O novo valor aumenta em R$ 18,01 o piso salarial; especialista chamou a quantia de simbólica

 

 

Com Do R7

 

 

Qual é o valor que deve ser aplicado para garantir um ensino de qualidade à população? Na opinião de Rafael Parente, P.h.D em educação e pesquisador do núcleo de excelência em tecnologias sociais da UFA (Universidade Federal de Alagoas), “valorizar o professor é o investimento com maior retorno que existe”. A declaração foi feita no Conexão Record News desta quinta (8) em resposta ao reajuste do piso salarial dos professores, que não passou de um “valor simbólico” segundo o entrevistado.

 

A nova quantia de 2026 será uma das mais baixas já registradas. Com um aumento de 0,37%, a remuneração passará a ser R$ 4.885,78, um acréscimo de R$ 18,01 ao número anterior. “Não dá para comprar nem um lanche com isso. Não é um reajuste, é uma perda salarial”, desabafa Parente. A Frente Parlamentar Mista de Educação também questionou o reajuste por ele ser incapaz de recompor as perdas inflacionárias. O grupo pediu uma ação do ministério da educação. Mas o principal motivo por trás da revolta não é o salário, mas sim as consequências que ele traz para a educação.

 

“Cada vez menos gente quer ser professor. A realidade é essa [...] Quando a gente diz para os professores que eles valem menos a cada ano, a gente está dizendo também aos jovens mais talentosos do nosso país, olha, não venham para cá. Não venham para a educação, escolham outra profissão”, explica Parente, que questiona as atitudes do governo: “Acho que a pergunta principal que precisamos fazer é se a gente realmente quer ser um país sério. Porque não existe no mundo um país avançado que não tenha priorizado a educação.”

 

Este é o ponto essencial para o pesquisador. Ele elaborou que caso não haja profissionais motivados, com acesso à infraestrutura e ferramentas adequadas para fazerem um bom trabalho, então não haverá um ensino de excelência para os jovens. Uma vez que isso acontece, há perdas no presente e no futuro do país, devido à desmotivação para entrar na carreira. O P.h.D lembra que embora escolas de rede privada não sejam afetadas pela medida, devido ao fato que os estabelecimentos possuírem uma maior liberdade financeira e administrativa, o mesmo não ocorre com a rede pública.

“As escolas particulares, as melhores de cada região, têm mensalidades mais altas. Por quê? Porque sabemos que educação de excelência custa caro”, como apontou o entrevistado, que também lembrou sobre os resultados de pesquisas comparativas dos salários de professores de cada país. Ele chamou de vergonhosa a frequência com a qual o Brasil costuma aparecer nos últimos colocados do ranking, com exceção do ensino superior.

 

Parente chamou a situação atual do ensino básico de crítica e abordou o fato de nações vizinhas como Chile e Uruguai terem investimentos maiores que o do Brasil, apesar das diferenças econômicas: “Somos uma das dez maiores potências do mundo. Temos profissões e profissionais com bons salários, inclusive no setor público. [...] Como pode que há profissionais que ganham mais de R$ 500 mil, mas não dá para pagar um salário minimamente digno para os nossos professores?”. O especialista conclui que para haver mudanças nesta desigualdade, é necessário eleger representantes e políticos que estejam empenhados em melhorar o cenário atual. “Não teve até hoje um grupo político que de fato conseguisse se mobilizar”.

 

 

Posted On Sexta, 09 Janeiro 2026 07:23 Escrito por

Evento marca a defesa da democracia nos 3 anos dos atos golpistas

 

 

Com CNN Brasil 

 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou na manhã desta quinta-feira (8) o texto do PL (projeto de lei) da Dosimetria, que promovia a redução de penas dos condenados por participarem dos atos criminosos do 8 de Janeiro.

Aprovado pelo Congresso em dezembro do ano passado, a proposta também beneficiava aqueles que participaram da elaboração de um plano de golpe para tirar Lula do poder e manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Presidência.

 

De forma simbólica, a assinatura do veto se deu durante cerimônia organizada pelo governo Lula para marcar os três anos do 8 de Janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes pedindo por uma intervenção federal.

 

O evento, que tem como objetivo “reforçar os valores da democracia”, se dá em um momento em que políticos de direita do país defendem a redução de penas.

 

Com mais de 800 condenações pelo STF (Supremo Tribunal Federal), os julgamentos relacionados ao plano de golpe de Estado também resultaram na prisão de Bolsonaro, considerado o maior nome da direita brasileira, e de generais das Forças Armadas.

 

No Legislativo, o tema causou embate ao longo de todo o ano de 2025 entre governistas e oposição. Lula já havia manifestado publicamente a intenção de barrar a proposta.

 

Agora, o veto de Lula segue para análise do Congresso Nacional. Em sessão especial reunindo Senado e Câmara, os congressistas vão decidir se devem ou não derrubar o veto presidencial.

 

O que diz o PL da Dosimetria

O PL da Dosimetria altera regras da Lei de Execução Penal e prevê mudanças no cálculo das penas.

 

Na prática, o texto altera a forma como as penas são somadas quando um réu é condenado por mais de um crime cometido no mesmo contexto, proibindo esse tipo de conta.

 

Dessa forma, quando, por exemplo, os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado são praticados juntos, apenas a penas mais grave é aplicada, e não a soma das duas.

 

Além disso, o projeto também prevê o menor tempo possível de prisão para a progressão do regime em crimes contra o Estado Democrático de Direito, sem considerar se o réu é reincidente ou se houve o uso de violência ou grave ameaça.

 

 

 

Posted On Quinta, 08 Janeiro 2026 14:00 Escrito por

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, deve deixar o cargo no começo de janeiro

 

 

Com Agância Brasil 

 

 

Nesta quinta-feira, 8, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sua carta de saída do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

 

Lewandowski assumiu o cargo em fevereiro de 2024, logo após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF). Sua saída da pasta está prevista para ocorrer ainda nesta quinta.

 

O Ministério da Justiça coordena órgãos como a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional, que é mobilizada para reforço de segurança ou atuação em situações de crise nos estados.

 

O governo ainda não divulgou quem será o substituto de Lewandowski. Enquanto isso, o secretário-executivo do MJ, Manoel Almeida, deve assumir como ministro interino.

 

 

Posted On Quinta, 08 Janeiro 2026 13:50 Escrito por

Até o momento, 810 pessoas foram condenadas por envolvimento nos atos, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro

 

 

Por Thays Martins

 

 

Após três anos dos atos antidemocráticos do 8 de janeiro, o STF (Supremo Tribunal Federal) ainda tem 346 ações penais em fase final de instrução e 98 denúncias já oferecidas para serem analisadas. Segundo a Corte, a maioria é relacionada a financiadores dos atos, já que esses processos são mais demorados, pois envolvem quebra de sigilo bancário. O Supremo inicia o ano judiciário em fevereiro, mas ainda não há pauta definida de julgamentos.

 

Nesta quinta-feira (8), o Brasil relembra a data após condenar os autores intelectuais dos atos. No fim do ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) terminou os julgamentos das autoridades que teriam articulado um plano de golpe de Estado depois das eleições de 2022. Os atos de 8 de janeiro seriam a “última esperança” para manter Jair Bolsonaro no poder, segundo a investigação.

 

Ao todo, 810 pessoas foram condenadas, sendo 395 por crimes mais graves e 415 por delitos menos severos. Outras 14 foram absolvidas. Também houve a homologação de 564 acordos de não persecução penal. Nesses casos, são previstas medidas como prestação de serviços à comunidade e cursos sobre democracia. Desde 2023, 1.734 ações penais foram abertas no STF com relação aos atos.

 

Prisões

Apesar do número de condenações, três anos após os atos, a maioria dos condenados não está mais presa. De acordo com dados atualizados em agosto pelo STF, 141 pessoas estavam presas em unidades prisionais e 44 cumpriam prisão domiciliar. A maioria já foi solta por terem cumprido parte da pena — o que permitiu a ida para o regime aberto ou o livramento condicional.

No fim do ano passado, o Congresso aprovou o PL da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados por golpe de Estado. O projeto, no entanto, deve ser vetado pelo presidente Lula nesta quinta-feira. O texto também beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão.

 

Bolsonaro está cumprindo pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Além dele, outros 22, dos 29 condenados por integrarem a organização criminosa da trama golpista, estão presos.

Seis estão cumprindo penas definitivas (Bolsonaro, Braga Netto, Anderson Torres, Almir Garnier, Paulo Sérgio Nogueira e Augusto Heleno). Outros 17 estão em prisão preventiva devido ao risco de fuga.

 

Trama golpista x 8 de janeiro

A PGR relaciona os atos de 8 de janeiro à atuação de uma organização criminosa, que teria sido liderada por Bolsonaro, com o objetivo de manter o ex-presidente no poder. Segundo a investigação, o 8 de janeiro seria o “resultado final da empreitada golpista”.

Nesta quinta, o STF tem uma programação especial para relembrar os atos antidemocráticos. A programação envolve uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa e uma mesa-redonda.

 

 

Posted On Quinta, 08 Janeiro 2026 06:27 Escrito por

Unidades das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino foram atingidas

 

 

Por Bernardo Yoneshigue

 

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de alguns lotes das fórmulas infantis das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, todas da Nestlé, devido ao risco de contaminação com cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.

A medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, veta a comercialização, distribuição e uso das unidades. "O consumo de alimento contaminado por essa toxina pode causar vômito persistente, diarreia ou letargia, que é a sonolência excessiva, lentidão de movimentos e raciocínio, e incapacidade de reagir e expressar emoções", alerta a agência.

 

A proibição tem caráter preventivo, até o momento não foram registrados casos de intoxicação ligados aos produtos em nenhum lugar do mundo. A Nestlé deu início a um recolhimento voluntário global após detectar a toxina em itens de uma das fábricas da empresa na Holanda."Foi identificado que a toxina estava presente em um ingrediente proveniente de um fornecedor global de óleos terceirizados. Dessa forma, a empresa indicou a necessidade de um recolhimento", diz a Anvisa. Mais de 30 países fazem parte do recall.

 

Em nota, a Nestlé disse que a cereulide foi detectada durante análises periódicas de qualidade e que o fornecedor do ingrediente foi notificado. Além disso, a companhia afirma que está atuando "em estreita cooperação com as autoridades responsáveis" com "agilidade para evitar ou reduzir qualquer tipo de impacto ao consumidor".

 

"Comumente encontrado em matérias-primas e ocasionalmente em alimentos, como leite e produtos lácteos, o Bacillus cereus é um microrganismo que, normalmente, não tem impacto na segurança alimentar. No entanto, ele tem o potencial de produzir substâncias, como a cereulide, que pode causar reações adversas em alguns casos", diz. As queixas podem surgir até 6 horas após o consumo.

Orientações a pais e responsáveis

A Anvisa orienta que, em caso de uso de uma das marcas citadas, pais e responsáveis devem verificar o número do lote impresso no rótulo da fórmula. Se ela pertencer a um dos lotes recolhidos, não deve ser utilizada ou oferecida para consumo. Os demais lotes não foram afetados.

 

Os consumidores que tiverem produtos dos lotes citados devem entrar em contato com a área de Atendimento ao Consumidor da Nestlé para a devolução do item e reembolso integral por meio dos canais Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou 0800 761 2500, com atendimento 24 horas por dia, 7 dias por semana.

 

Já se a criança apresentar sintomas compatíveis com decorrentes do consumo de um item contaminado, a Anvisa orienta a busca imediata por atendimento médico. No local, é importante informar o alimento que foi consumido, se possível com uma amostra da embalagem.

 

 

Posted On Quarta, 07 Janeiro 2026 13:37 Escrito por
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