Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

O primeiro turno das eleições de 2026 deixou lições que merecem ser examinadas com atenção. Uma delas diz respeito aos institutos de pesquisa eleitoral, à responsabilidade de quem contrata e interpreta seus levantamentos e à maneira como os números divulgados antes das urnas podem influenciar o comportamento de candidatos, coordenadores de campanha e lideranças políticas.

 

Outra lição envolve o encerramento de um ciclo de governo. O governador Wanderlei Barbosa ainda tem responsabilidades administrativas a cumprir, independentemente de quem vencerá o segundo turno para o comando do Palácio Araguaia. Os últimos meses de uma gestão exigem atenção redobrada às contas públicas, aos atos administrativos e à prestação de contas perante os órgãos de controle.

 

São assuntos diferentes, mas que se encontram em um mesmo ponto: na política, expectativas não substituem resultados, popularidade não dispensa responsabilidade e nenhum mandato afasta o dever de prestar contas.

 

PESQUISAS ELEITORAIS

 

A Associação dos Veículos de Comunicação do Estado do Tocantins (AVECOM) divulgou nota parabenizando o Portal Stylo, O Girassol e Folha Capital pelo trabalho de divulgação de pesquisas eleitorais durante o primeiro turno.

 

A entidade identificou os responsáveis pelos levantamentos: Instituto ProMotion/Stylo, WS Editora Girassol Ltda. e IPEX, respectivamente. Na avaliação apresentada pela associação, os resultados divulgados por esses veículos foram compatíveis com o cenário posteriormente verificado nas urnas, consideradas as respectivas margens de erro.

 

A AVECOM também defendeu a valorização das empresas tocantinenses, destacando a capacidade técnica dos profissionais que conhecem a realidade política, econômica e social do Estado.

 

O reconhecimento é importante para o mercado regional de comunicação. Mas o debate sobre pesquisas eleitorais precisa ir além da valorização institucional e alcançar a responsabilidade de todos os envolvidos na produção, contratação, divulgação e interpretação dos levantamentos.

 

Durante a campanha, pesquisas de diferentes institutos apresentaram cenários distintos. Alguns levantamentos locais se aproximaram mais do resultado das urnas, enquanto outros, inclusive de institutos nacionais, indicaram a possibilidade de vitória de Professora Dorinha Seabra ainda no primeiro turno.

 

A diferença entre a expectativa e o resultado oficial mostrou que os números precisam ser lidos com cautela. Uma pesquisa representa um retrato de determinado momento, dentro de uma metodologia, de uma amostra e de uma margem de erro. Não é garantia de resultado eleitoral.

 

QUANDO A PESQUISA VIRA CERTEZA, A POLÍTICA PODE PERDER O CHÃO

 

O problema começa quando números favoráveis deixam de ser tratados como indicadores e passam a ser encarados como confirmação antecipada da vitória.

 

No caso da campanha governista, a expectativa de uma vitória de Dorinha Seabra no primeiro turno foi acompanhada, segundo relatos de bastidores, por um ambiente de confiança excessiva entre parte dos aliados. O próprio governador Wanderlei Barbosa teria demonstrado acreditar na possibilidade de encerramento da disputa já na primeira votação.

 

A leitura política que se pode fazer desse cenário é que a confiança nos levantamentos pode ter influenciado a postura de setores da campanha. Em política, porém, acreditar que a vitória está garantida é diferente de trabalhar para conquistá-la.

 

O resultado oficial impediu a definição da eleição no primeiro turno. Dorinha e Vicentinho Júnior voltaram à disputa em uma nova etapa, com a necessidade de reconstruir alianças, ampliar o diálogo com o eleitor e conquistar votos.

 

É nesse ponto que cabe uma reflexão: campanhas eleitorais não podem permitir que a euforia dos números substitua o contato com a realidade. Nenhum candidato deve confundir liderança em pesquisa com vitória consumada. Nenhum coordenador pode considerar dispensável o trabalho de convencimento porque um levantamento aponta vantagem.

 

A urna não conhece o salto alto. Conhece o voto.

 

INSTITUTOS PRECISAM PRESTAR CONTAS À SOCIEDADE

 

O desempenho das pesquisas em 2026 também abre espaço para uma discussão sobre metodologia, transparência e credibilidade. Institutos locais e nacionais precisam demonstrar como seus levantamentos são realizados, apresentar adequadamente as informações técnicas e permitir que a sociedade compreenda o alcance e as limitações de cada resultado.

 

Quando uma pesquisa se distancia significativamente do resultado oficial, é legítimo questionar os fatores que podem ter contribuído para a diferença. Isso não significa presumir fraude ou desonestidade. Significa exigir transparência, rigor metodológico e responsabilidade na comunicação dos dados.

 

Da mesma forma, quando um levantamento se aproxima do resultado, é necessário reconhecer o desempenho sem transformar um acerto em garantia de infalibilidade. O eleitor merece respeito. Não deve ser induzido a acreditar que uma eleição está decidida antes de votar, nem levado a tratar pesquisas como se fossem resultados oficiais.

 

A nota da AVECOM coloca em evidência o trabalho dos veículos tocantinenses e a importância de valorizar o mercado local. O próximo passo é fortalecer o debate sobre a qualidade da informação eleitoral, sem desqualificações generalizadas e sem transformar divergências metodológicas em acusações sem provas.

 

WANDERLEI BARBOSA: POPULARIDADE TAMBÉM EXIGE RESPONSABILIDADE

 

O governador Wanderlei Barbosa construiu uma trajetória política marcada por sucessivas vitórias eleitorais. Desde suas primeiras disputas por mandatos proporcionais até a passagem pela Câmara Municipal de Porto Nacional, a Assembleia Legislativa, vice-governadoria e o Governo do Estado, sua carreira foi acompanhada por uma presença política relevante no Tocantins.

 

Levantamentos divulgados anteriormente chegaram a registrar aprovação de 66,8% de sua gestão. Esse indicador ajuda a dimensionar a força política que o governador construiu, embora não deva ser confundido com uma aprovação superior a 70% sem a identificação de uma pesquisa específica que sustente esse percentual.

 

A trajetória eleitoral de Wanderlei, contudo, não elimina os desafios do encerramento de sua gestão. Pelo contrário: quanto maior a responsabilidade exercida por um agente público, maior a importância da transparência sobre os atos administrativos e a aplicação dos recursos públicos.

 

Nos meses finais do mandato, ele que foi eleito e reeleito, a prioridade precisa ser a conclusão responsável dos compromissos assumidos, a organização das contas e a entrega de uma administração devidamente documentada.

 

A popularidade pode fortalecer uma liderança política. Mas a prestação de contas é uma obrigação institucional que não depende de aprovação popular, resultado eleitoral ou posição ocupada no cenário político.

 

TCU, TCE E AS CONTAS DO GOVERNO

 

O Tribunal de Contas da União (TCU), o Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO) e a Assembleia Legislativa exercem funções distintas no sistema de controle e fiscalização da administração pública.

 

Por isso, é necessário separar as competências de cada instituição. O TCU fiscaliza a aplicação de recursos federais sujeitos à sua jurisdição. O TCE-TO atua no controle externo das contas e da gestão pública estadual e municipal, conforme suas atribuições constitucionais e legais. Já a Assembleia Legislativa exerce a função de julgamento das contas do governador nos termos da Constituição e do ordenamento aplicável, considerando os pareceres e procedimentos pertinentes.

 

Wanderlei Barbosa precisa conduzir o encerramento de sua gestão com atenção à documentação dos atos administrativos, à regularidade das despesas, aos contratos, às transferências de recursos e às demais obrigações do Estado.

 

A existência de fiscalização não significa que haja irregularidade comprovada. Da mesma forma, a aprovação de contas anteriores não constitui garantia automática de aprovação de exercícios posteriores. Cada período de gestão deve ser examinado conforme seus próprios atos, documentos e resultados.

 

A reflexão do Observatório Político de O Paralelo 13 é direta: o governador não deve permitir que as movimentações políticas do segundo turno desviem a atenção das responsabilidades administrativas que permanecem sob sua condução.

 

O FIM DO MANDATO NÃO ENCERRA AS RESPONSABILIDADES

Em 31 de dezembro de 2026, termina o atual ciclo de governo. A partir daí, os integrantes da administração seguirão seus próprios caminhos, enquanto os órgãos de controle continuarão exercendo suas atribuições sobre os atos praticados durante a gestão, respeitados os prazos e procedimentos legais.

 

É natural que, no ambiente político, alianças mudem e antigos companheiros sigam projetos diferentes. Por isso, a administração pública não pode depender de relações pessoais ou da expectativa de que aliados permaneçam ao lado de um governante depois do mandato.

 

O que protege um gestor é a regularidade dos atos, a documentação adequada, a transparência e o cumprimento da lei. Não se trata de antecipar conclusões sobre contas ainda sujeitas a análise, muito menos de insinuar a prática de crimes sem provas. Trata-se de reconhecer que o encerramento de um governo exige responsabilidade até o último dia e que eventuais irregularidades devem ser apuradas pelas instituições competentes, com respeito ao devido processo legal.

 

A prioridade de Wanderlei Barbosa, nesta reta final, deve ser concluir sua gestão com responsabilidade administrativa, preservar a documentação pública e garantir que as contas sejam apresentadas de forma transparente, independentemente do resultado do segundo turno.

 

UMA REFLEXÃO PARA O DOMINGO

 

As eleições de 2026 deixam duas advertências importantes. A primeira é dirigida aos institutos de pesquisa, às empresas de comunicação, aos partidos e às campanhas: os números precisam ser tratados com rigor, e a divulgação de cenários eleitorais exige responsabilidade. A pesquisa pode orientar uma estratégia, mas não deve substituir a escuta do eleitor nem produzir a ilusão de uma vitória antecipada.

 

A segunda é dirigida ao governador e à sua equipe: a disputa eleitoral tem data para terminar, mas as responsabilidades administrativas não desaparecem com o fim do mandato. O encerramento de uma gestão exige atenção às contas, aos documentos e aos compromissos assumidos com a população.

 

Wanderlei Barbosa chega ao final de seu ciclo de governo com uma trajetória eleitoral expressiva e capital político construído ao longo dos anos. Justamente por isso, a conclusão da gestão merece cuidado especial.

 

O resultado do segundo turno definirá quem comandará o Tocantins a partir de 2027. Não definirá, entretanto, o dever de prestar contas de quem administrou o Estado até o último dia de 2026.

Aos institutos de pesquisa, fica a cobrança por transparência, metodologia e respeito ao eleitor.

Ao governador e aos seus auxiliares, fica o lembrete de que a responsabilidade pública não termina com a última reunião, a última inauguração ou a última fotografia de governo.

 

Na política, a pesquisa não é urna. A popularidade não é salvo-conduto. E o fim do mandato não é o fim da prestação de contas.

 

 

Posted On Domingo, 11 Outubro 2026 03:28 Escrito por

Candidata detalhou o trabalho com lideranças e fez um chamamento aos tocantinenses para diminuir a abstenção nas urnas durante agenda em Gurupi, cidade onde Dorinha foi majoritária

 

 

Texto: Cidiane Carvalho

 

 

A candidata ao Governo do Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil), afirmou nesta sexta-feira (09), durante agenda em Gurupi, que o trabalho no segundo turno está concentrado no contato direto com os eleitores, nas visitas aos municípios e na apresentação de propostas. Em entrevista à imprensa, destacou que ouvir a população também faz parte desse percurso, ao lado de parceiros e lideranças.

 

“Nós vamos seguir falando com as pessoas, com vários parceiros, visitando os municípios, apresentando as nossas propostas, ouvindo também o Tocantins, porque essa é a nossa responsabilidade”, declarou.

 

Esforço para estimular o eleitor a votar

Questionada sobre a abstenção no primeiro turno, Dorinha defendeu um esforço coletivo para estimular a presença dos eleitores nas urnas. Para a candidata, a escolha de quem vai governar o Estado exige participação e atenção ao futuro do Tocantins. “É importante que as pessoas saiam de casa. É um exercício da democracia e da escolha”, afirmou.

 

Dorinha também citou o papel da Justiça Eleitoral e das gestões municipais e estadual no apoio à participação dos cidadãos. “A abstenção, eu acho que ela tem que ser combatida e enfrentada por todos nós”, disse, ao defender que a população tenha condições de votar e participar das decisões políticas do país e do Estado.

 

A prefeita Josi Nunes (União Brasil), afirmou que a mobilização por Dorinha no segundo turno já está organizada, com reuniões, caminhadas, visitas e divulgação nas redes sociais. “Nós já nos organizamos, já montamos toda a nossa plataforma de trabalho no segundo turno: reuniões, caminhadas, visitas”, declarou. Segundo a prefeita, a campanha vai ampliar o contato com os eleitores, “levando a consciência da importância do nome de Dorinha não somente para Gurupi, mas para todo o Estado do Tocantins”.

 

 

 

Posted On Domingo, 11 Outubro 2026 03:01 Escrito por

Autoridades manifestaram gratidão pelos resultados da campanha e destacaram a responsabilidade diante dos desafios futuros

 

 

Da Assessoria 

 

 

O senador Eduardo Gomes (PL), acompanhado da esposa, Carla Gomes, e a candidata ao Governo do Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil), participaram, na última sexta-feira (9/10), da abertura da 38ª edição da Convenção Estadual de Ministros Evangélicos das Assembleias de Deus Nação Madureira do Tocantins (Conemad-TO), em Gurupi. Na ocasião, as autoridades manifestaram gratidão pelos resultados do período de campanha e destacaram a responsabilidade diante dos desafios futuros.

 

O evento ocorre de 9 a 11 de outubro, com o tema “Liderando para cumprir a missão”. A programação de abertura também celebrou a inauguração da Catedral de Madureira, da Igreja Assembleia de Deus (IAD) em Gurupi.

 

Durante o evento, o vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes (PL), reafirmou o compromisso de manter o diálogo com as lideranças da instituição religiosa e destacou a importância do atual momento político.

 

 

 

“Quero expressar o meu compromisso, das vezes que recebi um telefonema preocupado do pastor Amarildo, com uma conversa franca sobre os desafios que estamos enfrentando no Brasil. É chegada a hora de grandes decisões, e a gente pede humildade para entender os avanços que teremos na vida política”, afirmou.

 

O presidente da Conemad-TO, pastor Amarildo Martins, destacou a satisfação com a parceria com o senador e ressaltou a relação de amizade com a instituição religiosa.

 

“Para o Eduardo Gomes a gente dispensa comentários. Ele é um amigo, sempre, não apenas meu, como também da igreja e nossos membros. Um irmão de todos”, concluiu.

 

 

 

Posted On Sábado, 10 Outubro 2026 10:06 Escrito por

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

Faltam pouco mais de duas semanas para 25 de outubro, data em que eleitoras e eleitores do Tocantins voltarão às urnas para escolher o próximo governador. Professora Dorinha Seabra e Vicentinho Júnior chegaram ao segundo turno com votações próximas e agora disputam apoios políticos, novas alianças e, principalmente, a confiança de quem ainda não definiu seu voto.

 

O primeiro desafio está no eleitorado que não escolheu nenhum dos dois finalistas. O Tocantins registrou mais de 216 mil abstenções no primeiro turno, além dos votos brancos e nulos. É um contingente expressivo, que não pode ser tratado como um bloco uniforme nem automaticamente classificado como eleitorado descontente, mas que evidencia a dimensão da tarefa das campanhas para ampliar a participação e conquistar novos votos.

 

A disputa também passa pelos prefeitos, vereadores, deputados, ex-candidatos e lideranças regionais que começam a se posicionar. As adesões ganharam velocidade desde o encerramento do primeiro turno, e a próxima semana promete novas movimentações nos dois campos políticos.

 

DORINHA, EDUARDO GOMES E O APOIO DE FLÁVIO BOLSONARO

 

Além do apoio do governador Wanderlei Barbosa, senadora Professora Dorinha Seabra conta com o apoio do senador Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal e presidente do PL no Tocantins.

 

Reeleito com 450.191 votos, Eduardo Gomes foi o candidato ao Senado mais votado no Estado em 2026. Ex-líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional por três anos, ele participa das articulações nacionais que envolvem a candidatura de Dorinha ao Palácio Araguaia.

 

Além disso, Dorinha e seu grupo elegeu 7 dos 8 deputados federais e 17 dos 24 parlamentares que farão a composição na Assembleia Legislativa a partir de 2027.

 

Uma das principais movimentações do grupo foi a aproximação com Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República. Em reunião com integrantes da base governista, Dorinha conversou por telefone com o presidenciável, declarou apoio à sua candidatura e recebeu dele uma manifestação de apoio para o segundo turno estadual.

 

 

A articulação envolveu Eduardo Gomes e Wanderlei Barbosa. No dia seguinte, durante agenda em Goiânia, Flávio recebeu Dorinha, Eduardo Gomes e o deputado federal Carlos Gaguim, que disputou o Senado e terminou em quarto lugar. Na ocasião, foi gravado um vídeo com manifestações de apoio à candidatura da senadora ao Governo do Tocantins.

 

O grupo trabalha com a expectativa de que Flávio Bolsonaro visite o Estado nos próximos dias para participar de atividades políticas e se encontrar com eleitores. A aliança acrescenta uma dimensão nacional à disputa estadual. Entretanto, a presença de um presidenciável no palanque não garante, por si só, a transferência de votos. O desafio será transformar a aproximação política em mobilização eleitoral nos municípios.

 

LIDERANÇAS MUNICIPAIS ENTRAM NA ESTRATÉGIA

 

Na última quinta-feira, o grupo governista reuniu prefeitos e prefeitas em um encontro reservado, com a presença de Dorinha Seabra e sob a articulação política de Eduardo Gomes. Participaram lideranças do chamado G5, entre elas o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, o prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues, e o prefeito de Porto Nacional, Ronivon Maciel, além de dezenas de gestores municipais.

 

A reunião ocorreu no auditório de um hotel, no centro da cidade, para discutir estratégias e alinhar a atuação das lideranças municipais em torno da candidatura de Dorinha. Carlos Gaguim também compareceu. Depois de terminar em quarto lugar na disputa pelo Senado, o deputado federal demonstrou permanência no grupo político da candidata. Segundo o relato do encontro, sua presença foi recebida com aplausos de pé, em reconhecimento à lealdade política.

 

O próximo passo será colocar em prática as estratégias definidas. A presença de prefeitos e lideranças fortalece a estrutura de campanha, mas o resultado dependerá da capacidade de cada grupo de dialogar com o eleitorado e transformar apoio político em voto.

 

VICENTINHO JÚNIOR AMPLIA O CAMPO DE ALIANÇAS

 

Do outro lado, Vicentinho Júnior também intensifica a articulação política. Ao lado de Amélio Cayres, candidato a vice-governador, e de Alexandre Guimarães, senador eleito, o candidato busca ampliar a base de apoio e atrair lideranças que, no primeiro turno, estavam em outros campos políticos.

 

O grupo, tratado nos bastidores como o “trio parada dura”, realizou uma reunião para receber adesões. O encontro aconteceu no auditório de um salão de eventos, o mesmo espaço em que o grupo havia reunido vereadores e vereadoras durante a pré-campanha.

 

Desta vez, segundo as informações divulgadas pela campanha, 134 vereadores e vereadoras de diversos municípios declararam apoio à candidatura de Vicentinho Júnior e Amélio Cayres. Deputados eleitos também manifestaram adesão ao projeto, incluindo nomes ligados à base política de Dorinha no primeiro turno.

 

A lista de apoios é um dos elementos da estratégia de Vicentinho para ampliar sua presença municipal. A questão central, porém, permanece: quantos desses apoios se converterão em votos no dia 25 de outubro?

 

LAUREZ MOREIRA E DU PEREIRA DECLARAM APOIO

 

Uma das mudanças mais relevantes desta semana foi o posicionamento de Laurez Moreira, que terminou o primeiro turno em terceiro lugar na disputa pelo Governo, com 69.967 votos, equivalentes a 8,24% dos votos válidos.

 

Nesta quinta-feira (8), Laurez declarou apoio a Vicentinho Júnior e afirmou que também pedirá a seus aliados e eleitores que acompanhem sua decisão. O vice-governador justificou o posicionamento pela identificação de seu grupo com a proposta de mudança defendida pelo candidato do PSDB.

 

No mesmo dia, Du Pereira, que também disputou o Governo no primeiro turno, anunciou apoio a Vicentinho. As duas adesões ampliam a frente política do candidato e abrem uma nova etapa de negociações com os grupos que ficaram fora da disputa final.

 

Laurez construiu uma votação própria, com presença em diferentes municípios. Entretanto, os 69.967 votos que recebeu não são automaticamente transferíveis. O efeito de sua decisão dependerá da reação dos eleitores, dos aliados e das lideranças que participaram de sua campanha.

 

DUERÉ TAMBÉM SE MOVIMENTA

Na sexta-feira, 9 de outubro, Vicentinho recebeu o apoio do prefeito de Dueré, Dida Moreira, irmão de Laurez Moreira. Ele chegou acompanhado do vice-prefeito Silva da Vila, vereadores, ex-prefeitos, ex-vice-prefeitos e outras lideranças do município.

 

A adesão reforça a presença de Vicentinho no sul do Tocantins e acrescenta à sua campanha um grupo político com atuação municipal. O movimento ganha relevância por envolver lideranças ligadas ao campo de Laurez, que agora declarou apoio ao candidato tucano.

 

Outro nome relacionado a esse núcleo é o deputado estadual Gutierres Torquato, que obteve 21.052 votos. Sua aproximação com o grupo de Vicentinho também integra as movimentações políticas posteriores ao primeiro turno.

 

O peso dessas adesões será medido pela capacidade de articulação em Dueré, Gurupi e nos municípios da região. Mais uma vez, a conta eleitoral não se resume à soma das votações anteriores: ela depende de como cada liderança conseguirá mobilizar sua base e de como o eleitor responderá à nova configuração política.

 

ELI BORGES CHEGA AO PALANQUE DE VICENTINHO

 

Outra adesão de destaque foi a do deputado federal Eli Borges, candidato ao Senado que obteve 271.829 votos em todo o Estado.

 

Em coletiva na Casa 45, Eli foi recebido por Vicentinho Júnior, Amélio Cayres e Alexandre Guimarães, que destacaram sua trajetória política e liderança. Ele estava acompanhado de seu filho, o vereador Thiago Borges, de sua primeira suplente, Eliane Moreira, conhecida como Rainha do Crédito e ligada ao segmento empresarial.

 

A entrada de Eli acrescenta à campanha uma liderança com votação expressiva e interlocução com segmentos religiosos. A expectativa política é que parte das pessoas e lideranças que acompanharam sua candidatura ao Senado considere seguir sua orientação no segundo turno.

 

Mas não existe transferência automática de votos. O eleitorado de Eli é diverso, e o alcance da adesão dependerá da disposição de seus apoiadores em acompanhar sua escolha.

 

A movimentação também demonstra que as alianças do segundo turno não estão restritas aos candidatos ao Governo. Os grupos políticos procuram reunir lideranças com presença regional, influência social e capacidade de mobilização.

 

COLÉGIOS ELEITORAIS NO CENTRO DA DISPUTA

 

A estratégia dos dois candidatos passa necessariamente pelos municípios que concentram o maior número de eleitores. Os dez maiores colégios eleitorais do Tocantins reúnem aproximadamente 590 mil pessoas aptas a votar, cerca de metade do eleitorado estadual, conforme os dados apresentados para esta análise.

Palmas lidera, com 218.504 eleitores. Em seguida aparecem Araguaína, com aproximadamente 124 mil; Gurupi, com 61.407; e Porto Nacional, com 47.207. Também integram a lista dos dez maiores eleitorados Paraíso do Tocantins, Colinas do Tocantins, Araguatins, Guaraí, Tocantinópolis e Miracema do Tocantins

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O resultado do primeiro turno para governador nesses municípios mostra um cenário dividido:

• Palmas: Dorinha recebeu 71.143 votos, contra 64.665 de Vicentinho.

• Araguaína: Vicentinho obteve 40.080 votos, enquanto Dorinha recebeu 37.608.

• Gurupi: Dorinha alcançou 17.553 votos, contra 14.584 de Vicentinho.

• Porto Nacional: Vicentinho conquistou 18.801 votos, enquanto Dorinha teve 11.284.

• Paraíso do Tocantins: Vicentinho recebeu 14.705 votos, contra 8.208 de Dorinha.

• Colinas do Tocantins: Dorinha obteve 9.115 votos, enquanto Vicentinho recebeu 6.968.

• Araguatins: Dorinha somou 7.682 votos, contra 6.307 de Vicentinho.

• Guaraí: Dorinha recebeu 6.448 votos, enquanto Vicentinho obteve 5.434.

• Tocantinópolis: Dorinha alcançou 5.308 votos, contra 4.408 de Vicentinho.

• Miracema do Tocantins: Dorinha recebeu 5.282 votos, enquanto Vicentinho somou 3.947.

Os dados mostram que nenhum dos dois candidatos dominou todos os principais municípios. Dorinha ficou à frente em sete dos dez maiores colégios eleitorais, enquanto Vicentinho liderou em Araguaína, Porto Nacional e Paraíso do Tocantins.

 

Esse recorte ajuda a compreender o desafio das campanhas: consolidar os municípios onde já tiveram melhor desempenho e ampliar a votação naqueles em que terminaram atrás. Também evidencia a importância de observar os resultados por região, sem presumir que uma liderança municipal consiga transferir integralmente seus votos.

 

ABSTENÇÃO TAMBÉM ENTRA NA CONTA

 

Além dos votos conquistados pelos candidatos que ficaram pelo caminho, existe um contingente importante de eleitores que não compareceu às urnas ou optou pelo voto branco ou nulo.
Somente Palmas registrou 36.375 abstenções no primeiro turno. Araguaína teve 20.712, Gurupi 12.103, Porto Nacional 8.417 e Paraíso do Tocantins 6.841. Juntos, esses cinco municípios somaram 84.448 eleitores ausentes.

 

Esses números tornam os grandes centros urbanos ainda mais relevantes para a reta final. As campanhas terão de buscar os eleitores que não participaram da primeira votação, sem deixar de trabalhar pela consolidação dos votos já conquistados.

 

A abstenção, porém, não pode ser interpretada automaticamente como rejeição à classe política. Há diferentes razões para o não comparecimento, assim como há diferentes motivações para o voto branco ou nulo. O que os números demonstram é que a participação eleitoral será um fator importante no resultado final.

A PRÓXIMA SEMANA PODE TRAZER NOVAS ADESÕES

O segundo turno entrou em uma fase de intensa movimentação. Dorinha conta com a estrutura política do grupo governista, o apoio de Wanderlei Barbosa e Eduardo Gomes e a articulação com Flávio Bolsonaro. Vicentinho ampliou sua base com as adesões de Laurez Moreira, Du Pereira, Dida Moreira e outras lideranças, além do apoio de Eli Borges.

 

As duas campanhas ainda têm tempo para negociar alianças, apresentar propostas e buscar novos apoios. A próxima semana promete novidades nos dois grupos, mas o tamanho real de cada adesão só poderá ser avaliado diante das urnas.

 

Os números dos principais colégios eleitorais mostram que a disputa está distribuída por diferentes regiões. As votações anteriores oferecem referências importantes, mas não garantem a repetição do comportamento do eleitor no segundo turno.

 

A eleição continua aberta. As alianças estão em movimento, as estratégias começam a sair das reuniões reservadas para as ruas e o eleitorado volta a ser o centro da disputa.

 

No dia 25 de outubro, a decisão será tomada nas urnas. Até lá, cada apoio anunciado será parte de uma equação que ainda precisa ser resolvida.

 

 

 

Posted On Sábado, 10 Outubro 2026 05:18 Escrito por

Em encontro com obreiros de todo o Tocantins, Dorinha destaca o alcance social da Nação Madureira e sua presença na vida das famílias

 

 

Texto: Cidiane Carvalho

 

Candidata ao Governo do Estado, a Professora Dorinha (União Brasil) esteve nesta sexta-feira (9), em Gurupi, no 38º CONEMAD-TO, Convenção das Assembleias de Deus Ministério de Madureira no Tocantins, e na inauguração da Catedral IAD Gurupi. Após o evento, em conversa com a imprensa, a senadora destacou a presença da Nação Madureira no Estado e sua contribuição para a proteção das famílias e o enfrentamento às drogas.

 

“A Nação Madureira tem uma presença, uma força muito grande no nosso Estado. E sempre com uma preocupação grande com o Tocantins e com o Brasil”, afirmou. Dorinha ressaltou que a atuação da instituição pode contribuir com o cuidado da população, especialmente na área social, no combate às drogas e no fortalecimento dos vínculos familiares.

 

A programação reuniu obreiros de todo o Tocantins para a Assembleia Geral ordinária, com eleição da mesa diretora e escolha de novos ministros. O pastor Amarildo destacou os 38 anos da instituição no Estado, a dimensão do encontro e celebrou a presença da Professora Dorinha. “Estamos aqui com esse grupo de obreiros vindo de todo o Estado. Todos os municípios do Estado estão aqui. E estamos felizes com as visitas aqui recebidas da Professora Dorinha”, afirmou.

 

 

Dorinha também lembrou que acompanha os encontros da igreja e que esteve na edição anterior, em Araguaína. Ao falar sobre a liderança do pastor Amarildo, classificou-o como “uma importante força de toda a Nação Madureira no Brasil inteiro”.

 

 

O encontro contou ainda com as presenças do senador Eduardo Gomes (PL), o deputado federal Felipe Martins (PL), a prefeita de Gurupi, Josi Nunes (União Brasil), e o deputado estadual Eduardo Fortes (Republicanos), e mais lideranças locais.

 

 

 

Posted On Sábado, 10 Outubro 2026 05:02 Escrito por
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