Levantamento mostra cenário estável na corrida presidencial, com alta rejeição a Lula e Flávio e crescimento discreto de Romeu Zema; avaliação do governo segue negativa para a maioria

 

 

Com Correio Braziliense

 

 

A segunda rodada da pesquisa BTG/Nexus de intenção de voto para a Presidência da República, divulgada nesta segunda-feira (27/4), aponta um cenário de estabilidade na disputa eleitoral de 2026, com liderança de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno e empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

 

De acordo com o levantamento, Lula aparece com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de apenas um ponto percentual, o que configura empate técnico. Em relação à pesquisa anterior, houve oscilação de um ponto percentual para baixo no desempenho do presidente.

Em seguida aparece: Romeu Zema (Novo) 4%; Ronaldo Caiado (PSD), 3%; Renan Santos (Missão), 3%; Augusto Cury (Avante) 2%; Cabo Daciolo (Mobiliza); 1%; e Aldo Rebelo (DC), 1%. Brancos, nulos ou nenhum somam 6%, e não sabem ou não responderam, 2%.

O estudo também revela altos índices de rejeição entre os principais nomes da disputa. Lula e Flávio Bolsonaro lideram nesse quesito, ambos com 48% dos eleitores afirmando que não votariam neles de forma alguma.

No levantamento anterior, Lula registrava 49% de rejeição, enquanto Flávio já aparecia com os mesmos 48%.Entre os demais pré-candidatos, Romeu Zema (Novo) tem rejeição de 33%, ante 31% na rodada anterior. Já Ronaldo Caiado aparece com 29%, recuando em relação aos 31% registrados anteriormente.

Avaliação do governo Lula segue negativa

A pesquisa BTG/Nexus também mediu a avaliação da gestão federal. Segundo os dados, 43% dos entrevistados classificam o governo Lula como ruim ou péssimo, leve melhora em relação aos 44% da pesquisa anterior. Por outro lado, 33% avaliam a administração como ótima ou boa — uma queda de dois pontos percentuais em comparação aos 35% registrados anteriormente.No recorte de aprovação, 49% desaprovam a forma como Lula governa, enquanto 46% aprovam.

Na rodada anterior, a desaprovação era de 51% e a aprovação, de 45%, indicando uma leve melhora na percepção geral, ainda que dentro da margem de erro.

Além das intenções de voto, o levantamento traz dados sobre o perfil político-ideológico do eleitorado brasileiro, percepções sobre a economia e o nível de endividamento da população — fatores que tendem a influenciar o comportamento do voto ao longo da campanha.

Segundo a Nexus, empresa de pesquisa e inteligência de dados da FSB Holding responsável pelo estudo em parceria com o BTG Pactual, o cenário atual indica baixa volatilidade e ausência de movimentos significativos entre os principais candidatos.

 

A pesquisa entrevistou 2.028 eleitores em todas as regiões do país, entre os dias 24 e 26 de abril de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01075/2026.

 

 

 

 

Posted On Segunda, 27 Abril 2026 14:53 Escrito por

Articuladores políticos do Palácio do Planalto dão como certa derrubada de veto de Lula

 

 

Por Eduardo Gayer

 

 

Os articuladores políticos do governo federal fazem entre hoje e amanhã uma ofensiva final com senadores pela aprovação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A sabatina e a votação do chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) no Senado estão marcadas para esta quarta-feira (29).

 

 

Nesta segunda-feira (27) haverá uma reunião no Palácio do Planalto com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e os líderes do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), para combinar as estratégias finais.

 

O governo calcula ter os votos necessários para aprovar a indicação de Messias, mas quer uma margem menos apertada. Com o PL fechado pela rejeição e a base governista encaminhada ao voto favorável, a rodada de conversas vai focar nos senadores de centro.

 

Com todos os esforços voltados para Messias, a "tropa de choque" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não pretende se mobilizar para evitar a derrubada do veto ao projeto de lei da dosimetria, que deve reduzir as penas dos condenados pela trama golpista. A análise interna é que seria uma "batalha perdida", frente à disposição da maioria do Congresso de enterrar o veto presidencial.

 

O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), convocou sessão conjunta para esta quinta-feira (30) que terá como pauta única o veto da dosimetria. Com a iminência de derrubada, e possivelmente com margem acima dos 300 votos, o PT se prepara para acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) após a eventual retomada da lei da dosimetria, muito embora com baixa expectativa de vencer a batalha no campo jurídico.

 

 

 

Posted On Segunda, 27 Abril 2026 14:52 Escrito por

Decisão de presidente do Supremo ocorreu na noite desta sexta-feira (24) e foi comemorada pelo Palácio do Buriti

Com SBT

 

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, autorizou nesta sexta-feira (24) a venda de prédios públicos como fonte de recursos para socorrer o Banco Regional de Brasília (BRB) da crise.

 

 

Fachin acolheu um pedido do Governo do Distrito Federal (GDF) contra decisão da justiça do DF que havia barrado trechos da lei de distrital sobre o uso de imóveis públicos.

 

A lei foi aprovada pela Câmara Legislativa e sancionada neste ano pelo GDF para permitir a venda de bens móveis e imóveis públicos, além de alienação de ativos e operações financeiras, para capitalizar o BRB.

 

A decisão de Fachin foi comemorada pelo Palácio do Buriti. “Com certeza vamos tirar o BRB dessa situação. Não tive responsabilidade com o problema. Mas vou resolver com responsabilidade”, afirmou a governadora do DF, Celina Leão.

 

Na decisão, o ministro Fachin afirma que a proibição causava “grave lesão à ordem administrativa” e colocava dúvidas sobre os riscos de investimento no banco, o que prejudicaria ainda mais a instituição.

 

“O Banco de Brasília desempenha papel central no sistema financeiro do Distrito Federal, sendo responsável pela operacionalização de programas sociais relevantes, pelo pagamento de servidores públicos, pela gestão de volumes expressivos de depósitos, inclusive judiciais, e pela concessão de crédito em escala significativa à economia local”, afirmou Fachin.

 

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal não havia completado o julgamento, a corte ainda vai analisar o caso com profundidade. Também o Supremo Tribunal Federal irá avaliar a decisão de Fachin de suspender liminarmente a proibição.

 

Apesar das pendências jurídicas, até segunda ordem fica valendo a autorização concedida por Fachin.

 

O BRB tenta combater uma grave crise de imagem e de patrimônio provocada pelo caso Master. O ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, teve a prisão mantida pela 2* turma do STF, também nesta sexta-feira (24).

 

 

 

Posted On Domingo, 26 Abril 2026 03:55 Escrito por

Por Luciano Oliveira

 

 

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na sexta-feira, 24, que a bandeira tarifária em maio será amarela, com um acréscimo nas contas de luz para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

 

Segundo a Aneel, a decisão foi tomada devido à redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.

 

“Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos”, explicou a agência reguladora.

 

A conta de luz está com bandeira verde, sem acréscimo, desde janeiro, definida devido às condições favoráveis de geração de energia, com os reservatórios das usinas hidrelétricas em níveis satisfatórios.

 

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica.

 

Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

 

A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras.

 

As cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta tem acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

 

Os valores cobrados são os seguintes:

 

. bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumido;

. bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido;

. bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas, com acréscimo na tarifa de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.

 

Com informações Agência Brasil

 

 

Posted On Sábado, 25 Abril 2026 04:54 Escrito por

Levantamento de associação de supermercados mostra que preços dos 35 itens de maior consumo no país aumentaram 2,20% no mês

 

 

Por Jéssica Eufrásio

 

 

Os preços dos 35 itens de largo consumo no país tiveram alta de 2,20% em março, na comparação com fevereiro, segundo o indicador Abrasmercado, acompanhado pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados). O resultado, referente à variação do valor da cesta de produtos e divulgado nesta quinta-feira (23), representou a elevação mensal mais intensa do primeiro trimestre deste ano.

 

Com essa aceleração, o preço médio da cesta no Brasil passou de R$ 802,88 para R$ 820,54 no mês. Ainda segundo o levantamento, os dados tiveram impacto de fatores como logística, clima, câmbio e oferta ao longo das cadeias produtivas no primeiro trimestre.

Confira os itens que tiveram alta em março:

 

Tomate (20,31%)

Cebola (17,25%)

Feijão (15,40%)

Batata (12,17%)

Leite longa vida (11,74%)

Ovos (6,65%)

Carne bovina, corte do traseiro (3,01%)

Carne bovina, corte do dianteiro (1,12%)

Massa sêmola de espaguete (0,91%)

Detergente líquido para louças (0,90%)

Margarina cremosa (0,84%)

Desinfetante (0,74%)

Farinha de mandioca (0,69%)

Sabonete (0,43%)

Água sanitária (0,38%)

Xampu (0,34%)

Papel higiênico (0,30%)

Creme dental (0,13%)

 

E os que registraram queda de preços no período:

Açúcar refinado (-2,98%)

Frango congelado (-1,33%)

Café torrado e moído (-1,28%)

Pernil (-0,85%)

Óleo de soja (-0,70%)

Arroz (-0,30%)

Sabão em pó (-0,29%)

Farinha de trigo (-0,24%)

No caso do feijão, a oferta mais restrita elevou a volatilidade do preço do alimento e, em relação à carne bovina, o viés de alta se manteve sustentado pela demanda externa, segundo a Abras. Já os preços dos ovos e do leite avançaram devido a fatores sazonais e à recomposição de preços.

 

Em janeiro e fevereiro, as variações foram de 0,47% e -0,16%, respectivamente. No entanto, indicadores do mercado agrícola sugeriram um cenário mais equilibrado no trimestre, que acumula 2,51% de alta.

 

Além disso, em março, na comparação com o mês anterior, o Nordeste registrou a maior variação de preços da cesta entre as regiões brasileiras; mesmo assim, teve os 35 produtos com menor custo médio no país. Já a menor alta pareceu no Norte, apesar de o valor médio dos itens ser o mais caro no período.

 

Confira:

 

Nordeste: de R$ 720,53 para R$ 738,47 (2,49%)

Sudeste: de R$ 822,76 para R$ 840,86 (2,20%)

Sul: de R$ 871,83 para R$ 888,57 (1,92%)

Centro-Oeste: de R$ 753,20 para R$ 766,96 (1,83%)

Norte: de R$ 875,01 para R$ 890,93 (1,82%)

 

 

 

Posted On Sexta, 24 Abril 2026 04:48 Escrito por
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