Secretaria lançou o edital de seleção e garantiu o transporte de artesãos e peças
Por Seleucia Fontes
Mais uma vez, o Tocantins é destaque em participação na 15ª edição do Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras. O evento, realizado entre 4 e 8 de maio, no Pátio Brasil, em Brasília, gerou a comercialização de quase 4 mil peças e um montante de R$ 121.530,00 aos participantes, que foram selecionados por meio de chamada pública lançada pela Secretaria de Cultura e Turismo do Estado.
O Tocantins é uma referência em artesanato e um dos estados a apoiarem diretamente os artesãos na participação dos eventos realizados Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), oferecendo transporte para os participantes e seus produtos. O grupo retorna a Palmas e demais municípios nesta segunda, 9.
“É muito gratificante poder colaborar com a geração de emprego e renda dos artesãos que representam nossa força criativa e cultural”, ressalta o secretário de Cultura e Turismo, Hercy Filho, que visitou o estande no primeiro dia da feira e confirmou a presença do Estado nos próximos eventos, agendados para julho, em Olinda (PE) e setembro, em Fortaleza (CE).
O 15º Salão do Artesanato contou com representantes de 11 municípios. Na categoria entidade representativa, participaram o Centro Cultural Kájre, etnia Krahô (Goiatins), a Associação Dourada (Novo Jardim), a Associação Dianopolina de Artesãos (Dianópolis), a Associação Comunitária dos Artesãos e Pequenos Produtores de Mateiros, a Associação Arte no Fruto (Ananás), e a Casa de Cultura Karajá (Formoso do Araguaia/Ilha do Bananal). Representaram individualmente o artesanato do Tocantins, Vanessa Tkidi Calixto Xerente (Tocantínia), Marcio Belo dos Santos (Porto Nacional), Elisângela Ribeiro Amâncio (Xambioá), Adelsimon Paz de Oliveira (Babaçulândia) e Josias de Souza Menezes (Gurupi).
União repassará R$ 3 bilhões por ano a estados e municípios
Por Marcelo Brandão
O Senado aprovou hoje (23) o projeto de lei que institui a política nacional de fomento ao setor cultural, com duração de cinco anos. Batizada de Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, o Projeto de Lei 1518/2021 0prevê repasses anuais de R$ 3 bilhões da União a estados e municípios para ações no setor. O texto segue para sanção presidencial.
A política é voltada para trabalhadores da cultura, entidades e pessoas físicas e jurídicas que atuem na produção, difusão, promoção, preservação e aquisição de bens, produtos ou serviços artísticos e culturais, incluindo o patrimônio cultural material e imaterial. Ao todo, 17 grupos de atividades culturais poderão ser contemplados.
Estados e municípios devem aplicar 80% dos recursos recebidos em ações de apoio ao setor cultural por meio de editais, chamadas públicas, prêmios e compras de bens e serviços culturais, além de subsídio para manutenção de espaços artísticos e ambientes culturais que desenvolvam atividades regulares e de forma permanente em seus territórios e comunidades.
O restante 20% do dinheiro deve ser repassado diretamente em ações de incentivo a programas, projetos e ações de democratização do acesso à produção artística e cultural em áreas periféricas urbanas e rurais, bem como povos e comunidades tradicionais.
Para receber a verba, os entes federativos devem comprovar que já investem em cultura com recursos próprios um valor não inferior à média dos valores consignados nos últimos três exercícios.
O projeto de lei foi inspirado na Lei Aldir Blanc, criada e aprovada pelo Congresso para prestar assistência emergencial ao setor cultural durante a pandemia da covid-19. No período, atores, músicos, artistas plásticos e produtores culturais não puderam promover ou participar de eventos. A Política Nacional Aldir Blanc veio dessa ideia, mas conferindo estabilidade e um prazo mais longo, de cinco anos, de estímulo financeiro ao fomento da arte no país.
Aldir Blanc
Aldir Blanc foi um escritor e compositor brasileiro que morreu de covid-19 em maio de 2020. Na década de 1960, ele participou de diversos festivais da canção, compondo músicas interpretadas por Clara Nunes, Taiguara e Maria Creuza.
Mas foi na década de 1970 que ele compôs o seu maior sucesso. Com a parceria de João Bosco e na voz de Elis Regina, o mundo conheceu O bêbado e a equilibrista. Em 1978, publicou as crônicas Rua dos Artistas e arredores. Em 1981, Porta de tinturaria (1981). As duas obras foram reunidas, posteriormente, em 2006, na edição Rua dos Artistas e transversais, que ainda trouxe 14 crônicas escritas para a revista Bundas e para o Jornal do Brasil.
Serão distribuídos 46 prêmios em dinheiro para mestres, grupos e aprendizes da cultura tradicional e popular do Tocantins
Por Seleucia Fontes
Estão abertas as inscrições para o Edital Dona Miúda – Mestres, Mestras, Griôs e Grupos da Cultura Tradicional e Popular do Tocantins. A realização é do Governo do Estado/Secretaria de Cultura e Turismo (Sectur), por meio do Instituto Cidadania Amazônia, selecionado por meio de chamamento público. Serão selecionados e premiados 27 mestres, mestras e griôs, cada um recebendo R$ 10 mil; 15 grupos de cultura popular e tradicional, que reconhecidos com o valor de R$ 20 mil, e ainda quatro mestres e griôs aprendizes, que receberão R$ 5.250,00 cada.
O projeto previamente aprovado pelo Conselho de Política Cultural do Estado (CPC-TO) conta com recursos do Fundo Estadual de Cultura e tem o objetivo de fomentar o reconhecimento e a valorização dos detentores dos conhecimentos e expressões culturais populares e tradicionais que, por seus saberes e pelas suas formas de expressão, preservam a história e a memória dos tocantinenses.
O prazo para envio das propostas é de 16 de fevereiro a 16 de março. O edital completo, com a documentação exigida e demais informações está disponível no endereço eletrônico http://institutocidadaniaamazonia.online/ Dúvidas e pedidos de informações devem ser enviados ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
“É uma grande satisfação poder aplicar recursos do Fundo de Cultura em um projeto tão importante para a preservação das tradições tocantinenses”, comemora o secretário de Cultura e Turismo, Hercy Filho.
Valorização
Podem se inscrever na categoria mestres, mestras e griôs, pessoas com notório conhecimento, longa permanência na atividade, que exerça a transmissão de saberes, celebrações e/ou formas de expressões, fundadas na tradição e vivências, que se reconheça e/ou seja reconhecida pela comunidade, grupo ou coletivo a que pertencem.
Para a categoria grupos, poderão se inscrever agrupamentos de pessoas com pelo menos 10 anos de permanência na atividade e que cultivam as mais diversas práticas, produções e expressões da cultura popular e tradicional, devidamente reconhecidos pela comunidade a que pertencem.
Para a categoria mestres e griôs em formação/aprendiz, serão aceitas pessoas que desde jovens possuem uma identificação afetiva e cultural com um/uma griô, mestre ou mestra e que desenvolvam diálogo entre os saberes, fazeres e práticas pedagógicas de tradição.
Shimon Hayut, que fingia ser filho de um magnata dos diamantes, afirma que dará a própria versão da história
Por Agência O Globo
No início, tudo eram flores. Após o "match" no Tinder, o homem convida a mulher para um jantar num hotel de luxo. Ele diz que é filho de um magnata dos diamantes em Israel e lamenta quando descobre que precisará fazer uma inesperada viagem a negócios. Na cena seguinte, os pombinhos dividem um jatinho. E o conto de fadas termina alguns meses depois, sem final feliz.
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Israelense que deixou seu país de origem em 2011, após ser indiciado por fraude, Shimon Hayut, de 31 anos, é investigado por um complexo esquema criminoso praticado por meio do mais famoso aplicativo de encontros amorosos. Fingindo-se passar por Simon Leviev, herdeiro do magnata Lev Leviev, o rapaz seduzia mulheres e depois afirmava correr perigo. Revelava, então, que estava sendo perseguido por rivais no negócio e pedia para usar o cartão de crédito das moças, por um período curto. Assim, roubou mais de US$ 10 milhões.
A história está contada no documentário "O golpista do Tinder", lançado pela Netflix na última semana. Desde a repercussão do caso, revelado por reportagem de um jornal norueguês, o homem foi banido do aplicativo de namoro. "Realizamos investigações internas e podemos confirmar que Simon Leviev não está mais ativo no Tinder sob nenhum de seus pseudônimos conhecidos", ressaltaram representantes do Tinder, na última sexta-feira.
Três vítimas do vigarista ressaltaram que foram ludibriadas pela jeitão afetuoso do homem, que dizia querer formar uma família com cada uma delas. As mulheres, que acreditavam viver um conto de fadas, perderam entre US$ 30 mil e US$ 250 mil após realizarem transferências para Hayut. Todas recorreram a empréstimos e estouraram os limites de seus cartões de crédito para ajudar o criminoso, que se dizia apaixonado por elas.
Criminoso dará a própria versão da história
O homem, que foi preso entre 2015 e 2017 na Finlândia — por aplicar golpes financeiros em três mulheres —, está hoje longe das grades. Em 2019, após ser detido com um passaporte falso na Grécia, o criminoso foi condenado a 15 meses de prisão em Israel, seu país de origem. Ele cumpriu apenas cinco meses da pena devido ao "bom comportamento" e a uma política que visava diminuir a lotação nos presídios em tempos de Covid-19.
Shimon Hayut, aliás, mantém ativo um perfil no Instagram. Na manhã desta segunda-feira, o israelense publicou, por meio do Stories, uma mensagem em que avisava que dará a própria versão da história na próxima sexta-feira (11). "Se eu fosse uma fraude, por que eu iria aparecer na Netflix? Quero dizer, eles deveriam ter me prendido quando ainda estavam filmando. É hora de as senhoras começarem a dizer a verdade", ele escreveu.
Pouco depois da publicação, também na manhã desta segunda-feira, o israelense fechou seu perfil no Instagram. A conta exibia fotos do criminoso em viagens, restaurantes, hotéis, carros e aviões de luxo.
À revista Variety, a Netflix revelou que pretende transformar o documentário num longa-metragem. O assunto ainda está sendo negociado com produtores.
'Ele era magnético'
Cecilie Fjellhøy, uma das vítimas do vigarista, conta que jamais imaginou que o homem não era quem dizia ser. "Ele era simplesmente magnético. Parecia superinteligente e ambicioso, e todos que eu conhecia o apoiavam", afirmou ela, em entrevista à revista britânica "Stylist".
"Ele mandava lindos buquês para o meu apartamento e me mandava mensagens todas as manhãs", acrescentou a mulher. "E eu sou uma otária que curte romances antiquados, então, de certa forma, era a vítima perfeita. Ele sabia como me enrolar", afirmou.
As coisas mudaram para Cecilie depois que Hayut alegou que havia tido problemas com profissionais da indústria de diamantes, convencendo-a a permitir que ele usasse seus cartões de crédito. Na ocasião, Cecilie se desesperou ao receber imagens do guarda-costas do namorado com a cabeça sangrando, como se tivesse sido vítima de ameaças violentas.
Vítima segue no Tinder
O caso ganhou novo rumo depois que Ayleen Koeleman, uma das namoradas do criminoso, leu, por acaso, uma reportagem com denúncias contra o israelense. À época, em 2019, a mulher informou para a polícia que o rapaz estava viajando para a Grécia.
Hoje, Ayleen, Cecilie Fjellhøy e Pernilla Sjoholm, as três vítimas que aparecem no documentário "O golpista do Tinder", ainda pagam as dívidas que contraíram enquanto se relacionaram com Hayut. No último domingo (6), o trio lançou uma vaquinha, na internet, para tentar arrecadar 600 mil libras, o equivalente a mais de R$ 4 milhões.
Cecilie, aliás, criou uma organização sem fins lucrativos em prol da conscientização sobre fraudes na internet. A ONG pretende "criar mudanças na legislação e ajudar as vítimas a obter ajuda adequada, tanto mental quanto juridicamente".
"Desnudar-se para um público tão grande é assustador. Então, ver a manifestação de apoio de tanta gente é simplesmente incrível", escreveu Cecilie, em post no Instagram. "Essas lágrimas não são de fraqueza, e podem ser curativas e poderosas. Estou grata por, finalmente, ser vista como um ser humano", afirmou ela.
De acordo com o documentário da Netflix, Cecilie está solteira e voltou, recentemente, ao Tinder, onde ainda tenta buscar... um amor verdadeiro.
O evento contou também com o lançamento do livro ‘Novas Caravelas e Outros Mares’, de Gislene Camargos e Vanda Maria
Com Assessoria
Com o lançamento de livro e debate sobre os desafios dos escritores iniciantes, a literatura esteve mais uma vez em foco, na 3ª Roda Literária. Realizado na sexta-feira, 26, o evento foi promovido pela Fundação Cultural de Palmas, por meio da Biblioteca Jornalista Jaime Câmara, e contou com a presença de autores novos e veteranos, declamação de poesias e noite de autógrafos do livro ‘Novas Caravelas e Outros Mares’.
Com o primeiro livro lançado recentemente, a jornalista Lauane dos Santos, escritora do livro-reportagem ‘Banca Exposta: a vida e o trabalho dos feirantes de Palmas’, com projeto de publicação contemplado pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), falou sobre sua experiência em lançar um livro por meio de um edital público.
"Quando inscrevi o projeto de publicação do meu livro para o Promic, eu tinha quase certeza que não passaria. Mas no final tive a surpresa de ter sido contemplada. Tudo que experienciei no último ano executando o projeto, me fez ver a importância de editais de fomento que propiciam oportunidades que, de outra forma, nunca teríamos acesso. Isto empodera escritores e artistas como eu a iniciarem a carreira e verem o próprio potencial, além de divulgar amplamente bons trabalhos que fortalecem a cultura local”, afirmou Lauane.
A escritora concluiu incentivando os demais escritores a se lançarem nesse universo. “Se você tem algum projeto em mente, mas tem medo de tentar, se é um escritor iniciante como eu e acha que nunca conseguiria, só tente, pois pode mudar a sua vida como mudou a minha."
O evento contou também com apresentação musical da cantora Lívia Tâmara e da pianista Aline Martins.
‘Novas caravelas e outros mares’
O livro ‘Novas caravelas e outros mares’ é uma coletânea de poemas, que nasceu a partir do encontro virtual (feito de palavras) da escritora portuguesa Vanda Maria de Sousa e da escritora brasileira Gislene Camargos. Foi escrito a quatro mãos, tendo como mediação as mídias virtuais, especialmente o Facebook. É o encontro poético entre uma poetisa portuguesa e uma brasileira, um diálogo entre duas mulheres contemporâneas, faz parte de um projeto maior, cujo objetivo principal é aproximar as pessoas, por intermédio da literatura, tendo como suporte não só o livro impresso, como também as ferramentas virtuais, multimídias.
“É muito bom partilhar esse momento em uma roda literária com a participação de escritores que já publicaram e com outros que ainda vão publicar é uma experiência ímpar, é inspirador. Demonstrar as possibilidades desse mundo cibernético, onde é possível a interação e criação a distância. Para nós, eu e a Vanda, é muito importante”, afirmou a escritora Gislene Camargos.
Vanda Maria
Doutora em Estudos de Cultura, mestra em Indústrias Culturais, pós-graduada em Ciências da Informação e Comunicação e licenciada em Filosofia, atualmente Professora de Guionismo e narrativas digitais, bem como em Storytelling, na Escola Superior de Comunicação de Lisboa - Instituto Politécnico de Lisboa, é investigadora integrada no CISC - NOVA - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; tem como áreas de estudo as narrativas digitais e transmedia, a par das Humanidades Digitais e Estudos de Cinema. Foi distinguida com o prêmio para melhor adaptação a cinema curta-metragem, estreou uma peça infantil em Lisboa Capital da Cultura e, por 20 anos, trabalhou como roteirista para televisão, cinema e teatro.
Gislene Camargos
Gislene Camargos é professora e escritora. Doutora e mestra em Ensino de Língua e Literatura pela Universidade Federal do Tocantins (UFT); especialista em Docência do Ensino Superior (Proeja) e Gestão Escolar pela UFT; graduada em Letras pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Integrante do grupo de pesquisa Grupo de Estudos do Sentido do Tocantins (Gesto). Já atuou como gestora escolar, professora nas redes municipal e estadual de educação e em universidades públicas e privadas. Também trabalhou na Biblioteca Indústria do Conhecimento.
É autora dos livros ‘Rosas e Jabuticabas’, ‘Amor em quarentena’, ‘Dançando com a Menô’, ‘A menina que engolia sementes’, ‘Fruta temporã’ ‘e ‘Batom no dente’. Como escritora e produtora cultural, desenvolve também os projetos ‘Rosas e jabuticabas por aí...’ e ‘Esparramando amor, livros e poesia por aí...’
Atualmente, trabalha na Fundação Cultural de Palmas, especificamente, na Biblioteca Municipal Jornalista Jaime Câmara, na Assessoria de Projetos de Leitura e Artes.