Rodada de reuniões começou nesta quarta-feira, 7, com dirigentes partidários, deputados e aliados; agenda segue com PL, União Brasil e prefeitos
Por Jéssica Sá
A candidata ao Governo do Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil), promoveu nesta quarta-feira, 7, uma rodada de reuniões com presidentes de partidos, deputados, prefeitos e outras lideranças para alinhar e ampliar a campanha do segundo turno, aumentando a organização e a mobilização até a votação do dia 25.
Pela manhã, participaram dos encontros o vice Atos Gomes (Republicanos), o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), além de deputados estaduais e federais, suplentes e outras lideranças partidárias.
Wanderlei destacou que o resultado do primeiro turno foi construído com a participação de diferentes grupos e pediu mais empenho nesta nova etapa. “Se nós temos deputados eleitos aqui, foi a soma de todos. Todo mundo foi importante. Nossa governadora saiu vitoriosa no primeiro turno. Agora nós temos é que nos empenhar”, afirmou.
Entre os apoios reforçados nesta quarta-feira, Eduardo Madruga disse que seguirá atuando pela candidatura no Bico do Papagaio. “Deixo aqui meu apoio e o da nossa região. Estou preparado e pronto para ajudar em tudo o que precisar”, pontuou.
Eduardo Fortes também declarou apoio no segundo turno e citou Gurupi. “Venho pedir o voto de confiança para a Professora Dorinha, porque acredito que ela é a mais preparada para assumir o Estado”, afirmou. Gipão reforçou a adesão: “Nós precisamos da senhora para governar o nosso Estado. Uma mulher competente e preparada. Conte com meu apoio.”
Cleiton Cardoso disse que manterá no segundo turno o trabalho realizado na primeira etapa da eleição. “O que fiz no primeiro turno vou fazer no segundo, com minha família, nossos líderes, prefeitos e vereadores, até o dia 25”, declarou.
A programação segue nesta quarta-feira com reuniões com representantes do PL e União Brasil e, no início da noite, com prefeitos de diferentes municípios.
Confira vídeos e fotos:
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Medida adotada pela Prefeitura de Palmas beneficia mais de 250 trabalhadores expostos ao sol e às altas temperaturas
Texto: Alcione Luz
Os trabalhadores da limpeza urbana de Palmas aprovaram a redução temporária da jornada de trabalho para seis horas diárias durante o período de estiagem e de altas temperaturas. A medida adotada pela Prefeitura de Palmas para proteger os profissionais que atuam expostos ao calor intenso e à radiação solar está em vigor desde 26 de setembro e segue até 31 de outubro deste ano.
A mudança beneficia mais de 250 trabalhadores que desempenham atividades diretamente nas ruas, como varrição manual de vias e logradouros públicos; catação e palitação manual de resíduos e materiais; limpeza de praias, parques e feiras livres; além de capina manual de vias públicas e sarjetas.
Antes da medida, a jornada desses profissionais era cumprida das 7h às 15h20, de segunda a sábado. Durante a vigência da redução temporária, o expediente passou a ser das 6 horas ao meio-dia, de forma corrida, concentrando as atividades no período de temperaturas mais amenas.
Mais disposição para trabalhar
Para os trabalhadores, a mudança trouxe mais disposição para a execução das atividades. Gari de varrição, Varli Oscar da Silva considera positiva a alteração da jornada. “Foi muito boa essa mudança. Depois do meio-dia, o sol é muito forte e cansa demais. Não é por causa do serviço, mas por causa do calorão”, afirmou. A gari Andrea Maria Claudino também aprovou a medida. “Só o fato de diminuir o tempo de trabalho debaixo desse sol escaldante já valeu a pena. A gente consegue trabalhar melhor e com mais disposição”, destacou.
Gari há seis anos, Leia Silva conta que a mudança na jornada refletiu diretamente em sua disposição para o trabalho. “Melhorou 100% o nosso trabalho. Eu ficava sempre cansada por causa do sol e agora, começando mais cedo, a gente tem mais energia para fazer o nosso trabalho e rende mais. A gente acorda até com mais ânimo”, relatou.
Para Elosina Soares da Silva, começar mais cedo também tornou a rotina de trabalho mais produtiva. “Foi a melhor coisa que fizeram para nós da limpeza nas ruas. Eu gosto de começar o trabalho cedo e agora a gente faz com mais vontade. Começando mais cedo, a gente faz o serviço do dia muito mais rápido”, completou.
A medida de redução temporária da jornada estabelecida pela Prefeitura de Palmas não acarreta redução da remuneração, supressão de direitos funcionais ou necessidade de compensação das horas reduzidas pelos trabalhadores.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O estado do Tocantins se prepara para o segundo turno das eleições estaduais, marcado para o próximo dia 25 de outubro. A disputa será entre dois grupos políticos que conquistaram a preferência da maioria dos eleitores no primeiro turno:
• Senadora Professora Dorinha Seabra (governista), que obteve 386.260 votos, representando 45,52% dos votos válidos.
• Deputado Vicentinho Júnior (oposição), que alcançou 372.848 votos, correspondendo a 43,94%.
A diferença mínima entre os dois candidatos evidencia o equilíbrio da corrida eleitoral e intensifica a mobilização nos bastidores.
BASTIDORES E ARTICULAÇÕES
Nas próximas três semanas, cada minuto será estratégico. Os grupos políticos trabalham intensamente em busca de novas adesões e composições, conscientes de que qualquer deslize pode ser explorado pelo adversário e amplificado pela mídia. Cada movimento é monitorado, cada gesto é interpretado como sinal de força ou fragilidade.
O Observatório Político do Jornal O Paralelo13 acompanha de perto essas movimentações, destacando o papel de lideranças influentes como Laurez Moreira, Pastor Eli Borges e Ronaldo Dimas, além de deputados, prefeitos, vereadores e representantes dos quatro maiores colégios eleitorais do estado. O agronegócio e as entidades classistas também entram como forças determinantes nesse cenário.
O DESAFIO DA ABSTENÇÃO

Um dos maiores desafios para ambos os candidatos será conquistar os votos dos 216.827 eleitores que se abstiveram (18,34% do eleitorado), além de pouco mais de 115 mil votos nulos e em branco. Esse contingente pode definir o resultado final e, por isso, será alvo de campanhas específicas, com propostas que busquem sensibilizar e mobilizar os indecisos.
CAMPANHA SEM DENUNCISMO
O segundo turno promete ser marcado por debates, comícios, reuniões e entrevistas coletivas. A expectativa é que os candidatos evitem o denuncismo e foquem em apresentar projetos consistentes e propostas viáveis. Os eleitores tocantinenses demonstram interesse em ouvir ideias claras, soluções para os problemas do estado e respeito mútuo entre os adversários.
A mídia local, por meio de seus principais veículos de comunicação, terá papel fundamental na avaliação e divulgação dessas propostas, influenciando diretamente a percepção da população.
COMPROMISSO COM A INFORMAÇÃO

Com quase quatro décadas de atuação, o Jornal O Paralelo13 reafirma seu compromisso de cobrir as eleições com isenção, transparência e responsabilidade, trazendo aos tocantinenses informações precisas e confiáveis. O objetivo é garantir que a população esteja bem informada para tomar sua decisão no dia 25 de outubro, fortalecendo o exercício democrático no estado.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
Reeleito para o Senado com 450.191 votos, a maior votação entre os candidatos ao Senado no Estado, para Eduardo Gomes o jogo político parece ter mudado de dimensão. Com um capital político que ultrapassa as fronteiras do Tocantins e um resultado que o colocou novamente no centro das articulações, diante da nova configuração do Congresso, seu nome começa a circular nos bastidores para posições de maior relevância em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
A pergunta que começa a ganhar espaço nos corredores de Brasília é direta: Eduardo Gomes poderá continuar na Mesa do Senado ou assumir uma posição em um eventual governo Flávio Bolsonaro? Há duas possibilidades que passam a ser comentadas nos bastidores. A primeira é uma eventual disputa pela Presidência do Senado e a segunda é uma composição de um futuro ministério.
Nada está decidido.
Mas o cenário político produzido pelas urnas ajuda a explicar por que o nome do senador tocantinense voltou a circular entre as peças importantes do novo tabuleiro nacional.
TOCANTINS NAS ALTURAS
A votação de Eduardo Gomes não foi apenas uma vitória pessoal. Os 450 mil votos representam uma demonstração de força eleitoral em um Estado que conhece sua trajetória e acompanha, há anos, sua atuação em Brasília.
O resultado também o colocou acima da votação obtida, individualmente, pelos dois candidatos que agora disputam o segundo turno para o Governo do Tocantins.
É um dado político que chama atenção.
Enquanto Dorinha e Vicentinho terão de voltar às urnas para decidir quem comandará o Palácio Araguaia, Eduardo Gomes encerrou sua eleição no primeiro turno com uma votação expressiva e retorna ao Senado para mais oito anos de mandato.
É nesse ponto que a política tocantinense começa a olhar para Brasília. Porque o senador não volta apenas como um parlamentar reeleito. Volta como vice-presidente do Senado, dirigente estadual do PL e integrante de uma legenda que sai das urnas com uma das maiores forças políticas do país.
O PL SERÁ A MAIOR BANCADA DO SENADO

O resultado nacional das eleições redesenhou completamente o Senado. O PL elegeu 19 novos senadores e chegará à próxima legislatura com 28 integrantes, tornando-se a maior bancada da Casa. Isso muda o peso das decisões internas do Senado.
A maior bancada passa a ter papel central na construção de acordos, na formação da Mesa Diretora e na definição das prioridades legislativas. E é justamente nesse ambiente que Eduardo Gomes entra na equação.
O senador já conhece a Mesa, conhece o funcionamento interno da Casa e ocupa atualmente a Primeira Vice-Presidência. Documentos oficiais do Senado registram sua atuação como vice-presidente e sua participação na condução dos trabalhos da instituição.
Agora, com o PL fortalecido, a discussão deixa de ser apenas sobre quem ocupará determinado cargo. Passa a ser sobre qual será o papel de cada liderança dentro da nova correlação de forças do Congresso.
EDUARDO GOMES: O ARTICULADOR

Eduardo Gomes construiu boa parte de sua trajetória nacional justamente na articulação. Foi líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional e exerceu funções de destaque no Senado. Atualmente, ocupa a Primeira Vice-Presidência da Casa. Sua atuação parlamentar também lhe deu trânsito com diferentes forças políticas. E essa característica ganha novo peso diante do cenário que emerge das urnas.
O senador já transitou entre governo e oposição, construiu relações dentro e fora do seu campo ideológico e, ao longo dos anos, tornou-se um dos nomes do Tocantins com maior presença na política nacional. Agora, o PL terá de decidir como utilizar suas principais peças. E Eduardo Gomes é uma delas.
MINISTRO OU PRESIDENTE DO SENADO?

É aqui que começam as especulações. Em um eventual governo Flávio Bolsonaro, um senador com experiência de Mesa, trânsito parlamentar e liderança dentro do PL poderia ser considerado para uma função estratégica. Uma possibilidade seria o Ministério. Outra, a Presidência do Senado.
Mas há uma diferença fundamental entre ser cotado e estar escolhido. Até o momento, não há decisão oficial que coloque Eduardo Gomes em qualquer uma dessas posições. A Presidência do Senado, inclusive, dependerá de uma eleição interna e de uma construção política que envolverá não apenas o PL, mas outras bancadas e forças do Congresso.
Por isso, o mais correto neste momento é tratar o nome de Eduardo Gomes como uma possibilidade em discussão nos bastidores, e não como futuro ministro ou futuro presidente do Senado.
Mas uma coisa é impossível ignorar: o Tocantins passou a ter uma peça importante no tabuleiro nacional.
O TOCANTINS ENTREGOU VOTOS. AGORA ESPERA RESULTADOS

Existe uma dimensão estadual nessa história que não pode ser esquecida. Os eleitores tocantinenses deram a Eduardo Gomes uma das maiores votações já registradas em uma eleição para o Senado no Estado. Agora, o olhar do Tocantins se volta novamente para Brasília.
Durante seu mandato, Eduardo Gomes divulgou a destinação de recursos federais para municípios tocantinenses e projetos em áreas como saúde e infraestrutura. Os números apresentados pelo seu grupo político chegam à casa dos bilhões de reais em recursos destinados ao Estado. Esses valores, porém, devem ser atribuídos à prestação de contas do próprio mandato e analisados conforme cada fonte e modalidade de recurso.
A política, afinal, não vive apenas de cargos.
Vive de entregas.
Oferta de especialista em serviços de urgência aumenta as chances de diagnóstico rápido e evita encaminhamentos desnecessários
Texto: Eduardo Lobo
Entre abril e setembro de 2026, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul de Palmas, sob gestão compartilhada entre a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) e a Santa Casa de Misericórdia (SCMI), registraram 23.847 atendimentos com médico pediatra. Essa é a primeira vez que as UPAs de Palmas contam com uma ala exclusivamente pediátrica. Antes, o atendimento infantil era realizado de forma conjunta com o de adultos; agora, é conduzido por uma equipe de especialistas em Pediatria.
Em abril, primeiro mês de atuação da gestão compartilhada, foram 4.604 consultas com médico pediatra. Em maio, o volume subiu 44,7% e chegou a 6.662, o maior do período, o equivalente a quase 28% de todos os atendimentos pediátricos entre abril e setembro. Considerando os meses completos, de abril a agosto, a média foi de cerca de 4,8 mil atendimentos pediátricos por mês. Só os três primeiros meses (abril, maio e junho) concentraram 16.676 consultas, quase 70% do total do período.
Especialistas
O investimento da Prefeitura de Palmas em atendimento pediátrico qualificado nas UPAs humaniza o atendimento. Para a médica pediatra da UPA Norte, Thayza Amaral, o fato de ter atenção em uma ala de Pediatria já transformou o atendimento infantil. “Os pais se surpreendem quando chegam aqui e veem o atendimento com especialistas. Eles falam: ‘nossa agora o atendimento é separado?’. Nós temos recebido muitos elogios, o atendimento é rápido”, afirma Thayza.
A médica pediatra da UPA Sul, Karina Novais de Macedo Arraes, explica a importância de ter um especialista atendendo crianças nos serviços de urgência e emergência. “A especialização faz com que o profissional de saúde da criança dê o atendimento necessário em urgências e emergências. A minúcia, a abordagem médica com uma criança é totalmente diferente da abordagem a um adulto”, diz Karina.
Karina aponta que, na urgência pediátrica, tempo, conhecimento e experiência salvam vidas e que ter um pediatra na UPA significa oferecer às crianças atendimento especializado desde o primeiro contato, aumentando as chances de um diagnóstico rápido, de um tratamento adequado e de um desfecho mais favorável. “O pediatra está preparado para reconhecer precocemente situações graves, agir com segurança e, ao mesmo tempo, evitar intervenções e encaminhamentos desnecessários quando o caso pode ser resolvido na própria UPA”, aponta Karina.
A médica destaca ainda que, além do cuidado técnico, existe também o cuidado humano. “Em momentos de urgência, pais e responsáveis chegam fragilizados, apreensivos e, muitas vezes, com medo. O pediatra não cuida apenas da criança; ele acolhe a família, orienta com clareza e transmite a segurança necessária em um dos momentos mais delicados da vida”, destaca a pediatra.
Karina defende que investir em pediatria nas UPAs não é apenas ampliar um serviço. “É fazer uma escolha pela vida, pela prevenção de complicações, pela humanização do atendimento e pela construção de uma saúde pública mais eficiente, resolutiva e digna para toda a sociedade. O Município ganha eficiência, porque reduz internações evitáveis e melhora a resolutividade da rede. Ganha em economia ao utilizar os recursos públicos de forma mais racional”, comenta.