Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
Chegamos aos últimos dias de mais uma cobertura eleitoral. Depois de meses acompanhando articulações, convenções, alianças, pesquisas, entrevistas, caminhadas, reuniões, debates e os movimentos das candidaturas, a família O Paralelo 13, encerra mais uma etapa de sua cobertura jornalística das eleições de 2026.
Não foi uma eleição qualquer para nós.
São quase 40 anos de história de O Paralelo 13, acompanhando o Tocantins, sua gente e suas transformações políticas. Nesse período, vimos nascer e desaparecer grupos políticos, acompanhamos vitórias improváveis, derrotas inesperadas, viradas eleitorais e mudanças profundas no comportamento do eleitor.
E talvez seja exatamente por carregar essa memória que uma característica das eleições de 2026 nos chama tanto a atenção: há muito tempo não víamos um eleitorado tão silencioso diante de uma sucessão estadual.
UMA ELEIÇÃO DIFERENTE

Houve campanha. Houve militância nas ruas, programas eleitorais no rádio e na televisão, redes sociais movimentadas, agendas nos 139 municípios, grandes reuniões, estruturas partidárias, pesquisas e muita disputa política.
Mas, fora das bolhas eleitorais, existe um silêncio que merece ser observado.
O eleitor parece mais reservado. Participa menos das discussões públicas, evita revelar escolhas e, em muitos casos, acompanha a eleição sem demonstrar entusiasmo por qualquer candidatura. Isso não significa desinteresse absoluto e muito menos permite antecipar o comportamento das urnas, apenas que existe uma parcela importante da sociedade que está falando pouco e poderá falar somente diante da urna.
Para um jornal que acompanha eleições no Tocantins há quase quatro décadas, esse comportamento merece registro. Por isso, O Paralelo 13 não descarta surpresas no próximo domingo, 4 de outubro.
AS URNAS PODEM TRAZER SURPRESAS

Durante toda a campanha, diferentes institutos apresentaram suas fotografias da corrida eleitoral. Pesquisas nacionais e locais mostraram cenários para o Governo, Senado e demais disputas. Pesquisa eleitoral é instrumento importante para compreender tendências, desde que observados metodologia, período de campo, amostra, margem de erro, nível de confiança e registro na Justiça Eleitoral. Mas nenhuma pesquisa substitui a urna.
E chegou o momento em que as pesquisas também passarão por seu maior teste.
Quando as urnas forem abertas, será possível comparar os levantamentos realizados na reta final com aquilo que efetivamente aconteceu. Será possível observar quais pesquisas se aproximaram do resultado e quais encontraram dificuldades para captar o comportamento do eleitorado.
Sem maquiagem, torcida ou interpretação conveniente. Pesquisa é fotografia. Urna é resultado!
O SILÊNCIO DO ELEITOR

Há outro aspecto que merece atenção.
Ao longo desta campanha, O Paralelo 13 insistiu diversas vezes na necessidade de olhar para além das estruturas políticas. Prefeitos, vereadores, deputados, lideranças partidárias e cabos eleitorais possuem influência e capacidade de mobilização, mas nenhum deles é proprietário do voto.
A urna eletrônica possui uma característica simples e poderosa, afinal diante dela, o eleitor está sozinho. É naquele momento que desaparecem palanque, prefeito, candidato, marqueteiro, grupo de WhatsApp, pesquisa e pressão política. Restam o eleitor, sua consciência e suas escolhas.
É justamente por isso que o silêncio observado durante esta campanha não pode ser confundido com ausência de opinião. Pode haver eleitor que simplesmente decidiu não revelar seu voto e também aquele que ainda esteja escolhendo. E pode haver quem mude de posição nos últimos dias. Somente as urnas mostrarão o tamanho de cada grupo.
EDITORIAL

Ao longo deste processo, O Paralelo 13 procurou exercer sua cobertura com independência editorial, respeito à legislação eleitoral, à Justiça Eleitoral, aos candidatos e, principalmente, aos leitores.
Temos amizades construídas ao longo de décadas. Conhecemos candidatos, dirigentes partidários e lideranças dos mais diferentes grupos. Isso é natural para quem acompanha a vida pública tocantinense há tanto tempo. Mas amizade pessoal não pode substituir compromisso jornalístico.
Publicamos análises, entrevistas e opiniões. Registramos movimentos do governo e da oposição. Abrimos espaço para diferentes candidaturas e procuramos separar relações pessoais da responsabilidade de informar.
Acertamos e certamente também erramos. Jornalismo é feito diariamente e também precisa estar aberto à crítica. O compromisso que permanece é o de olhar os fatos, ouvir os diferentes lados e respeitar a inteligência de quem está do outro lado da tela.
AGRADECIMENTOS
Por isso, neste momento, antes mesmo de conhecermos o resultado das urnas, queremos agradecer. Aos parceiros e colaboradores que participaram desta caminhada, às fontes que atenderam nossas ligações. Aos candidatos que concederam entrevistas e apresentaram suas posições. Aos profissionais que contribuíram para nossa cobertura. Mas, principalmente, aos milhares de leitores e leitoras que acessaram O Paralelo 13 durante todo esse período.
Cada leitura, compartilhamento, crítica, mensagem e manifestação demonstra que existe uma relação construída ao longo de quase quatro décadas. Um jornal não existe apenas porque publica. Existe porque alguém lê. E chegar a mais uma eleição com essa relação preservada é parte importante da história que construímos.
A eleição de domingo vai encerrar algumas disputas e abrir uma nova etapa em outras. O Paralelo 13 continuará acompanhando a campanha com a mesma disposição, observando movimentos, alianças, discursos, propostas e, principalmente, o comportamento da sociedade.
Segundo turno é outra eleição.
As alianças podem mudar. Os apoios podem ser reorganizados. O tempo de exposição das candidaturas muda. O eleitor passa a comparar apenas duas alternativas, e uma nova dinâmica começa. Se esse for o caminho indicado pelas urnas, estaremos novamente presentes.
Por isso não faremos vencedores antecipados. Não transformaremos pesquisa em urna. Também não desprezaremos o silêncio de quem passou esta campanha longe dos palanques e das discussões políticas. O eleitor tocantinense observou, ouviu e avaliou à sua maneira. Agora chegou a hora de falar por meio do voto.
É hora de ouvir as urnas.
Aos candidatos e candidatas, desejamos uma eleição democrática e respeitosa. Aos nossos parceiros e colaboradores, o nosso agradecimento. E aos leitores e leitoras que fizeram conosco mais esta caminhada, o nosso muito obrigado.
No domingo, a palavra será do eleitor.
E, depois dela, continuaremos aqui.
Até as urnas.
Da Assessoria
A candidatura de Edy Cesar a deputado estadual pelo Tocantins recebeu o apoio de nomes ligados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, declararam apoio ao petista na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Tocantins.
Edy Cesar concorre pelo Partido dos Trabalhadores e busca ampliar a representação da legenda no Legislativo estadual. O candidato tem sua trajetória ligada à gestão pública e à atuação institucional no Tocantins.
O apoio do primeiro escalão do governo federal reforça a articulação política construída por Edy Cesar durante sua trajetória. Antes de entrar na disputa eleitoral, ele ocupou a Superintendência do Patrimônio da União no Tocantins e participou de agendas envolvendo órgãos federais e o Governo do Estado.
A aproximação com representantes do governo Lula também coloca Edy Cesar em contato direto com setores responsáveis pela execução de políticas públicas federais. A ministra Esther Dweck permanece à frente do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Paulo Teixeira deixou o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar em 2026 e reassumiu o mandato de deputado federal por São Paulo.
Com a campanha em andamento, Edy Cesar busca transformar essa articulação política em apoio à sua candidatura à Assembleia Legislativa. O petista é um dos mais cotados para assumir das vagas de deputado estadual pelo Tocantins em 2027.
Senador participou de caminhada em Paraíso e de comícios na região sul de Palmas nesta quarta-feira (30)
Da Assessoria
O senador Eduardo Gomes (PL-TO) cumpriu agenda de campanha nesta quarta-feira (30) em Paraíso do Tocantins e Palmas. Em Paraíso, participou de caminhada pelas ruas centrais ao lado de Wanderlei Barbosa, Professora Dorinha, Carlos Gaguim, Celso Morais, Bira e lideranças da região do Vale do Araguaia.
À noite, em Palmas, Eduardo participou dos comícios de encerramento das campanhas de Léo Barbosa e Marcos Júnior. As duas mobilizações foram realizadas na região sul da capital e integraram a agenda da coligação União pelo Tocantins nesta reta final antes da eleição.

“Tenho uma relação de muito carinho e trabalho com Paraíso. Caminhar por uma rua revitalizada com recursos que ajudamos a viabilizar mostra o resultado dessa parceria. Quero continuar trabalhando por Paraíso, por Palmas e por todos os municípios do Tocantins. Chegamos à reta final com gratidão e com disposição para seguir trabalhando pelo nosso estado”, afirmou Eduardo Gomes.
Durante os compromissos, Eduardo também destacou a parceria política com Wanderlei Barbosa e os candidatos da coligação União pelo Tocantins. Em Palmas, ressaltou a atitude do governador que abriu mão de se candidatar ao Senado para permanecer até o fim de sua gestão e reafirmou seu apoio à Professora Dorinha, Carlos Gaguim e Flávio Bolsonaro.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
A corrida sucessória para as duas vagas ao Senado no Tocantins tem um cenário já praticamente definido em relação ao senador Eduardo Gomes, candidato à reeleição, que lidera todas as pesquisas de intenção de votos. Mas, a poucos dias das eleições, um novo fenômeno surge para a segunda vaga em disputa: o nome do deputado federal Pastor Eli Borges.
CRESCIMENTO NA RETA FINAL
Há três dias das eleições estaduais, Eli Borges aparece com um crescimento expressivo. Sua candidatura ganha força especialmente pelo perfil religioso e conservador, em um estado onde, segundo o IBGE, há centenas de milhares de evangélicos. Além disso, quase 50% dos eleitores tocantinenses se identificam como de direita ou centro, o que reforça a sintonia de sua candidatura com esse público.
FOCO NO SEGUNDO VOTO
Pastor Eli Borges tem direcionado sua campanha para conquistar o chamado “segundo voto” ao Senado. Em seus pronunciamentos, evita ataques a adversários e concentra sua mensagem em valores como fé em Deus, defesa da família e amor à pátria. Essa postura tem atraído indecisos e eleitores de perfil conservador, ampliando sua base de apoio.
TRAJETÓRIA POLÍTICA SÓLIDA

Eli Borges faz questão de destacar que seu passado é seu maior avalista. Com mais de 30 anos de vida pública, já foi vereador em Palmas, deputado estadual por vários mandatos e atualmente exerce o cargo de deputado federal. Todas as suas prestações de contas foram aprovadas e nunca respondeu a processos por atos não republicanos, o que reforça sua imagem de integridade e responsabilidade.
MOBILIZAÇÃO E ALIANÇAS
Na atual campanha, Eli Borges tem ampliado sua presença em todas as regiões do Tocantins, fortalecendo alianças políticas e recebendo apoio de lideranças importantes, como o governador Wanderlei Barbosa. Além disso, lançou o movimento “100% Voluntário”, que mobiliza apoiadores em torno de sua candidatura, demonstrando capilaridade e engajamento popular.
PROPOSTAS E BANDEIRAS

Entre os principais pontos defendidos por Eli Borges estão saúde, segurança, geração de emprego e renda, fortalecimento da agricultura e defesa da juventude. Sua atuação parlamentar também é marcada pela defesa da família e da liberdade religiosa, bandeiras que têm grande ressonância no eleitorado tocantinense.
Na reta final das eleições de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) vem atuando de forma rigorosa contra irregularidades em pesquisas de intenção de voto. Em decisão recente, o juiz auxiliar Roniclay Alves de Morais determinou a suspensão imediata da divulgação da pesquisa registrada sob o nº TO-04880/2026 pela empresa Exata.GO Pesquisa Ltda, sob pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
Pouco antes, outra decisão também suspendeu a divulgação da pesquisa registrada pelo instituto Quaest, igualmente por inconsistências metodológicas e financeiras. A Justiça Eleitoral do Tocantins apontou falhas graves na pesquisa: ausência de informações completas sobre o perfil sociodemográfico dos entrevistados, omissão de dados geográficos em 26 dos 134 setores censitários e impossibilidade de auditoria por partidos e Ministério Público. Segundo a decisão, esses problemas poderiam induzir o eleitor a erro, especialmente na reta final da campanha, quando pesquisas têm forte poder de influência sobre o chamado “voto útil”. A suspensão foi imediata e acompanhada da fixação de multa de R$ 20 mil em caso de descumprimento.
DECISÃO SUSPENDE DIVULGAÇÃO
Segundo a representação movida pela coligação União pelo Tocantins, o levantamento apresentava graves falhas financeiras e metodológicas. Entre os pontos destacados estão: a ausência de capacidade financeira da empresa para custear pesquisas autofinanciadas, já que seu Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE) de 2025 indicava receita líquida zerada; o uso de dados defasados do Censo 2010, apesar da disponibilidade dos microdados do Censo 2022; incoerência na coleta de informações sobre renda, que confundia renda individual com renda domiciliar; e a inexequibilidade do sistema de fiscalização, pois o questionário não previa campo para registro de telefone dos entrevistados, inviabilizando a checagem posterior.
MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL IMPLACÁVEL

A atuação firme do Ministério Público Eleitoral e das autoridades judiciais tem resultado em diversas suspensões e multas aplicadas contra empresas de pesquisa — algumas nacionais e outras locais — que tiveram seus levantamentos anulados por inconsistências graves.
DIVERGÊNCIAS ESCANDALOSAS

O Observatório Político de O Paralelo 13 ressalta que os números divulgados recentemente por diferentes institutos apresentaram discrepâncias escandalosas: enquanto alguns apontavam mais de 61% de indecisos para o Senado e 45% para o Governo, outros indicavam apenas 3% de indecisos no mesmo período. Para os comunicadores, tais divergências configuram uma tentativa de manipulação da opinião pública e de sabotagem ao processo eleitoral.
O magistrado destacou que a divulgação de pesquisas com tais inconsistências poderia induzir o eleitorado em erro e desequilibrar o processo democrático, especialmente às vésperas do primeiro turno.
FALHAS COMPROMETEM CREDIBILIDADE
Nos últimos 19 dias, mais de 25 pesquisas de intenção de voto foram registradas por diferentes institutos nacionais e locais. Parte delas foi suspensa ou multada pela Justiça Eleitoral por falhas graves. Esse excesso de levantamentos, muitos com resultados divergentes, tem gerado confusão no eleitorado.
MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL IMPLACÁVEL
A atuação firme do Ministério Público Eleitoral e das autoridades judiciais tem resultado em diversas suspensões e multas aplicadas contra empresas de pesquisa — algumas nacionais e outras locais — que tiveram seus levantamentos anulados por inconsistências graves.
DEFESA DA DEMOCRACIA: ESPERAR O RESULTADO DAS URNAS

Diante desse cenário, o Observatório Político de O Paralelo13, em respeito à sua trajetória jornalística, aos leitores, colaboradores e ao povo tocantinense, comunica que não publicará resultados de nenhum instituto de pesquisa neste final de campanha. A decisão foi tomada após sucessivas suspensões e multas aplicadas contra empresas de pesquisa, que tiveram seus levantamentos anulados por inconsistências graves.
Eu, Edson Rodrigues e meus irmão, Edivaldo Rodrigues e Edmar Rodrigues, decidimos aguardar os resultados oficiais das urnas no próximo domingo, 4 de outubro, para realizar análises consistentes e respeitar a soberania da vontade popular.
Até lá, nenhuma pesquisa terá fé pública junto ao eleitorado tocantinense, que será o verdadeiro juiz da democracia nas urnas.