Por Carlos Madeiro, Felipe Pereira, Amanda Freitas - uol
O atual governador, Romeu Zema (Novo), deve deixar o cargo para sair candidato à Presidência. O vice, Mateus Simões (PSD), já iniciou articulações para viabilizar sua candidatura ao governo do estado. Ele é familiarizado com a ala bolsonarista, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Rodrigo Pacheco, atualmente no PSD, articula deixar o partido para se filiar ao União Brasil. Segundo interlocutores, essa mudança já está bem avançada e deve se concretizar nas próximas semanas. A ideia é que o senador saia candidato ao governo de Minas.
Lula já disse que apoiaria Pacheco em MG em eventual candidatura. O estado é importante para o petista conseguir se reeleger. Ao UOL, disse nesta semana: "nós vamos ganhar as eleições de Minas Gerais outra vez. E eu quero dizer aqui em alto e bom som, eu ainda não desisti de você, Pacheco. Acho que você pode ser o futuro governador de Minas" (veja o vídeo abaixo).
Em São Paulo, o PSD tenta manter espaço ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Kassab é secretário da Casa Civil do governo paulista e chegou a ser cotado para a vice na chapa do governador.
Hoje, o vice-governador é Felício Ramuth (PSD), o que garante à sigla posição estratégica na gestão estadual. Há pressão do bolsonarismo para que Tarcísio se filie ao PL. Integrantes do PSD admitem que, mesmo nesse cenário, a prioridade é garantir palanque e sobrevivência política no maior colégio eleitoral do país.
Dirigentes reconhecem que o partido cresce, mas que isso não se traduz em unidade política nacional. Hoje, o PSD tem seis governadores, a segunda maior bancada no Senado e foi o que mais elegeu prefeitos em 2024.
Por Edson Rodrigues
As eleições de 2026 trazem novos contornos para quem pretende disputar vagas na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas. O fim das coligações proporcionais e a chegada das federações partidárias, definidas pelas cúpulas nacionais de acordo com suas convicções e vontades, sem consulta às bases, impõem aos pré-candidatos a necessidade de compreender em profundidade o coeficiente eleitoral e as novas regras das sobras eleitorais. A escolha do partido, portanto, deixou de ser apenas uma decisão política: tornou-se também um cálculo matemático.
É de bom tom aos senhores que pretendem se candidatar para os parlamentos estadual e federal, que consultem um Especialista em direito eleitoral para orientá-los e indicar quais os caminhos para que a postulação eleitoral seja, ao menos, viável.
RECONFIGURAÇÃO DA BASE POLÍTICA

No Tocantins, o cenário é ainda mais complexo. Deputados estaduais que integravam a base do governador Wanderlei Barbosa migraram, sem pestanejar, para o campo político do então governador interino, Laurez Moreira durante o afastamento do governador eleito. Nos bastidores, alguns desses parlamentares chegaram a assinar pedidos de impeachment contra Barbosa, e pressionaram o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amélio Cayres, a pautar esses pedidos. Com Wanderlei Barbosa reconduzido ao cargo que o povo lhe outorgou, a reação foi imediata: o titular do Palácio Araguaia declarou não querer convivência com nenhum dos dissidentes. Estima-se que entre nove e onze deputados estaduais estejam nessa situação, muitos deles filiados ao Republicanos — partido presidido pelo próprio governador no estado — ou a legendas tradicionalmente alinhadas ao Palácio Araguaia.
JANELA PARTIDÁRIA E PRAZO DECISIVO
O dia 4 de abril marca a data-limite para que detentores de mandato possam mudar de partido sem risco de perder a cadeira. A movimentação é intensa: partidos que buscam formar nominatas sólidas não aceitam, em hipótese alguma, candidatos à reeleição em seus quadros. Já os que pretendem disputar pela primeira vez encontram diversas opções de filiação, ampliando o leque de negociações.

Um caso emblemático é o do deputado federal Tiago Dimas, (e Ronaldo Dimas) presidente estadual do Podemos. Ele enfrenta o desafio de construir uma nominata viável para sua reeleição, enquanto seu pai, Ronaldo Dimas — ex-prefeito de Araguaína e ex-secretário de Planejamento na gestão de Laurez Moreira — articula uma candidatura ao Senado. A trajetória política da família, marcada por mudanças de posição e alianças, coloca Tiago diante de uma equação delicada: como garantir votos suficientes para manter sua cadeira em Brasília.
Segundo os especialistas, pelas novas regras, a primeira cadeira de deputado federal exige cerca de 90 mil votos, enquanto a segunda demanda aproximadamente 139 mil. As recentes mudanças quanto às das sobras eleitorais tornam esse cálculo ainda mais estratégico, exigindo articulação precisa na formação das nominatas.

Uma nova decisão do STF quanto à captação de recursos eleitorais, torna ainda mais difícil a vida de quem deseja se eleger em outubro. O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos na última sexta-feira (6) para estabelecer que a prática de caixa dois nas campanhas eleitorais também pode ser punida como ato de improbidade administrativa.
Com esse entendimento, políticos acusados de usarem recursos não contabilizados em campanhas poderão enfrentar responsabilização dupla, tanto na esfera eleitoral quanto na cível, quando as provas indicarem a prática de improbidade.
RESUMINDO...
O cenário político tocantinense evidencia que, mais do que alianças, os números ditarão o futuro das candidaturas proporcionais. A matemática eleitoral, somada às disputas internas e às mudanças de base, transforma a corrida por vagas em um jogo de sobrevivência política. Quem não souber calcular, corre o risco de ficar fora do tabuleiro.
Presidente da Câmara dos Deputados não estava presente, mas foi mencionado por apresentador
Por Site Terra
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi vaiado durante um evento de pré-carnaval em João Pessoa (PA), na última sexta-feira, 6. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o público gritando “Fora Hugo Motta”.
O caso ocorreu durante a festa chamada Folia de Rua, quando Motta foi citado pelo apresentador do evento. Ao mencionar o presidente da Câmara, a população passou a gritar e vaiar por quase 30 segundos.
Ao Metrópoles, a assessoria do parlamentar teria informado que ele não estava presente no evento. Apesar disso, ele teria destinado R$ 1 milhão em emendas para patrocinar a festa de pré-carnaval.
Hugo Mota investiu 1 milhão e tomou um sacode da população ??? pic.twitter.com/1Zec1SJn9Z
— ?? ENFIA O L NO SEU KÚ ?? (@Gardenalpequen3) February 8, 2026
Motta tem uma reunião com o colégio de líderes para a segunda-feira, 9, às 11h. No radar, está o projeto de incentivos fiscais para investimentos em serviços de data center, além de um projeto de marco regulatório do transporte urbano público, defendido pela Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), conforme o Estadão.
Além disso, ainda nesta semana, a representação brasileira no Parlamento do Mercosul deve realizar a votação do Acordo do Mercosul com a União Europeia. O presidente da Câmara deve pautar a votação no plenário depois do carnaval.
Presidente também afirmou que EUA agem para restringir acesso da China a minerais críticos
Com Agência O Globo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu neste sábado os governos de Cuba e Venezuela e criticou o que classificou como ameaças do governo dos Estados Unidos contra os dois países. Também disse ao embaixador da China no Brasil que os EUA agem para limitar o acesso chinês a minerais críticos. As declarações foram feitas durante o evento que comemora os 46 anos do PT, realizado em Salvador.
— Nosso país é solidário ao povo cubano, que é vítima de um massacre de especulação dos Estados Unidos contra eles e nós temos que encontrar, enquanto partido, um jeito de ajudar. Temos de dizer, em alto e bom som, que o problema da Venezuela tem que ser resolvido pelo povo da Venezuela e não pelos Estados Unidos ou pelo Trump — disse Lula.
O presidente fazia referência à deposição do ditador venezuelano Nicolás Maduro, que em 3 de janeiro foi capturado junto da esposa, Cilia Flores, em uma operação militar americana em Caracas. O casal agora está preso em Nova York, onde responde à Justiça dos Estados Unidos por suposto envolvimento com o narcotráfico. Desde então, os EUA apoiam o governo da vice de Maduro, Delcy Rodríguez. Mais recentemente, no entanto, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que Delcy Rodríguez “pode ter o mesmo destino” de Maduro se não colaborar com os EUA.
A Venezuela enviou seu embaixador no Brasil ao evento do PT em Salvador, assim como a China e a Bielorrússia.
No caso de Cuba, Trump tem aumentado a pressão sobre o regime que governa a ilha do Caribe desde a década de 1950. No fim de janeiro, por exemplo, o presidente americano assinou uma ordem executiva que ameaça impor tarifas adicionais às exportações de países que fornecem petróleo a Cuba, medida que objetiva piorar a escassez do combustível no país. A ilha tem sofrido crise econômica, apagões e escassez.
Lula voltou a dizer, também, que defende a soberania do Brasil, em referência à negociação do país com os Estados Unidos para suspender o tarifaço de 50% imposto a exportações brasileiras, bem como as sanções diplomáticas dos EUA a autoridades brasileiras.
— Temos que dizer, em alto e bom som, para quem quiser ouvir: nosso país é um país soberano. A gente quer trabalhar com todo o mundo, mas a gente não quer voltar a ser colonizado — afirmou o presidente.
Nos últimos meses, desde que Trump e Lula iniciaram as negociações, o lado americano ampliou isenções ao tarifaço e suspendeu os efeitos da Lei Magnitsky (que bloqueia ativos) sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e de sua esposa. Ainda há, no entanto, tarifas elevadas às exportações industriais do Brasil, bem como vistos americanos cassados de autoridades do governo.
Lula também agradeceu a presença do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, no evento do PT, e disse a ele que há um movimento dos EUA para restringir o acesso chinês a terras raras e minerais críticos.
— Agora, embaixador, toda conversa e toda reunião é para evitar que os países vendam terras raras e minerais críticos para a China. É uma briga meia (sic) escondida, mas tudo é contra a China e eu quero dizer que sou muito grato à parceria que a gente tem com a China porque é uma parceria respeitosa e exitosa — afirmou.
Da Assessoria
O vice-presidente do Senado Federal e presidente do PL Tocantins, Eduardo Gomes, participou nesta quinta-feira, 6, da cerimônia de posse da nova diretoria do Sistema FAET/Senar, realizada em Palmas, dentro da programação que reuniu o 2º Congresso do Senar Tocantins e o ato oficial de início do novo ciclo administrativo da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (FAET).
O evento marcou a posse da diretoria eleita para o quadriênio 2026–2029 e reuniu representantes do setor produtivo rural, federações da agricultura, administrações regionais do Senar, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Sistema S, além de instituições públicas e privadas ligadas ao agronegócio no Tocantins.
Durante o encontro, Eduardo Gomes destacou o papel estratégico do produtor rural no desenvolvimento econômico e social do estado e do país, ressaltando sua trajetória de diálogo permanente com o setor. O senador enfatizou que sua atuação no Congresso Nacional sempre foi orientada pela defesa objetiva do agronegócio, com foco em respeito ao produtor, segurança jurídica e fortalecimento da produção em todos os níveis.

Ao saudar a nova diretoria, Eduardo Gomes lembrou investimentos viabilizados com apoio da bancada federal do Tocantins, citando ações estruturantes como obras em áreas de irrigação, retomada de projetos estratégicos, parcerias com a Codevasf, aquisição de máquinas e equipamentos para os municípios e repasses diretos ao Sistema FAET/Senar. Conforme o senador, apenas em transferências diretas para a realização de feiras agropecuárias, os recursos somam R$ 14,5 milhões.
O senador também ressaltou a importância da infraestrutura logística para o futuro do Tocantins, mencionando avanços como a navegação comercial, projetos ferroviários e o potencial do estado para se consolidar entre os principais polos de crescimento do Brasil. No campo institucional, reforçou o compromisso com a regularização fundiária, defendendo soluções definitivas que garantam segurança ao homem e à mulher do campo.
O presidente reeleito da FAET, Paulo Carneiro, destacou a atuação do senador em favor do setor produtivo. “Tem colaborado muito conosco, sem eu pedir nada, o nosso senador Eduardo Gomes. Muito obrigado. Na época da pandemia, você ajudou muito o produtor rural pequeno, e eles se reergueram. O governo da época ajudou muito quem estava em dificuldade”, afirmou.
A deputada estadual do PL Tocantins, Janad Valcari, também esteve presente no evento.