Atual candidato a deputado estadual, Cesinha afirmou que a trajetória da senadora na região pesou na decisão de apoiar sua candidatura ao Governo.
Da Assessoria
O ex-prefeito de Lavandeira e candidato a deputado estadual Cesinha (PRD) declarou apoio à candidatura de Professora Dorinha (União Brasil) ao Governo do Tocantins. Cesinha relacionou a decisão ao trabalho de Dorinha ao longo de seus mandatos e à presença da parlamentar em Lavandeira e nos demais municípios do Sudeste. O ex-prefeito também defendeu uma parceria para ampliar a representação e os investimentos destinados à região.
“Por tudo que a Dorinha fez como deputada federal, como senadora, por Lavandeira e por toda a região Sudeste, declaro meu apoio. Sou candidato a deputado estadual pela região e espero estar na Assembleia representando o Sudeste, com Dorinha no Governo do Estado, para que possamos fazer um grande trabalho pela nossa região e por todo o Tocantins. Estamos juntos”, afirmou Cesinha.
Dorinha agradeceu o apoio e destacou a experiência do ex-prefeito e seu conhecimento sobre as demandas locais. A candidata, que já morou em Arraias, falou sobre oportunidades para ampliar o desenvolvimento da região, especialmente por meio do turismo, da geração de emprego e renda e de políticas de moradia.
“César foi prefeito, conhece a realidade e sabe os desafios da região. Eu morei em Arraias e sei a diferença que faz ter uma pessoa que possa representar o Sudeste. É uma região com muito potencial para fortalecer o turismo, o crescimento econômico e gerar oportunidades para as pessoas. Conte comigo”, afirmou Dorinha.
Por: Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O processo sucessório das eleições estaduais tocantinenses já está em campo. Por sua vez, os eleitores e eleitoras, em sua quase maioria, ainda aguardam o movimento natural para a escolha dos seus candidatos ao Governo do Estado e os nomes que disputarão as duas vagas ao Senado Federal.
Essa definição, acreditamos, acontecerá gradualmente. Até 7 de setembro, os eleitores terão a oportunidade de ouvir e assistir aos programas do horário gratuito de rádio e televisão, acompanhar carreatas, comícios, reuniões, visitas, redes sociais e, principalmente, a cobertura jornalística dos veículos de comunicação do Tocantins. A partir daí, a campanha começa a ganhar corpo.
A REELEIÇÃO SERÁ UM GRANDIOSO OBSTÁCULO
As eleições majoritárias deste ano, tanto para o Governo do Estado quanto para as duas vagas ao Senado, deverão ser decididas nos detalhes.
Para quem está no exercício de um mandato ou já exerceu função pública, haverá necessariamente uma avaliação do que foi realizado. O eleitor terá a oportunidade de comparar serviços prestados, compromissos assumidos, resultados apresentados e aquilo que foi efetivamente entregue à população.
Para aqueles que pretendem ingressar na vida pública, o desafio será diferente, pois terão que convencer o eleitor de que possuem um projeto capaz de contribuir para a construção do Tocantins que todos queremos.
Não basta chegar com um discurso novo. Será preciso apresentar propostas, demonstrar capacidade de execução e convencer o eleitor de que existe um projeto político para o exercício do mandato.
E há uma particularidade importante nesta eleição: quem for eleito para o Senado estará assumindo um mandato de oito anos. Não se trata, portanto, de uma escolha para um curto período. O eleitor estará escolhendo quem pretende representá-lo no Congresso Nacional durante quase toda uma década.
Por isso, cada candidatura majoritária terá de explicar com clareza o que pretende fazer com a confiança recebida nas urnas.
O MOMENTO POLÍTICO EXIGE DEBATE
É justamente essa discussão que a Família O Paralelo 13 pretende trazer para suas entrevistas, opiniões, debates e matérias jornalísticas opinativas.
Com quase quatro décadas de presença no mercado da comunicação, o jornal O Paralelo 13, impresso e online, mantém um compromisso com seus leitores, colaboradores, parceiros e, sobretudo, com os tocantinenses de promover um debate permanente sobre o Tocantins que todos queremos.
Não queremos apenas acompanhar a eleição. Queremos discutir a eleição. Queremos saber quem é quem na disputa pelo Governo do Estado e pelas duas vagas ao Senado Federal.
Conhecer as propostas, os compromissos, as trajetórias e aquilo que cada candidatura pretende entregar à sociedade.
NÃO SEREMOS A PALMATÓRIA DA MORALIDADE
A Família O Paralelo 13 não pretende assumir o papel de palmatória da moralidade. Mas também não será omissa.
A discussão sobre a vida pública precisa incluir, necessariamente, a situação jurídica daqueles que disputam cargos majoritários. Quando houver decisões judiciais definitivas ou condenações proferidas por órgãos colegiados relacionadas à administração pública, ao patrimônio público ou ao erário, entendemos que o eleitor tem o direito de conhecer os fatos e ouvir os envolvidos. Não cabe ao jornal substituir a Justiça. Cabe ao jornalismo informar, contextualizar, questionar e ouvir.
Por isso, a Família O Paralelo 13 está levantando informações junto aos tribunais e aos tribunais superiores, não com o objetivo de transformar investigações em condenações, mas para verificar situações jurídicas já decididas e que possam ter relevância para o processo eleitoral.
Quem foi condenado terá espaço para explicar. Quem estiver recorrendo terá espaço para apresentar sua versão. Quem tiver decisão favorável também deverá ser ouvido.
E quando houver dúvidas jurídicas sobre a possibilidade ou não de determinada candidatura, vamos ouvir juristas, especialistas e as próprias partes.
As feridas da política precisam ser expostas com responsabilidade, não escondidas.
É assim que entendemos o jornalismo.
A ELEIÇÃO SERÁ DO ELEITOR
O eleitor tocantinense está diante de uma eleição que deverá exigir atenção.
Serão escolhas para o Governo do Estado e para duas cadeiras no Senado Federal, além das disputas proporcionais para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.
O eleitor terá diante de si candidatos que já exerceram mandatos, candidatos que buscam a reeleição e nomes que pretendem conquistar pela primeira vez uma cadeira eletiva.
Todos deverão passar pelo mesmo crivo:
o voto.
É nas urnas que o eleitor decidirá quem merece continuar, quem merece voltar e quem merece ter uma primeira oportunidade.
E será justamente por isso que o debate precisa ser feito antes do voto.
O PARALELO 13 ESTÁ VOLTANDO AO BATENTE
Na próxima semana, estaremos de volta ao batente, cumprindo rigorosamente as orientações médicas do período pós-cirúrgico e preparando nosso retorno presencial ao Tocantins.
Depois de mais uma etapa de recuperação de saúde, retornaremos para acompanhar de perto as eleições estaduais tocantinenses.
Faremos essa cobertura por meio do Jornal O Paralelo 13, impresso e online, ao lado do meu irmão, dos nossos colaboradores e parceiros.
E teremos uma atenção especial ao TO em Pauta, juntamente com nossos amigos e irmãos Cleber Toledo e Majú Cotrim.
Neste momento, deixamos também uma palavra especial ao amigo e irmão Cleber Toledo, que igualmente passa por um período de recuperação após procedimento cirúrgico.
Com as bênçãos do nosso Senhor Jesus Cristo, esperamos que todos estejamos em breve plenamente recuperados e preparados para cumprir aquilo que sabemos fazer: jornalismo.
Um jornalismo que acompanha.
Um jornalismo que pergunta. Um jornalismo que cobra. Um jornalismo que também sabe ouvir. E, acima de tudo, um jornalismo que respeita o leitor e o cidadão tocantinense.
A parceria entre a Gazeta do Cerrado, o Portal Cleber Toledo e o Jornal O Paralelo 13 representa, para nós, um compromisso com uma cobertura jornalística à altura do momento político que o Tocantins está vivendo.
Porque a eleição passa. Os mandatos passam. Os governos passam. Mas o Tocantins permanece.
E é sobre o Tocantins que precisamos falar.
Quem é quem na sucessão estadual? O que cada candidato pretende fazer? Qual projeto de Estado está sendo apresentado? E, principalmente, qual Tocantins queremos entregar às próximas gerações?
A Família O Paralelo 13 estará novamente em campo para fazer essas perguntas.
Sem omissão. Sem medo de perguntar. Sem substituir a Justiça. Sem abandonar a responsabilidade jornalística. Mas também sem abrir mão do direito de discutir, cobrar e fiscalizar aqueles que desejam governar e representar o Tocantins. É hora de discutir o Tocantins que queremos.
Da Assessoria
Em vídeo divulgado nesta segunda-feira, 17, o governador Wanderlei Barbosa reforçou apoio à candidatura da senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil) ao Governo do Tocantins e pediu o voto dos eleitores para a candidata. Na mensagem, o governador destacou avanços alcançados pelo Estado e defendeu a continuidade do trabalho que está sendo feito no estado.
“O Tocantins encontrou o caminho certo e voltamos a crescer. Nosso estado mudou e mudou pra melhor, na educação, na saúde e na infraestrutura. É claro que há muito por fazer, e de mãos dadas com a Professora Dorinha, tenho certeza que o Tocantins será ainda melhor”, afirmou.
Na mensagem, Wanderlei associou o apoio a Dorinha à perspectiva de dar continuidade aos avanços alcançados pelo Tocantins. O governador defendeu uma visão de futuro para o Estado e destacou a necessidade de união em torno de novos projetos. “Temos que pensar grande, é o Tocantins em primeiro lugar”, declarou.
Ao final do vídeo, Wanderlei reforçou diretamente o pedido de apoio à candidata. “Por isso, peço o seu voto, o seu apoio para a Professora Dorinha, número 44”, concluiu.
Por Edson Rodrigues
Estamos atravessando mais uma etapa de recuperação depois de uma cirurgia para a retirada de um tumor cancerígeno nos rins. Foram dias difíceis. Mais uma vez, enfrentamos um daqueles momentos em que a vida nos obriga a parar, refletir e compreender o verdadeiro valor da fé, da família e dos amigos.
Com as bênçãos de Nossa Senhora Aparecida, com as orações, o carinho e a solidariedade de familiares, amigos e irmãos, seguimos enfrentando mais esse desafio.
E é justamente neste momento de recuperação que fazemos uma reflexão ainda maior sobre a vida, sobre o nosso Estado e sobre o papel que o jornalismo pode — e deve — exercer diante da sociedade.
O Paralelo 13, um dos veículos mais antigos de propriedade da Família O Paralelo 13, chega a mais um momento de sua trajetória com uma convicção: não podemos nos limitar a acompanhar a política. É preciso perguntar, cobrar, confrontar números, ouvir os candidatos e discutir qual Tocantins queremos construir para os próximos 20 anos.
Estamos diante de mais um processo eleitoral. De um lado, aqueles que já possuem mandato e pretendem continuar representando o Tocantins. De outro, aqueles que desejam conquistar uma cadeira no Congresso Nacional, na Assembleia Legislativa ou chegar ao comando do Governo do Estado.
A pergunta é simples: O que cada um deles fez, está fazendo ou pretende fazer pelo Tocantins? Não basta apresentar emendas parlamentares, inaugurações, discursos, fotografias ou números nas redes sociais. É preciso discutir resultados.
O Tocantins precisa saber quais deputados federais e senadores conseguiram avançar obras estruturantes, quais deputados estaduais transformaram suas prerrogativas em ações de interesse público e quais candidatos apresentam projetos capazes de enfrentar os problemas históricos do Estado.
É disso que precisamos falar.
SAÚDE NÃO PODE SER APENAS PROMESSA DE CAMPANHA
Obras do Hospital de Gurupi
Na saúde, existem questões que não podem ser transformadas em promessa eleitoral a cada quatro anos.
O Hospital Geral de Araguaína, por exemplo, é uma das principais obras estruturantes da saúde pública tocantinense. O próprio Governo do Estado informou, em março de 2026, que a obra havia alcançado 72,88% de execução, com investimento superior a R$ 190 milhões e previsão de entrega para o segundo semestre deste ano. A unidade deverá contar com 400 leitos, incluindo 70 de UTI, além de 12 salas cirúrgicas.
No sul do Estado, o Hospital Geral de Gurupi também permanece como uma obra estratégica. Em julho, o Governo do Tocantins autorizou uma nova etapa do empreendimento, com investimento anunciado de R$ 103 milhões e previsão de execução de 36 meses.
São obras importantes. Mas o cidadão quer saber: quando estarão efetivamente funcionando, com profissionais, equipamentos, medicamentos e capacidade para atender a população? Hospital não se mede apenas pela quantidade de concreto colocado. Hospital se mede pelo paciente atendido.
O DINHEIRO PÚBLICO E AS PRIORIDADES
O orçamento estadual aprovado para 2026 prevê R$ 19,58 bilhões. Desse total, a Saúde recebeu previsão de R$ 3,3 bilhões e a Educação, R$ 2,7 bilhões.
Portanto, o debate não pode ser reduzido simplesmente à afirmação de que “não existe dinheiro”.
A questão é outra: Como o dinheiro público está sendo priorizado? Quanto está sendo efetivamente executado? E qual resultado está chegando à população? Essa é uma diferença fundamental.
O dinheiro público precisa ser acompanhado desde a previsão orçamentária até a entrega efetiva do serviço.
E é exatamente aí que entra o papel do Legislativo. As emendas parlamentares são instrumentos legítimos do processo orçamentário e podem financiar ações importantes nos municípios. Mas elas não podem ser confundidas com a totalidade do trabalho parlamentar.
Uma emenda destinada a um município não substitui a fiscalização do Executivo, a apresentação de projetos, a participação em comissões, a articulação institucional e o acompanhamento das políticas públicas.
EMENDAS PARA SHOWS: É PRECISO DISCUTIR PRIORIDADES
E aqui chegamos a um assunto que o O Paralelo 13 não pode deixar de colocar na mesa. Levantamento publicado pelo Jornal Opção Tocantins, com base em dados do Portal da Transparência da Assembleia Legislativa, identificou R$ 86,4 milhões em emendas parlamentares destinadas a eventos festivos e culturais nos municípios em 2025, dos quais R$ 85,6 milhões já haviam sido pagos no momento da consulta. O valor correspondia a aproximadamente 36% dos R$ 240 milhões reservados às emendas individuais dos 24 deputados estaduais naquele ano.
Não estamos dizendo que cultura, lazer, festas populares ou manifestações religiosas não sejam importantes.
São importantes. O questionamento é sobre qual deve ser a prioridade de um Estado que ainda enfrenta problemas históricos em saúde, educação, infraestrutura e assistência social?
É uma pergunta legítima. E precisa ser respondida pelos parlamentares e pelo próprio eleitor.
Em Santa Rosa do Tocantins, por exemplo, documentos oficiais do município registram contratações de shows para o Festival de Música Folclórica de 2026, incluindo um contrato de R$ 303 mil para um show e outro de R$ 150 mil, com despesas previstas a partir de emenda parlamentar e/ou recursos próprios do município.
É justamente por existirem documentos oficiais que esse debate precisa ser feito com transparência.
Quanto foi destinado? De onde veio o recurso? Quem recebeu?Qual foi o evento? Qual foi o cachê? Qual foi o benefício público esperado? E, principalmente: Esse era o melhor destino possível para aquele dinheiro naquele momento?
Não se trata de atacar artistas, produtores culturais, festas tradicionais ou manifestações religiosas.Trata-se de discutir prioridades públicas.
Porque, enquanto recursos públicos são utilizados em grandes contratações artísticas, o Tocantins continua discutindo filas na saúde, vagas em creches, infraestrutura, educação, qualificação profissional e oportunidades de trabalho.
O cidadão tem o direito de fazer essa pergunta. E o parlamentar tem o dever de respondê-la.
UM ESTADO QUE AINDA PRECISA DE POLÍTICAS SOCIAIS
Também não podemos ignorar a importância dos programas sociais federais para milhares de famílias tocantinenses.
O Cadastro Único é utilizado como instrumento de acesso a programas como Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada, Tarifa Social de Energia Elétrica, Gás do Povo, Minha Casa, Minha Vida e Pé-de-Meia, entre outros.
Os números oficiais ajudam a dimensionar essa realidade.
Esses números precisam ser tratados com responsabilidade. O desafio de um Estado não pode ser simplesmente ampliar ou reduzir a quantidade de famílias dependentes de programas de transferência de renda.
O verdadeiro desafio é criar condições para que cada vez mais famílias possam viver de emprego, renda, qualificação, empreendedorismo e oportunidades.
É esse Tocantins que precisamos discutir.
EDUCAÇÃO: QUAL TOCANTINS QUEREMOS DAQUI A 20 ANOS?
Na educação, a discussão também precisa ser objetiva. O orçamento estadual de 2026 prevê R$ 2,7 bilhões para a área. Mas orçamento, sozinho, não educa. É preciso discutir qualidade do ensino, infraestrutura das escolas, valorização dos profissionais, ensino técnico, universidades, pesquisa, tecnologia, inovação e preparação dos jovens para o mercado de trabalho.
Queremos formar uma geração apenas para concluir o ensino médio? Ou queremos preparar os jovens tocantinenses para ocupar os empregos que serão criados no próprio Estado? Precisamos discutir formação profissional, tecnologia, empreendedorismo, universidades e pesquisa. Precisamos discutir o futuro.
NÃO PODEMOS CONFUNDIR EMENDA COM MANDATO
A sociedade precisa compreender que o mandato parlamentar é muito maior do que a distribuição de emendas.
É preciso fiscalizar, legislar, participar das comissões, acompanhar obras, cobrar recursos e defender os interesses do Estado. É preciso estar presente em Brasília e também estar presente nos municípios.
E, sobretudo, é preciso prestar contas. Uma emenda parlamentar pode representar uma conquista importante para um município. Mas não pode ser apresentada como se fosse a totalidade da atuação de um parlamentar.
Mandato não é apenas liberar recurso. Mandato é representar a população.
NÃO PODEMOS SER OMISSOS
A Família O Paralelo 13 entende que respeitar as instituições não significa deixar de cobrar.
Respeitar homens e mulheres que exercem mandatos não significa abrir mão da fiscalização.
Respeitar o Governo não significa abandonar o papel de questionar.
E respeitar a oposição também não significa aceitar qualquer acusação sem prova.
O jornalismo precisa estar no meio desse debate, ouvindo, perguntando, conferindo e dando espaço para que os responsáveis apresentem suas respostas.
Não podemos ser omissos.
Mas também não podemos transformar o jornalismo em instrumento de acusação sem comprovação.
O Tocantins merece mais, merece transparência, planejamento, fiscalização, prioridades definidas.
O TOCANTINS DOS PRÓXIMOS 20 ANOS
É hora de perguntar aos candidatos ao Governo do Estado: que Tocantins vocês querem entregar daqui a quatro anos? E aos candidatos ao Senado e à Câmara Federal sobre qual será a agenda de vocês para o Tocantins em Brasília? Aos candidatos à Assembleia Legislativa: Quais serão as prioridades do mandato?
Às entidades empresariais, classistas, religiosas, trabalhadores, produtores rurais, educadores e profissionais liberais: que Estado vocês querem construir? Porque o Tocantins de daqui há 20 anos começa a ser construído agora.
Não podemos pensar apenas na próxima eleição. Precisamos pensar nas próximas gerações.
É por isso que, a partir desta semana, O Paralelo 13 inicia uma nova etapa de entrevistas.
Vamos ouvir candidatos e candidatas, representantes de entidades classistas e religiosas, empresários e trabalhadores, educadores e profissionais da saúde, produtores rurais, representantes da sociedade civil.
E vamos fazer a mesma pergunta a todos:
Que Tocantins vocês querem construir? A discussão que propomos não pertence à esquerda nem à direita. Não pertence ao governo nem à oposição. Não pertence a um candidato ou a outro.
Pertence ao Tocantins.
O eleitor não pode ser tratado apenas como alguém que aparece nas urnas a cada quatro anos. Ele precisa ser respeitado como cidadão que paga impostos, utiliza os serviços públicos, enfrenta filas, procura emprego, coloca os filhos na escola, busca atendimento médico e espera que seus representantes cumpram aquilo que prometeram.
É esse cidadão que precisa estar no centro do debate. E é por ele que o jornalismo precisa continuar perguntando.
Que Tocantins queremos?
A resposta não pode ficar para depois da eleição!
Celebração secular, realizada de 6 a 17 de agosto, recebe romeiros de dentro e fora do Tocantins e reforça a importância de Natividade para o turismo religioso e cultural
Por Leydiane Lima
Depois de quatro anos sem retornar ao povoado do Bonfim, Maria Inês Mendes veio de Tucumã, no Pará, para participar novamente da Romaria do Senhor do Bonfim, em Natividade, realizada de 6 a 17 de agosto. É a quinta vez que ela faz a viagem, desta vez também para agradecer por uma graça alcançada. “Tenho muita fé no Senhor do Bonfim”, ressalta a romeira.
O relato de Maria Inês ajuda a dimensionar o alcance de uma celebração que, todos os anos, leva milhares de pessoas ao município de Natividade, localizado a cerca de 277 km de Palmas. No povoado, o Santuário Diocesano do Senhor do Bonfim recebe fiéis que chegam de diferentes lugares para participar das celebrações religiosas.
A origem da devoção remonta ao ano de 1750. De acordo com a narrativa preservada pela comunidade, uma imagem de Cristo crucificado foi encontrada por um vaqueiro na zona rural. Com o passar do tempo, o lugar se tornou destino de peregrinação e contribuiu para a formação do próprio povoado do Bonfim.
Em 2026, o Festejo do Senhor do Bonfim passou a integrar oficialmente o Patrimônio Cultural Imaterial e Histórico do Estado do Tocantins, reforçando a importância da celebração para a preservação da história e da cultura tocantinense.

Missa campal reúne romeiros no Santuário Diocesano do Senhor do Bonfim, em Natividade, durante as celebrações deste sábado, 15, ponto alto dos festejos.
Durante a missa campal, neste sábado, 15, Dom Pedro, administrador apostólico diocesano, abordou em sua homilia a importância da fé para a vida em sociedade, destacando o amor ao próximo, a solidariedade e o cuidado com as pessoas como valores que precisam estar presentes também nas relações cotidianas.
A presença da religiosidade na cultura tocantinense não se limita ao Bonfim. Na região sudeste, as Folias do Divino, em Natividade, e as Cavalhadas de Taguatinga preservam costumes ligados às comunidades locais. A Suça, também fortemente associada a Natividade, integra esse conjunto de manifestações culturais; e, no Jalapão, os Caretas de Lizarda fazem parte das tradições da Semana Santa.
Movimento que vai além do santuário
Nos dias de romaria, a circulação de visitantes muda também a rotina de Natividade e do povoado do Bonfim. Restaurantes, barracas, hospedagens, transporte, comércio e outros serviços recebem uma demanda maior, criando oportunidades para vendedores, pequenos empreendedores e trabalhadores locais.
O fluxo de visitantes ainda abre espaço para conhecer outros atrativos de Natividade. O município reúne patrimônio histórico, arquitetura, gastronomia e costumes que complementam a experiência de quem chega pela romaria e fortalecem o turismo religioso e cultural.
Ruínas da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos integram o conjunto histórico de Natividade e ajudam a preservar parte da memória cultural do município.
A romaria também mobiliza uma estrutura de serviços públicos para atender o grande fluxo de pessoas no período. Entre as ações estão pontos de apoio aos romeiros, com alimentação e cuidados básicos de saúde, além do reforço das Forças de Segurança, atendimento de emergências, fiscalização e orientação no trânsito. Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran) e outros órgãos estaduais atuam durante os festejos para atender moradores, visitantes e romeiros que chegam a Natividade.
Assim, enquanto romeiros como Maria Inês chegam ao Bonfim por motivos pessoais de fé, a celebração também coloca em circulação histórias, tradições e atividades que fazem parte da vida de Natividade há séculos.