Por Josias de Souza
A pesquisa Meio/Ideia mostra que a avaliação de Lula continua no vermelho. O índice de aprovação do seu jeito de governar é 4,8 pontos menor que o de desaprovação. Na avaliação da maioria dos eleitores (51%), Lula não deveria continuar no Planalto. Para 47%, ele merece obter um quarto mandato.
Os dados sinalizam três coisas: 1) A maioria do eleitorado chega a 2026 com desejo de mudança. 2) Numa eleição de caráter plebiscitário, a dificuldade em envernizar a própria imagem tornou-se a principal debilidade de Lula. 3) Não há um franco favorito na praça.
No pedaço que traz as intenções de voto, a pesquisa revela que a pulverização da direita favorece Lula. Em todos os cenários, ele aparece com um pé no segundo turno. No segundo round, está numericamente à frente dos adversários. Mas amarga um empate técnico com Flávio Bolsonaro, a madrasta Michelle e Tarcísio de Freitas. No mês passado, empatava apenas com Tarcísio.
Ministros do STM (Superior Tribunal Militar) veem uma possibilidade de que os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, condenados no núcleo principal da trama golpista, sejam absolvidos no processo de indignidade para o oficialato e, com isso, possam conservar as suas patentes
Por Luísa Martins - UOL
A avaliação é de que o longo período de serviços prestados às Forças Armadas pode contar a favor deles no julgamento em plenário, considerando a inexistência de registros anteriores de desvio de conduta e uma participação na tentativa de golpe considerada menor que as do ex-presidente Jair Bolsonaro e do general Walter Braga Netto.
Um homem de cabelos grisalhos e bem penteados, usando um terno escuro e uma gravata listrada. Ele está sorrindo e parece estar em um ambiente formal, com um fundo escuro. O homem tem uma expressão amigável e está olhando para a frente.
General Augusto Heleno, ex-ministro de Bolsonaro, durante julgamento no STF sobre a trama golpista - Gabriela Biló - 10.jun.25/Folhapress
As representações do MPM (Ministério Público Militar) foram apresentadas nesta terça-feira (3) à corte militar. Diferentemente do que ocorreu no STF (Supremo Tribunal Federal), em que todos foram julgados em conjunto sob condução do ministro Alexandre de Moraes, no STM os processos serão individuais, com um relator diferente para cada um.
A expectativa é de que Bolsonaro, capitão do Exército, seja condenado à perda da patente. Além de ter sido apontado como líder da organização criminosa, com a maior pena entre os condenados (27 anos e três meses de prisão), o histórico do ex-presidente faz com que ele seja considerado um "mau militar" por integrantes do STM.
A leitura de que o ex-presidente será condenado à perda da patente de capitão se intensificou com o sorteio do ministro Carlos Aquino como relator e da ministra Verônica Sterman como revisora. Ambos fazem parte de uma ala da corte militar vista como mais progressista —Sterman foi indicada no ano passado pelo presidente Lula e foi anteriormente advogada da ministra Gleisi Hoffmann (PT).
Já o caso de Heleno, ex-ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro, é considerado um dos mais delicados. Ministros avaliam que a palavra "indignidade" tem um peso muito forte para um general com um elevado grau de admiração interna. Segundo um ministro, declará-lo indigno seria declarar a indignidade do próprio Exército.
Nos bastidores do STM, repete-se que Heleno serviu durante 45 dos seus 78 anos, assim como Nogueira —ex-ministro da Defesa de Bolsonaro— esteve no Exército por 48 dos seus 70 anos de idade. Entre ministros desse grupo, predomina a visão de que um único erro não pode apagar a trajetória de dedicação às Forças Armadas.
Já Braga Netto, apesar de ter uma carreira de 45 anos nas Forças Armadas, não teria a mesma perspectiva, pois sua atuação na trama golpista foi mais relevante, sendo uma espécie de "sublíder" do golpe. Pesa também o fato de ele ter sido acusado de tentar atrapalhar as investigações, motivo pelo qual foi preso preventivamente em 2024.
O caso do almirante Almir Garnier é considerado uma incógnita. Pela absolvição, pesa uma trajetória de meio século na Marinha; pela condenação, o fato de ter sido o único comandante das três Forças a apoiar o plano de golpe. Por isso, ministros do STM avaliam que o desfecho é incerto.
A presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, tem dito a auxiliares que as representações serão tratadas com prioridade e que serão levadas ao plenário à medida que os relatores forem liberando os processos para análise. Em dezembro, a jornalistas, a ministra disse que esse é "um julgamento que vai colocar o tribunal à prova".
Ministra Isabel Gallotti conduz procedimento que menciona o governador do DF em negócios com o BRB e o Master
Por Alícia Bernardes
Nos últimos dias, um procedimento judicial que menciona o nome do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), começou a tramitar no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o documento, o chefe do Executivo local estaria envolvido em atos suspeitos relacionados a negócios envolvendo o Banco Regional de Brasília (BRB) e o Banco Master, ambos sob suspeita de prejuízos bilionários. A informação foi divulgada pela revista Veja.
O caso foi distribuído por sorteio à ministra Isabel Gallotti, que agora tem a responsabilidade de conduzir as investigações no tribunal. O material recebido já foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que agora deve definir as diligências a serem realizadas para aprofundar a apuração dos fatos.
Até o momento, não está claro se o trecho do procedimento que envolve Ibaneis está relacionado ao inquérito que já tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a condução do ministro Dias Toffoli, ou se faz parte de uma linha de investigação distinta no âmbito do caso Master.
No centro do escândalo está o uso de prestígio político pelo banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar operações que teriam causado prejuízos significativos aos cofres do BRB. No procedimento que chegou ao STJ, há menções a supostas tratativas em que o nome do governador é citado como interlocutor em negociações ligadas ao Master.
Ibaneis Rocha nega qualquer relação com as irregularidades atribuídas ao Banco Master, mas seu nome aparece em depoimentos, inclusive em declarações prestadas pelo próprio Vorcaro, que mencionou ter tido conversas com o governador tanto em sua residência quanto na casa oficial do chefe do Executivo do DF.
Mais de 15 milhões de famílias serão beneficiadas; lares podem receber até seis botijões por ano
Com Agência Senado
O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (3), a MP (medida provisória) que cria o programa Gás do Povo, após a ratificação da Câmara dos Deputados no retorno aos trabalhos do Congresso nessa segunda (3). Agora, o texto vai para sanção presidencial.
O programa prevê botijão para famílias com renda per capita de até meio salário mínimo, inscritas no CadÚnico. Beneficiários do Bolsa Família têm prioridade.
Com a medida em vigor, as famílias podem retirar gratuitamente o botijão de gás de cozinha de 13 kg diretamente nas revendedoras credenciadas.
Lares com dois integrantes poderão receber até três botijões por ano; já casas com três integrantes receberão até quatro botijões anuais; e famílias com quatro pessoas ou mais poderão retirar até seis botijões.
O novo formato do benefício amplia o Auxílio Gás para atender 15 milhões de famílias, cerca de 50 milhões de pessoas.
Da Assessoria
O fortalecimento da infraestrutura tecnológica e a aceleração da transformação digital no Brasil foram os temas centrais de uma reunião estratégica liderada pelo vice-presidente do Senado Federal e presidente do PL Tocantins, Eduardo Gomes. Ele recebeu, em Brasília (DF), nesta terça-feira, 3, as principais lideranças do setor de telecomunicações do país: Marcos Ferrari, presidente executivo da Conexis Brasil, e Luís Henrique Barbosa, presidente executivo da TelComp.
O encontro serviu para alinhar pautas sobre a expansão da conectividade e políticas públicas que garantam o avanço da inovação em todas as regiões do território nacional. Durante a audiência, os representantes das entidades, que congregam operadoras de telefonia, internet e data centers, entregaram ao senador o convite oficial para o Mobile World Congress (MWC). O evento, considerado o maior e mais influente do setor tecnológico global, ocorrerá entre os dias 2 e 5 de março em Barcelona, na Espanha.
"A conectividade não é mais um luxo, mas uma ferramenta indispensável para o desenvolvimento econômico e social, especialmente em estados com grande potencial de crescimento como o Tocantins. Receber este convite para o Mobile World Congress em Barcelona é um reconhecimento do trabalho que o Congresso Nacional tem feito para modernizar nossa legislação e atrair investimentos em infraestrutura. Estamos comprometidos em colocar o Brasil na fronteira da inovação, garantindo que a transformação digital chegue, de fato, à ponta, melhorando a vida do cidadão e a competitividade das nossas empresas", afirmou o senador Eduardo Gomes.
Sobre o Encontro
A reunião reforça o papel do senador Eduardo Gomes como um dos principais interlocutores entre o setor produtivo de tecnologia e o Poder Legislativo. O diálogo com a Conexis Brasil e a TelComp busca viabilizar soluções que eliminem barreiras burocráticas e incentivem a instalação de novas redes, fundamentais para a implementação plena de tecnologias como o 5G e a ampliação do acesso à internet em áreas remotas.