Presidente e senador são os que têm as maiores intenções de voto, diz pesquisa divulgada nesta terça-feira
Com R7
Pesquisa eleitoral para a Presidência da República divulgada nesta terça-feira (3) pelo instituto Real Time Big Data mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o primeiro turno em três cenários estimulados. Em todas as projeções, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar. No eventual segundo turno entre os dois, há empate técnico.
A pesquisa foi encomendada pela RECORD e feita entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março, com entrevistas de 2.000 eleitores de todo o país.
O levantamento tem um grau de confiança de 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-09353/2026.
Cenários estimulados
No primeiro cenário estimulado, Lula tem 39%, enquanto Flávio aparece com 32%. Veja os números:
Pesquisa presidência - Cenário 1
Lula (PT): 39%
Flávio Bolsonaro (PL): 32%
Ratinho Junior (PSD): 9%
Romeu Zema (Novo): 2%
Aldo Rebelo (DC): 2%
Renan Santos (Missão): 2%
Nulo/Branco: 7%
NS/NR: 7%
No segundo cenário, com Eduardo Leite (PSD) no lugar de Ratinho Junior, Lula tem 40%, contra 34% de Flávio. Confira:
Pesquisa presidência - Cenário 2
Lula (PT): 40%
Flávio Bolsonaro (PL): 34%
Eduardo Leite (PSD): 4%
Romeu Zema (Novo): 3%
Aldo Rebelo (DC): 2%
Renan Santos (Missão): 2%
Nulo/Branco: 7%
NS/NR: 8%
No terceiro cenário, quando o nome do PSD é o de Ronaldo Caiado, Lula mantém os 40%, enquanto Flávio cai para 33%. Veja:
Pesquisa presidência - Cenário 3
Lula (PT): 40%
Flávio Bolsonaro (PL): 33%
Ronaldo Caiado (PSD): 5%
Romeu Zema (Novo): 3%
Aldo Rebelo (DC): 2%
Renan Santos (Missão): 2%
Nulo/Branco: 7%
NS/NR: 8%
Segundo turno
O Real Time Big Data fez seis cenários de segundo turno. Na projeção entre Lula e Flávio, há empate técnico:
Lula (PT): 42%
Flávio Bolsonaro (PL): 41%
Nulo/Branco: 10%
NS/NR: 7%
Outro empate técnico, no limite da margem de erro, é entre Lula e Ratinho Junior:
Lula (PT): 43%
Ratinho Junior (PSD): 39%
Nulo/Branco: 11%
NS/NR: 7%
Contra Aldo Rebelo, Lula aparece com mais de 50% dos votos:
Lula (PT): 51%
Aldo Rebelo (DC): 19%
Nulo/Branco: 14%
NS/NR: 16%
No cenário contra Eduardo Leite, Lula tem 46%. Veja:
Lula (PT): 46%
Eduardo Leite (PSD): 35%
Nulo/Branco: 12%
NS/NR: 7%
O presidente também aparece à frente contra Romeu Zema:
Lula (PT): 44%
Romeu Zema (Novo): 35%
Nulo/Branco: 13%
NS/NR: 8%
Em um eventual segundo turno contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 45%:
Lula (PT): 45%
Ronaldo Caiado (PSD): 36%
Nulo/Branco: 12%
NS/NR: 7%
Da Assessoria
A senadora Professora Dorinha (União) integra missão oficial no Mobile World Congress - MWC Barcelona 2026 – que acontece até o próximo dia 5, na Gran Via da Fira, em Barcelona. Acompanhada do senador Eduardo Gomes (PL), a parlamentar compõe a comitiva brasileira para conhecer o que há de novidade sobre conectividade.
Reconhecido como o maior e mais influente evento de conectividade do mundo, o encontro reúne líderes, empresas de tecnologia e formuladores de políticas públicas para discutir os rumos da transformação digital.
A edição deste ano destaca temas como a consolidação do 5G, os desafios da inteligência artificial e a segurança contra fraudes digitais, além de políticas que ampliem o acesso à conectividade. Para Dorinha, acompanhar essas discussões é essencial para fortalecer o debate no Brasil. “Precisamos garantir que a inovação caminhe junto com inclusão e segurança.
A participação da senadora também dá continuidade a agendas iniciadas em edições anteriores. No evento do ano passado, Dorinha firmou parceria com a Huawei para a implantação de um projeto piloto de sala de aula 100% conectada em Palmas. A iniciativa, desenvolvida em conjunto com a Telebras e a Prefeitura de Palmas, prevê a instalação de tecnologia Wi Fi 7, lousas inteligentes e infraestrutura digital com a plataforma MarIA em uma escola pública da capital. O objetivo é garantir acesso integrado e de alta velocidade a conteúdos didáticos e ferramentas tecnológicas, além de ampliar a conectividade em regiões com pouca assistência. A transformação digital deve gerar oportunidades e reduzir desigualdades”, afirmou a senadora.
Eleições 2026
Levantamento surge após duas outras sondagens que revelaram mudanças na disputa no segundo turno entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro
Por Henrique Rodrigues
Ocenário político brasileiro entrou em ebulição nos últimos dias. O que antes parecia uma vantagem consolidada do governo no campo das intenções de voto, agora se transformou em um cenário de incerteza e equilíbrio matemático. Dois dos levantamentos mais respeitados do mercado, AtlasIntel/Bloomberg e Paraná Pesquisas, trouxeram números que acenderam o alerta máximo no Palácio do Planalto e agitaram as bases da oposição nas redes sociais.
O “fator Flávio” e a mudança nas amostras
O foco das atenções é o desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL). Pela primeira vez em séries históricas comparativas, o nome do filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece não apenas encostado, mas em situação de empate técnico real com o presidente Lula (PT).
AtlasIntel/Bloomberg: No levantamento divulgado na última quarta-feira (25), a surpresa foi total. Flávio Bolsonaro registrou 46,3% contra 46,2% de Lula em uma simulação de segundo turno. A diferença de 0,1 ponto é a menor já registrada pelo instituto, evidenciando uma polarização extrema.
Paraná Pesquisas: Os dados publicados na sexta-feira (27) corroboram a tendência. O senador aparece com 44,4% das intenções, enquanto o atual presidente marca 43,8%.
Esses indicadores mostram que a transferência de capital político do bolsonarismo para Flávio está ocorrendo de forma mais acelerada do que previam os analistas no início do ano, especialmente em setores onde o governo atual enfrenta desgaste econômico.
O “veredito” do Datafolha
Diante desse quadro de empate absoluto, todos os olhos se voltam agora para o instituto que é considerado o fiel da balança na opinião pública nacional. O Datafolha, com sua metodologia de entrevistas presenciais e abrangência nacional, terá o papel de confirmar se o avanço de Flávio Bolsonaro é uma tendência sólida em todas as camadas sociais ou um fenômeno restrito a certos recortes.
A expectativa é que o novo levantamento traga o detalhamento necessário sobre a rejeição de ambos os candidatos e a força do governo nas regiões onde historicamente é mais forte.
Anote na agenda: Os números oficiais dessa nova rodada do Datafolha serão liberados na próxima quinta-feira (5). Estaremos de plantão para trazer a análise completa, os bastidores e os documentos exclusivos que cercam esse momento decisivo da política brasileira.
Por Edson Rodrigues
A pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná em 27 de fevereiro não apenas trouxe números, mas expôs uma mudança de clima político no país. O levantamento, realizado entre os dias 22 e 25 de fevereiro com 2.080 eleitores, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já não aparece isolado na liderança e enfrenta um quadro de empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tanto no primeiro quanto no segundo turno. Pela primeira vez na série histórica, Flávio surge numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno, ainda que dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com cerca de 39,6% das intenções de voto, contra 35,3% de Flávio Bolsonaro. Em simulações de segundo turno, o senador registra 44,4%, enquanto Lula soma 43,8%, configurando empate técnico, mas com vantagem inédita para o candidato do PL. Além disso, o levantamento revelou um dado preocupante para o atual presidente: 52,2% dos entrevistados afirmaram que Lula não merece a reeleição, contra 43,9% que defendem sua continuidade no cargo.
DESGASTE DE LULA

O desgaste da imagem presidencial é evidente. Mais da metade dos entrevistados declarou não desejar a continuidade de Lula no cargo. Esse resultado reflete tanto a fadiga natural de governos em exercício quanto a percepção de que promessas de mudança não se converteram em avanços concretos. O eleitor, ao que parece, busca novas lideranças capazes de oferecer respostas a problemas persistentes, como economia, segurança e desigualdade.
DIREITA DIVIDIDA

Flávio Bolsonaro surge como herdeiro político de um capital eleitoral robusto, mas com uma diferença crucial em relação ao pai: apresenta-se como figura menos polarizadora. Isso pode explicar sua ascensão nas pesquisas. O eleitor conservador encontra nele a continuidade de um projeto, mas sem o peso das controvérsias que marcaram Jair Bolsonaro. Se essa imagem se consolidar, o senador pode se tornar o principal antagonista de Lula em 2026.

O cenário também revela uma eleição fragmentada. Outros nomes, como Ratinho Junior e Ronaldo Caiado, aparecem competitivos, mas sem romper a lógica da disputa central entre Lula e Flávio. Essa fragmentação, no entanto, pode ser decisiva: a entrada de novos candidatos pode alterar o equilíbrio e forçar alianças inesperadas.
Mais do que números, a pesquisa aponta para um Brasil dividido, em busca de alternativas e cansado da polarização tradicional. O eleitorado sinaliza que não aceita mais soluções fáceis nem discursos repetidos. A eleição de 2026, portanto, não será apenas uma disputa de votos, mas um teste de resistência para os projetos políticos que se apresentam.
CENÁRIOS POSSÍVEIS PARA 2026
* Se os próximos levantamentos confirmarem a tendência de crescimento, Flávio pode se firmar como o nome mais competitivo contra Lula.
* Isso abriria espaço para uma disputa direta, com menor fragmentação, reproduzindo a lógica de polarização, mas em nova configuração.
* Nomes como Ratinho Junior e Ronaldo Caiado aparecem com potencial de atrair votos regionais e de centro-direita.
* Caso mantenham-se na disputa, podem dividir o eleitorado conservador, enfraquecendo Flávio e beneficiando Lula no primeiro turno.
* Por outro lado, se houver alianças, o bloco opositor pode se fortalecer e ampliar a margem contra o presidente.
* O dado de que mais da metade dos eleitores não deseja a reeleição de Lula é um sinal de alerta.
* Se a percepção negativa se intensificar, candidatos de centro ou centro-direita podem ganhar espaço como “terceira via”, atraindo eleitores cansados da polarização.
* Lula ainda mantém um núcleo sólido de apoio, especialmente entre eleitores de menor renda e regiões historicamente ligadas ao PT.
* Se o governo conseguir entregar resultados concretos em áreas como economia e programas sociais, pode recuperar parte da confiança e reverter a tendência de queda.
ELEITORADO EM TRANSIÇÃO
Impacto político e social
O Brasil caminha para uma eleição marcada por incertezas. A polarização continua presente, mas o eleitor demonstra disposição para avaliar novas lideranças. Isso pode significar uma campanha mais dinâmica, com espaço para alianças inesperadas e discursos renovados. O resultado da pesquisa não é apenas um retrato momentâneo: é um sinal de que o país está em transição, e que o eleitorado busca alternativas diante de um cenário de desgaste e fragmentação.
Da Assessoria
Um levantamento do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) mostra que a senadora Professora Dorinha Seabra (União) está entre os parlamentares que mais direcionaram recursos para a área social no país entre deputados federais e senadores. Do Senado Federal, Dorinha foi a que mais destinou recursos para atender a área.
No ranking nacional de indicações de emendas para 2026, Dorinha aparece em segundo lugar em número de municípios atendidos: foram 113 cidades contempladas, com um volume de R$ 11,3 milhões destinados a fortalecer a rede de proteção social no Tocantins. A senadora está atrás apenas do deputado federal Miguel Lombardi (SP). Em terceiro lugar, está o senador Flávio Arns (PR) Em valores absolutos, Professora Dorinha já destinou quase R$ 60 milhões desde quando era deputada federal.
Os números revelam um padrão de atuação que prioriza a distribuição equilibrada dos recursos, alcançando municípios pequenos, médios e maiores, cada um com suas próprias demandas. As emendas indicadas pela senadora fortalecem a rede de assistência social, apoiam entidades filantrópicas e ajudam a manter estruturas públicas que funcionam como porta de entrada para famílias em situação de vulnerabilidade.
“Quando o recurso chega ao município, ele se transforma em atendimento, em acolhimento e em oportunidade para quem mais precisa. Nosso papel no Senado é garantir que essas cidades não fiquem desassistidas”, disse Dorinha.