Candidato ao Senado ouviu demandas da categoria e falou sobre seu compromisso com a representação e o desenvolvimento do Tocantins
Da Assessoria
O candidato ao Senado Ronaldo Dimas se reuniu, nesta terça-feira (1º), em Palmas, com profissionais da classe contábil para apresentar propostas, ouvir demandas e discutir temas que impactam diretamente a atividade da categoria e a rotina das empresas. O encontro foi organizado pela segunda suplente de Dimas, Antônia Lopes, e também contou com a participação do primeiro suplente, Soró.
Durante a conversa, Dimas respondeu a questionamentos dos profissionais sobre questões do dia a dia da atividade, entre elas a reforma tributária. Para ele, mudanças na área precisam ser analisadas com cautela para evitar mais dificuldades para empresas e trabalhadores. “A reforma tributária, como está proposta, não resolve o problema. Assim como outras matérias que envolvam tributação precisam ser analisadas com mais cautela. Do contrário, elas não resolvem o problema e dificultam a vida dos profissionais de contabilidade e empresários”, afirmou.

Dimas também destacou a importância dos contadores para a economia, por estarem próximos de diferentes segmentos empresariais e conhecerem de forma ampla os desafios enfrentados pelo setor produtivo. “O contador sabe muito bem a dor que o empresário sofre. Às vezes, o problema que um empresário tem é diferente do problema que outro tem, mas o escritório de contabilidade bem organizado trabalha com uma gama diversificada e tem um conhecimento mais amplo dos problemas do que qualquer empresário”, disse.
Ao falar sobre o Senado, Dimas defendeu uma atuação voltada à representação do Tocantins e à construção de projetos de longo prazo. “Senador é representação de Estado. É lá que nós nos igualamos aos demais estados, porque cada um tem o mesmo número de três representantes. E é lá que podemos cumprir também o papel constitucional do senador, que é de manter a harmonia entre os poderes e instituições da República. Eu me comprometo a ser essa representação”, afirmou.
Na avaliação do candidato, essa representação deve contribuir para viabilizar projetos estruturantes nas áreas de infraestrutura, saúde e mobilidade, além de fortalecer a capacidade de planejamento e desenvolvimento do Tocantins.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
A eleição para o Senado no Tocantins começa a revelar uma fotografia bastante evidente em um ponto e profundamente indefinida em outro. O senador Eduardo Gomes, candidato à reeleição pelo PL, aparece na liderança dos principais levantamentos divulgados no fim de agosto. Logo abaixo, começa uma verdadeira guerra eleitoral.
A segunda vaga está embolada e embolada de verdade.
Pesquisa após pesquisa mostra um grupo numeroso de candidatos disputando um eleitorado ainda aberto, numa eleição em que cada tocantinense poderá votar em dois nomes para o Senado. O Real Time Big Data colocou Eduardo Gomes com 26%, Alexandre Guimarães com 18%, Gaguim com 10%, Vanderlei Luxemburgo com 9%, Ronaldo Dimas com 8% e Eli Borges com 7%.

Na Quaest, Eduardo Gomes apareceu com 14%, Gaguim com 13%, Paulo Mourão com 9% e Alexandre Guimarães com 8%, considerando a soma das respostas para as duas vagas. O mesmo levantamento registrou 24% de indecisos.
Já a Paraná Pesquisas mostrou Eduardo Gomes com 35,1%, Alexandre Guimarães com 21,6%, Gaguim com 20,8%, Ronaldo Dimas com 16%, Vanderlei Luxemburgo com 15%, Eli Borges com 14,2% e Paulo Mourão com 14%.
De acordo com as pesquisas, Gomes ocupa hoje uma posição mais confortável, no entanto a segunda vaga está completamente em disputa.
69%: O NÚMERO QUE DEVERIA TIRAR O SONO DOS CANDIDATOS
Há um dado da Paraná Pesquisas que talvez seja ainda mais importante que a classificação dos candidatos. Na pesquisa espontânea para o Senado, 69% dos entrevistados disseram não saber ou não opinaram. Isso não significa que 69% necessariamente permanecerão indecisos até a urna, nem que todos estejam disponíveis da mesma maneira para qualquer candidato. Porém, existe um enorme espaço para construção de voto. E essa característica torna precipitada qualquer tentativa de decretar antecipadamente quem ocupará a segunda cadeira do Tocantins no Senado.
Nesta eleição, candidato que se considerar eleito antes do tempo poderá acordar tarde demais. E candidato que se considerar derrotado pelas primeiras pesquisas também pode estar cometendo o mesmo erro.
ALEXANDRE E GAGUIM ESTÃO NA LINHA DE FRENTE

Entre os postulantes à segunda cadeira, Alexandre Guimarães e Carlos Gaguim aparecem hoje em posições especialmente competitivas. Alexandre possui posição competitiva, mas Gaguim também. Mas atrás deles existem candidatos com potencial para crescer e apenas alguns pontos percentuais podem mudar completamente a ordem dessa corrida.
LUXEMBURGO ENCONTROU UM PALANQUE

Vanderlei Luxemburgo tomou uma decisão política importante na última semana de agosto. Candidato ao Senado pelo Podemos, ele anunciou apoio à candidatura de Vicentinho Júnior ao Governo do Estado e passou a compor politicamente o mesmo campo de Vicentinho, Amélio Cayres e Alexandre Guimarães.
Vicentinho declarou apoio a Luxemburgo como seu segundo nome ao Senado, ao lado de Alexandre. Isso cria uma situação eleitoral interessante. Alexandre e Luxemburgo passam a pedir votos dentro do mesmo palanque majoritário, numa eleição em que o eleitor possui justamente duas escolhas para senador.
Em tese, um pode ajudar o outro. Se essa dobradinha funcionará nas ruas é outra história. Hoje, Luxemburgo não está liderando a disputa pela segunda vaga, mas também está longe de poder ser descartado.
RONALDO DIMAS NÃO PODE SER SUBESTIMADO

O mesmo vale para Ronaldo Dimas. Ex-prefeito de Araguaína por dois mandatos e ex-deputado federal, Dimas disputa o Senado pelo Podemos e possui uma base política particularmente importante no Norte do Tocantins.
Araguaína será naturalmente uma das vitrines de sua candidatura. Dimas precisa agora transformar reconhecimento regional em expansão estadual. Se conseguir sair forte de Araguaína, ampliar presença no Bico do Papagaio e avançar sobre Palmas e a região Sul, poderá melhorar sua posição.
O CASO ELI BORGES

É neste cenário que aparece um dos assuntos mais comentados nos bastidores da base governista: a situação do deputado federal e candidato ao Senado Eli Borges.
O Republicanos homologou oficialmente sua candidatura ao Senado em convenção realizada no início de agosto, juntamente com o apoio do partido à candidatura de Professora Dorinha ao Governo. A legenda é presidida no Tocantins pelo governador Wanderlei Barbosa.
Segundo interlocutores ouvidos reservadamente pelo Observatório Político de O Paralelo 13, existe descontentamento entre aliados de Eli com a multiplicidade de candidaturas ao Senado existentes dentro do amplo arco político relacionado ao grupo governista.
O ponto central seria uma expectativa de maior protagonismo para sua candidatura. Aqui, porém, é preciso distinguir o que é fato do que é bastidor. O fato é que Eli Borges teve sua candidatura homologada. O relato de que teria recebido anteriormente promessa de apoio político prioritário é uma versão atribuída a seus interlocutores e precisa ser tratada exatamente dessa maneira.
“O GOVERNADOR FOI ATÉ ONDE PODIA”, DIZ FONTE PALACIANA

Um integrante de alta influência no grupo governista, ouvido sob condição de anonimato pelo Observatório Político, apresenta outra leitura. Segundo ele, Wanderlei Barbosa teria cumprido o compromisso político assumido com Eli Borges ao viabilizar espaço partidário e apoiar a homologação de sua candidatura. Na avaliação dessa fonte, isso não significaria exclusividade. “O governador tem seus limites como líder de um grupo formado por vários partidos e várias lideranças. Eli teve sua vaga, foi homologado em convenção. Bancar sozinho sua campanha, garantir eleição ou exclusividade nunca teria feito parte do acordo”, resumiu o interlocutor ao Observatório.
Essa é a versão palaciana. Do outro lado, aliados de Eli demonstrariam expectativa de maior envolvimento político. É daí que nasce a tensão.
Na política, nem todo movimento significa rompimento. Ás vezes é pressão, recadou ou apenas uma maneira de melhorar posição dentro do próprio grupo. Resta saber se estamos diante de uma movimentação real, capaz de produzir consequência eleitoral, ou apenas diante de uma negociação típica de reta final de campanha.
A pergunta cabe: é rastro de onça ou pegada de coelho? Setembro responderá!
ELI TEM UM PATRIMÔNIO QUE NÃO PODE SER IGNORADO
Também seria erro tratar Eli Borges como candidatura sem importância. O deputado possui trajetória política consolidada, eleitorado próprio e forte inserção no segmento evangélico. Sua história passa por mandatos de vereador, deputado estadual e deputado federal.
Há igrejas, pastores, lideranças e eleitores que acompanham sua trajetória há anos, especialmente em centros importantes como Palmas e Araguaína, além de municípios do interior. Esse eleitorado fidelizado representa um patrimônio político real.
Ao mesmo tempo, as pesquisas mostram o desafio que ele enfrenta numa disputa majoritária com adversários que possuem estruturas eleitorais robustas e bases regionais consolidadas. Eli não está fora do jogo, mas precisa crescer!
Existe ainda outra pergunta importante. Caso Eli Borges, por decisão própria, deixasse a disputa, seus votos não seriam automaticamente transferidos para outro candidato. Nenhum político é proprietário dos votos de seus eleitores. Entretanto, é razoável considerar que sua orientação teria alguma influência sobre uma parcela de seu grupo político e religioso.
Quanto? Somente as urnas ou novas pesquisas poderiam medir.
Se um movimento dessa natureza viesse realmente a acontecer, seria necessário observar também a reação de seus pastores aliados, lideranças partidárias e eleitores tradicionais.
Porque uma coisa é a decisão do candidato. Outra é saber se toda a base o acompanha.
PAULO MOURÃO TAMBÉM ESTÁ NO JOGO

Não se pode fazer uma análise completa dessa segunda vaga e esquecer Paulo Mourão. Mourão ocupa outro campo político e possui sua própria base eleitoral. Em uma corrida tão fragmentada, qualquer candidato situado nessa faixa pode crescer com uma combinação de voto regional, palanque, estrutura, comunicação e desempenho nas últimas semanas.
A segunda vaga não pertence antecipadamente a ninguém.
NÃO EXISTE “ANDAR DE BAIXO” SEM FORÇA
Se Eduardo Gomes aparece isolado numericamente na liderança dos levantamentos, o chamado “andar de baixo” não deve ser interpretado como um conjunto de candidaturas menores ou irrelevantes. É exatamente ali que está acontecendo a disputa mais interessante desta eleição.
Alexandre Guimarães tem uma estrutura, Gaguim tem outra. Dimas possui Araguaína e sua trajetória administrativa como ativos. Luxemburgo tenta transformar notoriedade nacional e novo palanque político em voto. Eli Borges possui eleitorado religioso fidelizado. Paulo Mourão conta com uma trajetória política e campo ideológico definido.
Todos têm problemas. Todos têm vantagens. E todos têm pouco tempo.
OS PRÓXIMOS DIAS

Ainda é cedo para saber quem chegará às urnas como principal adversário de Eduardo Gomes na disputa pelas duas cadeiras. Mas as próximas rodadas de pesquisas deverão mostrar quem conseguiu aproveitar setembro.
Quem cresceu, quem parou, quem perdeu espaço, ou quem conseguiu transformar palanque em voto e acertou na comunicação. A campanha está na rua, é hora de gastar a sola do sapato, pedir foto e sobretudo olhar o eleitor no olho.
A SEGUNDA VAGA NÃO TEM DONO
O Observatório Político de O Paralelo 13 mantém a avaliação apresentada nas últimas análises: Eduardo Gomes começa setembro em posição de liderança nas pesquisas. Isso não significa eleição antecipada e abaixo dele existe uma disputa ainda mais imprevisível. São candidatos diferentes, com estruturas diferentes, estratégias e eleitorados diferentes.
Os próximos dias separarão potencial de realidade.
E, quando o eleitor entrar na cabine de votação para escolher seus dois candidatos ao Senado, não haverá acordo de bastidor, fotografia de pesquisa ou promessa de liderança capaz de substituir o único resultado que realmente importa: o voto.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O governador Wanderlei Barbosa decidiu entrar de maneira ainda mais intensa na campanha de sua candidata à sucessão, a senadora Professora Dorinha Seabra. Na semana passada, em reunião reservada com integrantes do primeiro escalão e com a própria candidata, Wanderlei pediu maior empenho de seus auxiliares na campanha e destacou a importância política das relações mantidas por integrantes do governo com prefeitos, vereadores e lideranças nos municípios. O encontro mostrou que, na reta final, o Palácio Araguaia quer sua estrutura política trabalhando de maneira mais integrada em torno da candidatura de Dorinha.
O movimento não acontece por acaso. As últimas pesquisas de intenção de voto mostraram uma disputa competitiva entre Professora Dorinha e Vicentinho Júnior. Embora os institutos apresentem metodologias e percentuais diferentes, Real Time Big Data e Paraná Pesquisas colocaram os dois dentro das respectivas margens de erro. É diante dessa fotografia que Wanderlei aumenta sua presença nas ruas e chama os aliados para o jogo.
WANDERLEI ENTRA DE VEZ NA CAMPANHA

O governador já vinha participando de lançamentos de candidaturas proporcionais em Palmas e no interior, quase sempre ao lado de Professora Dorinha. Nos últimos dias, porém, sua participação ganhou intensidade.
Wanderlei esteve no Bico do Papagaio, participou de agendas políticas, carreatas e lançamentos de candidaturas a deputado estadual e federal, procurando vincular a continuidade de seu grupo político à eleição da senadora.
A mensagem dirigida aos aliados é a de que quem integra o projeto político precisa também trabalhar pela candidata ao Governo. Isso vale especialmente para os candidatos proporcionais.
Chegou o momento em que candidatos e candidatas a deputado federal e estadual precisam decidir quanto espaço Professora Dorinha ocupará efetivamente em suas campanhas, seus discursos, suas reuniões e no corpo a corpo com o eleitor. Uma grande estrutura política somente se transforma em vantagem eleitoral quando suas diferentes peças começam a trabalhar na mesma direção.
34 DIAS DE INTENSIFICAÇÃO
O Observatório Político de O Paralelo 13 conversou reservadamente com um dos articuladores da candidatura de Professora Dorinha. Segundo essa fonte, a estratégia para setembro prevê intensificação e profissionalização das ações de campanha.
Estão no planejamento a instalação e fortalecimento de comitês, atuação de coordenadores regionais, distribuição de material gráfico e equipes organizadas para alcançar os 139 municípios, com atenção especial aos maiores colégios eleitorais.
A avaliação interna relatada ao Observatório é de que a próxima rodada de pesquisas poderá registrar crescimento de Dorinha em razão da combinação de diferentes forças: maior envolvimento dos prefeitos aliados, participação das candidaturas proporcionais, presença do governador, carreatas, reuniões e exposição no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão.
Essa, evidentemente, é uma expectativa da própria campanha. Quem confirmará ou não essa previsão serão as próximas pesquisas e, definitivamente, as urnas.
A FORÇA DE WANDERLEI PRECISA VIRAR VOTO PARA DORINHA

Existe um ativo importante nas mãos do grupo governista: a aprovação da administração de Wanderlei Barbosa. Mas aprovação de governo e intenção de voto em sucessor são coisas diferentes. O grande desafio político de Wanderlei nestes 34 dias será transformar sua popularidade pessoal em votos para Professora Dorinha.
O governador parece ter percebido isso.
Não basta aparecer ao lado da candidata. Será necessário pedir votos, convencer aliados a fazer o mesmo e demonstrar ao eleitor por que, na visão de seu grupo, Dorinha representaria continuidade administrativa.
A candidatura governista também procura apresentar Professora Dorinha como uma liderança identificada com a educação, com experiência parlamentar e preparada para assumir o Executivo estadual.
Mas essa narrativa terá que enfrentar o contraditório natural de uma campanha eleitoral: Vicentinho Júnior e os demais adversários também estarão nas ruas apresentando suas propostas e tentando convencer o mesmo eleitor.
TOCANTINS MANTÉM CAPAG B+
O grupo governista ganhou ainda um argumento na área fiscal. A Secretaria do Tesouro Nacional manteve o Tocantins com classificação B+ na Capacidade de Pagamento (Capag), referente às contas de 2025. O Estado recebeu classificação A no indicador de endividamento, com índice de 30,79%, e B nos indicadores de poupança corrente e liquidez.
A Capag é utilizada pelo Tesouro Nacional para avaliar a situação fiscal dos entes e sua elegibilidade, sob a ótica de risco, para operações de crédito com garantia da União, observados os demais requisitos legais.
É um dado que o governo naturalmente procurará apresentar como demonstração de responsabilidade fiscal. Mas existe outra economia, muito mais próxima da mesa da cozinha, que também deverá pesar na decisão do eleitor.
OITO EM CADA DEZ FAMÍLIAS TOCANTINENSES ESTÃO ENDIVIDADAS

Aqui está um dos números que todos os candidatos ao Governo deveriam observar com atenção. Mais de oito em cada dez famílias tocantinenses estão endividadas. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio, mostraram que 82,7% das famílias do Tocantins estavam endividadas em maio de 2026, índice superior à média nacional de 81,6%.
É preciso fazer uma distinção importante: estar endividado não significa necessariamente estar inadimplente. Dívidas incluem compromissos financeiros ainda sendo pagos regularmente. Mesmo assim, a inadimplência também alcança um contingente expressivo. Em julho, dados da Serasa apontaram 662.268 pessoas inadimplentes no Tocantins. Esses números ajudam a compreender por que questões econômicas podem ter enorme peso nestes últimos dias de campanha.
Enquanto os grupos políticos discutem alianças, partidos, prefeitos, vereadores e estruturas eleitorais, uma parcela enorme da população está preocupada com cartão de crédito, financiamento, prestação, aluguel, supermercado e contas que vencem todos os meses.
É o chamado andar de baixo entrando definitivamente na eleição.
O ELEITOR QUER SABER O QUE MUDA NA VIDA DELE

É justamente aqui que as campanhas precisam tomar cuidado para não permanecerem presas às próprias bolhas. Para uma família endividada, pouco adianta saber quantos prefeitos determinado candidato possui se ela não consegue equilibrar o orçamento doméstico. Para quem procura emprego, interessa saber onde estarão as oportunidades. Para o pequeno empresário, importa crédito, imposto, burocracia e mercado consumidor. Para quem espera atendimento médico, interessa saber quando será atendido. Para quem enfrenta uma estrada ruim, interessa saber quando ela será recuperada. É nesse terreno que Professora Dorinha, Vicentinho Júnior, Laurez Moreira e os demais candidatos precisarão apresentar respostas.
AS REDES SOCIAIS CHEGARAM AO LIMITE?

O Observatório Político de O Paralelo 13 vem chamando atenção para outro fenômeno. As redes sociais continuarão sendo fundamentais. Nenhuma campanha competitiva pode ignorá-las. Mas existe um limite para a política feita exclusivamente dentro delas. O algoritmo tende a entregar ao candidato e aos seus apoiadores uma sensação de força que nem sempre corresponde ao universo inteiro do eleitorado. Quem acompanha Dorinha vê Dorinha. Quem acompanha Vicentinho vê Vicentinho. Quem acompanha Laurez vê Laurez. Enquanto isso, existe uma parcela da população que ainda não escolheu definitivamente em quem votar. Esse eleitor dificilmente será conquistado apenas com vídeos produzidos para quem já está convencido.
Chegou a hora do olho no olho.
O ANDAR DE BAIXO VAI DECIDIR
Setembro começa com uma eleição aberta. O grupo de Professora Dorinha possui uma estrutura política expressiva e agora tenta colocá-la integralmente nas ruas. Vicentinho mostrou nas pesquisas capacidade de disputar voto a voto com a candidata governista. Os demais candidatos procuram romper essa polarização. Mas existe uma força muito maior do que todas as estruturas partidárias somadas: o eleitor. Especialmente aquele eleitor que ainda está observando.
As próximas pesquisas mostrarão se a estratégia de intensificação comandada por Wanderlei Barbosa produzirá crescimento para Professora Dorinha ou se a disputa continuará equilibrada.
O que já podemos afirmar é que os últimos 34 dias não comportam acomodação. Para Dorinha, chegou a hora de transformar estrutura em voto. Para Wanderlei, chegou a hora de transformar aprovação em transferência eleitoral. Para Vicentinho e os demais adversários, chegou a hora de mostrar por que representam uma alternativa.
E, para todos eles, chegou a hora de compreender uma realidade que nenhuma rede social consegue esconder: o andar de baixo não quer apenas propaganda. Quer saber quem conseguirá melhorar sua vida.
É aí que poderá estar a chave da eleição de 2026 no Tocantins.