaram a construir a trajetória da emissora legislativa ao longo de três décadas.
Durante a solenidade, Eduardo Gomes ressaltou o impacto da criação da TV Senado para a comunicação pública no país. “Celebramos nesta data uma história importante para a transparência do Legislativo e para a comunicação pública no Brasil. Há três décadas, o Senado Federal criava a TV Senado e transformava a forma como o Parlamento conversa com a sociedade brasileira”, afirmou.
O senador também destacou que a emissora permitiu ampliar o acesso da população às atividades do Congresso Nacional. “Esse pioneirismo transformou a transparência em uma realidade cotidiana. Milhões de brasileiros passaram a acompanhar em tempo real o trabalho legislativo”, observou.

Ao longo da sessão, Eduardo Gomes ressaltou ainda que a emissora consolidou uma programação que vai além da cobertura das votações, com produção jornalística, conteúdos educativos, culturais e registro da memória política do país. “A TV Senado ajudou a tornar o Parlamento mais transparente, aproximou o cidadão das decisões que impactam o seu dia a dia e contribuiu para fortalecer a confiança nas instituições democráticas”, afirmou.
O senador também destacou o momento de transformação tecnológica vivido pela emissora, que amplia a presença digital e prepara a transição para novos padrões de transmissão. “A comunicação pública precisa acompanhar as mudanças da sociedade, e a TV Senado tem desempenhado esse papel com responsabilidade e inovação”, declarou.
Prefeitos do Tocantins acompanham a sessão
A sessão especial contou com a presença de prefeitos do Tocantins que acompanharam a homenagem no Senado Federal, entre eles Djalma Júnior, de Wanderlândia; Max Barbosa, de Araguanã; Ismael Brito, de Babaçulândia; e Davi Bento, de Filadélfia.
Sobre a TV Senado
Criada em 5 de fevereiro de 1996, a TV Senado atualmente alcança mais de 1,6 mil municípios brasileiros por meio do sinal aberto da rede legislativa e amplia sua atuação nas plataformas digitais e redes sociais.