Levantamento indica disputa acirrada pela Presidência em 2026, com liderança dos dois nomes e alta taxa de rejeição entre eleitores
POR ARTHUR GUIMARÃES DE OLIVEIRA
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados em cenários de primeiro e segundo turnos testados na primeira rodada da pesquisa BTG/Nexus para a eleição para presidente da República.
O petista e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) somam 46% das intenções de voto cada um em simulação de embate direto entre os dois feita pelo levantamento. Brancos e nulos somam 7%.
Os pré-candidatos lideram, também, nos três cenários de primeiro turno testados pela pesquisa -com Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Eduardo Leite (PSD).
No primeiro, considerado o mais provável, que simula uma disputa incluindo Zema e Caiado, estes aparecem com 4% das intenções cada um. Neste cenário, Lula tem 41%, enquanto Flávio registra 38%, o que configura um empate técnico dentro da margem de erro.
A pesquisa foi realizada por telefone de 27 a 29 de março com 2.006 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-07875/2026.
Em cenário com Leite no lugar de Caiado, aquele pontua 4%, e Zema registra 5% das intenções de voto. Nesta configuração de primeiro turno, Lula e Flávio estão com 39%, numericamente empatados.
Na terceira simulação da primeira rodada para presidente, sem os pré-candidatos do PSD -nem Caiado, nem Leite-, Zema está com 6%. Lula vai a 42%, e 39% citam o filho do ex-presidente Bolsonaro.
Estes dois últimos cenários são considerados menos prováveis. Como mostrou a Folha, o governador de Goiás anunciará nesta segunda-feira (30) que será o pré-candidato do PSD à Presidência neste ano.
Além desses, a pesquisa testou os nomes de Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (Democracia Cristã). Renan oscila de 2% a 3% a depender do cenário de primeiro turno, e Aldo Rebelo, de 0% a 1%.
Entre quem escolheu candidato no primeiro cenário, 69% dizem que a decisão já está tomada e não vai mais mudar. Outros 30% admitem mudança, e 1% não respondeu ou não soube responder.
Em eventual segundo turno entre Zema e Lula, o mineiro tem 40% contra 46% do petista. Se fosse Caiado, seriam 41% ante os mesmos 46% do atual presidente. Já Leite teria 36%, contra 46% de Lula.
REJEIÇÃO
Dos nomes testados, Lula e Flávio lideram em rejeição. Não votariam no petista de jeito nenhum 49%, ao passo que 48% declaram o mesmo em relação ao filho de Bolsonaro. Mas também são os mais conhecidos: 1% diz não conhecer o petista, e 3% afirmam desconhecer o senador.
Zema (desconhecido por 37%) e Caiado (não conhecido por 38%) são rejeitados por 31%. Leite (cujo desconhecimento é de 39%) tem rejeição de 34%. Aldo Reb elo e Renan Santos aparecem com 32% e 30% de rejeição e 53% e 55% de taxas de desconhecimento, respectivamente.
AVALIAÇÃO DE GOVERNO
Ainda de acordo com o levantamento, 44% avaliam o governo do presidente Lula como ruim ou péssimo, enquanto 35% o classificam como ótimo ou bom. Já para 21%, a atual gestão é regular.
ANÁLISE POLÍTICA
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
Com 39 anos de atuação à frente de O Paralelo 13, a Família de O Paralelo 13 reafirma seu papel como testemunha ativa da história do Tocantins, acompanhando desde os movimentos que antecederam a criação do Estado até os bastidores das disputas atuais. Ao longo dessa trajetória, o jornal evoluiu do impresso ao digital e agora se prepara para retomar sua versão impressa, mantendo a essência editorial firme, crítica e respeitosa que o consolidou como referência.
É com esse acúmulo de experiência que se observa o processo sucessório de 2026, um dos mais antecipados e imprevisíveis da história recente do Estado.

A disputa começou muito antes do calendário eleitoral. O rompimento entre o governador Wanderlei Barbosa e o vice-governador Laurez Moreira abriu uma fissura política que desencadeou uma corrida precoce pelo Palácio Araguaia. Laurez passou a percorrer o Estado construindo sua pré-candidatura, enquanto Wanderlei incentivava o então amigo e aliado, presidente da Assembleia Legislativa Amélio Cayres a se posicionar como alternativa.
Nesse mesmo cenário, a senadora Professora Dorinha Seabra estruturou uma ampla base política ao lado do senador Eduardo Gomes e do deputado federal Carlos Gaguim, reunindo prefeitos dos maiores colégios eleitorais, como Eduardo Siqueira Campos, Wagner Rodrigues, Josi Nunes, Ronivon Maciel e Celso Morais.

O afastamento de Wanderlei Barbosa reconfigurou completamente o cenário. Durante a interinidade de Laurez, o governo ganhou novos contornos e evidenciou disputas internas. O retorno do titular, por decisão do ministro Nunes Marques, provocou nova rearrumação política e consolidou um pacto com Dorinha, Eduardo Gomes e Carlos Gaguim.
Mas a estabilidade durou pouco. O rompimento com Amélio Cayres, escancarado publicamente, mostrou que o ambiente político segue longe de qualquer previsibilidade.
DORINHA: FORÇA POLÍTICA VERSUS CONEXÃO POPULAR

Hoje, a pré-candidatura de Professora Dorinha é a mais robusta em termos de apoio político e institucional. No entanto, o Tocantins tem uma característica própria e eleição não se vence apenas com estrutura. O fator decisivo, muitas vezes, é o sentimento do eleitor.
E é exatamente nesse ponto que reside o principal desafio da senadora. Há reconhecimento de sua trajetória, especialmente na educação, mas ainda não se percebe um engajamento espontâneo e massivo que ultrapasse o círculo político.
O EXEMPLO DECISIVO: A VIRADA DE EDUARDO SIQUEIRA CAMPOS

A eleição de 2024 em Palmas é o exemplo mais recente e didático dessa dinâmica. No primeiro turno, Eduardo Siqueira Campos ficou atrás, com 32,42% dos votos válidos, enquanto sua adversária liderava com 39,22%.
O cenário indicava uma tendência clara, reforçada por pesquisas e pela estrutura política adversária. No entanto, no segundo turno, houve uma virada. Eduardo Siqueira Campos alcançou 53,03% dos votos válidos, contra 46,97% da concorrente, consolidando uma vitória construída na reta final da campanha.
Mais do que números, esse resultado revelou um fenômeno recorrente no Tocantins de que o eleitor pode contrariar estruturas, pesquisas e alianças quando movido por identificação, sentimento e confiança.
LAUREZ MOREIRA: CONSISTÊNCIA E PRESENÇA NO JOGO

Laurez Moreira segue como um dos principais nomes da disputa estadual. Com forte presença no interior e articulação política consolidada, demonstrou capacidade de mobilização e organização. Sua passagem pelo governo interino ampliou sua visibilidade e o colocou definitivamente no radar como um candidato competitivo, com reais chances de chegar ao segundo turno.
VICENTINHO JÚNIOR: JUVENTUDE E CRESCIMENTO SILENCIOSO

Já o deputado federal Vicentinho Júnior representa uma nova dinâmica na disputa. Com apelo junto ao eleitorado jovem e estratégia de aproximação mais direta, vem conquistando espaço de forma consistente. Em um cenário fragmentado, seu crescimento pode alterar o equilíbrio da eleição e influenciar diretamente a configuração de um eventual segundo turno.
UM CENÁRIO ABERTO E UM ALERTA
O cenário eleitoral de 2026 permanece completamente em aberto. O volume de indecisos é elevado, e a experiência recente demonstra que pesquisas nem sempre capturam o comportamento real do eleitorado. A política tocantinense segue sendo definida menos por estruturas formais e mais pela dinâmica viva das ruas.
É neste cenário que a Professora Dorinha precisa transformar sua ampla base de apoio em conexão popular e vencer no primeiro turno, consolidando uma vitória estratégica. Mas, se a eleição avançar para o segundo turno, o cenário muda completamente.
Nesse novo ambiente, alianças se reorganizam, adversários se fortalecem e o eleitor decide com mais liberdade, exatamente como ocorreu em Palmas. No Tocantins, a história já mostrou que favoritismo não ganha eleição. Quem ganha é quem consegue conquistar o sentimento do eleitor.
E esse jogo, definitivamente, ainda está longe de ser decidido.
Da Assessoria
Em um ato político de grande mobilização na Capital realizado nesta sexta-feira, 27, o vice-presidente do Senado e presidente do PL Tocantins, Eduardo Gomes, destacou os resultados do seu mandato e consolidou o discurso de unidade do grupo liderado pelo governador Wanderlei Barbosa durante o lançamento da pré-candidatura da senadora Professora Dorinha ao Governo do Tocantins. O evento também evidenciou a composição da chapa majoritária, com a presença do deputado federal Carlos Gaguim, que integra o projeto político e disputará o Senado ao lado de Eduardo Gomes. Realizado no auditório da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), em Palmas, o encontro reuniu mais de 100 prefeitos, caravanas de diversas regiões e lideranças políticas, em um ambiente lotado e com estrutura ampliada.
Em sua fala, o senador Eduardo Gomes reforçou a construção política do grupo e projetou um novo ciclo para o Estado. “Vamos para a maior transformação dessa história deste Estado. Não vamos fazer política brigando, mas é preciso lembrar que esse time visitou, recebeu e deixou obras e realizações em cada município tocantinense. A convenção vai ter que ser no Estádio Nilton Santos ou na Praça dos Girassóis. Muitos caminharam para que chegássemos até aqui”, declarou.

O senador também fez defesa direta da gestão estadual e da liderança de Wanderlei Barbosa. “Vai terminar o mandato mais popular do nosso tempo e entregar o Estado entre os 10 melhores do país. Você não se aposenta tão cedo porque esse povo não vai deixar”, afirmou.
Força para governar
A pré-candidata ao Governo, Professora Dorinha, centrou sua fala na trajetória e na preparação para disputar o comando do Estado. “A política é instrumento de mudança e não de poder. Não acordei de repente para colocar meu nome à disposição. Estou pronta para caminhar esse Estado e fazer uma história diferente. Quando a gente tem a oportunidade de suceder um governador que tem compromisso com o povo, a responsabilidade é ainda maior”, destacou.

Dorinha também reforçou compromisso com diálogo e escuta da população. “Tenho rumo, tenho princípios e tenho valores. Quero caminhar com as pessoas e ouvir o povo do Tocantins. Vou andar em todas as comunidades e não vou chegar lá por acaso. Quero que o Tocantins seja melhor para centenas de Marias e Pedros e que continue transformando a educação”, assegurou.
Alinhamento Político
Já o governador Wanderlei Barbosa destacou que a escolha de Dorinha foi construída com base em trajetória e alinhamento político. “Não se escolhe do dia pra noite, e eu escolhi pela trajetória. Não faremos uma campanha de oba-oba, mas sim propositiva. Fico feliz quando vejo mais de 100 prefeitos aqui. Isso mostra o quanto o povo está ansioso para continuar crescendo da maneira que a gente vem”, afirmou, destacando também sua relação de parceria com o senador Eduardo Gomes.
Da Assessoria
Na Capital, o vice-presidente do Senado e presidente do PL Tocantins, Eduardo Gomes, participou nesta quinta-feira, 26, da abertura do 2º Encontro de Vereadores, Vereadoras e Servidores das Câmaras Municipais do Estado. O senador destacou a origem do Tocantins ligada ao mandato de vereador e citou o legado de José Wilson Siqueira Campos (1928-2023) como referência histórica do fortalecimento do Legislativo municipal.
Ao lado do governador Wanderlei Barbosa, da senadora Professora Dorinha Seabra, o senador reforçou o papel estratégico dos vereadores na base política e administrativa dos municípios. “O fortalecimento do Tocantins passa diretamente pelo fortalecimento das câmaras municipais. É no município que a política acontece de forma mais próxima da população, e é ali que precisamos garantir estrutura, qualificação e condições para um mandato eficiente”, afirmou.

O senador também destacou sua ligação com os parlamentares. “A pauta aqui hoje é a Ascam, vou falar de câmaras municipais, não trabalho no correio, não tenho autorização para mandar carta nem recado, sou senador da República”, disse.
Na sequência, fez referência direta à origem política do estado e ao papel histórico dos vereadores. “A força do vereador criou o estado do Tocantins. E eu falo do vereador José Wilson Siqueira Campos, que criou o estado”, lembrou.
Eduardo Gomes também relembrou episódio pessoal envolvendo o ex-governador. “Um dia, o governador Siqueira Campos não pôde prosseguir no sonho que ele tinha de ser senador. Eu compreendi, trabalhei e tive a condição de, como senador da República, levar à tribuna do Senado o vereador que criou um estado: José Wilson Siqueira Campos”.
Ele ainda destacou o compromisso com as pautas municipalistas. “Estou junto e vou trabalhar com as demandas que vocês estabelecerem”, afirmou. Aplaudido, lembrou sua trajetória política iniciada como vereador até chegar à vice-presidência do Senado.
Sobre o Evento
Promovido pela Associação das Câmaras Municipais do Tocantins, o encontro ocorre nos dias 26 e 27 de março e reúne mais de 990 vereadores, cerca de 80% dos parlamentares das 110 câmaras filiadas, além de mais de 200 servidores.
Da Assessoira
O pré-candidato ao governo do Estado Vicentinho Júnior (PSDB) foi aclamado com entusiasmo por vereadores e lideranças políticas durante evento em Palmas (TO) na manhã desta quinta-feira, dia 26.
Ele marca presença neste momento, na na abertura oficial do 2º Encontro de Vereadores e Servidores das Câmaras Municipais do Tocantins, realizado pela ASSCAM (Associação das Câmaras Municipais do Tocantins (ASSCAM). O objetivo é fortalecer o conhecimento, promover troca de experiências e valorizar quem atua no Legislativo.
A saudação ocorreu em pelo menos quatro vezes antes mesmo do início do evento. Ao ter a presença anunciada pelo cerimonial, Vicentinho recebeu sonoros aplausos da platéia, ofuscando até mesmo adversários.
Com gritos de "governador", Vicentinho Júnior foi aplaudido de forma efusiva pelos presentes já na entrada do auditório.
A diferença da reação do público em relação à recepção do pré-candidato ao governo do Tocantins chamou a atenção do público.
Outros pré-candidatos como Dorinha Seabra e Amélio Cayres, por exemplo, receberam aplausos,mas não da forma efusiva dedicada a Vicentinho. Nem mesmo o governador Wanderlei Barbosa teve o reconhecimento do público que teve o deputado federal do PSDB.