Parlamentar ofereceu apoio da Bancada Federal e articulação de investimentos para enfrentar o problema, que afeta o município há cerca de dez dias.

 

 

Da Assessoria

 

 

O senador Eduardo Gomes (PL) participou, nesta segunda-feira, em Paraíso do Tocantins, de uma reunião emergencial para buscar soluções para a crise de abastecimento de água que atinge o município há cerca de dez dias. O encontro contou com a presença do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, do prefeito Celso Moraes e do diretor-presidente da BRK Tocantins, Cleber Renato Virgínio da Silva.

 

Durante a reunião, o vice-presidente do Senado colocou-se à disposição para contribuir com investimentos e articulações junto à Bancada Federal, a fim de acelerar a resolução do problema. Segundo Cleber Renato, a crise pode estar relacionada às chuvas e à diminuição da vazão do Rio do Coco, principal fonte de abastecimento do município.

 

“Quero me colocar à disposição do que for possível e necessário, e podem contar também com a senadora Dorinha e a Bancada Federal. É um assunto de muita importância, e nós já viemos fazendo investimentos na segurança hídrica por todo Tocantins, retomando obras que estavam há 15 ou 20 anos paradas, como é o caso da recuperação das barragens de Formoso do Araguaia e elevatória das bacias na Lagoa da Confusão”, pontuou o senador.

 

Na ocasião, também foi decretada situação de emergência em todo o território tocantinense em razão do prolongado período de estiagem. A medida está prevista no Decreto nº 7.251, com vigência de 180 dias, e prevê ações de apoio aos municípios atingidos.

 

 

 

Posted On Terça, 20 Outubro 2026 04:57 Escrito por O Paralelo 13

Município decretou situação de emergência após cerca de dez dias de dificuldades no serviço de abastecimento; reunião discutiu medidas emergenciais e investimentos para evitar novas interrupções na oferta de água

 

 

Por Mara Sousa

 

 

A crise no abastecimento de água em Paraíso do Tocantins foi discutida em reunião realizada nesta segunda-feira, 19, na Câmara Municipal, com a participação do governador Wanderlei Barbosa, do prefeito Celso Morais e do diretor-presidente da BRK Tocantins, Cleber Renato Virgínio da Silva. Na ocasião, o governador cobrou da concessionária providências para regularizar o fornecimento e apresentar os investimentos necessários, a fim de evitar que a situação se repita nos próximos anos.

 

O chefe do executivo ainda se colocou à disposição para colaborar com as ações emergenciais e contribuir para a busca de soluções para o problema. “Não pode faltar água à população. Nós queremos saber quais são as obras e os investimentos que serão realizados para que isso não aconteça novamente no próximo ano”, afirmou Wanderlei Barbosa.

 

Cobrança por solução imediata

 

Durante a reunião, o prefeito Celso Morais informou que o município enfrenta dificuldades no abastecimento há cerca de dez dias e confirmou o decreto de situação de emergência. Ele defendeu a adoção de medidas para solucionar o problema em curto prazo e ressaltou a importância do acompanhamento da Agência Tocantinense de Regulação (ATR). “Precisamos encontrar uma solução a curto prazo, sem fugir da responsabilidade da BRK”, enfatizou.

 

BRK adota medidas emergenciais

 

O diretor-presidente da BRK Tocantins, Cleber Renato Virgínio da Silva, atribuiu as dificuldades no abastecimento à redução das chuvas e à consequente diminuição da vazão do Rio do Coco, principal manancial que atende o município.

 

Para enfrentar os efeitos da estiagem, a concessionária informou que ativou nove poços e passou a utilizar fontes alternativas de captação, como o Córrego da Cachorra, a Barragem Pernada e o Parque das Águas.

 

A empresa também informou a adoção de medidas operacionais, incluindo o transporte de água por caminhões-pipa e o rodízio no abastecimento, com horários alternados entre as regiões da cidade.

 

A reunião também tratou da necessidade de investimentos para ampliar a segurança hídrica de Paraíso do Tocantins e reduzir os riscos de novos episódios de desabastecimento durante os períodos de estiagem.

 

 

 

Posted On Terça, 20 Outubro 2026 04:33 Escrito por O Paralelo 13

Instrumento orienta a ocupação da cidade e estabelece diretrizes para moradia, mobilidade, infraestrutura, atividade econômica e preservação ambiental

 

 

Da Assessoira

 

 

A Prefeitura de Palmas prepara, neste ano, mais uma revisão periódica do Plano Diretor da Capital, que acontece a cada dez anos. A organização dos bairros, a localização de escolas e outros equipamentos públicos, as condições de deslocamento e a preservação de áreas verdes são algumas das questões orientadas pelo Plano Diretor. Em Palmas, a legislação estabelece parâmetros para o crescimento do Município, considerando as necessidades da população e a qualidade de vida.

 

O Plano Diretor

 

Principal instrumento de planejamento territorial do Município, o Plano Diretor estabelece regras e orientações para o uso e a ocupação das áreas urbanas e rurais, abrangendo temas como habitação, mobilidade, infraestrutura, atividade econômica e proteção ambiental. Em Palmas, é instituído pela Lei Complementar nº 400/2018 e passa por revisão para avaliar as condições atuais do território e atualizar as orientações para o futuro da cidade.

 

Na prática, o documento orienta a distribuição de áreas residenciais e comerciais, a localização de serviços públicos e espaços de lazer, além de estabelecer parâmetros para a mobilidade, a habitação e a regularização fundiária. Também serve de referência para outras normas urbanísticas, como as leis de uso e ocupação do solo e o Código de Obras e Edificações, que regulamentam a utilização dos terrenos e a construção de imóveis.

 

O secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Israel Henrique de Melo Sousa, destaca que o planejamento territorial é fundamental para alinhar o crescimento da cidade às necessidades dos moradores. “O Plano Diretor é um instrumento que orienta o desenvolvimento da cidade e influencia diretamente a vida da população, desde a organização dos bairros até o acesso à moradia, à infraestrutura e aos serviços públicos”.

 

Por que revisar o Plano Diretor?

 

As cidades passam por mudanças que geram novas demandas por moradia, infraestrutura, mobilidade e serviços públicos. Para acompanhar essas transformações, o Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 10.257/2001) determina que os planos diretores sejam revistos, pelo menos, a cada dez anos.

 

Em Palmas, este processo abrange temas como habitação, mobilidade, meio ambiente, infraestrutura e desenvolvimento econômico e social. Os trabalhos para a revisão do Plano Diretor foram iniciados em julho, com a instituição da equipe técnica por meio da Portaria nº 288/2026, e contam com a participação do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU) na condução político-estratégica.

 

A contribuição dos moradores é essencial para identificar problemas, apontar prioridades e apresentar propostas para a cidade. Estão previstos pelo menos 12 Encontros Comunitários regionalizados, além de reuniões temáticas, consultas, audiências públicas e canais de participação digital.

 

O cronograma também prevê três audiências públicas em 2027, além de atividades de capacitação e diálogo com a sociedade. A combinação entre estudos técnicos e contribuições populares busca assegurar que as futuras orientações considerem as características de Palmas e as necessidades de seus moradores, servindo de referência para as decisões do poder público.

 

Texto: Samuel Cunha - estagiário sob supervisão do jornalista Abelson Ribeiro

 

 

 

 

Posted On Segunda, 19 Outubro 2026 15:59 Escrito por O Paralelo 13

SUCESSÃO ESTADUAL 2026

Por Edson Rodrigues

 

 

A corrida pelo Governo do Tocantins entra em sua semana decisiva com um cenário que exige atenção das duas campanhas. Pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número TO-09349/2026 aponta o deputado Vicentinho Júnior (PSDB) na liderança, com 52,5% das intenções de voto na pesquisa estimulada, contra 40,4% da senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil). A diferença chega a 12,1 pontos percentuais.

 

Nos votos válidos, utilizados para o cálculo do resultado eleitoral, Vicentinho aparece com 56,5%, enquanto Dorinha soma 43,5%. Os números colocam o candidato do PSDB em posição favorável na reta final e aumentam a pressão sobre a estrutura política que apoia a senadora.

 

A VIRADA NO CENÁRIO ELEITORAL

 

A comparação com o levantamento anterior de outubro incluído no relatório ajuda a dimensionar a mudança. Na pesquisa anterior, Dorinha aparecia com 48,5%, enquanto Vicentinho registrava 43,3%. Agora, a senadora recua para 40,4%, enquanto o candidato do PSDB avança para 52,5%.

 

É uma mudança expressiva no cenário eleitoral. Embora levantamentos devam ser analisados considerando suas datas e condições de realização, a sequência dos números aponta uma inversão da liderança e torna mais difícil para a campanha governista tratar o momento como uma oscilação passageira.

 

AS ADESÕES PODEM TER MUDADO O TABULEIRO

 

A evolução dos números ocorre em meio à movimentação de lideranças políticas que apoiaram outros projetos no primeiro turno e decidiram integrar a campanha de Vicentinho Júnior nesta segunda etapa da eleição.
Entre os nomes que passaram a apoiar o candidato estão Ronaldo Dimas e Tiago Dimas, além de vereadores de Palmas e outras lideranças municipais. A chegada desses apoios amplia a rede política do candidato e fortalece sua presença em regiões estratégicas do Estado.

 

As adesões, por si só, não garantem transferência automática de votos. Entretanto, quando acompanhadas de uma mudança expressiva nas intenções de voto, passam a compor um quadro político que exige resposta.

 

A FORÇA DOS ALIADOS NÃO SE CONVERTEU EM VANTAGEM

 

Dorinha conta com o apoio do governador Wanderlei Barbosa, do senador Eduardo Gomes e de outras lideranças estaduais. A estrutura política à disposição da candidata é relevante, e seus principais aliados vêm participando da campanha.

 

Por isso, o resultado da pesquisa levanta uma questão importante: por que o peso dessa aliança ainda não se traduziu em vantagem eleitoral? A resposta pode envolver diferentes fatores, entre eles a comunicação com as bases, a capacidade de mobilização municipal, a percepção do eleitor sobre a candidatura e o impacto das adesões ao adversário. A pesquisa não permite atribuir o resultado a uma causa isolada, mas mostra que o apoio de lideranças, por maior que seja, não substitui a aprovação do eleitor.

 

Não basta reunir prefeitos, parlamentares e dirigentes partidários. É preciso fazer essa estrutura chegar às ruas, dialogar com a população e demonstrar por que o projeto apresentado merece ser escolhido.

 

A REJEIÇÃO É UM ALERTA PARA DORINHA

 

Um dos dados mais delicados do levantamento aparece quando os eleitores são questionados sobre a possibilidade de votar nos candidatos. 43,5% afirmam que não votariam em Professora Dorinha de jeito nenhum. No caso de Vicentinho Júnior, esse percentual é de 34,8%, uma diferença de 8,7 pontos percentuais.

 

O dado não significa que todos os eleitores que rejeitam Dorinha votarão em Vicentinho, mas revela uma dificuldade adicional para a campanha. Além de buscar novos apoios, a senadora precisa convencer parte do eleitorado de que merece uma oportunidade à frente do Executivo estadual.

 

A pesquisa também aponta que 30,5% afirmam que votariam com certeza em Dorinha, enquanto 24,7% dizem que ainda poderiam votar nela. Vicentinho, por sua vez, reúne 45,3% de eleitores que afirmam votar nele com certeza e outros 18,7% que admitem essa possibilidade.

 

O candidato do PSDB combina, portanto, uma intenção de voto mais alta com uma rejeição menor. Dorinha enfrenta o desafio de reduzir a resistência e transformar seu potencial eleitoral em adesão efetiva.

 

O DESAFIO DA RETA FINAL

 

Com a eleição marcada para 25 de outubro, o tempo para reverter o cenário é curto. A campanha de Dorinha precisa trabalhar simultaneamente para ampliar as intenções de voto e enfrentar a resistência de parte do eleitorado.
A presença de lideranças nacionais, como Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira, pode aumentar a visibilidade da candidatura e mobilizar apoiadores. Mas o efeito dessas agendas dependerá da capacidade de transformar eventos e discursos em convencimento eleitoral.

 

Vicentinho, por sua vez, precisa sustentar a dianteira, consolidar as adesões e evitar que a vantagem apontada pela pesquisa produza acomodação entre seus apoiadores.

 

O levantamento foi realizado entre 14 e 17 de outubro de 2026, com 1.500 entrevistas, margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, conforme o relatório encaminhado à coluna.

 

A fotografia eleitoral mostra Vicentinho à frente e Dorinha diante de uma tarefa difícil na reta final. A disputa só termina com a apuração dos votos, mas os números impõem uma realidade que nenhuma campanha pode ignorar.

 

Na reta final, não basta contar aliados. É preciso convencer eleitores. E, neste momento, a pesquisa coloca Vicentinho Júnior em vantagem.

 

 

Pequisa completa aqui

 

 

 

 

 

Posted On Segunda, 19 Outubro 2026 13:22 Escrito por O Paralelo 13

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

A reta final do segundo turno no Tocantins chegou ao momento em que discurso, estrutura política e pesquisa precisam se transformar em voto. Vicentinho Júnior (PSDB) vem ampliando seu arco de alianças, enquanto a campanha da senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil) prepara uma ofensiva com lideranças nacionais para tentar recuperar terreno antes da votação de 25 de outubro.

 

O cenário exige uma pergunta incômoda para o grupo governista: como uma candidatura apoiada pelo governador, por um senador de grande votação e por uma estrutura política expressiva chega à última semana tendo de reagir ao avanço do adversário?

 

A resposta não está em um único fator. As adesões, as dificuldades de comunicação interna, a capacidade de mobilização e a relação da candidata com as lideranças municipais compõem um cenário que precisa ser enfrentado sem maquiagem política.

 

VICENTINHO AMPLIA O CAMPO DE APOIO

 

A candidatura de Vicentinho Júnior vem recebendo manifestações de apoio de lideranças que, no primeiro turno, estavam em outros campos políticos. Entre os movimentos citados estão as adesões do ex-prefeito de Araguaína Ronaldo Dimas e do deputado federal Tiago Dimas, além de vereadores de Palmas e de outras lideranças municipais.

 

Nas últimas movimentações também aparecem o Alfredo Júnior, que foi deputado federal, e obteve mais de 45 mil votos, e o professor Witer Naves (PSOL), que disputou o Governo do Tocantins no primeiro turno e anunciou apoio a Vicentinho.

 

 

Senador Alexandre Guimarães Deputados Amélio Cayres e Vicentinho Júnior 

 

O movimento é politicamente relevante porque reúne lideranças com diferentes bases eleitorais e amplia a presença da candidatura em municípios estratégicos. Em Palmas, maior colégio eleitoral do Estado, as adesões dos vereadores Wilton do Zé Branquinho, Delma Freitas, Alex Mascarenhas e Vinicius Pires acrescentam novos pontos de apoio à campanha tucana.

Os números individuais de eleições anteriores não significam transferência automática de votos. Ainda assim, a sucessão de anúncios cria um fato político que a campanha adversária não pode simplesmente ignorar.

 

 

Senadora e candidata ao governo Dorinha e o governador Wanderlei Barbosa 

 

Nos bastidores, uma das reclamações atribuídas a lideranças que deixaram o campo de Dorinha seria a falta de diálogo e de interlocução com a candidata. Se essa percepção estiver disseminada entre aliados, o problema deixa de ser apenas eleitoral e passa a ser de coordenação política. Em uma campanha de segundo turno, perder interlocução com quem conhece as bases municipais pode custar caro.

 

QUADRO POLÍTICO: VOTAÇÕES DAS LIDERANÇAS CITADAS

Os números abaixo ajudam a dimensionar a votação obtida por parte das lideranças mencionadas nas articulações eleitorais. São resultados de candidaturas a cargos diferentes, portanto não devem ser somados como se representassem um bloco único de votos transferíveis.

 

 

 

Laurez Moreira recebeu 69.967 votos na disputa pelo Governo do Estado; Eli Borges obteve 271.829 votos na corrida ao Senado; Ronaldo Dimas conquistou 93.009 votos para senador, enquanto seu filho, Tiago Dimas, recebeu 27.910 votos para deputado federal. Entre os candidatos a deputado estadual, Moisemar Marinho alcançou 26.158 votos, Luciano Oliveira teve 24.472, Gutierres Torquato recebeu 21.052, Paulinho Bonifácio somou 13.809 e Júnior Diamantino obteve 12.063.

 

 

Na disputa para deputado federal, Coronel Barbosa recebeu 28.544 votos, Luana Ribeiro alcançou 27.302 e Jorge Carneiro obteve 2.911. Já Elias da Ponte recebeu 1.288 votos na disputa para deputado estadual, enquanto Du Pereira somou 1.272 votos na eleição para governador. Esses números, assim como os resultados de outras lideranças citadas, ajudam a compreender a dimensão das bases políticas envolvidas, mas não significam transferência automática de votos para nenhum dos candidatos ao Governo. O desafio de Vicentinho Júnior é transformar as adesões em apoio efetivo nas urnas, enquanto a campanha de Dorinha precisa avaliar o impacto dessas movimentações e reagir na reta final.

 

O quadro evidencia a diversidade de bases políticas envolvidas no processo, mas também exige cautela: votação passada, cargo disputado, força regional e capacidade de mobilização são fatores diferentes. O desafio de Vicentinho é converter as novas alianças em presença efetiva nas urnas.

 

NADA A RECLAMAR DE WANDERLEI E EDUARDO GOMES

 

É preciso fazer justiça a dois dos principais nomes da campanha de Professora Dorinha Seabra: o governador Wanderlei Barbosa e o senador reeleito Eduardo Gomes. Não há elementos, neste cenário, para atribuir aos dois uma eventual derrota por omissão política. Ambos entraram de corpo e alma na campanha, participando da articulação e colocando seu peso político a serviço da candidatura. Parte expressiva do secretariado estadual também vestiu a camisa, incluindo o secretário de Comunicação, Márcio Rocha, e o secretário-chefe da Casa Civil, Deocleciano Gomes. Se o resultado não vier, será necessário avaliar o conjunto da estratégia, a comunicação com as bases, a condução da campanha e a capacidade de converter estrutura em votos. Wanderlei e Eduardo podem ser cobrados como lideranças políticas, mas não podem ser apontados como ausentes de uma disputa na qual têm atuado diretamente.

 

A CARTA FINAL: FLÁVIO, MICHELLE E NIKOLAS

 

A principal aposta da campanha governista para os últimos dias é a mobilização de lideranças nacionais da direita. A programação em articulação prevê Flávio Bolsonaro em Palmas, Michelle Bolsonaro em Gurupi e Nikolas Ferreira em Araguaína.

 

O objetivo é reanimar a militância, atrair apoiadores, aumentar a visibilidade da candidatura de Dorinha e transformar a presença de nomes nacionais em mobilização eleitoral. O trio tem alcance político e presença nas redes sociais, mas a pergunta que fica é se a repercussão dos eventos será suficiente para alterar o comportamento do eleitor tocantinense.

 

A presença de figuras nacionais pode ajudar a movimentar a campanha. Não substitui, entretanto, o diálogo local, a articulação com prefeitos e vereadores nem a apresentação de propostas para os problemas concretos do Estado.

 

A IMPRENSA AGUARDA A AGENDA OFICIAL

 

Há outro ponto que merece registro. Até o fechamento desta coluna, a imprensa tocantinense aguardava da equipe da candidata Professora Dorinha Seabra informações oficiais sobre a programação das visitas de Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira ao Estado.

 

A expectativa é por horários, locais, formatos dos eventos e orientações para a cobertura jornalística. Uma operação política dessa dimensão exige organização e comunicação à altura de sua importância. Não basta anunciar a chegada de lideranças nacionais; é preciso informar, com antecedência, onde estarão, quando falarão com a população e como os veículos de comunicação poderão acompanhar as agendas.

 

A imprensa não é um detalhe de bastidor. É parte fundamental da circulação de informações de interesse público. Em uma campanha que pretende mobilizar milhares de pessoas, a falta de informações oficiais compromete o planejamento da cobertura e limita a divulgação organizada dos eventos.

 

A cobrança é objetiva: a equipe de Dorinha precisa apresentar a programação oficial o quanto antes. A reta final não combina com improvisação, desencontro de informações ou silêncio diante de uma demanda legítima dos veículos de comunicação.

 

PORTO NACIONAL TAMBÉM ENTRA NO JOGO

 

Enquanto os governistas preparam sua mobilização, apoiadores de Vicentinho Júnior organizam uma carreata em Porto Nacional para quarta-feira, 21 de outubro. A programação divulgada prevê concentração às 8 horas, no estacionamento ao lado da Rodoviária, na região sul da cidade, com percurso anunciado de 19 quilômetros.

 

A organização informa que o ato reunirá tratores, carros e motocicletas, com a presença prevista de Vicentinho, do candidato a vice-governador Amélio Cayres e do senador eleito Alexandre Guimarães, além de lideranças municipais. Os organizadores projetam uma grande mobilização, mas a dimensão do evento só poderá ser avaliada após sua realização.

 

A movimentação mostra que Porto Nacional se tornou mais um território importante na disputa. Em uma eleição decidida voto a voto, as campanhas procuram demonstrar força nas ruas, reunir suas bases e convencer o eleitor de que têm condições de governar.

 

A ÚLTIMA SEMANA NÃO PERDOA ERROS

 

Dorinha conta com o apoio do governador, de Eduardo Gomes, de Carlos Gaguim e de uma ampla estrutura política. Vicentinho, por sua vez, tenta consolidar as adesões e transformar a expansão de sua aliança em vantagem nas urnas.

 

A campanha governista ainda tem tempo para reagir, mas precisa fazer mais do que reunir nomes conhecidos. Precisa organizar a comunicação, ouvir suas bases, apresentar propostas e mostrar ao eleitor por que sua candidatura merece a confiança para os próximos quatro anos.

 

A visita de Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira pode ser um reforço importante. Mas a carta final só terá valor se for bem jogada. No dia 25 de outubro, não serão as carreatas, os discursos ou as fotografias com lideranças nacionais que votarão. Serão os eleitores tocantinenses.

 

O tempo está acabando. A política não espera. E o eleitor dará a resposta nas urnas.

 

 

 

Posted On Segunda, 19 Outubro 2026 09:48 Escrito por O Paralelo 13
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