Intervenção amplia a faixa de areia, melhora a circulação da água e reforça a infraestrutura do local, um dos principais destinos de lazer e turismo da Capital

 

 

Da Assessoria

 

 

O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, vistoriou, nesta segunda-feira, 15, as obras de reestruturação da Praia da Graciosa, um dos principais cartões-postais da Capital. Acompanhado do secretário municipal de Zeladoria Urbana, Marcílio Ávila, e da secretária municipal de Turismo, Ana Paula Setti, o prefeito observou o andamento dos trabalhos, que preveem a ampliação da faixa de areia e melhorias estruturais para os frequentadores do local.

 

Durante a vistoria, o prefeito destacou que a obra foi planejada para melhorar a experiência de quem utiliza o espaço e valorizar um dos principais pontos turísticos da cidade.

 

"A Praia da Graciosa é um patrimônio afetivo de Palmas e há muito tempo aguardava investimentos que estivessem à altura da sua importância. Já recuperamos os banheiros, levamos mais segurança com a instalação da base da Guarda Metropolitana e agora estamos trabalhando para uma transformação da praia, ampliando a faixa de areia, melhorando a circulação da água e eliminando áreas que causavam desconforto aos frequentadores. É uma obra que une preservação, lazer, turismo e qualidade de vida, valorizando um dos lugares mais queridos da nossa Capital", afirmou Eduardo Siqueira Campos.

 

Entre as principais mudanças está a desativação do paredão de contenção existente na praia, permitindo a expansão da faixa de areia até a área atualmente ocupada pela estrutura. A obra contempla uma área de aproximadamente 29,1 mil metros quadrados, inclui também a higienização da área e busca atender a uma demanda apresentada por moradores e frequentadores da praia.

 

 

 

Posted On Terça, 16 Junho 2026 05:02 Escrito por O Paralelo 13

Na ocasião, houve assinatura do contrato para o projeto Escolas do Futuro, que prevê a modernização de 24 unidades da rede estadual

 

 

Por Rafael de Oliveira

 

 

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, assinou nesta segunda-feira, 15, a Ordem de Serviço para implantação do projeto Usinas Fotovoltaicas, que prevê a instalação de 10 usinas de geração de energia destinadas à compensação de créditos de energia elétrica dos prédios públicos. Estruturado por meio de Parceria Público-Privada (PPP), o projeto contará com investimento privado superior a R$ 157 milhões e economia projetada acima de R$ 600 milhões em 25 anos. A assinatura ocorreu durante solenidade no espaço em que será implantada a Usina de Taquaruçu, localizada na TO-030, km 7,5, em Palmas.

 

Na ocasião, o governador Wanderlei Barbosa também assinou o contrato para estruturação do projeto Escolas do Futuro, iniciativa que prevê construção, manutenção, equipagem e gestão administrativa não pedagógica de 24 unidades de ensinos fundamental e médio. O projeto contempla a substituição de 19 estruturas existentes e a implantação de cinco novas escolas, com os objetivos de ampliar a qualidade da infraestrutura educacional e proporcionar melhores condições para estudantes e profissionais da educação.

 

 

Durante a solenidade, o governador Wanderlei Barbosa destacou os impactos positivos das iniciativas para a gestão pública, a sustentabilidade e a melhoria da infraestrutura.

 

“São projetos fundamentais para o nosso estado. O de energia limpa e renovável vai reduzir os gastos com energia elétrica, permitindo que os recursos economizados sejam destinados a novos investimentos. Além disso, fortalecemos a sustentabilidade com o uso de uma fonte limpa e renovável. Já o projeto Escolas do Futuro representa mais um avanço para a educação, pois nosso objetivo é melhorar cada vez mais a estrutura das escolas, garantindo ambientes mais modernos e adequados para estudantes e profissionais da educação. Portanto, é um grande passo de modernização, com energia limpa e sustentável”, ressaltou.

 

Projeto de usinas fotovoltaicas

 

Com prazo de concessão de 25 anos e capacidade estimada de geração de 35,1 milhões de kWh por ano, o projeto prevê a implantação de 10 usinas fotovoltaicas sendo uma em Palmas, duas em Colinas, cinco em Guaraí e duas em Araguaína, todas destinadas ao atendimento dos órgãos da administração estadual, da Saúde e da Educação. O projeto deverá gerar aproximadamente R$ 195,1 milhões em tributos ao longo da concessão.

 

Secretário de Parcerias e Investimentos, João Geraldino, enfatizou que os projetos irão ampliar a eficiência da gestão pública

 

Para atender os demais órgãos da administração estadual, serão instaladas usinas em Palmas, Colinas e Guaraí, com geração estimada de 18,8 milhões de kWh por ano e economia mínima superior a R$ 512 milhões ao longo da concessão.

 

Na área da Saúde, estão previstas duas usinas em Guaraí, com geração anual estimada em 2,3 milhões de kWh e economia mínima de R$ 41,5 milhões.

 

Já para a Educação, serão implantadas usinas em Guaraí e Araguaína, com capacidade de gerar cerca de 13,9 milhões de kWh por ano e proporcionar economia superior a R$ 390 milhões durante o período de concessão.

 

Presidente da Tocantins Parcerias, Aleandro Lacerda, explica que as usinas  trarão inovação para a gestão pública

 

O secretário de Parcerias e Investimentos, João Geraldino, enfatizou que os projetos irão ampliar a eficiência da gestão pública e fortalecer a capacidade de investimentos do Estado. “O objetivo é ampliar essa capacidade de investimentos, gerando soluções inovadoras e aproximando o setor público da sustentabilidade. O projeto trará resultados significativos, com economia de recursos e a possibilidade de novos investimentos. Essa iniciativa representa mais um passo na construção de uma gestão cada vez mais eficiente, contribuindo para o crescimento estadual e a melhoria da qualidade de vida da população”, pontuou.

 

“Após três anos de trabalho na estruturação desse projeto, que traz inovação e promove uma mudança de paradigma na gestão pública, construímos a segurança técnica e jurídica necessária para sua implementação. Agradeço a todos os envolvidos que acreditaram nessa iniciativa, que permitirá reverter esses recursos em melhores serviços para a população”, assegurou o presidente da Tocantins Parcerias, Aleandro Lacerda.

 

O CEO da Sociedade de Propósito Específico (SPE) Fotovoltaica, Ricardo Coifman, reforçou o compromisso com a execução. “A previsão é que o primeiro projeto seja entregue nos próximos oito meses e que todas as usinas estejam em operação em até 12 meses. Reforçamos nosso compromisso com a implementação e com o cumprimento dos prazos estabelecidos e agradecemos ao governador Wanderlei Barbosa pela parceria”, destacou.

 

Escolas do Futuro

 

CEO da Sociedade de Propósito Específico (SPE) Fotovoltaica, Ricardo Coifman, pontua que a previsão é que o primeiro projeto seja entregue nos próximos oito meses

Também com prazo de concessão de 25 anos, o projeto prevê a implantação de instalações e equipamentos modernos, com foco na ampliação da eficiência dos serviços, na agilidade dos processos e na redução de custos, garantindo padrões de qualidade e desempenho para a infraestrutura escolar da rede estadual. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o responsável pela estruturação e pela modelagem da iniciativa, conduzindo as etapas de estudos até a formalização da parceria com a iniciativa privada para viabilizar sua implementação.

 

“Esse modelo já vem sendo aplicado em outros estados e tem apresentado resultados importantes na melhoria da estrutura escolar. No Tocantins, o projeto contempla escolas de tempo integral com infraestrutura moderna e adequada às necessidades de estudantes e professores. Toda essa modernização contribuirá para ampliar a oferta de vagas e fortalecer a educação pública, beneficiando cerca de 7 mil estudantes. Estamos orgulhosos de participar de um projeto que exige planejamento, transparência e compromisso”, salientou o superintendente da Área de Soluções de Infraestrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ian Guerriero.

 

 

Posted On Segunda, 15 Junho 2026 15:43 Escrito por O Paralelo 13

Evento promove conscientização, fortalece a rede de proteção e debate estratégias de enfrentamento à violência contra a pessoa idosa no Tocantins

 

 

Por Thayllor Negre

 

 

Com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância da proteção e do respeito aos direitos da pessoa idosa, o Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), realizou nesta segunda-feira, 15, o evento “Valorização do Conhecimento: Enfrentando as Violências Contra a Pessoa Idosa”. A ação integra a campanha Junho Violeta e ocorreu no auditório do Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas.

 

A iniciativa busca sensibilizar a população para o enfrentamento das diversas formas de violência que atingem as pessoas idosas, como agressões físicas e psicológicas, negligência, abandono e exploração financeira. Alinhado às políticas de promoção dos Direitos Humanos, o evento também visa fortalecer a rede de proteção à pessoa idosa, incentivar a denúncia de violações e promover o envelhecimento com dignidade, autonomia e garantia de direitos.

 

Evento contou com apresentação do Grupo de Dança Flores dos Ipês

 

O secretário de Estado da Cidadania e Justiça, Hélio Marques, destacou a relevância da campanha para fortalecer a conscientização sobre o respeito à população idosa. “Precisamos fortalecer cada vez mais a cultura do respeito e da proteção à pessoa idosa. Essa é uma responsabilidade de toda a sociedade e um compromisso que o Governo do Tocantins tem trabalhado para garantir por meio de políticas públicas e ações de conscientização”, afirmou.

 

A programação contou com palestras e orientações voltadas às pessoas idosas, familiares, profissionais da rede de atendimento e à sociedade em geral. Entre os temas abordados estiveram a identificação de sinais de violência, formas de prevenção e os canais de denúncia disponíveis, como o Disque 100.

 

As atividades foram coordenadas pela Diretoria de Diversidade e Inclusão Social da Seciju, com apoio de instituições parceiras que atuam na defesa e promoção dos direitos da pessoa idosa, incluindo órgãos da segurança pública e os Conselhos de Direitos da Pessoa Idosa.

 

Programação reuniu especialistas, gestores e sociedade civil para discutir prevenção, direitos e canais de denúncia voltados à população idosa

 

O superintendente de Direitos Humanos e Políticas sobre Drogas, Jessé Nascimento, ressaltou a importância de promover o debate sobre um tema que ainda é pouco discutido pela sociedade. “Muitas vezes, esse é um tema delicado que acaba sendo evitado, mas precisamos enfrentá-lo com responsabilidade. A pessoa idosa contribuiu durante toda a vida para o desenvolvimento da sociedade e merece respeito, cuidado e proteção. Por isso, ações de conscientização são fundamentais para fortalecer essa cultura de valorização e garantir os direitos dessa população”, destacou.

 

A gerente de Promoção à Igualdade Racial, à Pessoa Idosa e à Pessoa com Deficiência, Luciene Beltrão, ressaltou que o Junho Violeta representa um passo importante no fortalecimento da rede de proteção à pessoa idosa. “Este é um sonho que se torna realidade e marca o início de um trabalho contínuo de conscientização, para que possamos levar informação, respeito e proteção às pessoas idosas em Palmas e em todo o Tocantins”, frisou.

 

Junho Violeta

 

A campanha Junho Violeta é realizada anualmente em todo o país e tem como foco o combate à violência contra a pessoa idosa, reforçando a importância da denúncia, da proteção e da valorização desse público.

 

 

Posted On Segunda, 15 Junho 2026 14:11 Escrito por O Paralelo 13

PANORAMA POLÍTICO

 

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

Após a operação da Polícia Civil na Secretaria da Saúde de Palmas, que culminou na prisão da secretária Dhieine Caminski e do superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, sob suspeita de atos considerados não republicanos, resta agora à investigação policial apresentar provas concretas para que o Ministério Público decida se haverá ou não indiciamento. Enquanto isso, a secretária permanece afastada do cargo e recolhida no quartel do Comando-Geral da Polícia Militar do Tocantins, em Palmas.

 

O prefeito Eduardo Siqueira Campos se pronunciou sobre o episódio em entrevista ao portal Gazeta do Cerrado, destacando que sua gestão segue firme e comprometida com a transparência.

 

“Não me cabe fazer a defesa da entidade nem analisar aspectos administrativos. Tem uma equipe lá pra isso. Mas, eu defendo o modelo, porque se nós formos à uma UPA agora, quem está lá tem RQE, a qualificação necessária para profissionais que fizeram residência. Aqueles que são contra o modelo ficam lá o dia inteiro esperando sair uma pessoa pra falar mal. E eles estão tendo dificuldade porque a população já aprovou as melhorias. E eu quero lamentar que as visitas que o Ministério Público tem feito, eles se negam assinar uma ata com as partes envolvidas. Porque se eles assinam, têm que dizer se faltou ou não faltou, remédio tinha ou não tinha especialista. E as UPAs esgtão abarrotadas de remédio e de especialistas. Sem a ata prevalece a palavra em contrário, porque tem mais apelo popular, e que acaba tendo uma força maior para aquele que está ali executando um serviço para a população”, enfatizou o prefeito.

 

QUANTO PIOR, MELHOR

No entanto, em meio ao cenário político, surge a chamada “astúcia de Mãe Dináh”, incorporada por um vereador de oposição que prevê o afastamento do prefeito “mais tardar até julho”. Essa previsão, calcada no lema “quanto pior, melhor”, busca criar um ambiente de instabilidade política e social, utilizando-se de uma auto afirmada “astúcia”.

 

Farmácia da prefeitura de Palmas 

 

Vale lembrar que o termo “astúcia” também carrega significados como habilidade de enganar, agir de má-fé ou usar artimanhas para tirar vantagem, aproximando-se de conceitos como dissimulação, ardil e manipulação.

O Observatório Político de O Paralelo 13 realizou um levantamento sobre as investigações da Polícia Civil e constatou que Eduardo Siqueira não é investigado, réu ou suspeito em nenhum inquérito. Ou seja, as previsões envolvendo seu nome não passam de tentativas levianas de desestabilizar uma gestão que vem apresentando resultados positivos, inclusive na área da saúde.

 

Atendimento em UPA

Enquanto isso, nos bastidores políticos, há quem afirme que a insistência em associar o prefeito a supostos malfeitos e em prever e cravar prazo de validade para o fim de seu mandato decorre do fato de algumas pessoas terem perdido privilégios e benefícios diante da seriedade com que Eduardo Siqueira Campos conduz sua administração.

Verdade ou não, o que se observa é que a população de Palmas, especialmente quem depende da saúde pública, demonstra satisfação com as melhorias: há médicos especialistas atendendo, medicamentos disponíveis nas farmácias e o acesso aos serviços não depende de intermediação política, mas sim da presença de profissionais de saúde.

 

UTI infantil

Assim, enquanto a “astúcia de Mãe Dináh” tenta criar narrativas de crise, a realidade mostra uma gestão que segue entregando resultados e fortalecendo a confiança da população.

 

 

Posted On Segunda, 15 Junho 2026 08:01 Escrito por O Paralelo 13

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

O Observatório Político de O Paralelo 13 acompanha diariamente os movimentos da sucessão estadual de 2026 e uma conclusão começa a ganhar força nos bastidores da política tocantinense: a senadora Professora Dorinha Seabra chega a este momento da pré-campanha ocupando uma posição privilegiada, mas essa mesma vantagem traz uma obrigação estratégica fundamental.

 

Se quiser transformar a ampla estrutura política que hoje a sustenta em vitória eleitoral, Dorinha precisará construir uma candidatura capaz de liquidar a disputa ainda no primeiro turno.
A lógica é simples.

 

Quanto maior a coalizão política reunida em torno de uma candidatura, maior também é a expectativa de resultado. E poucas vezes na história recente do Tocantins uma pré-candidatura ao Governo do Estado reuniu tantos fatores favoráveis antes mesmo do início oficial da campanha.

 

Dorinha conta com o apoio do governador Wanderlei Barbosa, principal liderança política do Estado na atualidade. Tem ao seu lado o vice-presidente do Senado Federal, senador Eduardo Gomes, um dos políticos mais influentes de Brasília e responsável por uma forte articulação municipalista ao longo dos últimos anos.

 

Além disso, reúne o apoio do chamado G-5 dos prefeitos dos maiores colégios eleitorais do Tocantins: Eduardo Siqueira Campos, em Palmas; Wagner Rodrigues, em Araguaína; Josi Nunes, em Gurupi; Ronivon Maciel, em Porto Nacional; e Celso Morais, em Paraíso do Tocantins.

 

Somam-se a esse grupo mais de uma centena de prefeitos, centenas de vereadores, ex-prefeitos, lideranças comunitárias, presidentes de partidos e uma robusta estrutura de pré-candidatos às eleições proporcionais.

 

Sob qualquer análise política, trata-se de uma base extremamente competitiva.

 

Mas a política raramente é uma ciência exata. E é justamente aí que surge o principal desafio da senadora.

 

A FORÇA DA BASE GERA RESPONSABILIDADE

Na avaliação do Observatório Político de O Paralelo 13, o atual momento da pré-candidatura governista produz uma situação peculiar.

 

Se por um lado a ampla rede de apoios oferece condições privilegiadas para a construção de uma campanha forte, por outro reduz significativamente a margem para justificativas em caso de dificuldades eleitorais futuras.

 

Quando uma candidatura reúne governo estadual, principais prefeitos, parlamentares influentes, estrutura partidária consolidada e presença em praticamente todas as regiões do Estado, o objetivo natural passa a ser a vitória.

 

E mais do que isso: uma vitória consistente. É justamente por essa razão que cresce entre observadores políticos a avaliação de que o verdadeiro objetivo estratégico do grupo palaciano deve ser evitar que a eleição avance para um segundo turno.

 

EVITAR O SEGUNDO TURNO É FUNDAMENTAL

 

 

 

Há um fator que precisa ser considerado pelos estrategistas governistas.

 

Caso a eleição avance para um segundo turno, a realidade política será completamente diferente daquela vivida hoje.

O governo Wanderlei Barbosa estará entrando nos últimos meses de gestão. O Diário Oficial já não terá o mesmo peso político. Secretarias estarão operando dentro das limitações naturais de fim de mandato. Muitos aliados derrotados nas eleições proporcionais poderão estar desmobilizados ou frustrados com seus próprios resultados eleitorais.

 

Além disso, recursos partidários que hoje ajudam a movimentar campanhas tendem a ser direcionados para prioridades nacionais. Em um estado de menor peso eleitoral como o Tocantins, dificilmente os grandes partidos continuarão investindo na mesma intensidade após o primeiro turno.

 

Por isso, cresce dentro da base governista a convicção de que resolver a disputa logo na primeira etapa seria o cenário ideal.

 

O SEGUNDO TURNO MUDA AS REGRAS

 

A história eleitoral brasileira demonstra que eleições decididas em segundo turno obedecem a uma lógica completamente diferente.

No primeiro turno, os candidatos defendem seus próprios projetos e disputam seus espaços políticos.

 

No segundo turno, antigos adversários tornam-se aliados. Lideranças reorganizam estratégias. Partidos mudam de posição. E boa parte do eleitorado passa a votar não por afinidade, mas por rejeição ao adversário.

 

É justamente esse cenário que qualquer candidatura favorita procura evitar.

 

A OPOSIÇÃO SEGUE FRAGMENTADA

 

 

 

Neste momento, o maior aliado de Dorinha talvez não esteja dentro do grupo governista. Pode estar na própria oposição.

Os principais nomes que hoje aparecem como alternativas ao projeto palaciano seguem construindo caminhos independentes.

 

O vice-governador Laurez Moreira trabalha sua pré-candidatura buscando consolidar um campo político próprio.

 

O deputado federal Vicentinho Júnior, ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres, e do deputado Alexandre Guimarães, fortalece sua presença no interior e amplia seu espaço político.
O senador Ataídes Oliveira também se movimenta no cenário estadual.

 

Até aqui, não existe um projeto oposicionista unificado. Existem vários projetos. E isso interessa diretamente ao grupo governista.

 

O DESAFIO DE LAUREZ MOREIRA

 

Entre os nomes da oposição, talvez nenhum enfrente desafio tão complexo quanto Laurez Moreira.

 

Sua condição de vice-governador lhe oferece experiência administrativa e conhecimento da máquina pública.

 

Por outro lado, exige a construção de uma identidade própria diante do eleitorado.

Caso avance uma composição com o Partido dos Trabalhadores, essa aliança precisará ser acompanhada de compromissos concretos com o Tocantins.

 

Não bastará apenas unir partidos. Será necessário apresentar resultados, investimentos e compromissos capazes de convencer o eleitorado tocantinense.

 

VICENTINHO SEGUE CONSTRUINDO ESPAÇO

 

Enquanto parte da oposição ainda busca definições, o grupo liderado por Vicentinho Júnior mantém uma estratégia de presença constante no interior.

 

Ao lado de Amélio Cayres e Alexandre Guimarães, Vicentinho procura consolidar uma imagem de alternativa administrativa e política para o Estado.

 

O deputado possui discurso definido, base eleitoral própria e capacidade de mobilização.

Ainda assim, enfrenta o desafio comum a toda oposição: transformar presença política em musculatura eleitoral suficiente para ameaçar a candidatura favorita.

 

O FATOR WANDERLEI BARBOSA

 

Se existe um elemento capaz de alterar significativamente os rumos da sucessão estadual, esse elemento atende pelo nome de Wanderlei Barbosa.

 

Até agora, o governador permanece concentrado na agenda administrativa.

Inaugura obras, entrega benefícios, anuncia investimentos e mantém contato permanente com prefeitos e lideranças regionais.

 

Mas ainda não entrou de corpo e alma na campanha eleitoral.

Quando isso acontecer, a dinâmica da disputa poderá mudar consideravelmente.

 

Poucos políticos tocantinenses possuem atualmente o nível de aprovação, capilaridade e articulação construídos por Wanderlei ao longo dos últimos anos.

 

EDUARDO GOMES E A ARTICULAÇÃO MUNICIPALISTA

 

Outro ativo fundamental da candidatura de Dorinha é a presença do vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes.

Sua influência em Brasília, somada ao relacionamento construído com prefeitos e lideranças municipais, transformou o senador em uma das principais peças do projeto político governista.

 

Não por acaso, muitos prefeitos identificam em Eduardo Gomes uma ponte importante entre os municípios tocantinenses e os recursos federais.

 

PREFEITO SOMA, MAS QUEM VOTA É O POVO

 

A candidatura de Dorinha possui forte sustentação municipalista.

Mas o Observatório Político de O Paralelo 13 faz uma observação importante. Prefeito soma. Vereador ajuda. Lideranças influenciam.
Mas quem vota é o eleitor.

 

Ter mais de cem prefeitos apoiando uma candidatura representa força política, porém não significa vitória automática.

 

O voto continua sendo individual, secreto e decidido pelo cidadão no momento em que entra na cabine eleitoral.

 

HÁ MUITO POR ACONTECER

 

Muitos agentes políticos parecem agir como se a eleição estivesse entrando na reta final.

Mas a realidade é outra.

O jogo oficial sequer começou.

 

Convenções ainda acontecerão. Alianças poderão mudar. Candidaturas poderão surgir ou desaparecer.

 

Existem processos investigativos já concluídos e outros em fase de conclusão envolvendo instâncias como Polícia Federal, Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal.

 

Qualquer decisão judicial relevante, qualquer fato político novo ou qualquer movimento precipitado poderá alterar completamente o ambiente hoje vivido pela sucessão estadual.

 

Uma fala equivocada, uma denúncia, uma operação policial ou uma decisão judicial podem produzir efeitos eleitorais profundos.

 

 

Senador Eduardo Gomes e deputado federal Carlos Gaguim , postulates ao Senador 

 

Por isso, prudência passa a ser palavra obrigatória para todos os atores do processo sucessório.

 

Não basta possuir mais de cem prefeitos apoiando sua candidatura. Não basta contar com o maior fundo partidário, o maior tempo de rádio e televisão, o apoio do governador, do vice-presidente do Senado, dos principais prefeitos do Estado e de uma das trajetórias mais respeitadas da política tocantinense e nacional.

 

Para vencer no primeiro turno, a senadora Professora Dorinha precisará alcançar mais de 50% dos votos válidos. Essa é a única matemática capaz de transformar favoritismo político em vitória definitiva.

 

Caso isso aconteça, poderá nocautear as oposições ainda na primeira etapa da disputa.

Caso contrário, enfrentará uma nova eleição no segundo turno, com novas alianças, novos acordos e novas dificuldades.

E é exatamente por isso que, nos bastidores do Palácio Araguaia, cresce a convicção de que vencer no primeiro turno não é apenas um objetivo.

 

É uma necessidade estratégica.

O tabuleiro permanece aberto.

E o tempo, como sempre, dará a resposta.

Estamos de olho.

 

 

Posted On Segunda, 15 Junho 2026 06:13 Escrito por O Paralelo 13
Página 5 de 1595