No Senado, o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), admitiu que a votação da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal dificilmente ocorrerá ainda este ano. Messias foi indicado pelo presidente Lula.

 

 

Por Julia Lindner  - G1

 

 

A relação entre o Palácio do Planalto e a cúpula do Congresso sofreu um desgaste evidente nesta segunda-feira (24), após declarações públicas de lideranças das duas Casas exporem atritos com o governo e entre si.

 

No Senado, o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), admitiu que a votação da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) dificilmente ocorrerá ainda este ano, em meio a um desgaste na relação com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Na Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), rompeu politicamente com o líder do PT, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

 

A soma dos episódios acendeu um alerta no governo Lula sobre a fragilidade da articulação política em um momento sensível — com o fim do ano legislativo se aproximando e pautas importantes pendentes de votação.

 

No Senado, a indicação de Jorge Messias trava em meio a uma “tensão muito grande”.

 

Jorge Messias indicado para STF

 

Um dos sinais da dificuldade é que Jaques Wagner (PT-BA), está há alguns dias sem conseguir qualquer contato com o presidente Davi Alcolumbre, que decidiu cortar a relação após a indicação de Messias ao Supremo. A outros senadoras, o amapaense tem deixado claro que não tem pretensão de retomar o contato com o líder do governo.

 

Entre os motivos da insatisfação de Alcolumbre, está o fato de Jaques ter defendido em mais de uma ocasião o nome de Messias para o STF publicamente, mesmo antes da definição do presidente Lula sobre a escolha. Alcolumbre, por sua vez, trabalhava pela escolha do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

 

Em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, Jaques Wagner afirmou que não há condições políticas nem calendário suficiente para votar a indicação de Messias em dezembro.

 

“Eu acho que nós não teremos tempo hábil para votar ainda no mês que se inicia na segunda-feira que vem”, disse o senador.

 

Wagner listou obstáculos concretos — como as apenas quatro semanas úteis até o recesso e a pauta carregada pela tramitação da LDO e do Orçamento —, mas admitiu que o fator político pesa tanto quanto o cronograma.

Segundo ele, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ficou “chateado” por não ter sido avisado antecipadamente da escolha de Messias por Lula, o que gerou um clima de “tensão muito grande” na Casa.

 

“Tem que esperar um pouco, esfriar um pouco essa tensão”, afirmou Wagner, sugerindo que a sabatina de Messias pode ficar para 2026.

 

Apesar do atrito, o líder do governo defendeu que sempre foi transparente com os colegas e negou ter alimentado expectativas sobre outro nome.

 

Crise na Câmara

 

Na Câmara um outro conflito veio a público.

 

O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou à "Folha de S.Paulo":

 

“Não tenho mais interesse em ter nenhum tipo de relação com o deputado Lindbergh Farias.”

 

Procurada, a assessoria de imprensa de Motta confirmou o rompimento.

 

A declaração ocorreu após uma sequência de desentendimentos entre os dois, especialmente em torno de votações sensíveis nas últimas semanas.

 

Ao longo do dia, Lindbergh subiu o tom contra Motta. À GloboNews, afirmou não ter intenção de buscar uma reaproximação com o presidente da Câmara.

 

Segundo Lindbergh, a posição de Motta é “imatura” e o presidente da Câmara age de maneira “errática”.

 

Lindbergh chegou a ironizar a proximidade de Motta com aliados da oposição, como o presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), e o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

“Política não se faz como clube de amigos. Minhas posições políticas são transparentes e previsíveis”, disse o petista nas redes sociais.

 

“Se há uma crise de confiança na relação entre o governo e o presidente da Câmara, isso tem mais a ver com as escolhas que o próprio Hugo Motta tem feito. Ele que assuma as responsabilidades por suas ações.”

 

Decisões recentes de Motta que desagradaram o Planalto foram a derrubada da medida provisória do IOF, a PEC da Blindagem e a escolha, sem consulta ao governo, do deputado Guilherme Der

Impacto no Planalto

Os dois movimentos — o emperramento da indicação ao STF e o confronto direto entre Hugo Motta e o líder do PT na Câmara — são vistos no governo como sintomas de um desgaste mais profundo:

 

as cúpulas das duas Casas estão insatisfeitas com a articulação política;

Lula perdeu controle sobre o ritmo e o ambiente das votações;

a coalizão governista enfrenta dificuldades para manter alinhamento interno.

Integrantes do Planalto avaliam que a crise pode contaminar temas essenciais e tornar imprevisível a votação da LDO e do Orçamento.

 

 

Posted On Terça, 25 Novembro 2025 04:51 Escrito por

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou à Folha que rompeu com o líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (RJ). "Não tenho mais interesse em ter nenhum tipo de relação com o deputado Lindbergh Farias", declarou

 

 

 

Por Victoria Azevedo

 

 

 

O tensionamento entre os dois políticos pode acentuar os desgastes na relação do governo Lula (PT) com a Câmara, num momento em que há atritos também do Palácio do Planalto com o Senado. De acordo com dois líderes da Casa próximos a Motta, a relação entre os dois, agora, será meramente institucional.

 

Nos últimos meses, o grupo de Motta se queixava da atuação de Lindbergh, acusando o parlamentar de se exaltar nas discussões e buscar desgastar a imagem da Câmara junto à opinião pública. A cúpula da Casa também critica o comportamento do deputado nas reuniões semanais com líderes e Motta, afirmando que ele atua como se fosse líder do governo, quando deveria responder só pela bancada do PT.

 

Três homens vestidos com ternos escuros conversam em ambiente fechado, possivelmente uma sessão legislativa. O homem ao centro está sentado, apontando com a mão direita, enquanto os outros dois se inclinam próximos a ele, ouvindo atentamente. O fundo é desfocado, com outras pessoas e luzes indiretas visíveis.

 

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao centro, e o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), à direita na imagem - Pedro Ladeira-1º.out.25/Folhapress

O petista é um dos deputados mais atuantes na defesa do governo e de suas pautas na Casa e tem usado publicações nas redes sociais e falas na tribuna para fazer essa disputa política.

 

A discussão do projeto de lei antifacção, aprovado na Câmara na semana passada, acentuou o desgaste na relação de Motta com Lindbergh, dizem aliados do parlamentar. Integrantes da cúpula da Câmara se queixam, sob reserva, da atuação do governo e de seus ministros na tramitação da matéria, acusando-os de incentivar ataques à Câmara e do que consideram "narrativas" acerca do conteúdo do texto.

 

Motta escolheu como relator do projeto enviado pelo Executivo —e apontado como principal resposta de Lula à crise na segurança pública após megaoperação no Rio— o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), secretário de Segurança do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, considerado o potencial adversário do petista em 2026.

 

A decisão do presidente da Câmara gerou contrariedade entre integrantes do Planalto e tensionou o debate da matéria. O relator fez uma série de mudanças ao texto que foram criticadas pelo governo federal. Diante disso, o Executivo orientou votação contra a proposta, mas acabou sendo derrotado. O texto, agora, está em análise pelo Senado.

 

O próprio Motta falou publicamente do descontentamento em entrevistas e publicações nas redes nos últimos dias.

 

Um cardeal do centrão diz que, hoje, o clima entre os parlamentares e o Planalto é muito ruim, citando também o que classifica como acordos não cumpridos do Executivo —na redistribuição de cargos, na baixa execução orçamentária e em relação às matérias em discussão na Casa.

 

Esse parlamentar prevê maior tensionamento nos próximos dias. Aliados de Motta negam, no entanto, que haja um rompimento com Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), responsável pela relação entre Executivo e Legislativo, mas afirmam que a relação do parlamentar com a ministra também foi abalada.

 

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), é apontado por líderes do centrão como um nome que atua para distensionar a relação da cúpula da Casa com o Planalto.

 

Motta assumiu a presidência da Câmara no começo deste ano, após conseguir apoio de quase todos os partidos da Casa, indo do PT ao PL. Lindbergh e Gleisi foram alguns dos entusiastas do apoio do partido e do governo à candidatura de Motta e trabalharam para viabilizar essa aliança.

 

De lá para cá, no entanto, a relação do Palácio do Planalto com a Câmara foi de altos e baixos, marcada por um sentimento de desconfiança mútua. Episódios como a derrubada de decreto presidencial do IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) pelos deputados, a decisão de não avançar com MP (medida provisória) que aumentava impostos e, mais recentemente, a tramitação do projeto de lei antifacção desagradaram o governo.

 

Em abril do ano passado, o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), anunciou rompimento com o então ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Naquela ocasião, o deputado disse que Padilha era seu "desafeto pessoal" e o chamou de "incompetente". Lula decidiu manter o ministro no cargo mesmo assim.

 

 

Com minoria da esquerda na Casa, a relação do Planalto com a Câmara neste terceiro mandato do petista foi marcada por instabilidades. Esse novo tensionamento entre os deputados e o governo ocorre num momento de ruído também na relação do governo com o Senado, principal fonte de governabilidade da gestão até o momento.

 

A indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) gerou contrariedade na cúpula da Casa, que trabalhava pelo nome de Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que era considerado um dos principais aliados de Lula no Congresso, pautou a votação de uma pauta-bomba horas após o anúncio de Messias e afirmou a interlocutores que trabalhará contra a indicação do atual chefe da AGU.

 

 

Posted On Segunda, 24 Novembro 2025 14:41 Escrito por

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

No atual cenário de insegurança política e jurídica, as duas pré-candidaturas existentes — a do governador em exercício Laurez Moreira e da senadora professora Dorinha Seabra — ainda vivem um “céu de brigadeiro”. Laurez não enfrenta oposição que o incomode diretamente, e Dorinha não tem adversários que ameacem sua posição como candidata de oposição. No entanto, em menos de dois meses, ambas precisarão sair do comportamento primário de amadores para uma postura profissional.

REDES SOCIAIS: UMA FACA QUE CORTA INDO E VOLTANDO

 

As duas pré-candidaturas vêm utilizando as redes sociais de forma ainda muito primária, com postagens de vídeos que geram memes e críticas, muitas vezes sem estratégia definida. A partir de janeiro, será necessário profissionalizar essa comunicação.

O calendário eleitoral impõe prazos rígidos: até 6 de abril de 2026, quem deseja disputar um cargo eletivo precisa estar filiado a um partido político. Além disso, é o prazo para detentores de mandatos legislativos mudarem de legenda sem risco de perder o mandato.

HORA DE SER CANDIDATO OU CANDIDATA DE OPOSIÇÃO

 

Até abril, espera-se que Dorinha Seabra já esteja atuando como candidata de oposição, com nominatas definidas e propostas de governo apresentadas à população. Por sua vez, Laurez Moreira deverá ter o orçamento aprovado e em execução, garantindo visibilidade como governador e, ao mesmo tempo, como candidato à reeleição.

Ambos, até lá, estarão agindo de forma profissional, orientados por suas equipes de marketing, revelando o perfil de cada candidatura por meio de ações concretas.

DISPUTA EM ABERTO

 

Apesar de Dorinha liderar as pesquisas de intenção de voto, seguida por Laurez, o quadro em abril não será o mesmo de hoje. O clima político, que em 2025 ainda parece tranquilo, poderá se transformar em tempestades e turbulências. Sem profissionalismo, há sérios riscos de naufrágio para qualquer candidatura.

IMPRENSA TRADICIONAL

 

As candidaturas terão cobertura dos principais veículos de comunicação, que deverão estabelecer parcerias com partidos e federações.

A partir de 2026, qualquer veículo de comunicação — impresso, online, rádio ou TV — que publicar pesquisas falsas estará sujeito ao rigor da Justiça Eleitoral. As penalidades vão de multas milionárias a processos judiciais e até prisão. A fiscalização será feita pela Justiça Eleitoral e pelo Ministério Público Federal e Estadual.

PORTA ABERTA

 

Uma possível terceira candidatura, dependendo da estratégia, propostas e nominatas de nomes sem processos na Justiça, pode surgir com condições reais de competitividade frente às duas candidaturas já postas: Laurez Moreira e Dorinha Seabra.

O Observatório Político de O Paralelo 13 aponta que 72% da pirâmide eleitoral tocantinense é formada por pessoas simples e humildes. Muitas famílias sobrevivem de trabalhos informais e programas sociais como o Bolsa Família; outras vivem de serviços com remuneração entre um e dois salários mínimos.

Essa base só costuma se manifestar 45 dias antes das eleições. Hoje, quem mais acessa esse público são vereadores, lideranças comunitárias e religiosas. A informação chega por meio de portais de notícias e blogs gratuitos.

No momento, essa camada da população está focada no sustento da família e sequer acompanha quem são os pré-candidatos ao governo.

Nada será tão fácil quanto parece. O jogo ainda nem começou...

 

 

Posted On Segunda, 24 Novembro 2025 04:21 Escrito por

Da Assessoria

 

 

A senadora Professora Dorinha Seabra realiza, nesta segunda-feira (24), às 10h, no auditório da Codevasf, em Palmas, uma solenidade de entrega de maquinários para nove municípios tocantinenses e assinatura de 12 contratos de pavimentação. O investimento total ultrapassa R$ 20 milhões e reforça o compromisso da parlamentar com o desenvolvimento da infraestrutura urbana e rural do estado.

 

Municípios beneficiados com maquinários

Nove cidades receberão equipamentos que vão fortalecer a capacidade operacional das prefeituras: Ananás, Axixá do Tocantins, Esperantina, Formoso do Araguaia, Jaú do Tocantins, Barrolândia, Novo Alegre, Cariri do Tocantins e Couto Magalhães.

Os maquinários entregues somam R$ 2.988.167,16 e incluem seis retroescavadeiras, um trator agrícola e duas pás carregadeiras.

 

Investimentos em pavimentação

Além da entrega de equipamentos, serão assinados 12 contratos de pavimentação em diferentes municípios. As obras contemplam recapeamento asfáltico, aplicação de bloquete intertravado e TSD (Tratamento Superficial Duplo).

Em Almas, será realizado o TSD no valor de R$ 2 milhões. Aragominas receberá pavimentação em bloquete intertravado no valor de R$ 1,5 milhão. Em Araguaçú, o investimento será de R$ 1,5 milhão também em TSD. Brasilândia terá pavimentação em bloquete intertravado no valor de R$ 1,5 milhão. Caseara contará com recapeamento asfáltico de R$ 2 milhões.

 

Combinado receberá R$ 1,5 milhão em bloquete intertravado. Mateiros terá o mesmo tipo de obra, também no valor de R$ 1,5 milhão. Miranorte será contemplada com recapeamento asfáltico de R$ 2 milhões. Nazaré terá pavimentação em bloquete intertravado no valor de R$ 1,5 milhão. Pedro Afonso receberá R$ 1,5 milhão para obras em bloquete intertravado. Ponte Alta do Tocantins terá o mesmo tipo de pavimentação, igualmente no valor de R$ 1,5 milhão. Por fim, Riachinho será beneficiado com recapeamento asfáltico de R$ 2 milhões.

Desenvolvimento e impacto

Segundo a senadora Dorinha, os investimentos representam um avanço significativo para os municípios tocantinenses, garantindo melhores condições de mobilidade urbana e infraestrutura rural. “Estamos entregando ferramentas e obras que vão impactar diretamente a vida das pessoas, melhorando estradas, ruas e a capacidade de trabalho das prefeituras”, destacou.

 

 

 

Posted On Sábado, 22 Novembro 2025 08:22 Escrito por

Por Edson Rodrigues

 

 

A sucessão ao governo do Tocantins foi precipitada por eventos fora do curso natural da política. Tudo começou com o rompimento político, no ano passado, entre o então governador Wanderley Barbosa e seu vice, Laurez Moreira. Alijado da gestão, Laurez decidiu trilhar caminho próprio, formando um novo grupo político e lançando sua pré-candidatura ao governo estadual, percorrendo os 139 municípios tocantinenses.

 

COM A PRÉ-CAMPANHA NAS RUAS

 

A movimentação de Laurez nas ruas provocou um efeito dominó. Outros nomes com pretensões ao Palácio Araguaia se viram obrigados a se posicionar. Entre eles, o presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres, que contava com o apoio direto de Wanderley Barbosa. Também entrou no jogo a senadora Dorinha Seabra, respaldada por prefeitos dos cinco maiores colégios eleitorais do estado — Palmas (Eduardo Siqueira), Araguaína (Wagner Rodrigues), Gurupi (Rosi Nunes), Porto Nacional (Ronivon Maciel) e Paraíso (Celso Morais) — além do senador Eduardo Gomes, vice-presidente do Senado.

 

A situação ganhou ainda mais urgência com o afastamento de Wanderley Barbosa por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por 180 dias. Com isso, Laurez Moreira assumiu o governo e formou uma nova equipe de auxiliares, priorizando nomes de seu grupo político, embora tenha mantido alguns quadros da gestão anterior.

 

Essa reconfiguração, imposta pelo Judiciário, alterou profundamente o equilíbrio entre os poderes Executivo e Legislativo. Amélio Cayres perdeu seu principal apoiador e, com ele, o respaldo de 18 deputados estaduais que formavam a base de Wanderley. O cenário atual praticamente inviabiliza a candidatura de Cayres ao governo.

 

DORINHA X LAUREZ

 

As pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento colocam a senadora Dorinha Seabra na liderança, com o governador em exercício, Laurez Moreira, em segundo lugar. No entanto, o cenário está longe de ser definido. O número de eleitores indecisos, somado aos votos brancos e nulos, ainda supera as intenções de voto de qualquer pré-candidato. É o que revelam levantamentos internos encomendados por partidos e grupos políticos, aos quais o Observatório Político de O Paralelo 13 teve acesso.

 

OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA É PASSÍVEL DE PRISÃO

 

 

O Tocantins vive um clima de insegurança política e jurídica, aguardando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido da defesa de Wanderley Barbosa para retornar ao cargo. As recentes operações da Polícia Federal, que miraram o governador afastado, seus familiares e deputados estaduais, com mandados de busca e apreensão na Assembleia Legislativa e em residências de parlamentares, agravaram ainda mais o ambiente de incerteza.

 

As acusações de obstrução da Justiça, envolvendo Wanderley Barbosa, sua esposa Karinne Sotero e os filhos — o deputado estadual Leo Barbosa e Rérison Barbosa —, resultaram na apreensão de celulares e dispositivos eletrônicos. Caso as suspeitas sejam confirmadas com o conteúdo dos celulares e outros dispositivos eletrônicos apreendidos, tudo pode culminar em pedido de prisão. Porém, se nada houver que comprove a prática de obstrução de Justiça, cairá por terra a acusação mais grave que há contra Wanderlei Barbosa, o que pode reverberar nas decisões judiciais, facilitando o acatamento dos pedidos da sua defesa e a sua recondução ao cargo. O ministro Mauro Campbell deve receber os laudos técnicos da perícia da Polícia Federal já na próxima semana.

 

TERCEIRA VIA?

 

 

A crescente taxa de indecisos e o aumento dos votos nulos ou em branco refletem o sentimento popular diante das crises políticas e institucionais. O eleitor já compreende que, no fim das contas, é ele quem arca com as consequências. Por isso, o Observatório Político de O Paralelo 13 afirma que a disputa pelo governo está mais aberta do que nunca.

 

Há espaço, inclusive, para o surgimento de uma terceira via competitiva, capaz de embaralhar o atual quadro sucessório. Diante das sucessivas decepções político-eleitorais e da indefinição sobre quem, de fato, governa o estado, o mais prudente é que as pré-candidaturas permaneçam restritas ao meio político. Nas ruas, a preocupação é outra: demissões em massa, contas atrasadas e o risco iminente de retorno à faixa de pobreza.

 

E O POVO?

 

 

A população tocantinense apresenta um percentual de pobreza que, embora tenha diminuído significativamente, ainda é expressivo, com a taxa de pobreza em 2023 sendo de 28,6%.O estado se situa como o segundo com a menor taxa de pobreza nas regiões Norte e Nordeste, atrás apenas de Rondônia. Em 2023, o estado também registrou uma queda significativa na pobreza extrema, que passou de 7,6% em 2021 para 4,2% em 2023.

 

Ainda assim, um total de 142.892 famílias em todos os 139 municípios do Tocantins estão contempladas em outubro com o Bolsa Família. O que é Uma faixa bastante significativa da população economicamente ativa, ainda mais sob o prisma do envelhecimento da população brasileira em geral, o que pode significar que boa parte dos atendidos pelo Bolsa Família no Tocantins podem jamais ter a chance de voltar ao mercado de trabalho.

 

Portanto, é hora dos políticos pararem de pensar em seus projetos pessoais de poder e começar a trabalhar naquilo em que foram eleitos por esse povo que está sucumbindo ou de vergonha ou de falta de oportunidades.... ou os dois!

 

 

Posted On Sexta, 21 Novembro 2025 04:57 Escrito por
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