Flavio afirmou que estava ali “para orar pelo país”, não para falar de política

 

 

POR ANA LUIZA ALBUQUERQUE E ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER

 

 

O pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que “o mal vai ser expulso do governo do Brasil” e que o país vive uma “guerra espiritual”.

A declaração foi feita na Marcha para Jesus, que acontece em São Paulo.

“Vamos orar pelo nosso Brasil, essa guerra é espiritual. Maior resposta que podemos dar ao mal que vai ser expulso do governo do Brasil esse ano”, declarou.

 

“Não estou aqui como candidato, estou aqui como cristão”, disse antes de subir ao trio. O pré-candidato à Presidência participa do evento neste eleitoral 2026. A presença não se repetiu nos anos anteriores.

 

O primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se esquivou, minutos antes de falar no trio, de duas perguntas feitas a ele pela reportagem.

A primeira: se acreditava que as tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos têm potencial para prejudicar sua candidatura. O senador se reuniu com Donald Trump dias antes do anúncio e, como vacina para essa ideia já explorada por Lula (PT), seu maior adversário, disse que pediu ao presidente americano que vete a taxação.

 

Flávio disse que o momento não era para falar de política.

 

Também não quis responder sobre a preferência de líderes evangélicos por uma chapa que unisse Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro. O governador não pode mais concorrer a um cargo que não seja o que já ocupa, por restrições da legislação eleitoral, e Michelle seria uma opção de cabeça de chapa por ora descartada.

 

Flavio afirmou que estava ali “para orar pelo país”, não para falar de política.

 

Ele está no trio elétrico principal do evento com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB); o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça; o advogado-geral da União, Jorge Messias; os pré-candidatos ao Senado por São Paulo, deputados André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP); e o deputado estadual Lucas Bove (PL).

 

“A gente não pode se conformar em seguir padrões, a gente precisa transformar nossa vida e pensamento. Quem veio aqui buscar uma graça? São Paulo é do senhor Jesus. Coisas sobrenaturais acontecerão”, disse Tarcísio.

 

 

Posted On Quinta, 04 Junho 2026 14:48 Escrito por

A Anvisa determinou o recolhimento de 374,4 mil garrafas da água Crystal após a confirmação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em um lote distribuído em quatro estados

 

 

 

Por Carolina Sott

 

 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou, nesta quarta-feira (3), a suspensão imediata da venda e o recolhimento de um lote específico da água mineral Crystal (sem gás).

Conforme a Resolução 2.247/2026, a medida foi tomada após testes laboratoriais identificarem a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras, o que coloca o produto fora dos padrões de segurança para consumo humano.

 

Conteúdos em alta

Segundo informações encaminhadas pela empresa à Anvisa, o lote afeta mais de 374 mil garrafas de 500 ml, produzidas em janeiro de 2026. A fabricante responsável é a Mineração Bom Jesus Ltda., unidade de Luziânia (GO) que integra o Sistema Coca-Cola.

 

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Água Crystal contaminada: qual o lote afetado?

Para garantir a sua segurança, verifique o rótulo da embalagem. O lote supostamente contaminado é:

Lote: LZ1 VAL200127 3 P 200126

 

Data de fabricação: 20/01/2026

Validade: 20/01/2027

Água Crystal contaminada

Água Crystal contaminada: lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 teve a comercialização, distribuição e uso suspensos

 

Onde o produto foi distribuído?

A água Crystal contaminada foi enviada principalmente para quatro regiões:

Distrito Federal: 230.443 unidades.

Goiás: 66.768 unidades (cidades próximas ao DF).

São Paulo: 75.750 unidades (municípios do interior).

Tocantins: 1.439 unidades.

 

Entenda o risco: a bactéria Pseudomonas aeruginosa

A investigação teve início em uma coleta de rotina da Vigilância Sanitária do DF. O Lacen-DF (Laboratório Central) confirmou a presença da bactéria em amostras do produto. A Pseudomonas aeruginosa pode causar infecções em pessoas com o sistema imunológico mais frágil, e sua presença em água envasada é proibida pela legislação brasileira.

 

 

 

Posted On Quarta, 03 Junho 2026 09:55 Escrito por

A data religiosa é feriado em 19 capitais do país

 

 

Por Matheus Crobelatti*

 

O Corpus Christi, uma celebração da Igreja Católica que exalta a presença de Jesus Cristo no sacramento da Eucaristia, será na próxima quinta-feira (4). O calendário de feriados do governo federal determina que, neste ano de, a data seja considerada ponto facultativo, assim como a sexta-feira (5). Alguns municípios, no entanto, consideram a celebração como feriado.

 

Nos locais onde o Corpus Christi é ponto facultativo, o governo dispensa a obrigatoriedade do expediente nas repartições públicas. Contudo, a decisão de liberar os servidores cabe aos dirigentes dos órgãos. Nas empresas privadas, os funcionários podem trabalham normalmente, incluindo estagiários e terceirizados. A folga depende de acordos internos.

 

“A lei federal delega aos municípios e aos estados a decisão sobre esse dia ser feriado ou não. É por isso que, enquanto em alguns lugares o comércio, os mercados e as empresas são obrigados a fechar, talvez na cidade vizinha, tudo vai abrir. E talvez isso gere um pouco de confusão para as pessoas”, explica o advogado trabalhista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), João Pedro Marsillac.

 

Nos locais onde aplica-se o feriado, caso as empresas escolham permanecer com o expediente, os funcionários com carteira assinada (CLT) devem receber o dobro da remuneração paga.

 

A quebra de pagamento adicional pode gerar ações trabalhistas contra a empresa, como aponta Marsillac:

 

“Nesse caso, o próprio judiciário vai analisar a validade disso e, caso realmente a empresa esteja incorreta, e tenha subtraído dos empregados esse pagamento adicional, a empresa será condenada a indenizar por essas horas que não foram pagas. Ainda existe a possibilidade de os empregados fazerem uma reclamação via seu sindicato ou até para o Ministério do Trabalho”, disse o advogado trabalhista.

 

Os estagiários também podem trabalhar em feriados, mas não recebem nenhum tipo de compensação salarial. Apesar disso, a Lei do Estágio determina que um empregado deve supervisionar as atividades do funcionário. “Se ele [o supervisor] estiver de folga, o estagiário não poderia trabalhar, pois retira-se aí a função pedagógica do estágio,” explicou João Marsillac.

 

Os trabalhadores nas modalidades de pessoa jurídica (PJ) e Microempreendedor Individual (MEI) também não possuem nenhuma restrição para trabalhar nos feriados, visto que são prestadores de serviço, não empregados.

 

Confira as capitais onde o dia de Corpus Christi é considerado feriado:

Aracajú (SE)
Belo Horizonte (MG)
Boa Vista (RR)
Campo Grande (MS)
Cuiabá (MT)
Curitiba (PR)
Florianópolis (SC)
Fortaleza (CE)
Goiânia (GO)
Macapá (AP)
Maceió (AL)
Manaus (AM)
Natal (RN)
Rio de Janeiro (RJ)
Salvador (BA)
São Luiz (MA)
São Paulo (SP)
Teresina (PI)
Vitória (ES)

A celebração católica é ponto facultativo em:

Belém (PA)
João Pessoa (PB)
Palmas (TO)
Porto Velho (RO)
Porto Alegre (RS)
Rio Branco (AC)

O governo de Pernambuco mudou oficialmente o ponto facultativo de Corpus Christi para o dia 23 de junho, véspera de São João.

 

*Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior

 

 

Posted On Quarta, 03 Junho 2026 06:40 Escrito por

A investigação do governo americano concluiu pelo novo tarifaço como resposta ao que vê como práticas comerciais injustas do Brasil

 

 

POR ARTUR BÚRIGO

 

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (2) que pediu “expressamente” para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não aplicasse uma tarifa sobre as empresas brasileiras.

Para o presidenciável do PL, a medida anunciada pelo governo americano nesta terça, que propôs um aumento de 25% nas alíquotas de importação de produtos do Brasil, foi uma retaliação ao presidente Lula (PT).

“[Eu pedi] ‘por favor não taxa as empresas brasileiras’, só que nós temos sentado hoje na cadeira de presidente alguém que simplesmente conseguiu ganhar a desconfiança do governo americano. Eles não confiam no Lula porque ele sai de lá pedindo primeiro para não combater facções criminosas”, disse Flávio em entrevista à rádio Itatiaia.

 

A investigação do governo americano concluiu pelo novo tarifaço como resposta ao que vê como práticas comerciais injustas do Brasil. A decisão sobre aplicação ou não cabe ao presidente dos EUA, Donald Trump.

 

Para Flávio, que se reuniu com o presidente americano na última semana, Lula se tornou “inconfiável” na visão de Trump por também se mobilizar para encontrar uma alternativa ao dólar como moeda padrão internacional.

 

Nesse encontro, porém, o mandatário americano teria elogiado o petista, segundo relato confirmado pelo empresário bolsonarista Paulo Figueiredo, que participou da reunião.

 

Na última vez em que se encontraram, no início de maio, Trump publicou em sua rede social que a reunião com “o presidente muito dinâmico do Brasil” correu “muito bem”.

 

A sugestão do governo americano desta terça prevê 25% de tarifas sobre os produtos brasileiros, mas exclui uma ampla lista de bens considerados estratégicos para a economia dos Estados Unidos ou cuja oferta doméstica é insuficiente. Entre eles estão diversos alimentos e produtos agropecuários, como carne bovina, castanha-do-pará, castanha de caju, coco, banana, manga, mamão, abacaxi, laranja, limão e outras frutas tropicais.

 

Entre os resultados da investigação, a Casa Branca acusa o Brasil de impor restrições a empresas americanas de tecnologia por meio de decisões judiciais que ordenam a remoção de conteúdos, a suspensão de perfis e o sigilo dessas determinações. Também criticam multas e outras punições aplicadas às plataformas que não cumprem essas ordens. Além disso, alegam que políticas brasileiras favorecem empresas nacionais de pagamento eletrônico em detrimento de concorrentes americanas.

 

 

Posted On Terça, 02 Junho 2026 13:36 Escrito por

O caso de Toffoli é uma das justificativas do USTR, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA, para propor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

 

 

JOSÉ MARQUES E RICARDO DELLA COLETTA - (FOLHAPRESS)

 

A decisão do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), que anulou todas as provas oriundas do acordo de leniência da Odebrecht, de setembro de 2023, foi citada pelo governo Donald Trump como exemplo de que o Brasil falha no combate à corrupção.

 

O caso de Toffoli é uma das justificativas do USTR, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA, para propor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Além da corrupção, o governo Trump cita queixas sobre o Pix, tarifas consideradas injustas e desmatamento, entre outros.

O documento do governo Trump aponta ainda para uma decisão posterior de Toffoli, que suspendeu o pagamento de multas da empreiteira, e critica a falta de transparência na renegociação do acordo.

 

O texto afirma que o Brasil “falhou e continua falhando em tomar medidas de aplicação da lei para combater o suborno e a corrupção”, e usa como referência um relatório da OCDE que manifesta preocupação com as decisões de Toffoli.

 

Procurado por meio da assessoria de imprensa do STF, o ministro ainda não se manifestou sobre as afirmações do governo americano.

 

“Essa decisão, proferida em setembro de 2023 pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, tratou do maior esquema de corrupção transnacional da história e levou à anulação de mais de uma centena de casos no Brasil”, diz o documento.

 

“Em 2024, penalidades impostas pela Operação Lava Jato a empresas que haviam confessado corrupção em larga escala foram suspensas e autorizadas a serem renegociadas. A renegociação desses acordos de leniência tem sido criticada por avançar sem transparência e em meio a graves conflitos de interesse.”

 

A renegociação dos acordos com a União foi concluída em 2025 e validada pelo ministro do STF André Mendonça, mas ainda não foi pautada para apreciação do plenário da corte.

 

“Sobre essas renegociações, a Organização dos Estados Americanos concluiu que as ações do Brasil ‘correm o risco de minar a confiança pública no uso desses acordos e podem contribuir para uma sensação de insegurança jurídica para as pessoas jurídicas’, além de levantar questionamentos sobre a equidade desses acordos”, afirma o texto dos Estados Unidos.

 

“Em 2025, a Transparência Internacional caracterizou a anulação desses casos como a mais grave violação do Brasil à Convenção Antissuborno da OCDE.”

 

De acordo com o escritório comercial de Trump, os atos “irrazoáveis” e “insuficientes” do Brasil na área de anticocorrupção “oneram ou restringem o comércio dos Estados Unidos porque permitem que empresas corruptas operem no Brasil com impunidade, enquanto empresas americanas, sujeitas a exigências significativas e à possibilidade de responsabilização por práticas corruptas no exterior, ficam em desvantagem”.

 

A tarifa de 25% é apontada como uma medida corretiva para diversas práticas comerciais brasileiras. A investigação comercial conduzida com base na Seção 301 abrange temas como comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas consideradas “injustas ou preferenciais”, leis anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

 

Os alvos da investigação vão desde antigas reclamações de Washington, como as tarifas brasileiras sobre a importação de etanol, até o Pix. Empresas americanas de cartão de crédito alegam que o Banco Central concede tratamento preferencial ao sistema de pagamento instantâneo, o que o governo Lula nega.

 

A decisão de Toffoli de 2023 determinava que as provas oriundas tanto do acordo quanto dos sistemas Drousys e MyWebDay —respectivamente de comunicação interna e de contabilidade e controle de pagamentos de vantagens indevidas— são imprestáveis em qualquer âmbito ou grau de jurisdição.

 

Na decisão, o ministro disse que a Lava Jato foi “uma armação fruto de um projeto de poder de determinados agentes públicos em seu objetivo de conquista do Estado por meios aparentemente legais, mas com métodos e ações contra legem [a lei]”.

 

“Digo sem medo de errar, foi o verdadeiro ovo da serpente dos ataques à democracia e às instituições que já se prenunciavam em ações e vozes desses agentes contra as instituições e ao próprio STF. Ovo esse chocado por autoridades que fizeram desvio de função, agindo em conluio para atingir instituições, autoridades, empresas e alvos específicos”, disse o ministro na ocasião.

 

Em fevereiro de 2024, o ministro suspendeu os pagamentos da multa da Odebrecht referentes ao acordo feito com o Ministério Público Federal.

 

Em uma série de decisões, o ministro também vem anulando nos últimos anos os atos de integrantes da Lava Jato contra alvos da operação, como o doleiro Alberto Youssef, o ex-ministro Antonio Palocci e o executivo Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira.

 

As decisões têm acontecido sob a justificativa de que houve conluio entre o ex-juiz Sergio Moro e a acusação.

 

 

Posted On Terça, 02 Junho 2026 13:35 Escrito por
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