OLHO NO OLHO
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O Observatório Político de O Paralelo13 vem acompanhando atentamente os bastidores da sucessão estadual de 2026 e pode afirmar com tranquilidade que uma parcela significativa dos eleitores e eleitoras tocantinenses cansou do excesso de discursos vazios, promessas antecipadas e do velho “blá, blá, blá” político que diariamente invade os grupos de WhatsApp e as redes sociais.
Empresários, jovens, lideranças comunitárias e até integrantes de grupos políticos admitem reservadamente que a antecipação da sucessão estadual acabou produzindo um desgaste precoce no ambiente político tocantinense. A avaliação predominante é que o processo eleitoral começou cedo demais, principalmente após o rompimento político e os desentendimentos públicos entre o governador Wanderlei Barbosa e o vice-governador Laurez Moreira, fato que acabou acelerando o debate sucessório quase dois anos antes das eleições.
Nos bastidores, muitos avaliam que a população começou a ser exposta antecipadamente a um clima permanente de disputa política, trocas de acusações, movimentos de bastidores, especulações e campanhas veladas, criando um cenário de saturação junto ao eleitorado. Há uma percepção crescente de que parte significativa dos eleitores tocantinenses demonstra cansaço diante do excesso de narrativas políticas, vídeos, declarações e movimentações eleitorais ainda longe do período oficial da campanha.
A leitura de observadores políticos é que o desgaste não atinge apenas uma candidatura isoladamente, mas todo o ambiente sucessório. O excesso de antecipação acabou produzindo um processo de fadiga política, principalmente entre os eleitores mais jovens, empresários e setores produtivos, que começam a cobrar propostas concretas, debates objetivos e menos confrontos pessoais entre grupos políticos.
Há um excesso de exposição, muito discurso, muita narrativa, inúmeros vídeos, incontáveis postagens e, ao final, pouca ou nenhuma objetividade. O eleitor começa a dar sinais claros de que deseja menos marketing político e mais demonstrações concretas de capacidade administrativa, equilíbrio e preparo emocional para governar o Tocantins.
O LIMITE CHEGOU
Uma coisa é fato: as pré-candidaturas ao Governo chegaram ao limite da fase da propaganda antecipada. Daqui para frente, o jogo muda completamente. Agora será momento de arrumar a casa, engraxar os nervos, evitar erros, preservar alianças e controlar vaidades.
E principalmente garantir combustível político e financeiro suficiente para atravessar o período mais pesado da pré-campanha até as convenções partidárias. A partir dos próximos dias, o ambiente político tende a mudar radicalmente.
O governo e seus aliados devem começar a sair da toca. O Palácio Araguaia, até agora, ainda não entrou efetivamente no jogo sucessório com toda sua força institucional e política. Mas aliados próximos do núcleo palaciano admitem que a tendência é de fortalecimento interno da base governista, reorganização da estrutura política e acomodação de diversos aliados dentro do governo.
O VELHO MANUAL DA POLÍTICA VOLTA À MESA
Nos bastidores, antigos ensinamentos da política tradicional voltam a circular entre lideranças governistas. O saudoso Pedro Ludovico já dizia: “Aos adversários, o rigor da lei. Aos companheiros, os favores da lei.” Já o ex-governador baiano Antônio Carlos Magalhães, considerado um dos maiores estrategistas políticos do país, costumava afirmar: “À oposição pode faltar tudo, inclusive luz. Aos companheiros, não pode faltar nada.” E é justamente esse tipo de lógica política que começa a reaparecer nos bastidores do Tocantins.
O MOMENTO É DE ESCOLHA
O ambiente político vai ficando cada vez mais claro. Quem decidiu fazer oposição ao Palácio Araguaia precisa compreender que essa escolha terá consequências políticas e administrativas. É absolutamente democrático apoiar candidaturas de oposição. Faz parte do processo político. Porém, também considera incoerente permanecer ocupando cargos estratégicos de chefia, direção ou confiança dentro da estrutura governamental enquanto atua politicamente contra o próprio grupo que concedeu o espaço.
O mais correto, ético e coerente seria a entrega espontânea do cargo. E isso vale inclusive para os padrinhos políticos dos indicados.
Por outro lado, o Observatório Político alerta que os servidores mais humildes, especialmente aqueles que recebem entre um e cinco salários mínimos, não merecem ser vítimas de perseguições políticas ou caça às bruxas.
OPOSIÇÕES PRECISAM MUDAR A CHAVE
A partir de junho, as oposições precisarão reorganizar completamente suas estratégias. Será necessário construir discursos mais agregadores, apresentar propostas concretas e trazer bandeiras que dialoguem com os problemas reais da população.
A fase do ataque pelo ataque começa a dar sinais de desgaste. O eleitor quer solução, equilíbrio, preparo e serenidade.
As oposições também precisarão se preparar para enfrentar o chamado “rolo compressor governista”, que tradicionalmente ganha força nos meses que antecedem as convenções. Vale lembrar que o calendário eleitoral começa a impor limitações importantes.
No dia 4 de julho encerram-se diversos prazos relacionados a contratações temporárias, nomeações em cargos comissionados e transferências voluntárias de recursos entre Estado e municípios fora das previsões constitucionais. A partir daí o ambiente político começará a entrar numa nova etapa.
QUALQUER ERRO PODE SER FATAL
Daqui para frente, qualquer escândalo, denúncia ou erro estratégico envolvendo pré-candidaturas majoritárias poderá produzir danos irreversíveis. O ambiente eleitoral está extremamente sensível.
Uma fala errada, uma denúncia, uma gravação ou uma operação policial podem ganhar proporções gigantescas nas redes sociais. Dependendo da gravidade, isso poderá representar uma crise irreversível para qualquer candidatura.
COMPRA DE VEREADORES NÃO GARANTE ENTREGA DE VOTOS
O Observatório Político de O Paralelo13 faz questão de refrescar a memória política do Tocantins. Em eleições passadas, um empresário bem-sucedido decidiu disputar o Senado acreditando que poderia terceirizar sua campanha através de acordos políticos com vereadores e lideranças municipais.
A lógica era simples: cada vereador teria um “valor político” calculado conforme o tamanho do eleitorado de sua cidade. O investimento foi feito. Os compromissos financeiros foram cumpridos. Mas os votos prometidos não chegaram.
Na época, o segundo colocado ao Senado obteve pouco mais de 214 mil votos. Segundo aliados do projeto derrotado, caso não houvesse traições políticas, a candidatura poderia ter ultrapassado os 330 mil votos.
A HISTÓRIA PODE ESTAR SE REPETINDO

Hoje, segundo relatos recebidos pelo Observatório Político, existem ao menos dois pré-candidatos ao Senado considerados extremamente endinheirados apostando novamente na estratégia de concentração de apoios via vereadores.
O risco é gigantesco. Primeiro porque vereador não transfere voto automaticamente. Segundo porque compra de voto é crime eleitoral. E terceiro porque o Ministério Público Eleitoral e a Justiça Eleitoral acompanham cada vez mais de perto movimentações suspeitas.
Há candidaturas que poderão enfrentar problemas graves antes mesmo da diplomação. O velho ditado popular continua atual: “O costume de colocar no cachimbo entorta a boca.”
EDUARDO SIQUEIRA FORTALECE DORINHA E TRANSFORMA PALMAS EM PEÇA-CHAVE DA SUCESSÃO
A articulação política em torno da pré-candidatura da senadora Professora Dorinha Seabra ao Governo do Tocantins ganhou nesta semana um movimento considerado estratégico nos bastidores políticos.
Sob o comando político do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, o Podemos vem consolidando espaço dentro do grupo que sustenta a pré-candidatura de Dorinha ao Palácio Araguaia.
A manifestação conjunta da presidente nacional do partido, Renata Abreu, do deputado federal Tiago Dimas e do próprio Eduardo Siqueira foi interpretada como um gesto claro de fortalecimento político da candidatura governista.
Nos bastidores, a avaliação é de que Eduardo Siqueira passa a ocupar posição ainda mais relevante dentro do processo sucessório estadual. Além de presidir o Podemos no Tocantins, Eduardo administra atualmente Palmas, maior colégio eleitoral do Estado, responsável por aproximadamente 18% de todo o eleitorado tocantinense.
Aliados entendem que o prefeito da Capital concentra hoje uma importante força política, administrativa e eleitoral, capaz de influenciar diretamente os rumos da disputa majoritária.
A leitura dentro do grupo governista é de que Palmas poderá ser decisiva tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno das eleições de 2026.
Além do peso eleitoral, Eduardo Siqueira também mantém forte capacidade de articulação política junto a vereadores, lideranças comunitárias, setores empresariais e segmentos organizados da sociedade palmense.
Outro ponto observado por aliados é que Eduardo vem conseguindo manter protagonismo político sem entrar diretamente em confrontos públicos, preservando diálogo com diferentes correntes políticas e ampliando sua influência dentro do tabuleiro sucessório.
A aproximação entre o Podemos nacional, Eduardo Siqueira e a pré-candidatura de Dorinha passa a ser vista como um dos movimentos políticos mais importantes desta etapa inicial da sucessão estadual.
O TABULEIRO COMEÇA A ESQUENTAR
O Tocantins entra agora numa fase decisiva da pré-campanha, em que as agendas serão intensificadas, as visitas ao interior tendem a aumentar e as articulações silenciosas ganharão velocidade.
Os próximos dias prometem fortes emoções nos bastidores políticos. As novidades poderão surgir a qualquer momento dentro do tabuleiro sucessório de 2026.
O tabuleiro segue aberto. E os próximos movimentos poderão provocar efeitos colaterais capazes de alterar completamente o rumo das eleições estaduais.
Estamos de olho…
O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, recebeu, nesta quinta-feira, 28, homenagem em nome do pai, o ex-governador José Wilson Siqueira Campos, durante sessão solene realizada pela Assembleia Legislativa do Tocantins em celebração aos 30 anos de criação da Arquidiocese de Palmas.
Da Assessoria
A homenagem, entregue pelo deputado Jair Farias, reconheceu a contribuição de Siqueira Campos para a propagação da fé cristã no Tocantins, incluindo o incentivo à divulgação
conteúdos religiosos em veículos de comunicação, a inclusão de festas religiosas no calendário oficial do Estado e a atuação no processo de criação e fortalecimento da Arquidiocese de Palmas.
“Meu pai sempre acreditou que uma cidade não se constrói apenas com concreto, ruas e prédios. Ela se constrói com valores, união e fé. Ele era um homem de profunda devoção ao Divino Espírito Santo e nos ensinou que todo poder é, antes de tudo, constituído por Deus”, afirmou o prefeito.
Eduardo Siqueira Campos também relembrou o papel da fé nos primeiros anos de construção da Capital. “As celebrações religiosas tiveram um papel muito importante naquele período inicial de Palmas porque reuniam famílias, fortaleciam vínculos e renovavam a esperança de quem estava começando uma nova vida aqui”, disse.

Segundo o prefeito, houve resistência à criação da Catedral de Palmas durante o período de implantação da Capital. “Todos sabem que houve muita pressão para que Palmas tivesse apenas um centro ecumênico. Mas meu pai foi firme ao defender aquilo em que acreditava e disse: ‘Na cidade que fundei, haverá uma Catedral’”, recordou.
A solenidade reuniu autoridades religiosas, parlamentares, lideranças políticas e representantes da comunidade católica. A sessão homenageou personalidades que contribuíram para a história e o fortalecimento da Igreja Católica no Tocantins.
Durante a cerimônia, o desembargador Marco Anthony Villas Boas, um dos homenageados, relembrou a participação do ex-governador na consolidação das instituições religiosas e sociais do Estado. “Há 30 anos tive o privilégio de participar, ao lado do então vice-presidente Marco Maciel e do governador Siqueira Campos, do ato solene de posse do arcebispo Dom Alberto Taveira Corrêa como arcebispo metropolitano de Palmas”, afirmou.
O decano destacou ainda o papel de Siqueira Campos na estruturação institucional do Tocantins. “Cabe aqui reconhecer o trabalho hercúleo do eterno governador Siqueira Campos para prover o Estado e a nossa Capital de todas as instituições essenciais à organização social e ao desenvolvimento da nossa comunidade”, disse.
Segundo o desembargador, entre essas iniciativas esteve a implantação da Arquidiocese de Palmas, criada em 27 de março de 1996 pelo Vaticano. Villas Boas também recordou da capela em homenagem à Santa Rita de Cássia, instalada pela então primeira-dama do Estado, dona Aureny, e mencionou que a santa chegou a ser cogitada como padroeira de Palmas antes da definição de São José.
O prefeito também relembrou momentos pessoais ligados à história da Arquidiocese e da Capital. “O Cruzeiro de Palmas, instalado em 20 de maio de 1989 como marco da primeira missa da Capital, simboliza muito isso. Eu estava aqui nos dias anteriores e me lembro de quando meu pai me chamou e disse: ‘Meu filho, vá ajudar a assentar o Cruzeiro com o Adroaldo e os outros trabalhadores’. Assim eu fiz, e guardo esse momento com muito orgulho e emoção”, afirmou.
30 anos da Arquidiocese
Criada em 27 de março de 1996, a Arquidiocese de Palmas foi instalada oficialmente em 31 de maio do mesmo ano. O primeiro arcebispo foi Dom Alberto Taveira Corrêa. Desde 2010, a Arquidiocese é conduzida por Dom Pedro Brito Guimarães.
Ao longo de três décadas, a instituição ampliou sua atuação pastoral e social na Capital e em municípios da região, com presença em comunidades, pastorais, movimentos religiosos e obras sociais.
Por Lauane dos Santos
Em reconhecimento à trajetória de fé, evangelização e serviços prestados à comunidade tocantinense, o presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, deputado Amélio Cayres, presidiu, nesta quinta-feira, 28, Sessão Solene em celebração aos 30 anos de criação da Arquidiocese de Palmas.
A solenidade, requerida por Amélio Cayres juntamente com os deputados Ivory de Lira e Júnior Geo, reuniu autoridades religiosas, parlamentares, lideranças e fiéis para homenagear pessoas que contribuíram significativamente para a história e fortalecimento da Igreja Católica no Tocantins. O chefe do Legislativo destacou a importância da Arquidiocese na promoção de valores humanos, espirituais e sociais ao longo das últimas três décadas.
“A Arquidiocese de Palmas tem um papel fundamental na construção de uma sociedade mais humana, solidária e cheia de esperança. Esta homenagem é um reconhecimento à missão evangelizadora e ao trabalho que transforma vidas diariamente”, ressaltou o presidente da Aleto.
Homenageados
Dentre as personalidades homenageadas, Amélio Cayres fez questão de agraciar líderes pertencentes ao clero da Igreja Católica, reconhecidos pela dedicação pastoral, compromisso com a fé cristã e relevantes serviços prestados à comunidade tocantinense. Dentre os homenageados estão o 1º arcebispo de Palmas, Dom Alberto Taveira, bem como o atual arcebispo Dom Pedro Brito Guimarães. Também receberam homenagem do presidente os primeiros diáconos ordenados em Palmas há 30 anos atrás e atualmente padres Paulo Cristiano, Camilo Macário; bem como o pároco da Catedral de Palmas, Pe. Eduardo Zanom.
O presidente também prestou homenagem ao músico Badinho Araújo e aos diáconos Arquimar Coelho e Wilmar Francisco Souza Silva que, atualmente, servem na capela Nossa Senhora Rainha da Paz, dentro da Casa de Leis. “Todos os homenageados de hoje são lideranças que acolhem, orientam e ajudam tantas pessoas todos os dias. Tenho profunda admiração por esse trabalho realizado com tanto amor, fé e dedicação”, frisou Amélio.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O cenário político tocantinense vive uma contradição que não pode ser ignorada. Prefeitos que se colocam abertamente contra a candidatura da senadora Dorinha Seabra ao governo e contra os nomes, como o dela, apoiados pelo Palácio Araguaia ao Senado — Eduardo Gomes e Carlos Gaguim — continuam comandando cargos de confiança do governo estadual em seus municípios. Exemplo claro é o prefeito de Almas, Nery Xavier, que detém sob sua influência cerca de 40% dos cargos estaduais, mas não apoia a candidata palaciana. Situação semelhante ocorre em Natividade, onde Thiago Jayme controla metade dos cargos estaduais e, ainda assim, atua em oposição.

Prefeito de Natividade Thiago Jayme e primeira Dama
Essa postura gera desgaste político e transmite ao eleitorado a imagem de um governo que não sabe separar aliados de adversários. Como bem pontuam analistas, chegou a hora de “separar o joio do trigo”.
DESPRESTÍGIO

O prefeito Almas Nery Xavier a primeira da e o vice Prefeito
A ausência de Nery Xavier e de sua base política em eventos oficiais do governo do Estado, como a assinatura da ordem de serviço para reforma do Colégio Estadual Girassol, quando, inclusive, o prefeito e toda a sua equipe estavam em Almas, Assim como o governador Wanderlei Barbosa, foi interpretada como um gesto de hostilidade. Mais grave ainda foi a repetição do comportamento em Dianópolis, durante a inauguração do novo campus da Unitins, obra de R$ 30 milhões. Enquanto 15 prefeitos da região prestigiaram o ato, os representantes de Almas e Natividade se ausentaram.
Esse tipo de atitude não é apenas oposição: é sinal de inimizade política. Prefeitos que recebem cargos de confiança do governo e, ao mesmo tempo, boicotam sua agenda, minam a credibilidade do grupo palaciano e as suas próprias, junto aos eleitores.
MOMENTO DE ESCOLHAS
Deixamos claro que não se tratam de cargos administrativos básicos, ocupados por trabalhadores que dependem do salário para sustentar suas famílias. O debate gira em torno dos cargos de confiança, que representam força política e influência no município. O eleitor sabe quem ocupa cada posição e quem indicou. Fingir neutralidade é inútil: a população percebe a incoerência e desaprova atitudes que, no mínimo, soam desonestas. O correto seria que esses prefeitos devolvessem os cargos ao governo assim que decidiram se alinhar à oposição.
O governador Wanderlei Barbosa tem demonstrado empenho em fortalecer seus candidatos, mas, também precisa fazer sua escolha e agir com firmeza diante da infidelidade política. Manter adversários em cargos estratégicos é abrir espaço para que a oposição cresça e se fortaleça às custas da estrutura estatal. Se essa postura não mudar, agosto poderá revelar uma disputa acirrada não sobre quem vai ao segundo turno, mas sobre qual das candidaturas oposicionistas chegará com mais votos.
LULA TERÁ PALANQUE NO TOCANTINS

Enquanto isso, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula um palanque robusto para o Tocantins. A ex-senadora Kátia Abreu e o ex-prefeito Paulo Mourão estiveram no Planalto, ontem, discutindo cenários. O PT nacional trabalha para que Kátia seja candidata ao governo, com apoio direto de Lula e presença de figuras como Janja e Dilma Rousseff em seu lançamento. Esse movimento reforça que as eleições estaduais de 2026 estão completamente abertas e que o Palácio Araguaia não pode se dar ao luxo de alimentar incoerências internas.
CRESCIMENTO DA OPOSIÇÃO

Os pré-candidatos das oposições têm crescido nas pesquisas de intenção de votos para o Senado e governo. O candidato a governador Vicentinho Júnior já ameaça a liderança da pré-candidata senadora Dorinha Seabra, inclusive com resultados de empate técnico. Se não houver um comando político no Palácio Araguaia que corrija a engenharia palaciana, o apoio a Dorinha pode se tornar uma luta inglória, “como enxugar gelo”. A partir de junho, com a possível confirmação da ex-senadora e ex-ministra Kátia Abreu como candidata ao governo, apoiada pelo Planalto e pelo ex-prefeito Paulo Mourão como candidato ao Senado, o presidente Lula terá um palanque robusto no Tocantins. O jogo sucessório para governador continua em aberto até as convenções partidárias, marcadas para 4 de agosto.
CONCLUINDO
O momento exige escolhas claras. O Palácio Araguaia precisa decidir se continuará tolerando prefeitos que, na prática, atuam como inimigos, ou se vai reorganizar sua base para garantir unidade. O povo já percebeu quem está “se fingindo de morto”. E, em política, fingimento custa caro.
Medida busca garantir segurança viária e dar suporte às regiões afetadas com o aumento do fluxo de cargas nas rotas alternativas
Por Lidieth Sanchez
O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, reuniu-se nesta quarta-feira, 27, em Brasília/DF, com dirigentes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para discutir soluções emergenciais e estruturantes, visando minimizar os efeitos da interdição das pontes próximas a Pedro Afonso e Araguatins. A agenda contou com a presença da senadora Professora Dorinha; de parlamentares da bancada federal tocantinense; e de representantes do Governo do Estado.
Durante o encontro, o governador Wanderlei Barbosa ressaltou a preocupação com os impactos enfrentados pela população e pelo setor produtivo da região de Pedro Afonso. “Estamos falando do deslocamento da população, do transporte de ambulâncias, do escoamento da produção e da mobilidade de toda uma região. Viemos ao Dnit buscar alternativas e soluções rápidas para que Pedro Afonso, Bom Jesus, Santa Maria e os municípios vizinhos não fiquem isolados”, afirmou.
Entre os compromissos assumidos pelo Dnit está o apoio à recuperação da infraestrutura das rotas alternativas, em especial a da TO-010, utilizadas após as interdições, incluindo o reforço estrutural de pontes, especialmente na região de Lajeado, além da recuperação do asfaltamento em trechos estratégicos e de demais melhorias viárias necessárias para garantir maior segurança, trafegabilidade e suporte ao aumento do fluxo de veículos pesados e do transporte de cargas na região.

Governador Wanderlei Barbosa, acompanhado da bancada federal, participou de reuniões no Dnit para buscar soluções rápidas que garantam trafegabilidade, apoio às rotas alternativas e melhores condições para o escoamento da produção
A reunião faz parte do esforço do Governo do Tocantins em minimizar os impactos causados pela interdição total da ponte sobre o Rio Tocantins, localizada na BR-235, entre Pedro Afonso e Tupirama, além da ponte na BR-230 entre Araguatins e Palestina do Pará/PA. As estruturas foram interditadas preventivamente pelo Dnit após inspeções técnicas identificarem problemas estruturais que comprometem a segurança viária. Segundo o Dnit, as obras necessárias podem levar cerca de 24 meses, o que torna fundamental a definição de rotas alternativas e medidas emergenciais para garantir a trafegabilidade na região.
A senadora Professora Dorinha destacou a importância da união entre o Governo do Estado, bancada federal e Governo Federal para enfrentar a situação e garantir respostas rápidas à população.
“Essa é uma situação que foge ao controle de todos nós, mas a região não pode ficar isolada. O mais importante agora é apresentar alternativas viáveis e agir com rapidez para minimizar os impactos à população e à economia do Tocantins”, ressaltou.
Soluções emergenciais
O diretor-geral do Dnit, Fabrício Galvão, reafirmou o compromisso do órgão em atuar conjuntamente com o Governo do Tocantins na construção de soluções emergenciais e definitivas para a região. “O Dnit já decretou situação de emergência e vamos trabalhar em parceria com o Governo do Tocantins para viabilizar rotas alternativas que garantam a logística, o escoamento da produção e a trafegabilidade da população. Vamos enfrentar esse desafio com a mesma determinação que tivemos em outras situações no Tocantins”, destacou.

Governador Wanderlei Barbosa também participou de uma audiência no Ibama para tratar das demandas relacionadas à BR-235 e à TO-010
O diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, Fábio Pessoa da Silva Nunes, explicou que a decisão pela interdição foi tomada com base em relatórios técnicos e ensaios estruturais realizados nas pontes. “Não foi uma decisão arbitrária. O Dnit agiu de forma preventiva, baseado em informações técnicas reais e na necessidade de preservar a segurança da população. Agora, o nosso desafio é construir soluções para garantir o tráfego de cargas e o deslocamento das pessoas durante o período em que as pontes permanecerão interditadas”, expressou.
Agenda no Ibama
Dando continuidade à agenda em Brasília/DF, o governador Wanderlei Barbosa também participou de uma audiência no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para tratar das demandas relacionadas à BR-235 e à TO-010, especialmente após a interdição da ponte sobre o Rio Tocantins, entre Pedro Afonso e Tupirama.
Durante a agenda, o Governo do Tocantins apresentou a preocupação com os impactos enfrentados pela população da região, principalmente no deslocamento de ambulâncias, no transporte de cargas e no escoamento da produção agropecuária. As tratativas buscaram acelerar análises e licenças necessárias para a recuperação de pontes, pavimentação de trechos estratégicos e para a melhoria das rotas utilizadas como alternativas.
O presidente interino do Ibama, Jair Schmitt, afirmou que o órgão dará prioridade à análise técnica das demandas apresentadas, buscando conciliar celeridade nos processos, responsabilidade ambiental e soluções rápidas para a população impactada.
O deputado federal Ricardo Ayres destacou ainda o avanço relacionado à BR-242, em Taguatinga, informando que os projetos finais já foram apresentados ao Ibama para licenciamento, com recursos assegurados para a execução dos sete quilômetros restantes da rodovia.
Também participaram das agendas o presidente da Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura do Tocantins (Ageto), Túlio Labre; o secretário de Estado da Comunicação (Secom), Márcio Rocha; o secretário Extraordinário de Representação do Estado do Tocantins em Brasília (Serb), Luiz Paulo Gonçalves; e os deputados federais Alexandre Guimarães, Carlos Gaguim, Ricardo Ayres, Eli Borges e Thiago Dimas .