Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O segundo turno da eleição para o Governo do Tocantins entrou em uma fase decisiva. Nos últimos dias, os grupos liderados pela senadora Professora Dorinha Seabra e pelo deputado federal Vicentinho Júnior intensificaram as articulações, anunciaram novos apoios e reorganizaram suas estratégias para conquistar os votos que definirão o próximo governador, no dia 25 de outubro.
O Observatório Político de O Paralelo 13 acompanha os movimentos dos dois lados. A disputa continua aberta e, embora Dorinha tenha terminado o primeiro turno na liderança, as novas alianças mostram que a diferença nas urnas não encerrou a batalha política.
DORINHA REFORÇA O COMANDO POLÍTICO

A candidatura da Professora Dorinha ganhou um reforço com a participação mais direta do senador reeleito Eduardo Gomes, vice-presidente do Senado Federal. Com 450.191 votos, ele alcançou uma das maiores votações já registradas por um candidato ao Senado na história política tocantinense e assumiu a missão de coordenar as articulações para o segundo turno.
Ao lado do governador Wanderlei Barbosa, de Eduardo Gomes e do deputado federal Carlos Gaguim, quarto colocado na disputa pelo Senado, Dorinha conta com um grupo de lideranças experientes e com presença política em diferentes regiões do Estado.
A estratégia é transformar essa estrutura em mobilização eleitoral, com reuniões, carreatas, visitas aos municípios e manifestações públicas das principais lideranças. Segundo apuração do Observatório Político, Porto Nacional, conhecida como Capital da Cultura Tocantinense, está entre os primeiros municípios previstos para receber uma mobilização, com a participação do prefeito Ronivon Maciel, aliado da candidata. Eduardo Gomes também tem defendido o esforço conjunto para ampliar a votação de Dorinha. A questão central, porém, será converter apoios políticos em votos efetivos no dia 25.
SEGURANÇA PÚBLICA

Nesta segunda-feira, 12, feriado de Nossa Senhora Aparecida, Dorinha recebeu o apoio de entidades sindicais e associações ligadas a diferentes categorias do serviço público, em encontro realizado no Comitê 44, em Palmas.
Entre as organizações anunciadas estão o Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (Sinpol-TO), o Sindicato dos Peritos Oficiais do Tocantins (Sindiperito), a Associação de Praças e Soldados de Palmas e Gurupi (Apra-TO), a Liga Sindical Tocantinense e a Associação dos Servidores Públicos (Assemp). Também participaram representantes do sistema socioeducativo.
São segmentos com milhares de trabalhadores e atuação em áreas importantes para o funcionamento do Estado. O apoio fortalece o diálogo da candidata com categorias que têm reivindicações relacionadas às condições de trabalho, à estrutura dos serviços e à valorização dos servidores.
A adesão foi anunciada publicamente com a presença de Eduardo Gomes, que aposta na experiência institucional de Dorinha e na capacidade de articulação com a bancada federal e o governo da União.
VICENTINHO AMPLIA ADESÕES

Do outro lado, Vicentinho Júnior também intensifica as articulações e recebe lideranças que estiveram em outros palanques no primeiro turno. O movimento inclui parlamentares, prefeitos, ex-candidatos e representantes de diferentes segmentos políticos.
Entre os apoios de maior repercussão estão o ex-candidato ao governo Laurez Moreira, que obteve 69.967 votos; o ex-deputado federal Eli Borges, candidato ao Senado e dono de uma votação expressiva de 271.829 votos; o deputado estadual eleito Paulinho Bonifácio, com 13.809 votos; o suplente Júnior Diamantino, com 12.063 votos; e o ex-candidato Du Pereira.
Vicentinho, Amélio e Alexandre Guimarães
Também aderiram à candidatura o deputado estadual Luciano Oliveira, com 24.472 votos; o deputado estadual Gutierres Torquato, com 21.052; e o deputado Moisemar Marinho, além de outras lideranças estaduais e municipais.
A lista inclui ainda o Coronel Barbosa, primeiro suplente de deputado federal pela União Progressista, que recebeu 28.544 votos na eleição proporcional e anunciou apoio a Vicentinho. Barbosa havia disputado a eleição na chapa ligada à candidatura de Dorinha, o que torna sua mudança de posição politicamente significativa.

No campo municipal, Vicentinho recebeu o apoio do prefeito de Formoso do Araguaia, Israel Kawe, e do prefeito de Itaguatins, Vitor da Reis, que deixou o grupo de Dorinha. O prefeito de São Salvador do Tocantins, André Borba, também anunciou adesão. A campanha contabiliza ainda vereadores e outras lideranças, entre elas representantes de Gurupi e de diferentes regiões do Estado.
A movimentação revela uma tentativa de Vicentinho de ampliar sua presença territorial e reunir forças que, no primeiro turno, estavam distribuídas entre diferentes candidaturas.
RONALDO E TIAGO DIMAS NO RADAR

Outra movimentação aguardada é a possível declaração de apoio do ex-prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas e de seu filho, o deputado federal Tiiago Dimas, prevista nos bastidores para esta quarta-feira.
Ronaldo disputou uma vaga no Senado e não foi eleito, mas obteve votação expressiva em Araguaína, seu principal reduto político. Caso a adesão se confirme, será mais um movimento relevante na disputa pelo apoio de lideranças com influência no segundo maior colégio eleitoral do Tocantins.
Até o anúncio oficial, porém, a declaração deve ser tratada como uma expectativa, e não como apoio formalizado.
DOIS GRUPOS, DUAS ESTRATÉGIAS

A candidatura de Dorinha aposta na estrutura política formada pelo governador Wanderlei Barbosa, pelo senador Eduardo Gomes, por Carlos Gaguim, por prefeitos aliados e por uma expressiva bancada parlamentar. O grupo trabalha para integrar os deputados federais eleitos e ampliar a mobilização entre os deputados estaduais da base governista.
Vicentinho, por sua vez, procura transformar a sequência de adesões em uma frente política capaz de reduzir a vantagem obtida por Dorinha no primeiro turno. O apoio de Laurez Moreira, Eli Borges, Coronel Barbosa e de prefeitos que mudaram de posição reforça a capacidade de articulação do candidato.
O candidato ao governo do Tocantins, Vicentinho Júnior, teve uma agenda intensa nesta segunda-feira, marcada pela chegada de novos apoios e adesões de prefeitos. Ele pernoitou em Araguaína e, nesta terça-feira, segue recebendo manifestações de apoio na cidade, considerada a capital do agronegócio e do boi gordo. Araguaína é o segundo maior colégio eleitoral do Tocantins, onde Vicentinho foi o candidato mais votado no primeiro turno.
Na apuração oficial divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral, Dorinha terminou o primeiro turno com 369.181 votos, equivalentes a 45,75% dos votos válidos. Vicentinho recebeu 352.739 votos, ou 43,72%. A diferença foi de 16.442 votos.
É uma vantagem real, mas insuficiente para antecipar o resultado. No segundo turno, a disputa começa sob novas condições: os candidatos precisam conquistar eleitores que votaram em outras candidaturas, estimular a participação de quem não compareceu às urnas e convencer o eleitorado indeciso.
FLÁVIO BOLSONARO NO TOCANTINS

A candidatura de Dorinha também trabalha para ampliar seu respaldo nacional. O Observatório Político de O Paralelo 13 apurou a confirmação da articulação para a vinda ao Tocantins, nos próximos dias, do presidenciável Flávio Bolsonaro, com o objetivo de manifestar apoio à senadora.
A iniciativa é atribuída à articulação de Eduardo Gomes, vice-presidente do Senado e ex-líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional. A presença de Flávio poderá dar dimensão nacional à campanha de Dorinha e mobilizar lideranças alinhadas ao campo político bolsonarista. O impacto eleitoral dessa visita, contudo, dependerá da capacidade de transformar o ato político em engajamento e votos.
A IMPRENSA TERÁ PAPEL DECISIVO
Faltam menos de duas semanas para o segundo turno. Nesse intervalo, a imprensa tocantinense terá papel fundamental na cobertura dos movimentos de bastidores, na divulgação das propostas e no acompanhamento dos compromissos assumidos pelos candidatos.
O cenário também exige cautela diante das pesquisas eleitorais. Os levantamentos podem oferecer retratos de determinado momento, mas não substituem a decisão das urnas. A escolha será feita pelos eleitores e eleitoras tocantinenses no dia 25 de outubro.
O jogo permanece aberto. Apoios anunciados, reuniões e carreatas são importantes, mas não garantem, por si só, a transferência automática de votos. A campanha que conseguir dialogar melhor com a população e apresentar respostas convincentes às demandas do Estado poderá sair na frente na reta final.
DEBATE: MAIS UMA OPORTUNIDADE PARA O ELEITOR

Na quinta-feira, 15 de outubro, às 19h, Professora Dorinha Seabra e Vicentinho Júnior terão mais uma oportunidade de apresentar suas propostas e confrontar suas ideias no debate promovido pela AVECOM, Record News, Rede Hits e FARCOM, com transmissão ao vivo pela televisão, rádios e plataformas digitais.
O encontro será uma oportunidade para que os eleitores comparem projetos, avaliem argumentos e observem como cada candidato pretende enfrentar os desafios administrativos, econômicos e sociais do Tocantins.
Mais do que um confronto entre duas candidaturas, o debate representa um instrumento importante para o exercício democrático. Em uma eleição tão disputada, cada proposta, resposta e compromisso poderá pesar na decisão de quem ainda não escolheu seu candidato.
Dorinha e Vicentinho chegam à reta final cercados de aliados, novas composições e estratégias distintas. Até o dia 25, a política tocantinense ainda poderá reservar surpresas.
O Observatório Político de O Paralelo 13 continuará acompanhando cada movimento dessa disputa, porque, no segundo turno, nenhuma articulação deve ser ignorada e nenhum resultado pode ser antecipado.

Com o tema “Ciência Delas”, evento começa nesta terça-feira, 13, e reúne palestras, oficinas, apresentações de pesquisas e atividades abertas ao público até 16 de outubro
Texto: Andréia Fernandes/Dicom Unitins
Entre os dias 13 e 16 de outubro, Palmas será palco de quatro dias dedicados à ciência, à tecnologia, à inovação e à extensão universitária. A Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) realiza a 4ª Semana de Ciência, Tecnologia, Inovação e Extensão, com uma programação diversificada que reúne estudantes, professores, pesquisadores e comunidade no Câmpus Palmas. O evento conta com atividades que valorizam a produção científica e aproximam o conhecimento acadêmico da sociedade.
A programação completa está disponível no site unitinscti.com.br/2026. Integrada à 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a edição deste ano tem como tema “Ciência Delas”, destacando o protagonismo de mulheres e meninas na produção científica e no desenvolvimento tecnológico. A iniciativa também busca ampliar a visibilidade das pesquisadoras e incentivar a participação feminina nas diferentes áreas do conhecimento.
Abertura oficial terá palestra sobre tecnologias emergentes
A solenidade de abertura será realizada nesta terça-feira, 13, às 19h, no Auditório Central da Unitins, no Câmpus Palmas. Na sequência, às 19h30, a programação (aqui) terá como destaque a palestra magna “Tecnologias Emergentes e a Cultura de Dados na Educação”, ministrada por Zaika dos Santos.
Especialista em Ciência de Dados e Inteligência Artificial, professora, pesquisadora, engenheira de prompts e criptoartista, Zaika abordará as transformações provocadas pelas novas tecnologias e pelo uso de dados no campo educacional. A palestra propõe reflexões sobre os desafios e as possibilidades dessas ferramentas nos processos de ensino e aprendizagem.
Pesquisas, oficinas e experiências científicas
Ao longo dos quatro dias, a programação contempla atividades voltadas à divulgação científica, à troca de experiências e ao incentivo à inovação. Entre os destaques estão a XXXIII Jornada de Iniciação Científica e o X Colóquio de Extensão em que acadêmicos apresentarão cerca de 250 pesquisas e projetos desenvolvidos no ambiente acadêmico.
Outro destaque é a exposição do Museu José Hidasi, que reúne animais taxidermizados e integra o acervo da Unitins. A visitação estará aberta ao público durante o evento, das 8h30 às 18h, oferecendo uma oportunidade de contato com a diversidade da fauna e de aproximação com o conhecimento científico.
O público também poderá participar de oficinas práticas, visitas guiadas aos laboratórios por meio da Mostra de Ciências da Vida, atividades do Fórum Interdisciplinar de Saúde Integral e do V Circuito de Inovação. A programação inclui ainda a V Semana Acadêmica do curso de Engenharia Agronômica, a Jornada dos cursos de Tecnologia e o TocaInovAgro Unitins, ampliando as oportunidades de integração entre ensino, pesquisa, extensão e inovação.
Com uma programação que articula diferentes áreas do conhecimento, a 4ª Semana de Ciência, Tecnologia, Inovação e Extensão reafirma o papel da Unitins na produção e na divulgação científica, no incentivo à pesquisa e na promoção de iniciativas que contribuem para o desenvolvimento do Tocantins.
O evento é aberto ao público e totalmente gratuito.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O primeiro turno das eleições de 2026 deixou lições que merecem ser examinadas com atenção. Uma delas diz respeito aos institutos de pesquisa eleitoral, à responsabilidade de quem contrata e interpreta seus levantamentos e à maneira como os números divulgados antes das urnas podem influenciar o comportamento de candidatos, coordenadores de campanha e lideranças políticas.
Outra lição envolve o encerramento de um ciclo de governo. O governador Wanderlei Barbosa ainda tem responsabilidades administrativas a cumprir, independentemente de quem vencerá o segundo turno para o comando do Palácio Araguaia. Os últimos meses de uma gestão exigem atenção redobrada às contas públicas, aos atos administrativos e à prestação de contas perante os órgãos de controle.
São assuntos diferentes, mas que se encontram em um mesmo ponto: na política, expectativas não substituem resultados, popularidade não dispensa responsabilidade e nenhum mandato afasta o dever de prestar contas.
PESQUISAS ELEITORAIS

A Associação dos Veículos de Comunicação do Estado do Tocantins (AVECOM) divulgou nota parabenizando o Portal Stylo, O Girassol e Folha Capital pelo trabalho de divulgação de pesquisas eleitorais durante o primeiro turno.
A entidade identificou os responsáveis pelos levantamentos: Instituto ProMotion/Stylo, WS Editora Girassol Ltda. e IPEX, respectivamente. Na avaliação apresentada pela associação, os resultados divulgados por esses veículos foram compatíveis com o cenário posteriormente verificado nas urnas, consideradas as respectivas margens de erro.
A AVECOM também defendeu a valorização das empresas tocantinenses, destacando a capacidade técnica dos profissionais que conhecem a realidade política, econômica e social do Estado.
O reconhecimento é importante para o mercado regional de comunicação. Mas o debate sobre pesquisas eleitorais precisa ir além da valorização institucional e alcançar a responsabilidade de todos os envolvidos na produção, contratação, divulgação e interpretação dos levantamentos.
Durante a campanha, pesquisas de diferentes institutos apresentaram cenários distintos. Alguns levantamentos locais se aproximaram mais do resultado das urnas, enquanto outros, inclusive de institutos nacionais, indicaram a possibilidade de vitória de Professora Dorinha Seabra ainda no primeiro turno.
A diferença entre a expectativa e o resultado oficial mostrou que os números precisam ser lidos com cautela. Uma pesquisa representa um retrato de determinado momento, dentro de uma metodologia, de uma amostra e de uma margem de erro. Não é garantia de resultado eleitoral.
QUANDO A PESQUISA VIRA CERTEZA, A POLÍTICA PODE PERDER O CHÃO

O problema começa quando números favoráveis deixam de ser tratados como indicadores e passam a ser encarados como confirmação antecipada da vitória.
No caso da campanha governista, a expectativa de uma vitória de Dorinha Seabra no primeiro turno foi acompanhada, segundo relatos de bastidores, por um ambiente de confiança excessiva entre parte dos aliados. O próprio governador Wanderlei Barbosa teria demonstrado acreditar na possibilidade de encerramento da disputa já na primeira votação.
A leitura política que se pode fazer desse cenário é que a confiança nos levantamentos pode ter influenciado a postura de setores da campanha. Em política, porém, acreditar que a vitória está garantida é diferente de trabalhar para conquistá-la.
O resultado oficial impediu a definição da eleição no primeiro turno. Dorinha e Vicentinho Júnior voltaram à disputa em uma nova etapa, com a necessidade de reconstruir alianças, ampliar o diálogo com o eleitor e conquistar votos.
É nesse ponto que cabe uma reflexão: campanhas eleitorais não podem permitir que a euforia dos números substitua o contato com a realidade. Nenhum candidato deve confundir liderança em pesquisa com vitória consumada. Nenhum coordenador pode considerar dispensável o trabalho de convencimento porque um levantamento aponta vantagem.
A urna não conhece o salto alto. Conhece o voto.
INSTITUTOS PRECISAM PRESTAR CONTAS À SOCIEDADE

O desempenho das pesquisas em 2026 também abre espaço para uma discussão sobre metodologia, transparência e credibilidade. Institutos locais e nacionais precisam demonstrar como seus levantamentos são realizados, apresentar adequadamente as informações técnicas e permitir que a sociedade compreenda o alcance e as limitações de cada resultado.
Quando uma pesquisa se distancia significativamente do resultado oficial, é legítimo questionar os fatores que podem ter contribuído para a diferença. Isso não significa presumir fraude ou desonestidade. Significa exigir transparência, rigor metodológico e responsabilidade na comunicação dos dados.
Da mesma forma, quando um levantamento se aproxima do resultado, é necessário reconhecer o desempenho sem transformar um acerto em garantia de infalibilidade. O eleitor merece respeito. Não deve ser induzido a acreditar que uma eleição está decidida antes de votar, nem levado a tratar pesquisas como se fossem resultados oficiais.
A nota da AVECOM coloca em evidência o trabalho dos veículos tocantinenses e a importância de valorizar o mercado local. O próximo passo é fortalecer o debate sobre a qualidade da informação eleitoral, sem desqualificações generalizadas e sem transformar divergências metodológicas em acusações sem provas.
WANDERLEI BARBOSA: POPULARIDADE TAMBÉM EXIGE RESPONSABILIDADE

O governador Wanderlei Barbosa construiu uma trajetória política marcada por sucessivas vitórias eleitorais. Desde suas primeiras disputas por mandatos proporcionais até a passagem pela Câmara Municipal de Porto Nacional, a Assembleia Legislativa, vice-governadoria e o Governo do Estado, sua carreira foi acompanhada por uma presença política relevante no Tocantins.
Levantamentos divulgados anteriormente chegaram a registrar aprovação de 66,8% de sua gestão. Esse indicador ajuda a dimensionar a força política que o governador construiu, embora não deva ser confundido com uma aprovação superior a 70% sem a identificação de uma pesquisa específica que sustente esse percentual.
A trajetória eleitoral de Wanderlei, contudo, não elimina os desafios do encerramento de sua gestão. Pelo contrário: quanto maior a responsabilidade exercida por um agente público, maior a importância da transparência sobre os atos administrativos e a aplicação dos recursos públicos.
Nos meses finais do mandato, ele que foi eleito e reeleito, a prioridade precisa ser a conclusão responsável dos compromissos assumidos, a organização das contas e a entrega de uma administração devidamente documentada.
A popularidade pode fortalecer uma liderança política. Mas a prestação de contas é uma obrigação institucional que não depende de aprovação popular, resultado eleitoral ou posição ocupada no cenário político.
TCU, TCE E AS CONTAS DO GOVERNO

O Tribunal de Contas da União (TCU), o Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO) e a Assembleia Legislativa exercem funções distintas no sistema de controle e fiscalização da administração pública.
Por isso, é necessário separar as competências de cada instituição. O TCU fiscaliza a aplicação de recursos federais sujeitos à sua jurisdição. O TCE-TO atua no controle externo das contas e da gestão pública estadual e municipal, conforme suas atribuições constitucionais e legais. Já a Assembleia Legislativa exerce a função de julgamento das contas do governador nos termos da Constituição e do ordenamento aplicável, considerando os pareceres e procedimentos pertinentes.
Wanderlei Barbosa precisa conduzir o encerramento de sua gestão com atenção à documentação dos atos administrativos, à regularidade das despesas, aos contratos, às transferências de recursos e às demais obrigações do Estado.
A existência de fiscalização não significa que haja irregularidade comprovada. Da mesma forma, a aprovação de contas anteriores não constitui garantia automática de aprovação de exercícios posteriores. Cada período de gestão deve ser examinado conforme seus próprios atos, documentos e resultados.
A reflexão do Observatório Político de O Paralelo 13 é direta: o governador não deve permitir que as movimentações políticas do segundo turno desviem a atenção das responsabilidades administrativas que permanecem sob sua condução.
O FIM DO MANDATO NÃO ENCERRA AS RESPONSABILIDADES
Em 31 de dezembro de 2026, termina o atual ciclo de governo. A partir daí, os integrantes da administração seguirão seus próprios caminhos, enquanto os órgãos de controle continuarão exercendo suas atribuições sobre os atos praticados durante a gestão, respeitados os prazos e procedimentos legais.
É natural que, no ambiente político, alianças mudem e antigos companheiros sigam projetos diferentes. Por isso, a administração pública não pode depender de relações pessoais ou da expectativa de que aliados permaneçam ao lado de um governante depois do mandato.
O que protege um gestor é a regularidade dos atos, a documentação adequada, a transparência e o cumprimento da lei. Não se trata de antecipar conclusões sobre contas ainda sujeitas a análise, muito menos de insinuar a prática de crimes sem provas. Trata-se de reconhecer que o encerramento de um governo exige responsabilidade até o último dia e que eventuais irregularidades devem ser apuradas pelas instituições competentes, com respeito ao devido processo legal.
A prioridade de Wanderlei Barbosa, nesta reta final, deve ser concluir sua gestão com responsabilidade administrativa, preservar a documentação pública e garantir que as contas sejam apresentadas de forma transparente, independentemente do resultado do segundo turno.
UMA REFLEXÃO PARA O DOMINGO

As eleições de 2026 deixam duas advertências importantes. A primeira é dirigida aos institutos de pesquisa, às empresas de comunicação, aos partidos e às campanhas: os números precisam ser tratados com rigor, e a divulgação de cenários eleitorais exige responsabilidade. A pesquisa pode orientar uma estratégia, mas não deve substituir a escuta do eleitor nem produzir a ilusão de uma vitória antecipada.
A segunda é dirigida ao governador e à sua equipe: a disputa eleitoral tem data para terminar, mas as responsabilidades administrativas não desaparecem com o fim do mandato. O encerramento de uma gestão exige atenção às contas, aos documentos e aos compromissos assumidos com a população.
Wanderlei Barbosa chega ao final de seu ciclo de governo com uma trajetória eleitoral expressiva e capital político construído ao longo dos anos. Justamente por isso, a conclusão da gestão merece cuidado especial.
O resultado do segundo turno definirá quem comandará o Tocantins a partir de 2027. Não definirá, entretanto, o dever de prestar contas de quem administrou o Estado até o último dia de 2026.
Aos institutos de pesquisa, fica a cobrança por transparência, metodologia e respeito ao eleitor.
Ao governador e aos seus auxiliares, fica o lembrete de que a responsabilidade pública não termina com a última reunião, a última inauguração ou a última fotografia de governo.
Na política, a pesquisa não é urna. A popularidade não é salvo-conduto. E o fim do mandato não é o fim da prestação de contas.
Candidata detalhou o trabalho com lideranças e fez um chamamento aos tocantinenses para diminuir a abstenção nas urnas durante agenda em Gurupi, cidade onde Dorinha foi majoritária
Texto: Cidiane Carvalho
A candidata ao Governo do Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil), afirmou nesta sexta-feira (09), durante agenda em Gurupi, que o trabalho no segundo turno está concentrado no contato direto com os eleitores, nas visitas aos municípios e na apresentação de propostas. Em entrevista à imprensa, destacou que ouvir a população também faz parte desse percurso, ao lado de parceiros e lideranças.
“Nós vamos seguir falando com as pessoas, com vários parceiros, visitando os municípios, apresentando as nossas propostas, ouvindo também o Tocantins, porque essa é a nossa responsabilidade”, declarou.
Esforço para estimular o eleitor a votar
Questionada sobre a abstenção no primeiro turno, Dorinha defendeu um esforço coletivo para estimular a presença dos eleitores nas urnas. Para a candidata, a escolha de quem vai governar o Estado exige participação e atenção ao futuro do Tocantins. “É importante que as pessoas saiam de casa. É um exercício da democracia e da escolha”, afirmou.
Dorinha também citou o papel da Justiça Eleitoral e das gestões municipais e estadual no apoio à participação dos cidadãos. “A abstenção, eu acho que ela tem que ser combatida e enfrentada por todos nós”, disse, ao defender que a população tenha condições de votar e participar das decisões políticas do país e do Estado.
A prefeita Josi Nunes (União Brasil), afirmou que a mobilização por Dorinha no segundo turno já está organizada, com reuniões, caminhadas, visitas e divulgação nas redes sociais. “Nós já nos organizamos, já montamos toda a nossa plataforma de trabalho no segundo turno: reuniões, caminhadas, visitas”, declarou. Segundo a prefeita, a campanha vai ampliar o contato com os eleitores, “levando a consciência da importância do nome de Dorinha não somente para Gurupi, mas para todo o Estado do Tocantins”.
Autoridades manifestaram gratidão pelos resultados da campanha e destacaram a responsabilidade diante dos desafios futuros
Da Assessoria
O senador Eduardo Gomes (PL), acompanhado da esposa, Carla Gomes, e a candidata ao Governo do Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil), participaram, na última sexta-feira (9/10), da abertura da 38ª edição da Convenção Estadual de Ministros Evangélicos das Assembleias de Deus Nação Madureira do Tocantins (Conemad-TO), em Gurupi. Na ocasião, as autoridades manifestaram gratidão pelos resultados do período de campanha e destacaram a responsabilidade diante dos desafios futuros.
O evento ocorre de 9 a 11 de outubro, com o tema “Liderando para cumprir a missão”. A programação de abertura também celebrou a inauguração da Catedral de Madureira, da Igreja Assembleia de Deus (IAD) em Gurupi.
Durante o evento, o vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes (PL), reafirmou o compromisso de manter o diálogo com as lideranças da instituição religiosa e destacou a importância do atual momento político.

“Quero expressar o meu compromisso, das vezes que recebi um telefonema preocupado do pastor Amarildo, com uma conversa franca sobre os desafios que estamos enfrentando no Brasil. É chegada a hora de grandes decisões, e a gente pede humildade para entender os avanços que teremos na vida política”, afirmou.
O presidente da Conemad-TO, pastor Amarildo Martins, destacou a satisfação com a parceria com o senador e ressaltou a relação de amizade com a instituição religiosa.
“Para o Eduardo Gomes a gente dispensa comentários. Ele é um amigo, sempre, não apenas meu, como também da igreja e nossos membros. Um irmão de todos”, concluiu.