Levantamento do Paraná Pesquisas mostra que, apesar de negar candidatura, Tarcísio é o mais competitivo contra Lula em SP

 

 

Por João Pedro Bitencourt

 

 

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria derrotado por três possíveis adversários em simulações de segundo turno das eleições presidenciais no Estado de São Paulo. O petista aparece atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD) e do governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em cenários testados para a disputa de 2026.

 

Em eventual confronto com Flávio Bolsonaro no segundo turno, o senador aparece com 49,1% das intenções de voto no Estado, enquanto Lula registra 38,2%. Nesse cenário, 7,8% dizem que votariam em branco ou nulo, e 4,9% não responderam.

 

 

O presidente Lula (PT) aparece atrás do governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), em cenários testados para a disputa de 2026, considerando apenas o Estado de São Paulo.

Flávio anunciou, em dezembro, que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), confirmou que ele será o candidato do grupo à Presidência em 2026. Bolsonaro está preso por tentativa de golpe de Estado e não pode disputar o pleito.

 

O senador tem se reunido com empresários e realizado viagens para firmar alianças. Ele havia afirmado nesta quarta-feira, 11, que "não ia demorar muito" para seu nome aparecer à frente do presidente Lula nas pesquisas.

 

Já em um eventual segundo turno contra Ratinho Junior, o governador do Paraná marca 47,5%, ante 37,0% de Lula, no Estado de São Paulo. Brancos e nulos somam 9,8%, e 5,7% não opinaram.

 

Outra pesquisa, em âmbito nacional, da Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 11, mostrou que Ratinho Junior é o pré-candidato do PSD mais bem posicionado na disputa interna pela indicação ao Palácio do Planalto. Além dele, concorrem à vaga os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

 

Mesmo com Tarcísio insistindo que não concorrerá à Presidência, ele é o candidato mais competitivo contra Lula no Estado de São Paulo. Em cenário de segundo turno, o governador aparece com 53,7% das intenções de voto, ante 36,0% do petista. Brancos e nulos somam 6,0%, e 4,2% não souberam ou não opinaram.

 

Tarcísio tem reiterado que segue focado na reeleição no Estado e que mantém lealdade a Bolsonaro. Apesar de ser citado por aliados da direita como possível nome para a corrida presidencial em 2026, afirma que apoiará Flávio Bolsonaro.

 

No primeiro turno, em cenário estimulado com Flávio Bolsonaro, o senador aparece com 37,8%, e Lula, com 33,7%. Em outro cenário, com Tarcísio na disputa, o governador lidera com 40,3%, enquanto Lula tem 33,9%.

 

Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, Lula aparece na frente em São Paulo, com 21,1% das menções. Flávio Bolsonaro tem 14,4%, Jair Bolsonaro marca 5,1% e Tarcísio de Freitas registra 3,3%. Ratinho Junior aparece com 0,8%. Nesse cenário, 47,2% afirmam não saber ou não opinar, e 5,8% dizem que votariam em branco, nulo ou em ninguém.

 

Aprovação

O levantamento também mediu a avaliação da administração federal. Em São Paulo, 42,1% dizem aprovar o governo Lula, enquanto 54,7% desaprovam. Outros 3,2% não souberam ou não opinaram.

 

A pesquisa foi realizada entre 6 e 10 de fevereiro de 2026, com 1.580 eleitores em 78 municípios paulistas. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

 

 

 

 

Posted On Quinta, 12 Fevereiro 2026 14:16 Escrito por

Por Edson Rodrigues

 

 

O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, deputado estadual Amélio Cayres, decidiu sair da condição de articulador para assumir, de vez, o papel de protagonista na sucessão estadual. Em postagem nas redes sociais, ele tornou pública sua pré-candidatura ao Governo do Estado e deixou claro que não se trata, segundo ele, de um projeto pessoal, mas coletivo.

 

“Coloco meu nome como pré-candidato ao Governo do Tocantins com o coração cheio de fé, responsabilidade e compromisso. Não é um projeto pessoal, é um chamado coletivo”, escreveu. No texto, Cayres afirma que quer “caminhar de mãos dadas com a população”, fortalecer os municípios, respeitar o dinheiro público e construir “um futuro mais justo e desenvolvido para o Tocantins”.

 

O gesto tem peso político. Amélio não apenas se apresenta como pré-candidato, mas também demarca território dentro da base governista. Nos bastidores, já deixou claro que não aceita ser candidato a vice de ninguém. A mensagem tem endereço certo e serve para o grupo que trabalha a pré-candidatura da senadora Professora Dorinha Seabra ao Palácio Araguaia.

 

Hoje, não há clima consolidado na base para uma composição entre Amélio e Dorinha na mesma chapa majoritária. A relação entre os dois grupos é marcada por desconfianças políticas e divergências acumuladas. Mesmo que exista o desejo do governador Wanderlei Barbosa de unificar a base em uma única formatação para 2026, a construção de uma chapa consensual está longe de ser simples.

 

Diante desse cenário, cresce entre aliados a avaliação de que o melhor caminho, neste momento, é deixar as duas pré-candidaturas seguirem seu curso natural. Se ambas se viabilizarem eleitoralmente, o segundo turno pode se tornar o espaço de convergência, com apoio mútuo ao nome mais competitivo. É uma estratégia que evita desgastes prematuros e mantém a base em movimento.

 

 

Outro ponto relevante é o ambiente na própria Assembleia Legislativa. Circula a informação de que um grupo de nove a onze deputados estaduais já não integra mais, de forma orgânica, a base política do governador. Após o Carnaval, esse bloco pode passar a atuar de maneira mais independente ou mesmo como oposição. Caso isso se confirme, o Palácio Araguaia enfrentará uma oposição articulada, com forte presença no Parlamento e acesso privilegiado às informações do Executivo.

 

O clima de “já ganhou”, que em determinados momentos rondou setores da base, começa a dar lugar a um cenário mais imprevisível. A sucessão de 2026 ainda reserva capítulos intensos, com movimentos estratégicos, reposicionamentos e possíveis reviravoltas no tabuleiro político.

 

Em meio a esse contexto, também não se descarta que o ambiente político seja impactado por decisões judiciais ou eventuais operações determinadas pelas cortes superiores, como STF ou STJ, caso haja desdobramentos de investigações em curso no país que atinjam o Estado. Em tempos de instabilidade nacional, o fator jurídico sempre entra na equação política.

 

Por enquanto, o que se tem de concreto é que Amélio Cayres colocou seu nome na mesa e sinalizou que está disposto a disputar para valer. A largada foi dada. E, no Tocantins, a corrida pelo Palácio Araguaia já começou.

 

 

Posted On Quarta, 11 Fevereiro 2026 10:31 Escrito por

Senador do PL afirma que recursos federais não podem financiar exaltação de autoridades em exercício e questiona repasses ao Carnaval de 2026

 

 

Por Helena Prestes, da CNN Brasil

 

 

O senador Bruno Bonetti (PL-RJ) e o deputado estadual Anderson Moraes (PL-RJ) acionaram a Justiça Federal para tentar barrar o uso de recursos públicos em um desfile de Carnaval que homenageia o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A ação popular foi protocolada nesta segunda-feira (9).

A ação tem como objetivo impedir o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói e também a transmissão da apresentação pelos meios de comunicação. Segundo os autores, o uso de verbas federais em um enredo que exalta uma autoridade em exercício de mandato violaria princípios constitucionais como a impessoalidade e a moralidade administrativa.

A Embratur, autarquia especial do Ministério do Turismo responsável pela execução da Política Nacional de Turismo, tem um contrato de R$ 12 milhões com a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), que repassa R$ 1 milhão para cada escola de samba do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro. O órgão faz esse aporte por entender que o Carnaval promove e incentiva o turismo internacional no Brasil.

O enredo exalta a trajetória do atual presidente.

 

Além da ação judicial, Bonetti apresentou no Senado o PL (Projeto de Lei) 392/2026, que proíbe de forma expressa a destinação de recursos públicos federais a eventos culturais e desfiles carnavalescos que promovam exaltação personalizada de agentes públicos em exercício.

De acordo com o texto do projeto, repasses da União a escolas de samba, agremiações carnavalescas e entidades culturais deverão observar rigorosamente os princípios constitucionais da finalidade pública, da impessoalidade e da moralidade administrativa. A proposta veda o financiamento de iniciativas que caracterizem promoção pessoal ou propaganda político-eleitoral, ainda que de forma indireta.

 

“O que estamos vendo é a tentativa de transformar a maior festa popular do país em palanque político. Verba pública não existe para glorificar governantes”, afirmou o senador.

 

Bonetti também criticou a destinação de recursos federais ao Carnaval de 2026 em meio à escolha de um samba-enredo que homenageia o presidente da República. Segundo ele, há desvio de finalidade no uso dos recursos públicos e falhas nos mecanismos de controle e transparência.

 

“O Estado não pode atuar como patrocinador de projetos políticos travestidos de manifestações culturais”, disse.

O projeto de lei prevê sanções às entidades que descumprirem a norma, como a suspensão imediata dos repasses, a devolução integral dos valores recebidos, com correção monetária, e a proibição de firmar novas parcerias com a União pelo prazo de cinco anos.

 

O senador afirmou ainda que a proposta não impõe "censura artística". “A liberdade criativa é preservada. O que se impõe são limites ao uso do dinheiro público. Se uma escola quiser homenagear um político em exercício, que utilize recursos privados”, declarou.

 

 

Posted On Quarta, 11 Fevereiro 2026 05:56 Escrito por

Por Edson Rodrigues

 

 

Os bastidores da política no Tocantins seguem em ritmo acelerado, com encontros, articulações e demonstrações públicas de apoio que movimentaram a capital e o interior neste último final de semana. Mas, a suspensão da divulgação de uma “pesquisa” de intenção de votos pela Justiça Eleitoral mostra que, por mais que se tente conscientizar, ainda sobra espaço para a politicagem na hora de se fazer política.

 

EDUARDO GOMES EM PALMAS

 

 

O vice-presidente do Senado e presidente nacional do PL, senador Eduardo Gomes, candidato à reeleição, esteve em Palmas em uma agenda intensa. No gabinete, recebeu prefeitos, deputados, empresários, profissionais liberais, jornalistas, religiosos e amigos, reforçando sua base política e ampliando contatos estratégicos.

 

VICENTINHO JR. E VICENTINHO ALVES

 

O pré-candidato ao governo, deputado federal Vicentinho Jr, e seu pai, o ex-senador Vicentinho Alves, também tiveram um fim de semana movimentado. Em um gabinete localizado em prédio comercial da capital, receberam prefeitos, vereadores e pré-candidatos a deputado estadual e federal, consolidando apoios e fortalecendo alianças.

 

JAIR FARIAS RECEBE APOIOS

 

No interior, o deputado estadual e pré-candidato a deputado federal Jair Farias conquistou apoio maciço em Campos Lindos. O prefeito Romil Kalugin, o vice Lindonjohnson Soares, nove vereadores, secretários municipais e lideranças locais declararam apoio público à sua candidatura. Caso mantenha esse ritmo, Jair Farias pode figurar entre os três mais votados para a Câmara Federal nas eleições de 2026.

 

LAUREZ NO BICO DO PAPAGAIO

 

O vice-governador Laurez Moreira (PSD), acompanhado do ex-vice-governador Paulo Sidney e do ex-deputado federal César Halum, pré-candidato a deputado federal, percorreu municípios do Bico do Papagaio. Conversou com lideranças e populares, demonstrando entusiasmo com a receptividade da região.

 

CINTHIA RIBEIRO E O IMPASSE NO PSDB

 

A ex-prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro, deve se reunir nesta terça-feira com o presidente nacional do PSDB, deputado Aécio Neves, para definir quem comandará a legenda no estado: ela ou o deputado federal Vicentinho Jr, também pré-candidato ao governo. O impasse tem gerado desgaste político e a expectativa é de que a cúpula nacional resolva a questão rapidamente para permitir a construção das nominatas.

 

DIVULGAÇÃO DE PESQUISA SUSPENSA

 

 

O Observatório Político do Paralelo 13 criticou duramente a atuação do instituto “Lucro Ativo”, apontando falhas graves em pesquisa divulgada recentemente.

 

Tornamos a lembrar que as eleições municipais já sepultaram vários institutos que cometeram erros graves com os resultados das urnas. Por isso, sugerimos aos proprietários de empresas assim para que mudem seu modus operandi, realizando trabalhos sérios,  com responsabilidade nas entrevistas, seriedade nas avaliações e análises, para que não confundam a cabeça dos eleitores e prestem o serviço real que se espera.

 

Claro que há, no Tocantins e no Brasil, institutos de pesquisa sérios e confiáveis, mas, ao mesmo tempo, há aqueles que queimam a largada e já surgem fazendo patifarias que viram “falhas”, que se transformam em ações criminais e resultam em suspensões como esta, em que nem o partido do vice-governador e pré-candidato ao governo a empresa acertou, assim como não sabia que, para realizar uma pesquisa, a empresa deveria existir há pelo menos um ano e apresentar seus demonstrativos de capital e capacidade financeira.  Sem contar que, no caso da “Lucro Ativo” – ressalte-se que até o nome é inapropriado para um instituto de pesquisa – seus profissionais não foram capazes nem de perceber que perguntaram sobre “governo” e colocaram na divulgação da pesquisa a palavra “gestão”.  Embora  governo e gestão sejam termos equivalentes, é obrigatório que a divulgação seja exatamente igual ao que foi arguido aos entrevistados.

 

Como disse o juiz eleitoral Marcelo Augusto Ferrari Faccioni, que relatou o pedido de liminar com antecipação de tutela impetrado pelo PSD, partido do qual o vice-governador faz parte:

 

“ainda que a defesa possa vir a justificar a divergência terminológica entre "gestão" e "governo" apontada na inicial, tese que o ministério público considerou de menor gravidade por não haver desvio semântico substancial, as irregularidades atinentes ao DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício) e ao erro de filiação partidária são objetivas e suficientes para a concessão da medida liminar”.

 

Ou seja, trocar governo por gestão, até que vai. Mas ignorar preceitos básico na realização de pesquisa eleitoral, já é um pouco demais.

 

sem mais!

 

 

Posted On Terça, 10 Fevereiro 2026 08:12 Escrito por

O pagamento recorde se dá no ano de eleições no país e sob a promessa de acelerar a liberação dos recursos indicados por deputados e senadores

 

 

POR AUGUSTO TENÓRIO

 

 

O governo Lula (PT) pagou R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares até a primeira semana de fevereiro, maior valor liberado no mesmo período em série histórica iniciada em 2016.

 

O pagamento recorde se dá no ano de eleições no país e sob a promessa do Planalto de acelerar a liberação dos recursos indicados por deputados e senadores. A verba ainda supera o dobro dos R$ 634,53 milhões pagos no último ano —os valores são atualizados pela inflação.

 

Até então, o maior volume da série tinha sido em 2021, quando cerca de R$ 770 milhões foram desembolsados.

 

O levantamento considerou dados do painel Siga Brasil, portal da Consultoria de Orçamentos do Senado, sobre valores pagos em emendas de 1º de janeiro a 6 de fevereiro. Toda a verba desembolsada no período é de indicações apresentadas em anos anteriores e que estavam inscritas em restos a pagar.

 

Integrantes do governo afirmam que a liberação recorde é resultado de um esforço para melhorar a relação com o Congresso Nacional. No ano passado, a gestão petista foi alvo de reclamações na própria base pela baixa execução dos recursos do Legislativo.

 

A situação do governo só melhorou após o Planalto prometer que executaria as emendas de 2025 até dezembro. Cerca de 97% do valor foi empenhado, o que acelerou para 2026 o pagamento das indicações do ano anterior.

 

O ritmo da liberação das emendas também é influenciado por fatores como o conograma de execução de uma obra —conforme ela avança, mais verba é liberada para quitar o que já foi erguido. Além disso, diversos repasses se tornaram alvos de ações no STF (Supremo Tribubal Federal), nos últimos anos, e só foram autorizados com a apresentação de dados mais transparentes e planos de trabalhos.

 

Para este ano, com eleições em outubro, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) determina que o governo federal pague 65% das emendas individuais e de bancadas estaduais até o fim de junho. Foi uma maneira que os congressistas encontraram para obrigar o Planalto a irrigar suas bases antes do pleito.

 

No caso de uma emenda destinada a uma obra cuja liberação tenha ocorrido antes do período eleitoral, o Executivo pode continuar pagando mesmo depois, por já ter iniciado o processo.

 

A inclusão do dispositivo no Orçamento deste ano aconteceu a contragosto do governo Lula. Mas o calendário de pagamento de emendas acabou mantido diante do desejo do Planalto de evitar deflagrar uma nova crise com o Congresso.

 

Desde 2015, parlamentares promoveram profundas mudanças, inclusive na Constituição, para ampliar o controle e volume das emendas. Hoje, são impositivas, ou seja, de pagamento obrigatório, as indicações individuais e das bancadas estaduais.

 

O avanço do Congresso sobre o Orçamento se escancarou a partir de 2020, quando houve um salto de R$ 18,3 bilhões para R$ 48,6 bilhões em emendas empenhadas, considerando valores atualizados pela inflação. A alta foi puxada pelas chamadas emendas do relator, que o STF declararia inconstitucional em 2022.

 

O aumento das emendas também amplia o estoque de valores empenhados e que precisam ser quitados nos anos seguintes. O Orçamento de 2026 tem mais de R$ 35,4 bilhões em verbas nessa situação, chamadas de restos a pagar.

 

Nos últimos anos, o governo ainda encontrou maiores obstáculos para acelerar a liberação das verbas nos primeiros meses, pois o Congresso levou mais tempo para aprovar o Orçamento, limitando o valor que poderia ser inicialmente gasto. O Orçamento de 2026 passou em dezembro no Legislativo, enquanto a lei do ano anterior só foi aprovada no fim de março.

 

Em janeiro, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), disse que o governo cumpriria a determinação de acelerar o pagamento de emendas antes do período eleitoral. “Nós concordamos em ter esse dispositivo de pagamento das emendas impositivas que sejam de transferência fundo a fundo até junho”, afirmou a articuladora política de Lula.

 

Apesar disso, o Planalto ainda não começou a liberação das emendas de 2026. Até o dia 6 de fevereiro, o governo se dedicou a escoar as transferências travadas em anos anteriores. Cerca de R$ 1 bilhão do valor quitado é de emendas de 2025, R$ 180 milhões são 2024 e R$ 103 milhões foram indicados em 2023.

 

As emendas consumiram cerca de 22% do orçamento discricionário de 2025. Trata-se da verba que não está carimbada por obrigações, como pagamento de salários, e pode ser aplicada em investimentos e no custeio de políticas públicas. No caso do Ministério do Turismo, quase 80% do recurso discricionário foi executado por emendas.

 

Em 2026, as emendas ainda devem responder por mais de um terço da verba de cinco ministérios, sendo que o controle chega a 68,7% dos recursos discricionários do Turismo.

 

 

Posted On Terça, 10 Fevereiro 2026 07:45 Escrito por
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