Governo do Tocantins
O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, decreta oficialmente três dias de luto no estado pelo falecimento de um dos maiores nomes da música sertaneja, o tocantinense Rick, da dupla Rick e Renner, aos 59 anos. O ato será publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira, 22.
Rick, nome artístico de Geraldo Antônio de Carvalho, é natural de Monte do Carmo e foi também secretário de Promoção Cultural do Governo do Tocantins em 2014.
Com sua voz marcante, simplicidade e forte influência da música raiz de sua terra natal, Rick levou emoção ao longo da sua carreira com os sucessos "Ela é demais” e “Nos bares da cidade”. Sua partida deixa um vazio nos palcos, mas seu legado permanecerá vivo no coração de milhares de fãs.
Nota de pesar na íntegra:
Recebi com profunda tristeza a notícia do falecimento de um dos maiores nomes da música sertaneja, o tocantinense Rick, da dupla Rick e Renner, aos 59 anos.
Rick, nome artístico de Geraldo Antônio de Carvalho, é natural de Monte do Carmo e foi também secretário de Promoção Cultural do Governo do Tocantins em 2014.
Com sua voz marcante, simplicidade, e forte influência da música raiz de sua terra natal, Rick levou emoção ao longo da sua carreira com os sucessos “Ela é demais” e “Nos bares da cidade”.
Sua partida deixa um vazio nos palcos, mas seu legado permanecerá vivo no coração de milhares de fãs. Neste momento de dor, manifesto minha solidariedade aos familiares e amigos de Rick e das demais vítimas do acidente, bem como a todos os admiradores que tiveram o privilégio de acompanhar sua trajetória.
Wanderlei Barbosa
Governador do Tocantins
Governador participou de agenda política na região sul de Palmas e voltou a destacar o nome de Eli Borges para o Senado; presença no evento não havia sido anunciada previamente
Da Assessoria
O governador do Tocantins e presidente estadual do Republicanos, Wanderlei Barbosa, voltou a manifestar publicamente seu apoio à candidatura de Eli Borges ao Senado durante encontro político realizado na noite desta segunda-feira (21), no Aureny III, em Palmas.
A presença de Wanderlei chamou atenção porque não havia sido anunciada previamente na divulgação da agenda. Ao chegar ao encontro, o governador dividiu o palanque com lideranças e candidatos da base, entre eles o senador Eduardo Gomes (PL), que também disputa uma das duas vagas do Tocantins ao Senado.
Em sua fala, Wanderlei destacou a importância de Eli Borges dentro do projeto político construído pelo grupo e afirmou acreditar na candidatura do deputado federal.
“Eu quero cumprimentar o senador Eli Borges, falar da importância dele neste projeto, no projeto que o Brasil precisa, que as famílias precisam. (…) É preciso a gente escolher os bons projetos, aqueles que dão representação, que é um trabalho sério para o povo do Brasil e para todo o nosso Tocantins”, declarou o governador.
A manifestação reforça uma posição que Wanderlei vem apresentando ao longo da construção eleitoral de 2026. Desde que o Republicanos definiu Eli Borges como seu candidato ao Senado, o governador passou a associar publicamente o nome do deputado ao projeto político da legenda. Em abril, Wanderlei anunciou oficialmente Eli como pré-candidato do Republicanos ao Senado.
A candidatura foi posteriormente homologada na convenção do Republicanos, em agosto, consolidando Eli Borges na chapa majoritária ao lado da candidata ao Governo, Professora Dorinha, e do candidato a vice-governador, Atos Gomes.
Presença inesperada no palanque
O encontro foi realizado pelo vereador Joatan de Jesus (PL), nas proximidades do Colégio Liberdade, no Aureny III. A participação de Wanderlei acabou sendo um dos pontos de destaque da noite, já que o governador não constava previamente na divulgação da agenda.
Professora Dorinha, que havia sido anunciada para o encontro, não participou. Segundo foi informado durante a atividade, a candidata precisou cumprir outras agendas de campanha. Atos Gomes esteve presente.
Além de Wanderlei Barbosa, Eli Borges, Eduardo Gomes e Atos Gomes, participaram do encontro o deputado estadual Léo Barbosa, candidatos e outras lideranças políticas.
Na reta final da campanha, a presença do governador ao lado de Eli Borges acrescenta mais um capítulo à construção política da candidatura do Republicanos ao Senado e evidencia a participação direta de Wanderlei nas agendas do grupo.
Medida começa em 26 de setembro e prevê jornada de seis horas, sem redução de remuneração ou necessidade de compensação
Da Assessoria
A jornada de trabalho dos servidores municipais que atuam em atividades de limpeza urbana expostas ao calor intenso e à radiação solar será reduzida temporariamente para seis horas diárias, a partir de 26 de setembro até 31 de outubro de 2026. A medida, adotada em razão das altas temperaturas no período de estiagem, foi regulamentada pelo Decreto nº 2.991, publicado pela Prefeitura de Palmas, no Diário Oficial do Município desta segunda-feira, 21.
O Prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, confirma que esta é uma decisão da gestão que coloca a vida, a dignidade e a saúde das pessoas no centro da boa governança. “Por trás de cada contrato, equipamentos e serviço prestado com resultados, existe o ser humano. Essa é a peça principal que nunca podemos esquecer. Não é simplesmente mudar uma escala de trabalho. É preservar a qualidade do serviço, sem esquecer que ele só existe por causa desses trabalhadores e trabalhadoras”, declarou.
A redução contempla servidores que trabalham das 6 às 17 horas em atividades como varrição manual de vias e logradouros públicos; catação e palitação manual de resíduos e materiais; limpeza de praias, parques e feiras livres; e capina manual de vias públicas e sarjetas.
A medida considera as condições climáticas do período de estiagem, caracterizadas por temperaturas elevadas, baixa umidade relativa do ar e maior exposição à radiação solar, além dos riscos à saúde associados ao trabalho realizado a céu aberto.
O decreto determina que a redução da jornada não acarretará diminuição da remuneração, supressão de direitos funcionais ou necessidade de compensação das horas reduzidas.
As escalas de trabalho deverão ser organizadas, quando possível, de forma a priorizar a realização das atividades nos períodos de menor exposição ao calor e à radiação solar. A identificação dos servidores abrangidos pela medida levará em consideração as atividades efetivamente desempenhadas e o período de exposição ocupacional.
Medidas de proteção
Durante a vigência do decreto, também deverão ser asseguradas condições de proteção aos servidores municipais e aos empregados de empresas contratadas que executem as atividades previstas na norma. Entre as medidas estão o fornecimento de água potável para hidratação durante a jornada, pausas e períodos de recuperação, além da fiscalização do uso dos equipamentos de proteção individual e coletiva aplicáveis.
Empresas contratadas
As empresas contratadas pelo Município para a execução dos serviços abrangidos também deverão adequar suas escalas e adotar as medidas necessárias ao cumprimento do decreto, respeitando a legislação trabalhista, as normas de saúde e segurança do trabalho, os instrumentos coletivos e os contratos firmados.
A gestão e o pagamento dos empregados permanecem sob responsabilidade das empresas contratadas, enquanto o Município fará a fiscalização do cumprimento das medidas previstas no decreto. A Secretaria Municipal de Zeladoria Urbana será responsável por coordenar a execução da medida, em articulação com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação e demais órgãos envolvidos.
Acompanhado de candidatos a deputados estaduais, lideranças políticas e apoiadores, ele percorreu as principais ruas, avenidas e praças da cidade e falou à população numa grande reunião na Avenida Bernardo Sayão
Da Assessoria
Reforçando ainda mais a sua presença nos municípios da região de Araguaína nessa reta final de campanha, o candidato a deputado federal Lucas Campelo (Republicanos) realizou, na tarde desta segunda-feira, 21, uma grande caminhada na cidade de Colinas do Tocantins. Com a participação de mais de mil pessoas, a mobilização teve início em frente à Câmara Municipal, passou pela Praça 7 de Setembro, pelas ruas Três, Tenente Melquíades e Siqueira Campos e pela Praça 21 de Abril, e se encerrou na Avenida Bernardo Sayão. Acompanhado dos candidatos a deputados estaduais Elenil da Penha (Republicanos) e Ksarin (Podemos) e de apoiadores, Lucas abraçou e cumprimentou populares e agradeceu pessoalmente o apoio dos colinenses à sua campanha.
Durante discurso, num palco montado na Avenida Bernardo Sayão, Lucas Campelo falou das propostas que pretende levar à Câmara dos Deputados, caso seja eleito, e defendeu pautas ligadas principalmente à saúde e à educação. Entre elas, citou a estadualização do Hospital Municipal, a construção de uma Clínica-Escola Mundo Autista para atender jovens e crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a implantação de um curso de Medicina. Segundo ele, essas pautas são importantíssimas, estratégicas e urgentes, e vão garantir um novo ciclo de desenvolvimento para Colinas e região.
A família Campelo é de Colina

Lucas fez questão de afirmar que também é um cidadão colinense, pois seu pai, o empresário Edivaldo Campelo – que o acompanhou durante toda a caminhada -, foi criado em Colinas, cidade onde estudou e conseguiu o seu primeiro emprego, de entregador do antigo supermercado “Colinão” - ainda nos anos 1980. “Meu pai saiu de Colinas em busca de uma oportunidade melhor, correu atrás do sonho para poder voltar e honrar o povo de Colinas. Colinas não é uma cidade qualquer para nós, é a nossa cidade. Nós temos raízes aqui, nós somos de Colinas, a família Campelo é de Colinas do Tocantins”, disse ele.
Ao final, Lucas agradeceu a cada um de seus apoiadores pelo empenho e dedicação durante toda a campanha eleitoral e fez uma menção especial ao ex-prefeito Ksarin e aos demais candidatos a deputados estaduais com quem faz dobradinha na cidade. Ele também reafirmou o seu compromisso de destinar recursos de suas emendas parlamentares para atender o município.
Especialista analisa o endividamento das famílias tocantinenses, defende educação financeira e explica por que aceitou participar da política como segunda suplente de Eli Borges
Da Redação
Conhecida como a “Rainha do Crédito”, Eliane Moreira construiu uma trajetória marcada pelo empreendedorismo, pela superação e pela defesa da educação financeira. Mineira de origem e tocantinense de coração, vive há 26 anos no estado e acumula mais de duas décadas de atuação no mercado de trabalho, sendo 16 anos dedicados à área de crédito. Nesse período, participou da intermediação de quase meio bilhão de reais e ajudou centenas de pessoas e empresas a reorganizarem as finanças e acessarem recursos.
Formada em Administração e pós-graduada em Pedagogia Empresarial, Eliane começou a empreender fazendo unhas e, ao longo dos anos, atuou como correspondente bancária da Caixa Econômica Federal, consultora empresarial, coordenadora do Sistema Nacional de Emprego (Sine), integrante de iniciativas de economia solidária e incentivadora de diferentes grupos produtivos. Também ajudou a criar a Feira da Beleza do Tocantins e, atualmente, ocupa o cargo de diretora da Associação Comercial e Industrial de Palmas (Acipa).
Criadora do método e do Programa Vira o Jogo, Eliane defende que o crédito, quando utilizado de forma planejada, pode impulsionar negócios e transformar vidas. Em entrevista ao O Paralelo 13, ela falou sobre o endividamento das famílias tocantinenses, os impactos da inadimplência sobre a saúde emocional, a importância da qualificação dos empreendedores e as razões que a levaram a aceitar o convite para participar da política como segunda suplente de Eli Borges.
O Paralelo 13 – Como a senhora avalia a atual situação econômica das famílias tocantinenses?
Eliane Moreira – É uma situação muito preocupante. Nunca estivemos em um nível de endividamento tão elevado como o que vivemos atualmente. E esse problema não está restrito às famílias: alcança as empresas, o agronegócio e praticamente todos os setores da economia. Hoje é difícil encontrar uma atividade que não esteja enfrentando algum grau de endividamento.
No Tocantins, os índices são alarmantes. Temos cerca de 82,7% das famílias endividadas, percentual superior à média nacional, que está em aproximadamente 81,6%. Além disso, 31% das famílias tocantinenses possuem contas em atraso, diante de uma média nacional de 29,9%. Esses números mostram que estamos diante de um cenário que exige atenção e medidas concretas.
O Paralelo 13 – Muito se fala sobre o endividamento dos servidores públicos. O problema vai além dessa categoria?
Eliane Moreira – Sem dúvida. O servidor público também é empresário, consumidor e integrante de uma família. Por isso, precisamos analisar o endividamento dentro de um contexto mais amplo. O problema afeta servidores, trabalhadores com carteira assinada, autônomos, pequenos empreendedores e produtores rurais.
Quando a pessoa abre um aplicativo e descobre que está com o nome negativado, a primeira pergunta é: “Como vou sair disso?”. Essa situação afeta diretamente a saúde emocional. Perder o poder de compra e o acesso ao crédito provoca angústia, insegurança e sentimento de incapacidade.
Além disso, há um impacto sobre toda a economia. Se uma pessoa não consegue comprar, outra não consegue vender. A atividade econômica perde força e o problema se transforma em um ciclo vicioso. Por isso, o endividamento no Tocantins é uma questão extremamente séria e preocupante.
O Paralelo 13 – Qual é o primeiro passo para quem pretende abrir um negócio ou buscar crédito?
Eliane Moreira – O principal conselho é buscar conhecimento. Uma informação pode mudar completamente uma situação e evitar grandes problemas no futuro. Antes de abrir um negócio ou contratar um crédito, é importante conversar com especialistas e procurar instituições de apoio, como o Sebrae e as entidades que integram o Sistema S.
Mas também precisamos compreender que existe o ideal e existe o possível. Muitos empreendimentos nascem de uma necessidade e vão crescendo aos poucos. Foi assim comigo. Comecei fazendo unhas e busquei um pequeno crédito para comprar os materiais. Depois, sonhei em ter um salão e precisei novamente de crédito. Em determinado momento, a pessoa pode querer ampliar o negócio sem estar preparada ou sem ter recebido a orientação adequada.
O brasileiro é resiliente e criativo. Nunca tivemos tantas modalidades e possibilidades de acesso ao crédito. O crédito existe; o desafio é acessá-lo da maneira correta, no momento adequado e com planejamento. É isso que reduz os riscos.
O Paralelo 13 – Como sua própria trajetória influencia o trabalho de orientação a empresários e empreendedores?
Eliane Moreira – Tudo o que ensino não vem apenas da teoria. Sou formada em Administração, tenho pós-graduação em Pedagogia Empresarial e uma longa experiência profissional, mas também vivi cada uma dessas etapas. Já fui coordenadora do Sine em Minas Gerais, participei do Fórum de Economia Solidária, trabalhei com qualificação para o primeiro emprego, com mulheres fiandeiras, bordadeiras, profissionais da beleza e empresários de diferentes áreas.
Também enfrentei dificuldades, quebrei algumas vezes e tive o nome negativado. Não existe hipocrisia no meu trabalho. Eu conheço a dor de quem está endividado e sei como é precisar reconstruir a vida financeira. É justamente por ter vivido essas situações que consigo ajudar outras pessoas a encontrarem um caminho.
Ao longo de aproximadamente 16 anos na área de crédito, participei da intermediação de quase meio bilhão de reais. Durante muitos anos, fui correspondente bancária da Caixa Econômica Federal e acompanhei centenas de pessoas realizando o sonho da casa própria. Conheço os dois lados da mesa: o das instituições e o de quem precisa do recurso.
O Paralelo 13 – A senhora costuma afirmar que “crédito não é dívida, é alavancagem”. O que isso significa?
Eliane Moreira – Significa que o crédito não deve ser visto automaticamente como um problema. Quando é contratado de forma consciente e utilizado para uma finalidade adequada, ele pode ajudar uma pessoa ou uma empresa a crescer. O problema não é o crédito em si, mas a falta de orientação, planejamento e conhecimento para utilizá-lo.
Eu sou apaixonada por esse tema e pretendo, inclusive, escrever um livro com esse título: “Crédito não é dívida, é alavancagem”. Quero ensinar as pessoas a compreenderem o funcionamento do crédito, renegociarem suas dívidas, recuperarem a credibilidade e utilizarem os recursos disponíveis como ferramentas de prosperidade.
O Paralelo 13 – Como funciona o curso oferecido pela senhora para mulheres empreendedoras?
Eliane Moreira – É um trabalho permanente de educação e preparação para o acesso ao crédito. Desenvolvi um protocolo dividido em três etapas. Na primeira, trabalhamos um ecossistema que não trata apenas de dinheiro. Abordamos autoestima, aspectos jurídicos, contabilidade e posicionamento profissional.
Na segunda etapa, entramos na parte prática, com gestão financeira, fluxo de caixa e finanças pessoais. Também inserimos conhecimentos sobre inteligência artificial, porque essa tecnologia está presente na rotina das empresas e pode ser usada para melhorar a gestão.
Na terceira etapa, ensinamos as empreendedoras a organizarem a documentação necessária para apresentar ao banco. Quando uma pessoa chega despreparada, transmite desorganização. E crédito não é apenas dinheiro; crédito é confiança. A instituição precisa acreditar que aquele empreendedor possui condições de assumir e cumprir o compromisso.
Preparamos essas mulheres desde o cuidado diário com a empresa até o momento de solicitar o recurso. Mesmo com muitos serviços bancários disponíveis pelo celular, ainda existem situações em que é necessário conversar com o gerente, apresentar o negócio e demonstrar segurança. Independentemente do tamanho da empresa, o empreendedor precisa transmitir credibilidade.
O Paralelo 13 – O que representa o Programa Vira o Jogo?
Eliane Moreira – O Vira o Jogo nasceu da vontade de transformar conhecimento em oportunidade. É uma escola de mudanças de vida e de negócios. Por meio do Centro de Formação Vira o Jogo, em Palmas, capacitamos e inspiramos pessoas em diferentes áreas, mostrando que o conhecimento é o maior investimento que alguém pode fazer.
O projeto também reúne minha experiência com educação, crédito, empreendedorismo e trabalho social. Sempre estive envolvida com iniciativas voltadas à qualificação, especialmente de mulheres e pequenos empreendedores. Acredito que, quando uma pessoa recebe a orientação certa, ela passa a enxergar possibilidades onde antes via apenas dificuldades.
O Paralelo 13 – Por que a senhora aceitou participar da política como segunda suplente de Eli Borges?
Eliane Moreira – Por indignação. Estou indignada com a situação do mercado de crédito. E quem está indignado precisa ter voz. Neste momento, entendi que essa voz também precisa chegar à política, porque somente por meio de políticas públicas será possível enfrentar a burocracia, as altas taxas de juros e as dificuldades de acesso ao crédito.
Nunca havia participado diretamente da política, mas percebi que, se quero mudanças, preciso ocupar esse espaço e apresentar minhas opiniões. Aceitei caminhar com Eli Borges porque reconheço sua trajetória e acredito que ele possui credibilidade junto à população tocantinense. É uma pessoa que abre espaço para as mulheres, para os empresários, para os produtores rurais e para diferentes setores da sociedade.
O Paralelo 13 – De que maneira o acesso ao crédito também se relaciona com as políticas de proteção às mulheres?
Eliane Moreira – Existe uma relação muito forte entre crédito, autonomia financeira, mulheres e política. A falta de dinheiro dentro de casa pode agravar conflitos familiares e situações de violência doméstica. Muitas mulheres permanecem em ambientes abusivos porque não possuem renda ou condições financeiras para manter a si mesmas e aos filhos.
As dificuldades financeiras também deixam crianças mais vulneráveis e comprometem a saúde emocional de toda a família. Não estou dizendo que o crédito resolverá sozinho esses problemas, mas a independência financeira e a geração de oportunidades podem ajudar muitas pessoas a mudarem de vida.
Não pretendo ser a salvadora da pátria. Quero ter voz e levar para o debate político aquilo que acontece na ponta e que, muitas vezes, ninguém vê. Eu conheço a dor de quem não consegue crédito e também de quem está preso às dívidas. É essa experiência que quero colocar a serviço do Tocantins.
O Paralelo 13 – Qual será sua principal bandeira nesse novo caminho?
Eliane Moreira – Minha bandeira será a democratização do acesso ao crédito, acompanhada de educação financeira e condições mais justas para quem produz. Empresários, agricultores, mulheres, famílias e trabalhadores possuem algo em comum: todos dependem, em algum momento, de recursos disponibilizados por instituições financeiras. Esses recursos estão caros e difíceis de acessar, enquanto o endividamento cresce.
A política precisa olhar para quem está na ponta. Foi por isso que aceitei caminhar com Eli Borges: para levar ao Congresso Nacional a realidade de quem empreende, gera empregos, sustenta a família e precisa de oportunidades para continuar avançando.
Uma trajetória construída com coragem
Da moradora de um barraco em Itabira, Minas Gerais, à empresária conhecida como “Rainha do Crédito”, Eliane Moreira transformou as dificuldades da própria história em instrumentos para orientar outras pessoas. Sua trajetória reúne experiências com empreendedorismo, educação, projetos sociais, consultoria e mercado financeiro.
Agora, ao ingressar na política, ela pretende ampliar esse trabalho e contribuir para a construção de políticas públicas voltadas ao acesso consciente ao crédito, à educação financeira e ao fortalecimento dos pequenos negócios. Para Eliane, prosperidade não é resultado de sorte, mas da união entre conhecimento, coragem, planejamento e oportunidade.