Da Assessoria
Na tarde desta quinta-feira o vice-presidente do Senado Eduardo Gomes despachou com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Acompanhado pelo prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos e o diretor-presidente do Hospital Dom Orione de Araguaína, Padre Bruno Rodrigues, apresentou as demandas de Palmas: construção do Complexo da Saúde da Região Norte, construção do Pronto Socorro Infantil, construção do Centro de Diagnóstico Integrado, com custo estimado em R$44 milhões. Solicitou ainda recursos para construção da UPA em Taquari e aumento dos valores para custeio MAC e PAB.
Para o Hospital Dom Orione foi solicitado recurso para aquisição de um equipamento de Hemodinâmica para ampliar o atendimento dos pacientes da região norte e de estados circunvizinhos. O Padre Bruno informou ao ministro que o hospital já dispõe de um equipamento semelhante implantado com emenda do senador Eduardo Gomes e que já salvou milhares de vidas. Com a eficiência do atendimento a demanda aumentou e daí a necessidade de um outro aparelho.
O ministro Padilha afirmou que atenderá todas as reivindicações. O senador Eduardo Gomes agradeceu ao ministro pelo compromisso de atender as demandas e o convidou para visitar o Jalapão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode fazer novas mudanças em sua equipe ministerial nos próximos dias com o objetivo de atender insatisfações do Senado, disseram nesta quarta-feira fontes envolvidas nas discussões, em um momento em que o petista e seu governo passam por seu pior momento de popularidade
Por Ricardo Brito
Lula irá nesta quarta à residência oficial do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para uma reunião com líderes partidários, diante da cobrança de senadores por uma maior representação na Esplanada dos Ministérios, afirmou uma fonte ligada a Alcolumbre. Lula tinha em sua agenda participação em um evento para marcar os 60 anos do Banco Central, mas cancelou presença.
O presidente já promoveu mudanças no primeiro escalão do governo neste início de ano, mas apenas pontuais e em aceno ao próprio partido, como a nomeação da ex-presidente do PT Gleisi Hoffmann como ministra das Relações Institucionais.
Outra mudança ocorreu na Secretaria de Comunicação Social, em que o marqueteiro Sidônio Palmeira substituiu o deputado petista Paulo Pimenta após os primeiros sinais de queda na aprovação de Lula e do governo.
No entanto, em linha com a queda de popularidade registrada em outras sondagens nos últimos meses, pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta apontou que a avaliação positiva do governo Lula apresentou uma deterioração em março e a desaprovação se descolou da aprovação, avançando com 15 pontos percentuais de diferença.
Segundo a pesquisa, 27% dos entrevistados avaliaram o governo como "positivo" em março. Na rodada anterior, em janeiro, eram 31%. Os que consideram a gestão negativa foram de 37% para 41%. Já a aprovação de Lula caiu de 47% para 41%, enquanto a desaprovação subiu de 49% para 56%.
Fontes do governo, do PT e do Congresso reconhecem que a gestão Lula não tem empolgado as pessoas e não conversa com grande parte do eleitorado em meio ao recrudescimento da polarização. Apesar de pontualmente haver o reconhecimento de ações governamentais, disseram, não há a percepção de proveito e gratificação das pessoas.
Para uma das fontes, do PT, não se pode colocar a culpa da baixa aprovação apenas na comunicação porque, apesar da mudança na área, a situação segue na mesma toada, sem gerar novas pautas.
"O governo não se comunica bem com C maiúsculo porque está faltando política, sentimento popular. Isso está sendo sentido em todo o país, em todos os segmentos da população", destacou essa fonte, ao citar a queda da aprovação de Lula no Nordeste, principal reduto eleitoral petista.
Essa fonte elogiou a iniciativa do presidente de se encontrar com Alcolumbre e líderes do Senado, defendendo que é preciso buscar tranquilidade no Congresso para, então, buscar a aprovação das ruas.
Uma outra fonte, essa do Palácio do Planalto, disse que a alta dos preços dos alimentos tem causado um forte impacto na popularidade do governo, mesmo com indicadores macroeconômicos, como PIB e desemprego, positivos para a atual gestão.
Aliados de Lula consideram que há tempo para reverter a alta desaprovação ao governo, apostando que diversas medidas já tomadas irão surtir efeito nos próximo meses. Uma fonte citou como exemplo o crédito consignado para o trabalhador do setor privado e a ampliação da faixa de isenção do imposto de renda para quem ganha até R$5 mil, além de estimar que a inflação dos alimentos deve ser contida com uma safra maior este ano.
Na quinta-feira, em um movimento para buscar melhorar sua aprovação, o governo vai realizar um balanço dos dois primeiros anos em um evento chamado "O Brasil dando a volta por dia", em um centro de convenções de Brasília, em que Lula deve falar sobre conquistas no período e sinalizar metas futuras.
Já a aprovação de Lula caiu em relação ao último levantamento, em janeiro, de 47% para 41%
Por Daniela Santos - Metrópoles
Nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2/4), aponta que a reprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a 56% — é o pior índice desde o início do mandato.
O número representa aumento de sete pontos percentuais em relação ao último levantamento, feito em janeiro, no qual a avaliação negativa do petista era de 49%.
Ainda de acordo com a sondagem, 41% dos entrevistados aprovam a gestão do petista – eram 47% em janeiro –, enquanto 3% não souberam ou não responderam.
A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, entre os dias 27 e 31 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Trata-se do primeiro levantamento após o pacote de medidas divulgadas pelo governo para tentar reverter a maré de reprovação. No início de março, o presidente aprovou um conjunto de ações para reduzir o preço dos alimentos, fator apontado como crucial na reprovação do petista.
Além disso, Lula tem intensificado as viagens pelo país e, recentemente, divulgou iniciativas para ampliar o acesso ao crédito, como o empréstimo consignado para trabalhadores CLT e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.
Recortes
Segundo o levantamento, a aprovação do petista na Região Nordeste seguiu o ritmo de queda, chegando a 52%. A desaprovação é de 46%. A rejeição é maior na Região Sul: 64% de reprovação contra 34% de aprovação.
A pesquisa ainda aponta que a desaprovação ultrapassou a avaliação positiva, pela primeira vez, em grupos como mulheres e pessoas pretas e pardas.
Prefeitos tocantinenses e representantes da Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais estiveram reunidos, nesta terça-feira, 1º de abril, no gabinete do vice-presidente do Senado e presidente do PL Tocantins, Eduardo Gomes, para tratar de projetos, obras e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do Estado
Com Assessoria
Entre os gestores municipais presentes estavam o prefeito de Augustinópolis, Antônio do Bar; a prefeita de Santa Teresa, Eliene Batista; o prefeito de Aparecida do Rio Negro, Deusimar Amorim; e o prefeito de Aliança do Tocantins, Elves Guimarães.
Durante a reunião, foram debatidos investimentos estratégicos para a infraestrutura dos municípios, com foco na melhoria da mobilidade e no desenvolvimento urbano. “Em Aliança, por exemplo, estamos avançando com importantes investimentos em infraestrutura. Em breve, vamos entregar o terminal rodoviário e a ponte São José, que são obras fundamentais para a mobilidade e o desenvolvimento da região. Além disso, já estamos planejando a urbanização da avenida do eixo central até a duplicação, assim que tivermos a liberação orçamentária”, afirmou Eduardo Gomes.
O senador também se reuniu com o secretário de Estado dos Povos Originários e Tradicionais, Paulo Waikarnãse Xerente, e sua equipe Filipi Holanda Cavalcante Santos Martins Ubaldo Monteiro Barbosa, gerente de planejamento e captação de recursos e Heid Karla Pereira de Oliveira, diretora de fomento e proteção à cultura dos povos originários e tradicionais para falar sobre investimentos e projetos visando avanços nas políticas públicas.
“É essencial manter esse diálogo e garantir investimentos que tragam melhorias para nossa gente”, afirmou Eduardo Gomes.
A pesquisa foi conduzida entre os dias 20 e 24 de março, com 4.659 entrevistados
Por Gabriel Alves
O desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta desaprovação de 53,6%, conforme apontou uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira, 1º de abril. O levantamento também revelou que 44,9% aprovam a gestão, enquanto 1,5% não souberam responder.
Em comparação com a pesquisa anterior, realizada em fevereiro, a desaprovação subiu de 53% para 53,6%, enquanto a aprovação caiu de 45,7% para 44,9%.
A pesquisa foi conduzida entre os dias 20 e 24 de março, com 4.659 entrevistados. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, e o índice de confiança alcança 95%.
Avaliação do governo
Entre os entrevistados, 49,6% consideram a gestão ruim ou péssima, enquanto 37,4% classificam como ótima ou boa. Outros 12,5% avaliam como regular, e 0,5% não souberam opinar.
No levantamento anterior, os números foram semelhantes: 50,8% avaliaram o governo de forma negativa, 37,6% positiva e 11,3% consideraram a administração regular.
Pesquisa: 54% dos brasileiros desaprovam o governo Lula
Outra desaprovação de Lula
A pesquisa Pulso Brasil do Instituto de Pesquisas Sociais, Politicas e Econômicas (Ipespe) divulgada na última quinta-feira, 27 de março, mostra que 54% dos brasileiros desaprovam o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Enquanto isso, 41% aprovam o terceiro mandato do petista. Já 5% não sabiam ou não respondeu.
O presidente se sai melhor entre os que têm 16 a 24 anos (54% de aprovação), os que concluíram apenas o ensino fundamental (47%) e os que possuem renda familiar de até dois salários mínimos (48%). Lula leva a pior entre os que têm 45 a 59 anos (58% de desaprovação), os que concluíram o ensino médio (58%) e possuem renda familiar superior a cinco salários mínimos (60%).
A única região com aprovação superior a desaprovação é o nordeste, onde o PT não perde uma eleição desde 2002, com 50% de aprovação e 45% de reprovação. Já a que o presidente vai pior é a região sul, com 33% de validação e 62% de rejeição.
O levantamento também aponta que 58% da população acredita que a economia brasileira está no caminho errado. Já 35% têm a percepção de que o rumo está na direção correta. E 6% não sabiam ou não respondeu.