Por Lauane dos Santos

 

 

O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, deputado Amélio Cayres, participou, neste domingo, 19, da Grande Cavalgada que marcou a abertura da 43ª edição da Exposição Agropecuária (ExpoAgro) de Miracema, reunindo cavaleiros, amazonas, produtores rurais e famílias de toda a região. O evento, já tradicional no calendário tocantinense, reforça a força da cultura agropecuária e a união do homem do campo com a cidade.

 

Ao lado de lideranças locais e estaduais, Cayres ressaltou o papel da ExpoAgro para valorização da economia rural, geração de oportunidades e fortalecimento das tradições tocantinenses. “É uma alegria participar de um momento como esse, que representa nossa cultura, nossa história e o orgulho de quem vive e trabalha no campo”, afirmou.

 

Amélio também enfatizou o compromisso do Parlamento com o desenvolvimento do setor agropecuário. Segundo ele, iniciativas que incentivam o agronegócio e preservam as tradições merecem apoio contínuo. “Seguimos trabalhando para garantir mais investimentos, apoio ao produtor e ações que fortaleçam o agro, que é uma das grandes forças do nosso Estado”, completou.

 

 

 

Posted On Segunda, 20 Abril 2026 14:06 Escrito por

Edson Rdrigues e Edivaldo Rodrigues 

 

 

O tabuleiro político do Tocantins entrou, de vez, em ebulição. Nos últimos dias, uma sequência de movimentos, recados públicos e articulações de bastidores expôs fissuras, redesenhou alianças e antecipou o clima da disputa de 2026. No centro dessa engrenagem, o Palácio Araguaia tenta manter coesão enquanto lida com ruídos internos e pressões externas, algumas, nada discretas.

 

KÁTIA ABREU NO JOGO

 

 

A filiação da ex-senadora Kátia Abreu ao PT tocantinense, articulada a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com aval do presidente nacional do partido Edinho Silva e aplausos da ex-presidente Dilma Rousseff, funcionou como catalisador de uma reorganização política que já vinha sendo gestada.

 

O problema não foi apenas o movimento em si, mas os “ingredientes” que vieram junto. Nos bastidores, cresceu a percepção de que houve tentativa de esvaziar e até constranger a pré-candidatura ao Senado de Carlos Gaguim, um nome com trajetória consolidada e capilaridade eleitoral em regiões estratégicas do estado.

 

A leitura, em parte da classe política, é de que essas ações partiram de dentro do próprio ambiente palaciano, criando uma tensão desnecessária entre Gaguim e o governador Wanderlei Barbosa. O efeito foi desgaste, ruído e risco de fragmentação.

 

WANDERLEI SE MANIFESTA

 

 

Coube ao próprio governador agir para conter a crise. Em um movimento calculado, durante o ato de pré-lançamento da candidatura a deputado federal do ex-secretário da Educação Fábio Vaz, Wanderlei Barbosa fez mais do que um discurso, fez política em estado puro.

 

Diante de milhares de pessoas, prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e deputados estaduais, o governador adotou um tom de pacificação e reconhecimento. Reafirmou apoio a Fábio Vaz e, principalmente, colocou ordem na disputa majoritária ao declarar que o grupo palaciano conta com três pré-candidatos ao Senado:

Eduardo Gomes, Carlos Gaguim e Eli Borges.

 

A mensagem mostrou que não exclusão, mas que há uma disputa interna e vencerão os dois mais fortes. O gesto foi interpretado como um freio nas tensões e um recado direto contra movimentos de isolamento dentro da própria base.

 

DORINHA NO CENTRO DA SUCESSÃO

 

 

No mesmo evento, em Palmeirópolis, Wanderlei Barbosa deu outro passo decisivo e abraçou publicamente sua pré-candidata ao governo, Professora Dorinha Seabra, cravando-a como sua sucessora.

 

Ao afirmar que Dorinha reúne “todos os pré-requisitos” para governar o estado, o governador consolidou um nome e sinalizou ao grupo que o jogo sucessório tem comando e direção.

 

BLOCO DE OPOSIÇÃO E CINTHIA RIBEIRO

 

 

Enquanto isso, o bloco formado por PSDB e MDB se movimenta com método. Uma reunião, prevista para acontecer nesta segunda-feira, 20 de abril, entre Vicentinho Júnior, Amélio Cayres e Alexandre Guimarães deve redefinir os próximos passos da oposição.

 

No centro dessas articulações surge com força o nome da ex-prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro. Mesmo em repouso para tratamento de uma pneumonia, Cinthia segue ativa politicamente, mantendo conversas com lideranças e interlocução direta com a cúpula nacional do PSDB, especialmente com Aécio Neves.

 

Nos bastidores, a possibilidade de sua candidatura ao Senado ganha corpo. Caso se confirme, Cinthia entra na disputa com densidade política, visibilidade e capacidade de comunicação, podendo se consolidar como uma novidade competitiva na corrida pelas duas vagas.

 

 

O desenho que começa a se formar é Vicentinho Júnior como pré-candidato ao governo, Amélio Cayres como vice e Alexandre Guimarães compondo a disputa ao Senado ao lado de Cinthia Ribeiro, uma chapa que, se confirmada, reposiciona o bloco oposicionista com força real no cenário estadual.

 

A BASE QUE CONSTRANGE O GOVERNO

 

Se no campo eleitoral o governador mostra habilidade, no Legislativo o cenário preocupa. O episódio envolvendo a não apreciação de um projeto de R$ 56 milhões, recurso a fundo perdido, expôs uma fragilidade difícil de ignorar.

 

O projeto sequer avançou nas comissões, apesar do prazo. O governo precisou intervir diretamente para adiar a análise por 30 dias.

 

 

O mais grave, no entanto, foi o silêncio da base. Dos 15 deputados considerados governistas, muitos não compareceram, incluindo o líder do governo, Ivory de Lira. Nenhuma defesa pública consistente foi feita.

 

O episódio acendeu um alerta no Palácio Araguaia pois se há apoio formal, falta um alinhamento efetivo. Na prática, o governo se viu exposto e constrangido.

 

LEALDADE EM XEQUE

 

A avaliação nos bastidores é direta, afinal não basta integrar a base para usufruir dos bônus do poder; é preciso sustentá-lo nos momentos críticos.

 

O governador, que tem se dedicado à consolidação do grupo político, espera mais do que presença protocolar, espera lealdade, compromisso e ação. Porque, no ritmo atual, a pergunta que ecoa nos corredores do poder é o que acontecerá quando o calendário eleitoral apertar e as decisões exigirem posicionamento claro?

 

UM JOGO ABERTO

 

O Tocantins entra em um ciclo decisivo com múltiplos polos de força, candidaturas competitivas e um governo que tenta equilibrar liderança política com gestão de sua própria base.

 

A “salada mista” está posta. Mas, como mostram os últimos movimentos, nem todos os ingredientes convivem em harmonia e alguns já começaram a azedar.

 

No fim, como sempre, a política segue sendo o território onde gestos, silêncios e timing valem tanto quanto votos.

 

 

Posted On Segunda, 20 Abril 2026 05:25 Escrito por

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

O Observatório Político de O Paralelo 13 traz neste panorama a força do governo do Partido dos Trabalhadores, liderado pelo presidente Lula. O histórico eleitoral mostra que Lula nunca perdeu uma eleição no Tocantins, e nenhuma das candidaturas apoiadas por ele — como a da ex-presidente Dilma Rousseff e até mesmo a de Fernando Haddad, quando Lula esteve preso — deixou de vencer no estado.

 

Esse desempenho reforça a relevância da presença de Lula no cenário tocantinense. Caso haja um trabalho de marketing político articulado com os veículos de comunicação, destacando a importância do governo federal para as famílias de baixa renda — que compõem a base da pirâmide social e representam a maioria do eleitorado tocantinense — uma candidatura majoritária bem estruturada, com Lula no palanque e na propaganda eleitoral gratuita, pode mudar os rumos da sucessão estadual. Nesse contexto, surge a possibilidade de uma candidatura própria, como a da ex-senadora Kátia Abreu, ou o apoio a uma das atuais pré-candidaturas ao governo.

 

O JOGO ESTÁ EM ABERTO

 

Ainda faltam cerca de 80 dias para a realização das convenções partidárias, previstas para julho, que irão homologar as candidaturas ao governo, às duas vagas no Senado, às oito cadeiras na Câmara Federal e às 24 na Assembleia Legislativa. O tabuleiro eleitoral segue indefinido, sem decisões concretas.

 

QUAL SERÁ O PLANO DE KÁTIA ABREU PARA LULA NO TOCANTINS

 

 

A expectativa gira em torno da filiação da ex-senadora Kátia Abreu ao PT, com a missão dada e legitimada pelo presidente Lula de construir um palanque no estado para apoiar sua candidatura à reeleição. Há suspense sobre uma possível pré-candidatura de Kátia ao governo estadual, mas até agora ela não revelou suas aspirações.

 

Política experiente, conhecedora das entregas dos governos Lula e Dilma — como a nova ponte sobre o Rio Tocantins ligando ao estado do Maranhão, em Xambioá, construída em tempo recorde, milhares de moradias populares e outras obras espalhadas pelo estado — Kátia Abreu certamente já mapeou os cenários eleitorais e tem seu posicionamento definido, aguardando o momento certo para torná-lo público.

 

POTENCIAIS ELEITORES

 

O PT tocantinense, historicamente dividido em múltiplas alas internas, não conseguiu capitalizar o patrimônio eleitoral representado pelos beneficiários dos programas sociais. Nas últimas eleições majoritárias, sequer elegeu um deputado estadual.

 

Entretanto, se o partido conseguir se unir e trabalhar de forma coesa, poderá transformar esse potencial em votos. Afinal, a base da pirâmide social — classes C e D — é justamente o público-alvo dos programas sociais dos governos petistas.

 

Dados atualizados de abril de 2026 mostram a dimensão desse alcance:

 

  • Bolsa Família: 142.895 famílias beneficiadas, investimento de mais de R$ 99,1 milhões, benefício médio de R$ 694,45 e adicional para 80 mil crianças de zero a seis anos.
  • Auxílio Gás: 111.970 famílias atendidas, alcançando mais de 366,3 mil pessoas; em 94,3% dos lares, mulheres são responsáveis.
  • Tarifa Social de Energia Elétrica: 151.563 famílias beneficiadas, incluindo mais de 2,8 mil famílias indígenas.
  • Pé-de-Meia: 42,2 mil adolescentes recebem incentivo financeiro para estudos.
  • Farmácia Popular: 74 mil tocantinenses atendidos.
  • Minha Casa, Minha Vida: projeção de 12 mil famílias beneficiadas até 2027.
  • Mais Médicos: 268 profissionais atuando no estado até o final de 2025.

 

Esses números evidenciam que o patrimônio eleitoral do PT no Tocantins pertence ao “PT de Lula”, e não ao PT local, que ainda não conseguiu transformar essa vantagem em resultados concretos.

 

O desafio do PT tocantinense é superar suas divisões internas e aproveitar o potencial representado pelos milhares de beneficiários dos programas sociais. Se conseguir, poderá finalmente quebrar o jejum histórico e conquistar espaço nas eleições de outubro.

 

Ainda dá tempo de “arrumar a casa”...

 

Quem avisa, amigo é.

 

 

Posted On Segunda, 20 Abril 2026 05:21 Escrito por

Pacientes poderão passar por consultas regulares e demandas espontâneas até meia-noite

 

 

Por Aline Sêne

 

Os 11 ‘Postinhos Corujinhas’ passarão a funcionar a partir de quarta-feira, 22, das 7 horas até meia-noite. Esta iniciativa visa ampliar a cobertura assistencial da capital, operando sob dois modelos de atendimento simultâneos:

Moradores Cadastrados

 

Focado no cuidado contínuo, garante aos moradores da região, com cadastro no SUS, a realização de consultas agendadas e exames de rotina fora do horário comercial. É o espaço para o pré-natal das gestantes, o acompanhamento rigoroso de pacientes com diabetes e hipertensão, além de todos os serviços de rotina que garantem a saúde da família em horários flexíveis, principalmente para quem trabalha em horário comercial.

Demanda espontânea

 

As unidades Corujinhas funcionam como pontos de apoio para pacientes de qualquer região da cidade. O foco aqui é o atendimento ágil de casos de baixa complexidade (classificação azul e verde), como febre, dores súbitas ou sintomas gripais. Esse modelo oferece assistência imediata perto de casa e ajuda a reduzir a espera nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Que tipo de caso vai atender?

 

O atendimento é completo para situações do dia a dia: consultas de rotina, procedimentos como troca de sondas, cateteres, retirada de pontos e curativos, além do monitoramento de doenças crônicas e gestação. Para demandas espontâneas, as equipes estão prontas para tratar queixas leves como dores de cabeça, garganta ou ouvido, febre, diarreia, vômito, sintomas gripais e suspeita de dengue.

Estrutura de Apoio e Farmácia

 

Para garantir a resolutividade do atendimento, inicialmente quatro unidades estratégicas manterão o serviço de Assistência Farmacêutica ativo até a meia-noite. Isso permite que o paciente passe pela consulta e já realize a retirada imediata dos medicamentos prescritos, completando o ciclo do cuidado no mesmo local (confira as unidades na lista abaixo).

Capacitação

 

Os profissionais que irão atuar nos “Postinhos Corujinhas” passaram por capacitação interna intensiva. O treinamento focou no acolhimento preventivo da Atenção Primária, protocolos de classificação de risco e manejo de doenças crônicas, garantindo que o atendimento noturno tenha a mesma qualidade técnica e segurança do atendimento diurno.

Postinhos Corujinhas

 

◉ USF Arne 64 (508 Norte)

◉ USF Arno 44 (409 Norte) - Farmácia aberta

◉ USF Sarah Leylane da Silva Sousa (Arno 61 - 503 Norte)

◉ USF Deise de Fátima Araújo de Paula (Arse 13 - 108 Sul) - Farmácia aberta

◉ USF Francisco Júnior (Arso 41 - 403 Sul) - Farmácia aberta

◉ USF Satilo Alves de Sousa (Arso 111 - 1103 Sul)

◉ USF Héder de Oliveira Silva (Arse 131 - 1304 Sul)

◉ USF José Hermes Rodrigues Damaso (Setor Sul)

◉ USF Laurides Lima Milhomem (Jardim Aureny III)

◉ USF Jardim Taquari - Farmácia aberta

◉ USF Mariazinha Rodrigues da Silva (Buritirana)

 

 

Posted On Domingo, 19 Abril 2026 06:18 Escrito por

Por Edson Rodrigue s e Edivaldo Rodrigues

 

 

 

Todo líder precisa de atitude. Precisa de decisão. E, sobretudo, precisa entender o momento exato de agir. Foi isso que fez o governador Wanderlei Barbosa ao intervir diretamente junto ao BNDES para impedir que o Tocantins perdesse R$ 56 milhões em recursos não reembolsáveis do Fundo Amazônia.

 

Sem terceirizar o problema, sem empurrar para depois, o governador assumiu a condução da situação e garantiu a prorrogação do prazo, que venceria no dia 18 de abril e agora se estende até 18 de maio. Uma medida que, na prática, mantém viva a possibilidade de investimentos estratégicos para o Estado.

 

Não se trata apenas de números. Estamos falando de recursos que impactam diretamente o produtor rural, fortalecem a regularização ambiental e impulsionam o desenvolvimento sustentável, uma pauta cada vez mais central para o presente e o futuro do Tocantins.

 

Entendimento

 

 

O que está em jogo exige maturidade política.

 

Com a prorrogação garantida, a responsabilidade recai sobre a Assembleia Legislativa. Cabe ao Parlamento estadual apreciar e aprovar o Projeto de Lei nº 1/2026, etapa final para a formalização do contrato com o BNDES e, consequentemente, para a liberação dos recursos.

 

As comissões já sinalizam avanço na tramitação. O tempo, no entanto, é curto. E, neste caso, tempo é mais do que um detalhe: é a diferença entre garantir ou perder uma oportunidade real de investimento.

 

Amélio nunca se furtou às grandes responsabilidades. Sempre se mostrou disposto a atender os anseios da população tocantinense, especialmente nos momentos mais sensíveis da vida pública. Sua atuação vai além do protocolo institucional, é marcada por presença, articulação e compromisso com resultados concretos.

 

 

Exemplo claro disso foi sua condução na aprovação do aval da Assembleia para a operação que viabilizou recursos do BRB destinados à construção da ponte de Porto Nacional, uma obra, que enfrentava entraves e impactava diretamente o tráfego, a economia e o cotidiano da população. Sob sua liderança, o Parlamento deu a resposta necessária, destravando um projeto estratégico para o Estado.

 

Não é um caso isolado. Ao longo de sua trajetória na presidência, Amélio tem demonstrado equilíbrio, capacidade de diálogo e postura de estadista. Em momentos de crise, ajudou a manter a governabilidade; em momentos de decisão, garantiu que o interesse público prevalecesse.

 

Por isso, a expectativa é de que mais uma vez, caberá a ele conduzir esse processo com grandeza, reunindo os interesses da Assembleia, da sociedade e do Executivo para assegurar a aprovação da matéria dentro do prazo.

 

Responsabilidade compartilhada

 

 

A atitude do governador foi correta e merece registro. Evitou-se a perda de recursos importantes e ganhou-se tempo. Mas tempo, por si só, não resolve.

 

É preciso decisão.

 

O Legislativo tem agora a missão de corresponder à urgência que o momento exige. Não há espaço para disputas menores, atrasos ou cálculos políticos que coloquem em risco um investimento dessa magnitude.

 

O Tocantins não pode esperar.

 

Quando Executivo e Legislativo caminham na mesma direção, quem ganha é a população. E é exatamente isso que se espera nos próximos dias: agilidade na tramitação, responsabilidade na votação e compromisso com o desenvolvimento do Estado.

 

Porque, no fim das contas, não se trata apenas de uma vitória de governo.

 

É uma vitória que precisa e deve ser do Tocantins.

 

 

 

Posted On Sábado, 18 Abril 2026 00:14 Escrito por
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