Por Edson Rodrigues 

 

 

 

Há uma mudança silenciosa acontecendo na política brasileira. Ela não está apenas nos palanques, nas redes sociais ou nas pesquisas. Está no comportamento do eleitor.

 

As eleições de 2026 não serão vencidas apenas por quem aparece mais ou fala melhor. A vantagem estará com quem conseguir entender, antes dos outros, o que o eleitor sente, teme, rejeita e deseja.

 

A política entrou em uma nova fase. Durante muito tempo, bastava ter estrutura, alianças e presença. Depois veio a era da imagem, dominada pela televisão e pelo marketing. Em seguida, as redes sociais transformaram curtidas, seguidores e viralização em sinais de força política.

 

 

Agora, a próxima eleição exigirá algo mais sofisticado: inteligência estratégica aplicada.

 

Não basta postar mais, impulsionar conteúdo ou repetir frases de efeito. Barulho não é voto. Alcance não é confiança. Viralização não garante mandato.

 

O eleitor atual está mais desconfiado, emocionalmente instável e menos fiel. Ele reage rapidamente a incoerências, rejeita arrogância e percebe quando está sendo tratado apenas como massa de manobra.

 

Nesse cenário, inteligência artificial, análise de dados e leitura de comportamento deixam de ser acessórios e passam a ocupar o centro das campanhas.

 

A inteligência artificial já ajuda campanhas a produzir conteúdo, testar narrativas e adaptar discursos. Mas a verdadeira mudança está na capacidade de prever tendências, identificar sinais de rejeição e interpretar mudanças de humor social antes que elas se transformem em crise.

 

Quem espera a crise aparecer para reagir já está atrasado.

 

O novo profissionalismo político exige leitura constante do ambiente. Muitas vezes, o eleitor não abandona um político de forma explícita. Ele apenas silencia, deixa de defender, muda o tom ou começa a repetir pequenas críticas. Para campanhas despreparadas isso parece ruído. Para a inteligência política, é sinal.

 

A política sempre foi movida por emoção. Medo, esperança, raiva, orgulho e sensação de abandono continuam definindo votos. A diferença é que agora esses sentimentos podem ser mapeados e transformados em estratégia.

 

Os mandatos também precisarão entender isso. A disputa eleitoral começa no dia seguinte à posse. Quem não escuta, não mede e não interpreta o sentimento da população acaba preso dentro da própria bolha.

 

O eleitor acompanha sinais: coerência, postura, entrega, proximidade e capacidade de resolver problemas. Quando esses sinais se quebram, a imagem pública começa a rachar.

 

As campanhas mais fortes serão aquelas capazes de agir antes da emergência, interpretar sentimentos e proteger reputações antes que elas desmoronem.

 

A inteligência política não substitui a rua, a liderança ou o contato humano. Ela dá direção. Mostra onde falar, como falar e quando mudar a rota.

 

O político que despreza dados corre o risco de falar apenas para os próprios aliados. O que despreza emoção perde conexão. E o que despreza estratégia pode ter estrutura, mas não terá vitória.

 

2026 será um teste duro para quem ainda opera no improviso.

 

Não bastará parecer moderno usando palavras como algoritmo, IA ou engajamento. O eleitor será conquistado por quem compreender sua dor, sua linguagem e sua percepção sobre o futuro.

 

A tecnologia sozinha não ganha eleição. Mas a ausência dela, combinada com vaidade e improviso, pode antecipar derrotas.

 

As próximas eleições serão uma disputa de leitura. Quem entender melhor o sentimento coletivo terá vantagem. Quem souber unir tecnologia, sensibilidade e presença política chegará mais forte.

 

A política brasileira está entrando na era da previsibilidade estratégica.

 

E, nesse novo tempo, vencerá menos quem grita mais.

 

Vencerá quem entende antes.

 

 

Posted On Quinta, 28 Mai 2026 08:39 Escrito por

Por Carlos Braga 

 

As eleições presidenciais de 2022 no Tocantins deixaram marcas que seguem influenciando o debate político e ajudam a compreender o cenário que começa a se desenhar para 2026. No segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva venceu no estado com 434.593 votos válidos, o equivalente a 51,36%, superando Jair Bolsonaro, que somou 411.654 votos, mesmo tendo ampliado sua votação em relação ao primeiro turno.

 

O resultado final, porém, revela uma divisão territorial significativa. Nos quatro maiores colégios eleitorais do estado — Palmas, Araguaína, Gurupi e Porto Nacional — Lula venceu apenas em Porto Nacional. Nas demais grandes cidades, Bolsonaro obteve vantagem. Ainda assim, foi Lula quem venceu no conjunto do estado.

 

O peso dos pequenos municípios

 

A explicação para esse resultado está, sobretudo, fora dos grandes centros urbanos. Dados do TSE mostram que, em diversos municípios de menor porte, a vitória de Lula foi mais elástica do que as vitórias de Bolsonaro nas cidades maiores. Um exemplo emblemático é Santa Rosa do Tocantins, onde Lula alcançou 69,94% dos votos — um dado que chama atenção, especialmente por se tratar de uma região com forte presença do agronegócio.

 

Esse comportamento indica que a polarização clássica entre direita e esquerda se manifestou de forma mais intensa nos grandes centros urbanos. No interior, o voto presidencial assumiu contornos distintos, menos aprisionados ao discurso ideológico e mais ligados à figura de Lula e ao que ele representa para parcelas expressivas do eleitorado.

 

O reflexo direto no cenário de 2026

 

Esse padrão eleitoral ajuda a entender o cenário descrito pelo editorial do Paralelo 13, que aponta um jogo sucessório em plena metamorfose. Alianças seguem sendo costuradas, partidos reorganizam seus comandos e as pré-candidaturas avançam sem definições consolidadas.

 

Três campos políticos começam a ganhar forma. De um lado, Vicentinho Júnior e o candidato que vier a ser apoiado pelo governador Wanderlei Barbosa tendem a disputar o eleitorado mais alinhado à direita, dialogando com o legado político e simbólico associado a Bolsonaro.

 

De outro, surge Laurez Moreira, que desponta como o nome com maior potencial para buscar o eleitorado lulista no Tocantins. É nesse ponto que se concentra um dos principais desafios da eleição de 2026.

 

Lula, Bolsonaro e a transferência de votos

 

A eleição de 2022 demonstrou que o fator Lula tem peso real no Tocantins, especialmente fora dos grandes centros urbanos. No entanto, também deixou claro que esse capital político não se transfere automaticamente para candidaturas locais. Nem mesmo o PT conseguiu, historicamente, converter de forma consistente os votos presidenciais de Lula em vitórias proporcionais para seus próprios candidatos no estado.

 

Para Laurez, portanto, o desafio vai além da associação simbólica. Será necessário demonstrar, de forma concreta, que representa no Tocantins o projeto político, social e institucional que muitos eleitores identificam com Lula. A vinculação precisa ser percebida como real e consistente, não apenas como estratégia de campanha.

 

Ao mesmo tempo, Vicentinho Júnior e o candidato do governador disputam uma mesma fatia do eleitorado, o que pode fragmentar esse campo e abrir espaço para rearranjos ao longo do processo.

 

Um cenário aberto

 

A polarização Lula x Bolsonaro tende a seguir influenciando o debate eleitoral tocantinense, sobretudo nos grandes centros urbanos. No interior, essa polarização permanece, mas de forma menos explícita, funcionando mais como pano de fundo do que como eixo central do voto.

 

O tabuleiro segue em ebulição. Como aponta o Paralelo 13, o tempo, as alianças e a capacidade de leitura do eleitorado serão decisivos. No Tocantins, a eleição raramente se define apenas por rótulos ideológicos ou apoios nacionais, mas pela forma como esses elementos são traduzidos na realidade local.

 

Nada está dado. E, como a história política do estado já demonstrou, quem errar menos tende a chegar mais forte ao momento decisivo.

 

Por Carlos Braga é engenheiro civil 

 

Posted On Quinta, 29 Janeiro 2026 06:47 Escrito por

Por Marcos Antônio Correntino da Cunha 

 

 

Desde a construção de um hospital, de uma clínica médica ou de um estabelecimento assistencial de saúde, a engenharia, nas suas diversas modalidades, está presente. Um hospital pode ser considerado como um complexo composto por uma farmácia, um restaurante, uma lavanderia e um hotel. Na construção de um hospital é necessário observar todos os aspectos de engenharia, como: local ideal da cozinha, lavanderia e do gerador de energia; ventilação e iluminação natural e inclinação das rampas de acessibilidades. As instalações elétricas, de água e esgotos são específicas para os diversos ambientes hospitalares.

 

Construído o hospital ou a clínica médica, vem a parte mais importante que é a manutenção abrangendo as instalações físicas e dos equipamentos ou aparelhos eletromédicos que são de uso contínuo e constante e devem estar disponíveis para uso imediato durante vinte e quatro horas por dia. As manutenções devem ser preditivas para anteciparem falhas em máquinas e equipamentos, preventivas para evitarem falhas inesperadas e corretivas para realizarem consertos imediatos. O pai da medicina – Hipócrates e a mãe da enfermagem – Nightingale diziam que a assistência à saúde não pode causar danos.

 

Raramente os hospitais e clínicas médicas cumprem na íntegra as determinações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e as resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) referentes à parte de engenharia para estabelecimento assistencial de saúde.

 

Com o avanço tecnológico a medicina também avançou bastante e ela muito se deve à engenharia elétrica e eletrônica, as quais podem ser consideradas as mais importantes na manutenção de um hospital.

 

Vários diagnósticos médicos são incorretos devido à falta de manutenção, calibração e aferição nos equipamentos eletromédicos, como: raios X, eletrocardiógrafos, tomógrafos e aparelhos para ressonância magnética. Todos esses equipamentos têm que trabalhar seguramente com uma energia limpa, sem oscilações de voltagem e frequência. É comum um paciente hospitalar ficar debilitado fisicamente e psiquicamente, reagindo menos ao estímulo elétrico, fazendo com que os riscos sejam maiores que nas condições normais. Os choques elétricos nos hospitais e clínicas ocorrem geralmente nos exames médicos ou em cirurgias e são de altíssimos riscos devido à densidade de corrente ser grande junto ao órgão lesado. Se por acaso em um exame de cateterismo, o vazamento de corrente no cateter ocorrer no coração, a fibrilação ventricular praticamente acontecerá. Uma pessoa numa cirurgia complexa e sendo monitorada por vários equipamentos, tem riscos maiores a sofrer choque elétrico devido ao tráfego indevido de corrente entre os vários aparelhos elétricos diferentes, podendo provocar micro choque que pode ser fatal.

 

Os hospitais devem ter uma equipe de engenharia clínica com um engenheiro responsável pela manutenção física dos ambientes e acompanhamento da calibração e aferição dos equipamentos eletromédicos.

 

Marcos Antônio Correntino da Cunha Engenheiro Eletricista especialista em Hidrologia e Recursos Hídricos. Nascimento:22/11/1950      CI: 167.905 SSP/GO – CPF: 056.717.521-91 – Jardim Europa - Goiânia

 

Posted On Terça, 20 Janeiro 2026 05:18 Escrito por

Agenda externa se sobrepõe e atrapalha planos do petista para avançar em entregas para a eleição

 

 

Por Clarissa Oliveira

 

 

Superado o susto inicial provocado pelo ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa a dar como consolidado um diagnóstico difícil de digerir: a crise no país vizinho carrega consigo um risco real de impactar na corrida deste ano pelo Palácio do Planalto.

 

Na prática, a crise implodiu tudo o que o governo Lula planejava para a largada do ano eleitoral. A ideia era abrir 2026 com a agenda voltada às entregas da gestão, muitas delas ainda dependentes de aval no Congresso Nacional.

 

Depois de um fim de ano turbulento na relação com o Legislativo, o Planalto queria se dedicar a restabelecer pontes. E, quem sabe, destravar medidas estratégicas que ainda seguem penduradas, como a PEC da Segurança Pública e o PL Antifacção.

 

O novo cenário geopolítico altera totalmente o eixo das discussões. Caem na lista de prioridades as entregas eleitorais de Lula, a agenda econômica, a comunicação da pré-campanha. Entram no foco a agenda externa, o risco de a crise venezuelana extrapolar a fronteira e o temor quanto aos próximos passos do governo Trump.

 

A relação entre Lula e Trump, em especial, é uma peça delicada nessa equação. O presidente brasileiro encerrou o ano passado celebrando o elo estabelecido com os Estados, em decorrência das negociações do tarifaço.

Neste momento, Lula tenta se equilibrar entre um discurso que condene firmemente o ataque à Venezuela, sem que isso abale profundamente a relação com Trump.

 

A saída, até agora, tem sido focar o discurso presidencial no respeito ao Direito internacional, na soberania da América Latina e na defesa da pacificação, sem em momento algum voltar as críticas diretamente a Trump. E, também, sem nem sequer citar o nome de Maduro.

 

Mas o fato de Lula evitar qualquer menção a Maduro não muda o fato de que seus adversários irão explorar à exaustão a vinculação de sua imagem ao ditador venezuelano. Foi exatamente o que se viu nas redes sociais nos últimos dias, com o senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro puxando o coro.

 

Um desafio de Lula, neste momento, é evitar que o bolsonarismo reative seus canais junto ao governo Trump na esteira da crise na Venezuela. Caso contrário, aumenta o risco de que o presidente dos Estados Unidos possa até mesmo se posicionar publicamente em relação à eleição brasileira, na esperança de aumentar a influência da direita na região.

 

 

Posted On Terça, 06 Janeiro 2026 05:32 Escrito por

Por Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

 

 

 

Ao apresentar seu novo lema de comunicação, o Governo do Brasil realiza a síntese de uma história em construção e de um legado renovado, que aponta para o futuro. Aqui, peço uma pausa em forma de proposta: que os brasileiros passem a chamar o Governo Federal de Governo do Brasil. Esse é o pontapé inicial dessa síntese. Pode parecer pouco, mas é muito.

 

É preencher de sentido aquilo que somos em essência. Mais do que apenas uma federação, nos identificamos como nação, o “povo brasileiro”, como escreveu o antropólogo Darcy Ribeiro. É a partir do Governo do Brasil que se apresenta o passo à frente, com uma posição que vai além da simples coalizão.

 

É uma questão de sentido e de identidade: tomar posição na largada, com o “Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro”. Trata-se de um compromisso assentado em três pilares: a defesa do Brasil, a luta contra os privilégios dos super-ricos e o cuidado com as pessoas.

 

Mais do que uma frase, avançamos com um posicionamento. Ao dizer que está "do lado do povo brasileiro", o Governo do Brasil se dirige à nação, defendendo nosso país das traições internas e das pressões externas que miram nossas riquezas naturais, nossa soberania energética, a Amazônia e a integridade das nossas crianças na internet.

 

O posicionamento defende a democracia no país que sofre com o crescimento desenfreado de desinformação, golpes, fraudes e discurso de ódio nas plataformas. Estar do lado do povo brasileiro é promover uma legislação que proteja as pessoas dos crimes digitais. É também defender a gratuidade do PIX, um instrumento que hoje é parte da economia popular e da vida de todos os brasileiros. O posicionamento ratifica um país que decide por si só sobre o seu futuro, com diálogo e soberania, sem submeter-se a outros países.

 

Estar do lado do povo brasileiro é promover justiça social e combater privilégios dos super-ricos que se arrastam desde o período colonial. O governo que está do lado do povo brasileiro aprovou no Congresso a reforma tributária, que, em 2027, vai zerar impostos da cesta básica e de outros produtos fundamentais para as famílias, como medicamentos.

 

O novo lema reflete, ainda, um governo obstinado com a redução das desigualdades, corrigindo distorções históricas no Imposto de Renda: pela regra atual, praticamente só os trabalhadores pagam, enquanto quem acumula riquezas vive praticamente isento. Com a proposta do Governo, quem tem mais, contribui mais; quem ganha menos, não paga ou paga menos. Fortalecer a classe média, proteger os mais pobres e construir um país mais equilibrado é estar do lado do povo brasileiro.

 

Do lado do povo brasileiro, saímos do mapa da fome, alcançamos recorde histórico na geração de empregos e retomamos a economia rumo ao crescimento. Ampliamos a cobertura vacinal, lançamos o “Agora Tem Especialistas”, com mais exames e cirurgias. Geramos oportunidade para que os estudantes fiquem na escola porque existe o Pé-de-Meia, promovendo a maior participação na história do Enem.

 

É garantir que o desenvolvimento do país não seja reflexo na vida de poucos. Este é o governo que está do seu lado, que trabalha todos os dias para construir um país que cresce sem deixar ninguém para trás.

 

Não é a primeira vez que nosso país enfrenta a persistência colonizatória, brasileiros traidores ou todos aqueles que insistem em subtrair nossos sonhos. Essas marcas nos convocam a defender não apenas a nossa riqueza como território, mas a riqueza do nosso povo.

 

Como diz o professor Darcy Ribeiro, “um povo sem peias que nos atem a qualquer servidão, desafiado a florescer, finalmente, como uma civilização nova, autônoma e melhor”. O Governo do Brasil vai seguir firme, defendendo o nosso país, sem abrir mão de estar “do lado do povo brasileiro”.

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

 

 

Posted On Terça, 09 Setembro 2025 13:18 Escrito por
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