Por Lauane dos Santos
O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, deputado Amélio Cayres, participou, neste domingo, 19, da Grande Cavalgada que marcou a abertura da 43ª edição da Exposição Agropecuária (ExpoAgro) de Miracema, reunindo cavaleiros, amazonas, produtores rurais e famílias de toda a região. O evento, já tradicional no calendário tocantinense, reforça a força da cultura agropecuária e a união do homem do campo com a cidade.
Ao lado de lideranças locais e estaduais, Cayres ressaltou o papel da ExpoAgro para valorização da economia rural, geração de oportunidades e fortalecimento das tradições tocantinenses. “É uma alegria participar de um momento como esse, que representa nossa cultura, nossa história e o orgulho de quem vive e trabalha no campo”, afirmou.
Amélio também enfatizou o compromisso do Parlamento com o desenvolvimento do setor agropecuário. Segundo ele, iniciativas que incentivam o agronegócio e preservam as tradições merecem apoio contínuo. “Seguimos trabalhando para garantir mais investimentos, apoio ao produtor e ações que fortaleçam o agro, que é uma das grandes forças do nosso Estado”, completou.
Edson Rdrigues e Edivaldo Rodrigues
O tabuleiro político do Tocantins entrou, de vez, em ebulição. Nos últimos dias, uma sequência de movimentos, recados públicos e articulações de bastidores expôs fissuras, redesenhou alianças e antecipou o clima da disputa de 2026. No centro dessa engrenagem, o Palácio Araguaia tenta manter coesão enquanto lida com ruídos internos e pressões externas, algumas, nada discretas.
KÁTIA ABREU NO JOGO

A filiação da ex-senadora Kátia Abreu ao PT tocantinense, articulada a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com aval do presidente nacional do partido Edinho Silva e aplausos da ex-presidente Dilma Rousseff, funcionou como catalisador de uma reorganização política que já vinha sendo gestada.
O problema não foi apenas o movimento em si, mas os “ingredientes” que vieram junto. Nos bastidores, cresceu a percepção de que houve tentativa de esvaziar e até constranger a pré-candidatura ao Senado de Carlos Gaguim, um nome com trajetória consolidada e capilaridade eleitoral em regiões estratégicas do estado.
A leitura, em parte da classe política, é de que essas ações partiram de dentro do próprio ambiente palaciano, criando uma tensão desnecessária entre Gaguim e o governador Wanderlei Barbosa. O efeito foi desgaste, ruído e risco de fragmentação.
WANDERLEI SE MANIFESTA

Coube ao próprio governador agir para conter a crise. Em um movimento calculado, durante o ato de pré-lançamento da candidatura a deputado federal do ex-secretário da Educação Fábio Vaz, Wanderlei Barbosa fez mais do que um discurso, fez política em estado puro.
Diante de milhares de pessoas, prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e deputados estaduais, o governador adotou um tom de pacificação e reconhecimento. Reafirmou apoio a Fábio Vaz e, principalmente, colocou ordem na disputa majoritária ao declarar que o grupo palaciano conta com três pré-candidatos ao Senado:
Eduardo Gomes, Carlos Gaguim e Eli Borges.
A mensagem mostrou que não exclusão, mas que há uma disputa interna e vencerão os dois mais fortes. O gesto foi interpretado como um freio nas tensões e um recado direto contra movimentos de isolamento dentro da própria base.
DORINHA NO CENTRO DA SUCESSÃO

No mesmo evento, em Palmeirópolis, Wanderlei Barbosa deu outro passo decisivo e abraçou publicamente sua pré-candidata ao governo, Professora Dorinha Seabra, cravando-a como sua sucessora.
Ao afirmar que Dorinha reúne “todos os pré-requisitos” para governar o estado, o governador consolidou um nome e sinalizou ao grupo que o jogo sucessório tem comando e direção.
BLOCO DE OPOSIÇÃO E CINTHIA RIBEIRO

Enquanto isso, o bloco formado por PSDB e MDB se movimenta com método. Uma reunião, prevista para acontecer nesta segunda-feira, 20 de abril, entre Vicentinho Júnior, Amélio Cayres e Alexandre Guimarães deve redefinir os próximos passos da oposição.
No centro dessas articulações surge com força o nome da ex-prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro. Mesmo em repouso para tratamento de uma pneumonia, Cinthia segue ativa politicamente, mantendo conversas com lideranças e interlocução direta com a cúpula nacional do PSDB, especialmente com Aécio Neves.
Nos bastidores, a possibilidade de sua candidatura ao Senado ganha corpo. Caso se confirme, Cinthia entra na disputa com densidade política, visibilidade e capacidade de comunicação, podendo se consolidar como uma novidade competitiva na corrida pelas duas vagas.

O desenho que começa a se formar é Vicentinho Júnior como pré-candidato ao governo, Amélio Cayres como vice e Alexandre Guimarães compondo a disputa ao Senado ao lado de Cinthia Ribeiro, uma chapa que, se confirmada, reposiciona o bloco oposicionista com força real no cenário estadual.
A BASE QUE CONSTRANGE O GOVERNO
Se no campo eleitoral o governador mostra habilidade, no Legislativo o cenário preocupa. O episódio envolvendo a não apreciação de um projeto de R$ 56 milhões, recurso a fundo perdido, expôs uma fragilidade difícil de ignorar.
O projeto sequer avançou nas comissões, apesar do prazo. O governo precisou intervir diretamente para adiar a análise por 30 dias.

O mais grave, no entanto, foi o silêncio da base. Dos 15 deputados considerados governistas, muitos não compareceram, incluindo o líder do governo, Ivory de Lira. Nenhuma defesa pública consistente foi feita.
O episódio acendeu um alerta no Palácio Araguaia pois se há apoio formal, falta um alinhamento efetivo. Na prática, o governo se viu exposto e constrangido.
LEALDADE EM XEQUE
A avaliação nos bastidores é direta, afinal não basta integrar a base para usufruir dos bônus do poder; é preciso sustentá-lo nos momentos críticos.
O governador, que tem se dedicado à consolidação do grupo político, espera mais do que presença protocolar, espera lealdade, compromisso e ação. Porque, no ritmo atual, a pergunta que ecoa nos corredores do poder é o que acontecerá quando o calendário eleitoral apertar e as decisões exigirem posicionamento claro?
UM JOGO ABERTO
O Tocantins entra em um ciclo decisivo com múltiplos polos de força, candidaturas competitivas e um governo que tenta equilibrar liderança política com gestão de sua própria base.
A “salada mista” está posta. Mas, como mostram os últimos movimentos, nem todos os ingredientes convivem em harmonia e alguns já começaram a azedar.
No fim, como sempre, a política segue sendo o território onde gestos, silêncios e timing valem tanto quanto votos.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O Observatório Político de O Paralelo 13 traz neste panorama a força do governo do Partido dos Trabalhadores, liderado pelo presidente Lula. O histórico eleitoral mostra que Lula nunca perdeu uma eleição no Tocantins, e nenhuma das candidaturas apoiadas por ele — como a da ex-presidente Dilma Rousseff e até mesmo a de Fernando Haddad, quando Lula esteve preso — deixou de vencer no estado.
Esse desempenho reforça a relevância da presença de Lula no cenário tocantinense. Caso haja um trabalho de marketing político articulado com os veículos de comunicação, destacando a importância do governo federal para as famílias de baixa renda — que compõem a base da pirâmide social e representam a maioria do eleitorado tocantinense — uma candidatura majoritária bem estruturada, com Lula no palanque e na propaganda eleitoral gratuita, pode mudar os rumos da sucessão estadual. Nesse contexto, surge a possibilidade de uma candidatura própria, como a da ex-senadora Kátia Abreu, ou o apoio a uma das atuais pré-candidaturas ao governo.
O JOGO ESTÁ EM ABERTO
Ainda faltam cerca de 80 dias para a realização das convenções partidárias, previstas para julho, que irão homologar as candidaturas ao governo, às duas vagas no Senado, às oito cadeiras na Câmara Federal e às 24 na Assembleia Legislativa. O tabuleiro eleitoral segue indefinido, sem decisões concretas.
QUAL SERÁ O PLANO DE KÁTIA ABREU PARA LULA NO TOCANTINS

A expectativa gira em torno da filiação da ex-senadora Kátia Abreu ao PT, com a missão dada e legitimada pelo presidente Lula de construir um palanque no estado para apoiar sua candidatura à reeleição. Há suspense sobre uma possível pré-candidatura de Kátia ao governo estadual, mas até agora ela não revelou suas aspirações.
Política experiente, conhecedora das entregas dos governos Lula e Dilma — como a nova ponte sobre o Rio Tocantins ligando ao estado do Maranhão, em Xambioá, construída em tempo recorde, milhares de moradias populares e outras obras espalhadas pelo estado — Kátia Abreu certamente já mapeou os cenários eleitorais e tem seu posicionamento definido, aguardando o momento certo para torná-lo público.
POTENCIAIS ELEITORES

O PT tocantinense, historicamente dividido em múltiplas alas internas, não conseguiu capitalizar o patrimônio eleitoral representado pelos beneficiários dos programas sociais. Nas últimas eleições majoritárias, sequer elegeu um deputado estadual.
Entretanto, se o partido conseguir se unir e trabalhar de forma coesa, poderá transformar esse potencial em votos. Afinal, a base da pirâmide social — classes C e D — é justamente o público-alvo dos programas sociais dos governos petistas.
Dados atualizados de abril de 2026 mostram a dimensão desse alcance:
Esses números evidenciam que o patrimônio eleitoral do PT no Tocantins pertence ao “PT de Lula”, e não ao PT local, que ainda não conseguiu transformar essa vantagem em resultados concretos.
O desafio do PT tocantinense é superar suas divisões internas e aproveitar o potencial representado pelos milhares de beneficiários dos programas sociais. Se conseguir, poderá finalmente quebrar o jejum histórico e conquistar espaço nas eleições de outubro.
Ainda dá tempo de “arrumar a casa”...
Quem avisa, amigo é.
Pacientes poderão passar por consultas regulares e demandas espontâneas até meia-noite
Por Aline Sêne
Os 11 ‘Postinhos Corujinhas’ passarão a funcionar a partir de quarta-feira, 22, das 7 horas até meia-noite. Esta iniciativa visa ampliar a cobertura assistencial da capital, operando sob dois modelos de atendimento simultâneos:
Moradores Cadastrados
Focado no cuidado contínuo, garante aos moradores da região, com cadastro no SUS, a realização de consultas agendadas e exames de rotina fora do horário comercial. É o espaço para o pré-natal das gestantes, o acompanhamento rigoroso de pacientes com diabetes e hipertensão, além de todos os serviços de rotina que garantem a saúde da família em horários flexíveis, principalmente para quem trabalha em horário comercial.
Demanda espontânea
As unidades Corujinhas funcionam como pontos de apoio para pacientes de qualquer região da cidade. O foco aqui é o atendimento ágil de casos de baixa complexidade (classificação azul e verde), como febre, dores súbitas ou sintomas gripais. Esse modelo oferece assistência imediata perto de casa e ajuda a reduzir a espera nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Que tipo de caso vai atender?
O atendimento é completo para situações do dia a dia: consultas de rotina, procedimentos como troca de sondas, cateteres, retirada de pontos e curativos, além do monitoramento de doenças crônicas e gestação. Para demandas espontâneas, as equipes estão prontas para tratar queixas leves como dores de cabeça, garganta ou ouvido, febre, diarreia, vômito, sintomas gripais e suspeita de dengue.
Estrutura de Apoio e Farmácia
Para garantir a resolutividade do atendimento, inicialmente quatro unidades estratégicas manterão o serviço de Assistência Farmacêutica ativo até a meia-noite. Isso permite que o paciente passe pela consulta e já realize a retirada imediata dos medicamentos prescritos, completando o ciclo do cuidado no mesmo local (confira as unidades na lista abaixo).
Capacitação
Os profissionais que irão atuar nos “Postinhos Corujinhas” passaram por capacitação interna intensiva. O treinamento focou no acolhimento preventivo da Atenção Primária, protocolos de classificação de risco e manejo de doenças crônicas, garantindo que o atendimento noturno tenha a mesma qualidade técnica e segurança do atendimento diurno.
Postinhos Corujinhas
◉ USF Arne 64 (508 Norte)
◉ USF Arno 44 (409 Norte) - Farmácia aberta
◉ USF Sarah Leylane da Silva Sousa (Arno 61 - 503 Norte)
◉ USF Deise de Fátima Araújo de Paula (Arse 13 - 108 Sul) - Farmácia aberta
◉ USF Francisco Júnior (Arso 41 - 403 Sul) - Farmácia aberta
◉ USF Satilo Alves de Sousa (Arso 111 - 1103 Sul)
◉ USF Héder de Oliveira Silva (Arse 131 - 1304 Sul)
◉ USF José Hermes Rodrigues Damaso (Setor Sul)
◉ USF Laurides Lima Milhomem (Jardim Aureny III)
◉ USF Jardim Taquari - Farmácia aberta
◉ USF Mariazinha Rodrigues da Silva (Buritirana)
Por Edson Rodrigue s e Edivaldo Rodrigues
Todo líder precisa de atitude. Precisa de decisão. E, sobretudo, precisa entender o momento exato de agir. Foi isso que fez o governador Wanderlei Barbosa ao intervir diretamente junto ao BNDES para impedir que o Tocantins perdesse R$ 56 milhões em recursos não reembolsáveis do Fundo Amazônia.
Sem terceirizar o problema, sem empurrar para depois, o governador assumiu a condução da situação e garantiu a prorrogação do prazo, que venceria no dia 18 de abril e agora se estende até 18 de maio. Uma medida que, na prática, mantém viva a possibilidade de investimentos estratégicos para o Estado.
Não se trata apenas de números. Estamos falando de recursos que impactam diretamente o produtor rural, fortalecem a regularização ambiental e impulsionam o desenvolvimento sustentável, uma pauta cada vez mais central para o presente e o futuro do Tocantins.
Entendimento

O que está em jogo exige maturidade política.
Com a prorrogação garantida, a responsabilidade recai sobre a Assembleia Legislativa. Cabe ao Parlamento estadual apreciar e aprovar o Projeto de Lei nº 1/2026, etapa final para a formalização do contrato com o BNDES e, consequentemente, para a liberação dos recursos.
As comissões já sinalizam avanço na tramitação. O tempo, no entanto, é curto. E, neste caso, tempo é mais do que um detalhe: é a diferença entre garantir ou perder uma oportunidade real de investimento.
Amélio nunca se furtou às grandes responsabilidades. Sempre se mostrou disposto a atender os anseios da população tocantinense, especialmente nos momentos mais sensíveis da vida pública. Sua atuação vai além do protocolo institucional, é marcada por presença, articulação e compromisso com resultados concretos.

Exemplo claro disso foi sua condução na aprovação do aval da Assembleia para a operação que viabilizou recursos do BRB destinados à construção da ponte de Porto Nacional, uma obra, que enfrentava entraves e impactava diretamente o tráfego, a economia e o cotidiano da população. Sob sua liderança, o Parlamento deu a resposta necessária, destravando um projeto estratégico para o Estado.
Não é um caso isolado. Ao longo de sua trajetória na presidência, Amélio tem demonstrado equilíbrio, capacidade de diálogo e postura de estadista. Em momentos de crise, ajudou a manter a governabilidade; em momentos de decisão, garantiu que o interesse público prevalecesse.
Por isso, a expectativa é de que mais uma vez, caberá a ele conduzir esse processo com grandeza, reunindo os interesses da Assembleia, da sociedade e do Executivo para assegurar a aprovação da matéria dentro do prazo.
Responsabilidade compartilhada

A atitude do governador foi correta e merece registro. Evitou-se a perda de recursos importantes e ganhou-se tempo. Mas tempo, por si só, não resolve.
É preciso decisão.
O Legislativo tem agora a missão de corresponder à urgência que o momento exige. Não há espaço para disputas menores, atrasos ou cálculos políticos que coloquem em risco um investimento dessa magnitude.
O Tocantins não pode esperar.
Quando Executivo e Legislativo caminham na mesma direção, quem ganha é a população. E é exatamente isso que se espera nos próximos dias: agilidade na tramitação, responsabilidade na votação e compromisso com o desenvolvimento do Estado.
Porque, no fim das contas, não se trata apenas de uma vitória de governo.
É uma vitória que precisa e deve ser do Tocantins.