Pesquisas ouviu eleitores em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás

 

Por Arthur Stabile, Gustavo Petró, g1

 

 

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (27) mostra a intenção de voto para as eleições do governo de 8 estados em 2026. Os possíveis cenários são:

 

São Paulo: atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 38%, na liderança das intenções de voto, contra 15% de Fernando Haddad (PT) e 12% de Pablo Marçal (PRTB).

Rio de Janeiro: Eduardo Paes (PSD), prefeito da capital, aparece com 29% das intenções de voto, à frente de Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 20% na 2ª colocação. O atual governador, Cláudio Castro (PL), está no 2º mandato, e não pode concorrer à reeleição.

Minas Gerais: senador Cleitinho (Republicanos) aparece à frente nas intenções de voto, com 33%. Ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (Republicanos) está em segundo, com 16% e o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) tem 8%, em terceiro. O atual governador, Romeu Zema (Novo), está no 2º mandato, e não pode concorrer à reeleição.

Pernambuco: atual governadora, Raquel Lyra (PSDB) aparece com 28% das intenções de voto, atrás do atual prefeito da capital Recife, João Campos (PSB), que soma 56%.

Bahia: ACM Neto (União Brasil) tem 42% das intenções de voto e está tecnicamente empatado com Jerônimo Rodrigues (PT), com 38%.

Rio Grande do Sul: Juliana Brizola (PDT) têm 19% e está tecnicamente empatada com o tenente-coronel Zucco (PL), com 15%. Em terceiro empatam Edegar Pretto (PT), com 10%, e Gabriel Souza (MDB), com 7%.

Paraná: senador Sergio Moro (União Brasil) aparece com 30% na liderança das intenções de voto. Rafael Greca (PSD) soma 18% na segunda posição.
Goiás: Daniel Vilela (MDB) tem 24% da preferência dos entrevistados, contra 15% de Marconi Perillo (PSDB). O atual governador, Ronaldo Caiado (Novo), está no 2º mandato, e não pode concorrer à reeleição.

 

Foram ouvidas pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 19 e 23 de fevereiro e a margem de erro é de 3 pontos em 7 estados -- exceto em São Paulo, que é de 2 pontos para mais ou menos.

 

Veja os números de cada estado:

 

São Paulo

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera as intenções de voto com 38% em disputa simulada contra Fernando Haddad (PT), que soma 15%, e Pablo Marçal (PRTB), com 12%. O ex-governador Márcio França (PSB) tem 6%.

 

Foram ouvidas 1.644 pessoas e a margem de erro é de 2 pontos para mais ou menos. Veja:

 

Tarcísio de Freitas (Republicanos): 38%;

Fernando Haddad (PT): 15%;

Pablo Marçal (PRTB): 12%;

Márcio França (PSB): 6%;

Indecisos: 8%;

Branco/nulo/não vai votar: 21%.

 

 

Posted On Sexta, 28 Fevereiro 2025 06:43 Escrito por

Pesquisa Genial/Quaest mostra bom desempenho da maioria dos governadores cujas gestões foram avaliadas pelo eleitor

 

 

Com Estadão

 

 

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), tem a melhor avaliação entre oito chefes de Executivo estadual que tiveram seus governos medidos em pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 27. Já o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), tem o pior resultado, sendo o único com desaprovação maior que a aprovação. Como mostrou o Estadão, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é aprovado por 61% e rejeitado por 28%. Veja os resultados dos demais governadores:

 

Caiado é o mais bem avaliado entre oito Estados

Segundo a pesquisa realizada entre 19 e 23 de fevereiro, Caiado alcança 86% de aprovação em Goiás, contra apenas 9% que desaprovam sua gestão. Outros 5% não souberam ou não responderam. Os índices mudaram pouco em relação a dezembro do ano passado, quando 88% aprovavam o goiano, 9% desaprovavam e 4% não souberam ou não responderam.

 

A avaliação positiva de Caiado alcança 74%, enquanto a negativa fica em 4%. São 17% os que apontam que seu governo é regular e 5% não souberam ou não responderam.

O bom desempenho de Caiado se dá sobretudo por conta de seus bons índices de avaliação positiva em segurança (74%) e educação (72%). Mesmo o pior resultado, em saúde, tem avaliação positiva maior que a negativa (50% a 20%).

 

Em Goiás, foram ouvidos 1.104 eleitores de forma presencial. A margem de erro em todos os sete Estados é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%

 

Ratinho Júnior alcança 81% de aprovação no Paraná

 

O segundo governador com a melhor avaliação entre esses oito Estados é Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, aprovado por 81% e desaprovado por 14%. São 5% os que não souberam ou não responderam.

Quanto à avaliação o governo, 65% apontam que a gestão é positiva (índice que subiu seis pontos desde dezembro), 24% indicam que é regular e 6% dão o conceito negativo. São 5% os que não souberam ou não responderam.

 

A área mais bem avaliada no governo, entre as pesquisadas, é a educação, aprovada por 66% dos paranaenses, seguida pela geração de emprego e renda e a atração de empresas, ambas com 65%. As piores avaliações se dão na saúde e na segurança, com índices de 50% de conceito positivo e 16% e 14% de negativo, respectivamente.

No Paraná também foram ouvidos 1.104 eleitores de forma presencial.

 

Romeu Zema tem 62% de aprovação em Minas

Em Minas Gerais, o governador Romeu Zema (Novo), outro já em segundo mandato e com pretensões nacionais, é aprovado por 62% dos eleitores e desaprovado por 30%. Os que não souberam ou não responderam são 8%.

Quando à avaliação e governo, são 41% os que veem seus resultados como positivos. Outros 37% acham que é regular e 14% veem como negativo. São 8% novamente os que não souberam ou não responderam.

 

Zema tem seus melhores resultados nas políticas para educação (50% de avaliação positiva e 17% de negativa) e atração e empresas (45% de avaliação positiva e 18% de negativa). Os piores desempenhos se dão em infraestrutura e mobilidade (31% de positivo e 27% de negativo) e saúde (37% de positivo e 25% de negativo).

Em Minas Gerais foram ouvidos 1.482 eleitores de forma presencial.

 

Eduardo Leite alcança 62% de aprovação no Rio Grande do Sul
Resultado semelhante tem Eduardo Leite (PSDB), outro presidenciável já em segundo mandato no Rio Grande do Sul. Ele é aprovado por 62% e desaprovado por 33%. Os que não souberam ou não responderam são 5%.

A avaliação positiva do trabalho de Eduardo Leite alcança 40%, enquanto 39% veem seu governo como regular e 16% citam o conceito negativo. São 5% os que não souberam e não responderam mais uma vez.

 

Quanto às áreas de governo, educação e atração e empresas são avaliadas positivamente por 45% dos eleitores. Já a saúde é aprovada por apenas 33% dos gaúchos, ainda assim mais que os 30% que rejeitam.

No Rio Grande do Sul foram ouvidos 1.104 eleitores.

 

Jerônimo Rodrigues alcança 61% de aprovação na Bahia

Na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que está em primeiro mandato, viu seus índices de popularidade aumentarem e a popularidade chegou a 61% (em dezembro eram 54%). Já a desaprovação caiu de 35% para 31%. Os que não souberam ou não responderam são 8% (eram 11%).

 

Tarcísio de Freitas (SP), Cláudio Castro (RJ), Romeu Zema (MG), Eduardo Leite (RS), Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Junior (PR), Jerônimo Rodrigues (BA) e Raquel Lyra (PE): pesquisa Quaest mostra avaliação popular de oito governadores

 

A avaliação positiva do governo também saltou significativamente, passando de 32% para 42%. O conceito regular encolheu de 35% para 29%. Já a avaliação negativa oscilou de 22% para 21%. São novamente 8% os que não souberam e não responderam.

 

Os melhores resultados de Jerônimo se dão na educação e na atração de empresas, com 48% de avaliação positiva e 23% de avaliação negativa em ambas. Os piores se dão em saúde e segurança, ambas com 33% de avaliação positiva. A negativa, na primeira, é de 38% e, na segunda, de 39%.

 

Na Bahia foram ouvidas 1.200 pessoas, presencialmente.

 

Raquel Lyra é aprovada por 51% dos pernambucanos
Enquanto isso, Raquel Lyra (PSDB), que também está em seu primeiro mandato, registra aprovação de 51% (três pontos porcentuais a menos do que em dezembro), enquanto 44% a desaprovam (eram 42%). Os que não sabem ou não responderam são 5%.

Em relação à avaliação de governo, o conceito regular foi atribuído por 37% dos eleitores. Já 32% avaliaram a gestão como positiva e 26% como negativa. Novamente 5% não souberam ou não responderam.

 

O melhor desempenho de Raquel Lyra se dá na área de educação, na qual seu trabalho é avaliado positivamente por 57% dos eleitores e negativamente por 16%. Já os piores índices se dão na saúde (34% de positivo e 33% de negativo) e segurança (34% de positivo e 35% de negativo).

 

Em Pernambuco foram ouvidos 1.104 eleitores.

 

Cláudio Castro tem desaprovação maior que a aprovação no Rio

Por fim, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), já em segundo mandato, é desaprovado por 48% dos eleitores fluminenses e aprovado por 42%. Os que não souberam ou não responderam são 10%.

Quanto à avaliação de sua gestão, o conceito positivo foi atribuído por 24%, enquanto o negativo foi citado por 31%. Outros 35% disseram que a gestão é regular. Já os que não souberam ou não responderam são 10%.

 

O melhor resultado de Castro por área de atuação se dá na atração e empresas para o Estado, com 30% de avaliação positiva e 28% de negativa. O pior se dá na segurança pública, na qual 12% dos fluminenses consideram que a gestão é positiva e 59% que é negativa. Cláudio Castro também tem baixo desempenho em saúde (16% de avaliação positiva), transporte público (21%) e emprego e renda (22%).

 

No Rio de Janeiro foram 1.404 entrevistas.

 

 

Posted On Quinta, 27 Fevereiro 2025 13:09 Escrito por

O ministro também se disse honrado pela nova tarefa recebida de Lula; Padilha tomará posse em seis de março

 

 

Por Caio Spechoto e Sofia Aguiar

 

 

O próximo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a principal ordem que recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no momento em que foi convidado para o novo cargo foi fortalecer o SUS. O ministro também se disse honrado pela nova tarefa recebida de Lula. Padilha se manifestou em seu perfil no X, antigo Twitter.

 

Padilha comandou a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política, desde o começo do governo. Lula acertou a ida do ministro para a Saúde no lugar de Nísia Trindade nesta terça-feira, 25. Padilha tomará posse na Saúde em seis de março.

 

"Fui convidado pelo presidente Lula para ser ministro da Saúde e aceitei com muita honra essa nova missão", declarou Padilha. "Fortalecer o SUS continuará sendo a nossa grande causa, com atenção especial para a redução do tempo de espera de quem busca cuidado na rede de saúde. Esse é o comando que recebi do presidente Lula e ao qual vou me dedicar integralmente", disse o ministro.

 

Ele também falou sobre sua antecessora, Nísia Trindade. "Nísia deixa um legado de reconstrução do SUS, após anos de gestões negacionistas, que nos custaram centenas de milhares de vidas", escreveu o ministro.

 

Padilha também fez uma série de agradecimentos a pessoas com as quais lidou durante seu período na Secretaria de Relações Institucionais. Entre eles, o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que tentou tirá-lo do cargo nos primeiros anos do governo Lula.

 

Na manhã desta terça, Nísia assinou os últimos atos como ministra numa solenidade no Planalto com a presença de Lula. Ela assinou portarias referentes à produção de vacinas em cerimônia marcada por constrangimento. Nísia fez um longo discurso, em tom de despedida, e cumprimentou vários integrantes de sua equipe.

 

No fim da solenidade, realizada no Salão Leste do Palácio do Planalto, um repórter perguntou: "Presidente, o senhor vai fazer mudanças no Ministério?." Lula se surpreendeu com o questionamento, houve silêncio no Salão Leste, mas ele não respondeu.

 

Lula se reuniu com Nísia nesta tarde e depois se encontrou com Padilha. O novo ministro tem 53 anos, foi eleito deputado federal pelo PT em São Paulo e é médico. Ele já foi ministro da Saúde na gestão de Dilma Rousseff.

 

*Com informações do Estadão Conteúdo.

 

Posted On Quarta, 26 Fevereiro 2025 02:51 Escrito por

Foi lançada nesta terça-feira, dia 25, na Câmara de Municipal de Palmas, a candidatura do professor e advogado Nile William à presidência do diretório regional do Partido dos Trabalhadores

 

 

Com Assessoria

 

 

Nile concorre pela corrente interna CNB (Construindo um Novo Brasil), de oposição ao atual diretório. Nille William foi apresentado como candidato por lideranças históricas do partido que compõem a CNB, corrente majoritária em nível nacional, da qual faz parte o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a atual presidente Gleisi Hoffmann.

 

 

Em seu discurso o professor e advogado de 36 anos, disse que sua principal proposta é resgatar o respeito na relação do diretório com os filiados, que, segundo ele, se perdeu nos últimos 7 anos com a falta de diálogo interno. “Hoje ou você concorda com o diretório, ou você se torna inimigo e execrado, por isso precisamos pensar numa direção que una o partido e agregue forças e traga a felicidade de volta”, destacou. A eleição para o diretório ocorre no próximo dia 6 de julho através do PED, Processo de Eleição Direta, no qual todos os filiados podem votar. Serão escolhidos o novo presidente nacional, presidentes regionais e municipais e comissões provisórias.

 

O ex-presidente do diretório e ex-senador Donizete Nogueira destacou a necessidade do partido de renovação, abrindo espaço para jovens lideranças conduzirem o partido diante dos seus novos desafios. Outra veterana a usar a palavra foi Rosimar Mendes, ex-presidente do Sintet (Sindicato dos Professores) que enfatizou o papel da mulher na construção de um novo diretório mais representativo. A vereadora de Palmas, Thamires do Coletivo Somos, enfatizou a importância do fortalecimento do partido. O superintendente do Patrimonio da União, Edy Cesar, que chegou a cogitar seu nome para disputa, abriu mão para apoiar Nile, por entender que ele tem condições de fazer uma renovação de ideias e trazer o partido para o século 21. Outro apoio importante veio do Bico, com Freitas do PT, que também pretendia concorrer e compôs com o grupo.

 

PERFIL

 

Nille William começou sua militância petista em Goiás, no município de Catalão. Está no Tocantins há mais de 10 anos, onde atua como professor concursado do IFTO e é advogado conceituado em Palmas. Aos 36 anos, já integrou a Executiva estadual de 2017 a 2018. Nunca concorreu a cargos públicos, mas atua na linha de frente das campanhas do partido no Estado.

 

 

Posted On Quarta, 26 Fevereiro 2025 02:36 Escrito por

Após meses negociando uma tentativa de fusão com PSD ou MDB, o presidente do PSDB, Marconi Perillo, diz que a sigla desistiu da união com as legendas. Segundo ele, os tucanos decidiram se unir com outros dois partidos menores: Podemos e Solidariedade. O objetivo, de acordo com a direção do partido, é evitar a entrada em um processo de “extinção” e manter o programa da sigla. Caso optasse pelo acordo com as legendas de Gilberto Kassab ou Baleia Rossi, a avaliação é que o PSDB acabaria submisso

 

 

 

Por Edson Rodrigues

 

 

 

“O partido caminha nesta direção, de fazer fusão com partidos menores, para mantermos nosso programa, nossa história. A direção é essa. É o que a base quer e vamos fazer”, disse ao jornal O Globo o presidente do PSDB, Marconi Perillo.

 

A possibilidade de se unir a PSD e MDB também vinha provocando um racha interno, já que em determinados estados havia divergências com o comando das outras legendas. Em Minas Gerais, Aécio Neves temia perder influência para Rodrigo Pacheco, por exemplo, já que o senador do PSD e ex-presidente do Senado não esconde as pretensões de crescimento político, como disputar o governo do estado.

 

Marconi Perillo PSDB

 

Desde o início das movimentações para a união com o PSD ou MDB, integrantes da base tucana se mostraram incomodados e argumentaram que isso significaria abrir mão de uma tentativa de reabilitação. As negociações com Podemos e Solidariedade, então, passaram a avançar com maior facilidade. O PSDB tem hoje apenas 11 deputados, três senadores e três governadores.

 

REUNIÃO PARA DEFINIÇÃO

 

O formato final da união entre as legendas ainda está sendo desenhado. O presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, disse que a negociação entre a legenda e o PSDB avança para ser uma federação. Para isso, porém, é necessário que a atual federação PSDB-Cidadania seja desfeita antecipadamente, já que o prazo oficial para o término da união seria apenas em maio de 2026.

 

“Vamos pedir ao TSE o fim antecipado da federação do PSDB com o Cidadania para avançarmos com a nossa ainda neste ano. O caso está com o ministro André Mendonça, mas ele deve levar a plenário a decisão”, disse Paulinho.

 

Segundo os tucanos, há uma possibilidade de fusão com o Podemos. A negociação envolve a criação de um novo estatuto combinando os programas de ambos os partidos. Além disso, a tentativa seria manter os nomes de ambas as legendas, como PSDB-Podemos. Para os tucanos, o ideal é o PSDB permanecer na frente, por ser a legenda mais antiga. Os detalhes da união devem ser articulados nos próximos dois meses.

 

Renata Abreu presidente do Podemos 

 

Nesta terça-feira, as diretorias nacionais do PSDB e do Podemos se reuniram para discutir a possibilidade de uma fusão entre os dois partidos.

 

A fusão entre PSDB e Podemos representa uma tentativa de criar uma alternativa mais robusta e competitiva às correntes extremistas que têm ganhado espaço nos últimos anos.

 

No entanto, a decisão não é isenta de desafios. Além disso, a legislação eleitoral e as regras de fundos partidários precisam ser cuidadosamente analisadas para garantir que a fusão seja viável e benéfica para ambos os lados.

 

Uma das esperanças tucanas é que as eleições de 2026 permitam o lançamento de um candidato da sigla que tenha um desempenho expressivo na corrida presidencial. Mesmo que ele não ganhe, a marca de 7% ou 8% dos votos já seria o suficiente para dar um sopro de renovação a legenda, de acordo com a cúpula partidária. O nome do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, segue sendo o mais provável para a disputa.

 

PSDB DEFINHA

 

O PSDB vem definhando desde as eleições gerais de 2018, quando Geraldo Alckmin, então candidato à Presidência, acabou com 4,76% dos votos. Nos anos seguintes, o ex-governador de São Paulo, João Doria, tomou a frente das costuras políticas do partido, tentou se alinhar a Jair Bolsonaro, mas recuou depois que o ex-presidente apresentou posturas negacionistas durante a pandemia de covid-19.

 

Os sinais trocados confundiram o eleitor, que passou a rejeitar Doria. A crise respingou na eleição municipal de 2020, quando o PSDB perdeu dezenas de prefeituras pelo país. Em 2024, o partido não elegeu prefeitos em capitais pela primeira vez desde 1988. As informações são do jornal O Globo.

 

TOCANTINS

 

Ex-prefeita Cinthia Ribeiro e Junior Geo 

 

Alguns fatos referentes à possibilidade de fusão entre o PSDB e o Podemos chamam a atenção no Tocantins.

 

O primeiro partido tem em seus principais postos a ex-prefeita de Palmas Cinthia Ribeiro e seu esposo, o deputado estadual Eduardo Mantoan, enquanto que o Podemos tem como principal quadro exatamente o atual prefeito da Capital, Eduardo Siqueira Campos, e é presidido pelo ex-deputado federal Tiago Dimas, que deve voltar ao parlamento federal ainda este semestre com o julgamento no TSE referente às sobras eleitorais, cujo processo já está relatado, devendo entrar na pauta ainda em abril, devendo resultar na saída do deputado federal Lázaro Botelho, que obteve apenas 13.665 votos, enquanto Tiago obteve mais de 42 mil votos.

 

 

Neste caso, não é necessário questionar quem ficaria no comando do novo partido. O poderio político do Podemos é infinitamente superior ao do PSDB no Tocantins, o que abre um caminho natural para Tiago Dimas, deixando duas opções ao casal Mantoan: ou aceita a liderança de Dimas ou buscam outra legenda para “chamar de sua”.

 

NÃO FALAM A MESMA LÍNGUA

Prefeito Edaurdo Siqueira Campos 

 

Fica óbvio que, apesar do apoio de Cinthia Ribeiro e do seu grupo político a Eduardo Siqueira Campos no segundo turno em Palmas, se deu pelo fato de, do outro lado, estar a principal adversária da então prefeita de Palmas, Janad Valcari.

 

Após a eleição de Eduardo Siqueira Campos, Cinthia Ribeiro não foi poupada, ao ter revelada a suposta “herança maldita” que teria deixado para a administração do novo prefeito. Em entrevista ao Portal Cleber Toledo, a primeira desde que deixou o Paço Municipal, Cinthia afirmou que “cabrita boa não berra”, provocando Eduardo ao se referir à dívida de 300 milhões, atribuída à sua administração pela nova gestão, chegando a pedir provas de tal dívida e afirmando que deixou recursos no Orçamento para a realização do Carnaval e do “Capital da Fé”, eventos cancelados por Eduardo Siqueira por falta de recursos.

 

“TRUCANDO” CINTHIA RIBEIRO

 

Eduardo Siqueira Campos rebateu a fala da ex-prefeita Cinthia Ribeiro, ao firmar que ela “deixou orçamento, mas não deixou o dinheiro”. “Dinheiro para o Carnaval só se for no papel, poisnos cofres não deixou”, afirmou.

 

Além disso, o prefeito disse que os que R$ 300 milhões que ficaram para a sua gestão não são restos a pagar, mas dívidas, sim. “Restos a pagar são quando se tem o dinheiro para quitar, nesse caso aí, é dívida mesmo, não tem o dinheiro. Tem casos que a gente encontrou de despesas do ano anterior sem processos, sem notas, incompleto. E, sem dinheiro para pagar, tiram o sono de qualquer um”, desabafou.

 

CONCLUSÃO

 

Ante esse embate entre Eduardo Siqueira Campos e Cinthia Ribeiro, percebe-se que não haverá condições para que os dois grupos políticos já antagônicos convivam sob uma mesma legenda.

 

O andamento desse processo mostra, claramente, que Eduardo Siqueira sai em vantagem sobre Cinthia Ribeiro por conta do tamanho dos seus partidos no Tocantins, lembrando, sempre, que Cinthia e seu grupo político se recursaram a apoiar Eduardo Siqueira no primeiro turno, preferindo lançar uma candidatura própria do PSDB, que veio a ser encabeçada pelo deputado Júnior Geo, justamente o único dissidente do Podemos após a legenda optar por trazer Eduardo Siqueira Campos para os seus quadros e fazer dele o seu candidato a prefeito de Palmas, posto que Júnior Geo contava como seu.

 

A permanecer na legenda a ser formada pela fusão do PSDB com o Podemos, o casal Mantoã perderá, além do comando, o fundo partidário, que será um dos maiores em 2026, pois Cinthia é Pré-candidata a deputada federal e disputaria a vaga com o próprio Tiago Dimas.

 

Nesse caso, é de se esperar que Dimas coloque a “máscara de oxigênio” financeiro de acordo com o que mandam os manuais de segurança da aviação civil : primeiro em si, depois em quem você acha que pode salvar.

 

É óbvio, porem, qu não se pode subestimar as capacidades políticas de Cinthia Ribeiro, que será, sem dúvida, uma candidata fortíssima à deputada federal seja em qual cenário for, mas também é inegável que a nova legenda não terá condições de eleger dois deputados federais no Tocantins.

Todas essas situações internas do Tocantins irão influenciar nas definições acerca da possibilidade de fusão entre o PSDB e o Podemos e de quem permanece na nova legenda e quem sai.

 

Temos, porém, que aguardar as cenas dos próximos capítulos dessa novela e o que as cúpulas nacionais irão decidir, para só então, partirmos para análises mais profundas.

 

Boa sorte aos envolvidos!

 

Posted On Terça, 25 Fevereiro 2025 15:08 Escrito por
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